A asma é a doença crónica mais
comum no mundo inteiro, e a sua
prevalência continua a aumentar,
sobretudo nas crianças. Sem um
acompanhamento adequado, uma pessoa
com asma pode necessitar de faltar
ao emprego ou à escola, ter
limitações na sua actividade física,
ou mesmo precisar de tratamento
urgente ou internamento hospitalar.
Felizmente, é actualmente possível
para o asmático, através de um
diagnóstico precoce, acompanhamento
médico e tratamento adequados, ter
uma vida activa e praticamente sem
restrições. A Asma é uma doença
inflamatória crónica das vias
respiratórias, com dois componentes
principais:
Constrição: é a
contracção exagerada / aperto dos
músculos à volta das vias aéreas.
Inflamação: é o edema /
inchaço das vias aéreas.
A constrição e inflamação
provocam diminuição do calibre das
vias aéreas, o que origina os
sintomas, tais como pieira, tosse,
aperto no peito ou dificuldade
respiratória.
Para além disso, crê-se que a
evolução da asma sem ser tratada
leva a perda progressiva e a longo
prazo da função pulmonar. Quando um
doente asmático é exposto a um
factor desencadeante, as vias aéreas
ficam mais inflamadas e inchadas do
que o habitual, o que torna a
respiração mais difícil. Para além
disso, há a constrição e acumulação
de muco nas vias aéreas, o que
compromete ainda mais o seu calibre.
Vários factores desencadeantes podem
provocar um agravamento da asma,
tais como alergias, infecções,
cheiros intensos ou fumos, com que o
asmático entra em contacto, quer em
casa, quer no seu ambiente de
trabalho. Uma vez exposto a um
desencadeante, o doente pode ficar
mais sensível a outros tipos de
desencadeantes, pelo que é
necessário tê-los em conta na
actividade diária. A inflamação está
em muitos casos sempre presente,
mesmo quando o doente não apresenta
sintomas. O Dr. Pierre narra que a
asma é a única doença crónica
tratável que aumenta em prevalência
e em número de internações no
ocidente. Este aumento não apresenta
diferenças referentes às classes
sócio económicas. Segundo o médico,
a prevalência varia de 3 a 7 por
cento da população geral, havendo
variação deste índice de região para
região e de país para país. "Em
1995, nos Estados Unidos, dados do
The National Heart, Lung and Blood
Institute (NHLBI) estimavam em 14,9
milhões o número de pacientes com
asma e mais de 1,5 milhão de visitas
a serviços de emergência",
especifica o Dr. Pierre. O risco de
desenvolver a doença, de
predominância genética, está
relacionada à sua presença nos pais.
"Se um dos pais sofre de asma, o
risco da criança desenvolver asma é
de 25 por cento. Se ambos os pais
são asmáticos, esta taxa pode
alcançar 50%", explica o Dr. Pierre.
Outra característica predominante da
asma é que, em 50 por cento dos
casos, ela aparece antes dos dez
anos de idade. "Nos jovens há
predomínio do sexo masculino,
variando entre 3 meninos para cada 2
meninas e 2 meninos para cada
menina. Entre os 12 e 14 anos, a
predominância se equivale entre os
sexos, passando a predominar no sexo
feminino na idade adulta", relata o
especialista, que acrescenta: "Por
outro lado, 25 por cento dos casos
iniciam-se após os 40 anos, quando
predomina o sexo feminino. Em muitos
pacientes, principalmente naqueles
em que a doença iniciou-se antes dos
16 anos, pode ocorrer regressão
espontânea (de 30 a 50 por cento dos
casos)". O Dr. Pierre conta que
vários estudos sobre prevalência da
asma demonstram sua preponderância
na infância, atingindo cerca de 8 a
10 por cento da população, com um
declínio nos adultos jovens,
alcançando de 5 a 6 por cento das
pessoas. Ocorre, depois, uma segunda
elevação da prevalência no grupo
maior de 60 anos, chegando a índices
que variam de 7 a 9 por cento. Cabe
ressaltar que, segundo o Dr. Pierre
e seus estudos sobre o tema, a
prevalência da asma vem aumentando
nos Estados Unidos desde o início da
década de 80, independentemente da
idade, sexo e grupos raciais, embora
haja diferenças na prevalência entre
raças e grupos sociais. Isso se
deve, em parte, às influências
ambientais, que são múltiplas,
segundo ele, e diferentes de acordo
com o país. "Nos países
industrializados, a prevalência
aumenta 50 por cento a cada dez
anos", diz. Conforme suas pesquisas,
a influência do ambiente é evidente
na urbanização das crianças
africanas Xhosa do Transkei, na
África do Sul: "Quando estas migram
do campo para a periferia da Cidade
do Cabo, a prevalência da asma
aumenta de 0,15 para 3,2 por cento".
O Dr. Pierre demonstra, através de
seus estudos, uma associação entre
alta morbidade/mortalidade e áreas
geográficas de baixo perfil sócio -
económico. "Áreas de pobreza tendem
a apresentar grande densidade
populacional com um número maior de
habitantes por domicílio, e elevada
concentração de habitantes por
prédio, havendo intensa exposição
aos alérgicos da barata, de gatos e
de fungos (mofo)". Nos EUA a asma é
responsável por 500 mil
internamentos hospitalares por ano,
sendo uma das doenças crónicas mais
comuns em todas as idades, e a mais
frequente doença crónica na
infância. Segundo a Organização
Mundial de Saúde (OMS), ocorreram
180 mil mortes por asma em 1997, das
quais 4.360 ocorreram nos Estados
Unidos.
Fonte: Organização Mundial de
Saúde (OMS)
Prevenção
Segundo dados do PEA, é preciso
estar atento aos sinais da crise de
asma e, principalmente, que o
paciente esteja bem orientado a
respeito das suas crises, para que
se mantenham calmos. Se possível,
descobrir a causa desta crise e
afastar o motivo, iniciar
prontamente a medicação indicada
pelo médico. Vale colocar a pessoa
em local tranquilo e distraí-la,
assim como fazer exercícios de
relaxamento. Ingerir líquidos também
ajuda. De acordo com a evolução da
crise, se não houver melhora com a
medicação, levar a pessoa para um
atendimento de emergência. O
principal sinal de alarme é a falta
de ar importante, com respiração
difícil, entrecortada e ofegante,
suores e temperatura baixa,
dificuldade em falar, caminhar e
alimentar-se, alteração da postura
(o paciente não consegue deitar-se e
costuma ficar sentado), tosse
molesta, batimento das asas do
nariz, uso da musculatura do pescoço
e do peito para respirar, lábios e
unhas roxas ou azuladas, pouca
melhora com a medicação inicial e a
medida do sopro (peak flow)
apresentando índice abaixo de 50% do
previsto. O PEA alerta para que os
pacientes e familiares estejam
atentos ao que chamam de 'gatilho':
tudo aquilo que puder provocar uma
crise de asma, actuando sobre vias
aéreas sensíveis. Normalmente, a
alergia é a causa desencadeante mais
comum. "No Brasil, é mais frequente
a sensibilização por poeira
domiciliar e por ácaros. Na verdade,
o que se chama poeira domiciliar
compreende um acúmulo de matérias
(vivas ou inertes) como fibra de
tecidos, restos alimentares,
fragmentos e fezes de baratas,
escamas de pele humana e animal,
pólens, insectos, ácaros, bactérias
e fungos. Tudo isso torna a poeira o
alérgico mais importante para o
aparelho respiratório", explicam os
autores do PEA. Eles também citam os
ácaros como 'gatilho' importante,
assim como os animais domésticos, em
especial cães e gatos, não só por
causa do pêlo, mas também em função
da saliva e da urina. É preciso
estar atento também para os mofos e
bolores, condições climáticas,
infecções respiratórias, exercícios
físicos, alguns medicamentos, como
aspirina e anti-inflamatório,
aditivos alimentares, fumaça de
cigarro, perfumes e outros odores
activos, ar frio, e poluição, entre
outros factores mais raros. Para
prevenir a asma, portanto, é
necessário manter a casa limpa e
livre de poeira e ácaros, evitar
roupas e cobertores de lã, evitar
ter animais de pêlo e pena dentro de
casa, não fumar nem permitir que
fumem perto do paciente.
Tratamento
De acordo com o PEA, os tratamentos
para a asma são feitos com
medicamentos de dois grupos: aqueles
usados em crises e que combatem os
sintomas, utilizando-se de
broncodilatadores e
anti-inflamatório e aqueles usados
para prevenção. O tipo do tratamento
também varia de acordo com o tipo da
crise. "Cada pessoa é uma pessoa,
cada crise é uma crise e o
tratamento vai ser diferente de
acordo com a ocasião de vida do
paciente", explicam os
especialistas, que recomendam, sob
qualquer circunstância, contar com o
apoio e indicações do médico e
evitar repetir receitas caseiras de
amigos ou balconistas de farmácia.
Os resultados preliminares de um
estudo de prevalência da asma vão
ser apresentados hoje, em
conferência de imprensa, no âmbito
das iniciativas que a Associação
Portuguesa de Asmáticos (APA)
programou para o Dia Mundial da
Asma. O estudo conduzido por
Henrique Barros, epidemiologista na
Faculdade de Medicina do Porto,
incidiu sobre a população estudantil
do Distrito do Porto e teve um
universo com mais de 10 mil
indivíduos.
A apresentação dos resultados vai
decorrer no Serviço de Higiene e
Epidemiologia da Faculdade de
Medicina do Porto e terá início às
12 horas. Também durante o Dia
Mundial da Asma, a APA vai
distribuir questionários a sócios da
associação e doentes asmáticos
utentes de 10 Centros de Saúde da
Zona Norte, no âmbito do estudo
"Lidar Melhor Com a Asma". Segundo
Josefina Rodrigues,
imuno-alergologista e
vice-presidente da APA, "os
resultados destes inquéritos vão ser
um instrumento útil para avaliar a
opinião dos doentes na sua relação
com a patologia, principalmente
quanto ao seu controlo".
Por outro lado, o espaço da Loja do
Cidadão nas Antas será utilizado
pela APA para a distribuir e
divulgar informação sobre a doença,
o tratamento e as formas de
controlo. Ao mesmo tempo, as
farmácias, a nível nacional, vão
receber informação sobre a asma e a
associação. A asma continua a ser
uma das doenças crónicas mais
prevalentes a nível mundial,
afectando já 150 milhões de
indivíduos. A vice-presidente da APA
sublinha que se trata de "uma doença
cuja prevalência está a aumentar de
forma assustadora". Para a
imuno-alergologista, "tem sido
necessário chamar a atenção das
entidades competentes para que esta
doenças seja considerada uma doença
prioritária nos cuidados primários
de saúde".
Combinação terapêutica
anti-inflamatória reduz sintomas de
asma
Os resultados de dois novos estudos
sobre a utilização de terapêuticas
anti-inflamatórias na redução dos
sintomas da asma foram publicados na
revista Thorax. De acordo com os
resultados da investigação, a
associação do montelucaste aos
corticosteróides diminui
significativamente as crises
provocadas pela doença crónica que
afecta 600 mil portugueses.
Lisboa, 11 Março - O montelucaste,
um antagonista dos receptores dos
leucotrienos, aumenta o controlo
eficaz dos sintomas da asma nos
doentes medicados isoladamente com
corticosteróides inalados. Esta é a
principal conclusão de dois estudos
de grande dimensão, que envolveram
mais de 1500 doentes, e que foram
publicados esta semana na revista
Thorax, publicação da Sociedade
Torácica Britânica. A asma afecta 5
por cento da população adulta
portuguesa e 11 por cento das
crianças. Desta forma, estima-se que
600 mil portugueses tenham esta
doença. No total, estima-se que esta
patologia afecte entre 100 e 150
milhões de pessoas em todo o mundo.
A sub-utilização das terapêuticas
prescritas, incluindo a má adesão ao
tratamento, contribui
significativamente para um controlo
insuficiente da asma. Os custos da
patologia devem-se na maior parte
dos casos ao mau controlo da doença,
e é provável que subam à medida que
a sua prevalência e gravidade
aumentam. Neste sentido, a
optimização do controlo da asma
poderia reduzir significativamente
os seus custos. Estima-se que os
custos económicos da asma a nível
mundial ultrapassem os da
tuberculose e da SIDA em conjunto.
No nosso país, e de acordo com um
inquérito de 2001, 49 por cento dos
doentes tiveram pelo menos um ataque
de asma que obrigou a observação
médica (com ou sem urgência) nos 6
meses anteriores. Segundo a mesma
fonte, 21 por cento dos doentes
faltaram ao trabalho nos 6 meses
anteriores devido a episódios de
asma. O primeiro estudo, o COMPACT,
demonstrou que o montelucaste,
associado a 800mg/dia do
corticosteróide inalado budesonido,
proporcionou um controlo da asma
pelo menos tão eficaz como o
tratamento isolado com budesonido
1600mg/dia. Por outro lado, a
associação terapêutica garantiu um
início de acção mais rápido,
demonstrado na melhoria da função
respiratória, do que a duplicação da
dose do corticosteróide. Os
principais resultados do COMPACT,
que incluiu indivíduos entre os 15 e
os 75 anos de idade, revelam ainda
que a terapêutica combinada
montelucaste/budesonido reduziu em
81,3 por cento a média de
despertares nocturnos resultantes de
sintomas de asma, e garantiu 93 por
cento de dias sem exacerbações até
ao final do estudo. O COMPACT contou
com a participação de três centros
nacionais: o Serviço de Pneumologia
e a Unidade de Imunoalergologia do
Hospital de S. João do Porto e o
Serviço de Pneumologia do Centro
Hospitalar de Coimbra. No segundo
estudo, o CASIOPEA, a mesma
associação, independentemente da
dose do corticosteróide inalado,
resultou na redução de 35 por cento
nos dias com exacerbações quando
comparada com o tratamento isolado
de budesonido. Nos doentes que
receberam o montelucaste, a média de
dias sem sintomas foi 56 por cento
mais elevada. Neste estudo, foram
incluídos adultos entre os 18 e os
70 anos de idade. A eficácia do
montelucaste e do budesonido no
controlo dos sintomas da asma é o
resultado da incidência nas
diferentes vias de inflamação. No
caso do montelucaste, o tratamento
incide na via inflamatória mediada
pelos leucotrienos, bloqueando os
seus receptores, que os
corticosteróides não conseguem
atingir. De acordo com David Price,
da Universidade de Aberdeen, "as
directivas terapêuticas da Global
Initiative for Asthma reforçam o
facto de que a asma é uma doença
inflamatória e que a aproximação
terapêutica correcta deve ser o
tratamento da inflamação
subjacente". E acrescenta: "estes
estudos mostram que utilizando
SINGULAIR em associação ao CI
podemos tratar a inflamação de forma
mais abrangente, através do bloqueio
de uma via inflamatória crítica, a
dos leucotrienos, que não parece ser
afectada pelos corticosteróides,
ajudando a melhorar o controlo da
asma."
11 de Março
71 por cento dos doentes consideram
que a asma afecta demasiado a sua
vida
"Lidar com a asma" é o resultado de
um inquérito promovido pela
Associação Portuguesa de Asmáticos.
Um retrato da qualidade de vida dos
asmáticos portugueses, dos seus
problemas e das suas necessidades.
Os resultados são uma realidade
muito distante dos objectivos
traçados pela Organização Mundial de
Saúde para o tratamento de uma
doença que afecta, entre crianças e
adultos, 600 mil portugueses.
Lisboa, 2 de Maio - Mais
de 70 por cento dos asmáticos
portugueses consideram que a asma
afecta demasiado a sua vida. Esta é
uma das conclusões principais do
inquérito efectuado a um grupo de
doentes asmáticos em Portugal, e que
vão ser divulgadas amanhã em
conferência de imprensa, a assinalar
o Dia Mundial da Asma. "Lidar com a
asma" é uma iniciativa da Associação
Portuguesa de Asmáticos (APA), que
teve como objectivo "conhecer as
opiniões e os problemas dos
asmáticos sobre os cuidados de saúde
que recebem". Neste sentido, a APA
considera que Portugal ainda está
longe de atingir os objectivos de
tratamento que a Organização Mundial
de Saúde definiu. Entre eles,
atingir e manter o controle dos
sintomas ou reduzir os números de
visitas de emergência ao médico e/ou
hospital. Sobre este ponto de vista,
o estudo revela que 49 por cento dos
inquiridos têm dificuldade em dormir
por causa da asma e que o mesmo
número teve pelo menos uma crise no
último ano que obrigou a observação
médica de urgência. As guidelines
traçadas pela OMS previam também a
redução dos episódios da asma e o
uso mínimo da terapêutica de alívio
com os agonistas-b2. Segundo os
resultados do inquérito, 64 por
cento dos doentes asmáticos em
Portugal acham que a medicação não
controla os sintomas da asma,
enquanto que 34 por cento consideram
que utilizam demasiado os inaladores
como terapêutica de alívio. Segundo
Marianela Vaz, Presidente da APA, "a
prevalência da asma duplicou nos
últimos quinze anos nos países
desenvolvidos". Actualmente em
Portugal, 11 por cento das crianças
sofrem com a patologia, enquanto que
5 por cento da população adulta é
asmática. Isto é, 600 mil indivíduos
são afectados pela doença. Marianela
Vaz defende também que é necessário
"aumentar a qualidade de vida do
doente, reduzindo o absentismo
escolar e profissional associados e
diminuindo os custos tanto para os
doentes como para a sociedade. É que
a asma é uma doença com elevados
custos porque é necessária medicação
permanente em mais de 70 por cento
dos casos."
Dia Mundial da Asma
Auto-controle da doença é essencial
à recuperação. A maioria dos doentes
com asma moderada a grave pode ser
tratada e fazer uma vida sem
limitações, desde que possam
auto-controlar a doença, dizem os
especialistas. O coordenador do
Programa Nacional de Controlo da
Asma, António Bogalho de Almeida,
especificou que, "com a medicação
adequada, a esmagadora maioria dos
doentes podem recuperar" e que
apenas cinco por cento dos casos
"permanecem como situações de
recuperação muito complicada". Sem
cura e por vezes fatal, a asma é um
processo inflamatório nos pulmões
caracterizado por uma respiração com
chiadeira, falta de ar, opressão
torácica e tosse, estimando-se que
afecte entre 500 a 600 mil
portugueses, dos quais 30 por cento
têm-na em forma moderada ou grave.
Bogalho de Almeida disse à Agência
Lusa que a doença afecta cinco por
cento dos adultos e 11 por cento de
crianças e jovens, com tendência
para um aumento do número de casos.
Segundo a Sociedade Portuguesa de
Pneumologia, o custo económico da
doença é considerável, tanto em
custos médicos directos como
urgências, internamentos
hospitalares e medicamentos, como
custos indirectos, patentes no
absentismo laboral e escolar e na
morte prematura do doente. Embora o
Programa Nacional de Controlo da
Asma, em vigor desde 2001, não
possua mecanismos de avaliação das
acções desenvolvidas na informação
ao doente e na actualização dos
médicos de clínica geral, António
Bogalho de Almeida afirmou que a sua
percepção é de que diminuiu o número
de internamentos hospitalares
associados à doença. A título de
exemplo, o médico referiu que há
cinco anos a asma era a primeira
causa de internamento no balcão de
mulheres do Hospital de Santa Maria
e que actualmente é a quarta.
No dia de hoje, a Associação
Portuguesa de Asmáticos quer
reivindicar uma maior
comparticipação para todas as
terapêuticas da asma e considera
"incompreensível e inaceitável" que
o actual Governo tenha revogado a
portaria 393/2005.
Esta decisão irá resultar na
retirada da comparticipação aos
medicamentos combinados para
asmáticos como corticóides inalados
e bronco- dilatadores de longa
duração.
Fonte: Associação Portuguesa de
Asmáticos
Fungos Agravam Asma em Adultos
A sensibilização a fungos e não a
pólens ou pelos de animais pode ser
a causa dos casos mais graves de
asma em adultos, afirma um estudo
publicado na revista British Medical
Journal. O estudo envolveu 1132
pessoas com sintomas asmáticos com
idades entre os 20 e os 44 anos. "Os
asmáticos afectados por fungos e
bolores correm 2 a 3 vezes mais
risco de sofrer de uma forma grave
de asma", disse Mahmoud Zuriek,
epidemiologista do Instituto
Nacional da Saúde e da Investigação.
Frutas que reduzem o risco de
asma
Pesquisadores australianos estudam
as ligações entre a alimentação e a
asma, principalmente a partir das
frutas e vegetais.
Segundo as pesquisas, o consumo de
maçã e pêra parece trazer a melhor
protecção contra esse risco. A asma
é uma doença grave e crescente em
todo o mundo, e se não for tratada
pode levar a morte. È uma doença
infantil relevante, pois é
diagnosticada a partir de 1 ano de
idade. Também ataca mais as mulheres
do que os homens. Somente
recentemente a dieta alimentar foi
colocada e estudada como factor de
risco potencial para se adquirir e
mesmo combater a asma e por isso
mesmo ainda está engatinhando para
uma conclusão. No entanto, num
estudo australiano feito por
amostragem em cerca de 1.600 pessoas
entre 20 e 44 anos, dentro todas as
frutas e verduras consumidas, os que
ingeriram maçãs e peras demonstraram
menor risco físico de desenvolver a
asma. Uma outra pesquisa inglesa,
também baseada na alimentação,
constatou que as pessoas que comiam
pelo menos duas maçãs por semana
tinham um risco de 22% a 32% menor
de contrair a doença. Ainda serão
necessários muitos estudos para
comprovar cientificamente que uma
dieta alimentar pode prevenir ou
mesmo atenuar a gravidade da asma,
mas por enquanto não custa nada
incluir algumas maçãs ou peras em
sua dieta habitual, por que mal é
que não faz.
Fonte: Patrícia Rodrigues
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite
Ribeiro – Marinha Grande - Portugal