Portal CEN - Pesquisas Carlos Leite Ribeiro ***

 

Click for Lisboa, Portugal Forecast

Dia Mundial da Dança

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Formatação: Iara Melo

Dia Mundial da Dança

29 de Abril 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 


 

A dança é um fenómeno universal e múltiplo. Com efeito, um pouco por toda a parte, o homem sempre dançou. No entanto, apesar de dançarem desde os tempos mais remotos, os seres humanos não o fazem de forma idêntica nem necessariamente com o mesmo objectivo.

A dança é uma forma de expressão corporal e é fundamental para o ser humano, fazendo com que aperfeiçoemos a nossa coordenação motora, trazendo ao quotidiano uma grande paz de espírito e quando efectuada em grupo proporciona a convivência social saudável. Dançar causa uma sensação de alívio, de bem estar, de alegria, no entanto é complexo conseguirmos através de palavras explicar como a expressão corporal nos pode trazer tantos benefícios. Cada passo, cada movimento, transporta nossas sensações, nosso estado de espírito e pode determinar a facilidade com que transpomos certos obstáculos.
É uma sequência de gestos, passos e movimentos corporais com ritmo musical que expressa estados afectivos. Segundo estes existem danças de amor, de guerra, de religião, etc. E assim nascem danças rituais, mágicas, religiosas, bélicas, gímnicas, artísticas… A dança pode ser praticada por profissionais, ou por ti, mero amador!
Dançar é definido como uma manifestação instintiva do ser humano. Antes de polir a pedra e construir abrigos, os homens já se movimentavam ritmicamente para se aquecer e comunicar..
Considerado a mais antiga das artes, a dança é também a única que dispensa materiais e ferramentas. Ela só depende do corpo e da vitalidade humana para cumprir sua função enquanto instrumento de afirmação dos sentimentos e experiências subjectivas do homem.
Segundo certas correntes da antropologia, as primeiras danças humanas eram individuais e se relacionavam à conquista amorosa. As danças colectivas também aparecem na origem da civilização e sua função associava-se à adoração das forças superiores ou dos espíritos para obter êxito em expedições guerreiras ou de caça ou ainda para solicitar bom tempo e chuva.
O desenvolvimento da sensibilidade artística determinou a configuração da dança como manifestação estética. No antigo Egipto, 20 séculos antes da era cristã, já se realizavam as chamadas danças astroteológicas em homenagem ao deus Osíris. O carácter religioso foi comum às danças clássicas dos povos asiáticos.
Na Grécia clássica, a dança era frequentemente vinculada aos jogos, em especial aos olímpicos.
Com o Renascimento, a dança teatral, virtualmente extinta em séculos anteriores, reapareceu com força nos cenários cortesãos e palacianos. Uma das danças cortesãs de execução mais complexa foi o minueto, depois foi a valsa, considerada dança cortesã por excelência, e com ela se iniciou a passagem da dança em grupo ao baile de pares.
A configuração de um género de dança circunscrito ao âmbito teatral determinou o estabelecimento de uma disciplina artística que, em primeira instância, ocasionou o desenvolvimento do ballet e, mais tarde, criou um universo dentro do qual se deu desenvolveram géneros como os executados no music – hall, como o sapateado e o swing. A divulgação da dança se deu também fora do mundo do espectáculo, principalmente nas tradições populares.
Dança, em sentido geral, é a arte de mover o corpo segundo uma certa relação entre tempo e espaço, estabelecida graças a um ritmo e a uma composição coreográfica.

 

Fonte: Corpo e Dança : A História da Dança: 
A dança é a mais antiga das artes criadas pelo homem. Nas pinturas das cavernas pré-históricas, podemos ver a tentativa dos primeiros artistas de mostrar o homem primitivo dançando instintivamente, usando seus movimentos e gestos para agradar vitórias, celebrar alguma festa, enfim, o homem dançava em cada manifestação de vida. A dança, como arte de divertir, surgiu com o teatro grego que incluía o canto e a pantomima nos seus espectáculos dançados: os gregos foram os primeiros a usar a dança e os gestos para explicar as partes complicadas da histórias contada. Os antigos romanos, combinavam música e dança com acrobacias e números de circo para ilustrar fábulas populares. Não só na Grécia e em Roma, mas também no Egipto antigo a dança foi desde muito cedo a maneira de celebrar os deuses, de divertir o povo e a partir desse ritual se desenvolveram os elementos básicos para arte teatral actual. O ballet- clássico é o desenvolvimento e a transformação dessa dança primitiva, que baseava-se no instinto, para uma dança formada de passos diferentes, de ligações, de gestos de figuras previamente elaborados para um ou mais participantes. A história do ballet começou há 500 anos atrás na Itália. Nessa época os nobres italianos divertiam seus ilustres visitantes com espectáculos de poesia, música, mímica e dança. Esses divertimentos apresentados pelos cortesãos eram famosos por seus ricos trajes e cenários muitas vezes desenhados por artista célebre como Leonardo da Vinci. O primeiro ballet registado aconteceu em 1489, comemorando o casamento do Duque de Milão com Isabel de Árgon. Os ballets da corte possuíam graciosos movimentos de cabeça, braços e tronco e pequenos e delicados movimentos de pernas e pés, estes dificultados pelo vestuário feito com material e ornamentos pesados. Era importante que os membros da corte dançassem bem e, por isso, surgiram os professores de dança que viajavam por vários lugares ensinando danças para todas as ocasiões como: casamento, vitórias em guerra, alianças políticas, etc. Quando a italiana Catarina de Médicis casou com o rei Henrique II e se tornou rainha da França, introduziu esse tipo de espectáculo na corte francesa, com grande sucesso. O mais belo e famoso espectáculo oferecido na corte desses reis foi o "Ballet Cómico da Rainha", em 1581, para celebrar o casamento da irmã de Catarina. Esse ballet durava de 5 a 6 horas e fez com que rainha fosse invejada por todas as outras casas reais europeias, além de ter uma grande influência na formação de outros conjuntos de dança em todo o mundo. O ballet tornou-se uma regularidade na corte francesa que cada vez mais o aprimorava em ocasiões especiais, combinando dança com música, canções e poesia e atinge ao auge de sua popularidade quase 100 anos mais tarde através do rei Luís XIV. Luís XIV, rei com 5 anos de idade, amava a dança tornou-se um grande bailarino e com 12 anos dançou, pela primeira vez, no ballet da corte. A partir daí tomou parte em vários outros ballets aparecendo como um deus ou alguma outra figura poderosa. Seu título " REI DO SOL", vem do triunfante espectáculo que durou mais de 12 horas. Este rei fundou em 1661, a Academia Real de Ballet e a Academia real de Música e 8 anos mais tarde, a escola Nacional de Ballet. O professor Pirre Beauchamp, foi quem criou as cinco posições dos pés, que se tornaram a base de todo aprendizado académico do Ballet clássico. A dança se tornou mais que um passatempo da corte, se tornou uma profissão e os espectáculos de ballet foram transferidos dos salões para teatros. Em princípios, todos os bailarinos eram homens, que também faziam os papéis femininos, mas no fim do século XVII, a Escola de Dança passou a formar bailarinas mulheres, que ganharam logo importância, apesar de terem seus movimentos ainda limitados pelos complicados figurinos. Uma das mais famosas bailarinas foi Marie Camargo, que causou sensação por encurtar sua saia, calçar sapatos leves e assim poder saltar e mostrar os passos executados. Com o desenvolvimento da técnica da dança e dos espectáculos profissionais, houve necessidade do ballet encontrar, por ele próprio, uma forma expressiva, verdadeira, ou seja dar um significado os movimento da dança. Assim no final do século XVIII, um movimento liderado por Jean-Georges Noverre, inaugurou o "Ballet de Acção", isto é, a dança passou a ter uma narrativa, que apresentaria um enredo e personagens reais, modificando totalmente a forma do Ballet de até então. O Romantismo do século XIX transformou todas as artes, inclusive o ballet, que inaugurou um novo estilo romântico onde aparecem figuras exóticas e etéreas se contrapondo aos heróis e heroínas, personagens reais apresentados nos ballets anteriores. Esse movimento é inaugurado pela bailarina Marie Taglioni, portadora do tipo físico ideal ao romantismo, para quem foi criado o ballet "A Sílfide", que mostra uma grande preocupação com imagens sobrenaturais, sombras, espíritos, bruxas, fadas e mitos misteriosos: tomando o aspecto de um sonho, encantava a todos, principalmente pela representação da bailarina que se movia no palco com inacreditável agilidade na ponta dos pés, dando a ilusão de que saía do chão. Foi "A Sífilde" o romantismo o primeiro grande ballet romântico que iniciou o trabalho nos sapatos de ponta. Outro ballet romântico, "Giselle", que consagrou a bailarina Carlota Grisi, foi a mais pura expressão de período romântico, além de representar o maior de todos os teste para a bailarina até os dias de hoje. O período Romântico na Dança, após algum tempo, empobreceu-se na Europa, ocasionando o declínio do ballet. Isso porém, não aconteceu na Rússia, graças ao entusiástico patrocínio do Czar. As companhias do ballet Imperial em Moscovo e São Petersburgo (hoje Leninegrado), foram reconhecidas por suas soberbas produções e muitos bailarinos e coreógrafos franceses foram trabalhar com eles. O francês, Mauris Petipa, fez uma viagem à Rússia em 1847, pretendendo um passeio rápido, mas também tornou-se coreógrafo chefe e ficou lá para sempre. Sob sua influência, o centro mundial da dança transferiu-se de Paris para São Petersburgo. Durante sua estada na Rússia, Petipa coreografou célebres ballets, todos muito longos (alguns tinha 5 ou 6 actos) reveladores dos maiores talentos de uma companhia. Cada ballet continha danças importantes para o Corpo de Baile, variações brilhantes para os bailarinos principais e um grande pas-de-deux para primeira bailarina e seu partner. Petipa sempre trabalhou os compositores e foi Tchaicowsky que ele criou três dos mais Importantes ballets do mundo: a "Bela Adormecida", o "Quebra-Nozes" e o "Lago dos Cisnes". O sucesso de Petipa não foi eterno. No final do século ele foi considerado ultrapassado e mais uma vez o ballet entrou em decadência. Chegara o momento para outra linha revolucionária, desta vez por conta do russo Serge Diaghilev, editor de uma revista de artes que, junto com amigos artistas estava cheio de ideias novas pronta para colocar em prática. São Petersburgo porém não estava pronta para mudanças e ele se decidiu por Paris, onde começou por organizar uma exposição de pintores russos, que foi um grande sucesso. Depois promoveu os músicos russos, a ópera russa e finalmente em 1909 o ballet russo. Diaghilev trouxe para a audiência francesa os melhores bailarinos das Companhias Imperiais, como Ana Pavlova, Tamara Karsaviana e Vaslav Nijinsky e três grandes ballets sob direcção de um jovem brilhante coreógrafo Mikhail Fokine, a quem a crítica francesa fez os melhores comentários. Os russos foram convidados a voltar ao seu país em 1911e Diaghielev formou sua própria Companhia, o "Ballet Russo", começando uma nova era no ballet. Nos dezoito anos seguintes, até a morte de Diaghilev, em 1929, o Ballet Russo encantou plateias na Europa e América, devendo a sua popularidade à capacidade do seu criador em descobrir talentos novos, fragmentou-se depois por todo o mundo. No momento anual. as peças de ballet são cheias de variedades e contrates. Trabalhos antigos como "Giselle" e o mundo inteiro ao lado de outros, como os baseados em romances de Shakespeare e ainda criações recentes assinadas por coreógrafos contemporâneos e dançadas também por bailarinos do nosso tempo.
Qual será próximo passo?  Na sua longa história, o ballet tomou muitas direcções diferentes e, por ser uma arte muita viva, ainda continua em mudando. Mas, apesar das novas danças e das tendências, futuras existe e existirá sempre um palco e uma grande audiência para os trabalhos tradicionais e imortais.

 

Fonte: La Danza Mágica del Vientre de Shorky Mohamed
A Dança do Ventre
Origens da Dança do ventre se perdem no tempo. Alguns historiadores apontam entre 7.000 e 5.000 A.C. Acredita-se que ela era praticada nas antigas civilizações como a suméria, acudia, babilónica e egípcia. No Egipto a dança era realizada por sacerdotisas treinadas desde meninas para servirem como canal da Deusa nos rituais religiosos. A Dança do Ventre era realizada somente em templos, mas com o passar do tempo começou a fazer parte de grandes solenidades públicas nos palácios, o que fez com que ela se popularizasse. Com a invasão árabe muçulmana no século VII, ocorreu uma miscigenação de culturas e a dança se espalhou pelo resto do mundo através dos viajantes e mercadores. Actualmente as apresentações ganharam os teatros. O número de escolas especializadas na arte cresceu e os benefícios de sua prática começaram a ser mais difundidos. A Dança do Ventre sempre foi uma celebração à vida. Os seus movimentos são inspirados nos animais, nos quatro elementos e em toda a natureza. A mulher que é a intérprete desta arte milenar, deve transmiti-la com amor e respeito. A Dança do Ventre traz benefícios para o corpo e a mente: · Desenvolve a Agustina, · Estimula a memória, concentração e atenção, · Aumenta a confiança no seu potencial individual, · Resgata a feminilidade, · Activa a circulação, aumenta os reflexos e alivia as tensões, · Aumenta a flexibilidade e alongamento, · Auxilia em problemas menstruais, hormonais e partos, diminuindo cólicas, equilibrando as funções sexuais e facilitando contracções e dilatações, · Trabalha músculos, enrijecendo e tonificando, · Atua directamente no centro de energia do corpo, que se encontra no ventre, distribuindo a mesma de forma equilibrada, harmonizando os chacras.
Uma das mais antigas expressões da arte humana, a dança vem acompanhando a evolução da humanidade desde a sua pré-história. No que concerne às fontes utilizadas e sobre as quais nos baseamos para realizar o presente trabalho foram tomadas as estatuetas de argila (também conhecidas como "bonecas" de argila) encontradas em escavações arqueológicas realizadas no Egipto e que trouxeram à luz do dia aspectos da pré-história.
Já com relação ao período histórico, foram analisados papiros, baixos-relevos, esculturas e pinturas. Diferentemente do que vem afirmando grande parte dos pesquisadores da dança do ventre, cremos que as suas primeiras expressões tenham surgido não no período faraónico, mas já na pré-história do Egipto.
Situamos então este aparecimento nas culturas chamadas "Nagada II" e "Badari". A cultura "Nagada I" iniciou-se por volta de 4800 a.C., indo até 4000 a.C.; posteriormente surgiu a cultura "Nagada II" (4000 a.C. até 3500 a.C.) e depois "Badari" (3500 a.C. até 3100 a.C.). Lembramos ainda que 3100 a.C. marca já o aparecimento da primeira dinastia. As estatuetas de argila conhecidas como "bonecas" retratam uma forma feminina que tem os braços erguidos para o ar parecendo desenvolver um movimento ainda hoje em dia presente na dança do ventre; sua datação é de 4000 a.C., ou seja, na transição da cultura "Nagada I" para "Nagada II". Algumas destas estatuetas têm símbolos gravados no ventre, o que pode facilmente sugerir a caracterização ritualista destas peças. Estas "bonecas" de argila das fases "Nagada II" e "Badari" parecem desempenhar movimentos de dança com grande elegância. Destacamos igualmente os vasos de terracota da cultura "Badari" que tem gravados em seu bojo bailarinas com os braços erguidos cujo vestuário recorda a dança do ventre actual.: as jovens vestem uma espécie de "tapa-sexo" sendo que por cima do mesmo é colocado um cinturão paramentado de vários tipos de contas que parece estar bem preso nos quadris. Acredita-se que estas estatuetas desempenhassem um importante papel em rituais sagrados de cerimonias míticas.
Tal afirmação tem apoio em costumes ainda hoje observados no Egipto e que consistem em preparar "bonecas" de papel branco, colocá-las em recipientes onde são posteriormente queimadas. O objectivo de tal costume seria a cura de um doente e o afastamento do mau olhado, uma das principais causas, segundo a crença oriental, do adoecimento das pessoas.
Tal costume que ainda hoje se perpetua possui raízes antiquíssimas. Desta forma, acreditamos ser viável a afirmação de que a dança estaria ligada desde as suas mais antigas expressões ao elemento sagrado, ritualistas, mítico.
Não seria à toa então que as primeiras manifestações da dança do ventre no Antigo Egipto estivessem relacionadas com rituais festivos. Cenas de dança foram representadas nas paredes de templos e tumbas datados do Médio e Novo Impérios onde é percebido de forma bastante clara a execução de movimentos perfeitamente idênticos àqueles hoje em dia incluídos nas performances de dança do ventre. Inicialmente as primeiras expressões da dança estavam intimamente ligadas ao canto e à musica dos instrumentos; os templos foram os primeiros espaços onde eram desempenhadas estas três formas de manifestação artística. Posteriormente estas actividades estenderam-se ao quotidiano dos faraós. As dançarinas que podemos ver em pinturas e baixos-relevos completamente nuas são identificadas por muitos pesquisadores da dança como bailarinas dos templos. No painel 58 do Museu de Luxor podemos observar a importância de músicos, cantores e bailarinos retratada em festas religiosas. Estes três elementos comummente acompanhavam comitivas que atravessavam ruas em comemoração a algum evento importante, assim por exemplo o trasbordante do rio Nilo, as colheitas, as coroações, os casamentos e as cerimonias de circuncisão. Nestas procissões eram os dançarinos quem iam abrindo o caminho sendo recebidos pelos sacerdotes e faraós com respeito e admiração. Um exemplo do carácter sagrado da dança na época faraónica são as dançarinas do deus anão "Bes". Aspecto de grande interesse para nós eram as tatuagens que estas dançarinas faziam em seus corpos onde era retratado um anão negro coroado com um diadema de plumas (Bes). Estas tatuagens possuíam um carácter sagrado e curiosamente eram feitas nas mesmas partes do corpo actualmente adornadas pelas dançarinas do ventre.
No Egipto faraónico as apresentações de dança eram tão numerosas que, para fins didácticos, o pesquisador Shokry Mohamed as dividiu em quatro tipos principais:
1. As danças sagradas: realizadas em honra aos deuses
2. As danças laicas: que aconteciam em comemorações de carácter social (casamentos, festas em memória dos mortos)
3. As danças oficiais: eram realizadas em honra algum deus cujo culto possuía grande difusão no Egipto e organizadas pelo faraó ou por seus sacerdotes e sacerdotisas.
4. As danças populares: também denominadas "civis" estas danças aconteciam em casas e palácios e eram realizadas por dançarinas e dançarinos a serviço dos senhores destas demoras.
Ora, em razão das relações comerciais que mantinha com outros "países", nada seria mais natural que acontecesse a difusão de conhecimentos egípcios para diversas partes do mundo antigo. Observamos, porém, que esta difusão não pode ser considerada como uma via de mão única; ao contrário, novas técnicas de cunho tecnológico, conhecimentos, bem como traços artísticos foram incorporados à cultura egípcia advindas dos impérios da Mesopotâmia, Creta e Grécia entre outros. Assim, por exemplo, temos conhecimento da fama de uma cantora egípcia chamada "Tantún" na Babilónia e na Assíria. Da mesma forma que na Grécia as canções egípcias eram ouvidas por todos os lugares. Outro exemplo seria a difusão da dança chamada "Estrelada" considerada uma das mais antigas danças do Egipto faraónico e que também era dançada nas civilizações persa, assíria e grega. De fato não há como negar a ocorrência da difusão da cultura egípcia no mundo antigo. A recíproca, devemos acrescentar, é mais do que verdadeira. Hoje em dia, da mesma forma que no passado, observamos que vários dos movimentos executados na dança do ventre têm origem diferente da egípcia. Assim, verificamos a presença da influência sudanesa, iraniana, turca, marroquina, grega e até mesmo espanhola. A cultura é influencia e é influenciada.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal

 

 

 

 

NOTA: IMAGEM DE FUNDO, ADQUIRIDA NA INTERNET

SEM ASSINATURA!!!

 

 

Copyright © ***  Portal CEN - Cá Estamos Nós ***
Todos os Direitos Reservados