DIA MUNDIAL DA PAZ

 

1º DE JANEIRO

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Arte Final: Iara Melo

 

 

 

 

 

No dia 1º de Janeiro celebra-se o Dia Mundial da Paz. Não poderia haver data melhor. A cada ano que começa é como se zelássemos tudo e começássemos de novo. Tudo pode ser esquecido e, sobretudo, perdoado, condição essencial para a paz. Numa época de tantos conflitos, de tanta desigualdade e sofrimento, o novo ano surge como uma possibilidade de fazermos tudo diferente e melhor. Além da paz mundial e da paz em nossa sociedade, precisamos também exercê-la em nossas relações, cultivando a paz de espírito. Como o dia 1º de Janeiro foi escolhido pela ONU como o dia da Confraternização Universal, muitos países também comemoram essa data com esse sentido de confraternização.
Superstições para o  Ano Novo
- Não é bom passar o Ano Novo com os bolsos vazios.
- Comer doze uvas verdes, à meia-noite do Ano Novo, para ter dinheiro em todos os meses do ano, também é bom.
- Guardar em lugar seguro, para ninguém achar, a tampa da garrafa de "champanhe" usada na festa de Ano Novo, que tenha feito muito barulho, chama dinheiro.
- Defumar a casa, no fim do Ano e véspera do Ano Novo, com um defumador feito com carvão, xerém e açúcar, além de chamar a sorte e dinheiro, tira, também, o azar do ano velho.
É meia-noite no mundo, noite de 31 de Dezembro. E, respeitadas as diferenças de fuso horário, promessas são feitas, desejos pensados, mal-entendidos superados. Momento mágico em que queremos acreditar que a mudança da folhinha no calendário pode dar em nossa vida. Aos nossos sonhos.
Se as superstições dão resultados ou não, não importa. A gente quer mais é começar o ano com o pé direito e, por pé direito, entenda-se muita festa e alegria. Mesa farta, música, amigos e parentes por perto, cada um de nós faz pequenas "mágicas" para garantir que o ano seja perfeito.
 
A História do Calendário
 
Desde a Antiguidade, a simples observação da Natureza colocou em destaque três fenómenos astronómicos periódicos capazes de servirem para a medição do tempo: a alternância do dia e da noite; a sucessão das fases da Lua e o ciclo das estações do ano. Impuseram-se assim três unidades naturais do tempo: o dia, ligado à rotação da Terra sobre si própria; o mês, ligado ao movimento de Lua em redor da Terra; o ano, ligado ao movimento da Terra em volta do Sol. Estas unidades constituem os alicerces do calendário.
O dia, cuja noção nasceu do contraste entre a luz solar e a noite, é o elemento mais antigo e fundamental do calendário. A observação da periodicidade das fases lunares gerou a ideia de mês. E a repetição alternada das estações, que variavam de duas a seis, de acordo com os climas, deu origem ao conceito de ano, estabelecido em função das necessidades da agricultura. A semana é apenas uma subdivisão do mês. Mas quando se deseja confrontar dia, mês e ano, surge uma dificuldade: esses períodos de tempo não constituem múltiplos mutuamente perfeitos. Daí a dificuldade em relacionar essas unidades naturais de tempo para obter um calendário perfeito, ou seja, que corresponda às mudanças dos astros, e possa assim servir de guia às actividades económicas que dependam de condições sazonais, principalmente as da agricultura.
O ano é o período de tempo necessário para que a Terra faça uma volta completa ao redor do Sol -- cerca de 365 dias e seis horas. Esse número fraccionário exige que se intercale dias periodicamente, a fim de fazer com que os calendários coincidam com as estações. No calendário gregoriano, usado na maior parte do mundo, um ano comum compreende 365 dias, mas a cada quatro anos há um ano de 366 dias - o chamado ano bissexto, em que o mês de Fevereiro passa a ter 29 dias. Por convenção, são bissextos os anos cujo milésimo é divisível por quatro, com excepção dos anos finisseculares cujo milésimo não é divisível por 400. Assim, por exemplo, o ano de 1900 não é bissexto, ao contrário do ano 2000.
Em astronomia, distinguem-se várias espécies de ano, com pequenas diferenças de duração. O ano trópico, também chamado de ano solar ou ano das estações, tem 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 46 segundos.
Compreende o tempo decorrido entre duas ocorrências sucessivas do equinócio vernal, ou seja, do momento em que o Sol aparentemente cruza o equador celeste na direcção norte. Em virtude do fenómeno de precessão dos equinócios -- causado por uma pequena oscilação na rotação terrestre -- o ano trópico é mais curto que o ano sideral, que tem 365 dias, seis horas, nove minutos e dez segundos, tempo que o Sol leva para voltar ao mesmo ponto, em sua aparente trajectória anual. O ano anomalístico compreende o período de 365 dias, seis horas, 13 minutos e 53 segundos, entre duas passagens da Terra pelo periélio, ponto de sua órbita em que está mais próxima do Sol.
Dada a facilidade de observação das fases lunares, e também devido aos cultos religiosos que frequentemente se associaram a elas, muitas sociedades estruturaram seus calendários de acordo com os movimentos da Lua. O ano lunar, de 12 meses sinódicos, correspondentes aos 12 ciclos da fase lunar, tem cerca de 364 dias. Conforme a escala de tempo seja baseada nos movimentos do Sol, da Lua, ou de ambos, o calendário será respectivamente solar, lunar ou lunissolar.
No calendário gregoriano os anos começam a ser contados a partir do nascimento de Jesus Cristo, em função da data calculada, no ano 525 da era cristã, pelo historiador Dionísio o Pequeno. Todavia, seus cálculos não estavam correctos, pois é mais provável que Jesus Cristo tenha nascido quatro ou cinco anos antes, no ano 749 da fundação de Roma, e não no 753, como sugeriu Dionísio. Para a moderna historiografia, o fundador do cristianismo teria na verdade nascido no ano 4 antes de Cristo.


Fonte: www.geocities.com


E a sua evolução em Portugal
Calendário, é o sistema de medição do tempo que se necessita para a vida civil, dividindo o tempo em dias, semanas, meses e anos. As divisões do calendário estão baseadas nos movimentos aparentes do sol e da lua..
Um dia é a média de tempo necessária para uma rotação da terra no seu eixo.
- O ano está baseado no tempo necessário para uma rotação da terra à volta do sol, e é chamado o ano solar.
- Um ano solar ou trópico tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45,5 segundos.
O mês era calculado pelos povos antigos como o tempo entre duas luas cheias, ou o número de dias necessários para que lua desse uma volta ao redor da terra. ( 29,5 dias ).Esta medida chamada de mês lunar, resultava num ano lunar ( de 12 meses ) de 354 dias, 11 ¼ dias mais curta que o ano solar.
A semana deriva da tradição Judeo-cristã, de descansar ao sétimo dia. Os romanos davam aos dias da semana, nomes em honra do sol, da lua e de vários planetas.
Os antigos babilónios tinham um calendário lunar de 12 meses lunares de 30 dias cada, e adicionavam meses extras quando necessitavam acertar o calendário com as estações do ano.
Os antigos egípcios foram os primeiros a substituir o calendário lunar pelo solar, baseado no ano solar. Mediam o ano solar em 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias cada, com 5 dias extras no fim. Cerca de 238 Antes de Cristo, o rei Ptolomeu III ordenou que um dia extra fosse adicionado de cada 4 em 4 anos, similar ao moderno ano bissexto.
Na antiga Grécia utilizou-se um calendário de ano lunar de 354 dias. Os gregos foram os primeiros a intercalar meses extras com base científica, adicionando meses em intervalos específicos do ciclo dos anos solares.
O primitivo calendário da cidade de Roma, era um calendário lunar, e tinha 304 dias, divididos em dez meses, desde Março a Dezembro. O ano começava em 1 de Março. É atribuído a Rómulo. Numa Pompilius, que por tradição foi o segundo rei de Roma ( 715-673 BC ? ), acrescentou lhe mais dois meses, Janeiro e Fevereiro, para um ano de 354 dias.
Em ( 616-579 BC ) o etrusco Tarquinius Priscus , por receio supersticioso dos meses com números pares, deu um dia mais a Janeiro, e sistema passou a ser de um ano con doze meses e 355 dias. Janeiro tinha 29 dias, Fevereiro tinha 28 dias, Maio, Julho e Outubro 31 dias, Janeiro, Abril, Junho , Agosto , Setembro, Novembro e Dezembro 29 dias.
Mais tarde Júlio César, numa reforma aconselhada pelo astrónomo alexandrino Sosígenes, adoptou um calendário com 365,25 dias no ano trópico, que mesmo assim era maior que o ano solar em 11m e 14seg. Isto dava um erro de 3 dias em cada 400 anos.
Desta forma, atribuiu 445 dias ao ano de 46 Antes de Cristo, para reajustar o ano civil ao solar. A diferença de 6 horas entre o ano solar e o ano civil ( na altura ) era ajustado de 4 em 4 anos, no mês de Fevereiro, dia 24, repetindo esse dia.
Estes anos de 366 dias, chamam-se bissextos, porque os latinos chamavam ao dia 25 de Fevereiro "bi-sextus kalendas Martii" quando este tinha 29 dias. O começo do ano, passou nesta altura, de 1 de Março para 1 de Janeiro.
Mudou-se também o nome do quinto mês do ano "quintilius" para Julho ( Julius )em homenagem a Júlio César, e mais tarde o sexto mês "sextilius" passa para o que hoje é Agosto ( Augustus )em homenagem a Octávio César Augusto.
O Calendário na Península Ibérica
Na Península Ibérica vigorou desde o século V, a chamada ERA de Espanha ou Hispânica, Gótica, de Augusto ou de César, usada nos mais antigos documentos dos arquivos portugueses, sob as formas sob era ou in era
Começava no dia 1 de Janeiro do ano 38 A.C., ano 716 da fundação de Roma. É a chamada era de Espanha comemorando a conquista definitiva da península pelos romanos e a introdução nela do calendário Juliano.
Procede 38 anos ao ano de nascimento de Cristo . O primeiro da era cristã coincide com o ano 39 da era de Espanha. Para converter, pois, a era de Espanha ou de César, à do Nascimento é preciso tirar daquela 38 anos.
Em Portugal, o decreto Régio de D. João I, em 22 de Agosto do ano da Era Juliana de 1460, ordenou que daí em diante se passasse a usar o ano do nascimento de Cristo como ano do começo ou referência, substituindo assim a era de César.
Assim, o dia a seguir ao decreto régio, deixaria de ser o: ]
16 de Agosto de 1460 Era Juliana para ser o 16 de Agosto de 1422 da Era de Cristo
Ano do Nascimento ou "ANNO DOMINI". Esta mudança já tinha sido efectuada em Aragão em 1350, Leão e Castela em 1383.
Esta Era Cristã usada pela maioria dos povos ( Europeus ), fixada em 25 de Dezembro do ano do Nascimento de Cristo, ou seja o ano 753 da fundação de Roma. Em alguns documentos portugueses encontra-se também a era - anno a Passione - cujo ponto de partida é posterior 33 anos à era cristã.
Até ao século XIV o ano novo começava em 25 de Março ( Anunciação ). Era ou estilo da Incarnação ou Anunciação. Foi também adoptada na Idade Média, algumas vezes, a era ou estilo da Páscoa, variável pela mobilidade desta festa. A Era ou estilo da circuncisão começava no dia 1 de Janeiro.
No entanto nos séculos XIV, XV e XVI usaram-se indiferentemente as datas de 25 de Dezembro ou de 1 de Janeiro para começo do ano , embora esta última tivesse predominado.
Contudo o hábito de utilizar a era Juliana ou Hispânica persistiu durante décadas e ainda Zurara a menciona na CRÓNICA DA TOMADA DE CEUTA dando-lhe a data de 1453 ( 1415 Depois de Cristo).
Deve-se portanto ter,. cuidado na atribuição do ano aos documentos ou datas gravadas dos séculos XV e XVI, datados entre 25 e 31 de Janeiro, que o indicam muitas vezes acrescido de uma unidade em relação ao estilo actual .
Só com a Reforma Gregoriana ( 15 de Outubro de 1582 ) se estabeleceu o 1 de Janeiro para começo do ano.
Em alguns documentos dos arquivos portugueses foi também usada a Hégira ou ano arábico, que começa em 622 do ano de Cristo, data da fugida de Mahomed de Meca para Medina.
Para corrigir o erro, entre o ano solar e ano civil, que no ano de 1582 (Depois de Cristo) já era de 10 dias, ( o equinócio da Primavera que deveria ser em 21 de Março de 1582 ocorreu em 11 de Março ) o Papa Gregório XIII, pela sua Bula Inter Gravissimas de 24 de Fevereiro de 1582, ordenava a reforma do Calendário, para um ano trópico de 365,2425 dias.
Nesta reforma os anos bissextos sucedem-se de 4 em 4 anos ( Fevereiro com 29 dias ). Todos os anos seculares são anos normais, ( 1.700, 1.800, 1.900 ) excepto os divisíveis por 400 ( 1.600, 2.000 ) que são ou serão anos bissextos.
Para se conseguir a devida correcção, o dia a seguir a 04 de Outubro de 1582 ( quinta-feira), foi o dia 15 de Outubro de 1582 ( sexta-feira). Desta maneira a diferença entre o ano civil e o natural ( solar ) não atingirá um dia em menos de 5.000 anos.
O Calendário Gregoriano é também chamado Calendário Cristão porque considera a data do nascimento de Cristo como a data de começo. As datas da Era Cristã, são também designadas p Fonte: www.geocities.com
E a sua evolução em Portugal
Calendário, é o sistema de medição do tempo que se necessita para a vida civil, dividindo o tempo em dias, semanas, meses e anos. As divisões do calendário estão baseadas nos movimentos aparentes do sol e da lua..
Um dia é a média de tempo necessária para uma rotação da terra no seu eixo.
- O ano está baseado no tempo necessário para uma rotação da terra à volta do sol, e é chamado o ano solar.
- Um ano solar ou trópico tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45,5 segundos.
O mês era calculado pelos povos antigos como o tempo entre duas luas cheias, ou o número de dias necessários para que lua desse uma volta ao redor da terra. ( 29,5 dias ).Esta medida chamada de mês lunar, resultava num ano lunar ( de 12 meses ) de 354 dias, 11 ¼ dias mais curta que o ano solar.
A semana deriva da tradição Judia-Cristã, de descansar ao sétimo dia. Os romanos davam aos dias da semana, nomes em honra do sol, da lua e de vários planetas.
Os antigos babilónios tinham um calendário lunar de 12 meses lunares de 30 dias cada, e adicionavam meses extras quando necessitavam acertar o calendário com as estações do ano.
Os antigos egípcios foram os primeiros a substituir o calendário lunar pelo solar, baseado no ano solar. Mediam o ano solar em 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias cada, com 5 dias extras no fim. Cerca de 238 Antes de Cristo, o rei Ptolomeu III ordenou que um dia extra fosse adicionado de cada 4 em 4 anos, similar ao moderno ano bissexto.
Na antiga Grécia utilizou-se um calendário de ano lunar de 354 dias. Os gregos foram os primeiros a intercalar meses extras com base científica, adicionando meses em intervalos específicos do ciclo dos anos solares.
O primitivo calendário da cidade de Roma, era um calendário lunar, e tinha 304 dias, divididos em dez meses, desde Março a Dezembro. O ano começava em 1 de Março. É atribuído a Rómulo. Numa Pompilius, que por tradição foi o segundo rei de Roma ( 715-673 BC ? ), acrescentou lhe mais dois meses, Janeiro e Fevereiro, para um ano de 354 dias.
Em ( 616-579 BC ) o etrusco Tarquinius Priscus , por receio supersticioso dos meses com números pares, deu um dia mais a Janeiro, e sistema passou a ser de um ano con doze meses e 355 dias. Janeiro tinha 29 dias, Fevereiro tinha 28 dias, Maio, Julho e Outubro 31 dias, Janeiro, Abril, Junho , Agosto , Setembro, Novembro e Dezembro 29 dias.
Mais tarde Júlio César, numa reforma aconselhada pelo astrónomo alexandrino Sosígenes, adoptou um calendário com 365,25 dias no ano trópico, que mesmo assim era maior que o ano solar em 11m e 14seg. Isto dava um erro de 3 dias em cada 400 anos.
Desta forma, atribuiu 445 dias ao ano de 46 Antes de Cristo, para reajustar o ano civil ao solar. A diferença de 6 horas entre o ano solar e o ano civil ( na altura ) era ajustado de 4 em 4 anos, no mês de Fevereiro, dia 24, repetindo esse dia.
Estes anos de 366 dias, chamam-se bissextos, porque os latinos chamavam ao dia 25 de Fevereiro "bi-sextus kalendas Martii" quando este tinha 29 dias. O começo do ano, passou nesta altura, de 1 de Março para 1 de Janeiro.
Mudou-se também o nome do quinto mês do ano "quintilius" para Julho ( Julius )em homenagem a Júlio César, e mais tarde o sexto mês "sextilius" passa para o que hoje é Agosto ( Augustus )em homenagem a Octávio César Augusto.
O Calendário na Península Ibérica
Na Península Ibérica vigorou desde o século V, a chamada ERA de Espanha ou Hispânica, Gótica, de Augusto ou de César, usada nos mais antigos documentos dos arquivos portugueses, sob as formas sub era ou in era
Começava no dia 1 de Janeiro do ano 38 A.C., ano 716 da fundação de Roma. É a chamada era de Espanha comemorando a conquista definitiva da península pelos romanos e a introdução nela do calendário Juliano.
Procede 38 anos ao ano de nascimento de Cristo . O primeiro da era cristã coincide com o ano 39 da era de Espanha. Para converter, pois, a era de Espanha ou de César, à do Nascimento é preciso tirar daquela 38 anos.
Em Portugal, o decreto Régio de D. João I, em 22 de Agosto do ano da Era Juliana de 1460, ordenou que daí em diante se passasse a usar o ano do nascimento de Cristo como ano do começo ou referência, substituindo assim a era de César.
Assim, o dia a seguir ao decreto régio, deixaria de ser o: ]
16 de Agosto de 1460 Era Juliana para ser o 16 de Agosto de 1422 da Era de Cristo
Ano do Nascimento ou "ANNO DOMINI". Esta mudança já tinha sido efectuada em Aragão em 1350, Leão e Castela em 1383.
Esta Era Cristã usada pela maioria dos povos ( Europeus ), fixada em 25 de Dezembro do ano do Nascimento de Cristo, ou seja o ano 753 da fundação de Roma. Em alguns documentos portugueses encontra-se também a era - anno a Passione - cujo ponto de partida é posterior 33 anos à era cristã.
Até ao século XIV o ano novo começava em 25 de Março ( Anunciação ). Era ou estilo da Incarnação ou Anunciação. Foi também adoptada na Idade Média, algumas vezes, a era ou estilo da Páscoa, variável pela mobilidade desta festa. A Era ou estilo da circuncisão começava no dia 1 de Janeiro.
No entanto nos séculos XIV, XV e XVI usaram-se indiferentemente as datas de 25 de Dezembro ou de 1 de Janeiro para começo do ano , embora esta última tivesse predominado.
Contudo o hábito de utilizar a era Juliana ou Hispânica persistiu durante décadas e ainda Zurara a menciona na CRÓNICA DA TOMADA DE CEUTA dando-lhe a data de 1453 ( 1415 Depois de Cristo).
Deve-se portanto ter,. cuidado na atribuição do ano aos documentos ou datas gravadas dos séculos XV e XVI, datados entre 25 e 31 de Janeiro, que o indicam muitas vezes acrescido de uma unidade em relação ao estilo actual .
Só com a Reforma Gregoriana ( 15 de Outubro de 1582 ) se estabeleceu o 1 de Janeiro para começo do ano.
Em alguns documentos dos arquivos portugueses foi também usada a Hégira ou ano arábico, que começa em 622 do ano de Cristo, data da fugida de Mahomed de Meca para Medina.
Para corrigir o erro, entre o ano solar e ano civil, que no ano de 1582 (Depois de Cristo) já era de 10 dias, ( o equinócio da Primavera que deveria ser em 21 de Março de 1582 ocorreu em 11 de Março ) o Papa Gregório XIII, pela sua Bula Inter Gravissimas de 24 de Fevereiro de 1582, ordenava a reforma do Calendário, para um ano trópico de 365,2425 dias.
Nesta reforma os anos bissextos sucedem-se de 4 em 4 anos ( Fevereiro com 29 dias ). Todos os anos seculares são anos normais, ( 1.700, 1.800, 1.900 ) excepto os divisíveis por 400 ( 1.600, 2.000 ) que são ou serão anos bissextos.
Para se conseguir a devida correcção, o dia a seguir a 04 de Outubro de 1582 ( quinta-feira), foi o dia 15 de Outubro de 1582 ( sexta-feira). Desta maneira a diferença entre o ano civil e o natural ( solar ) não atingirá um dia em menos de 5.000 anos.
O Calendário Gregoriano é também chamado Calendário Cristão porque considera a data do nascimento de Cristo como a data de começo. As datas da Era Cristã, são também designadas pr AD ( anno Domini ) e DC ( depois de Cristo ). No entanto o nascimento de Cristo originalmente dado para 25 de Dezembro, 1 DC, é hoje assumido como em 4 AC.
A aprovação desta Reforma foi imediata ( 04 de Outubro de 1582 ) em Portugal, Espanha e Roma. Em França e Holanda foi aprovada em Dezembro de 1582. Na Áustria em 1583, nos Estados Católicos de Alemanha e Suiça em 1584, na Polónia em 1586.
Foi aprovada na Hungria em 1587 e em 1700 pelos Estados protestantes de Alemanha e Suiça. Foi aprovada na Inglaterra e Suécia em 1757, em 1918 na U.R.S.S., em 1923 na Grécia e na Turquia em 1923.
O calendário Juliano
No ano 46 antes de Cristo Júlio César (Gaius Julius Cesar, 102-44 a.C.), orientado pelo astrónomo alexandrino Sosígenes (90-? a.C.), reformou o calendário romano, para uniformizar os calendários diferentes usados pelos territórios ocupados pelos romanos. Introduziu o Calendário Juliano, de doze meses, no qual a cada três anos de 365 dias seguia outro de 366 dias (ano bissexto). Assim, o ano juliano tem em média 365,25 dias.
Para acertar o calendário com a primavera, foram adicionados 67 dias àquele ano e o primeiro dia do mês de Março de 45 a.C., no calendário romano, foi chamado de 1 de Janeiro no calendário Juliano. Este ano é chamado de Ano da Confusão.
As principais reformas são: o início do ano passa de 1º de Março para 1º de Janeiro; os meses passam a ter 30 e 31 dias intercalados (excepto Fevereiro); quintilis e sextilis ficam com 31 dias porque têm nome de imperadores; o 13º mês, mercedonius, é suprimido.
Primeiro calendário da história da humanidade e começa com a enchente anual do rio Nilo. Surge por volta de 3000 a.C. O ano tem 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias e mais cinco dias extras, dedicados aos deuses.
Os egípcios são os primeiros a utilizar um calendário solar , embora os 12 meses de 30 dias sejam de origem lunar. O ano tem 365 dias - e 6 horas a menos que o ano solar, o que significa atraso de um dia a cada quatro anos.
Havia três estações determinadas pelo fluxo do rio Nilo: Cheias (akket); Semeio (pert) e Colheita (shemu). A relação entre as estações definidas pelo Nilo e as estações naturais era feita pelo nascer heliacal da estrela Sirius, conhecida dos egípcios pelo nome de Sothis. A primeira aparição da estrela no céu da manhã, depois da sua conjunção com o sol determinava o início da contagem das estação das Cheias.
O calendário egípcio foi reconhecido pelos astrónomos gregos e tornou-se o calendário de referência da astronomia por muito tempo. Copérnico usou-o para construir suas tábuas da lua e planetas. Já no ano 238 antes de Cristo, o Rei Ptolomeu III tentou acrescentar um dia extra ao calendário a cada 4 anos, como no ano bissexto actual. No entanto sua proposta não teve eco. Somente entre 26 antes de Cristo. e 23 ,a modificação é realizada, sob o império romano na mão de Augusto que introduziu tal modificação no calendário.
O ano egípcio de 23-22 antes de Cristo possui o mês correspondente a Agosto com 30 dias. A partir de então, este mesmo mês voltou a possuir 29 dias salvo nos anos bissextos, quando tinha um dia a mais. Esse novo calendário passou a se chamar Alexandrino.
Esta reforma não foi aceita integralmente e os dois calendários permaneceram paralelos até pelo menos 238 depois de Cristo. Os astrónomos e astrólogos mantiveram a notação antiga. Ptolomeu usava-o, salvo no tratado de fenómenos anuais em que o novo calendário tinha mais conveniência.
Os persas adoptaram o antigo calendário egípcio em 500 antes de Cristo. Não é bem certo se foi adoptado exactamente ou com modificações. Os arménios ainda o adoptam. Os três últimos meses do calendário arménio correspondem exactamente aos três primeiros do antigo calendário egípcio. Em seguida vêm os cinco dias finais, característicos deste.
O calendário alexandrino é ainda usado na Etiópia, na igreja Cóptica e para fins de agricultura no moderno Egipto e vizinhos do norte da África.
O primeiro calendário romano foi criado por Rômulo em 753 a.C., ano de fundação de Roma, baseado no calendário egípcio. Era um calendário lunar, e tinha 304 dias, divididos em dez meses, dez meses lunares, seis de 30 dias e quatro de 31, desde Março a Dezembro. O primeiro mês é o Martius (Março) e adopta a meia-noite para início do dia.
Numa Pompilius, que por tradição foi o segundo rei de Roma (715-673 BC ?), discípulo de Pitágoras, reconhece a necessidade de se instalar um calendário com base astronómica. Elabora um calendário solar composto de 355 dias distribuídos em 12 meses.
Supersticioso, considerava os dias pares azarados. Por isso, diminuiu um dia dos seis meses de 30 dias. Aos seis dias juntou mais 51, formando dois novos meses.
Januarius, com 29 dias, é colocado sob a protecção de Janus, o deus da paz, representado por duas faces, uma olhando para o passado (fim do ano) outra para o futuro (ano novo).
Februarius, com 28 dias, azarado por ser número par, é dedicado ao deus da purificação dos mortos, Februa. Sua denominação faz referência à "febre", é o mês das doenças, considerado de mau agouro.
Assim, o ano fica com 355 em vez de 354, que era o valor do ano lunar, para evitar o suposto azar de um número par. A cada dois anos, há um 13º mês, Mercedonius, com 22 ou 23 dias.
Os anos no calendário romano eram chamados de a.u.c. (ab urbe condita), a partir da fundação da cidade de Roma. Neste sistema, o dia 11 de Janeiro de 2000 marcou o ano novo do 2753 a.u.c.
O calendário surgiu com o terceiro herói cultural, Huang-ti, o Senhor Amarelo ou Senhor Augusto. Foi introduzido em 2.637 a.C., baseado nas fases da lua e, posteriormente, no ano lunissolar de 12 meses. Cada mês pode ter 29 ou 30 dias e o ano tem 354 ou 355 dias.
Comporta dois ciclos: um de 12 anos (354 ou 355 dias, ou 12 meses lunares) e um de sete anos (com anos de 383 ou 384 dias, ou 13 meses). Os chineses inserem meses adicionais em intervalos fixos para resolver a diferença entre o ano solar (365 dias) e o ano lunar (354 dias). O ano novo começa sempre em uma lua nova, entre 21 de Janeiro e 20 de Fevereiro.
O calendário chinês é um dos mais antigos registros cronológicos que há na história dos povos. E com o calendário, onde cada ano recebe o nome de um dos 12 animais: galo, cão, porco, rato, búfalo, tigre, gato, dragão, serpente, cavalo, cobra e macaco, surgiu o horóscopo chinês, os 12 signos animais ou subdivisões do mundo (que formam o Astral Chinês).
Os anos do Dragão repetem-se a cada 12 anos. O ano do Dragão Dourado ocorre uma vez a cada 3000 anos (ocorreu no nosso ano 2000) e é suposto trazer a harmonia completa dos cinco elementos da filosofia chinesa (metal, madeira, água, fogo e terra), o que se reflectiria em um sentimento de felicidade para todos.
O calendário azteca era basicamente igual ao dos maias. O ano possuí início no solstício de Inverno com um ciclo de 18 meses de 20 dias cada e mais um curto período, ou mês diminuto de 5 dias.
Com 104 anos comuns tinha-se um grande ciclo no qual intercalavam 25 dias.
Essa exactidão do ciclo de 260 anos sagrados em relação ao exacto movimento do Sol, possuía uma diferença de apenas 0,01136 de dia, ou seja, um pouco mais de um centésimo de dia.
O calendário azteca dava aos dias nomes próprios que correspondiam a números de ordem no decorrer do mês. Os dias corriam de 1 a 20, e os festivais eram comemorados no último dia do mês.
A escrita da data informava o ano em curso, o número e o nome do dia, sem mencionar o dia do mês e o próprio mês. Para citar umaO ocorrência de longa duração, os aztecas informavam apenas o ano em curso.
Os meses no calendário azteca eram 18, totalizando 360 dias, mais cinco dias suplementares, denominados Nemotemi ou "dias vazios"
O calendário Babilónico, é um dos calendários mais antigos, compreende 12 meses lunares (divididos em quatro semanas), de 29 ou 30 dias cada um, cujo início é assinalado pelo aparecimento da lua nova.
O ano tem 354 dias, 11 dias a menos que o ano solar. Ao fim de três anos há um desfasamento de cerca de um mês em relação ao ano solar. Para resolver essa diferença foi acrescentado um mês complementar (13º mês) ao final de cada período de três anos
O mês suplementar é introduzido após elul ou adar, conservando o mesmo nome seguido da indicação de segundo.
Para determinar a época de acrescentar o mês complementar, observava-se o nascer de determinadas estrelas e constelações. Muitas observações causavam erros.
Chegou-se a colocar dois meses suplementares no mesmo ano.
Em cerca de 480 a.C., os babilónios adoptam um ciclo de 19 anos, no qual introduzem os meses complementares em sete anos. Dessa forma conseguem maior concordância entre o ano lunar e o solar.
O calendário Muçulmano , é baseado no ano lunar de 354 dias, 355 nos anos abundantes, com 12 meses de 29 ou 30 dias intercalados. O mês começa quando o crescente lunar aparece pela primeira vez após o pôr-do-sol. Tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar. Para ajustar essa diferença, num ciclo de 30 anos, 11 anos são abundantes, com 355 dias (e o restante, 19 meses, tem 354).
O ano 1 é a data da Hégira, a fuga de Maomé de Meca para Medina, em 16 de Julho de 622.
Os muçulmanos consideram o pôr-do-sol o começo de um novo dia. O dia santificado é a sexta-feira.
Para fazer uma aproximação entre os anos muçulmanos e gregorianos:
Tira-se 622 (ano da Hégira) do ano em curso
multiplica-se o resultado por 1,031 (número de dias do ano gregoriano dividido pelo número de dias do ano lunar).
Exemplo: 2002 - 622 = 1380
1380 x 1,031 = 1422.
O calendário judaico, diferentemente do gregoriano, é baseado no movimento lunar. Onde cada mês se inicia com a lua nova (quando é possível visualizar o primeiro reflexo de luz sobre a superfície lunar. Antigamente o calendário era determinado simplesmente por observação.
O grande problema com o calendário lunar é que se compararmos com o calendário gregoriano, temos em um ano solar 12,4 meses lunares, o que ocorre uma diferença a cada ano de aproximadamente 11 dias, para compensar esta diferença, a cada ciclo de 19 anos acrescenta-se um mês inteiro (Adar II).São acrescidos no terceiro, sexto, oitavo, décimo-primeiro, décimo-quarto, décimo-sétimo e décimo-nono anos desse ciclo.
O início da contagem do calendário judaico se refere à criação do mundo.
Os meses do calendário judaico:
O primeiro mês do calendário judaico e o mês de Nissan, quando temos a comemoração de Pessach. Entretanto, o ano novo judaico ocorre em Tishrei (quando é acrescentado um número ao ano anterior).
O calendário Incaico, não há muita documentação precisa sobre o calendário indico, já que essa cultura passou por maior destruição por parte dos conquistadores. O conhecimento preciso das constelações levou a impressionantes semelhanças com as figuras usadas pelos criadores do Zodíaco para representá-las, e com os signos zodiacais
O observatório de Cuzco era o responsável pela base do calendário incaico: possuía oito torres voltadas para o nascente e outras oito apontando para o poente, com alturas desiguais (duas pequenas intercaladas entre duas bastante altas). Sua sombra projectada no terraço ao redor permitia aos observadores imperiais definir a exacta situação dos solstícios, enquanto as colunas zodiacais (curiosamente semelhantes ao zodíaco caldeu) permitiam definir os equinócios.
Essa exactidão do ciclo de 260 anos sagrados em relação ao exacto movimento do Sol, possuía uma diferença de apenas 0,01136 de dia, ou seja, um pouco mais de um centésimo de dia.
O calendário asteca dava aos dias nomes próprios que correspondiam a números de ordem no decorrer do mês. Os dias corriam de 1 a 20, e os festivais eram comemorados no último dia do mês.
A maioria dos países de língua latina, adopta os nomes dados pelos romanos segundo os planetas-deuses: sol, lua, marte, mercúrio, júpiter, vênus e saturno. Com efeito, em francês adota-se: dimanche, lundi, mardi, mercredi, jeudi, vendredi, samedi, donde apenas o ``domingo'' se exceptua. No entanto, essa convenção é moderna, pois a tradição francesa atribui a este dia o nome de die soleil. Em espanhol encontra-se uma nomenclatura semelhante. Nos países de língua inglesa adoptou-se os nomes ``teutónicos'' dos deuses correspondentes em latim. Exceptuando ``saturno'' (saturday), ``sol'' (sunday) e ``lua'' (monday), de resto, temos: Tiu (Marte), Woden (Mercúrio), Thor (Júpiter) e Freya (Vênus).
A adopção ocidental para o ``domingo'' como dia do descanso deve-se à tradição cristã de atribuir a ressurreição a este dia da semana.
A língua portuguesa é a única latina que contém excepções. Os dias numerados são de origem obscura. É possível que os portugueses adoptaram a numeração dos dias como os judeus. Tanto é que a palavra ``sábado'' deriva directamente do nome ``sabbath''. O termo ``domingo'' seria a licença cristã nesta denominação.
A hipótese de origens cristãs aos nomes dos dias em português também é aventada. A iniciativa teria partido do Papa Gregório XIII que estabeleceu a numeração dos dias para suplantar as denominações de origens pagãs. Porém, não existe confirmação para tal hipótese.
AD ( anno Domini ) e DC ( depois de Cristo ). No entanto o nascimento de Cristo originalmente dado para 25 de Dezembro, 1 DC, é hoje assumido como em 4 AC.
A aprovação desta Reforma foi imediata ( 04 de Outubro de 1582 ) em Portugal, Espanha e Roma. Em França e Holanda foi aprovada em Dezembro de 1582. Na Áustria em 1583, nos Estados Católicos de Alemanha e Suíça em 1584, na Polónia em 1586.
Foi aprovada na Hungria em 1587 e em 1700 pelos Estados protestantes de Alemanha e Suíça. Foi aprovada na Inglaterra e Suécia em 1757, em 1918 na U.R.S.S., em 1923 na Grécia e na Turquia em 1923.
O calendário Juliano
No ano 46 antes de Cristo Júlio César (Gaius Julius Cesar, 102-44 a.C.), orientado pelo astrónomo alexandrino Sosígenes (90-? a.C.), reformou o calendário romano, para uniformizar os calendários diferentes usados pelos territórios ocupados pelos romanos. Introduziu o Calendário Juliano, de doze meses, no qual a cada três anos de 365 dias seguia outro de 366 dias (ano bissexto). Assim, o ano juliano tem em média 365,25 dias.
Para acertar o calendário com a primavera, foram adicionados 67 dias àquele ano e o primeiro dia do mês de Março de 45 a.C., no calendário romano, foi chamado de 1 de Janeiro no calendário Juliano. Este ano é chamado de Ano da Confusão.
As principais reformas são: o início do ano passa de 1º de Março para 1º de Janeiro; os meses passam a ter 30 e 31 dias intercalados (excepto Fevereiro); quintilis e sextilis ficam com 31 dias porque têm nome de imperadores; o 13º mês, mercedonius, é suprimido.
Primeiro calendário da história da humanidade e começa com a enchente anual do rio Nilo. Surge por volta de 3000 a.C. O ano tem 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias e mais cinco dias extras, dedicados aos deuses.
Os egípcios são os primeiros a utilizar um calendário solar , embora os 12 meses de 30 dias sejam de origem lunar. O ano tem 365 dias - e 6 horas a menos que o ano solar, o que significa atraso de um dia a cada quatro anos.
Havia três estações determinadas pelo fluxo do rio Nilo: Cheias (akket); Semeio (pert) e Colheita (shemu). A relação entre as estações definidas pelo Nilo e as estações naturais era feita pelo nascer heliacal da estrela Sirius, conhecida dos egípcios pelo nome de Sothis. A primeira aparição da estrela no céu da manhã, depois da sua conjunção com o sol determinava o início da contagem das estações das Cheias.
O calendário egípcio foi reconhecido pelos astrónomos gregos e tornou-se o calendário de referência da astronomia por muito tempo. Copérnico usou-o para construir suas tábuas da lua e planetas. Já no ano 238 antes de Cristo, o Rei Ptolomeu III tentou acrescentar um dia extra ao calendário a cada 4 anos, como no ano bissexto actual. No entanto sua proposta não teve eco. Somente entre 26 antes de Cristo. e 23 ,a modificação é realizada, sob o império romano na mão de Augusto que introduziu tal modificação no calendário.
O ano egípcio de 23-22 antes de Cristo possui o mês correspondente a Agosto com 30 dias. A partir de então, este mesmo mês voltou a possuir 29 dias salvo nos anos bissextos, quando tinha um dia a mais. Esse novo calendário passou a se chamar Alexandrino.
Esta reforma não foi aceita integralmente e os dois calendários permaneceram paralelos até pelo menos 238 depois de Cristo. Os astrónomos e astrólogos mantiveram a notação antiga. Ptolomeu usava-o, salvo no tratado de fenómenos anuais em que o novo calendário tinha mais conveniência.
Os persas adoptaram o antigo calendário egípcio em 500 antes de Cristo. Não é bem certo se foi adoptado exactamente ou com modificações. Os arménios ainda o adoptam. Os três últimos meses do calendário arménio correspondem exactamente aos três primeiros do antigo calendário egípcio. Em seguida vêm os cinco dias finais, característicos deste.
O calendário alexandrino é ainda usado na Etiópia, na igreja Cóptica e para fins de agricultura no moderno Egipto e vizinhos do norte da África.
O primeiro calendário romano foi criado por Rómulo em 753 a.C., ano de fundação de Roma, baseado no calendário egípcio. Era um calendário lunar, e tinha 304 dias, divididos em dez meses, dez meses lunares, seis de 30 dias e quatro de 31, desde Março a Dezembro. O primeiro mês é o Martius (Março) e adopta a meia-noite para início do dia.
Numa Pompilius, que por tradição foi o segundo rei de Roma (715-673 BC ?), discípulo de Pitágoras, reconhece a necessidade de se instalar um calendário com base astronómica. Elabora um calendário solar composto de 355 dias distribuídos em 12 meses.
Supersticioso, considerava os dias pares azarados. Por isso, diminuiu um dia dos seis meses de 30 dias. Aos seis dias juntou mais 51, formando dois novos meses.
Januarius, com 29 dias, é colocado sob a protecção de Janus, o deus da paz, representado por duas faces, uma olhando para o passado (fim do ano) outra para o futuro (ano novo).
Februarius, com 28 dias, azarado por ser número par, é dedicado ao deus da purificação dos mortos, Februa. Sua denominação faz referência à "febre", é o mês das doenças, considerado de mau agouro.
Assim, o ano fica com 355 em vez de 354, que era o valor do ano lunar, para evitar o suposto azar de um número par. A cada dois anos, há um 13º mês, Mercedonius, com 22 ou 23 dias.
Os anos no calendário romano eram chamados de a.u.c. (ab urbe condita), a partir da fundação da cidade de Roma. Neste sistema, o dia 11 de Janeiro de 2000 marcou o ano novo do 2753 a.u.c.
O calendário surgiu com o terceiro herói cultural, Huang-ti, o Senhor Amarelo ou Senhor Augusto. Foi introduzido em 2.637 a.C., baseado nas fases da lua e, posteriormente, no ano lunissolar de 12 meses. Cada mês pode ter 29 ou 30 dias e o ano tem 354 ou 355 dias.
Comporta dois ciclos: um de 12 anos (354 ou 355 dias, ou 12 meses lunares) e um de sete anos (com anos de 383 ou 384 dias, ou 13 meses). Os chineses inserem meses adicionais em intervalos fixos para resolver a diferença entre o ano solar (365 dias) e o ano lunar (354 dias). O ano novo começa sempre em uma lua nova, entre 21 de Janeiro e 20 de Fevereiro.
O calendário chinês é um dos mais antigos registos cronológicos que há na história dos povos. E com o calendário, onde cada ano recebe o nome de um dos 12 animais: galo, cão, porco, rato, búfalo, tigre, gato, dragão, serpente, cavalo, cobra e macaco, surgiu o horóscopo chinês, os 12 signos animais ou subdivisões do mundo (que formam o Astral Chinês).
Os anos do Dragão repetem-se a cada 12 anos. O ano do Dragão Dourado ocorre uma vez a cada 3000 anos (ocorreu no nosso ano 2000) e é suposto trazer a harmonia completa dos cinco elementos da filosofia chinesa (metal, madeira, água, fogo e terra), o que se reflectiria em um sentimento de felicidade para todos.
O calendário asteca era basicamente igual ao dos maias. O ano possuí início no solstício de Inverno com um ciclo de 18 meses de 20 dias cada e mais um curto período, ou mês diminuto de 5 dias.
Com 104 anos comuns tinha-se um grande ciclo no qual intercalavam 25 dias.
Essa exactidão do ciclo de 260 anos sagrados em relação ao exacto movimento do Sol, possuía uma diferença de apenas 0,01136 de dia, ou seja, um pouco mais de um centésimo de dia.
O calendário asteca dava aos dias nomes próprios que correspondiam a números de ordem no decorrer do mês. Os dias corriam de 1 a 20, e os festivais eram comemorados no último dia do mês.
A escrita da data informava o ano em curso, o número e o nome do dia, sem mencionar o dia do mês e o próprio mês. Para citar uma ocorrência de longa duração, os astecas informavam apenas o ano em curso.
Os meses no calendário asteca eram 18, totalizando 360 dias, mais cinco dias suplementares, denominados Nemotemi ou "dias vazios"
O calendário Babilónico,  é um dos calendários mais antigos, compreende 12 meses lunares (divididos em quatro semanas), de 29 ou 30 dias cada um, cujo início é assinalado pelo aparecimento da lua nova.
O ano tem 354 dias, 11 dias a menos que o ano solar. Ao fim de três anos há um desfasamento de cerca de um mês em relação ao ano solar. Para resolver essa diferença foi acrescentado um mês complementar (13º mês) ao final de cada período de três anos
O mês suplementar é introduzido após elul ou adar, conservando o mesmo nome seguido da indicação de segundo.
Para determinar a época de acrescentar o mês complementar, observava-se o nascer de determinadas estrelas e constelações. Muitas observações causavam erros.
Chegou-se a colocar dois meses suplementares no mesmo ano.
Em cerca de 480 a.C., os babilónios adoptam um ciclo de 19 anos, no qual introduzem os meses complementares em sete anos. Dessa forma conseguem maior concordância entre o ano lunar e o solar.
O calendário Muçulmano , é baseado no ano lunar de 354 dias, 355 nos anos abundantes, com 12 meses de 29 ou 30 dias intercalados. O mês começa quando o crescente lunar aparece pela primeira vez após o pôr-do-sol. Tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar. Para ajustar essa diferença, num ciclo de 30 anos, 11 anos são abundantes, com 355 dias (e o restante, 19 meses, tem 354).
O ano 1 é a data da Hégira, a fuga de Maomé de Meca para Medina, em 16 de Julho de 622.
Os muçulmanos consideram o pôr-do-sol o começo de um novo dia. O dia santificado é a sexta-feira.
Para fazer uma aproximação entre os anos muçulmanos e gregorianos:
Tira-se 622 (ano da Hégira) do ano em curso
multiplica-se o resultado por 1,031 (número de dias do ano gregoriano dividido pelo número de dias do ano lunar).
Exemplo: 2002 - 622 = 1380
1380 x 1,031 = 1422.
O calendário judaico, diferentemente do gregoriano, é baseado no movimento lunar. Onde cada mês se inicia com a lua nova (quando é possível visualizar o primeiro reflexo de luz sobre a superfície lunar. Antigamente o calendário era determinado simplesmente por observação.
O grande problema com o calendário lunar é que se compararmos com o calendário gregoriano, temos em um ano solar 12,4 meses lunares, o que ocorre uma diferença a cada ano de aproximadamente 11 dias, para compensar esta diferença, a cada ciclo de 19 anos acrescenta-se um mês inteiro (Adar II).São acrescidos no terceiro, sexto, oitavo, décimo-primeiro, décimo-quarto, décimo-sétimo e décimo-nono anos desse ciclo.
O início da contagem do calendário judaico se refere à criação do mundo.
Os meses do calendário judaico:
O primeiro mês do calendário judaico e o mês de Nissan, quando temos a comemoração de Pessach. Entretanto, o ano novo judaico ocorre em Tishrei (quando é acrescentado um número ao ano anterior).
O calendário Incaico, não há muita documentação precisa sobre o calendário incaico, já que essa cultura passou por maior destruição por parte dos conquistadores. O conhecimento preciso das constelações levou a impressionantes semelhanças com as figuras usadas pelos criadores do Zodíaco para representá-las, e com os signos zodiacais
O observatório de Cuzco era o responsável pela base do calendário incaico: possuía oito torres voltadas para o nascente e outras oito apontando para o poente, com alturas desiguais (duas pequenas intercaladas entre duas bastante altas). Sua sombra projectada no terraço ao redor permitia aos observadores imperiais definir a exacta situação dos solstícios, enquanto as colunas zodiacais (curiosamente semelhantes ao zodíaco caldeu) permitiam definir os equinócios.
Essa exactidão do ciclo de 260 anos sagrados em relação ao exacto movimento do Sol, possuía uma diferença de apenas 0,01136 de dia, ou seja, um pouco mais de um centésimo de dia.
O calendário asteca dava aos dias nomes próprios que correspondiam a números de ordem no decorrer do mês. Os dias corriam de 1 a 20, e os festivais eram comemorados no último dia do mês.
A maioria dos países de língua latina, adopta os nomes dados pelos romanos segundo os planetas-deuses: sol, lua, marte, mercúrio, júpiter, vénus e saturno. Com efeito, em francês adota-se: dimanche, lundi, mardi, mercredi, jeudi, vendredi, samedi, donde apenas o ``domingo'' se exceptua. No entanto, essa convenção é moderna, pois a tradição francesa atribui a este dia o nome de die soleil. Em espanhol encontra-se uma nomenglatura semelhante. Nos países de língua inglesa adoptou-se os nomes ``teutónicos'' dos deuses correspondentes em latim. Exceptuando ``saturno'' (saturday), ``sol'' (sunday) e ``lua'' (monday), de resto, temos: Tiu (Marte), Woden (Mercúrio), Thor (Júpiter) e Freya (Vénus).
A adopção ocidental para o ``domingo'' como dia do descanso deve-se à tradição cristã de atribuir a ressurreição a este dia da semana.
A língua portuguesa é a única latina que contém excepções. Os dias numerados são de origem obscura. É possível que os portugueses adoptaram a numeração dos dias como os judeus. Tanto é que a palavra ``sábado'' deriva directamente do nome ``sabbath''. O termo ``domingo'' seria a licença cristã nesta denominação.
A hipótese de origens cristãs aos nomes dos dias em português também é aventada. A iniciativa teria partido do Papa Gregório XIII que estabeleceu a numeração dos dias para suplantar as denominações de origens pagãs. Porém, não existe confirmação para tal hipótese.
 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

 

 

 


 

 

Fundo Musical: Nona Sinfonia de Beethoven

"Num gesto sem precedentes, a UNESCO classificou a «9ª Sinfonia», de Beethoven, como Patrimônio da Humanidade. Não só porque é uma das maiores composições de todos os tempos, mas também porque, com o seu imortal Hino à Alegria, é um dos mais eloquentes apelos à paz e à fraternidade entre os povos."

Arte Final: Iara Melo

Resolução do Ecrã: 1024 * 768

 

 

 

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