DIA
MUNDIAL DA PAZ
1º DE
JANEIRO
Trabalho e
pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
Arte Final:
Iara Melo

No dia 1º de Janeiro celebra-se
o Dia Mundial da Paz. Não
poderia haver data melhor. A
cada ano que começa é como se
zelássemos tudo e começássemos
de novo. Tudo pode ser esquecido
e, sobretudo, perdoado, condição
essencial para a paz. Numa época
de tantos conflitos, de tanta
desigualdade e sofrimento, o
novo ano surge como uma
possibilidade de fazermos tudo
diferente e melhor. Além da paz
mundial e da paz em nossa
sociedade, precisamos também
exercê-la em nossas relações,
cultivando a paz de espírito.
Como o dia 1º de Janeiro foi
escolhido pela ONU como o dia da
Confraternização Universal,
muitos países também comemoram
essa data com esse sentido de
confraternização.
Superstições para o Ano Novo
- Não é bom passar o Ano Novo
com os bolsos vazios.
- Comer doze uvas verdes, à
meia-noite do Ano Novo, para ter
dinheiro em todos os meses do
ano, também é bom.
- Guardar em lugar seguro, para
ninguém achar, a tampa da
garrafa de "champanhe" usada na
festa de Ano Novo, que tenha
feito muito barulho, chama
dinheiro.
- Defumar a casa, no fim do Ano
e véspera do Ano Novo, com um
defumador feito com carvão,
xerém e açúcar, além de chamar a
sorte e dinheiro, tira, também,
o azar do ano velho.
É meia-noite no mundo, noite de
31 de Dezembro. E, respeitadas
as diferenças de fuso horário,
promessas são feitas, desejos
pensados, mal-entendidos
superados. Momento mágico em que
queremos acreditar que a mudança
da folhinha no calendário pode
dar em nossa vida. Aos nossos
sonhos.
Se as superstições dão
resultados ou não, não importa.
A gente quer mais é começar o
ano com o pé direito e, por pé
direito, entenda-se muita festa
e alegria. Mesa farta, música,
amigos e parentes por perto,
cada um de nós faz pequenas
"mágicas" para garantir que o
ano seja perfeito.
A História do Calendário
Desde a Antiguidade, a simples
observação da Natureza colocou
em destaque três fenómenos
astronómicos periódicos capazes
de servirem para a medição do
tempo: a alternância do dia e da
noite; a sucessão das fases da
Lua e o ciclo das estações do
ano. Impuseram-se assim três
unidades naturais do tempo: o
dia, ligado à rotação da Terra
sobre si própria; o mês, ligado
ao movimento de Lua em redor da
Terra; o ano, ligado ao
movimento da Terra em volta do
Sol. Estas unidades constituem
os alicerces do calendário.
O dia, cuja noção nasceu do
contraste entre a luz solar e a
noite, é o elemento mais antigo
e fundamental do calendário. A
observação da periodicidade das
fases lunares gerou a ideia de
mês. E a repetição alternada das
estações, que variavam de duas a
seis, de acordo com os climas,
deu origem ao conceito de ano,
estabelecido em função das
necessidades da agricultura. A
semana é apenas uma subdivisão
do mês. Mas quando se deseja
confrontar dia, mês e ano, surge
uma dificuldade: esses períodos
de tempo não constituem
múltiplos mutuamente perfeitos.
Daí a dificuldade em relacionar
essas unidades naturais de tempo
para obter um calendário
perfeito, ou seja, que
corresponda às mudanças dos
astros, e possa assim servir de
guia às actividades económicas
que dependam de condições
sazonais, principalmente as da
agricultura.
O ano é o período de tempo
necessário para que a Terra faça
uma volta completa ao redor do
Sol -- cerca de 365 dias e seis
horas. Esse número fraccionário
exige que se intercale dias
periodicamente, a fim de fazer
com que os calendários coincidam
com as estações. No calendário
gregoriano, usado na maior parte
do mundo, um ano comum
compreende 365 dias, mas a cada
quatro anos há um ano de 366
dias - o chamado ano bissexto,
em que o mês de Fevereiro passa
a ter 29 dias. Por convenção,
são bissextos os anos cujo
milésimo é divisível por quatro,
com excepção dos anos
finisseculares cujo milésimo não
é divisível por 400. Assim, por
exemplo, o ano de 1900 não é
bissexto, ao contrário do ano
2000.
Em astronomia, distinguem-se
várias espécies de ano, com
pequenas diferenças de duração.
O ano trópico, também chamado de
ano solar ou ano das estações,
tem 365 dias, cinco horas, 48
minutos e 46 segundos.
Compreende o tempo decorrido
entre duas ocorrências
sucessivas do equinócio vernal,
ou seja, do momento em que o Sol
aparentemente cruza o equador
celeste na direcção norte. Em
virtude do fenómeno de precessão
dos equinócios -- causado por
uma pequena oscilação na rotação
terrestre -- o ano trópico é
mais curto que o ano sideral,
que tem 365 dias, seis horas,
nove minutos e dez segundos,
tempo que o Sol leva para voltar
ao mesmo ponto, em sua aparente
trajectória anual. O ano
anomalístico compreende o
período de 365 dias, seis horas,
13 minutos e 53 segundos, entre
duas passagens da Terra pelo
periélio, ponto de sua órbita em
que está mais próxima do Sol.
Dada a facilidade de observação
das fases lunares, e também
devido aos cultos religiosos que
frequentemente se associaram a
elas, muitas sociedades
estruturaram seus calendários de
acordo com os movimentos da Lua.
O ano lunar, de 12 meses
sinódicos, correspondentes aos
12 ciclos da fase lunar, tem
cerca de 364 dias. Conforme a
escala de tempo seja baseada nos
movimentos do Sol, da Lua, ou de
ambos, o calendário será
respectivamente solar, lunar ou
lunissolar.
No calendário gregoriano os anos
começam a ser contados a partir
do nascimento de Jesus Cristo,
em função da data calculada, no
ano 525 da era cristã, pelo
historiador Dionísio o Pequeno.
Todavia, seus cálculos não
estavam correctos, pois é mais
provável que Jesus Cristo tenha
nascido quatro ou cinco anos
antes, no ano 749 da fundação de
Roma, e não no 753, como sugeriu
Dionísio. Para a moderna
historiografia, o fundador do
cristianismo teria na verdade
nascido no ano 4 antes de
Cristo.
Fonte:
www.geocities.com
E a sua evolução em Portugal
Calendário, é o sistema de
medição do tempo que se
necessita para a vida civil,
dividindo o tempo em dias,
semanas, meses e anos. As
divisões do calendário estão
baseadas nos movimentos
aparentes do sol e da lua..
Um dia é a média de tempo
necessária para uma rotação da
terra no seu eixo.
- O ano está baseado no tempo
necessário para uma rotação da
terra à volta do sol, e é
chamado o ano solar.
- Um ano solar ou trópico tem
365 dias, 5 horas, 48 minutos e
45,5 segundos.
O mês era calculado pelos povos
antigos como o tempo entre duas
luas cheias, ou o número de dias
necessários para que lua desse
uma volta ao redor da terra. (
29,5 dias ).Esta medida chamada
de mês lunar, resultava num ano
lunar ( de 12 meses ) de 354
dias, 11 ¼ dias mais curta que o
ano solar.
A semana deriva da tradição
Judeo-cristã, de descansar ao
sétimo dia. Os romanos davam aos
dias da semana, nomes em honra
do sol, da lua e de vários
planetas.
Os antigos babilónios tinham um
calendário lunar de 12 meses
lunares de 30 dias cada, e
adicionavam meses extras quando
necessitavam acertar o
calendário com as estações do
ano.
Os antigos egípcios foram os
primeiros a substituir o
calendário lunar pelo solar,
baseado no ano solar. Mediam o
ano solar em 365 dias, divididos
em 12 meses de 30 dias cada, com
5 dias extras no fim. Cerca de
238 Antes de Cristo, o rei
Ptolomeu III ordenou que um dia
extra fosse adicionado de cada 4
em 4 anos, similar ao moderno
ano bissexto.
Na antiga Grécia utilizou-se um
calendário de ano lunar de 354
dias. Os gregos foram os
primeiros a intercalar meses
extras com base científica,
adicionando meses em intervalos
específicos do ciclo dos anos
solares.
O primitivo calendário da cidade
de Roma, era um calendário
lunar, e tinha 304 dias,
divididos em dez meses, desde
Março a Dezembro. O ano começava
em 1 de Março. É atribuído a
Rómulo. Numa Pompilius, que por
tradição foi o segundo rei de
Roma ( 715-673 BC ? ),
acrescentou lhe mais dois meses,
Janeiro e Fevereiro, para um ano
de 354 dias.
Em ( 616-579 BC ) o etrusco
Tarquinius Priscus , por receio
supersticioso dos meses com
números pares, deu um dia mais a
Janeiro, e sistema passou a ser
de um ano con doze meses e 355
dias. Janeiro tinha 29 dias,
Fevereiro tinha 28 dias, Maio,
Julho e Outubro 31 dias,
Janeiro, Abril, Junho , Agosto ,
Setembro, Novembro e Dezembro 29
dias.
Mais tarde Júlio César, numa
reforma aconselhada pelo
astrónomo alexandrino Sosígenes,
adoptou um calendário com 365,25
dias no ano trópico, que mesmo
assim era maior que o ano solar
em 11m e 14seg. Isto dava um
erro de 3 dias em cada 400 anos.
Desta forma, atribuiu 445 dias
ao ano de 46 Antes de Cristo,
para reajustar o ano civil ao
solar. A diferença de 6 horas
entre o ano solar e o ano civil
( na altura ) era ajustado de 4
em 4 anos, no mês de Fevereiro,
dia 24, repetindo esse dia.
Estes anos de 366 dias,
chamam-se bissextos, porque os
latinos chamavam ao dia 25 de
Fevereiro "bi-sextus kalendas
Martii" quando este tinha 29
dias. O começo do ano, passou
nesta altura, de 1 de Março para
1 de Janeiro.
Mudou-se também o nome do quinto
mês do ano "quintilius" para
Julho ( Julius )em homenagem a
Júlio César, e mais tarde o
sexto mês "sextilius" passa para
o que hoje é Agosto ( Augustus
)em homenagem a Octávio César
Augusto.
O Calendário na Península
Ibérica
Na Península Ibérica vigorou
desde o século V, a chamada ERA
de Espanha ou Hispânica, Gótica,
de Augusto ou de César, usada
nos mais antigos documentos dos
arquivos portugueses, sob as
formas sob era ou in era
Começava no dia 1 de Janeiro do
ano 38 A.C., ano 716 da fundação
de Roma. É a chamada era de
Espanha comemorando a conquista
definitiva da península pelos
romanos e a introdução nela do
calendário Juliano.
Procede 38 anos ao ano de
nascimento de Cristo . O
primeiro da era cristã coincide
com o ano 39 da era de Espanha.
Para converter, pois, a era de
Espanha ou de César, à do
Nascimento é preciso tirar
daquela 38 anos.
Em Portugal, o decreto Régio de
D. João I, em 22 de Agosto do
ano da Era Juliana de 1460,
ordenou que daí em diante se
passasse a usar o ano do
nascimento de Cristo como ano do
começo ou referência,
substituindo assim a era de
César.
Assim, o dia a seguir ao decreto
régio, deixaria de ser o: ]
16 de Agosto de 1460 Era Juliana
para ser o 16 de Agosto de 1422
da Era de Cristo
Ano do Nascimento ou "ANNO
DOMINI". Esta mudança já tinha
sido efectuada em Aragão em
1350, Leão e Castela em 1383.
Esta Era Cristã usada pela
maioria dos povos ( Europeus ),
fixada em 25 de Dezembro do ano
do Nascimento de Cristo, ou seja
o ano 753 da fundação de Roma.
Em alguns documentos portugueses
encontra-se também a era - anno
a Passione - cujo ponto de
partida é posterior 33 anos à
era cristã.
Até ao século XIV o ano novo
começava em 25 de Março (
Anunciação ). Era ou estilo da
Incarnação ou Anunciação. Foi
também adoptada na Idade Média,
algumas vezes, a era ou estilo
da Páscoa, variável pela
mobilidade desta festa. A Era ou
estilo da circuncisão começava
no dia 1 de Janeiro.
No entanto nos séculos XIV, XV e
XVI usaram-se indiferentemente
as datas de 25 de Dezembro ou de
1 de Janeiro para começo do ano
, embora esta última tivesse
predominado.
Contudo o hábito de utilizar a
era Juliana ou Hispânica
persistiu durante décadas e
ainda Zurara a menciona na
CRÓNICA DA TOMADA DE CEUTA
dando-lhe a data de 1453 ( 1415
Depois de Cristo).
Deve-se portanto ter,. cuidado
na atribuição do ano aos
documentos ou datas gravadas dos
séculos XV e XVI, datados entre
25 e 31 de Janeiro, que o
indicam muitas vezes acrescido
de uma unidade em relação ao
estilo actual .
Só com a Reforma Gregoriana ( 15
de Outubro de 1582 ) se
estabeleceu o 1 de Janeiro para
começo do ano.
Em alguns documentos dos
arquivos portugueses foi também
usada a Hégira ou ano arábico,
que começa em 622 do ano de
Cristo, data da fugida de
Mahomed de Meca para Medina.
Para corrigir o erro, entre o
ano solar e ano civil, que no
ano de 1582 (Depois de Cristo)
já era de 10 dias, ( o equinócio
da Primavera que deveria ser em
21 de Março de 1582 ocorreu em
11 de Março ) o Papa Gregório
XIII, pela sua Bula Inter
Gravissimas de 24 de Fevereiro
de 1582, ordenava a reforma do
Calendário, para um ano trópico
de 365,2425 dias.
Nesta reforma os anos bissextos
sucedem-se de 4 em 4 anos (
Fevereiro com 29 dias ). Todos
os anos seculares são anos
normais, ( 1.700, 1.800, 1.900 )
excepto os divisíveis por 400 (
1.600, 2.000 ) que são ou serão
anos bissextos.
Para se conseguir a devida
correcção, o dia a seguir a 04
de Outubro de 1582 (
quinta-feira), foi o dia 15 de
Outubro de 1582 ( sexta-feira).
Desta maneira a diferença entre
o ano civil e o natural ( solar
) não atingirá um dia em menos
de 5.000 anos.
O Calendário Gregoriano é também
chamado Calendário Cristão
porque considera a data do
nascimento de Cristo como a data
de começo. As datas da Era
Cristã, são também designadas p
Fonte: www.geocities.com
E a sua evolução em Portugal
Calendário, é o sistema de
medição do tempo que se
necessita para a vida civil,
dividindo o tempo em dias,
semanas, meses e anos. As
divisões do calendário estão
baseadas nos movimentos
aparentes do sol e da lua..
Um dia é a média de tempo
necessária para uma rotação da
terra no seu eixo.
- O ano está baseado no tempo
necessário para uma rotação da
terra à volta do sol, e é
chamado o ano solar.
- Um ano solar ou trópico tem
365 dias, 5 horas, 48 minutos e
45,5 segundos.
O mês era calculado pelos povos
antigos como o tempo entre duas
luas cheias, ou o número de dias
necessários para que lua desse
uma volta ao redor da terra. (
29,5 dias ).Esta medida chamada
de mês lunar, resultava num ano
lunar ( de 12 meses ) de 354
dias, 11 ¼ dias mais curta que o
ano solar.
A semana deriva da tradição
Judia-Cristã, de descansar ao
sétimo dia. Os romanos davam aos
dias da semana, nomes em honra
do sol, da lua e de vários
planetas.
Os antigos babilónios tinham um
calendário lunar de 12 meses
lunares de 30 dias cada, e
adicionavam meses extras quando
necessitavam acertar o
calendário com as estações do
ano.
Os antigos egípcios foram os
primeiros a substituir o
calendário lunar pelo solar,
baseado no ano solar. Mediam o
ano solar em 365 dias, divididos
em 12 meses de 30 dias cada, com
5 dias extras no fim. Cerca de
238 Antes de Cristo, o rei
Ptolomeu III ordenou que um dia
extra fosse adicionado de cada 4
em 4 anos, similar ao moderno
ano bissexto.
Na antiga Grécia utilizou-se um
calendário de ano lunar de 354
dias. Os gregos foram os
primeiros a intercalar meses
extras com base científica,
adicionando meses em intervalos
específicos do ciclo dos anos
solares.
O primitivo calendário da cidade
de Roma, era um calendário
lunar, e tinha 304 dias,
divididos em dez meses, desde
Março a Dezembro. O ano começava
em 1 de Março. É atribuído a
Rómulo. Numa Pompilius, que por
tradição foi o segundo rei de
Roma ( 715-673 BC ? ),
acrescentou lhe mais dois meses,
Janeiro e Fevereiro, para um ano
de 354 dias.
Em ( 616-579 BC ) o etrusco
Tarquinius Priscus , por receio
supersticioso dos meses com
números pares, deu um dia mais a
Janeiro, e sistema passou a ser
de um ano con doze meses e 355
dias. Janeiro tinha 29 dias,
Fevereiro tinha 28 dias, Maio,
Julho e Outubro 31 dias,
Janeiro, Abril, Junho , Agosto ,
Setembro, Novembro e Dezembro 29
dias.
Mais tarde Júlio César, numa
reforma aconselhada pelo
astrónomo alexandrino Sosígenes,
adoptou um calendário com 365,25
dias no ano trópico, que mesmo
assim era maior que o ano solar
em 11m e 14seg. Isto dava um
erro de 3 dias em cada 400 anos.
Desta forma, atribuiu 445 dias
ao ano de 46 Antes de Cristo,
para reajustar o ano civil ao
solar. A diferença de 6 horas
entre o ano solar e o ano civil
( na altura ) era ajustado de 4
em 4 anos, no mês de Fevereiro,
dia 24, repetindo esse dia.
Estes anos de 366 dias,
chamam-se bissextos, porque os
latinos chamavam ao dia 25 de
Fevereiro "bi-sextus kalendas
Martii" quando este tinha 29
dias. O começo do ano, passou
nesta altura, de 1 de Março para
1 de Janeiro.
Mudou-se também o nome do quinto
mês do ano "quintilius" para
Julho ( Julius )em homenagem a
Júlio César, e mais tarde o
sexto mês "sextilius" passa para
o que hoje é Agosto ( Augustus
)em homenagem a Octávio César
Augusto.
O Calendário na Península
Ibérica
Na Península Ibérica vigorou
desde o século V, a chamada ERA
de Espanha ou Hispânica, Gótica,
de Augusto ou de César, usada
nos mais antigos documentos dos
arquivos portugueses, sob as
formas sub era ou in era
Começava no dia 1 de Janeiro do
ano 38 A.C., ano 716 da fundação
de Roma. É a chamada era de
Espanha comemorando a conquista
definitiva da península pelos
romanos e a introdução nela do
calendário Juliano.
Procede 38 anos ao ano de
nascimento de Cristo . O
primeiro da era cristã coincide
com o ano 39 da era de Espanha.
Para converter, pois, a era de
Espanha ou de César, à do
Nascimento é preciso tirar
daquela 38 anos.
Em Portugal, o decreto Régio de
D. João I, em 22 de Agosto do
ano da Era Juliana de 1460,
ordenou que daí em diante se
passasse a usar o ano do
nascimento de Cristo como ano do
começo ou referência,
substituindo assim a era de
César.
Assim, o dia a seguir ao decreto
régio, deixaria de ser o: ]
16 de Agosto de 1460 Era Juliana
para ser o 16 de Agosto de 1422
da Era de Cristo
Ano do Nascimento ou "ANNO
DOMINI". Esta mudança já tinha
sido efectuada em Aragão em
1350, Leão e Castela em 1383.
Esta Era Cristã usada pela
maioria dos povos ( Europeus ),
fixada em 25 de Dezembro do ano
do Nascimento de Cristo, ou seja
o ano 753 da fundação de Roma.
Em alguns documentos portugueses
encontra-se também a era - anno
a Passione - cujo ponto de
partida é posterior 33 anos à
era cristã.
Até ao século XIV o ano novo
começava em 25 de Março (
Anunciação ). Era ou estilo da
Incarnação ou Anunciação. Foi
também adoptada na Idade Média,
algumas vezes, a era ou estilo
da Páscoa, variável pela
mobilidade desta festa. A Era ou
estilo da circuncisão começava
no dia 1 de Janeiro.
No entanto nos séculos XIV, XV e
XVI usaram-se indiferentemente
as datas de 25 de Dezembro ou de
1 de Janeiro para começo do ano
, embora esta última tivesse
predominado.
Contudo o hábito de utilizar a
era Juliana ou Hispânica
persistiu durante décadas e
ainda Zurara a menciona na
CRÓNICA DA TOMADA DE CEUTA
dando-lhe a data de 1453 ( 1415
Depois de Cristo).
Deve-se portanto ter,. cuidado
na atribuição do ano aos
documentos ou datas gravadas dos
séculos XV e XVI, datados entre
25 e 31 de Janeiro, que o
indicam muitas vezes acrescido
de uma unidade em relação ao
estilo actual .
Só com a Reforma Gregoriana ( 15
de Outubro de 1582 ) se
estabeleceu o 1 de Janeiro para
começo do ano.
Em alguns documentos dos
arquivos portugueses foi também
usada a Hégira ou ano arábico,
que começa em 622 do ano de
Cristo, data da fugida de
Mahomed de Meca para Medina.
Para corrigir o erro, entre o
ano solar e ano civil, que no
ano de 1582 (Depois de Cristo)
já era de 10 dias, ( o equinócio
da Primavera que deveria ser em
21 de Março de 1582 ocorreu em
11 de Março ) o Papa Gregório
XIII, pela sua Bula Inter
Gravissimas de 24 de Fevereiro
de 1582, ordenava a reforma do
Calendário, para um ano trópico
de 365,2425 dias.
Nesta reforma os anos bissextos
sucedem-se de 4 em 4 anos (
Fevereiro com 29 dias ). Todos
os anos seculares são anos
normais, ( 1.700, 1.800, 1.900 )
excepto os divisíveis por 400 (
1.600, 2.000 ) que são ou serão
anos bissextos.
Para se conseguir a devida
correcção, o dia a seguir a 04
de Outubro de 1582 (
quinta-feira), foi o dia 15 de
Outubro de 1582 ( sexta-feira).
Desta maneira a diferença entre
o ano civil e o natural ( solar
) não atingirá um dia em menos
de 5.000 anos.
O Calendário Gregoriano é também
chamado Calendário Cristão
porque considera a data do
nascimento de Cristo como a data
de começo. As datas da Era
Cristã, são também designadas pr
AD ( anno Domini ) e DC ( depois
de Cristo ). No entanto o
nascimento de Cristo
originalmente dado para 25 de
Dezembro, 1 DC, é hoje assumido
como em 4 AC.
A aprovação desta Reforma foi
imediata ( 04 de Outubro de 1582
) em Portugal, Espanha e Roma.
Em França e Holanda foi aprovada
em Dezembro de 1582. Na Áustria
em 1583, nos Estados Católicos
de Alemanha e Suiça em 1584, na
Polónia em 1586.
Foi aprovada na Hungria em 1587
e em 1700 pelos Estados
protestantes de Alemanha e Suiça.
Foi aprovada na Inglaterra e
Suécia em 1757, em 1918 na
U.R.S.S., em 1923 na Grécia e na
Turquia em 1923.
O calendário Juliano
No ano 46 antes de Cristo Júlio
César (Gaius Julius Cesar,
102-44 a.C.), orientado pelo
astrónomo alexandrino Sosígenes
(90-? a.C.), reformou o
calendário romano, para
uniformizar os calendários
diferentes usados pelos
territórios ocupados pelos
romanos. Introduziu o Calendário
Juliano, de doze meses, no qual
a cada três anos de 365 dias
seguia outro de 366 dias (ano
bissexto). Assim, o ano juliano
tem em média 365,25 dias.
Para acertar o calendário com a
primavera, foram adicionados 67
dias àquele ano e o primeiro dia
do mês de Março de 45 a.C., no
calendário romano, foi chamado
de 1 de Janeiro no calendário
Juliano. Este ano é chamado de
Ano da Confusão.
As principais reformas são: o
início do ano passa de 1º de
Março para 1º de Janeiro; os
meses passam a ter 30 e 31 dias
intercalados (excepto
Fevereiro); quintilis e sextilis
ficam com 31 dias porque têm
nome de imperadores; o 13º mês,
mercedonius, é suprimido.
Primeiro calendário da história
da humanidade e começa com a
enchente anual do rio Nilo.
Surge por volta de 3000 a.C. O
ano tem 365 dias, divididos em
12 meses de 30 dias e mais cinco
dias extras, dedicados aos
deuses.
Os egípcios são os primeiros a
utilizar um calendário solar ,
embora os 12 meses de 30 dias
sejam de origem lunar. O ano tem
365 dias - e 6 horas a menos que
o ano solar, o que significa
atraso de um dia a cada quatro
anos.
Havia três estações determinadas
pelo fluxo do rio Nilo: Cheias (akket);
Semeio (pert) e Colheita (shemu).
A relação entre as estações
definidas pelo Nilo e as
estações naturais era feita pelo
nascer heliacal da estrela
Sirius, conhecida dos egípcios
pelo nome de Sothis. A primeira
aparição da estrela no céu da
manhã, depois da sua conjunção
com o sol determinava o início
da contagem das estação das
Cheias.
O calendário egípcio foi
reconhecido pelos astrónomos
gregos e tornou-se o calendário
de referência da astronomia por
muito tempo. Copérnico usou-o
para construir suas tábuas da
lua e planetas. Já no ano 238
antes de Cristo, o Rei Ptolomeu
III tentou acrescentar um dia
extra ao calendário a cada 4
anos, como no ano bissexto
actual. No entanto sua proposta
não teve eco. Somente entre 26
antes de Cristo. e 23 ,a
modificação é realizada, sob o
império romano na mão de Augusto
que introduziu tal modificação
no calendário.
O ano egípcio de 23-22 antes de
Cristo possui o mês
correspondente a Agosto com 30
dias. A partir de então, este
mesmo mês voltou a possuir 29
dias salvo nos anos bissextos,
quando tinha um dia a mais. Esse
novo calendário passou a se
chamar Alexandrino.
Esta reforma não foi aceita
integralmente e os dois
calendários permaneceram
paralelos até pelo menos 238
depois de Cristo. Os astrónomos
e astrólogos mantiveram a
notação antiga. Ptolomeu
usava-o, salvo no tratado de
fenómenos anuais em que o novo
calendário tinha mais
conveniência.
Os persas adoptaram o antigo
calendário egípcio em 500 antes
de Cristo. Não é bem certo se
foi adoptado exactamente ou com
modificações. Os arménios ainda
o adoptam. Os três últimos meses
do calendário arménio
correspondem exactamente aos
três primeiros do antigo
calendário egípcio. Em seguida
vêm os cinco dias finais,
característicos deste.
O calendário alexandrino é ainda
usado na Etiópia, na igreja
Cóptica e para fins de
agricultura no moderno Egipto e
vizinhos do norte da África.
O primeiro calendário romano foi
criado por Rômulo em 753 a.C.,
ano de fundação de Roma, baseado
no calendário egípcio. Era um
calendário lunar, e tinha 304
dias, divididos em dez meses,
dez meses lunares, seis de 30
dias e quatro de 31, desde Março
a Dezembro. O primeiro mês é o
Martius (Março) e adopta a
meia-noite para início do dia.
Numa Pompilius, que por tradição
foi o segundo rei de Roma
(715-673 BC ?), discípulo de
Pitágoras, reconhece a
necessidade de se instalar um
calendário com base astronómica.
Elabora um calendário solar
composto de 355 dias
distribuídos em 12 meses.
Supersticioso, considerava os
dias pares azarados. Por isso,
diminuiu um dia dos seis meses
de 30 dias. Aos seis dias juntou
mais 51, formando dois novos
meses.
Januarius, com 29 dias, é
colocado sob a protecção de
Janus, o deus da paz,
representado por duas faces, uma
olhando para o passado (fim do
ano) outra para o futuro (ano
novo).
Februarius, com 28 dias, azarado
por ser número par, é dedicado
ao deus da purificação dos
mortos, Februa. Sua denominação
faz referência à "febre", é o
mês das doenças, considerado de
mau agouro.
Assim, o ano fica com 355 em vez
de 354, que era o valor do ano
lunar, para evitar o suposto
azar de um número par. A cada
dois anos, há um 13º mês,
Mercedonius, com 22 ou 23 dias.
Os anos no calendário romano
eram chamados de a.u.c. (ab urbe
condita), a partir da fundação
da cidade de Roma. Neste
sistema, o dia 11 de Janeiro de
2000 marcou o ano novo do 2753
a.u.c.
O calendário surgiu com o
terceiro herói cultural,
Huang-ti, o Senhor Amarelo ou
Senhor Augusto. Foi introduzido
em 2.637 a.C., baseado nas fases
da lua e, posteriormente, no ano
lunissolar de 12 meses. Cada mês
pode ter 29 ou 30 dias e o ano
tem 354 ou 355 dias.
Comporta dois ciclos: um de 12
anos (354 ou 355 dias, ou 12
meses lunares) e um de sete anos
(com anos de 383 ou 384 dias, ou
13 meses). Os chineses inserem
meses adicionais em intervalos
fixos para resolver a diferença
entre o ano solar (365 dias) e o
ano lunar (354 dias). O ano novo
começa sempre em uma lua nova,
entre 21 de Janeiro e 20 de
Fevereiro.
O calendário chinês é um dos
mais antigos registros
cronológicos que há na história
dos povos. E com o calendário,
onde cada ano recebe o nome de
um dos 12 animais: galo, cão,
porco, rato, búfalo, tigre,
gato, dragão, serpente, cavalo,
cobra e macaco, surgiu o
horóscopo chinês, os 12 signos
animais ou subdivisões do mundo
(que formam o Astral Chinês).
Os anos do Dragão repetem-se a
cada 12 anos. O ano do Dragão
Dourado ocorre uma vez a cada
3000 anos (ocorreu no nosso ano
2000) e é suposto trazer a
harmonia completa dos cinco
elementos da filosofia chinesa
(metal, madeira, água, fogo e
terra), o que se reflectiria em
um sentimento de felicidade para
todos.
O calendário azteca era
basicamente igual ao dos maias.
O ano possuí início no solstício
de Inverno com um ciclo de 18
meses de 20 dias cada e mais um
curto período, ou mês diminuto
de 5 dias.
Com 104 anos comuns tinha-se um
grande ciclo no qual
intercalavam 25 dias.
Essa exactidão do ciclo de 260
anos sagrados em relação ao
exacto movimento do Sol, possuía
uma diferença de apenas 0,01136
de dia, ou seja, um pouco mais
de um centésimo de dia.
O calendário azteca dava aos
dias nomes próprios que
correspondiam a números de ordem
no decorrer do mês. Os dias
corriam de 1 a 20, e os
festivais eram comemorados no
último dia do mês.
A escrita da data informava o
ano em curso, o número e o nome
do dia, sem mencionar o dia do
mês e o próprio mês. Para citar
umaO ocorrência de longa
duração, os aztecas informavam
apenas o ano em curso.
Os meses no calendário azteca
eram 18, totalizando 360 dias,
mais cinco dias suplementares,
denominados Nemotemi ou "dias
vazios"
O calendário Babilónico, é um
dos calendários mais antigos,
compreende 12 meses lunares
(divididos em quatro semanas),
de 29 ou 30 dias cada um, cujo
início é assinalado pelo
aparecimento da lua nova.
O ano tem 354 dias, 11 dias a
menos que o ano solar. Ao fim de
três anos há um desfasamento de
cerca de um mês em relação ao
ano solar. Para resolver essa
diferença foi acrescentado um
mês complementar (13º mês) ao
final de cada período de três
anos
O mês suplementar é introduzido
após elul ou adar, conservando o
mesmo nome seguido da indicação
de segundo.
Para determinar a época de
acrescentar o mês complementar,
observava-se o nascer de
determinadas estrelas e
constelações. Muitas observações
causavam erros.
Chegou-se a colocar dois meses
suplementares no mesmo ano.
Em cerca de 480 a.C., os
babilónios adoptam um ciclo de
19 anos, no qual introduzem os
meses complementares em sete
anos. Dessa forma conseguem
maior concordância entre o ano
lunar e o solar.
O calendário Muçulmano , é
baseado no ano lunar de 354
dias, 355 nos anos abundantes,
com 12 meses de 29 ou 30 dias
intercalados. O mês começa
quando o crescente lunar aparece
pela primeira vez após o
pôr-do-sol. Tem cerca de 11 dias
a menos que o calendário solar.
Para ajustar essa diferença, num
ciclo de 30 anos, 11 anos são
abundantes, com 355 dias (e o
restante, 19 meses, tem 354).
O ano 1 é a data da Hégira, a
fuga de Maomé de Meca para
Medina, em 16 de Julho de 622.
Os muçulmanos consideram o
pôr-do-sol o começo de um novo
dia. O dia santificado é a
sexta-feira.
Para fazer uma aproximação entre
os anos muçulmanos e
gregorianos:
Tira-se 622 (ano da Hégira) do
ano em curso
multiplica-se o resultado por
1,031 (número de dias do ano
gregoriano dividido pelo número
de dias do ano lunar).
Exemplo: 2002 - 622 = 1380
1380 x 1,031 = 1422.
O calendário judaico,
diferentemente do gregoriano, é
baseado no movimento lunar. Onde
cada mês se inicia com a lua
nova (quando é possível
visualizar o primeiro reflexo de
luz sobre a superfície lunar.
Antigamente o calendário era
determinado simplesmente por
observação.
O grande problema com o
calendário lunar é que se
compararmos com o calendário
gregoriano, temos em um ano
solar 12,4 meses lunares, o que
ocorre uma diferença a cada ano
de aproximadamente 11 dias, para
compensar esta diferença, a cada
ciclo de 19 anos acrescenta-se
um mês inteiro (Adar II).São
acrescidos no terceiro, sexto,
oitavo, décimo-primeiro,
décimo-quarto, décimo-sétimo e
décimo-nono anos desse ciclo.
O início da contagem do
calendário judaico se refere à
criação do mundo.
Os meses do calendário judaico:
O primeiro mês do calendário
judaico e o mês de Nissan,
quando temos a comemoração de
Pessach. Entretanto, o ano novo
judaico ocorre em Tishrei
(quando é acrescentado um número
ao ano anterior).
O calendário Incaico, não há
muita documentação precisa sobre
o calendário indico, já que essa
cultura passou por maior
destruição por parte dos
conquistadores. O conhecimento
preciso das constelações levou a
impressionantes semelhanças com
as figuras usadas pelos
criadores do Zodíaco para
representá-las, e com os signos
zodiacais
O observatório de Cuzco era o
responsável pela base do
calendário incaico: possuía oito
torres voltadas para o nascente
e outras oito apontando para o
poente, com alturas desiguais
(duas pequenas intercaladas
entre duas bastante altas). Sua
sombra projectada no terraço ao
redor permitia aos observadores
imperiais definir a exacta
situação dos solstícios,
enquanto as colunas zodiacais
(curiosamente semelhantes ao
zodíaco caldeu) permitiam
definir os equinócios.
Essa exactidão do ciclo de 260
anos sagrados em relação ao
exacto movimento do Sol, possuía
uma diferença de apenas 0,01136
de dia, ou seja, um pouco mais
de um centésimo de dia.
O calendário asteca dava aos
dias nomes próprios que
correspondiam a números de ordem
no decorrer do mês. Os dias
corriam de 1 a 20, e os
festivais eram comemorados no
último dia do mês.
A maioria dos países de língua
latina, adopta os nomes dados
pelos romanos segundo os
planetas-deuses: sol, lua, marte,
mercúrio, júpiter, vênus e
saturno. Com efeito, em francês
adota-se: dimanche, lundi, mardi,
mercredi, jeudi, vendredi,
samedi, donde apenas o ``domingo''
se exceptua. No entanto, essa
convenção é moderna, pois a
tradição francesa atribui a este
dia o nome de die soleil. Em
espanhol encontra-se uma
nomenclatura semelhante. Nos
países de língua inglesa
adoptou-se os nomes ``teutónicos''
dos deuses correspondentes em
latim. Exceptuando ``saturno'' (saturday),
``sol'' (sunday) e ``lua'' (monday),
de resto, temos: Tiu (Marte),
Woden (Mercúrio), Thor (Júpiter)
e Freya (Vênus).
A adopção ocidental para o
``domingo'' como dia do descanso
deve-se à tradição cristã de
atribuir a ressurreição a este
dia da semana.
A língua portuguesa é a única
latina que contém excepções. Os
dias numerados são de origem
obscura. É possível que os
portugueses adoptaram a
numeração dos dias como os
judeus. Tanto é que a palavra
``sábado'' deriva directamente
do nome ``sabbath''. O termo
``domingo'' seria a licença
cristã nesta denominação.
A hipótese de origens cristãs
aos nomes dos dias em português
também é aventada. A iniciativa
teria partido do Papa Gregório
XIII que estabeleceu a numeração
dos dias para suplantar as
denominações de origens pagãs.
Porém, não existe confirmação
para tal hipótese.
AD ( anno Domini ) e DC ( depois
de Cristo ). No entanto o
nascimento de Cristo
originalmente dado para 25 de
Dezembro, 1 DC, é hoje assumido
como em 4 AC.
A aprovação desta Reforma foi
imediata ( 04 de Outubro de 1582
) em Portugal, Espanha e Roma.
Em França e Holanda foi aprovada
em Dezembro de 1582. Na Áustria
em 1583, nos Estados Católicos
de Alemanha e Suíça em 1584, na
Polónia em 1586.
Foi aprovada na Hungria em 1587
e em 1700 pelos Estados
protestantes de Alemanha e
Suíça. Foi aprovada na
Inglaterra e Suécia em 1757, em
1918 na U.R.S.S., em 1923 na
Grécia e na Turquia em 1923.
O calendário Juliano
No ano 46 antes de Cristo Júlio
César (Gaius Julius Cesar,
102-44 a.C.), orientado pelo
astrónomo alexandrino Sosígenes
(90-? a.C.), reformou o
calendário romano, para
uniformizar os calendários
diferentes usados pelos
territórios ocupados pelos
romanos. Introduziu o Calendário
Juliano, de doze meses, no qual
a cada três anos de 365 dias
seguia outro de 366 dias (ano
bissexto). Assim, o ano juliano
tem em média 365,25 dias.
Para acertar o calendário com a
primavera, foram adicionados 67
dias àquele ano e o primeiro dia
do mês de Março de 45 a.C., no
calendário romano, foi chamado
de 1 de Janeiro no calendário
Juliano. Este ano é chamado de
Ano da Confusão.
As principais reformas são: o
início do ano passa de 1º de
Março para 1º de Janeiro; os
meses passam a ter 30 e 31 dias
intercalados (excepto
Fevereiro); quintilis e sextilis
ficam com 31 dias porque têm
nome de imperadores; o 13º mês,
mercedonius, é suprimido.
Primeiro calendário da história
da humanidade e começa com a
enchente anual do rio Nilo.
Surge por volta de 3000 a.C. O
ano tem 365 dias, divididos em
12 meses de 30 dias e mais cinco
dias extras, dedicados aos
deuses.
Os egípcios são os primeiros a
utilizar um calendário solar ,
embora os 12 meses de 30 dias
sejam de origem lunar. O ano tem
365 dias - e 6 horas a menos que
o ano solar, o que significa
atraso de um dia a cada quatro
anos.
Havia três estações determinadas
pelo fluxo do rio Nilo: Cheias (akket);
Semeio (pert) e Colheita (shemu).
A relação entre as estações
definidas pelo Nilo e as
estações naturais era feita pelo
nascer heliacal da estrela
Sirius, conhecida dos egípcios
pelo nome de Sothis. A primeira
aparição da estrela no céu da
manhã, depois da sua conjunção
com o sol determinava o início
da contagem das estações das
Cheias.
O calendário egípcio foi
reconhecido pelos astrónomos
gregos e tornou-se o calendário
de referência da astronomia por
muito tempo. Copérnico usou-o
para construir suas tábuas da
lua e planetas. Já no ano 238
antes de Cristo, o Rei Ptolomeu
III tentou acrescentar um dia
extra ao calendário a cada 4
anos, como no ano bissexto
actual. No entanto sua proposta
não teve eco. Somente entre 26
antes de Cristo. e 23 ,a
modificação é realizada, sob o
império romano na mão de Augusto
que introduziu tal modificação
no calendário.
O ano egípcio de 23-22 antes de
Cristo possui o mês
correspondente a Agosto com 30
dias. A partir de então, este
mesmo mês voltou a possuir 29
dias salvo nos anos bissextos,
quando tinha um dia a mais. Esse
novo calendário passou a se
chamar Alexandrino.
Esta reforma não foi aceita
integralmente e os dois
calendários permaneceram
paralelos até pelo menos 238
depois de Cristo. Os astrónomos
e astrólogos mantiveram a
notação antiga. Ptolomeu
usava-o, salvo no tratado de
fenómenos anuais em que o novo
calendário tinha mais
conveniência.
Os persas adoptaram o antigo
calendário egípcio em 500 antes
de Cristo. Não é bem certo se
foi adoptado exactamente ou com
modificações. Os arménios ainda
o adoptam. Os três últimos meses
do calendário arménio
correspondem exactamente aos
três primeiros do antigo
calendário egípcio. Em seguida
vêm os cinco dias finais,
característicos deste.
O calendário alexandrino é ainda
usado na Etiópia, na igreja
Cóptica e para fins de
agricultura no moderno Egipto e
vizinhos do norte da África.
O primeiro calendário romano foi
criado por Rómulo em 753 a.C.,
ano de fundação de Roma, baseado
no calendário egípcio. Era um
calendário lunar, e tinha 304
dias, divididos em dez meses,
dez meses lunares, seis de 30
dias e quatro de 31, desde Março
a Dezembro. O primeiro mês é o
Martius (Março) e adopta a
meia-noite para início do dia.
Numa Pompilius, que por tradição
foi o segundo rei de Roma
(715-673 BC ?), discípulo de
Pitágoras, reconhece a
necessidade de se instalar um
calendário com base astronómica.
Elabora um calendário solar
composto de 355 dias
distribuídos em 12 meses.
Supersticioso, considerava os
dias pares azarados. Por isso,
diminuiu um dia dos seis meses
de 30 dias. Aos seis dias juntou
mais 51, formando dois novos
meses.
Januarius, com 29 dias, é
colocado sob a protecção de
Janus, o deus da paz,
representado por duas faces, uma
olhando para o passado (fim do
ano) outra para o futuro (ano
novo).
Februarius, com 28 dias, azarado
por ser número par, é dedicado
ao deus da purificação dos
mortos, Februa. Sua denominação
faz referência à "febre", é o
mês das doenças, considerado de
mau agouro.
Assim, o ano fica com 355 em vez
de 354, que era o valor do ano
lunar, para evitar o suposto
azar de um número par. A cada
dois anos, há um 13º mês,
Mercedonius, com 22 ou 23 dias.
Os anos no calendário romano
eram chamados de a.u.c. (ab urbe
condita), a partir da fundação
da cidade de Roma. Neste
sistema, o dia 11 de Janeiro de
2000 marcou o ano novo do 2753
a.u.c.
O calendário surgiu com o
terceiro herói cultural,
Huang-ti, o Senhor Amarelo ou
Senhor Augusto. Foi introduzido
em 2.637 a.C., baseado nas fases
da lua e, posteriormente, no ano
lunissolar de 12 meses. Cada mês
pode ter 29 ou 30 dias e o ano
tem 354 ou 355 dias.
Comporta dois ciclos: um de 12
anos (354 ou 355 dias, ou 12
meses lunares) e um de sete anos
(com anos de 383 ou 384 dias, ou
13 meses). Os chineses inserem
meses adicionais em intervalos
fixos para resolver a diferença
entre o ano solar (365 dias) e o
ano lunar (354 dias). O ano novo
começa sempre em uma lua nova,
entre 21 de Janeiro e 20 de
Fevereiro.
O calendário chinês é um dos
mais antigos registos
cronológicos que há na história
dos povos. E com o calendário,
onde cada ano recebe o nome de
um dos 12 animais: galo, cão,
porco, rato, búfalo, tigre,
gato, dragão, serpente, cavalo,
cobra e macaco, surgiu o
horóscopo chinês, os 12 signos
animais ou subdivisões do mundo
(que formam o Astral Chinês).
Os anos do Dragão repetem-se a
cada 12 anos. O ano do Dragão
Dourado ocorre uma vez a cada
3000 anos (ocorreu no nosso ano
2000) e é suposto trazer a
harmonia completa dos cinco
elementos da filosofia chinesa
(metal, madeira, água, fogo e
terra), o que se reflectiria em
um sentimento de felicidade para
todos.
O calendário asteca era
basicamente igual ao dos maias.
O ano possuí início no solstício
de Inverno com um ciclo de 18
meses de 20 dias cada e mais um
curto período, ou mês diminuto
de 5 dias.
Com 104 anos comuns tinha-se um
grande ciclo no qual
intercalavam 25 dias.
Essa exactidão do ciclo de 260
anos sagrados em relação ao
exacto movimento do Sol, possuía
uma diferença de apenas 0,01136
de dia, ou seja, um pouco mais
de um centésimo de dia.
O calendário asteca dava aos
dias nomes próprios que
correspondiam a números de ordem
no decorrer do mês. Os dias
corriam de 1 a 20, e os
festivais eram comemorados no
último dia do mês.
A escrita da data informava o
ano em curso, o número e o nome
do dia, sem mencionar o dia do
mês e o próprio mês. Para citar
uma ocorrência de longa duração,
os astecas informavam apenas o
ano em curso.
Os meses no calendário asteca
eram 18, totalizando 360 dias,
mais cinco dias suplementares,
denominados Nemotemi ou "dias
vazios"
O calendário Babilónico, é um
dos calendários mais antigos,
compreende 12 meses lunares
(divididos em quatro semanas),
de 29 ou 30 dias cada um, cujo
início é assinalado pelo
aparecimento da lua nova.
O ano tem 354 dias, 11 dias a
menos que o ano solar. Ao fim de
três anos há um desfasamento de
cerca de um mês em relação ao
ano solar. Para resolver essa
diferença foi acrescentado um
mês complementar (13º mês) ao
final de cada período de três
anos
O mês suplementar é introduzido
após elul ou adar, conservando o
mesmo nome seguido da indicação
de segundo.
Para determinar a época de
acrescentar o mês complementar,
observava-se o nascer de
determinadas estrelas e
constelações. Muitas observações
causavam erros.
Chegou-se a colocar dois meses
suplementares no mesmo ano.
Em cerca de 480 a.C., os
babilónios adoptam um ciclo de
19 anos, no qual introduzem os
meses complementares em sete
anos. Dessa forma conseguem
maior concordância entre o ano
lunar e o solar.
O calendário Muçulmano , é
baseado no ano lunar de 354
dias, 355 nos anos abundantes,
com 12 meses de 29 ou 30 dias
intercalados. O mês começa
quando o crescente lunar aparece
pela primeira vez após o
pôr-do-sol. Tem cerca de 11 dias
a menos que o calendário solar.
Para ajustar essa diferença, num
ciclo de 30 anos, 11 anos são
abundantes, com 355 dias (e o
restante, 19 meses, tem 354).
O ano 1 é a data da Hégira, a
fuga de Maomé de Meca para
Medina, em 16 de Julho de 622.
Os muçulmanos consideram o
pôr-do-sol o começo de um novo
dia. O dia santificado é a
sexta-feira.
Para fazer uma aproximação entre
os anos muçulmanos e
gregorianos:
Tira-se 622 (ano da Hégira) do
ano em curso
multiplica-se o resultado por
1,031 (número de dias do ano
gregoriano dividido pelo número
de dias do ano lunar).
Exemplo: 2002 - 622 = 1380
1380 x 1,031 = 1422.
O calendário judaico,
diferentemente do gregoriano, é
baseado no movimento lunar. Onde
cada mês se inicia com a lua
nova (quando é possível
visualizar o primeiro reflexo de
luz sobre a superfície lunar.
Antigamente o calendário era
determinado simplesmente por
observação.
O grande problema com o
calendário lunar é que se
compararmos com o calendário
gregoriano, temos em um ano
solar 12,4 meses lunares, o que
ocorre uma diferença a cada ano
de aproximadamente 11 dias, para
compensar esta diferença, a cada
ciclo de 19 anos acrescenta-se
um mês inteiro (Adar II).São
acrescidos no terceiro, sexto,
oitavo, décimo-primeiro,
décimo-quarto, décimo-sétimo e
décimo-nono anos desse ciclo.
O início da contagem do
calendário judaico se refere à
criação do mundo.
Os meses do calendário judaico:
O primeiro mês do calendário
judaico e o mês de Nissan,
quando temos a comemoração de
Pessach. Entretanto, o ano novo
judaico ocorre em Tishrei
(quando é acrescentado um número
ao ano anterior).
O calendário Incaico, não há
muita documentação precisa sobre
o calendário incaico, já que
essa cultura passou por maior
destruição por parte dos
conquistadores. O conhecimento
preciso das constelações levou a
impressionantes semelhanças com
as figuras usadas pelos
criadores do Zodíaco para
representá-las, e com os signos
zodiacais
O observatório de Cuzco era o
responsável pela base do
calendário incaico: possuía oito
torres voltadas para o nascente
e outras oito apontando para o
poente, com alturas desiguais
(duas pequenas intercaladas
entre duas bastante altas). Sua
sombra projectada no terraço ao
redor permitia aos observadores
imperiais definir a exacta
situação dos solstícios,
enquanto as colunas zodiacais
(curiosamente semelhantes ao
zodíaco caldeu) permitiam
definir os equinócios.
Essa exactidão do ciclo de 260
anos sagrados em relação ao
exacto movimento do Sol, possuía
uma diferença de apenas 0,01136
de dia, ou seja, um pouco mais
de um centésimo de dia.
O calendário asteca dava aos
dias nomes próprios que
correspondiam a números de ordem
no decorrer do mês. Os dias
corriam de 1 a 20, e os
festivais eram comemorados no
último dia do mês.
A maioria dos países de língua
latina, adopta os nomes dados
pelos romanos segundo os
planetas-deuses: sol, lua, marte,
mercúrio, júpiter, vénus e
saturno. Com efeito, em francês
adota-se: dimanche, lundi, mardi,
mercredi, jeudi, vendredi,
samedi, donde apenas o ``domingo''
se exceptua. No entanto, essa
convenção é moderna, pois a
tradição francesa atribui a este
dia o nome de die soleil. Em
espanhol encontra-se uma
nomenglatura semelhante. Nos
países de língua inglesa
adoptou-se os nomes ``teutónicos''
dos deuses correspondentes em
latim. Exceptuando ``saturno'' (saturday),
``sol'' (sunday) e ``lua'' (monday),
de resto, temos: Tiu (Marte),
Woden (Mercúrio), Thor (Júpiter)
e Freya (Vénus).
A adopção ocidental para o
``domingo'' como dia do descanso
deve-se à tradição cristã de
atribuir a ressurreição a este
dia da semana.
A língua portuguesa é a única
latina que contém excepções. Os
dias numerados são de origem
obscura. É possível que os
portugueses adoptaram a
numeração dos dias como os
judeus. Tanto é que a palavra
``sábado'' deriva directamente
do nome ``sabbath''. O termo
``domingo'' seria a licença
cristã nesta denominação.
A hipótese de origens cristãs
aos nomes dos dias em português
também é aventada. A iniciativa
teria partido do Papa Gregório
XIII que estabeleceu a numeração
dos dias para suplantar as
denominações de origens pagãs.
Porém, não existe confirmação
para tal hipótese.
Trabalho e
pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
– Marinha Grande – Portugal