Em 3 de Maio é comemorado o dia
internacional do Sol. Todos nós sabemos que
a estrela é de extrema importância para os
seres vivos. O Sol é, praticamente, a única
fonte de energia para a Terra. Essa energia
penetra no ecossistema através dos seres
autótrofos e é repassada para os seres
heterotróficos; vale lembrar que a energia é
cíclica, ou seja, nunca acaba. Dessa forma,
sem o Sol, não haveria vida na Terra.
O Sol tem a dupla característica de ser uma
estrela extremamente próxima – do Centauro a
estrela mais perto do sistema solar, está
270 mil vezes mais longe – e do tipo vulgar.
Assim, o seu estudo constitui um meio de
informação que nos permite aceder aos
processos fundamentais da evolução das
estrelas, bem como verificar certas
hipóteses e metodologias utilizadas na
astrofísica estelar. As observações
espaciais vieram complementar as efectuadas
a partir do solo, permitindo o estudo do Sol
em zonas do espectro correspondentes a
radiações reflectidas pela atmosfera
terrestre: raios Y, X e ultravioleta.
Como todas as estrelas, o Sol é uma esfera
de gases muito quentes em equilíbrio, que
obtém a sua energia das reacções de fusão
termonuclear gerada no seu centro. Trata-se,
essencialmente, da fusão do hidrogénio em
hélio, um processo que garante o
funcionamento das estrelas durante o mais
longo período da sua evolução. Esta fusão é
acompanhada por uma perda de massa de quatro
milhões de toneladas por segundo, compensada
por uma libertação de energia. A emissão de
radiações cobre o conjunto do espectro
electromagnético, com um máximo na
vizinhança dos nm de comprimento de onda, o
que explica a cor amarela do disco solar.
A região do Sol visível a partir da Terra,
designada por “fotosfera”, não passa de uma
fina película com cerca de 300 Km de
espessura, com uma temperatura média de 6000
K. É aí que se desenvolvem certos fenómenos
característicos da actividade solar:
manchas, fáculas e erupções. Rodeando esta
camada surge a cromosfera (espessura: 10 mil
Km; temperatura: de 4 mil a 20 mil K; e a
coroa, muito quente (10 à sexta K), que se
dilui progressivamente no meio
interplanetário até milhões de quilómetros
da fotosfera, e de onde emana um fluxo de
partículas carregadas, o vento solar, cuja
expansão é controlada pelos campos
magnéticos do Sol. O mecanismo de
aquecimento da coroa e os processos de
emissão do vento solar ainda mal conhecidos.
A partir do início da década de oitenta
registaram-se importantes no campo da física
solar. Uma disciplina em pleno
desenvolvimento é a da heliossismologia (ou
sismologia solar), que pretende sondar o
interior do Sol estudando os seus modos de
oscilação. Observações contínuas, alguma
efectuadas no pólo Sul durante quase três
semanas, permitiram já inferir o índice de
rotação no interior do Sol: ao que parece, à
medida que vamos mergulhando em direcção ao
centro, a partir do equador, o Sol diminuí
de rotação, sucedendo o contrário quando se
parte das regiões polares.
A partir de finais dos anos 60,
desenvolveram-se esforços no sentido de se
detectar, graças a dispositivos instalados a
grande profundidade, ao abrigo dos raios
cósmicos, os neutrinos emitidos pelo ciclo
de reacções nucleares de onde o Sol retira a
sua energia. Ao contrário dos protões, os
neutrinos podem chegar-nos desde as camadas
profundas do Sol sem interagirem com os
átomos situados no seu trajecto. Ora
acontece que se observam três vezes menos
neutrinos do que o previsto nas estimativas
teóricas: este défice pode ser atribuído a
alguma propriedade ainda desconhecida desses
neutrinos (alteração da intensidade de
certos neutrinos no decurso da sua
propagação) ou a uma sobreavaliação da
temperatura central do Sol pelos modelos
teóricos actualmente aceites. É um dos
maiores enigmas da física solar.
A alternância dos dias e das noites e o
ciclo das estações constituem as
manifestações mais evidentes das relações
entre o Sol e a Terra. Contudo, hoje
conhecem-se bem várias outras, por exemplo a
existente entre as erupções solares (que
libertam um considerável fluxo de partículas
carregadas) e as perturbações magnéticas
(tempestades magnéticas, auroras polares) da
atmosfera terrestre. As observações
espaciais puseram em evidência ligeiras
flutuações (0,2%) do fluxo de energia solar
recebido no topo da atmosfera,
perpendicularmente por unidade de tempo e de
superfície (constante solar), em função do
ciclo de actividade solar.
O SOL - Fonte: Wikipédia, a enciclopédia
livre.
O Sol, tal como as restantes estrelas, é uma
esfera de plasma que se encontra em
equilíbrio hidrostático entre as duas forças
principais que agem dentro dele: para fora a
pressão termodinâmica, produto das altas
temperaturas internas, e para dentro a força
gravitacional. A estrutura solar pode ser
dividida em duas grandes regiões: o Interior
e a Atmosfera, entre elas se encontra uma
fina camada, que pode ser considerada a
superfície, chamada Fotosfera. O interior
solar possui três regiões bem diferentes: o
núcleo, que é onde se produzem as reacções
nucleares que transformam a massa em energia
através da fusão nuclear. Acima desta
achamos a região radioactiva e por último a
região convectiva. Nenhuma destas regiões
pode ser observada de forma directa já que a
radiação é completamente absorvida (e
reemitida) e o conhecimento que temos delas
é através de modelos teóricos ou observações
indirectas, principalmente por meio da
heliosismologia. Por cima da região
convectiva encontramos a fotosfera. A luz
irradiada pela fotosfera não é completamente
atenuada pelas camadas superiores e portanto
se converte na região mais funda que podemos
observar do Sol. Na fotosfera, a emissão
acontece em todas as bandas do espectro
luminoso produzindo a luz branca
característica do Sol ao olho nu. A região
encontra-se a uma temperatura média de 5.775
K (ou 5.502 o C) e tem uma densidade de 1014
a 1015 partículas por cm quadrado. As
camadas superiores à fotosfera são chamadas
de atmosfera solar. A primeira, logo acima
da fotosfera, é a cromosfera, cuja
temperatura varia dos 6.000 K até os 30.000
K, com uma espessura de uns 2.300 km, embora
existe muita controvérsia a respeito. A
camada mais externa chama-se coroa, e sua
temperatura vai de 1 milhão até vários
milhões de graus kelvin. Em contrapartida a
densidade da coroa é muito baixa, sendo de
1010 cm-3 em sua base e diminuindo em
direcção oposta ao centro do Sol. A coroa
não possui limite superior, pode-se dizer
que ela se estende pelo Sistema Solar
inteiro. Entre a cromosfera e a coroa há uma
estreita faixa chamada região de transição.
Um dos grandes problemas da física solar é
explicar que mecanismo consegue aumentar a
temperatura da atmosfera solar dos perto de
5.500 K da fotosfera para o milhão de graus
da Coroa. O ciclo solar tem muitos efeitos
importantes, que influenciam nosso planeta.
Estudos de heliosismologia executados a
partir de sondas espaciais permitiram
observar certas "vibrações solares", cuja
frequência cresce com o aumento da
actividade solar, acompanhando o ciclo de 11
anos de erupções, a cada 22 anos existe a
manifestação do chamado hemisfério
dominador, além da movimentação das
estruturas magnéticas em direcção aos pólos,
que resulta em dois ciclos de 18 anos com
incremento da actividade geomagnética da
Terra e da oscilação da temperatura do
plasma ionosférico na estratosfera de nosso
planeta. A ionosfera se localiza entre 60 e
400 km de altitude, é composta de íons,
plasma ionosférico, e, devido à sua
composição, reflecte ondas de rádio até
aproximadamente 30 MHz.
A fotosfera do Sol é uma camada com 100 km
de espessura e aparência granulada; isso é
chamado de granulação fotosférica. Os
grânulos são, na realidade, os topos de
células de convecção que trazem o plasma
quente desde o interior solar, tem em torno
de 1000km de diâmetro. Outras formações
notáveis da fotosfera são as manchas
solares, regiões mais frias que parecem mais
escuras que seus arredores mais quentes e
mais brilhantes. As manchas solares são
associadas a intensos campos magnéticos ou
perturbações desses campos. O total de
manchas solares e da actividade relacionada
varia entre um mínimo e um máximo num ciclo
de onze anos.
SISTEMA SOLAR - Fonte: Wikipédia, a
enciclopédia livre.
O Sistema Solar é constituído pelo Sol e
pelo conjunto dos corpos celestes que se
encontram no seu campo gravítico, e que
compreende os planetas, e uma miríade de
outros objectos de menor dimensão entre os
quais se contam os planetas anões e os
corpos menores do Sistema Solar (asteróides,
transneptunianos e cometas) Ainda não se
sabe, ao certo, como o sistema solar foi
formado. Existem várias teorias, mas apenas
uma é actualmente aceite. Trata-se da Teoria
Nebular ou Hipótese Nebular. O Sol começou a
brilhar quando o núcleo atingiu 10 milhões
de graus Célsius, temperatura suficiente
para iniciar reacções de fusão nuclear. A
radiação acabou por gerar um vento solar
muito forte, conhecido como "onda de
choque", que espalhou o gás e poeira
restantes das redondezas da estrela
recém-nascida para os planetas que se
acabaram de formar a partir de enormes
colisões entre os protoplanetas. Os
principais elementos celestes que orbitam em
torno do Sol são os oito planetas principais
conhecidos actualmente cujas dimensões vão
do gigante de gás Júpiter até ao pequeno e
rochoso Mercúrio, que possui menos da metade
do tamanho da Terra. Até Agosto de 2006,
quando a União Astronómica Internacional
alterou a definição oficial do termo
planeta, Plutão era considerado o nono
planeta do Sistema Solar. Hoje é considerado
um planeta anão, ou um planetóide, por ser
muito pequeno. Próximos do Sol encontram-se
os quatro planetas telúricos, que são
compostos de rochas e silicatos, são eles
Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. Depois da
órbita de Marte encontram-se quatro planetas
gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno),
que são uma espécie de planetas colossais
que se podem dividir em dois subgrupos:
Júpiter-Saturno e Urano-Neptuno. Mercúrio é
o mais próximo do Sol, a uma distância de
apenas 57,9 milhões de quilómetros, enquanto
Neptuno está a cerca de 4500 milhões de
quilómetros. Os planetas do sistema solar
são os oito astros que tradicionalmente são
conhecidos como tal: Mercúrio, Vénus, Terra,
Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.
Todos os planetas receberam nomes de deuses
e deusas da mitologia greco-romana. Para uma
noção da dimensão astronómica das distâncias
no espaço deve-se fazer cálculos e usar um
modelo que permita uma percepção mais clara
do que está em jogo. Por exemplo, um modelo
reduzido em que o Sol estaria representado
por uma bola de futebol (de 22 cm de
diâmetro). A essa escala, a Terra ficaria a
23,6 metros de distância e seria uma esfera
com apenas 2 mm de diâmetro (a Lua ficaria a
uns 5 cm da Terra, e teria um diâmetro de
uns 0,5 mm). Júpiter e Saturno seriam
berlindes com cerca de 2 cm de diâmetro,
respectivamente a 123 e a 226 metros do Sol.
Plutão ficaria a 931 metros do Sol, com
cerca de 0.36 mm de diâmetro. Quanto à
estrela mais próxima, a Próxima Centauri,
essa estaria a 6332 km do Sol, enquanto a
estrela Sírio a 13150 km. Se o tempo de uma
viagem da Terra à Lua, a cerca de 257 000
km/hora, fosse de uma hora e um quarto,
levaria cerca de três semanas terrestres
para se ir da Terra ao Sol, 3 meses se ir a
Júpiter, sete meses para Saturno e cerca de
dois anos e meio a chegar a Plutão e deixar
o nosso sistema solar. A partir daí, a essa
velocidade, levar-se-ia 17 600 anos até
chegar à estrela mais próxima, e 35 000 anos
até Sírio. Planeta anão é um corpo celeste
muito semelhante a um planeta, dado que
orbita em volta do Sol e possui gravidade
suficiente para assumir uma forma com
equilíbrio hidrostático (aproximadamente
esférica), porém não possui uma órbita
desimpedida, orbitando com milhares de
outros pequenos corpos celestes. Ceres, que
até meados do século XIX era considerado um
planeta principal, orbita numa região do
sistema solar conhecida como cinturão de
asteróides. Por fim, nos confins do sistema
solar, para além da órbita de Neptuno, numa
imensa região de corpos celestes gelados,
encontram-se Plutão e o recentemente
descoberto Éris. Até 2006, considerava-se,
também, Plutão como um dos planetas
principais. Hoje, Plutão, Ceres, Éris,
Makemake e Haumea são considerados como
"planetas anões". Satélites naturais ou luas
são objetos de dimensões consideráveis que
orbitam os planetas. Compreendem pequenos
astros capturados da cintura de asteróides,
como as luas de Marte e dos planetas
gasosos, até astros capturados da cintura de
Kuiper como o caso de Tritão no caso de
Neptuno ou até mesmo astros formados a
partir do próprio planeta através do impacto
de um protoplaneta, como o caso da Lua da
Terra. Os planetas gasosos têm pequenas
partículas de pó e gelo que os orbitam em
enormes quantidades, são os chamados anéis
planetários, os mais famosos são os anéis de
Saturno. A classe de astros chamados "corpos
menores do sistema solar" inclui vários
objectos diferenciados como são os
asteróides, os transneptunianos, os cometas
e outros pequenos corpos. Os asteróides são
astros menores do que os planetas,
normalmente em forma de batata,
encontrando-se na maioria na órbita entre
Marte e Júpiter e são compostos por partes
significativas de minerais não-voláteis.
Estes são subdivididos em grupos e famílias
de asteróides baseados em características
orbitais específicas. Nota-se que existem
luas de asteróides, que são asteróides que
orbitam asteróides maiores, que, por vezes,
são quase do mesmo tamanho do asteróide que
orbitam. Os asteróides troianos estão
localizados nos pontos de Lagrange dos
planetas, e orbitam o Sol na mesma órbita
que um planeta, à frente e atrás deste. As
sementes das quais os planetas se originaram
são chamadas de planetésimos: são corpos
subplanetários que existiram durante os
primeiros anos do sistema solar e que não
existem no sistema solar recente. O nome é
também usado por vezes para referir os
asteróides e os cometas em geral ou para
asteróides com menos de 10 km de diâmetro.
Os centauros são astros gelados semelhantes
a cometas que têm órbitas menos excêntricas
e que permanecem na região entre Júpiter e
Neptuno, mas são muito maiores que os
cometas. O primeiro a ser descoberto foi
Quíron, que tem propriedades parecidas com
as de um cometa e de um asteróide. Os
transneptunianos são corpos celestes gelados
cuja distância média ao Sol encontra-se para
além da órbita de Neptuno, com órbitas
superiores a 200 anos e são semelhantes ao
centauros. Pensa-se que os cometas de curto
período sejam originários desta região. Os
planetas anões Plutão e Éris encontram-se,
também, nesta região. O primeiro
transnetuniano foi descoberto em 1992. No
entanto, Plutão, que já era conhecido há
quase um século, orbita nesta região do
sistema solar. A maioria dos cometas tem
três partes: 1. um núcleo sólido ou centro;
2. uma cabeleira, ou cabeça redonda que
envolve o núcleo e consiste em partículas de
poeira misturadas com água, metano e
amoníaco congelados; e 3. uma longa cauda de
poeira e gases que escapam da cabeleira. Os
cometas são compostos largamente por gelos
voláteis e com órbitas bastante excêntricas,
geralmente com um periélio dentro das
órbitas dos planetas interior e com afélio
para além de Plutão. Cometas com pequenos
períodos também existem; contudo, os cometas
mais velhos que perderam todo o seu material
volátil são categorizados como asteróides.
Alguns cometas com órbitas hiperbólicas
podem ter sido originados de fora do sistema
solar. De momento, os astros da nuvem de
Oort são hipotéticos e encontram-se em
órbitas entre os 50 000 e os 100 000 UA, e
pensa-se que esta região é a origem dos
cometas de longo período. O novo planetóide
Sedna com uma órbita bastante elíptica que
se estende por cerca de 76 a 928 UA, não
entra como é óbvio nesta categoria, mas os
seus descobridores argumentam que deveria
ser considerado parte da nuvem de Oort. Os
meteoróides são astros com dimensão entre 50
metros até partículas tão pequenas como pó.
Astros maiores que 50 metros são conhecidos
como asteróides. Controversa continua a
dimensão máxima de um asteróide e mínima de
um planeta. Um meteoróide que atravesse a
atmosfera da Terra passa a se denominar
meteoro; caso chegue ao solo, chama-se
meteorito.