Em
1992, durante a Cimeira da Terra (Conferência do Rio) foi criado o Dia Mundial
dos Oceanos. A comemoração deste dia é uma excelente oportunidade para chamar a
atenção para a importância dos Oceanos para o equilíbrio ecológico da Terra e
actualmente é um ponto chave no tema das alterações climáticas, muito em voga -
já não era sem tempo! - nos órgãos de comunicação social em todo o mundo.
Hoje realizam-se actividades e eventos relacionados com o mar e o homem em
muitos países.
Para quê preocupar-me com os Oceanos?
Porque os Oceanos…
… geram a maior parte do oxigénio que respiro
… alimentam-nos
… regulam o nosso clima
… limpam a água doce que bebo e utilizo no dia-a-dia
… fornecem fármacos com potencial para tratamento médico
… Oferecem-me inspiração ilimitada!
OS OCEANOS
http://netopedia.tripod.com/relevo/oceanos.htm
As explicações da ciência para a origem dos oceanos são tão complexas como
interessantes. Pensa-se que até um certo tempo na história da Terra — muito
antes da formação dos atuais continentes — existiria uma grossa, pesada e
quentíssima massa de nuvens envolvendo toda a Terra. Dessa forma, todos os
materiais que um dia viriam a constituir a hidrosfera de nosso planeta estariam
sob a forma gasosa, nessa primeira atmosfera terrestre. Quando o resfriamento da
crosta atingiu uma temperatura critica — ainda que muito elevada — tornou-se
impossível a manutenção de todos as materiais líquidos sob estado gasoso. Então,
grossas chuvas quentes, de grande poder de erosão, iniciaram o primeiro ciclo
hidrológico da Terra. Uma parte da água dessas precipitações voltava à atmosfera
pôr intensa evaporação. O restante preencheu as depressões primárias da
superfície do globo, vindo a formar o primeiro grande oceano de nosso planeta.
Existem razões para se pensar que, por muito tempo, houve um oceano principal (o
Paleopacífico) e um gigantesco bloco de terras emersas (o continente de Gondwana),
que reunia América, África, Europa, Ásia e Austrália, e que se manteve uno por
dezenas de milhões de anos. Sua fragmentação, porém, iniciou-se em meados da Era
Mesozóica, há cerca de 180 milhões de anos, originando a divisão do mar único em
um mosaico de oceanos e continentes.
As ideias básicas sobre a fragmentação do continente de Gondwana foram
estabelecidas pelo gênio do cientista alemão AIfred Wegener (1880-1930).
As grande depressões oceânicas
O Atlântico tem a forma aproximada de um "S", que se estende no sentido dos
meridianos, e separa a Europa e a África das Américas; ao norte comunica-se com
o oceano Glacial Ártico, por meio do mar da Noruega e de vários estreitos; ao
sul, confunde-se com o oceano Glacial Antártico; a sudeste liga-se ao Indico, e
a sudoeste ao Pacifico, através do estreito de Magalhães. Por sua localização, o
Atlântico é o mais importante dos oceanos, por ele transitam navios de todo
tipo, interligando os mais importantes centros comerciais, industriais e
culturais do mundo, situados na Europa e na América do Norte.
O oceano Pacifico cobre mais de um terço da superfície do globo terrestre. Suas
águas se estendem entre as Américas, a Ásia, a Austrália e o continente
Antártico. Ao sul, comunica-se com o oceano Glacial Antártico. Une-se ao Índico
pelo estreito de Malaca e das ilhas de Sonda. O primeiro europeu a visitá-lo
parece ter sido o espanhol Vasco Núñez de Balboa, que, em 1513, atravessou o
istmo do Panamá e deparou com as águas do Pacifico.
O oceano Indico, situado na região intertropical ou tórrida, durante muito tempo
foi chamado mar das Índias. É o menor dos oceanos. Fechado inteiramente ao norte
pela Ásia, a oeste limita-se com a África e a leste com a Austrália e o
arquipélago de Sonda. Ao sul, confunde-se com o oceano Glacial Antártico.
Nas regiões polares, há dois oceanos que são, na verdade, prolongamentos do
Atlântico, do Pacífico e do Índico. No pólo norte, fica o oceano Glacial Ártico,
explorado no século XIX; no sul, está o Glacial Antártica. Ambos permanecem
congelados a maior parte do tempo e pouco se sabe de seu relevo submarino.
Oceano Atlântico
Superfície: mais de 106 milhões de km2
Profundidade média: 3 926m
Profundidade máxima (fossa de Porto Rico): 8 742 m
Temperatura máxima: 27ºC
Salinidade média: 35 %
MARES SECUNDÁRIOS:
Oceano Glacial Ártico, Mar Mediterrâneo, Golfo do México, Mar das Antilhas, Mar
de Baffin, Mar do Norte, Mar Báltlco, Mar da Mencha, Mar da Irlanda, Baia de
Hudson, Mar Negro, Mar da Noruega.
O oceano Atlântico, basicamente, é uma bacia imensa que se estende de norte a
sul desde o oceano Glacial Ártico, ao norte, até o oceano Glacial Antártico, ao
sul. Ocupa mais de 106 milhões de km2 de superfície total.
O limite entre o Atlântico norte e o oceano Glacial Ártico foi estabelecido de
forma arbitrária, com base em cordilheiras submarinas que se estendem entre as
massas de terra da ilha de Baffin, Groenlândia e Escócia. Contudo, ficou mais
fácil marcar o limite com o mar Mediterrâneo na altura do estreito de Gibraltar,
e com o mar do Caribe, ao longo do arco formado pelas ilhas do Caribe. O
Atlântico sul está separado de forma arbitrária do oceano Índico pelo meridiano
de 20° longitude E, e do Pacífico, a oeste, pela linha de maior profundidade que
se estende entre o cabo de Hornos e a península Antártica.
O oceano Atlântico começou a formar-se há 150 milhões de anos, quando se afastou
do grande continente de Gondwana como resultado da separação da América do Sul e
da África, que ainda continua, com uma progressão de vários centímetros por ano
ao longo da dorsal submarina Meso-atlântica, cadeia montanhosa que se estende de
norte a sul, com aproximadamente 1.500 km de largura, na qual ocorrem freqüentes
erupções vulcânicas e terremotos.
As cadeias submarinas se estendem de forma desigual de leste a oeste entre as
plataformas continentais e a dorsal Meso-atlântica, dividindo os fundos
oceânicos em uma série de bacias conhecidas como planícies abissais. As quatro
bacias do lado americano têm uma profundidade de mais de 5.000 m e são: a bacia
Norte-americana, a da Guiana, a do Brasil e a Argentina. O perfil euro-africano
está marcado por várias bacias de menor profundidade: a bacia da Europa
ocidental, Canárias, Cabo Verde, Serra Leoa, Guiné, Angola, Cabo e Cabo Agulhas.
A grande bacia Atlântica-antártica se estende ao longo da área mais meridional
da cordilheira Meso-atlântica e da Antártica.
Seu relevo submarino tem sido explorado desde o princípio do século XX. O traço
dominante é uma cordilheira — a Dorsal Mediana ou cadeia Meso-atlântica — que se
estende, semelhante a um S, desde a Islândia até a ilha Bouvet, na Antártida.
Tem de 2 000 a 2 500 m de profundidade e divide o Atlântico em duas depressões:
oriental e ocidental. Na zona do equador, a Dorsal é interrompida pelo estreito
de Romanche, uma depressão que chega a atingir 6 000 m abaixo do nível do mar.
Em alguns trechos, a cordilheira expande-se e forma planaltos, como o do
Telégrafo, entre a Europa e a América do Norte. É uma área de vulcanismo que, ao
emergir, formou ilhas como as de Açores. As ilhas Ascensão, Santa Helena e
Tristão da Cunha, entre a África e a América do Sul, são também partes emersas
da cordilheira.
Da Dorsal partem soleiras, ou seja, elevações alongadas, algumas das quais
limitam depressões (bacias oceânicas), que se alinham de um e outro lado da
cordilheira. Na região equatorial originam-se a soleira do Pará, em direção ao
Brasil, e a soleira de Serra Leoa, em direção à África, dividindo o Atlântico em
duas porções: setentrional e meridional. Na primeira encontram-se duas bacias
principais: a Norte-Americana e a Euro-Africana. São duas também as bacias do
Atlântico Sul: a Brasileira e a Argentina. As formas do relevo submarino são
cobertas por uma camada mais ou menos espessa de sedimentos, exceto nos locais
onde as correntes marinhas são muito fortes, ou as formas do relevo muito
acentuadas.
Os recortes do litoral continental e as ilhas formam mares mais ou menos
fechados, com algumas características próprias, porém dependentes do oceano. Um
exemplo é o Mediterrâneo, entre Eurásia e África.
As ilhas mais extensas situadas em sua totalidade no oceano Atlântico constituem
um prolongamento das plataformas continentais, como Terranova, ilhas Britânicas,
arquipélago das Malvinas e ilhas Sandwich do Sul, na plataforma da Antártida. As
ilhas oceânicas de origem vulcânica são menos comuns do que no Pacífico; entre
elas se encontram as do arco insular do Caribe, Madeira, Canárias, Cabo Verde, o
grupo de São Tomé e Príncipe, Açores, Penedo de São Pedro e São Paulo, Ascensão
e o arquipélago de Tristão da Cunha. A ilha maior é a Islândia.
O sistema de circulação superficial das águas do Atlântico pode ser representado
como dois grandes vórtices ou remoinhos, ou sistemas de corrente circular: uma
no Atlântico norte e outra no Atlântico sul. Estas correntes são provocadas pela
ação dos ventos alísios e também pela rotação da Terra. As do Atlântico norte,
entre as quais se encontram as correntes Norte-equatoriais, a das Canárias e a
corrente do Golfo, movem-se no sentido horário. As do Atlântico sul, entre as
quais se destacam a do Brasil, a de Benguela e a corrente Sul-equatorial, se
orientam no sentido anti-horário.
O Atlântico recebe águas da maioria dos rios mais importantes do mundo, como o
São Lourenço, Mississippi, Orinoco, Amazonas, Paraná, Congo, Níger e Loire.
O oceano Atlântico conta com alguns dos bancos pesqueiros mais produtivos do
mundo. As áreas com afloramento, nas quais as águas profundas do oceano ricas em
nutrientes sobem para a superfície, possuem abundante fauna marítima. O oceano é
rico em recursos minerais, e as plataformas e taludes continentais possuem
abundantes combustíveis fósseis.
Oceano Pacifico
Superfície: 165 000 000 km2
Profundidade média: 4 282 m
Profundidade máxima (fossa das Marianas): 11 033 m
Temperatura máxima: 32ºC
Salinidade média: 32,5 %
MARES SECUNDÁRIOS
Oceano Glacial Antártico, Mar de Bering, Mar de Okhotsk, Mar do Japão, Mar da
china Oriental, Mar da China Meridional, Mar de Java, Mar de Arafura, Mar de
Corais, Mar da Taemfinia, Mar de Sonda, Golfo da Califórnia.
É o mais extenso e profundo dos oceanos do mundo. Abarca mais de um terço da
superfície da Terra e contém mais da metade do seu volume de água. Costuma-se
fazer, de forma artificial, uma divisão a partir do equador: o Pacífico norte e
o Pacífico sul. Foi descoberto em 1513 pelo espanhol Vasco Nunes de Balboa, que
o chamou de mar do Sul.
O oceano Pacífico confina em sua parte oriental com os
continentes da América do Norte e do Sul, ao norte com o estreito de Bering, a
oeste com a Ásia, o arquipélago da Indonésia e a Austrália, e ao sul com a
Antártida. Ao sudeste, é dividido do oceano Atlântico de forma arbitrária pela
passagem de Drake, aos 68° longitude O. Ao sudoeste, a linha divisória que o
separa do oceano Índico ainda não foi estabelecida de forma oficial. Além dos
mares limítrofes que se prolongam por sua irregular orla ocidental, o Pacífico
conta com uma área de cerca de 165 milhões de km2 e tem uma profundidade média
de 4.282 m, embora o ponto máximo conhecido se encontre na Fossa das Marianas a
11.033 m de profundidade.
O Pacífico é a bacia oceânica mais antiga. Segundo as rochas datadas, têm cerca
de 200 milhões de anos. As características mais importantes, tanto da bacia
quanto do talude continental, foram configuradas de acordo com fenômenos
associados com a tectônica de placas. A plataforma oceânica, que se estende até
profundidades de 200 m, é bastante estreita em toda a América do Norte e do Sul;
contudo, é relativamente larga na Ásia e na Austrália.
Vizinha à América, há uma cordilheira submarina, a Dorsal do Pacifico Oriental
ou da ilha da Páscoa, que se estende por cerca de 8.700 km desde o golfo da
Califórnia até um ponto a cerca de 3.600 km a oeste do extremo meridional da
América do Sul. Alarga-se na região equatorial, para formar o planalto de
Albatroz, onde se erguem as ilhas dos Cocos e Galápagos. Mais ao sul, na
latitude da ilha da Páscoa, encontra-se outro planalto, que se aproxima da
América do Sul e inclui as ilhas de S. Félix e João Fernandes. Esses planaltos
compõem, juntamente com a Dorsal, duas bacias: de Guatemala e do Peru. A
sudoeste da Dorsal abre-se uma terceira bacia, a do Pacífico Sul. Na região
central, uma fossa alongada divide o oceano em duas zonas: setentrional e
meridional. E ainda nesta região as ilhas Havaí são os picos da cordilheira
submarina que emergem.
As ilhas maiores da região ocidental formam arcos insulares vulcânicos que se
elevam desde a extensa plataforma continental ao longo do extremo oriental da
placa euro-asiática. Compreende o Japão, Taiwan, Filipinas, Indonésia, Nova
Guiné e Nova Zelândia. As ilhas oceânicas, denominadas em conjunto Oceania, são
os picos das montanhas que surgiram na bacia oceânica por extrusão de rochas
magmáticas. O oceano Pacífico conta com mais de 30.000 ilhas deste tipo. Em
muitas regiões, em especial no Pacífico sul, os acidentes básicos da topografia
da superfície marinha são constituídos pelas acumulações de recifes de coral. Ao
longo da orla oriental do Pacífico, a plataforma continental é estreita e
escarpada, com poucas ilhas; os grupos mais importantes são as ilhas Galápagos,
Aleutas e Havaí.
As forças motrizes das correntes oceânicas são a rotação da Terra, o atrito do
ar com a superfície da água e as variações da densidade da água do mar.
Além dos atóis, são típicos do Pacífico os guyots (montanhas submarinas
semelhantes a cones truncados) e a estreita plataforma continental, cuja largura
média é de 70 km.
As maiores profundidades situam-se em geral próximas às costas dos continentes
ou a grupos de ilhas. A fossa mais profunda é a das ilhas Marianas; 11 022 m. As
outras são as das ilhas Kennadec (9 476 m), das ilhas Filipinas (fossa de
Mindanao, 10 830 m), da ilha de Tonga (9 184 m), das ilhas Kurilas (9 144 m’).
Por isso, o oceano Pacífico detém o recorde. de maior média de profundidade.
Junto às profundas fossas, desde o Alasca até o sul da Índia, estendem-se as "guirlandas"
insulares, ou cordões de ilhas vulcânicas. Nessa área, o Pacifico é
convulsionado por fortes terremotos e maremotos.
O modelo de correntes do Pacífico norte consiste em um movimento, o sistema
circular de dois vórtices. O Pacífico norte está dominado pela célula central
norte, que circula no sentido horário e compreende a corrente do Pacífico norte,
a corrente da Califórnia e a corrente de Kuroshio. A corrente da Califórnia é
fria, extensa e lenta, enquanto a de Kuroshio é quente, estreita, rápida e
parecida com a do Golfo. Perto do equador, a 5° latitude N, o fluxo para o leste
da contracorrente Equatorial separa os sistemas de correntes do Pacífico norte e
sul. O Pacífico sul encontra-se dominado pelo movimento no sentido anti-horário
da célula central sul, que compreende a corrente Sul-equatorial, a corrente do
Pacífico sul e a corrente de Humboldt. No extremo sul está localizada a corrente
Antártica Circumpolar; é a fonte mais importante de circulação oceânica em
profundidade. Ali nasce a extensa e fria corrente do Peru, ou de Humboldt.
O importante sistema de ventos do oceano Pacífico é formado por dois cinturões
iguais de correntes que se dirigem para oeste e que sopram de oeste a leste
entre 30° e 60° de latitude, um no hemisfério norte e outro no sul. Os
constantes alísios se encontram ladeados pelos ventos de oeste, sopram desde
leste no hemisfério norte e desde oeste no sul. As fortes tormentas tropicais,
denominadas tufões no Pacífico ocidental e furacões no Pacífico meridional e
oriental, originam-se no cinturão dos alísios no fim da estação estival e nos
primeiros meses do outono.
As águas ricas em nutrientes procedentes da corrente Circumpolar Antártica sobem
à superfície na corrente de Humboldt ao longo da costa do Chile e do Peru, e
toda a região possui bancos de anchovas de grande importância mundial como
recurso alimentício. As aves marinhas se alimentam desses bancos de anchova, do
que resulta grande quantidade de guano (excremento dessas aves), utilizado entre
outras coisas como fonte energética. O Pacífico noroeste, que compreende o mar
do Japão e o mar de Okhotsk, por outro lado, é uma das maiores reservas
pesqueiras do mundo. Os recifes de coral, ricos em fauna marinha, alcançam sua
maior representatividade na Grande Barreira de Coral. Também o Pacífico tem
começado a ser explorado por seus imensos recursos minerais, tais como as
grandes reservas de petróleo. Ver também Oceanos e oceanografia; Terra
(planeta).
Oceano Indico
Superfície: 73,4 milhões de km2
Profundidade média: 4 210 m
Profundidade máxima (fossa de Amirantes): 9 074m
Temperatura máxima: 30ºC
Salinidade média: 34,5 %
MARES SECUNDÁRIOS
Mar Vermelho, Golfo de Aden, Mar da Arábia, Golfo de Bengala, Mar de Andaman,
Golfo Pérsico, Golfo de Oman.
Menor dos três grandes oceanos da Terra, limitado a oeste pela África, ao norte
pela Ásia, a leste pela Austrália e pelas ilhas australianas, e ao sul pela
Antártida. Não existem limites naturais entre o oceano Índico e o oceano
Atlântico. Uma linha de 4.020 km ao longo do meridiano 20 °E, que liga o cabo
Agulhas, no extremo sul da África, à Antártida, costuma ser considerado o
limite.
Seu relevo é menos conhecido que o do Atlântico, embora se saiba que 60%
correspondem a profundidades entre 4000 e 6 000 m. Em média, é mais profundo que
o Atlântico e menos
que o Pacifico. A plataforma continental é estreita, exceto no litoral norte.
Das regiões mais profundas, na parte mediana, ergue-se uma lombada, a Dorsal
Central ou Indiana, que se estende desde a Índia até o sul da ilha Rodrigues
(arquipélago de Mascarene). Passa pelas ilhas Laquedivas, Maldivas e Chagos, no
mar da Arábia. Essas ilhas, bem como numerosos atóis são pontos emersos da
Dorsal. Mais ao sul, ela se alarga, formando extenso planalto submarino, que
serve de base às ilhas Kerguelen.
A Dorsal divide as regiões profundas do Índico em duas áreas: ocidental e
oriental. A região ocidental assemelha-se, pelas formas do relevo, ao Atlântico:
é menos profunda e apresenta várias ramificações. Uma destas é a de Carsberg ou
Indo-Arábica, que se origina ao sul do arquipélago Chagos e toma a direção das
ilhas Socotorá, no mar da Arábia. Paralelamente, estendem-se formações
coralígenas das ilhas Maurício às Seychelles. E nas ilhas Comores, ao norte de
Madagáscar, está a Dorsal de Madagáscar, da qual esta ilha é uma parte emersa.
A região oriental é muito profunda e ocupada por uma vasta bacia, onde as
profundidades médias ultrapassam 5 000 m. No leste, limitando o oceano,
erguem-se os planaltos submarinos que sustentam a Austrália, Tasmânia, Nova
Guiné e o arquipélago de Sonda.
Suas maiores ilhas são Madagascar e Sri Lanka. Recebe as águas dos rios Limpopo,
Zambeze, Irawadi, Brahmaputra, Ganges, Indo e Shatt al-Arab.
Oceano Glacial Ártico
Massa de água que constitui o menor dos quatro oceanos do mundo, ou braço,
rodeado de terra, do oceano Atlântico. O oceano Ártico se estende ao sul do pólo
norte até as costas da Europa, Ásia e América do Norte.
As águas superficiais do oceano Ártico se misturam com as do oceano Pacífico
através do estreito de Bering, mediante um canal apertado e pouco profundo, e
também com as do oceano Atlântico através de um sistema de sills submarinos
(elevações suaves) que se estendem desde a Escócia até a Groenlândia e, dali,
até a Terra de Baffin. No oceano Ártico desembocam os rios Obi, Ienissei, Lena,
Mackenzie, Coppermine e Back. A superfície total do oceano Ártico é de 14
milhões de km2, incluindo suas principais subdivisões, o mar do Pólo Norte, o
mar da Noruega, o mar do Norte e o mar de Barents.
Aproximadamente um terço do fundo do oceano Ártico está coberto pela plataforma
continental, que inclui uma extensa plataforma ao norte da Eurásia e outras mais
estreitas da América do Norte e da Groenlândia. Em frente às plataformas
continentais está a bacia do Ártico propriamente dita, subdividida em uma série
de três elevações paralelas e quatro bacias (também chamadas de fossas
oceânicas). A profundidade média do oceano Ártico é de 1.500 m e o ponto mais
profundo está a 5.450 m de profundidade.
As ilhas do oceano Ártico se assentam sobre as plataformas continentais. Ao
nordeste da Noruega se encontra o arquipélago de Svalbard; a leste estão a Terra
de Francisco José, Novaia Zemlia, Severnaia Zemlia, o arquipélago de Nova
Sibéria e a ilha de Wrangel, todas elas situadas ao norte da Rússia. As
numerosas ilhas canadenses, inclusive o arquipélago Rainha Elizabeth, a ilha
Vitoria e a Terra de Baffin, se encontram ao norte e a leste da terra firme do
Canadá até a Groenlândia.
No oceano Ártico aparecem três tipos de gelo: gelo de terra, gelo de rio e gelo
de mar. O gelo de terra entra no oceano sob a forma de icebergs, criados quando
se rompem pedaços de geleiras. O congelamento da água doce e sua posterior
condução até o oceano pelos rios produz o gelo de rio em pequenas áreas das
plataformas da Sibéria e da América do Norte. O gelo de mar se forma pelo
congelamento da água marinha.
A pesca só existe em quantidades comercialmente exploráveis nas zonas costeiras
mais temperadas do oceano Ártico, em particular no mar do Norte e no mar de
Barents.
Oceanos em risco
http://portal.icn.pt/ICNPortal/vPT/
Segundo um
relatório das Nações Unidas, publicado a 4/10/2006, apesar de haver um progresso
na poluição marinha provocada pelos químicos e petróleo, o aumento dos efluentes
(esgotos) despejados no mar ameaça a vida selvagem e a humana, o turismo e as
pescas, entre outras actividades.
“Estima-se que 80% da poluição marinha tem origem em terra e esta percentagem
pode aumentar significativamente até 2050 se, como se espera, as populações
costeiras duplicarem em apenas 40 anos e se as acções de combate à poluição não
forem incrementadas” advertiu Achim Steiner, Director Executivo do Programa das
Nações Unidas para o Ambiente.
“Temos um longo caminho a percorrer política, técnica e financeiramente se
queremos ter mares e oceanos saudáveis e produtivos na próxima geração” afirmou,
"sendo necessários, anualmente, 56 biliões de dólares americanos para tratar o
problema dos efluentes".
Segundo o "State of the Marine Environment", devido ao aumento das populações
costeiras e infra-estruturas inadequadas para o tratamento dos efluentes e
resíduos, quase 90% dos resíduos (incluindo efluentes) que são lançados nas
zonas costeiras em muitos países em desenvolvimento não são tratados.
Para além do impacto directo na saúde, economia e vida das pessoas, o relatório
sublinha o problema da destruição de ecossistemas essenciais e com grande
importância ecológica, como os mangais, recifes de coral e pradarias marinhas.
Em termos positivos, o relatório assinala que os níveis de óleos descarregados
pelas indústrias e cidades desceram cerca de 90% desde os anos 1980, sendo
também de assinalar o decréscimo da contaminação por poluentes orgânicos tóxicos
e persistentes, como o DDT, e descargas de resíduos radioactivos, apesar de
haver ainda áreas problemáticas no mar Cáspio, no Mediterrâneo, no Ártico e no
Oceano Pacífico.
Os esgotos, os resíduos sólidos e a eutrofização, devido a fontes como a
agricultura e a pecuária nas zonas costeiras, desencadeiam marés de algas e um
aumento das zonas com deficiência de oxigénio "zonas mortas".
A diminuição do caudal em muitos rios devido a barragens, excesso de uso da água
e aquecimento global; novos tipos de químicos; o estado das zonas húmidas
costeiras e de água doce e a subida do nível do mar devido às laterações
climáticas, são ameaças cada vez mais preocupantes.
As 4 áreas mais urgentes segundo o relatório são:
Esgotos – descarga de esgotos não tratados, sendo que no Mediterrâneo isto
equvale a mais de 50% dos esgotos, 60% no mar Cáspio, 80% na África Central e
Oeste e Sudoeste do Pacífico, 85% na América latina e Caraíbas e 90% no Este da
Ásia.
Alterações físicas e destruição de habitats – cerca de 40% da população mundial
vive numa faixa costeira que ocupa apenas 7% da terra e a densidade dessa
população aumentou de 77 pessoas por km2 em 1990, para 115 em 2025, como
resultado os ecossistemas são destruídos, os recursos marinhos e costeiros estão
sobre-explorados e a poluição aumenta.
Nutrientes - o nº de zonas costeiras mortas duplicou a cada década desde os anos
1960, devido ao azoto e fósforo provenientes das escorrências dos fertilizantes
usados na agricultura, estrume, esgotos e queima de combustíveis fósseis; este
problema que, no passado, estava geralmente confinado aos países desenvolvidos
ocorre agora um pouco por todo o lado.
Resíduos sólidos lançados ao mar - as fontes incluem as descargas municipais,
industriais e da saúde, bem como de barcos de pesca e outros navios ameaçando a
saúde e a vida selvagem, sendo que muitos destes resíduos não são biodegradáveis.
Estes e outros problemas afectando os mares e oceanos estão a ser discutidos em
Pequim, de 16 a 20 de Outubro de 2006, na 2ª Reunião Inter-governamental do
Programa Global de Acção para a Protecção do Ambiente Marinho face às
Actividades Terrestres
Mais informações em
http://www.gpa.unep.org/bin/php/igr/igr2/official.php ou
http://www.unep.org/Documents.