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Dia Mundial dos Refugiados
20 de Junho

Pesquisa Carlos Leite Ribeiro

Arte Final: Iara Melo

 

 


Desde que existem as guerras, as perseguições, desde que reina a discriminação e a intolerância, há refugiados. Eles são de todas as raças, de todas as religiões e podemos encontrá-los em todas as regiões do mundo. Obrigados a fugir porque receiam pela sua vida e pela sua liberdade, os refugiados abandonam muitas vezes tudo o que têm - casa, bens, família - e o país rumo a um futuro incerto em terra estrangeira.
Quem pode ser considerado refugiado?
De acordo com a Convenção Relativa ao Estatuto de Refugiado, um refugiado é uma pessoa que "receando com razão ser perseguida em virtude da sua raça, religião, nacionalidade, filiação em certo grupo social ou das suas opiniões políticas, se encontre fora do país de que tem a nacionalidade e não possa ou, em virtude daquele receio, não queira pedir a protecção daquele país..."
O número de refugiados no mundo atingiu o menor patamar dos últimos 26 anos. No entanto, em 20 de Junho, Dia Mundial dos Refugiados, esta estatística não pôde ser comemorada. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), anunciou que o número de deslocados internos aumentou demais, totalizando 20,8 milhões de vítimas.
No entanto, esta agência da ONU avalia que os registros numéricos subiram por causa da ampliação da assistência prestada a essas populações que abandonam suas localidades, em busca de locais seguros, longe de conflitos ou de calamidades. 
A agência das Nações Unidas para apoio aos refugiados calcula que em 16 países haja 6,6 milhões de pessoas deslocadas internamente, por causa de conflitos políticos ou religiosos, ou catástrofes. No final do ano 2004, eram 13 os países que enfrentavam estes problemas, afectando quase cinco milhões e meios de pessoas. No fechamento da estatística de 2005, eram ainda apontados 2,4 milhões de refugiados sem status, 1,6  milhão, quase 800 mil exilados políticos e praticamente um milhão que não se enquadram na categoria refugiados, e vivem na mesma situação. 
No relatório intitulado "Tendências mundiais sobre refugiados em 2005", publicado pela ACNUR, está registrada a redução do total de refugiados. De nove milhões e meio, em 2004, os refugiados foram reduzidos a pouco menos de oito milhões e meio, em 2005. Desde 1980, estes são os menores indicadores de pedidos de refúgio.
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, o português António Guterres, comemorou as estatísticas dizendo que foram encontradas soluções duradouras para milhões de refugiados graças ao repatriamento voluntário, à integração local nos países que acolheram estas vítimas primeiramente ou ainda ao reassentamento em outros países.
A má noticia, segundo Guterrez, é que a chamada comunidade internacional ainda tem um longo caminho a percorrer para resolver a situação de milhões de deslocados internos em países como os africanos Darfur, Uganda e República Democrática do Congo.
No ano passado, o número de pedidos de asilo em 149 países atingiu 668 mil, dois por cento a menos que no ano anterior, registrando a tendência de queda. A maioria dos pedidos de asilo foi apresentada na Europa: 134 mil. Na África foram 125 mil pedidos. A região da Ásia-Pacífico registrou 75 mil pedidos de asilo. O continente americano foi o lanterninha no apoio a estas vítimas, com apenas 72 mil pedidos de asilo. Estes últimos números mostram que há, de um lado, a falta de apoio de governos locais para a integração dos refugiados, e, do outro, os efeitos da política anti terror do presidente norte-americano, George W. Bush.
Os afegãos encabeçam a lista de pedidos de ajuda da Agência da ONU para refúgio fora das fronteiras. São 2,9 milhões espalhados em mais de 70 países, além dos deslocados internamente. Os colombianos, com 2,5 milhões de refugiados e dois milhões de deslocados internos, lideram na lista de atendimento da ACNUR. Os iraquianos totalizam um milhão e oitocentos mil refugiados.

Celebra-se em 20 de Junho, o Dia Mundial do Refugiado, promovida pelas Nações Unidas para manter viva a atenção sobre os problemas de quantos devem abandonar forçadamente a Pátria. O tema deste ano "A coragem de ser refugiado" realça a força de ânimo exigida de quem deve deixar tudo, por vezes até a família, para evitar graves dificuldades e perigos. A Comunidade cristã sente-se próxima de quantos vivem esta dolorosa condição; esforça-se por apoiá-los e manifesta-lhes de diversas formas o seu interesse e o seu amor que se traduz em gestos concretos de solidariedade, para que todos os que se encontram distantes do seu País sintam a Igreja como uma pátria na qual ninguém é estrangeiro.
A atenção amorosa dos cristãos em relação a quem se encontra em dificuldade e o seu compromisso por uma sociedade mais solidária alimentam-se continuamente com a participação activa e consciente da Eucaristia. Quem se alimenta com a fé de Cristo na mesa eucarística assimila o seu próprio estilo de vida, que é o estilo do serviço atento sobretudo aos mais frágeis e desfavorecidos. De facto, a caridade laboriosa é um critério que comprova a autenticidade das nossas celebrações litúrgicas (cf. Carta Apost. Mane nobiscum Domine, 28). O Ano da Eucaristia, que estamos a viver, ajude as comunidades diocesanas e paroquiais a reavivar esta capacidade de ir ao encontro das numerosas pobrezas do nosso mundo.
Desejamos confiar hoje, de modo especial, os homens, as mulheres e as crianças que vivem a condição de refugiados à materna protecção de Maria Santíssima, que, juntamente com o esposo São José e com o Menino Jesus, conheceu a amargura do exílio, quando a absurda perseguição do rei Herodes obrigou a Sagrada Família a fugir para o Egipto (cf. Mt 2, 13-23). Rezemos à Virgem Santíssima para que estes nossos irmãos e irmãs encontrem no seu caminho acolhimento e compreensão.
(Mensagem do Papa Benedetto XVI por ocasião do 91° dia MUNDIAL DO MIGRANTE  E DO REFUGIADO (2005)
 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

 

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