25 de Maio

Trabalho e Pesquisas de Carlos
Leite Ribeiro
Comemora-se no dia 25 de Maio
o Dia de África. Esta data marca o aniversário
da fundação, há quase quatro décadas, da
Organização de Unidade Africana, principal
advogado e porta voz da causa africana a nível
internacional.
A África está separada da Europa pelo mar
Mediterrâneo e liga-se à Ásia na sua extremidade
nordeste pelo istmo de Suez. No entanto, a
África ocupa uma única placa tectónica, ao
contrário da Europa que partilha com a Ásia a
Placa Euro-asiática.
Do seu ponto mais a norte, Ras ben Sakka, em
Marrocos, à latitude 37°21′ N, até ao ponto mais
a sul, o cabo das Agulhas na África do Sul, à
latitude 34°51′15″ S, vai uma distância de
aproximadamente 8 000 km. Do ponto mais
ocidental de África, o Cabo Verde, no Senegal, à
longitude 17°33′22″ W, até Ras Hafun na Somália,
à longitude 51°27′52″ E, vai uma distância de
cerca de 7 400 km.
Para além do mar Mediterrâneo, a norte, África é
banhada pelo oceano Atlântico na sua costa
ocidental e pelo oceano Índico do lado oriental.
O comprimento da linha de costa é de 26 000 km.
De acordo com as descobertas mais recentes de
fósseis de hominídeos, a parte oriental da
África(e Sudoeste da Ásia) parecem terem sido o
suposto “berço único da humanidade”, não só
onde, pela primeira vez, apareceu a espécie Homo
sapiens, mas também grande parte dos seus
antepassados, os Australopithecus (que significa
“macacos” do sul”), os Pithecanthropus (que
significa “macaco-homem”) e, finalmente, o
género Homo (ver Swartkrans, por exemplo). O ser
humano supostamente surgiu na África e se
espalhou por todo o planeta, embora não se
ignore outras possibilidades multi-regionais,
tal como o grau de relevância dos cruzamentos
genéticos entre os emigrantes homo sapiens mais
recentes oriundos do eixo África
Oriental-Extremo Sudoeste Asiático e os povos
mais antigos já pré-estabelecidos em outras
regiões do planeta(geno-mutantes locais já com
vossa própria identidade genética independente e
separada pelo tempo/espaço neuro-ambiental dos
proto-africanos).
A África é o segundo continente mais populoso da
Terra (atrás da Ásia) e o segundo continente
mais extenso (atrás da Ásia).
Tem cerca de 30 milhões de km2, cobrindo 20,3 %
da área total da terra firme do planeta e mais
de 800 milhões de habitantes em 54 países,
representando cerca de um sétimo da população do
mundo.
Cinco dos países de África foram colónias
portuguesas e usam o português como língua
oficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Moçambique e São Tomé e Príncipe; em Cabo Verde,
Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe são ainda
falados crioulos de base portuguesa.
A África é um território banhado pelo Oceano
Atlântico, pelo Mar Mediterrâneo e pelo Oceano
Índico, onde provavelmente surgiram os primeiros
seres humanos. Os mais antigos fósseis de
hominídeos foram encontrados na África e têm
cerca de cinco milhões de anos.
O Egipto foi provavelmente o primeiro estado a
constituir-se na África, há cerca de 5000 anos,
mas muitos outros reinos ou cidades-estado foram
sucedendo-se neste continente, ao longo dos
séculos. Além disso, a África foi, desde a
antiguidade, procurada por povos de outros
continentes, que buscavam as suas riquezas como
sal e ouro. A actual divisão territorial da
África, no entanto, é muito recente – de meados
do século XX – e resultou da descolonização
europeia.
Povos Africanos:
O povo Berbere
Os berberes eram povos nómadas do deserto do
Saara. Este povo enfrentava as tempestades de
areia e a falta de água, para atravessar com
suas caravanas este território, fazendo
comércio. Costumavam comercializar diversos
produtos, tais como : objectos de ouro e cobre,
sal, artesanato, temperos, vidro, plumas, pedras
preciosas etc.
Costumavam parar nos oásis para obter água,
sombra e descansar. Utilizavam o camelo como
principal meio de transporte, graças a
resistência deste animal e de sua adaptação ao
meio desértico.
Durante as viagens, os berberes levavam e
traziam informações e aspectos culturais. Logo,
eles foram de extrema importância para a troca
cultural que ocorreu no norte do continente.
Os bantos
Este povo habitava o noroeste do continente,
onde actualmente são os países Nigéria, Mali,
Mauritânia e Camarões. Ao contrário dos
berberes, os bantos eram agricultores. Viviam
também da caça e da pesca.
Conheciam a metalurgia, fato que deu grande
vantagem a este povo na conquista de povos
vizinhos. Chegaram a formar um grande reino (
reino do Congo ) que dominava grande parte do
noroeste do continente.
Viviam em aldeias que era comandada por um
chefe. O rei banto, também conhecido como
manicongo, cobrava impostos em forma de
mercadorias e alimentos de todas as tribos que
formavam seu reino.
O manicongo gastava parte do que arrecadava com
os impostos para manter um exército particular,
que garantia sua protecção, e funcionários
reais. Os habitantes do reino acreditavam que o
maniconco possuía poderes sagrados e que
influenciava nas colheitas, guerras e saúde do
povo.
Os soninkés e o Império de Gana
Os soninkés habitavam a região ao sul do deserto
do Saara. Este povo estava organizado em tribos
que constituíam um grande império. Este império
era comandado por reis conhecidos como caia-maga.
Viviam da criação de animais, da agricultura e
da pesca. Habitavam uma região com grandes
reservas de ouro. Extraíam o ouro para trocar
por outros produtos com os povos do deserto
(berberes). A região de Gana, tornou-se com o
tempo, uma área de intenso comércio.
Os habitantes do império deviam pagar impostos
para a nobreza, que era formada pelo caia-maga,
seus parentes e amigos. Um exército poderoso
fazia a protecção das terras e do comércio que
era praticado na região. Além de pagar impostos,
as aldeias deviam contribuir com soldados e
lavradores, que trabalhavam nas terras da
nobreza.
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal |
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