Domitília de Castro e Canto e Melo

(Duquesa de Santos)

 

Morreu a 03 de Novembro de 1867

 

 

 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo


 
O que a princípio era apenas um certo interesse por uma bela dama paulista, foi se transformando num apaixonado romance, de acordo com os cronistas da época e, D. Pedro I, logo após de ser aclamado Imperador do Brasil, deixou de lado uma certa discrição que tinha inicialmente e tornou público, de forma ostensiva, seu romance com Domitília de Castro, que apresentou à Corte no Rio de Janeiro, dando-lhe o título de Marquesa de Santos.
A vida amorosa do Imperador D. Pedro I foi tão confusa quanto a pública. Ele teve ao todo 18 filhos. Casou-se duas vezes e teve várias amantes (a marquesa de Santos, a francesa Noémi Thierry, a Maria Benedita Bonfim (*), a uruguaia María del Carmen García, a francesa Clémence Saisset e a monja portuguesa Ana Augusta).
(*) - Maria Benedita de Castro Canto e Melo, primeira e única baronesa de Sorocaba, nasceu em Santos a 18 de Dezembro de 1792 e morreu no  Rio de Janeiro a 5 de Março de 1857. Foi a esposa de Boaventura Delfim Pereira, o barão de Sorocaba, e amante do Imperador D. Pedro I. Era irmã de Domitília de Castro e Canto Melo, a marquesa de Santos, também amante do Imperador.
Teve com o imperador um filho, Rodrigo Delfim Pereira, que foi registado como filho de Delfim Pereira, mas reconhecido por D. Pedro I, ainda que não de forma oficial.
Domitila de Castro Canto e Melo, nasceu no dia 27 de Dezembro de 1797, em São Paulo. Foi amante oficial do de D. Pedro I, e exerceu grande influência durante o Primeiro Reinado. Foi designada primeira dama da Imperatriz D. Maria Leopoldina.
Recebeu do imperador, com quem teve cinco filhos, o título de Marquesa de Santos numa provocação a José Bonifácio de Andrada que pertencia a uma família santista. Enfrentou séria oposição na Corte mesmo depois de nomeada camarareira-mor da imperatriz. Sua influência manteve-se até a morte da Imperatriz, em 1826.

Marquesa imperial brasileira, a mais famosa amante do Imperador D. Pedro I, à qual concedeu os títulos nobiliárquicos de Viscondessa e, depois, de Marquesa de Santos. Filha de um coronel reformado, João de Castro Canto e Melo, primeiro Visconde de Castro, e de Dona Escolástica Bonifácio de Toledo Ribas, casou-se em 1813, com o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça  Mudou-se para Vila Rica ES, onde nasceram seus dois primeiros filhos, Francisca e Felício. Deixou o marido e voltou para a casa dos pais, depois que violento alferes a esfaqueou, em 1815, apesar de estar grávida de seu 3º filho. Deu a luz a uma criança baptizada com o nome de João e que faleceu poucos meses depois. O casamento foi anulado por interferência real em 1819. Pouco antes da proclamação da Independência do Brasil, numa viagem a São Paulo, o Príncipe regente conheceu-a e a levou-a para a Corte, onde ela viveria por sete anos, de 1822 a 1829, junto ao paço de São Cristóvão, num palacete que o Imperador lhe deu de presente, adaptado e decorado pelo artista Francisco Pedro do Amaral. Recebeu o título de Viscondessa de Santos, em 1825 e Marquesa em 1826. Dessa ligação nasceram cinco filhos, dos quais só duas filhas chegaram à idade adulta. Isabel Maria Alcântara Brasileira, nascida no Rio de Janeiro RJ, em 23 de Maio de 1824, e que recebeu o título de Duquesa de Goiás, a preferida de D. Pedro I, que recomendou-a em testamento aos cuidados da imperatriz Maria Amélia. Essa filha teve educação esmerada em colégios em Paris e Munique, casou-se em 1843 com Ernesto Fichler, Conde de Treuberg, e deixou numerosa descendência. Maria Isabel II de Alcântara Brasileira, só teve o reconhecimento da paternidade nas vésperas da morte do Imperador. O relacionamento foi rompido em 1829 mas herdou um grande património. Quando voltou para São Paulo e passou a viver maritalmente com Rafael Tobias de Aguiar, um dos homens mais ricos da região e destacado político liberal, com quem teve seis filhos e posteriormente se casou em 1842. Ficou viúva em 1857 e muito rica, dedicou-se na velhice a obras de beneficência. Faleceu vítima de enterocolite e foi sepultada no Cemitério da Consolação, cujas terras tinham sido doadas por ela.
 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

Envie esta Página aos Amigos:

 

 

 

 

Por favor, assine o Livro de Visitas:

 

 

 

Todos os direitos reservados ao Portal CEN
Página criada por Iara Melo
http://www.iaramelo.com