Genolino Amado

 

Nasceu a 03 de Agosto de 1902

 

 

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 


Genolino Amado, cronista, ensaísta e teatrólogo brasileiro, nasceu em Itaporanga SE, a 3 e Agosto de 1902 e morreu no Rio de Janeiro RJ em 1989). Publicou Vozes do Mundo (ensaios), O Reino Perdido (memórias), Dona do Mundo e Avatar (*) (teatro) e traduções. Foi membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).
(*): "Avatar" : Comédia em 3 actos de Genolino Amado -  inspirada num conto de Théophile Gauthier. A comédia teve a sua tradução e adaptação adoptada pela famosa escola americana Academia Militar de West Pont (USA).
 
Genolino Amado
Fonte: Gentileza Academia Brasileira de Letras www.academia.org.br
Genolino Amado, jornalista, professor, cronista, ensaísta e teatrólogo, nasceu em Itaporanga, SE, em 3 de Agosto de 1902, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 4 de março de 1989. Eleito em 9 de Agosto de 1973 para a Cadeira n. 32, sucedendo a Joracy Camargo, foi recebido em 14 de Novembro de 1973, pelo académico Hermes Lima.
Iniciou sua educação na província natal e fez humanidades no Colégio Carneiro, em Salvador. Aos 17 anos, ingressou na Faculdade de Direito da Bahia, integrando a turma de calouros que iria dar ao país vários escritores e mestres do Direito, tais como Hermes Lima, Pedro Calmon, Nestor Duarte e Adalício Nogueira. Completou o curso jurídico no Rio de Janeiro, onde se diplomou em 1924. Pouco depois da formatura foi para São Paulo, com o propósito de fazer carreira na advocacia. Contudo, sua autêntica vocação levou-o ao Correio Paulistano, onde figurou entre os seus principais redatores, tendo sido indicado por Menotti del Picchia para substituí-lo na crônica diária daquele prestigioso matutino. Surgiram, assim, as primeiras páginas de um novo autor, que se assinava Geno, as quais mereceram um entusiástico artigo de Agripino Grieco, o que causou surpresa, pela índole demolidora do crítico. Essa actividade na imprensa foi interrompida com a sua nomeação para Chefe da Censura Teatral e Cinematográfica de São Paulo, em começo de 1928. Genolino Amado não se afastou, porém, das rodas intelectuais da Paulicéia, convivendo com os modernistas de maior relevo, sobretudo Oswald de Andrade, Menotti, Cassiano Ricardo e Cândido Motta Filho. Foi também nessa fase que se ligou intimamente a Galeão Coutinho, Brito Broca, e, logo depois, Orígenes Lessa. Perdido o cargo com a revolução de 1930, retornou imediatamente ao jornalismo, com posição de destaque nos Associados, dirigindo o Suplemento Literário do Diário de São Paulo e publicando quotidianamente crónicas no Diário da Noite. Ao mesmo tempo iniciou a sua colaboração na emissora Record, atendendo a convite de César Ladeira, seu jovem colega de redacção, que se transformara repentinamente em locutor popularíssimo e que, depois, no Rio, tanto contribuiu para o êxito singular de Genolino Amado como cronista radiofónico.
Voltando para o Rio em 1933, tornou-se redator-editorialista de O Jornal; foi nomeado professor de curso secundário da então Prefeitura do Distrito Federal, na grande reforma da instrução pública realizada por Anísio Teixeira; e escrevia para a Rádio Mayrink Veiga, na interpretação de César Ladeira, as Crónicas da Cidade Maravilhosa, cujo sucesso sugeriu a André Filho a composição da famosa marcha que se tornaria o hino da Guanabara. Na mesma emissora, apresentou por longo tempo a Biblioteca no Ar, que por duas vezes obteve prémio como o melhor programa cultural do rádio brasileiro. Posteriormente, obteve êxito na Rádio Nacional, com a Crónica da Cidade, com extraordinária audiência. Absorvendo-se na imprensa e no rádio, só em 1937 Genolino Amado publicou o seu primeiro livro, Vozes do mundo, em que estuda grandes figuras das letras estrangeiras. O êxito da estreia levou o autor a reunir outros ensaios, lançados em suplementos dominicais, no volume Um olhar sobre a vida, em 1939. Seguiram-se Os inocentes do Leblon (1946) e O pássaro ferido (1948), colectâneas de crónicas publicadas na imprensa. Ao mesmo tempo, traduziu romances e peças de teatro. Estreou ele próprio como autor, em 1946, com Avatar, comédia representada não só no Brasil como no estrangeiro e adorada na Academia Militar de West Point como livro de leitura para os cadetes americanos. A segunda peça, Dona do mundo, foi apresentada em 1948 e laureada com a Medalha de Ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais.
A carreira de magistério estendeu-se ao nível superior, como um dos mestres que iniciaram o Curso de Jornalismo na Faculdade Nacional de Filosofia e Letras. Afastou-se das actividades literárias quando passou a exercer, no último governo de Getúlio Vargas, em 1954, o cargo de Director da Agência Nacional. Nomeado a seguir Procurador do Estado da Guanabara, por longo tempo se concentrou nas letras jurídicas, exarando inúmeros pareceres, muitos dos quais seleccionados para publicação da Revista da Procuradoria Geral. Em todo esse período, só apareceu como um dos tradutores de A minha vida, de Charles Chaplin. Retornou à literatura em 1971, com O reino perdido, em que evoca a sua vivência como professor.
Após a publicação dessa obra, candidatou-se à Academia Brasileira de Letras, atendendo a apelo de vários membros da instituição. Após três meses de labor, em 1977, publicou Um menino sergipano, seu segundo livro de memórias, limitado aos anos transcorridos em Itaporanga, sua cidade natal, tão poeticamente evocada, também, em História da minha infância, por Gilberto Amado.
Suas Obras: Vozes do mundo, ensaios (1937); Um olhar sobre a vida, ensaios (1937); Os inocentes do Leblon, crónica (1946); O pássaro ferido, crônicas (1948); O reino perdido, memórias (1971); Um menino sergipano, memórias (1977).
TEATRO: Avatar, comédia (1948); Dona do mundo, comédia (1948).
 
Genolino Amado - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Genolino Amado (Itaporanga, 3 de agosto de 1902 — Rio de Janeiro, 4 de março de 1989) foi um escritor, professor e jornalista brasileiro, imortal da Academia Brasileira de Letras.
Foi um dos catorze filhos do casal Melchisedech Amado e Ana Amado, irmão do também escritor e Académico Gilberto Amado e primo de Jorge Amado. Genolino fez seus primeiros estudos em Itaporanga. Ainda bastante jovem foi para Salvador, onde cursou Humanidades - nome que então se dava ao curso preparatório para as faculdades - no Colégio Carneiro, do educador Ernesto Carneiro Ribeiro.
Em 1919 ingressou na Faculdade de Direito da Bahia, sendo colega de futuros escritores e juristas, tais como Nestor Duarte Guimarães, Pedro Calmon, Adalício Nogueira e Hermes Lima, que no futuro far-lhe-ia a saudação de ingresso no Silogeu Brasileiro. Entretanto, veio a concluir o curso no Rio de Janeiro, em 1924.
Mudando-se para São Paulo, abandona paulatinamente a advocacia, iniciando-se no jornalismo, no jornal Correio Paulistano, em substituição a Menotti del Picchia e por indicação deste. Usava, então, o pseudónimo "Geno". Suas crónicas surpreenderam por haverem agradado até mesmo ao acerbo crítico Agripino Grieco.
Em 1928 ocupou a função de Chefe da Censura em São Paulo, interrompendo a produção das suas crónicas, até quando perdeu o cargo em função da Revolução de 1930. Junto ao jornalismo nos Diários Associados, trabalhou como radialista nas principais emissoras da capital paulista, como a Rádio Record, levado por César Ladeira. Ladeira foi, ainda, o responsável por sua mudança para o Rio de Janeiro, em 1933, onde alcançou grande sucesso como radialista, desta feita em nível nacional.
No Rio, Genolino também exerce o magistério, quando da reforma geral do ensino promovida na então capital do país pelo educador Anísio Teixeira, sendo mais tarde um dos mestres que participaram da criação do primeiro curso de jornalismo, na então Faculdade Nacional de Filosofia e Letras. Nesta época escrevia para o amigo Ladeira as chamadas "Crónicas da Cidade Maravilhosa", cujo título inspirou o compositor André Filho a compor a marcha carnavalesca Cidade Maravilhosa, e que iam ao ar pela Rádio Mayrink Veiga.
Apresentou, ainda, o Biblioteca no Ar, que foi duas vezes premiado como o melhor programa cultural das emissoras brasileiras. Liderou a audiência, também, quando se transferiu para a Rádio Nacional, apresentando o programa Crónica da Cidade.
Foi em 1954, no último governo de Getúlio Vargas, director da Agência Nacional - órgão oficial de imprensa do governo federal brasileiro.
Ocupou, ainda, o cargo de procurador do Estado, pelo então estado da Guanabara. Seus pareceres foram muitos deles publicados na revista especializada do órgão.
As funções públicas, bem como o trabalho de radialista, fizeram com que sua produção literária fosse esparsa, tendo começado apenas em 1937. Apesar disto, seus poucos livros alcançaram relativo sucesso, como a comédia Avatar que, traduzida, chegou a ser adoptada na Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos da América. Sua peça Dona do Mundo foi premiada com medalha de ouro pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais.
Além das obras de cunho próprio, realizou algumas traduções, como a obra autobiográfica Minha Vida, de Charles Chaplin. Seu livro O Reino Perdido, de 1971, onde narra sua experiência no magistério, fê-lo receber o convite para concorrer a uma vaga na Academia Brasileira.
Foi eleito a 9 de Agosto de 1973 para ocupar a cadeira 32 da Academia, cujo membro-fundador foi Carlos de Laet e que tem por patrono Manuel de Araújo Porto-Alegre, como seu quinto ocupante, sendo recebido em 14 de Novembro deste mesmo ano por Hermes Lima, seu ex-colega de faculdade.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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