Graciliano Ramos de Oliveira

Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação: Iara Melo

 

 

 

Nasceu a 27 de Outubro de 1892

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

 

Ficcionista brasileiro considerado um clássico da Língua portuguesa, nasceu em Quebrângulo, no Estado de Alagoas. Viveu a infância no sertão pernambucano, região que perpassa na sua obra prima “Infância”. Prefeito da cidade de Palmeira dos Índios em 1927, depois de tempos antes aí se ter estabelecido com uma loja de miudezas, chamou sobre si as atenções com dois relatórios anuais que dirigiu ao governador do Estado, pela originalidade e linguagem inusitada em tais documentos. Daí lhe adveio a possibilidade de publicar, aos quarenta anos, o primeiro livro, “Caetés”, em 1933. “S. Bernardo”, o seu primeiro romance de vulto, publicado em 1934, é considerado a mais importante obra do Modernismo, no que respeita ao problema agrário do Nordeste Brasileiro. Em 1936 é preso sob a acusação de comunista, e da dura situação de presidiário sai a obra “Memórias do Cácere”, publicada em 1953 e cuja narrativa transcede os limites do depoimento pessoal, tornando-se num dos mais sérios estudo da realidade brasileira , libero acusatório do Estado Novo brasileiro. Escritor versatilíssimo, era dotado tanto na limpidez e rigor de expressão como de capacidade criativa de ambientes e personagens, profundamente analisadas sob o ponto de vista psicológico.

Sua Obra:

Caetés (1933)
São Bernardo (1934)
Angústia (1936)
Vidas Secas (1938)
A Terra dos Meninos Pelados (1939)
Brandão Entre o Mar e o Amor (1942)
Histórias de Alexandre (1944)
Infância (1945)
Histórias Incompletas (1946)
Insônia (1947)
Memórias do Cárcere, póstuma (1953)
Viagem, póstuma (1954)
Linhas Tortas, póstuma (1962)
Viventes das Alagoas, póstuma (1962)
Alexandre e outros Heróis, póstuma (1962)
Cartas, póstuma (1980)
O Estribo de Prata, póstuma (1984)
Cartas a Heloísa, póstuma (1992)

 

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.
Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."
Graciliano Ramos, em entrevista concedida em 1948

 

Graciliano Ramos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Graciliano Ramos de Oliveira, nasceu em Quebrangulo a 27 de Outubro de 1892 e morreu no Rio de Janeiro a 20 de Março de 1953. É considerado um dos maiores escritores brasileiros do século XX e proeminente representante do Romance de 30.
Primogénito de dezasseis filhos do casal Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ramos, viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro. Terminando o segundo grau em Maceió, seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista. Volta para o Nordeste em Setembro de 1915, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano casa-se com Maria Augusta de Barros.
Foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em 1927, tomando posse no ano seguinte. Manterem-se no cargo por dois anos, renunciando a 10 de Abril de 1930. Segundo uma de suas auto-descrições, "(...) Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas." Os relatórios da prefeitura que escreveu nesse período chamaram a atenção de Augusto Schmidt, editor carioca que o animou a publicar Caetés (1933).
Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como director da Imprensa Oficial e director da Instrução Pública do estado. Em 1934 havia publicado São Bernardo, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado por Getúlio Vargas após o Intentona Comunista de 1935. Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia (1936), talvez sua melhor obra.
É libertado em Janeiro de 1937. As experiências da cadeia, entretanto, ficariam gravadas em uma obra publicada postumamente, Memórias do Cárcere (1953), relato franco dos desmandos e incoerências da ditadura a que estava submetido o Brasil.
Em 1938 publicou Vidas Secas. Em seguida estabeleceu-se no Rio de Janeiro, como inspector federal de ensino. Em 1945 ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), de orientação soviética e sob o comando de Luís Carlos Prestes; nos anos seguintes, realizaria algumas viagens a países europeus, retratadas no livro Viagem (1954). Ainda em 1945, publicou Infância, relato autobiográfico.
Adoeceu gravemente em 1952. No começo de 1953 foi internado, mas acabaria falecendo em 20 de Março de 1953, aos 60 anos, vítima de câncer do pulmão.
O estilo formal de escrita e a caracterização do eu em constante conflito (até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seriam marcas de sua literatura.

 

 
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal

FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO