Heitor Villa Lobos

 

 


Morreu a 17 de Novembro de 1959

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Formatação: Iara Melo


 

"Sim sou brasileiro e bem brasileiro. Na minha música deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas e dos nossos céus, que transporto instintivamente para tudo que escrevo".

 

O compositor brasileiro Heitor Vila-Lobos, nasceu no Rio de Janeiro a 5 de Março de 1887 na rua Ipiranga, em Laranjeiras e morreu na mesma cidade em 15 de Novembro de 1959. Na infância aprendeu a tocar violoncelo, clarinete e noções de teoria musical com seu pai, Raul Vila-Lobos, fundador da sociedade de Concertos sinfónicos do Rio de Janeiro. Começou a compor entre 1899 e 1900 e aos 14 anos tocava violão em conjuntos instrumentais populares, chamados choros. Em 1903, estreou-se como violoncelista profissional numa orquestra do teatro Recreio. Dos 18 aos 26 anos, viajou por todo o Brasil, para familiarizar-se com a temática musical popular. Em 1913 fixou-se definitivamente no Rio de Janeiro, já tendo composto a suite dos Cânticos Sertanejos para orquestra de câmara, duas óperas “Aglaia e Elisa”; “Brinquedo de Roda para piano. Quinteto duplo de cordas, Sonata Fantasia Nº 01 (Désespérance) para violino e piano. Pequena suite para violoncelo e piano, canções, fantasias para violão, etc. Estudou as partituras dos grandes mestres, mas deixou-se sobretudo guiar por um instinto musical inovador e ousado. V. d’Indy e sua doutrina da forma cíclica influenciaram a composição das duas primeiras sinfonias e de algumas obras de câmara – segunda sonata para violoncelo. Em 1915, realizou o primeiro concerto de suas obras. Depois de 1917, começou a utilizar os motivos musicais recolhidos junto ao povo, como: Prole do bebé Nº 01; Carnaval das Crianças Brasileiras. Participou agressivamente da Semana de Arte Moderna de São Paulo em 1922, organizando programas de primeiras audições de suas obras. Depois de 1922, adoptou a temática nacionalista, com: Noneto, Choros, Serestas e Cirandas. Passou dois anos de Paris (1923 a 1925). Uma segunda estadia no Europa, de 1927 a 1930, firmou sua reputação entre as vanguardas musicais. Tornou-se amigo de Stravinsky, Varèse, Prokofieff, Milhaud, De Falla, Honegger, e obteve o apoio de René Dumesnil, Florent-Schmitt e outros. Na sala Gaveau, em 1927, realizou dois concertos de suas obras: Choros Nº 4 e 8. Rudepoema, Serestas e Noneto. De regresso em 1930, empolgou-o a ideia de agir sobre a cultura musical no Brasil: seu plano compreendia a audição de música sinfónica contemporânea e o ensino de canto orfeónico à juventude das escolas primárias. Após dois anos de actividade em São Paulo fixou-se no Rio de Janeiro para dirigir a SEMA – Superintendência da Educação Musical e Artística, fundada por Anísio Teixeira. Fez propaganda em prol do canto coral e fundou a orquestra Vila-Lobos em 1933, com primeira audição no Brasil da Missa Solemnis, de Beethoven; criou o Orfeão de Professores, com primeira audição no Rio de Janeiro, em 1935, da Missa em si menor, de Bach. Dirigiu concertos corais, gigantescas concentrações orfeónicas nos estádios municipais, com 18 mil vozes, em 1932; 30 mil vozes e mil músicos, de 1935 a 1937. Em 1942, reuniu coros com 40 mil alunos sob sua regência.

As actividades educacionais da SEMA, culminaram com a criação do Conservatório Nacional de Canto Orfeónico, em 1942, do qual Vila-Lobos foi nomeado director. Em 1945, fundou a Academia Brasileira de Música. Seu prestígio artístico e popular cresceu cada vez mais, inclusive no estrangeiro, onde sempre voltaram a ser executadas suas Bachianas com nove composições entre 1930 e 1945, e seu Choros.

Vila-Lobos, fundou o folclore no Brasil, recebeu grande incentivo de Bach, Debussh e Stravinski; Vila - Lobos viajou várias vezes pelo Brasil fazendo suas pesquisas e anotando no seu diário as muitas modalidades musicais do folclore brasileiro, para depois analisar e formar suas composições. São muitas as peças que compôs: as que mais se destacaram foram os choros em número de 16; esses choros foram compostos no período de 1920 a 1929, são mais de 1.000 composições conhecidas, além das que desapareceram. Durante sua vida recebeu 24 títulos do Instituto da França, Membro da Academia de Belas Artes em Nova Iorque e Comendador da Ordem de Mérito do Brasil.

No dia 17 de Novembro de 1959, Vila-Lobos morre na sua residência da rua Araújo Porto Alegre, nº56. Seu corpo foi velado no salão nobre do Palácio da Cultura e no dia seguinte  é sepultado com grande acompanhamento, no cemitério de São João Baptista, na cidade do Rio de Janeiro. Em 1960 é criado o Museu Villa-Lobos, pelo Decreto - lei n.º 48.378 de 22-06-1960. Em 1961 o Prefeito de Nova Iorque, Robert Wagner, proclama o dia 5 de Março como dia "Vila-Lobos". Em 1961 Arminda Vila-Lobos fica à frente do Museu Vila-Lobos, sempre modesta, ela, a quem o compositor passou a dedicar todas as suas obras, e sem ela ele não saberia viver. Depois da morte desta senhora, o Prof. Turíbio Santos, Violonista, é Director do Museu Vila-Lobos, do Rio de Janeiro. Em 1967 o ex - Conservatório Nacional de Canto orfeónico passa a chamar -se Instituto Vila-Lobos, pelo Decreto n.º 61.400, de 01-10-1967

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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