Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação: Iara Melo
Jerónimo Francisco
Coelho, foi político, militar e jornalista
brasileiro, nasceu em Laguna SC a 30 de
Setembro de 1806 e morreu em Nova Friburgo
RJ 16 de Janeiro de 1860. Fundou o primeiro
jornal publicado na sua Província, “O
Catarinense em 1831. Deputado à primeira
Assembleia Provincial em 1835, foi deputado
geral de 1838 a 1847 e ministro da Guerra de
1844 a 1847; conselheiro de Guerra em 1858.
Foi também presidente das províncias do
Grão-Pará, nomeado por carta imperial de 1
de Março de 1848, de 7 de Maio de 1848 a 31
de Maio de 1850, e do Rio Grande do Sul,
nomeado por carta imperial de 20 de
Fevereiro de 1856, de 28 de Abril de 1856 a
8 de Março de 1857. Teve determinada
actuação no poder executivo e como ministro
da Guerra actuou com determinação para
estabelecer as condições de paz com os
revoltosos Farroupilhas. Foi também o
fundador da Imprensa Catarinense, quando em
28 de Julho de 1831 editou o primeiro jornal
na então província de Santa Catarina, O
Catharinense. Ainda em 1832 lançaria um
segundo jornal, “O Expositor”. Foi também
membro fundador da primeira Loja Maçónica de
Santa Catarina, em Desterro.
Em 1846, fez a demarcações das terras da
futura colónia Dona Francisca (actual cidade
de Joinville) e parte do território do
distrito de Parati (actual cidade de
Araquari).
É considerado o mais destacado político
catarinense do século XIX, de acordo com
Oswaldo Rodrigues Cabral. Seu nome é
perpetuado, por exemplo, na denominação de
uma rua no centro de Florianópolis. Jerónimo
Coelho foi homenageado tendo seu nome
colocado em uma escola no município onde
nasceu, Laguna, a escola se chama E.E.B
Jerónimo Coelho, foi fundada em 1912 e
mantém seus exercícios até hoje, sendo
inclusive uma das primeiras no país a
adoptar o sistema de horário integral.
Sociedade Catarinense de Letras
Com o objectivo de fomentar a produção
literária e congregar os homens de letras em
Santa Catarina, surgiu em 30 de Outubro de
1920 a Sociedade Catarinense de Letras, a
partir de convite de José Boiteux. A ideia
já havia sido lançada por duas vezes na
década anterior pelo então jovem escritor
Othon Gama Lobo d'Eça, mas não vingou. Em
1924, inspirando-se na Academia Brasileira
de Letras, a sociedade passa a ser
denominada Academia Catarinense de Letras.
Na época ainda estavam vagas dezasseis das
quarenta cadeiras. Ao contrário de outras
academias semelhantes, a ACL aceitou
mulheres em seus quadros desde o início, com
Delminda Silveira sendo a primeira titular
da cadeira de número 10, sendo Maura de
Senna Pereira a primeira titular da cadeira
38.