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José de Alencar

Nasceu a 01 de Maio de 1829

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

 

 

 

José Martiniano de Alencar, jornalista, político, jurista, professor, crítico, teatrólogo, poeta, é no romance que este brasileiro do Ceará deve a sua popularidade de que ainda hoje desfruta. Escritor do período romântico, influenciado por Chateaubriand, aproveitou a temática índia do Brasil, sendo um dos iniciadores do chamado indianismo, movimento destinado a afirmar a nacionalidade de um povo que se desejava independente e categorizado em face do europeu. Conhecedor da língua tupi, utilizou nos seus romances de carácter histórico elementos míticos e simbólicos daquele povo. Numa outra fase, virou-se para o romance do tipo urbano, onde analisa os hábitos da sociedade brasileira do seu tempo, especialmente no amor e casamento, focando o problema feminino e o direito da mulher à escolha do seu companheiro, até então feita por conveniências paternais. Neste campo fez um levantamento precioso da vida burguesa no Brasil, como na fase seguinte iria fazê-lo no respeitante às relações de produção na sociedade rural, informando com autenticidade sobre os mais variados aspectos de problemática regional.

Defensor da tese de que o português utilizado no Brasil tinha diferenças da língua-mãe que era necessário adaptar e enriquecer o vocabulário e o estilo da narrativa às necessidades sintácticas do falar brasileiro, fugindo do trivial e inovando sem receio.

Nascido em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza, a família transfere-se para a capital do Brasil Império e Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo Questões de estilo. Formou-se em Direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha, em 1857. Mas é com O Guarani (1857) que alcançará notoriedade.
José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a "virgem dos lábios de mel" e "cabelos tão escuros como a asa da graúna". O segundo tem por personagem Ubirajara, valente guerreiro indígena que durante a história cresce em direcção à maturidade. Em 1859, tornou-se Chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, sendo depois consultor do mesmo. Em 1860 José de Alencar havia ingressado na política, como deputado. Em 1868, tornou-se Ministro da Justiça e, em 1869, candidatou-se ao Senado. Em 1877 viria a ocupar um ministério no governo do Imperado. Em 1872 se tornou pai de Mário de Alencar, o qual, segundo uma história nunca totalmente confirmada, seria na verdade filho de Machado de Assis, dando respaldo para o romance Dom Casmurro. Viajou para a Europa em 1877 para tentar um tratamento, porém não teve sucesso. Faleceu no Rio de Janeiro no mesmo ano de tuberculose. Produziu também romances urbanos (Senhora, 1875; Encarnação, escrito em 1877, ano de sua morte e divulgado em 1893), regionalistas (O Gaúcho, 1870; O Sertanejo, 1875) e históricos (A Guerra dos Mascates, 1873), além de peças para o teatro. Característica de sua obra é o nacionalismo, tanto nos temas quanto nas inovações no uso da língua. Em um momento de consolidação da Independência, Alencar representou um dos mais sinceros esforços patrióticos em povoar o Brasil com conhecimento e cultura próprios, em construir novos caminhos para a literatura no país. Em sua homenagem foi erigida uma estátua no Rio de Janeiro.

Sua Obra:

Romances urbanos:

"Cinco Minutos" (1857); "A Viuvinha" (1860); "Lucíola" (1862); "Diva" (1864); "A Pata da Gazela" (1870); "Sonhos d’Ouro" (1872); "Senhora" (1875); "Encarnação" (1893, póstumo).

Romances históricos: "O Guarani" (1857); "Iracema" (1865); "As Minas de Prata" (1865); "Alfarrábios" (1873); "Ubirajara" (1874); "Guerra dos Mascates" (1873).

Romances regionalistas: "O Gaúcho" (1870); "O Tronco do Ipê" (1871); "Til" (1872); "O Sertanejo" (1875).

Obras do domínio público:

* Encarnação

* O Guarani

* Iracema

* Lucíola

* A Pata da Gazela

* Ubirajara

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

 

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