O papel, tal como o conhecemos hoje,
teve origem na China, misturando cascas
de árvores e trapos de tecidos. Depois
de molhados, eram batidos até formarem
uma pasta. Esta pasta, depositada em
peneiras para escorrer a água, depois de
seca em superfícies planas, tornava-se
uma folha de papel. Na Europa, no final
do século XIII, começa uma outra
revolução no mundo da escrita: a
substituição do pergaminho pelo papel.
No entanto, a história do papel como
suporte da escrita remonta ao ano 105
depois de Cristo e tem como
protagonistas os chineses. Dados
históricos mostram que o papel foi muito
difundido entre os árabes, e que foram
eles os responsáveis pela instalação da
primeira fábrica de papel na cidade de
Játiva, Espanha, em 1150 após a invasão
da Península Ibérica. No final da Idade
Média, a importância do papel cresceu
com a expansão do comércio europeu e
tornou-se produto essencial para a
administração pública e para a
divulgação literária. Johann Gutenberg
inventou o processo de impressão com
caracteres móveis.
Antes da invenção do papel, o homem
se utilizava de diversas formas para se
expressar através da escrita. Na Índia,
eram usadas as folhas de palmeiras. Os
esquimós utilizavam ossos de baleia e
dentes de foca. Na China escrevia-se em
conchas e em cascos de tartaruga. As
matérias primas mais famosas e próximas
do papel foram o papiro e o pergaminho.
O primeiro, o papiro (01), foi inventado
pelos egípcios e apesar de sua
fragilidade, milhares de documentos em
papiro chegaram até nos. O pergaminho
era muito mais resistente, pois se
tratava de pele de animal, geralmente
carneiro, bezerro ou cabra e tinham um
custo muito elevado. Os Maias e os
Astecas guardavam seus livros de
matemática, astronomia e medicina em
cascas de árvores, chamadas de "tonalamatl".
A palavra papel é originária do latim "papyrus".
Nome dado a um vegetal da família "Cepareas"
(Cyperua papyrus). A medula dos seus
caules era empregada, como suporte da
escrita, pelos egípcios, há 2 400 anos
antes de Cristo. Entretanto foram os
chineses os primeiros a fabricarem o
papel como o actual, começando a
produção de papel a partir de fibras de
bambu e da seda. A invenção do papel
feito de fibras vegetais é atribuída aos
chineses. A invenção teria sido obra do
ministro chinês da agricultura Tsai-Lun,
no ano de 123 antes de Cristo. A folha
de papel fabricada na época seria feita
pela fibra da Morus papyrifer ou
Broussonetia papurifera, Kodzu e da erva
chinesa "Boehmeria", além do bambu. Por
volta do ano 610 depois de Cristo., os
monges coreanos Doncho e Hojo, enviados
à China pelo rei da Coreia disseminaram
o invento pela Coréia e também pelo
Japão. Entre os prisioneiros que
chegaram a Samarkand (Ásia Central),
havia alguns que aprenderam as técnicas
de fabricação. O papel fabricado pelos
samarkandos e coreanos, mais tarde,
passaram a ser feitos com restos de
tecidos, desprezando-se os demais
materiais fibrosos. Por volta de 795
instalou-se em Bagdad (Turquia) uma
fábrica de papel. A indústria floresceu
na cidade até o século XV. Em Damasco
(Síria), no século X, além de objectos
de arte, tecidos e tapetes, se fabricava
o papel chamado "carta damascena", que
se exportava ao Ocidente.
(01) O Papiro: muito da História do
Egipto nos foi transmitido pelos rolos
de papiro encontrados nos túmulos dos
nobres e faraós. Foram os egípcios que,
por volta de 2200 antes de Cristo,
inventaram o papiro, espécie de
pergaminho e antepassado do papel.
Papiro é uma planta aquática existente
no delta do Nilo. Seu talo em forma
piramidal chega a ter de 5 a 6 metros de
comprimento. Era considerada sagrada
porque sua flor, formada por finas
hastes verdes, lembra os raios do Sol,
divindade máxima desse povo. O miolo do
talo era transformado em papiros e a
casca, bem resistente depois de seca,
utilizada na confecção de cestos, camas
e até barcos. Para se fazer o papiro,
corta-se o miolo do talo - que é
esbranquiçado e poroso - em finas
lâminas. Depois de secas em um pano, são
mergulhadas em água com vinagre onde
permanecem por seis dias para eliminar o
açúcar. Novamente secas, as lâminas são
dispostas em fileiras horizontais e
verticais, umas sobre as outras. Esse
material é colocado entre dois pedaços
de tecido de algodão e vai para uma
prensa por seis dias. Com o peso, as
finas lâminas se misturam e formam um
pedaço de papel amarelado, pronto para
ser usado.
De papiro, deriva-se a nossa palavra
papel. O seu uso na escrita vem de 3000
antes Cristo, era o Pergaminho, que é
pele de animal, curtida e polida
utilizada na escrita. Vem dos primórdios
da era Cristã. A palavra Bíblia, que
quer dizer livro, deriva do nome do
porto de Biblos, no Líbano, que era o
principal porto de exportação de rolos
de papiro. Na literatura egípcia de
2.500 antes de Cristo, já se encontram
tratados científicos de medicina, textos
religiosos, manuais e mesmo obras de
ficção científica! Em particular, a
história das aventuras do faraó Snofru,
pai de Quépis, é um verdadeiro romance
de antecipação de invenções
extraordinárias, de monstros e máquinas.
Em 2200 antes de Cristo, usava-se para
pinturas e registos da época, algo como
pergaminhos: o papiro. Na verdade o
papiro é uma planta aquática, originária
do Delta do Nilo. Sua família científica
é Cyperus Papyrus. Os antigos egípcios
extraiam a casca da planta e a usavam
para artesanatos, camas e barcos. O
miolo era cortado em finas tiras que,
depois de secas em um pano, eram
mergulhadas em água com vinagre,
permanecendo ali por seis dias. Existe
um antigo papiro egípcio escrito por
volta de 2000 antes de Cristo, que nos
conta da existência de um mágico chamado
Dedi. O relato, nos conta à história de
sua incrível performance perante a corte
do faraó Cheops. Dizia-se que era capaz
de colocar a cabeça de volta em corpos
decapitados fazendo-os voltar à vida,
entre outros truques. De seu número
perante a corte, diz-se que lhe
trouxeram um ganso decapitado, o qual
ele pôs do lado oeste da sala, e com
algumas palavras mágicas fez com que a
cabeça voltasse ao sítio. O primeiro
jogo de adivinhação inventado pelo ser
humano, e também o provável primeiro
jogo de palavras da História, faz parte
do folclore oral da maioria dos povos
desde tempos imemoriais, assim como as
lendas e os mitos. O Livro dos Recordes,
o mais antigo quebra-cabeças matemático
também é uma adivinha, encontrada num
papiro egípcio datado por volta de 1650
antes de Cristo. Na história da origem
da anatomia, o mais antigo tratado
anatómico existente é um papiro egípcio
escrito por volta de 1600 antes de
Cristo . Ele demonstra que o coração,
fígado, baço, rins, ureteres e vesícula
já eram conhecidos. Os egípcios
acreditavam que a causa da dor estava na
possessão de deuses ou espíritos. A
historia da pratica médica egípcia está
descrita em sete papiros, entre os quais
o papiro de Georg Ebers de 1550 antes de
Cristo é o mais extenso e que contempla
descrições de varias doenças, os
tratamentos médicos, encantamentos e
feitiços. Há evidências de que os
egípcios também buscaram outras
explicações além das causas divinas para
a causa das doenças. Outro papiro
Egípcio importante é o de Ebers, que
relata casos que envolvem a causa
orgânica do esquecimento, depressão e
outras condições clínicas importantes. A
prática Cirúrgica e as Civilizações
Sul-Americanas. A história do cérebro e
dos comportamentos, sempre esteve
intimamente relacionada com praticas de
abertura cirúrgica do cérebro e
procedimentos neurocirúrgicos de
craniotomia. Essa cirurgia, extremamente
difícil, tem sido feita desde o período
paleolítico até os dias actuais.
Importante notar que nem todas
craniotomias foram feitas por problemas
de traumatismo cranianos, e que
evidências de cérebros que passaram por
trepanação. Os instrumentos mais antigos
encontrados, para tais cirurgias eram
compostos de pedras, mas com o advento
de novas tecnologias começam a serem
empregados instrumentos feitos de ferro
e bronze.
Voltando ao papel, o seu fabrico é a
madeira, a sua obra-prima mais
importante. Até um passado recente foi
utilizada, principalmente, a madeira das
coníferas, com predomínio do pinheiro e
do abeto, mas actualmente emprega-se
cada vez maior quantidade a madeira de
árvores caducifólias, com maior
incidência para o álamo, a bétula e o
eucalipto. Definitivamente aceite, com
relativa exactidão, a data da invenção
do papel, no ano de 105 da era Cristã,
na China. O seu inventor, Ts’ai Lun,
apresentou ao imperador Ho Ti informação
sobre o seu processo baseado no emprego
de cascas de árvores, Cânhamo, trapos e
velhas redes de pesca como principais
matérias primas. O segredo do fabrico do
papel foi ciosamente guardado durante
cerca de sete séculos, tendo o
isolamento e as dificuldades de
comunicação ajudando a impedir a
propagação do invento. O fabrico do
papel foi introduzido, porém, na Japão,
onde já era conhecido no ano 611 e, mais
tarde, viria a estender-se a outras
regiões em desenvolvimentos históricos.
O papel chegou à Península Ibérica, após
a invasão árabe tornou possível a
primeira fábrica, em 1150, em Xativa
(Valência), que foi a primeira fábrica
na Europa.
Em Portugal é aceite que a utilização
do papel remonta ao reinado de D. Dinis.
Quanto ao seu fabrico, os primeiros
engenhos foram levantados no arredores
da cidade de Leiria, junto ao rio Lis,
por Gonçalo Lourenço de Gomide, escrivão
da puridade de D. João i, que em 1411
recebeu dois moinhos em ruínas por
escambo celebrado com as freiras de
Santa Clara de Coimbra. Posteriormente
aparecem as fábricas da Batalha em 1514,
de Fervença (perto de Alcobaça) em 1537
e de Alenquer em 1565.
Portugal, porém, não era
auto-suficiente, e continuava a importar
papel, nomeadamente de França e de
Itália.
A fundação da fábrica da Lousã, em
finais de XVII, provocou a expansão da
industria do papel, aumentando a
produção e a qualidade. Em 1802, Moreira
de Sá fundou a fábrica de Vizela,
segundo alguns estudiosos a primeira do
mundo a fabricar pasta de madeira, pois
até então era feita de trapos. No ano de
1863, existiam 52 fábricas produtoras de
papel em Portugal.
Para o fabrico do papel, as
matérias-primas, ou o conjunto de
produção necessário ao seu fabrico, são
a água, as diferentes pastas (mecânica,
química, semimecânica, semiquímica,
etc.), os papeis velhos, as cargas e os
produtos auxiliares, cuja função é
conferir ao papel qualidades
complementares ou especiais, como a
resistência, coloração,
impermeabilidade, etc.
As pastas e os papeis velhos são
desintegrados e libertos das impurezas
grosseiras. Após as operações de
depuração de refinação, a suspensão é
diluída. As cargas e os produtos
auxiliares são geralmente incorporados
no decurso destas operações. As cargas
utilizam-se essencialmente em papéis de
escrita e de impressão para lhes
aumentar os graus de opacidade e de
brancura, embora lhes diminua o grau de
resistência. As principais cargas
utilizadas ao longo das várias épocas e
para diferentes finalidades são
constituídas por caulino, talco,
carbonato de cálcio. Ultimamente,
começou a ser utilizado, com vantagens
qualitativas, carbonato de cálcio,
farinha cálcio e magnésio, óxido e
sulfureto de zinco.