Como foi inventado

o relógio?

 

Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação: Iara Melo

 

 

O Relógio
 
Vai marcar neste ano de

 2009
 
todas as Horas
 
Boas, menos boas,

 momentos de êxitos,

de respeito, de

 saudade

e de Amor

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

 

 

O relógio é um aparelho de medição de tempo, que marca as horas e também pode marcar os segundos e até fracções de segundos.
Teria sido Anaximandro de Mileto (o inventor do relógio ??? (*), discípulo de Tales. Geógrafo, matemático, astrónomo e político. Os relatos dexográficos nos dão conta de que escreveu um livro intitulado “Sobre a Natureza”; contudo, infelizmente, esse livro se perdeu. Atribui-se a Anaximandro a confecção de um mapa do mundo habitado, a introdução na Grécia do uso do Gnômon (relógio solar) e a medição das distâncias entre as estrelas e o cálculo de sua magnitude (é o iniciador da astronomia grega). Anaximandro acreditava que o princípio de tudo é uma coisa chamada ápeiron, que é algo infinito, tanto no sentido quantitativo (externa e espacialmente), quanto no sentido qualitativo (internamente). Esse a-peiron é algo insurgido (não surgiu nunca, embora exista) e imortal. Além de definir o princípio, Anaximandro se preocupa com os "comos e porquês" das coisas todas que saem do princípio. Ele diz que o mundo é constituído de contrários, que se auto-excluem o tempo todo. O tempo é o "juiz" que permite que ora exista um, ora outro.
(*)Favorino (D. Laércio, II, 1) relata que Anaximandro de Mileto foi o inventor do gnômon. No entanto, segundo Heródoto (II, 29), teriam sido os babilónios: «os gregos adquiriram dos babilónios o conhecimento da esfera celeste, do gnômon e das doze partes do dia». Anaximandro de Mileto terá sido assim, possivelmente, apenas o introdutor do gnômon na Grécia. Na China, Shen Kuo melhorou e aferiu o gnómon.
O gnômon deve ter sido o mais antigo instrumento astronómico construído pelo homem. Em sua forma mais simples, consistia apenas de uma vara fincada, geralmente na vertical, no chão. A observação da sombra dessa vara, provocada pelos raios solares, permitia materializar a posição do Sol no céu ao longo do tempo.  Observando a sombra da gnômon ao longo de um dia, os antigos astrónomos puderam perceber que ela era muito longa ao amanhecer e que ia mudando tanto de direcção como de comprimento ao longo do dia. Verificaram que o instante em que a sombra era a mais curta do dia, correspondia ao instante que dividia a parte clara do dia em duas metades. A esse instante deram o nome de Meio-dia e a direcção em que a sombra se encontrava nesse instante recebeu o nome de Linha do Meio-dia ou seja, linha meridiana.  A linha horizontal perpendicular à linha meridiana chamara de linha Leste-Oeste, sendo que a direcção Leste foi nomeada aquela que correspondia a do lado do nascer do Sol, ficando o Oeste para o lado oposto. De pé, com os dois braços esticados na horizontal, e apontando o direito para o leste, definia-se o Norte como sendo a direcção da linha meridiana à frente da pessoa e Sul para trás. Assim foram definidos os pontos cardeais Norte, Sul, Leste e Oeste.  A observação da variação cíclica do comprimento da sombra mínima ao longo do tempo, permitiu definir o conceito de estações e de Ano das Estações. Ao intervalo de tempo necessário para que o comprimento da sombra completasse um ciclo chamaram de Ano das Estações. Observaram que quando a sombra ao meio-dia era a mais longa de todas, era uma época fria, enquanto que, na época da sombra mais curta, era uma época mais quente. Definiram que o início do Inverno ocorria quando a sombra ao meio-dia era  a mais longa;  o início do Verão ocorria quando essa sombra era a mais curta. Para definir os instantes dos inícios da primavera e do Outono, usaram a posição da sombra no instante em que ela dividia ao meio o ângulo formado pelas posições do Sol nos inícios do verão e do inverno.
O Gnomon servia para várias aplicações, tais como:
- Determinar a direcção Norte-Sul (ou o meridiano local): para isto, mede-se a sombra do Gnomon ao longo de um dia; a direcção Norte-Sul será aquela correspondente à menor sombra. Para poder determinar bem esta direcção é necessário se fazer várias medidas próximas à passagem meridiana. Como o nosso Gnomon será portátil, é necessário orientá-lo em relação a algum marco local, uma vez que queremos determinar a direcção Norte-Sul de determinado local.
- Determinar a latitude do local;
- Determinar a data do início das estações do ano.
 
Ao longo dos séculos outros tipos de relógio começaram a aparecer

Relógio de Clepsidra (ou relógio Hidráulico): Consiste em dois recipientes, colocados em níveis diferentes: um na parte superior contendo o líquido, e outro, na parte inferior, com uma escala de níveis interna, inicialmente vazio. Através de uma abertura parcialmente controlada no recipiente superior, o líquido passa para o inferior, observando-se o tempo decorrido pela escala. Este tipo de instrumento evoluiu tecnicamente de forma a permitir uma medição do tempo com maior exactidão. A clepsidra mais antiga foi encontrada em Karnak, no Egipto, datando do reinado de Amenhotep III. Outros exemplares foram identificados na Grécia antiga, (c. 500 a.C.). Na China, o astrónomo Y. Hang inventou uma clepsidra que indicava os movimentos dos planetas.
 
Relógio de Azeite: A exemplo da clepsidra, onde a água, baixando de nível em um recipiente pelo gotejar, marcava as horas que passavam, o Relógio de Azeite também se baseia nesse mesmo princípio. Porém, o líquido - azeite - baixa de nível ao ser consumido por combustão. A similaridade existe, apenas diferindo na maneira de como o líquido decresce em seu depósito. Esse relógio de azeite era construído a partir de uma lamparina de estranho, com um depósito de cristal ou de porcelana translúcida, que continha o azeite. A lamparina, do tipo sem mecha, funcionava como uma lâmpada comum de azeite e era alimentada pelo óleo do depósito, o qual possuía um tubo de aspiração; com a queima do azeite na lamparina, o nível deste abaixava no depósito permitindo constatar-se a descida contínua do líquido. Na parte externa do depósito, em sentido vertical, havia uma faixa graduada, marcada com algarismos romanos, que representavam as horas. Com a lamparina acesa, o nível do óleo decrescendo no depósito assinalava as horas. Estes relógios eram usados, principalmente, no período nocturno, uma vez que a lamparina servia para iluminar o ambiente e o depósito devidamente demarcado assinalava a hora. Os relógios de azeite apresentavam uma relativa precisão de funcionamento, considerada razoavelmente boa para a época.
 
Relógio de Areia (ou de Ampulheta): A criação da ampulheta, também chamada relógio de areia, foi sem dúvida uma decorrência natural da necessidade que o homem teve de possuir um aparelho transportável para a medição do tempo. O desenvolvimento da fabricação do vidro, alguns séculos antes do início da era cristã, provavelmente gerou a ideia da criação de uma clepsidra transportável, toda fechada, à prova de vazamento, certamente construída, como era tradicional, por dois vasos um em sentido superior ao outro e ligados internamente por um orifício por onde a água escoasse. Daí internamente por um orifício por onde a água escoasse. Daí a substituição da água pela areia e desenvolvimento do desenho da ampulheta, como hoje a conhecemos, terá sido um passo natural, uma vez que a areia, construída de partículas sólidas, sem dúvida se apresentava como o material ideal para esse fim devido à sua mobilidade e estabilidade elevada em relação à água das clepsidras. Os períodos de tempo registados pela ampulheta apresentavam uma precisão relativa, considerada razoável para determinados fins. Ela foi empregada especialmente quando se tratava de medições de curta duração, uma vez que sua pouca precisão não permitia observações de maior amplitude. Tinha no entanto características importantes e valiosas: era facilmente transportável e seu manejo muito simples, podendo ser usada em qualquer lugar com muita comodidade.
 
Relógio Mecânico: É atribuído ao povo chinês a primazia na criação de um escape mecânico. O seu inventor seria o monge budista, notável matemático e astrónomo de seu tempo I-Hsing (682-727). Presume-se que o aparecimento de relógios totalmente mecânicos, tenha sido na Europa ao final do século XIII. O relógio mecânico de pesos deriva o da clepsidra (relógio hidráulico), com mecanismos de engrenagens, que, provavelmente, sejam dotadas de algum elemento regulador que contenha o movimento do sistema, mantendo sua rotação dentro de um ritmo simétrico. A tão decantada engenhosidade do homem foi posta à prova quando se concluiu que, para construir um relógio essencialmente mecânico, precisava-se contar um elemento regulável que contivesse o andamento das suas engrenagens, mantendo-as dentro de uma rotação tal, que permitisse fazer girar a última roda do trem de engrenagens, tão vagarosa e regularmente, que propiciasse, com segurança, a contagem de um razoável espaço de tempo. Era fácil regular o escape da água de uma clepsidra: bastava aumentar ou diminuir o orifício onde escoava o líquido. Mas, ao tentar criar um escape mecânico, o homem sentiu a magnitude de um problema simples, mas que demorou vários séculos para ser desvendado. O escapamento, como regulador da marcha dos relógios mecânicos, foi o órgão que permitiu o evento desses relógios, já que as engrenagens já eram conhecidas há tempo, tal como o movimento de um conjunto de engrenagens por meio de um peso. Os relógio mecânicos, desde o início até fins da Idade Média(1300-1450), empolgaram de tal forma o homem, que foram considerados como símbolos do equilíbrio, da sabedoria e da virtude, Boa parte dos relógios construídos nesse período, e mesmo posteriormente, apresentavam figuras e desenhos alusivos a esse nobres qualidades que o homem deveria possuir; isto quando não se referiam directamente à inexorabilidade do escoar do tempo, como é o caso do relógio da catedral de Estrasburgo.
 
Relógio de pulso (ou relógios individuais): Os primeiros relógios utilizados foram os relógios de Bolso. Eram muito raros e tidos como verdadeiras jóias, pois poucos tinham um. Os relógios de bolso eram símbolo da alta aristocracia, ou, de burguesia endinheirada.
 
O Relógio mais famoso do Mundo
Big Ben, o relógio mais famoso do mundo faz parte do conjunto arquitectónico do Parlamento Britânico, em Londres, na torre de St. Stephen de 98 metros. O Big Ben foi projectado por Edmund Beckett Denison e instalado em 1859. Os ponteiros dos quatro mostradores medem 2,7 m e 4,7 m e o sino, responsável pelo som das badaladas, pesa 13 toneladas. O relógio trabalha coordenado com o Royal Greenwich Observatory. Seu nome homenageia Sir Benjamin Hall, o primeiro comissário de obras.
A marca do relógio é Tower Clock, ou Clock Tower, e é muito conhecido pela sua precisão e tamanho. Certa vez um bando de pássaros pousou no seu ponteiro e o atrasou em cinco minutos.
 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

FORMATAÇÃO: IARA MELO