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O TABACO

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro


 

O tabaco é originário (provavelmente) da Austrália, propagou-se pela América, foi introduzido na Europa, e depois na Ásia, a partir do século XVI. Actualmente, é cultivado no mundo inteiro.

É uma planta herbácea (Nicotiana tabaccum), que atinge 1,5 a 2 metros de altura. As folhas podem medir 80 cm de comprimento e 40 de largura. A semente é muito pequena, não pode ser lançada directamente na terra. A sementeira é feita em viveiros no final de Março. As plantas são replantadas em terra, dois meses depois. A colheita é feita três meses mais tarde. O tabaco recolhido é depois estendido num secadouro especial, onde as folhas irão lentamente perdendo água. Em climas temperados, o rendimento médio é de 20 a 25 quintais de folhas secas por hectare. As folhas secas são separadas e classificadas segundo as dimensões e a qualidade. As folhas de tabaco são submetidas a uma batedura, que separa as nervuras dos pedaços de parênquimas (tiras).

Os tabacos são aquecidos e amaciados pelo vapor, depois de misturados e molhados antes de serem picados. Depois de picado, o tabaco louro é seco e mergulhado numa solução, o que o torna mais suave. O tabaco escuro é torrado e adquire o seu gosto definitivo. A China fornece mais de um terço da produção mundial, muito à frente dos EUA, da Índia e do Brasil. A Itália é o primeiro produtor europeu.

Todos os anos o tabagismo é directamente responsável por milhares de mortes. Provoca essencialmente cancros brônquicos ou bucais – sobretudo o cachimbo e o charuto.

As lesões das artérias verificam-se ao nível do coração, cérebro e das pernas. A interrupção da tabagismo depende mais da motivação do que da vontade, mais de uma motivação positiva – recuperar os desempenhos físicos – do que negativa – medo do cancro – mais da interrupção total do que de uma diminuição do consumo.

Existem métodos de recurso psicoterapia, acupunctura, vitaminas, medicamentos de prescrição médica (ansiolíticos, nicotina, etc.). A combustão do tabaco produz inúmeras substâncias como gases e vapores, que passam para os pulmões através do fumo, sendo algumas absorvidas pela corrente sanguínea. Estes substâncias são:
Nicotina: A nicotina é o alcalóide da planta do tabaco. Quando chega ao Sistema Nervoso Central, actua como um agonista do receptor nicotínico da acetilcolina. Possui propriedades de reforço positivo e viciantes devido à activação da via dopaminérgica mesolímbica. Aumenta também as concentrações da adrenalina, noradrenalina, vasopresina, beta endorfinas, ACTH e cortisol, que parecem influir nos seus efeitos estimulantes.
Substâncias irritantes (como a acroleína, os fenóis, o peróxido de nitrogénio, o ácido cianídrico, o amoníaco, etc.): provocam a contracção bronquial, a estimulação das glândulas secretoras da mucosa e da tosse e a alteração dos mecanismos de defesa do pulmão. Alcatrão e outros agentes cancerígenos (como o alfabenzopireno): contribuem para as neoplasias associadas ao tabaco. Monóxido de carbono: provocam a diminuição da capacidade de transporte de oxigénio por parte dos glóbulos vermelhos. O consumo pode provocar hipotonia muscular, diminuição dos reflexos tendinosos, aumento do ritmo cardíaco, da frequência respiratória e da tensão arterial, aumento do tonos do organismo, irritação das vias respiratórias, aumento da mucosidade e dificuldade em eliminá-la, inflamação dos brônquios (bronquite crónica), obstrução crónica do pulmão e graves complicações (enfisema pulmonar), arteriosclerose, transtornos vasculares (exemplo: trombose e enfarte do miocárdio). Em fumadores crónicos podem surgir úlceras digestivas, faringite e laringite, afonia e alterações do olfacto, pigmentação da língua e dos dentes, disfunção das papilas gustativas, problemas cardíacos, má circulação (que pode levar à amputação) e cancro do pulmão, de estômago e da cavidade oral. O tabagismo materno influi no crescimento do feto, especialmente no peso do recém nascido, aumento dos índices de aborto espontâneo, complicações na gravidez e no parto e nascimentos prematuros. A vitamina C é destruída pelo tabaco, daí que se aconselhe os fumadores a tomar doses extra de antioxidantes (vitaminas A, C e E), para ajudar a prevenir certos tipos de cancro.

 

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O tabaco é nome comum dado às plantas do género Nicotiana L. (Solanaceae), em particular a N. tabacum, originárias da América do Sul da qual é extraída a substância chamada nicotina. Os povos indígenas da América acreditavam que o tabaco tinha poderes medicinais e usavam-no em cerimónias. Foi trazida para a Europa pelos espanhóis, no início do século XVI. Era mascado ou, então, aspirado sob a forma de rapé (depois de secar as suas folhas). O corsário Sir Francis Drake foi o responsável pela introdução do tabaco em Inglaterra em 1585, mas o uso de cachimbo só se generalizou graças a outro navegador, Sir Walter Raleigh. Um diplomata francês, de nome Jean Nicot (de onde deriva o nome da nicotina) aspirava-o moído rapé e percebeu que aliviava suas enxaquecas. Desta forma, enviou uma certa quantidade para que a então rainha da França, Catarina de Médicis, experimentasse no combate à suas enxaquecas. Com o sucesso deste "tratamento", o uso do rapé começou a se popularizar. O hábito de fumar o tabaco como mera demonstração de ostentação se originou na Espanha com a criação daquilo que seria o primeiro charuto. Tal prática foi levada a diversos continentes e, somente por volta de 1840, começaram os relatos do uso de cigarro. Neste ponto, a finalidade terapêutica original do tabaco já havia perdido seu lugar nas sociedades civilizadas para o hábito de fumar por prazer. Embora o uso do cigarro tenha tomado enormes proporções a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), foi apenas em 1960 que foram publicados os primeiros relatos científicos que relacionavam o cigarro ao adoecimento do fumante. Pesquisas em âmbito mundial a respeito dos perigos do tabagismo são amplamente divulgadas, não cedendo espaço para dúvidas ou más interpretações.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

 

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