Olavo Bilac

 

Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação: Iara Melo

 

 

 

 

Nasceu a 16 de Dezembro de 1865

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

 

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu no Rio de Janeiro a 16 de Dezembro de 1865 e faleceu no mesmo local a 28 de Dezembro de 1918. Filho de Brás Martins dos Guimarães Bilac e de Delfina Belmira dos Guimarães Bilac. Escritor brasileiro É um dos maiores representantes do Parnasianismo brasileiro. Frequentou a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e a de Direito de São Paulo, sem que tenha concluído qualquer dos cursos, dedicando-se ao jornalismo. Desta sua actividade e da de conferencista deixou-nos alguns volumes onde reuniu textos dignos de perdurarem na história da prosa literária. Mas foi o poeta que ficou e ficará inesquecível, uma vez que ao escultorismo e minúcia da escrita parnasiana aliou uma tal veemência passional que muitos dos seus sonetos transcendem os limites da escola e parecem escritos pelo mais exaltado dos Românticos. Como lírico erótico não encontra similar em toda a poesia de Língua Portuguesa, pela associação dos impulsos da paixão carnal ao méis puro idealismo. Com o passar dos anos, porém, Olavo Bilac passou a escrever com uma melancólica serenidade, fazendo então sonetos tão admiráveis que só com os de Camões, Antero de Quental ou Bocage podem ser comparados, tanto pela perfeição formal como pela elevação espiritual. A mestria da sua arte poética e o conhecimento profundo das motivações e contradições humanas levaram-no a compor esse maravilhoso épico sobre os bandeirantes que é “O Caçador de Esmeraldas”, onde consegue elevar o homem à dimensão mítica. Dedicou-se às letras e, em 1902, foi secretário de Campos Sales na viagem à Argentina; em 1906 secretariou a Conferência Pan-americana do Rio de Janeiro; em 1907 foi secretário do Prefeito do Distrito Federal.  Solteiro, levou uma vida quase boémia, vestia-se com apuro, viajou muitas vezes à Europa, confrontando o progresso dos países e o atraso brasileiro, na tentativa de elevar o nível do país. Dedicou-se ao jornalismo, escrevendo crónicas e artigos diários para diversos jornais. Participou activamente das demonstrações de civismo e conscientemente desempenhou o papel de poeta cívico, promovendo uma campanha em prol do serviço militar obrigatório. Foi abolicionista e republicano, ficou preso por 6 meses na fortaleza de Laje, durante o governo de Floriano Peixoto; livre, exilou-se em Minas Gerais. Autor da letra do Hino à Bandeira, escreveu poemas infantis e livros didácticos e, em 1913, foi eleito o primeiro "príncipe dos poetas brasileiros".

Sua Obra:
Poesias (1888) ; Crónicas e novelas (1894) ; Crítica e fantasia (1904) ; Conferências literárias (1906) ; Dicionário de rimas (1913) ; Tratado de versificação (1910) ; Ironia e piedade, crónicas (1916) ; Tarde (1919) ; Poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957)

 

Delírio - Olavo Bilac


Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frémitos carnais, ela dizia:
Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce harpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
Mais abaixo, meu bem! ? num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
Mais abaixo, meu bem! ? disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci…

 

 

Obras do Domínio Público

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Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

FORMATAÇÃO: IARA MELO