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Platão e a hipotética (?)
Atlântida
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Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação: Iara Melo
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Platão, filósofo grego,
teria nascido em Atenas em 427 antes de Cristo. Com 20 anos, teria conhecido
Sócrates, vivendo junto dele oito anos para iniciar-se em Filosofia.
Nascido duma família
ilustre, sentiu provavelmente o problema das relações entre a Filosofia, a
Justiça e a Política, por ocasião de condenação de seu mestre. Viajou muito:
Grécia, Egipto, Cirene, Itália do Sul (onde travou conhecimento com o pitagórico
Arquitas, que havia instaurado em Tarento um governo cujos princípios se
baseavam na filosofia), Siracusa (a convite do tirano Dionísio, o “Velho”, que o
expulsou e, depois de Dionísio, o “Jovem”, que garantiu a sua permanência). Em
387 antes de Cristo, fundou em Atenas a Academia, que tinha na fachada a
seguinte exigência: “Que por aqui não entre que não for geómetra”.
A Obra de Platão conta com
28 diálogos considerados autênticos. Antes de viajar, compôs diálogos nos quais
coloca Sócrates em cena e esforça-se por definir noções como a mentira (Hípias
menor), o dever (Crifton), a natureza humana (Arcibíades), a sabedoria (Cármides),
a coragem (Lagues), a amizade (lisis), a piedade (Eutifron), a retórica (Górgias),
Protágoras). Entre 387 a 361 antes de Cristo, escreveu Menexeno, Menon (Da
virtude), Eutidemo (Da erística), Crátilo (Da justeza dos nomes), O banquete (Do
amor), Fédon, a república (Da justiça), Fedro, Hétero (Da ciência) e Parménides.
Os diálogos da maturidade são O sofista (do ser), A política, Timeu Da
natureza), Crítias (A Atlântida), Filebo (Do prazer) e As leis.
Platão
http://www.arscientia.com.br/materia
Podemos considerar Platão (427 – 347 a.C) como aquele que mais detalhou
as principais ideias socráticas. É especialmente por meio de Platão que podemos
conhecer Sócrates e é na superação do desafio que a obra do mestre representou
para ele que devemos entender aquela que é característica fundamental do
trabalho platónico. Quando Sócrates convence Alcebíades da inadequação da vida
pública enquanto não fosse alcançado um nível satisfatório de auto conhecimento,
coloca explícito aquilo que era fonte de sua grande perplexidade, finalmente
ultrapassada por Platão. Segundo Cornfor, estudioso da obra desse pensador,
“Platão deve ter reconhecido que a concepção socrática do significado e
finalidade da vida cavara um abismo a seus pés. Em parte, os diálogos socráticos
foram escritos para iluminar o seu próprio espírito, antes de decidir se poderia
aderir verdadeiramente à filosofia e servir também Atenas como um activo homem
de estado”.
O pensamento político de Platão pode ser entendido de várias formas: como
relação entre a virtude e a moral, vinculando a moral dos governantes e a
qualidade da ação política; como relação entre a ciência da política (saber
teórico) e o direito de governar (entendendo aí a política como uma prática
daqueles que possuem o senso de justiça e que procuram o bem estar comum); como
ideia de remédio para controlar ou combater a corrupção política. Para Platão, a
violência e justiça ocorriam especialmente por conta de dois instrumentos: a
força física e a palavra. Nesse sentido, o combate se dá através do isolamento
da mentira e dissimulações que ocorrem por meio do uso da linguagem. Com a
dialéctica, não se usa da palavra para lutar e vencer aquele que tem o maior
poder de argumentação. A discussão tem como objectivo a produção de contradições
para que, através delas, seja possível se reconhecer a própria ignorância.
Também é fundamental a retomada e a releitura que Platão faz do pensamento de
Heráclito e Parmênides. Se para Heráclito não havia um sujeito que se pudesse
conhecer, tampouco um objecto que pudesse ser conhecido (já que o fluxo perene
de todas coisas impedia o exercício do pensamento na busca da essência), para
Platão o engano consistia em considerar que o devir alcançava toda a totalidade
do real. Para Platão, o devir é apenas a marca do mundo sensível, do mundo das
coisas materiais e corpóreas, que nascem, se transformam e se corrompem. Dessa
forma, o devir é a marca do mundo das aparências, do que é percebido pelos
nossos sentidos. Esse pensamento também responde às indagações de Parmênides.
Platão “mata” o pai Parmênides, admitindo a existência do Não-Ser, e alça o
conhecimento – por meio da dialéctica – o método e instrumento para passarmos do
sensível ao inteligível, do visível ao invisível. Ainda, elabora a sua teoria a
respeito dos modos de conhecimento, admitindo que eles são vários e que partem
da sensação e percepção e se movimentam no sentido de alcançar a essência,
inteligível. Para Platão, existem os meios de adquirir conhecimento (o nome, a
definição e a imagem) e existe o conhecimento propriamente dito, que resulta de
uma operação do pensamento. A “fricção” entre essas quatro formas nos conduz ao
quinto modo, aspiração da nossa alma em busca do saber e do conhecimento.
Platão cria os mitos e os utiliza nos seus Diálogos, exercitando o pensamento
como forma resultado da discussão e usando a dialéctica como método de
conhecimento. O mito de Timeu é o mito sobre as idades do mundo e, através dele,
Platão nos mostra que o mundo é resultado da mistura de duas realidades
diferentes: a dos seres imutáveis, invisíveis aos sentidos e visíveis para o
intelecto: o mundo das ideias; a outra realidade, a dos sujeitos ao devir, ao
nascimento e perecimento, visíveis aos sentidos e ao intelecto. Recontando o
mito da criação do mundo, Platão nos apresenta à sua cosmologia, relacionando a
moralidade da sociedade ideal com as formas estruturais do mundo, com a fundação
da própria ordem do Universo. O mundo é um cosmo, possuidor de uma alma que é
fonte do conhecimento. No princípio, havia uma única alma universal e a partir
dela surgiram as almas dos homens e dos deuses.
A alma humana é a natureza intermediária entre o divino e o mundo, entre o
sensível e o inteligível e exerce funções que são independentes entre si: a) a
conservação do corpo (“entre o diafragma e o umbigo”), que é irracional e
mortal; b) a protecção do corpo (“acima do diafragma na cavidade do peito”),
igualmente irracional e mortal; c) a busca do conhecimento (“face e cérebro”),
que é parte espiritual e imortal.
Ao trabalhar a questão da imortalidade da alma em vários escritos, Platão
apresenta o que considera provas da imortalidade da alma: a recordação ou
lembrança da verdade pressupõe que a alma tenha tido alguma existência em outra
vida; se a alma é constituída de ideias, não pode se corromper ou desfazer;
considerando-se a imutabilidade do incorpóreo, a alma não pode sofrer
transformação; se a alma é o princípio de tudo, não pode participar do contrário
à sua ideia, que é a morte; se a alma move-se sozinha, seu movimento não cessa.
Finalmente, a alma está destinada à “roda dos nascimentos” para que possa se
libertar dos vícios e das paixões, realizando o que está destinada por natureza
(a busca do conhecimento e a virtude).
Não à toa, Platão é tido como o filósofo que desenvolveu uma teoria sobre a
alma. Portanto, imprescindível conhecer seu trabalho se pretendermos a
compreensão da alma para a cultura grega.
Ivy Judensnaider
Inicialmente, Platão parece ter sido
discípulo de Crátilo, seguidor de Heráclito, um dos grandes filósofos
pré-Socráticos. Posteriormente, Platão entra em contanto com Sócrates,
tornando-se seu discípulo, com aproximadamente vinte anos de idade e com o
objectivo de se preparar melhor para a vida política. Mas os acontecimentos
acabariam por orientar sua vida para a filosofia como a finalidade de sua vida.
Platão tinha cerca de vinte e nove anos quando Sócrates foi condenado à beber o
cálice de cicuta (veneno fortíssimo). Ele havia acompanhado de perto o processo
de seu mestre, e o relata na Apologia de Sócrates. O fato de Atenas, a mais
iluminada das cidades-estados gregas, ter condenado à morte "o mais sábio e o
mais justo dos homens" - como falara mediunicamente o oráculo de Apolo, em
Delfos - lhe deixou marcas profundas que determinariam as linhas mestras de toda
a sua actividade de filósofo.
Acredita-se que todas, ou uma boa parte da obra de Platão nos chegou inteira.
Além de cartas e da Apologia de Sócrates, Platão escreveu cerca de trinta
Diálogos que têm sempre invariavelmente Sócrates como protagonista. Nestas obras
excepcionais, Platão tenta reproduzir a magia do diálogo socrático, imitando o
jogo de perguntas e respostas, com todos os meandros da dúvida, com as fugazes e
imprevistas revelações que impulsionam para a verdade, sem, contudo, revela-la
de modo directo. O motivo pelo qual sua obra nos chegou praticamente intacta
reside no fato de Platão ter fundado uma escola que se tornou famosa, e que era
dedicada ao herói Academos. Daí o nome Academia.
Platão foi o responsável pela formulação de uma nova ciência, ou, para ser mais
exacto, de uma nova maneira de pensar e perceber o mundo. Este ponto fundamental
consiste na descoberta de uma realidade causal supersensível, não material,
antes apenas esboçada e não muito bem delineada por alguns filósofos, embora
tenha sido um pouco mais burilada por Sócrates. Antes de Sócrates, era comum
tentar-se explicar os fenómenos naturais a partir de causas físicas e mecânicas.
Platão observa que Anaxágoras, um dos pré-socráticos, tinha atinado para a
necessidade de introduzir uma Inteligência universal para conseguir explicar o
porquê das coisas, mas não soube levar muito adiante esta sua intuição,
continuando a atribuir peso preponderante às causas físicas. Entretanto, se
perguntava Platão, será que as causas de carácter físico e mecânico representam
as "verdadeiras causas" ou, ao contrário, representam simples "concausas", ou
seja, causas a serviço de causas mais elevadas? Não seria o visível fruto de
algo mais subtil?
Para encontrar a resposta às suas dúvidas, Platão empreendeu aquilo que chamou
simbolicamente de "a segunda navegação". A primeira navegação seria o percurso
da filosofia naturalista. A segunda navegação seria a orientação metafísica de
uma filosofia espiritualista, do inteligível. O sentido do que seja essa segunda
navegação fica claro nos exemplos dados pelo próprio Platão.
Se se deseja explicar por que uma coisa é bela, um materialista diria que os
elementos físicos como o volume, a cor e o recorte são bem proporcionais e
causam sensações prazeirosas e agradáveis aos sentidos. Já Platão diria que tudo
isso seria apenas qualidades que evocariam uma lembrança de algo ainda mais
belo, vista pela alma no plano espiritual, mas que não está acessível ao plano
físico. O objecto seria apenas uma cópia imperfeita, por ser material, de uma
"Ideia" ou forma pura do belo em si.
Vejamos um outro exemplo:
Sócrates está preso, aguardando a sua condenação. Por que está preso? A
explicação mecanicista diria que é porque Sócrates possui um corpo corpulento,
composto de ossos e nervos, etc, que lhes possibilitam e lhe permitiram
locomover-se e se deslocar por toda a vida, até que, por ter cometido algum
erro, tenha-se dirigido à prisão, onde lhe sejam postas as amarras. Ora,
qualquer pessoa sabe a simplificação desse tipo de argumento, mas é justamente
assim que falam o materialistas-mecanicistas até os dias de hoje. Mas este tipo
de explicação não oferece o verdadeiro "porquê", a razão pela qual Sócrates está
preso, explicando apenas o meio pelo qual pode uma pessoa ser posta num cárcere
devido ao seu corpo. Explica o ato, descrevendo-o, e não suas causas. A
verdadeira causa pela qual Sócrates foi preso não é de ordem mecânica e
material, mas de ordem superior, da mesma forma que um computador não executa um
complexo cálculo matemático pela ação de seus componentes em si, mas devido a
algo de ordem superior e mais abstracto: o seu programa, o software. Sócrates
foi condenado devido a um julgamento de valor moral usado a pretexto de justiça
para encobrir ressentimentos e manobras políticas das pessoas que o odiavam.
Ele, Sócrates, decidiu acatar o veredicto dos juízes e submeter-se à lei de
Atenas, por acreditar que isso era o correcto e o conveniente, pois ele era
cidadão de Atenas, mesmo ciente da injustiça de sua condenação. E, em
consequência disto, dessa escolha de ordem moral e espiritual, ele, em seguida,
moveu os músculos e as pernas e se dirigiu ao cárcere, onde se deixou ficar
prisioneiro.
A segunda navegação, portanto, leva ao conhecimento de dois níveis ou planos do
ser: um, fenomenal e visível (a nível do hardware, como diríamos em linguagem de
computação); outro, invisível e metafenoménico, (a nível do software),
inteligível e compreensível pela razão e pela intuição.
Podemos afirmar, como falam Reale & Antiseri, que a segunda navegação platónica
constitui uma conquista e assinala, ao mesmo tempo, a fundação e a etapa mais
importante da história da metafísica. Todo o pensamento ocidental seria
condicionado definitivamente por essa "distinção" entre o físico (o hardware) e
o causal (o software, a ordem implicada que causa a ordem explicada), tanto na
medida da sua aceitação quanto de sua não aceitação através da história. Se ela
não é aceita, a pessoa que não a aceita terá de justificar a sua não aceitação,
gerando uma polémica que continuará dialecticamente a ser condicionada ao fato
de que existe - ao menos filosoficamente - algo que se chama metafísica.
Só após a "segunda navegação" platónica é que se pode falar de material e
espiritual. E é à luz dessas categorias que os físicos anteriores a Sócrates, e
muitos físicos modernos, podem ser tachados e materialistas, mas agora a
natureza não pode mais ser vista como a totalidade das coisas que existem, mas
como a totalidade das coisas que aparecem. Como diria o Físico David Bohm, a
ordem explícita é apenas consequência de uma ordem implícita, superior e
invisível. O "verdadeiro" ser é constituído pela "realidade inteligente" e
"inteligível" que lhe é transcendente.
O Mito da Caverna
É o próprio Platão quem nos dá uma ideia magnifica sobre a questão da ordem
implícita e explícita no seu célebre "Mito da Caverna" que se encontra no centro
do Diálogo A República. Vejamos o que nos diz Platão, através da boca de
Sócrates:
Imaginemos homens que vivam numa caverna cuja entrada se abre para a luz em toda
a sua largura, com um amplo saguão de acesso. Imaginemos que esta caverna seja
habitada, e seus habitantes tenham as pernas e o pescoço amarrados de tal modo
que não possam mudar de posição e tenham de olhar apenas para o fundo da
caverna, onde há uma parede. Imaginemos ainda que, bem em frente da entrada da
caverna, exista um pequeno muro da altura de um homem e que, por trás desse
muro, se movam homens carregando sobre os ombros estátuas trabalhadas em pedra e
madeira, representando os mais diversos tipos de coisas. Imaginemos também que,
por lá, no alto, brilhe o sol. Finalmente, imaginemos que a caverna produza ecos
e que os homens que passam por trás do muro estejam falando de modo que suas
vozes ecoem no fundo da caverna.
Se fosse assim, certamente os habitantes da caverna nada poderiam ver além das
sombras das pequenas estátuas projectadas no fundo da caverna e ouviriam apenas
o eco das vozes. Entretanto, por nunca terem visto outra coisa, eles
acreditariam que aquelas sombras, que eram cópias imperfeitas de objectos reais,
eram a única e verdadeira realidade e que o eco das vozes seriam o som real das
vozes emitidas pelas sombras. Suponhamos, agora, que um daqueles habitantes
consiga se soltar das correntes que o prendem. Com muita dificuldade e
sentindo-se frequentemente tonto, ele se voltaria para a luz e começaria a subir
até a entrada da caverna. Com muita dificuldade e sentindo-se perdido, ele
começaria a se habituar à nova visão com a qual se deparava. Habituando os olhos
e os ouvidos, ele veria as estatuetas moverem-se por sobre o muro e, após
formular inúmera hipóteses, por fim compreenderia que elas possuem mais detalhes
e são muito mais belas que as sombras que antes via na caverna, e que agora lhes
parece algo irreal ou limitado. Suponhamos que alguém o traga para o outro lado
do muro. Primeiramente ele ficaria ofuscado e amedrontado pelo excesso de luz;
depois, habituando-se, veria as várias coisas em si mesmas; e, por último, veria
a própria luz do sol reflectida em todas as coisas. Compreenderia, então, que
estas e somente estas coisas seriam a realidade e que o sol seria a causa de
todas as outras coisas. Mas ele se entristeceria se seus companheiros da caverna
ficassem ainda em sua obscura ignorância acerca das causas últimas das coisas.
Assim, ele, por amor, voltaria à caverna a fim de libertar seus irmãos do julgo
da ignorância e dos grilhões que os prendiam. Mas, quando volta, ele é recebido
como um louco que não reconhece ou não mais se adapta à realidade que eles
pensam ser a verdadeira: a realidade das sombras. E, então, eles o
desprezariam....
Qualquer semelhança com a vida dos grandes génios e reformadores de todas as
áreas da humanidade não é mera coincidência.
A lenda da Atlântida tem,
ao longo dos séculos, fascinado sucessivas gerações de pessoas, desde que Platão
descreveu, pela primeira vez, a magnífica ilha que um dia desapareceu nas águas
do Atlântico. A seu propósito teceram-se as especulações mais desencontradas,
mas os cientistas que rigidamente punham de parte a hipótese de a Atlântida ter
alguma vez existido foram obrigados a rever essa sua posição...
Milhares de anos após ter
submergido nas profundezas frias e escuras do oceano Atlântico, o continente
insular da Atlântida continua sendo um dos mistérios mais intrigantes da
História.
No velho Egipto dos faraós,
os sacerdotes de Saís disseram a Sólon que a Atlântida havia sido destruída 9
mil anos antes de com ele conversarem. A civilização atlante, no entanto, não
poderia ser superada por nossa moderna civilização.
Geólogo acredita que
Atlântida foi destruída por Tsunami
www.apolo11.com/imagens
Uma ilha submersa, que pode ter originado o mito da cidade perdida de
Atlântida, foi atingida por um forte terramoto e tsunamis há 12 mil anos, de
acordo com o geólogo francês Marc-André Gutscher
A Ilha de Spartel fica no Estreito de Gibraltar, a uma profundidade de 60
metros, mas há especialistas que acreditam que ela já esteve acima do nível do
mar. A descoberta reforça a hipótese de que a ilha pode ter inspirado a lenda
relatada pelo filósofo Platão há mais de 2 mil anos.
As evidências são resultantes de uma pesquisa feita no
leito do mar e incluída em artigo de Gutscher, da Universidade da Bretanha
Ocidental, em Plouzané, na França, publicado na revista especializada Geology.
Durante a pesquisa foi encontrado um depósito sedimentar que tem uma espessura
de 50 a 120 centímetros e pode ter se formado depois de um tsunami.
Terramoto
Gutscher disse que a destruição descrita por Platão é consistente com um grande
terramoto seguido de tsunamis, semelhantes aos que afectaram a capital
portuguesa, Lisboa, em 1755, gerando ondas de até 10 metros de altura.
Os depósitos de sedimentos datam de cerca de 12 mil anos atrás, que é o período
em que Platão indicou ter ocorrido a destruição de Atlântida, disse Gutscher no
artigo.
A ilha de Spartel, no Golfo de Cádiz, foi apresentada como um provável local
para Atlântida em 2001 pelo geólogo francês Jacques Collina-Girard. Ela fica "na
frente dos Pilares de Hércules", ou Estreito de Gibraltar, como dizia Platão.
Da noite para o dia
O filósofo disse que a ilha onde existia uma lendária civilização foi destruída
da noite para o dia, desaparecendo sob as águas.
Estudo do solo revelou que eventos como o terramoto de 1755 que afectou Lisboa
ocorrem no Golfo de Cádiz em intervalos de 1.500 a 2.000 anos.
Mas o mapeamento da ilha realizado por Gutscher não revelou nenhuma estrutura
construída pelo homem e revelou que a ilha é muito menor do que se acreditava, o
que diminui a probabilidade de que ela tenha abrigado uma civilização.
ATLÂNTIDA
(um dos imaginários da
nossa juventude)
Há mais de um século que
cientista procuram inícios deste hipotético (?) continente que se teria
afundado. Ultimamente tem sido descobertos certos inícios no continente indiano,
em África e sobretudo na América Central (Cuba), com a descoberta de ruínas de
muito antigas cidades, algumas a 600 metros de profundidade. O mistério continua
…
Atlântida
http://users.hotlink.com.br
A história antiga da humanidade em grande parte se constitui um enigma,
enigma esse devido à ignorância das pessoas que a escreveram e dataram certos
eventos. Podemos perceber isto tendo em vista, por exemplo, o que dizem a
respeito da esfinge, pois actualmente estudos provam que ela data de 12.000 a.C.
a 10.500 a.C., enquanto que a história que divulgam datam-na de apenas de 4.000
a.C.
Uma outra indagação que deve ser feita diz respeito à distribuição de pirâmides
no mundo. Elas são encontradas não somente no Egipto, mas também na China e na
América Central, mostrando a interligação dessas culturas no passado. O que
interliga todas essas civilizações antigas? A única resposta que melhor responde
a essas perguntas, e outras a respeito do mundo antigo, é a existência da
Atlântida.
A primeira fonte de informação que chegou ao mundo moderno é sem dúvida os
escritos de Platão. Foi ele quem primeiro falou da existência de uma ilha então
submersa à qual foi dado o nome de Atlântida. Platão tomou conhecimento da
Atlântida através de Sólon, que, por sua vez lhe foi referido por pelos
sacerdotes egípcios, num dos templos da cidade egípcia de Saís.
Na verdade a Atlântida data de pelo menos 100.000 a.C., então constituindo não
uma ilha e sim um imenso continente que se estendia desde a Groenlândia até o
Norte do Brasil. Sabe-se que os atlantes chegaram a conviver com os lemúrios,
que viviam num continente no Oceano Pacifico aproximadamente onde hoje se situa
o Continente Australiano. Naquele continente Atlante havia muitos terramotos e
vulcões e foi isto a causa de duas das três destruições que acabaram por
submergi-lo . A terceira destruição não foi determinada por causas naturais. Na
primeira destruição, em torno de 50.000a.C. várias ilhas que ficavam junto do
continente atlante afundaram, como também a parte norte do continente que ficava
próximo a Groenlândia, em decorrência da ação dos vulcões e terramotos. A
segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno de
28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando algumas ilhas,
das quais uma que conectava o continente Atlante à América do Norte. E a
terceira foi exactamente esta onde floresceu a civilização citada por Platão e
que por fim foi extinta, em uma só noite, afundando-se no mar restando apenas as
partes mais elevadas que hoje corresponde aos Açores descrita por Platão.
Para se estudar bem a Atlântida deve-se considerar que esse nome diz respeito a
três civilizações distintas, pois em cada uma das destruições os que restaram
tiveram que recomeçar tudo do início.
Atlântida 100.000 a.C. a 50.000 a.C.
Sobre a Atlântida antes da primeira destruição (antes de 50.000 a.C.) pouco se
sabe. Diz-se haver sido colonizada pelos lemurios que haviam fugido do
continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se
estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na
Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul Atlântida.
Estes primeiros Atlantes julgavam a si pelo carácter e não pelo que tinham e
viviam em harmonia com a natureza. Pode-se dizer que 50% de suas vidas era
voltada ao espiritual e os outros 50% para o lado prático, vida material.
Possuíam grandes poderes mentais o que lhes conferia domínio da mente sobre o
corpo. Eles faziam coisas impressionantes com os seus corpos. Assim viveram por
muito tempo até que, em decorrência da proximidade do sul da Atlântida com o
Continente Africano, várias tribos agressivas africanas dirigiram-se para a
Atlântida forçando os Lemurios estabelecidos na Atlântida a se deslocarem cada
vez mais para o norte do continente atlante. Com o transcorrer do tempo os genes
dos dois grupos foram se misturando.
Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o
que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço
tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram implementados, a
educação expandiu, e consequentemente bens materiais começaram a assumir um
grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais
materialistas e consequentemente os valores psíquicos e espirituais foram
decaindo. Uma das consequências foi que a maioria dos atlantes foi perdendo a
capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de
treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar na mencionadas
habilidades.
Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um
deles chamados de "Os Filhos de Belial". Estes trabalhavam pelo prazer, tinham
grandes posses, mas eram espiritualmente imorais. Um outro grupo chamado de "As
Crianças da Lei Um", era constituído por pessoas que invocavam o amor e
praticavam a reza e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento
divino. Eles se chamavam "As Crianças da Lei Um" porque acreditavam em Uma
Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um. Logo após
essa divisão da civilização atlante, foi que ocorreu a primeira destruição da
Atlântida, ocasião em que grande número de imensos vulcões entraram em erupção.
Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e
possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os
descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores. A outra parte
direccionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a
Bacia Amazónica. Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do
Sul começaram a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com
isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma
progressiva perda das habilidades psíquicas. Assim viveram os descendentes
atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos
descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de
mineração e agricultura.
As duas partes que fugiram da Atlântida floresceram muito mais do que aquela que
permanecera no continente, pois em decorrência da tremenda destruição os
remanescentes praticamente passaram a viver como animais vivendo nas montanhas
durante 4.000 anos, após o que começaram a estabelecer uma nova civilização.
Atlântida 48.000 a.C. a 28.000 a.C.
Os atlantes que estabeleceram uma nova civilização na Atlântida começaram de
forma muito parecida com o inicio da colonização que os Lemurios fizeram na
Atlântida. Eles se voltaram a trabalhar com a natureza e nisso passaram milhares
de anos, mas com o avanço cientifico e tecnológico também começaram a ficar cada
vez mais agressivos, materialistas e decadentes. Os tecnocratas viviam
interessados em bens materiais e desrespeitando a religião. A mulher se tornou
objecto do prazer; crimes e assassinatos prevaleciam, os sacerdotes e
sacerdotisas praticavam o sacrifício humano. Os atlantes se tornaram uma
civilização guerreira. Alguns artistas atlantes insatisfeitos fugiram para costa
da Espanha e para o sudoeste da França, onde até hoje se vêem algumas de suas
artes esculpidas nas cavernas. Em 28.000 a.C. com a mudança do eixo da Terra, os
vulcões novamente entraram em grande actividade acabando por acarretar o fim da
segunda civilização atlante. Com isso novamente os atlantes fugiram para as
Antilhas, Yucatã, e para a América do Sul.
Atlântida 28.000a.C. a 12.500 a.C.
Esta foi a civilização atlante que foi descrita por Platão.
Mais uma vez tudo se repetiu, os que ficaram recomeçaram tudo novamente,
recriando as cidades que haviam sido destruídas, mas inicialmente não tentando
cometer os mesmos erros da florescente civilização passada. Eles unificaram a
ciência com o desenvolvimento espiritual a fim de haver um melhor controle sobre
o desenvolvimento social.
Começaram a trabalhar com as Forças da Natureza, tinham conhecimento das hoje
chamadas linhas de Hartman e linhas Ley, que cruzam toda a Terra, algo que
posteriormente veio a ser muito utilizado pelos celtas que construíram os
menires e outras edificações em pedra. Vale salientar que eles acabaram por
possuir um alto conhecimento sobre a ciência dos cristais, que usavam para
múltiplos fins, mas basicamente como grandes potencializados energéticos, e
fonte de registro de informações, devido a grande potência que o cristal tem de
gravar as coisas.
Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, o que os levou a
tentar criar “raças puras”, raças que não possuíssem nenhum defeito. Esse
pensamento persistiu até o século XX a ser uma das bases do nazismo.
Os Atlantes detinham grandes conhecimentos sobre as pirâmides, há quem diga que
elas foram edificadas a partir desta civilização e que eram usadas como grandes
condutores e receptores de energia sideral, o que, entre outros efeitos, fazia
com que uma pessoa que se encontrasse dentro delas, especialmente a Grande
Pirâmide, entrava em estado alterado de consciência quando então o sentido de
espaço-tempo se alterava totalmente.
É certo que os habitantes da Atlântida possuíam um certo desenvolvimento das
faculdades psíquicas, entre as quais a telepatia, embora que muito aquém do
nível atingido pelos habitantes da primeira civilização.
Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia
mais ao que é hoje é conhecido como “asa delta”. Isto tem sido confirmado
através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias.
Também em certa fase do seu desenvolvimento os atlantes foram grandes
conhecedores da energia lunar, tanto que faziam experiências muito precisas de
conformidade com a fase da Lua. A par disto foram grandes conhecedores da
astronomia
em geral.
Na verdade os atlantes detiveram grandes poderes, mas como o poder denigre o
carácter daquele que não está devidamente preparado para possuí-lo, então a
civilização começou a ruir. Eles começaram a separar o desenvolvimento
espiritual do desenvolvimento científico. Sabedores da manipulação dos gens eles
desenvolveram a engenharia genética especialmente visando criar raças puras.
Isto ainda hoje se faz sentir em muitos povos através de sistemas de castas, de
raça eleita ou de raça ariana pura. Em busca do aperfeiçoamento racial, como é
da natureza humana o querer sempre mais os cientistas atlantes tentaram
desenvolver certos sentidos humanos mediante gens de espécies animais detentoras
de determinadas capacidades. Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da
águia, e assim combinaram gens deste animal com gens humano; aprimorar o olfacto
através de gens de lobos, e assim por diante. Mas na verdade o que aconteceu foi
o pior, aquelas experiências não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus
sentidos acabaram criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na
mitologia grega e em outras mitologias e lendas. Ainda no campo da engenharia
genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade.
A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram
a guerrear. Entre estas foi citada uma que houve com a Grécia, da qual esta foi
vitoriosa. Enganam-se os que pensam que a Grécia vem de 2 000 a.C. Ela é muito
mais velha do que o Egipto e isto foi afirmado a Sólon pelo sacerdote de Sais.
Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que
detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou
seja, constituindo-se nos deuses do Olímpio.
Por último os atlantes começaram a fazer experiências com displicência de forma
totalmente irresponsável com cristais e como consequência acabaram canalizando
uma força cósmica, que denominaram de "Vril", sob as quais não tiveram condições
de controla-la, resultando disso a destruição final da Atlântida, que submergiu
em uma noite. Para acreditar que um continente tenha submergido em uma noite não
é muito fácil, mas temos que ver que a tecnologia deles eram muito mais
avançadas do que a nossa, e que o poder do cristal é muito maior do que
imaginamos, pois se formos vê os cristais estão em tudo com o avanço
tecnológico, um computador é formado basicamente de cristais e o laser é feito a
parti de cristais. Mas antes da catástrofe final os Sábios e Sacerdotes
atlantes, juntamente com muitos seguidores, cientes do que adviria daquela
ciência desenfreada e consequentemente que os dias daquela civilização estavam
contados, partiram de lá, foram para vários pontos do mundo, mas principalmente
para três regiões distintas: O nordeste da África onde deram origem a
civilização egípcia; para América Central, onde deram origem a Civilização Maia;
e para o noroeste da Europa, onde bem mais tarde na Bretanha deram origem à
Civilização Celta.
A corrente que deu origem a civilização egípcia inicialmente teve muito cuidado
com a transmissão dos ensinamentos científicos a fim de evitar que a ciência
fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior. Para o exercício
desse controle eles criaram as “Escolas de Mistérios”, onde os ensinamentos eram
velados, somente sendo transmitidos às pessoas que primeiramente passassem por
rigorosos testes de fidelidade.
Os atlantes levaram com eles grandes conhecimentos sobre construção de
pirâmides, e sobre a utilização prática de cristais, assim como conhecimentos
elevados de outros ramos científicos, como matemática, geometria, etc.
Pesquisas recentes datam a Esfinge de Gizé sendo de no mínimo 10.000 a.C. e não
4.000a.C. como a egiptologia clássica afirma. Edgar Cayce afirmou que em baixo
da esfinge existe uma sala na qual estão guardados documentos sobre a Atlântida,
actualmente já encontraram uma porta que leva para uma sala que fica abaixo da
esfinge, mas ainda não entraram nela. A Ordem Hermética afirma a existência não
de uma sala, mas sim de doze.
A corrente que deu origem a civilização maia, foi muito parecida com a corrente
que deu origem a civilização egípcia. Quando os atlantes que migraram para a
Península de Yucatã antes do afundamento final do continente, eles encontraram
lá povos que tinham culturas parecidas com a deles, o que não é de admirar, pois
na verdade lá foi um dos pontos para onde já haviam migrado atlantes fugitivos
da segunda destruição.
Também os integrantes da corrente que se direccionou para o Noroeste da Europa,
e que deu origem mais tarde aos celtas, tiveram muito cuidado com a transmissão
do conhecimento em geral. Em vez de optarem para o ensino controlado pelas
“Escolas de Mistérios” como acontecera no Egipto, eles optaram por crescer o
mínimo possível tecnologicamente, mas dando ênfase especialmente os
conhecimentos sobre as Forças da Natureza, sobre as energias telúricas, sobres
os princípios que regem o desenvolvimento da produtividade da terra. Conheciam
bem a ciência dos cristais, e da magia, mas devido ao medo de fazerem mau uso
dessas ciências eles somente utilizavam-nos, mas no sentido do desenvolvimento
da agricultura, da produtividade dos animais de criação, etc.
Actualmente as pessoas vêem a Atlântida como uma lenda fascinante, como algo que
mesmo datando de longa data ainda assim continua prendendo tanto a atenção das
pessoas. Indaga-se do porquê de tanto fascínio? Acontece que ao se analisar a
história antiga da humanidade vê-se que há uma lacuna, um hiato, que falta uma
peça que complete toda essa história. Muitos estudiosos tentam esconder a
verdade com medo de ter que reescrever toda a história antiga, rever conceitos
oficialmente aceitos. Mas eles não explicam como foram construídas as pirâmides,
como existiram inúmeros artefactos e achados arqueológicos encontrados na Ásia,
África e América e interrelacionados. O como foram construídos as pirâmides e
outros monumentos até hoje é um enigma. Os menires encontrados na Europa, as
obras megalíticas existentes em vários pontos da terra, os desenhos e figuras
representativas de aparelhos e até mesmo de técnicas avançadas de várias
ciências, os autores oficiais não dão qualquer explicação plausível.
Os historiadores não acreditam que um continente possa haver afundado em uma
noite, mas eles esquecem que aquela civilização foi muito mais avançada que a
nossa. Foram encontradas, na década de 60, ruínas de uma civilização no fundo do
mar perto dos Açores, onde foram encontrados vestígios de colunas gregas e até
mesmo um barco fenício. Actualmente foram encontradas ruínas de uma civilização
que também afundou perto da China.
As pessoas têm que se conscienlizar de que em todas as civilizações em que a
moral ruiu, ela começou a se extinguir, e actualmente vemos isso na nossa
civilização, e o que é pior, na nossa civilização ela tem abrangência mundial,
logo se ela rui, vai decair todo o mundo. Então o mais importante nessa história
da Atlântida não é o acreditar que ela existiu e sim aprender a lição para nós
não enveredemos pelo mesmo caminho, repetindo o que lá aconteceu.
Atlântida
http://www.caminhosdeluz.org
A História antiga da humanidade contém algumas lacunas envoltas em
mistérios e enigmas ainda não desvendados. Enigmas que despertam no homem
contemporâneo uma busca incessante pela sua verdadeira origem e por sua real
História! Quem não se sente interessado, curioso ou até mesmo fascinado com o
avanço técnico contido na Grande Pirâmide de Quéops, os Moais da Ilha de Páscoa,
a construção de Macchu Picchu e a avançada cultura Inca, as Pirâmides Astecas,
os complexos Maias e seu perfeito calendário, a arte e eloquência Grega, os
menires Celtas e a Grande sabedoria Veda, somente para citar alguns exemplos?
Um estudo mais aprofundado nos leva a um lugar comum onde a ciência oficial
ainda teima em negar (embora os menos ortodoxos admitam claramente) a teoria -
para muitos, realidade - do Continente chamado Atlântida, berço da Quarta Raça
Raiz!
O continente Atlante situava-se no Atlântico Norte, indo desde a costa da actual
Flórida (USA) até as ilhas Canárias e os Açores. Sua cultura era muito avançada.
Em muitos pontos, ultrapassava a nossa com facilidade. Oriunda de um
aperfeiçoamento e emigração dos remanescentes da Terceira Raça Raiz (Lemuriana),
a raça Atlante alcançou rapidamente um patamar elevado em conhecimentos e
tecnologia. Esta tecnologia diferia muito da actual em termos de padrão de
frequência vibracional. Estava directamente relacionada com as forças da
Natureza e continha aspectos energéticos (metafísicos e radiónicos) e até
espirituais unidos numa só Ciência (conceito praticamente impossível de ser
aceito e assimilado pela "Ciência" actual).
A raça atlante possuía um desenvolvimento bastante avançado das faculdades
ditas paranormais, existindo uma "ligação directa" com outras realidades
dimensionais. O conhecimento das Grandes Verdades Cósmicas era aberto, não
existindo nada absolutamente velado. Mantinham intercâmbio com culturas
provenientes de várias regiões do espaço (civilizações extraterrestres) e com os
Seres das Hierarquias do Governo Oculto Espiritual do Planeta. Acredita-se que
a tecnologia de construção e manipulação de energias das estruturas piramidais
seja de origem extraterrestre, transmitida aos Atlantes , tais como as Pirâmides
do Egipto e do México (apenas réplicas dos originais atlantes).
Na região conhecida como "Triângulo das Bermudas" existe um vórtice de energia
espaço-temporal, gerado possivelmente pela Grande Pirâmide Atlante submersa ali.
Neste local, além de outros fenómenos tais como a já rotineira alteração da
leitura dos instrumentos de navegação, registram-se também muitas aparições
ufológicas. Aliás, os atlantes dominavam máquinas voadoras que pousavam em
qualquer parte do planeta, principalmente nas "Pistas de Nazca" no Peru.
Foram encontrados no Egipto e, principalmente na cultura Inca, caracteres
hieroglíficos e objectos que lembram aeronaves, algumas apresentando as asas em
delta! Tais objectos foram testados em túneis de vento, apresentando um
comportamento aerodinâmico perfeito!
Os "computadores" atlantes eram os próprios cristais de quartzo, utilizados
principalmente como armazenamento de conhecimentos e accionados por poder mental
(são os cristais "arquivistas" tão conhecidos dos cristaloterapeutas).
O domínio dos cristais, juntamente com a manipulação de aparelhos radiónicos (a
hoje conhecida "pilha cósmica" dos radiestesistas - um conjunto de semi-esferas
sobrepostas - foi muito utilizada na Atlântida como arma de grande poder), era
um dos pontos fortes de seu conhecimento, uma vez que, aliado a um grande poder
mental, era gerado um formidável potencial energético altamente positivo quando
bem direccionado, assim como incrivelmente devastador quando errónea e
maleficamente utilizado.
Houve um declínio dos padrões éticos, morais etc. que gerou estados vibratórios
bastante densos. Aliás, este foi um dos principais (senão o principal) motivos
do desaparecimento da civilização das Sete Portas de Ouro, que também fazia uso
de tecnologia nuclear. A situação chegou a um estado crítico quando ocorreu a
manipulação indiscriminada da engenharia genética, gerando verdadeiras
aberrações, conhecidas hoje como os seres mitológicos de algumas culturas, tais
como os Titãs da Mitologia Grega. Os Sábios e Sacerdotes Atlantes, prevendo a
destruição, emigraram juntamente com os genuínos da Raça para outros pontos da
Terra, levando consigo seus vastos poderes e conhecimentos que desde então têm
sido passados de boca para ouvido pelos Iniciados, nas "Escolas de Mistério", a
fim de que não caiam em mãos dos adeptos do "Caminho da Mão Esquerda" e outros
irresponsáveis. Os lugares que já eram Colónias, tais como o Egipto, pequena
parte da Índia, América Central e do Sul, floresceram rapidamente com a chegada
dos Sábios, assessorados por ET's. A principal Colónia, salvaguarda até os dias
de hoje, grande parte dos conhecimentos poderosos num local muito bem guardado
abaixo da Esfinge e das Pirâmides (construídas pelos atlantes sob supervisão
extraterrestre) e em outros Templos ao longo do Nilo, no Egipto. Tais
"documentos" (os papiros sagrados de Toth) estão prestes a serem descobertos,
segundo Edgar Cayce, famoso e conceituado paranormal norte-americano, que
vislumbrou em visões tal fato, ainda na primeira metade deste século.
Actualmente, descobertas formidáveis têm sido feitas no Egipto pelos
arqueólogos, constatando novas pirâmides e até um gigantesco Templo (ou palácio)
abaixo de uma "moderna" estrutura do período Ptolomaico.
Oficialmente, admite-se hoje que, provavelmente cerca de 55% do Antigo Egipto
ainda está sob as areias do Deserto e do tempo! E se há muito que desvendar, a
hipótese da existência e consequente descoberta dos "documentos atlantes", ao
contrário de absurda, como ainda teimam alguns cépticos, é bastante previsível
e até, concreta. Que dizer então das ainda mais enigmáticas civilizações
Pré-Colombianas, das quais se conhece muito pouco? Que segredos encerram? E as
civilizações da Amazónia? Que escondem as autoridades científicas e
governamentais das potências mundiais sobre tais assuntos, num procedimento
semelhante ao adoptado no fenómeno UFO? Porque existe uma incidência cada vez
maior de aparições ufológicas em tais locais?
Associa-se a estes factores, segundo estudiosos ocultistas, à passagem de um
astro de grandes proporções com frequência vibratória baixa, com uma
excentricidade de órbita bastante acentuada, passando pelas circunvizinhanças do
Sol num período que se encurta cada vez mais. Sua última passagem ocorreu a
aproximadamente 6.666 anos (o nº da Besta?) sendo o provável co-responsável pela
separação do continente em três grandes ilhas e sua posterior submersão, uma a
cada passagem, até a última, Poseidonis (revelada a Platão pelos Sacerdotes de
Tebas, no Egipto). Tal astro é mencionado exaustivamente pelos actuais
espiritualistas pela sua importância no momento de "Transição de Eras" que o
Planeta atravessa. A NASA, Agência Espacial Americana, confirmou uma perturbação
considerável nas órbitas dos planetas exteriores (Urano, Neptuno e Plutão)
descoberta no início dos anos setenta. "Esta perturbação de natureza
gravitacional", sugere a NASA, "é provavelmente causada por algum corpo não
identificado e de proporções consideráveis". Acredita-se que actualmente, final
dos anos noventa, sua posição seja bem mais próxima do Sol (embora a ciência
negue a existência de tal corpo celeste). Embora as conjecturas apresentadas não
sejam suficientes para provar a existência da Atlântida e sua cultura (a qual
originou nossa 5º Raça Raiz, Ariana), elas são fortes em seu conteúdo e estão
presentes nas tradições milenares de antigas civilizações e nos seus registros
tais como os egípcios, vedas, e actuais tibetanos além das Escolas esotéricas,
ocultistas e teosóficas e suas eminências, como Helena P. Blavatsky, que
estudou e divulgou amplamente o tema.
Chegamos finalmente a um actual "momentum vibracional" evolutivo planetário,
muito parecido com o que existia em terras Atlantes na ocasião sua decadência,
tanto em termos da baixa energia referente a dor, sofrimento, violência, moral,
geradas pela humanidade, como aspectos cósmicos e fenómenos de natureza
extraterrestre. Um novo Salto Evolutivo está às nossas portas. Um novo Céu, uma
nova Terra e uma nova Jerusalém! Quem sabe uma nova e melhor Atlântida?
Paulo Iannuzzi.
O debate sobre a
existência da Atlântida é bem antigo . Desde os tempos do filósofo Grego
Platão, a Atlântida com sua esplêndida civilização , chega aos dias actuais como
um enigma que originou a publicação de inúmeros livros . Teses de carácter
geológico, arqueológico e outras tem servido para aguçar o espírito humano na
busca da existência do enigmático continente. Iremos tratar aqui destas teses ,
que poderão dar um carácter científico às nossas buscas.
Atenciosamente ,
Honório Ferreira Neto
http://www.geocities.com
As primeiras narrativas
De todas as lendas sobre povos e civilizações perdidas , a história de
Atlântida parece ser aquela que mais interesse tem despertado. A primeira
referência escrita deste mito encontra-se nos relatos de Platão . Nos diálogos
Timeu e Crítias é narrada a fascinante história da civilização localizada "para
além das colunas de Hércules" . É descrita a existência desta ilha continental ,
bem como os detalhes históricos de seu povo , com sua organização social,
política e religiosa , além de sua geografia e também da sua fatídica destruição
"no espaço de uma noite e um dia ". Eis parte do diálogo : "...Ouvi, disse
Crítias, essa história pelo meu avô, que a ouvira de Sólon, o filósofo. No delta
do Nilo eleva-se a cidade de Sais, outrora capital do faraó Amásis e que foi
fundada pela deusa Neit, que os gregos chamam Atena. Os habitantes de Sais são
amigos dos atenienses , com os quais julgam ter uma origem comum. Eis por que
Sólon foi acolhido com grandes homenagens pela população de Sais. Os sacerdotes
mais sábios da deusa Neit apressaram-se a iniciá-lo nas antigas tradições da
história da humanidade .
Na tradição oral de muitos povos antigos , nos relatos de textos
bíblicos, em documentos toltecas e nos anais da doutrina secreta , existem
coincidências que nos fazem crer que outrora existiu um continente no meio do
Oceano Atlântico , que um dia foi tragado pelas águas revoltas.
Atlântida ( O país, o povo suas Riquezas)
Geograficamente, Platão descreve a Atlântida desta forma : "toda a região
era muito alta e caía a pique sobre o mar , mas que o terreno à volta da cidade
era plano e cercado de montanhas que desciam até a praia , de superfície
regular, era mais comprida do que larga, com três mil estádios na sua maior
extensão, e dois mil no centro, para quem subisse do lado do mar. Toda essa
faixa da ilha olhava para o sul, ao abrigo do vento norte. As montanhas das
imediações eram famosas pelo número , altura e beleza, muito acima das do nosso
tempo...".
Segundo todos relatos , os atlantes desenvolveram-se de tal forma , que o grau
de riqueza alcançado por sua civilização não encontra paralelo conhecido, sendo
pouco provável que outros povos viessem a obter tamanha prosperidade e bonança.
A Atlântida possuía 10 reis . Estes soberanos por sua vez , possuíam dentro
de seus domínios "um poder discricionário sobre os homens e a maior parte das
leis , sendo-lhes facultado castigar quem quisessem, ou mesmo condená-los à
morte".
O país dos atlantes era dividido em 60.000 lotes e cada um deles tinha um
chefe militar .
O aspecto que mais fascina no relato platónico é sem dúvida o que se refere
às riquezas da ilha-continente , tanto no que tange às construções , como aos
imensos recursos naturais da legendária ilha .
Segundo Platão, a Atlântida possuía a capacidade de prover seus habitantes
com todas as condições de sustento, apesar de receber de fora muito do
necessário, provavelmente, através do comércio. Havia na ilha grande abundância
de madeira que com certeza foram utilizadas nas imensas obras lá construídas,
bem como imensas pastagens , tanto para animais domésticos , como para selvagens
, incluindo aí a raça dos elefantes, que teriam se multiplicado pela ilha . Por
sua vez, toda sorte de frutos, legumes, flores e raízes existiam alí, sendo que
o fabrico de essências e perfumes era corriqueiro. A extracção de minérios , em
particular o ouro, ocorria fartamente em Atlântida.
Diz Platão que de início os atlantes "construíram pontes nos cinturões de
mar que envolviam a antiga metrópole, a fim de conseguir passagem para fora e
para o palácio real", bem como abriram um canal de três plectros de largura e
cem pés de profundidade, ligando o mar ao primeiro cinturão de água, canal este
que servia de entrada para embarcações vindas de outras partes. No segundo
cinturão, os barcos podiam ancorar com maior segurança , e fazia deste uma
espécie de porto.
As águas jorravam no centro da ilha, desde que Posseidon assim quis, também
tiveram tratamento dos mais apurados : em suas imediações foram plantadas
"árvores benéficas para as águas ", bem como foram construídas "cisternas para
banhos quentes no Inverno". Havia, contudo, locais próprios para os banhos dos
reis, bem como modalidades específicas para as mulheres. Segundo o relato,
"parte da água corrente eles canalizaram para o bosque de Posseidon a outra
parte era canalizada para os cinturões externos por meio de aquedutos que
passavam sobre as pontes ".
Nos cinturões externos de terra, foram construídos ginásios para práticas
desportivas e hipódromos , bem como moradia para soldados, hangares para barcos
e armazéns para todas as modalidades conhecidas de artigos náuticos. O canal
principal que servia de entrada para embarcações era muito movimentado, tanto
de dia como de noite, o que demonstra ter sido Atlântida um grande centro
comercial de seu tempo.
O palácio real era segundo os relatos "uma verdadeira obra prima de encantar
a vista , por suas dimensões e beleza. "
O templo dedicado a Posseidon era cercado por um muro de ouro, que segundo o
relato , ele "tinha um estádio de comprimento e três plectros de largura para
fora, todo o templo era forrado de prata, com excepção dos acrotérios, que eram
de ouro. No interior , a abóbada era de marfim, com ornamentos de ouro, prata e
oricalco. "
Havia também no templo estátuas dedicadas a diversas divindades, bem como
outras que homenageavam os reis e suas esposas, além de um altar cuja beleza e
magnificência não encontrava paralelo conhecido. Essa é resumidamente a
Atlântida de Platão, com seus detalhes e maravilhas.
A Guerra com os Atenienses e a Destruição
Na conversa que tiveram com Sólon acrescentaram os sacerdotes que
calamidades maiores foram às vezes causadas pelo fogo do céu ( ... ) Depois os
sacerdotes fizeram saber a Sólon que conheciam a história de Sais a partir de
8000 anos antes daquela data (...) Há manuscritos, disseram, que contém relato
de uma guerra que lavrou-se entre os Atenienses e uma nação poderosa que existia
na grande ilha situada no Oceano Atlântico(...) e mais
além, no extremo do oceano um grande continente. A ilha chamava-se Posseidonis,
ou Atlantis (...) quando se deu a invasão da Europa pelos atlantes , foi Atenas
, como cabeça de uma liga de cidades gregas , que pelo seu valor salvou a Grécia
do jugo daquele povo. Posteriormente a estes acontecimentos houve uma grande
catástrofe: um violento terramoto sacudiu a terra , que foi depois devastada por
torrentes de chuva. As tropas gregas sucumbiram e a Atlântida foi tragada pelo
oceano ( ... ) sempre houve e há de haver no futuro numerosas e variadas
destruições de homens; as mais extensas , por meio da água ou pelo fogo, e as
menores por mil causas diferentes (...) Nas destruições pelo fogo, prosseguem os
sacerdotes , perecem os moradores das montanhas e dos lugares elevados e secos
, de preferência aos que habitam às margens dos rios ou do mar(...) , por outro
lado , quando os Deuses inundaram a terra para purificá-la , salvaram-se os
moradores das montanhas, vaqueiros e ovelheiros, enquanto os habitantes de
vossas cidades eram arrastados para o mar pelas águas dos rios. (...) entre vós
outros , mal começais a vos prover da escrita e do resto de que as cidades
necessitam, depois do intervalo habitual dos anos , desabam sobre vós , do céu,
torrentes d'água , maneira de alguma pestilência , só permitindo sobreviver o
povo rude e iletrado. A esse modo , como se fosseis criancinhas, recomeçais
outra vez do ponto de partida, sem que ninguém saiba o que se passou na
antiguidade, tanto aqui como entre vós mesmos . "
A primeira coisa que chama a atenção do pesquisador é a semelhança das
referências antigas nesse particular. Na Bíblia o profeta Isaías fala do
desaparecimento da Atlântida com palavras bastante directas : "... Ai da terra
dos navios que está além da Etiópia ; do povo que manda embaixadores por mar em
navios de madeira sobre as águas. Ide , mensageiros velozes, a uma gente
arrancada e destroçada ; a uma gente que está esperando do outro lado, e a quem
as águas roubaram suas terras..."(Is XVIII , 1-2) . Também Ezequiel trata do
mesmo assunto nos capítulos XXVI e XXXII : "...Disse o senhor : E fazendo
lamentações sobre ti, dir-te-ão : como pereceste tu que existias no mar, ó
cidade ínclita, que tens sido poderosa no mar e teus habitantes a quem temiam ?
Agora passarão nas naus, no dia da tua espantosa ruína , e ficarão mergulhadas
as ilhas no mar, e ninguém saberá dos teus portos ; e quanto tiver feito vir
sobre ti um abismo e te houver coberto com um dilúvio de água, eu te terei
reduzido a nada , e tu não existirás , e ainda que busquem não mais te acharão
para sempre ..."
As citações do Velho Testamento podem ser comparadas às que traz escritas um
velho códice tolteca, cuja tradução, feita por Plangeon, diz o seguinte : " : No
ano 6 de Kan , em 11 muluc do ano de Zac, terríveis tremores de terra se
produziram e continuaram sem interrupção até o dia 13 de Chen. A região de
Argilla , o país de Mu, foi sacrificado. Sacudido duas vezes , ele desapareceu
subitamente durante a noite. O solo, continuamente influenciado por forças
vulcânicas , subia e descia em vários lugares , até que cedeu. As regiões foram
então separadas umas das outras, e depois dispersas. Não tendo podido resistir
às suas terríveis convulsões elas afundaram , arrastando para a morte seus 64
milhões de habitantes . Isto se passou 8060 anos antes da composição deste
escrito . "
As provas Geológicas
Há 100 milhões de anos atrás, a geografia do planeta era bem diferente da
actual. As massas continentais encontravam-se unidas, formando um grande
continente , cercado pelo mar. Este grande continente conhecido como Pangéia ,
desfez-se gradualmente ao longo das eras geológicas , até atingir a conformação
actual. Este fato é reconhecido pela ciência.
Este processo de separação , se deu-se por violentos movimentos tectónicos
,às vezes acompanhados de cataclismos violentos , que se prolongaram por
milhões de anos . Neste período de deslocamento constante das placas tectónicas
, se deram formações de cordilheiras , bem como o desaparecimento de vastas
áreas , que submergiram nos oceanos. O local onde os dois grandes blocos
continentais se desmembraram ( Américas a Oeste - Europa ,Ásia e Austrália a
Leste ) encontra-se demarcada por uma espécie de cordilheira submarina chamada
Dorsal Meso-atlântida .
A Dorsal Meso-Atlântida apresenta inúmeras ramificações , que praticamente
chegam a ligar os dois blocos continentais. Ao longo destas colinas submarinas,
encontram-se uma enormidade de ilhas vulcânicas que vão de pólo a pólo . Ao
norte em plena região árctica temos, as ilhas Pássaros, Jan Mayen e Islândia ,
mais o sul pouco acima do trópico de câncer encontramos o arquipélago de Açores,
Ilha da Madeira e Cabo verde, mais ao sul temos Santa Helena e outras menores ;
próximo da Antárctica destacamos as ilhas de Érebo, Martinica . Desta forma ,
Atlântida pode ter se constituído numa destas formações marcadas por intenso
vulcanismo .
A tese da separação dos continentes encontra um forte respaldo na perfeita
combinação da costa brasileira com a costa ocidental da África , que se encaixa
como num quebra cabeças , no entanto , no extremo norte , as peças deste quebra
cabeças não se encaixam com clareza , isto pode ser percebido nos litorais da
Escandinávia, Islândia , Groenlândia e norte do Canadá . Entre a costa Norte
Americana de um lado e a Europa e norte da África de outro , existir um grande
vazio , como se faltasse uma peça do quebra - cabeças . Teria então este vazio
relação com o Continente da Atlântida , desaparecido no meio do Oceano ? ? .
As eras glaciais e a Atlântida
Denomina-se eras glaciais os períodos em que grandes regiões do planeta
estiveram sob um processo contínuo de glaciações , fenómeno este resultante de
causas múltiplas e complexas : movimentos orbitais da terra, continental idade
dos polos, elevação de terras, circulações oceânicas, mudanças na composição da
atmosfera e outras.
Ocorreram na história do planeta diversas fases deste fenómeno, desde o
período pré-cambriano até bem recentemente. No entanto, dado as dificuldades a
pesquisa científica só conseguiu definir de forma minuciosa a última grande
glaciação, que ocorreu durante o pleistoceno.
Uma glaciação inicia-se quando após um rigoroso Inverno, a neve acumulada
não se derrete totalmente com a chegada do verão , sobrevivendo até o outro
Inverno na forma de gelo. Este fato, resfria a região e num acumulo sucessivo de
milhares de anos forma-se uma calote de gelo, cada vez mais resistente criando
impactos de resfriamento cada vez maiores.
Há cerca de 80.000 anos atrás , iniciou-se o último grande avanço das
geleiras nas regiões norte do planeta, tanto na Europa como na América do Norte,
sendo que o fim desta última glaciação deve ter ocorrido entre 20.000 a 10.000
anos atrás .O fim da Glaciação implica na subida do nível dos Oceanos . Esta
última é a data fatídica da Submersão da Atlântida .
A corrente do Golfo e a Atlântida
Levantamentos geológicos dão indícios de que durante a última glaciação , a
expansão das geleiras atingiram latitudes aproximadamente iguais tanto na
América do Norte como na Europa. Dessa forma é possível supor que os efeitos da
corrente do golfo não actuavam de modo satisfatório junto ao noroeste europeu
naqueles tempos . Esta constatação nos leva a uma interessante hipótese : a não
existência da corrente do golfo naqueles tempos , ou a impossibilidade desta
corrente alcançar a Europa , na medida em que seu curso fosse alterado por algum
bloqueio em pleno oceano Atlântico . O tamanho do bloqueio só poderia ser uma
grande massa continental , que bem poderia ter sido a Atlântida .
Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal

FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO
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