Platão e a hipotética (?)

Atlântida

Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação: Iara Melo

 

Platão, filósofo grego, teria nascido em Atenas em 427 antes de Cristo. Com 20 anos, teria conhecido Sócrates, vivendo junto dele oito anos para iniciar-se em Filosofia.

Nascido duma família ilustre, sentiu provavelmente o problema das relações entre a Filosofia, a Justiça e a Política, por ocasião de condenação de seu mestre. Viajou muito: Grécia, Egipto, Cirene, Itália do Sul (onde travou conhecimento com o pitagórico Arquitas, que havia instaurado em Tarento um governo cujos princípios se baseavam na filosofia), Siracusa (a convite do tirano Dionísio, o “Velho”, que o expulsou e, depois de Dionísio, o “Jovem”, que garantiu a sua permanência). Em 387 antes de Cristo, fundou em Atenas a Academia, que tinha na fachada a seguinte exigência: “Que por aqui não entre que não for geómetra”.

A Obra de Platão conta com 28 diálogos considerados autênticos. Antes de viajar, compôs diálogos nos quais coloca Sócrates em cena e esforça-se por definir noções como a mentira (Hípias menor), o dever (Crifton), a natureza humana (Arcibíades), a sabedoria (Cármides), a coragem (Lagues), a amizade (lisis), a piedade (Eutifron), a retórica (Górgias), Protágoras). Entre 387 a 361 antes de Cristo, escreveu Menexeno, Menon (Da virtude), Eutidemo (Da erística), Crátilo (Da justeza dos nomes), O banquete (Do amor), Fédon, a república (Da justiça), Fedro, Hétero (Da ciência) e Parménides. Os diálogos da maturidade são O sofista (do ser), A política, Timeu Da natureza), Crítias (A Atlântida), Filebo (Do prazer) e As leis.
 

Platão
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Podemos considerar Platão (427 – 347 a.C) como aquele que mais detalhou as principais ideias socráticas. É especialmente por meio de Platão que podemos conhecer Sócrates e é na superação do desafio que a obra do mestre representou para ele que devemos entender aquela que é característica fundamental do trabalho platónico. Quando Sócrates convence Alcebíades da inadequação da vida pública enquanto não fosse alcançado um nível satisfatório de auto conhecimento, coloca explícito aquilo que era fonte de sua grande perplexidade, finalmente ultrapassada por Platão. Segundo Cornfor, estudioso da obra desse pensador, “Platão deve ter reconhecido que a concepção socrática do significado e finalidade da vida cavara um abismo a seus pés. Em parte, os diálogos socráticos foram escritos para iluminar o seu próprio espírito, antes de decidir se poderia aderir verdadeiramente à filosofia e servir também Atenas como um activo homem de estado”.
O pensamento político de Platão pode ser entendido de várias formas: como relação entre a virtude e a moral, vinculando a moral dos governantes e a qualidade da ação política; como relação entre a ciência da política (saber teórico) e o direito de governar (entendendo aí a política como uma prática daqueles que possuem o senso de justiça e que procuram o bem estar comum); como ideia de remédio para controlar ou combater a corrupção política. Para Platão, a violência e justiça ocorriam especialmente por conta de dois instrumentos: a força física e a palavra. Nesse sentido, o combate se dá através do isolamento da mentira e dissimulações que ocorrem por meio do uso da linguagem. Com a dialéctica, não se usa da palavra para lutar e vencer aquele que tem o maior poder de argumentação. A discussão tem como objectivo a produção de contradições para que, através delas, seja possível se reconhecer a própria ignorância.
Também é fundamental a retomada e a releitura que Platão faz do pensamento de Heráclito e Parmênides. Se para Heráclito não havia um sujeito que se pudesse conhecer, tampouco um objecto que pudesse ser conhecido (já que o fluxo perene de todas coisas impedia o exercício do pensamento na busca da essência), para Platão o engano consistia em considerar que o devir alcançava toda a totalidade do real. Para Platão, o devir é apenas a marca do mundo sensível, do mundo das coisas materiais e corpóreas, que nascem, se transformam e se corrompem. Dessa forma, o devir é a marca do mundo das aparências, do que é percebido pelos nossos sentidos. Esse pensamento também responde às indagações de Parmênides. Platão “mata” o pai Parmênides, admitindo a existência do Não-Ser, e alça o conhecimento – por meio da dialéctica – o método e instrumento para passarmos do sensível ao inteligível, do visível ao invisível. Ainda, elabora a sua teoria a respeito dos modos de conhecimento, admitindo que eles são vários e que partem da sensação e percepção e se movimentam no sentido de alcançar a essência, inteligível. Para Platão, existem os meios de adquirir conhecimento (o nome, a definição e a imagem) e existe o conhecimento propriamente dito, que resulta de uma operação do pensamento. A “fricção” entre essas quatro formas nos conduz ao quinto modo, aspiração da nossa alma em busca do saber e do conhecimento.
Platão cria os mitos e os utiliza nos seus Diálogos, exercitando o pensamento como forma resultado da discussão e usando a dialéctica como método de conhecimento. O mito de Timeu é o mito sobre as idades do mundo e, através dele, Platão nos mostra que o mundo é resultado da mistura de duas realidades diferentes: a dos seres imutáveis, invisíveis aos sentidos e visíveis para o intelecto: o mundo das ideias; a outra realidade, a dos sujeitos ao devir, ao nascimento e perecimento, visíveis aos sentidos e ao intelecto. Recontando o mito da criação do mundo, Platão nos apresenta à sua cosmologia, relacionando a moralidade da sociedade ideal com as formas estruturais do mundo, com a fundação da própria ordem do Universo.  O mundo é um cosmo, possuidor de uma alma que é fonte do conhecimento. No princípio, havia uma única alma universal e a partir dela surgiram as almas dos homens e dos deuses.
A alma humana é a natureza intermediária entre o divino e o mundo, entre o sensível e o inteligível e exerce funções que são independentes entre si: a) a conservação do corpo (“entre o diafragma e o umbigo”), que é irracional e mortal; b) a protecção do corpo (“acima do diafragma na cavidade do peito”), igualmente irracional e mortal; c) a busca do conhecimento (“face e cérebro”), que é parte espiritual e imortal.
Ao trabalhar a questão da imortalidade da alma em vários escritos, Platão apresenta o que considera provas da imortalidade da alma: a recordação ou lembrança da verdade pressupõe que a alma tenha tido alguma existência em outra vida; se a alma é constituída de ideias, não pode se corromper ou desfazer; considerando-se a imutabilidade do incorpóreo, a alma não pode sofrer transformação; se a alma é o princípio de tudo, não pode participar do contrário à sua ideia, que é a morte; se a alma move-se sozinha, seu movimento não cessa. Finalmente, a alma está destinada à “roda dos nascimentos” para que possa se libertar dos vícios e das paixões, realizando o que está destinada por natureza (a busca do conhecimento e a virtude).
Não à toa, Platão é tido como o filósofo que desenvolveu uma teoria sobre a alma. Portanto, imprescindível conhecer seu trabalho se pretendermos a compreensão da alma para a cultura grega.
Ivy Judensnaider


Inicialmente, Platão parece ter sido discípulo de Crátilo, seguidor de Heráclito, um dos grandes filósofos pré-Socráticos. Posteriormente, Platão entra em contanto com Sócrates, tornando-se seu discípulo, com aproximadamente vinte anos de idade e com o objectivo de se preparar melhor para a vida política. Mas os acontecimentos acabariam por orientar sua vida para a filosofia como a finalidade de sua vida.
Platão tinha cerca de vinte e nove anos quando Sócrates foi condenado à beber o cálice de cicuta (veneno fortíssimo). Ele havia acompanhado de perto o processo de seu mestre, e o relata na Apologia de Sócrates. O fato de Atenas, a mais iluminada das cidades-estados gregas, ter condenado à morte "o mais sábio e o mais justo dos homens" - como falara mediunicamente o oráculo de Apolo, em Delfos - lhe deixou marcas profundas que determinariam as linhas mestras de toda a sua actividade de filósofo.
Acredita-se que todas, ou uma boa parte da obra de Platão nos chegou inteira. Além de cartas e da Apologia de Sócrates, Platão escreveu cerca de trinta Diálogos que têm sempre invariavelmente Sócrates como protagonista. Nestas obras excepcionais, Platão tenta reproduzir a magia do diálogo socrático, imitando o jogo de perguntas e respostas, com todos os meandros da dúvida, com as fugazes e imprevistas revelações que impulsionam para a verdade, sem, contudo, revela-la de modo directo. O motivo pelo qual sua obra nos chegou praticamente intacta reside no fato de Platão ter fundado uma escola que se tornou famosa, e que era dedicada ao herói Academos. Daí o nome Academia.
Platão foi o responsável pela formulação de uma nova ciência, ou, para ser mais exacto, de uma nova maneira de pensar e perceber o mundo. Este ponto fundamental consiste na descoberta de uma realidade causal supersensível, não material, antes apenas esboçada e não muito bem delineada por alguns filósofos, embora tenha sido um pouco mais burilada por Sócrates. Antes de Sócrates, era comum tentar-se explicar os fenómenos naturais a partir de causas físicas e mecânicas. Platão observa que Anaxágoras, um dos pré-socráticos, tinha atinado para a necessidade de introduzir uma Inteligência universal para conseguir explicar o porquê das coisas, mas não soube levar muito adiante esta sua intuição, continuando a atribuir peso preponderante às causas físicas. Entretanto, se perguntava Platão, será que as causas de carácter físico e mecânico representam as "verdadeiras causas" ou, ao contrário, representam simples "concausas", ou seja, causas a serviço de causas mais elevadas? Não seria o visível fruto de algo mais subtil?
Para encontrar a resposta às suas dúvidas, Platão empreendeu aquilo que chamou simbolicamente de "a segunda navegação". A primeira navegação seria o percurso da filosofia naturalista. A segunda navegação seria a orientação metafísica de uma filosofia espiritualista, do inteligível. O sentido do que seja essa segunda navegação fica claro nos exemplos dados pelo próprio Platão.
Se se deseja explicar por que uma coisa é bela, um materialista diria que os elementos físicos como o volume, a cor e o recorte são bem proporcionais e causam sensações prazeirosas e agradáveis aos sentidos. Já Platão diria que tudo isso seria apenas qualidades que evocariam uma lembrança de algo ainda mais belo, vista pela alma no plano espiritual, mas que não está acessível ao plano físico. O objecto seria apenas uma cópia imperfeita, por ser material, de uma "Ideia" ou forma pura do belo em si.
Vejamos um outro exemplo:
Sócrates está preso, aguardando a sua condenação. Por que está preso? A explicação mecanicista diria que é porque Sócrates possui um corpo corpulento, composto de ossos e nervos, etc, que lhes possibilitam e lhe permitiram locomover-se e se deslocar por toda a vida, até que, por ter cometido algum erro, tenha-se dirigido à prisão, onde lhe sejam postas as amarras. Ora, qualquer pessoa sabe a simplificação desse tipo de argumento, mas é justamente assim que falam o materialistas-mecanicistas até os dias de hoje. Mas este tipo de explicação não oferece o verdadeiro "porquê", a razão pela qual Sócrates está preso, explicando apenas o meio pelo qual pode uma pessoa ser posta num cárcere devido ao seu corpo. Explica o ato, descrevendo-o, e não suas causas. A verdadeira causa pela qual Sócrates foi preso não é de ordem mecânica e material, mas de ordem superior, da mesma forma que um computador não executa um complexo cálculo matemático pela ação de seus componentes em si, mas devido a algo de ordem superior e mais abstracto: o seu programa, o software. Sócrates foi condenado devido a um julgamento de valor moral usado a pretexto de justiça para encobrir ressentimentos e manobras políticas das pessoas que o odiavam. Ele, Sócrates, decidiu acatar o veredicto dos juízes e submeter-se à lei de Atenas, por acreditar que isso era o correcto e o conveniente, pois ele era cidadão de Atenas, mesmo ciente da injustiça de sua condenação. E, em consequência disto, dessa escolha de ordem moral e espiritual, ele, em seguida, moveu os músculos e as pernas e se dirigiu ao cárcere, onde se deixou ficar prisioneiro.
A segunda navegação, portanto, leva ao conhecimento de dois níveis ou planos do ser: um, fenomenal e visível (a nível do hardware, como diríamos em linguagem de computação); outro, invisível e metafenoménico, (a nível do software), inteligível e compreensível pela razão e pela intuição.
Podemos afirmar, como falam Reale & Antiseri, que a segunda navegação platónica constitui uma conquista e assinala, ao mesmo tempo, a fundação e a etapa mais importante da história da metafísica. Todo o pensamento ocidental seria condicionado definitivamente por essa "distinção" entre o físico (o hardware) e o causal (o software, a ordem implicada que causa a ordem explicada), tanto na medida da sua aceitação quanto de sua não aceitação através da história. Se ela não é aceita, a pessoa que não a aceita terá de justificar a sua não aceitação, gerando uma polémica que continuará dialecticamente a ser condicionada ao fato de que existe - ao menos filosoficamente - algo que se chama metafísica.
Só após a "segunda navegação" platónica é que se pode falar de material e espiritual. E é à luz dessas categorias que os físicos anteriores a Sócrates, e muitos físicos modernos, podem ser tachados e materialistas, mas agora a natureza não pode mais ser vista como a totalidade das coisas que existem, mas como a totalidade das coisas que aparecem. Como diria o Físico David Bohm, a ordem explícita é apenas consequência de uma ordem implícita, superior e invisível. O "verdadeiro" ser é constituído pela "realidade inteligente" e "inteligível" que lhe é transcendente.
O Mito da Caverna
É o próprio Platão quem nos dá uma ideia magnifica sobre a questão da ordem implícita e explícita no seu célebre "Mito da Caverna" que se encontra no centro do Diálogo A República. Vejamos o que nos diz Platão, através da boca de Sócrates:
Imaginemos homens que vivam numa caverna cuja entrada se abre para a luz em toda a sua largura, com um amplo saguão de acesso. Imaginemos que esta caverna seja habitada, e seus habitantes tenham as pernas e o pescoço amarrados de tal modo que não possam mudar de posição e tenham de olhar apenas para o fundo da caverna, onde há uma parede. Imaginemos ainda que, bem em frente da entrada da caverna, exista um pequeno muro da altura de um homem e que, por trás desse muro, se movam homens carregando sobre os ombros estátuas trabalhadas em pedra e madeira, representando os mais diversos tipos de coisas. Imaginemos também que, por lá, no alto, brilhe o sol. Finalmente, imaginemos que a caverna produza ecos e que os homens que passam por trás do muro estejam falando de modo que suas vozes ecoem no fundo da caverna.
Se fosse assim, certamente os habitantes da caverna nada poderiam ver além das sombras das pequenas estátuas projectadas no fundo da caverna e ouviriam apenas o eco das vozes. Entretanto, por nunca terem visto outra coisa, eles acreditariam que aquelas sombras, que eram cópias imperfeitas de objectos reais, eram a única e verdadeira realidade e que o eco das vozes seriam o som real das vozes emitidas pelas sombras. Suponhamos, agora, que um daqueles habitantes consiga se soltar das correntes que o prendem. Com muita dificuldade e sentindo-se frequentemente tonto, ele se voltaria para a luz e começaria a subir até a entrada da caverna. Com muita dificuldade e sentindo-se perdido, ele começaria a se habituar à nova visão com a qual se deparava. Habituando os olhos e os ouvidos, ele veria as estatuetas moverem-se por sobre o muro e, após formular inúmera hipóteses, por fim compreenderia que elas possuem mais detalhes e são muito mais belas que as sombras que antes via na caverna, e que agora lhes parece algo irreal ou limitado. Suponhamos que alguém o traga para o outro lado do muro. Primeiramente ele ficaria ofuscado e amedrontado pelo excesso de luz; depois, habituando-se, veria as várias coisas em si mesmas; e, por último, veria a própria luz do sol reflectida em todas as coisas. Compreenderia, então, que estas e somente estas coisas seriam a realidade e que o sol seria a causa de todas as outras coisas. Mas ele se entristeceria se seus companheiros da caverna ficassem ainda em sua obscura ignorância acerca das causas últimas das coisas. Assim, ele, por amor, voltaria à caverna a fim de libertar seus irmãos do julgo da ignorância e dos grilhões que os prendiam. Mas, quando volta, ele é recebido como um louco que não reconhece ou não mais se adapta à realidade que eles pensam ser a verdadeira: a realidade das sombras. E, então, eles o desprezariam....
Qualquer semelhança com a vida dos grandes génios e reformadores de todas as áreas da humanidade não é mera coincidência.

 

A lenda da Atlântida tem, ao longo dos séculos, fascinado sucessivas gerações de pessoas, desde que Platão descreveu, pela primeira vez, a magnífica ilha que um dia desapareceu nas águas do Atlântico. A seu propósito teceram-se as especulações mais desencontradas, mas os cientistas que rigidamente punham de parte a hipótese de a Atlântida ter alguma vez existido foram obrigados a rever essa sua posição...

Milhares de anos após ter submergido nas profundezas frias e escuras do oceano Atlântico, o continente insular da Atlântida continua sendo um dos mistérios mais intrigantes da História.

No velho Egipto dos faraós, os sacerdotes de Saís disseram a Sólon que a Atlântida havia sido destruída 9 mil anos antes de com ele conversarem. A civilização atlante, no entanto, não poderia ser superada por nossa moderna civilização.

Geólogo acredita que Atlântida foi destruída por Tsunami
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 Uma ilha submersa, que pode ter originado o mito da cidade perdida de Atlântida, foi atingida por um forte terramoto e tsunamis há 12 mil anos, de acordo com o geólogo francês Marc-André Gutscher
A Ilha de Spartel fica no Estreito de Gibraltar, a uma profundidade de 60 metros, mas há especialistas que acreditam que ela já esteve acima do nível do mar. A descoberta reforça a hipótese de que a ilha pode ter inspirado a lenda relatada pelo filósofo Platão há mais de 2 mil anos.

As evidências são resultantes de uma pesquisa feita no leito do mar e incluída em artigo de Gutscher, da Universidade da Bretanha Ocidental, em Plouzané, na França, publicado na revista especializada Geology.
Durante a pesquisa foi encontrado um depósito sedimentar que tem uma espessura de 50 a 120 centímetros e pode ter se formado depois de um tsunami.
Terramoto
Gutscher disse que a destruição descrita por Platão é consistente com um grande terramoto seguido de tsunamis, semelhantes aos que afectaram a capital portuguesa, Lisboa, em 1755, gerando ondas de até 10 metros de altura.
Os depósitos de sedimentos datam de cerca de 12 mil anos atrás, que é o período em que Platão indicou ter ocorrido a destruição de Atlântida, disse Gutscher no artigo.
A ilha de Spartel, no Golfo de Cádiz, foi apresentada como um provável local para Atlântida em 2001 pelo geólogo francês Jacques Collina-Girard. Ela fica "na frente dos Pilares de Hércules", ou Estreito de Gibraltar, como dizia Platão.
Da noite para o dia
O filósofo disse que a ilha onde existia uma lendária civilização foi destruída da noite para o dia, desaparecendo sob as águas.
Estudo do solo revelou que eventos como o terramoto de 1755 que afectou Lisboa ocorrem no Golfo de Cádiz em intervalos de 1.500 a 2.000 anos.
Mas o mapeamento da ilha realizado por Gutscher não revelou nenhuma estrutura construída pelo homem e revelou que a ilha é muito menor do que se acreditava, o que diminui a probabilidade de que ela tenha abrigado uma civilização.

 

 

 

ATLÂNTIDA

 

 

 

 

 

(um dos imaginários da nossa juventude)

 

 

 

Há mais de um século que cientista procuram inícios deste hipotético (?) continente que se teria afundado. Ultimamente tem sido descobertos certos inícios no continente indiano, em África e sobretudo na América Central (Cuba), com a descoberta de ruínas de muito antigas cidades, algumas a 600 metros de profundidade. O mistério continua …


Atlântida
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A história antiga da humanidade em grande parte se constitui um enigma, enigma esse devido à ignorância das pessoas que a escreveram e dataram certos eventos. Podemos perceber isto tendo em vista, por exemplo, o que dizem a respeito da esfinge, pois actualmente estudos provam que ela data de 12.000 a.C. a 10.500 a.C., enquanto que a história que divulgam datam-na de apenas de 4.000 a.C.
Uma outra indagação que deve ser feita diz respeito à distribuição de pirâmides no mundo. Elas são encontradas não somente no Egipto, mas também na China e na América Central, mostrando a interligação dessas culturas no passado. O que interliga todas essas civilizações antigas? A única resposta que melhor responde a essas perguntas, e outras a respeito do mundo antigo, é a existência da Atlântida. 
A primeira fonte de informação que chegou ao mundo moderno é sem dúvida os escritos de Platão. Foi ele quem primeiro falou da existência de uma ilha então submersa à qual foi dado o nome de Atlântida. Platão tomou conhecimento da Atlântida através de Sólon, que, por sua vez lhe foi referido por pelos sacerdotes egípcios, num dos templos da cidade egípcia de Saís.
Na verdade a Atlântida data de pelo menos 100.000 a.C., então constituindo não uma ilha e sim um imenso continente que se estendia desde a Groenlândia até o Norte do Brasil. Sabe-se que os atlantes chegaram a conviver com os lemúrios, que viviam num continente no Oceano Pacifico aproximadamente onde hoje se situa o Continente Australiano. Naquele continente Atlante havia muitos terramotos e vulcões e foi isto a causa de duas das três destruições que acabaram por submergi-lo . A terceira destruição não foi determinada por causas naturais. Na primeira destruição, em torno de 50.000a.C. várias ilhas que ficavam junto do continente atlante afundaram, como também a parte norte do continente que ficava próximo a Groenlândia, em decorrência da ação dos vulcões e terramotos. A segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno de 28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando algumas ilhas, das quais uma que conectava o continente Atlante à América do Norte. E a terceira foi exactamente esta onde floresceu a civilização citada por Platão e que por fim foi extinta, em uma só noite, afundando-se no mar restando apenas as partes mais elevadas que hoje corresponde aos Açores descrita por Platão.  
Para se estudar bem a Atlântida deve-se considerar que esse nome diz respeito a três civilizações distintas, pois em cada uma das destruições os que restaram tiveram que recomeçar tudo do início.  
Atlântida 100.000 a.C. a 50.000 a.C.
Sobre a Atlântida antes da primeira destruição (antes de 50.000 a.C.) pouco se sabe. Diz-se haver sido colonizada pelos lemurios que haviam fugido do continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul Atlântida.
Estes primeiros Atlantes julgavam a si pelo carácter e não pelo que tinham e viviam em harmonia com a natureza. Pode-se dizer que 50% de suas vidas era voltada ao espiritual e os outros 50% para o lado prático, vida material.  Possuíam grandes poderes mentais o que lhes conferia domínio da mente sobre o corpo. Eles faziam coisas impressionantes com os seus corpos. Assim viveram por muito tempo até que, em decorrência da proximidade do sul da Atlântida com o Continente Africano, várias tribos agressivas africanas dirigiram-se para a Atlântida forçando os Lemurios estabelecidos na Atlântida a se deslocarem cada vez mais para o norte do continente atlante. Com o transcorrer do tempo os genes dos dois grupos foram se misturando.
Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram implementados, a educação expandiu, e consequentemente bens materiais começaram a assumir um grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais materialistas e consequentemente os valores psíquicos e espirituais foram decaindo. Uma das consequências foi que a maioria dos atlantes foi perdendo a capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar na mencionadas habilidades.
Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um deles chamados de "Os Filhos de Belial". Estes trabalhavam pelo prazer, tinham grandes posses, mas eram espiritualmente imorais. Um outro grupo chamado de "As Crianças da Lei Um", era constituído por pessoas que invocavam o amor e praticavam a reza e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento divino. Eles se chamavam "As Crianças da Lei Um" porque acreditavam em Uma Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um. Logo após essa divisão da civilização atlante, foi que ocorreu a primeira destruição da Atlântida, ocasião em que grande número de imensos vulcões entraram em erupção. Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores. A outra parte direccionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a Bacia Amazónica. Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do Sul começaram a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma progressiva perda das habilidades psíquicas. Assim viveram os descendentes atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de mineração e agricultura.
As duas partes que fugiram da Atlântida floresceram muito mais do que aquela que permanecera no continente, pois em decorrência da tremenda destruição os remanescentes praticamente passaram a viver como animais vivendo nas montanhas durante 4.000 anos, após o que começaram a estabelecer uma nova civilização.  
Atlântida 48.000 a.C. a 28.000 a.C.
Os atlantes que estabeleceram uma nova civilização na Atlântida começaram  de forma muito parecida com o inicio da colonização que os Lemurios fizeram na Atlântida. Eles se voltaram a trabalhar com a natureza e nisso passaram milhares de anos, mas com o avanço cientifico e tecnológico também começaram a ficar cada vez mais agressivos, materialistas e decadentes. Os tecnocratas viviam interessados em bens materiais e desrespeitando a religião. A mulher se tornou objecto do prazer; crimes e assassinatos prevaleciam, os sacerdotes e sacerdotisas praticavam o sacrifício humano. Os atlantes se tornaram uma civilização guerreira. Alguns artistas atlantes insatisfeitos fugiram para costa da Espanha e para o sudoeste da França, onde até hoje se vêem algumas de suas artes esculpidas nas cavernas. Em 28.000 a.C. com a mudança do eixo da Terra, os vulcões novamente entraram em grande actividade acabando por acarretar o fim da segunda civilização atlante. Com isso novamente os atlantes fugiram para as Antilhas, Yucatã, e para a América do Sul.   
Atlântida 28.000a.C. a 12.500 a.C.
Esta foi a civilização atlante que foi descrita por Platão. 
Mais uma vez tudo se repetiu, os que ficaram recomeçaram tudo novamente, recriando as cidades que haviam sido destruídas, mas inicialmente não tentando cometer os mesmos erros da florescente civilização passada. Eles unificaram a ciência com o desenvolvimento espiritual a fim de haver um melhor controle sobre o desenvolvimento social.
Começaram a trabalhar com as Forças da Natureza,  tinham conhecimento das hoje chamadas linhas de Hartman e linhas Ley, que cruzam toda a Terra, algo que posteriormente veio a ser muito utilizado pelos celtas que construíram os menires e outras edificações em pedra. Vale salientar que eles acabaram por possuir um alto conhecimento sobre a ciência dos cristais, que usavam para múltiplos fins, mas basicamente como grandes potencializados energéticos, e fonte de registro de informações, devido a grande potência que o cristal tem de gravar as coisas.
Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, o que os levou a tentar criar “raças puras”, raças que não possuíssem nenhum defeito. Esse pensamento persistiu até o século XX a ser uma das bases do nazismo.
Os Atlantes detinham grandes conhecimentos sobre as pirâmides, há quem diga que elas foram edificadas a partir desta civilização e que eram usadas como grandes condutores e receptores de energia sideral, o que, entre outros efeitos, fazia com que uma pessoa que se encontrasse dentro delas, especialmente a Grande Pirâmide, entrava em estado alterado de consciência quando então o sentido de espaço-tempo se alterava totalmente.
É certo que os habitantes da Atlântida possuíam um certo desenvolvimento das faculdades psíquicas, entre as quais a telepatia, embora que muito aquém do nível atingido pelos habitantes da primeira civilização.
Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia mais ao que é hoje é conhecido como “asa delta”. Isto tem sido confirmado através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias.
Também em certa fase do seu desenvolvimento os atlantes foram grandes conhecedores da energia lunar, tanto que faziam experiências muito precisas de conformidade com a fase da Lua. A par disto foram grandes conhecedores da astronomia
em geral.
Na verdade os atlantes detiveram grandes poderes, mas como o poder denigre o carácter daquele que não está devidamente preparado para possuí-lo, então a civilização começou a ruir. Eles começaram a separar o desenvolvimento espiritual do desenvolvimento científico. Sabedores da manipulação dos gens eles desenvolveram a engenharia genética especialmente visando criar raças puras. Isto ainda hoje se faz sentir em muitos povos através de sistemas de castas, de raça eleita ou de raça ariana pura. Em busca do aperfeiçoamento racial, como é da natureza humana o querer sempre mais os cientistas atlantes tentaram desenvolver certos sentidos humanos mediante gens de espécies animais detentoras de determinadas capacidades. Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da águia, e assim combinaram gens deste animal com gens humano; aprimorar o olfacto através de gens de lobos, e assim por diante. Mas na verdade o que aconteceu foi o pior, aquelas experiências não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus sentidos acabaram  criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na mitologia grega e em outras mitologias e lendas. Ainda no campo da engenharia genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade.
A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram a guerrear. Entre estas foi citada uma que houve com a Grécia, da qual esta foi vitoriosa. Enganam-se os que pensam que a Grécia vem de 2 000 a.C. Ela é muito mais velha do que o Egipto e isto foi afirmado a Sólon pelo sacerdote de Sais. Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou seja, constituindo-se nos deuses do Olímpio.
Por último os atlantes começaram a fazer experiências com displicência de forma totalmente irresponsável com cristais e como consequência acabaram canalizando uma força cósmica, que denominaram de "Vril", sob as quais não tiveram condições de controla-la, resultando disso a destruição final da Atlântida, que submergiu em uma noite. Para acreditar que um continente tenha submergido em uma noite não é muito fácil, mas temos que ver que a tecnologia deles eram muito mais avançadas do que a nossa, e que o poder do cristal é muito maior do que imaginamos, pois se formos vê os cristais estão em tudo com o avanço tecnológico, um computador é formado basicamente de cristais e o laser é feito a parti de cristais. Mas antes da catástrofe final os Sábios e Sacerdotes atlantes, juntamente com muitos seguidores, cientes do que adviria daquela ciência desenfreada e consequentemente que os dias daquela civilização estavam contados, partiram de lá, foram para vários pontos do mundo, mas principalmente para três regiões distintas: O nordeste da África onde deram origem a civilização egípcia; para América Central, onde deram origem a Civilização Maia; e para o noroeste da Europa, onde bem mais tarde na Bretanha deram origem à Civilização Celta.
A corrente que  deu origem a civilização egípcia inicialmente teve muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos a fim de evitar que a ciência fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior. Para o exercício desse controle eles criaram as “Escolas de Mistérios”, onde os ensinamentos eram velados, somente sendo transmitidos às pessoas que primeiramente passassem por rigorosos testes de fidelidade.
Os atlantes levaram com eles grandes conhecimentos sobre construção de pirâmides, e sobre a utilização prática de cristais, assim como conhecimentos elevados de outros ramos científicos, como matemática, geometria, etc.  Pesquisas recentes datam a Esfinge de Gizé sendo de no mínimo 10.000 a.C. e não 4.000a.C. como a egiptologia clássica afirma.  Edgar Cayce afirmou que em baixo da esfinge existe uma sala na qual estão guardados documentos sobre a Atlântida, actualmente já encontraram uma porta que leva para uma sala que fica abaixo da esfinge, mas ainda não entraram nela. A Ordem Hermética afirma a existência não de uma sala, mas sim de doze.
A corrente que deu origem a civilização maia, foi muito parecida com a corrente que deu origem a civilização egípcia. Quando os atlantes que migraram para a Península de Yucatã antes do afundamento final do continente, eles encontraram lá povos que tinham culturas parecidas com a deles, o que não é de admirar, pois na verdade lá foi um dos pontos para onde já haviam migrado atlantes fugitivos da segunda destruição.
Também os integrantes da corrente que se direccionou para o Noroeste da Europa, e que deu origem mais tarde aos celtas, tiveram muito cuidado com a transmissão do conhecimento em geral. Em vez de optarem para o ensino controlado pelas “Escolas de Mistérios” como acontecera no Egipto, eles optaram por crescer o mínimo possível tecnologicamente, mas dando ênfase especialmente os conhecimentos sobre as Forças da Natureza, sobre as energias telúricas, sobres os princípios que regem o desenvolvimento da produtividade da terra. Conheciam bem a ciência dos cristais, e da magia, mas devido ao medo de fazerem mau uso dessas ciências eles somente utilizavam-nos, mas no sentido do desenvolvimento da agricultura, da produtividade dos animais de criação, etc.
Actualmente as pessoas vêem a Atlântida como uma lenda fascinante, como algo que mesmo datando de longa data ainda assim continua prendendo tanto a atenção das pessoas. Indaga-se do porquê de tanto fascínio? Acontece que ao se analisar a história antiga da humanidade vê-se que há uma lacuna, um hiato, que falta uma peça que complete toda essa história. Muitos estudiosos tentam esconder a verdade com medo de ter que reescrever toda a história antiga, rever conceitos oficialmente aceitos. Mas eles não explicam como foram construídas as pirâmides, como existiram inúmeros artefactos e achados arqueológicos encontrados na Ásia, África e América e interrelacionados. O como foram construídos as pirâmides e outros monumentos até hoje é um enigma. Os menires encontrados na Europa, as obras megalíticas existentes em vários pontos da terra, os desenhos e figuras representativas de aparelhos e até mesmo de técnicas avançadas de várias ciências, os autores oficiais não dão qualquer explicação plausível.
Os historiadores não acreditam que um continente possa haver afundado em uma noite, mas eles esquecem que aquela civilização foi muito mais avançada que a nossa. Foram encontradas, na década de 60, ruínas de uma civilização no fundo do mar perto dos Açores, onde foram encontrados vestígios de colunas gregas e até mesmo um barco fenício. Actualmente foram encontradas ruínas de uma civilização que também afundou perto da China.
As pessoas têm que se conscienlizar de que em todas as civilizações em que a moral ruiu, ela começou a se extinguir, e actualmente vemos isso na nossa civilização, e o que é pior, na nossa civilização ela tem abrangência mundial, logo se ela rui, vai decair todo o mundo. Então o mais importante nessa história da Atlântida não é o acreditar que ela existiu e sim aprender a lição para nós não enveredemos pelo mesmo caminho, repetindo o que lá aconteceu.


Atlântida
http://www.caminhosdeluz.org
A História antiga da humanidade contém algumas lacunas envoltas em mistérios e enigmas ainda não desvendados. Enigmas que despertam no homem contemporâneo uma busca incessante pela sua verdadeira origem e por sua real História! Quem não se sente interessado, curioso ou até mesmo fascinado com o avanço técnico contido na Grande Pirâmide de Quéops, os Moais da Ilha de Páscoa, a construção de Macchu Picchu e a avançada cultura Inca, as Pirâmides Astecas, os complexos Maias e seu perfeito calendário, a arte e eloquência Grega, os menires Celtas e a Grande sabedoria Veda, somente para citar alguns exemplos?
Um estudo mais aprofundado nos leva a um lugar comum onde a ciência oficial ainda teima em negar (embora os menos ortodoxos admitam claramente) a teoria - para muitos, realidade - do Continente chamado Atlântida, berço da Quarta Raça Raiz!
O continente Atlante situava-se no Atlântico Norte, indo desde a costa da actual Flórida (USA) até as ilhas Canárias e os Açores. Sua cultura era muito avançada. Em muitos pontos, ultrapassava a nossa com facilidade. Oriunda de um aperfeiçoamento e emigração dos remanescentes da Terceira Raça Raiz (Lemuriana), a raça Atlante alcançou rapidamente  um patamar elevado em conhecimentos e tecnologia. Esta tecnologia diferia muito da actual em termos de padrão de frequência vibracional. Estava directamente relacionada com as forças da Natureza e continha aspectos energéticos (metafísicos e radiónicos) e até espirituais unidos numa só Ciência (conceito praticamente impossível de ser aceito e assimilado pela "Ciência" actual).
A raça atlante possuía um desenvolvimento bastante avançado  das faculdades ditas paranormais, existindo uma "ligação directa" com outras realidades dimensionais. O conhecimento das Grandes Verdades Cósmicas era aberto, não existindo nada absolutamente velado. Mantinham intercâmbio com culturas provenientes de várias regiões do espaço (civilizações extraterrestres) e com os Seres das Hierarquias  do Governo Oculto Espiritual do Planeta. Acredita-se que a tecnologia de construção e manipulação de energias das estruturas piramidais seja de origem extraterrestre, transmitida aos Atlantes , tais como as Pirâmides do Egipto e do México (apenas réplicas dos originais atlantes).
Na região conhecida como "Triângulo das Bermudas" existe um vórtice de energia espaço-temporal, gerado possivelmente pela Grande Pirâmide Atlante submersa ali. Neste local, além de outros fenómenos tais como a já rotineira alteração da leitura dos instrumentos de navegação, registram-se também muitas aparições ufológicas. Aliás, os atlantes dominavam máquinas voadoras que pousavam em qualquer parte do planeta, principalmente nas "Pistas de Nazca" no Peru.
Foram encontrados no Egipto e, principalmente na cultura Inca, caracteres hieroglíficos e objectos que lembram aeronaves, algumas apresentando as asas em delta! Tais objectos foram testados em túneis de vento, apresentando um comportamento aerodinâmico perfeito!
Os "computadores" atlantes eram os próprios cristais de quartzo, utilizados principalmente como armazenamento de conhecimentos e accionados por poder mental (são os cristais "arquivistas" tão conhecidos dos cristaloterapeutas).
O domínio dos cristais, juntamente com a manipulação de aparelhos radiónicos (a hoje conhecida "pilha cósmica" dos radiestesistas - um conjunto de semi-esferas sobrepostas - foi  muito utilizada na Atlântida como arma de grande poder), era um dos pontos fortes de seu conhecimento, uma vez que, aliado a um grande poder mental, era gerado um formidável potencial energético altamente positivo quando bem direccionado, assim como incrivelmente devastador quando errónea e maleficamente utilizado.
Houve um declínio dos padrões éticos, morais etc. que  gerou estados vibratórios bastante densos. Aliás, este foi um dos principais (senão o principal) motivos do desaparecimento da civilização das Sete Portas de Ouro, que também fazia uso de tecnologia nuclear. A situação chegou a  um estado crítico quando ocorreu a manipulação indiscriminada da engenharia genética, gerando verdadeiras aberrações, conhecidas hoje como os seres mitológicos de algumas culturas, tais como os Titãs da Mitologia Grega. Os Sábios e Sacerdotes Atlantes, prevendo a destruição, emigraram juntamente com os genuínos da Raça para outros  pontos da Terra, levando consigo seus vastos poderes e conhecimentos que desde então têm sido passados de boca para ouvido pelos Iniciados, nas "Escolas de Mistério", a fim de que não caiam em mãos dos adeptos do "Caminho da Mão Esquerda" e outros irresponsáveis. Os lugares que já eram Colónias, tais como o Egipto, pequena parte da Índia, América Central e do Sul, floresceram rapidamente com a chegada dos Sábios, assessorados por ET's. A principal Colónia, salvaguarda até os dias de hoje, grande parte dos conhecimentos poderosos num local muito bem guardado  abaixo da Esfinge e das Pirâmides (construídas pelos atlantes sob supervisão extraterrestre) e em outros Templos ao longo do Nilo, no Egipto. Tais "documentos" (os papiros sagrados de Toth) estão prestes a serem descobertos, segundo Edgar Cayce, famoso e conceituado paranormal norte-americano, que vislumbrou em visões tal fato, ainda na primeira metade deste século. Actualmente, descobertas formidáveis têm sido feitas no Egipto pelos arqueólogos, constatando novas pirâmides e até um gigantesco Templo (ou palácio) abaixo de uma "moderna" estrutura do período Ptolomaico.
Oficialmente, admite-se hoje que, provavelmente cerca de  55% do Antigo Egipto ainda está sob as areias do Deserto e do tempo! E se há muito que desvendar, a hipótese da existência  e consequente descoberta dos "documentos atlantes", ao  contrário de absurda, como ainda teimam alguns cépticos, é  bastante previsível e até, concreta. Que dizer então das ainda mais enigmáticas civilizações Pré-Colombianas, das quais se conhece muito pouco? Que segredos encerram? E as civilizações da Amazónia? Que escondem as autoridades científicas e governamentais das potências mundiais sobre  tais assuntos, num procedimento semelhante ao adoptado no fenómeno UFO? Porque existe uma incidência cada vez maior de aparições ufológicas em tais locais?
Associa-se a estes factores, segundo estudiosos ocultistas, à passagem de um astro de grandes proporções com frequência vibratória baixa, com uma excentricidade de órbita bastante acentuada, passando pelas circunvizinhanças do Sol num período que se encurta cada vez mais. Sua última passagem ocorreu a aproximadamente 6.666 anos (o nº da Besta?) sendo o provável co-responsável pela separação do continente em três grandes ilhas e sua posterior submersão, uma a cada passagem, até a última,  Poseidonis (revelada a Platão pelos Sacerdotes de Tebas, no Egipto). Tal astro é  mencionado exaustivamente pelos actuais espiritualistas pela sua importância no momento de "Transição de Eras" que o Planeta atravessa. A NASA, Agência Espacial Americana, confirmou uma perturbação considerável nas órbitas dos planetas exteriores (Urano, Neptuno e Plutão) descoberta no  início dos anos setenta. "Esta perturbação de natureza gravitacional", sugere a NASA, "é provavelmente causada  por algum corpo não identificado e de proporções consideráveis". Acredita-se que actualmente, final dos anos noventa, sua posição seja bem mais próxima do Sol (embora a ciência negue a existência de tal corpo celeste). Embora as conjecturas apresentadas não sejam suficientes para provar a existência da Atlântida e sua cultura (a qual originou nossa 5º Raça Raiz, Ariana), elas são fortes em seu conteúdo e estão  presentes nas tradições milenares de antigas civilizações e nos seus registros tais como os egípcios, vedas, e actuais tibetanos além das Escolas esotéricas, ocultistas e teosóficas e suas eminências, como Helena P. Blavatsky, que estudou  e divulgou amplamente o tema.
Chegamos finalmente a um actual  "momentum vibracional"  evolutivo planetário, muito parecido com o que existia em terras Atlantes na ocasião sua decadência, tanto em termos da baixa energia referente a dor, sofrimento, violência, moral, geradas pela humanidade, como aspectos cósmicos e  fenómenos de natureza extraterrestre. Um novo Salto Evolutivo está às nossas portas. Um novo Céu, uma nova Terra e uma nova Jerusalém! Quem sabe uma nova e melhor Atlântida?
Paulo Iannuzzi.

 

O debate sobre a existência da Atlântida é bem antigo . Desde os tempos do   filósofo Grego Platão, a Atlântida com sua esplêndida civilização , chega aos dias actuais como um enigma que originou a publicação de inúmeros livros . Teses de carácter geológico, arqueológico e outras tem servido para aguçar o espírito humano na busca da  existência do enigmático continente. Iremos tratar aqui destas teses , que poderão dar um carácter científico às nossas buscas.
Atenciosamente ,
Honório Ferreira Neto
http://www.geocities.com
As primeiras narrativas
    De todas as lendas sobre povos e civilizações perdidas , a história de Atlântida parece ser aquela que mais interesse tem despertado. A primeira referência escrita deste mito encontra-se nos relatos  de Platão . Nos diálogos Timeu e Crítias é narrada a fascinante história da civilização localizada "para além das colunas de Hércules" . É descrita a existência desta ilha continental , bem como os detalhes históricos de seu povo , com sua organização social, política e religiosa , além de sua geografia e também da sua fatídica destruição "no espaço de uma noite e um dia ". Eis parte do diálogo : "...Ouvi, disse Crítias, essa história pelo meu avô, que a ouvira de Sólon, o filósofo. No delta do Nilo eleva-se a cidade de Sais, outrora capital do faraó Amásis e que foi fundada pela deusa Neit, que os gregos chamam Atena. Os habitantes de Sais são amigos dos atenienses , com os quais julgam ter uma origem comum. Eis por que Sólon foi acolhido com grandes homenagens pela população de Sais. Os sacerdotes mais sábios da deusa Neit apressaram-se a iniciá-lo nas antigas tradições da história da humanidade .
         Na tradição oral de muitos povos antigos , nos relatos de textos bíblicos, em documentos toltecas e nos anais da doutrina secreta , existem coincidências que nos  fazem crer que outrora existiu um continente no meio do Oceano Atlântico , que um dia foi tragado pelas águas revoltas.
Atlântida ( O país, o povo suas Riquezas)
       Geograficamente, Platão descreve a Atlântida desta forma : "toda a região era muito alta e caía a pique sobre o mar , mas que o terreno à volta da cidade era plano e cercado de montanhas que desciam até a praia , de superfície regular, era mais comprida do que larga, com três mil estádios na sua maior extensão, e dois mil no centro, para quem subisse do lado do mar. Toda essa faixa da ilha olhava para o sul, ao abrigo do vento norte. As montanhas das imediações eram famosas pelo número , altura e beleza, muito acima das do nosso tempo...".
Segundo todos relatos , os atlantes desenvolveram-se de tal forma , que o grau de riqueza alcançado por sua civilização não encontra paralelo conhecido, sendo pouco provável que outros povos viessem a obter tamanha prosperidade e bonança.
    A Atlântida possuía 10 reis . Estes soberanos por sua vez , possuíam dentro de seus domínios "um poder discricionário sobre os homens e a maior parte das leis , sendo-lhes facultado castigar quem quisessem, ou mesmo condená-los à morte".
   O país dos atlantes era dividido em 60.000 lotes e cada um deles tinha um chefe militar .
    O aspecto que mais fascina no relato platónico é sem dúvida o que se refere às riquezas da ilha-continente , tanto no que tange às construções , como aos imensos recursos naturais da legendária ilha .
   Segundo Platão, a Atlântida possuía a capacidade de prover seus habitantes com todas as  condições de sustento, apesar de receber de fora muito do necessário, provavelmente, através do comércio. Havia na ilha grande abundância de madeira que com certeza foram utilizadas nas imensas obras lá construídas, bem como imensas pastagens , tanto para animais domésticos , como para selvagens , incluindo aí a raça dos elefantes, que teriam se multiplicado pela ilha . Por sua vez, toda sorte de frutos, legumes, flores e raízes existiam alí, sendo que o fabrico de essências e perfumes era corriqueiro. A extracção de minérios , em particular o ouro, ocorria fartamente em Atlântida.
    Diz Platão que de início os atlantes "construíram pontes nos cinturões de mar que envolviam a antiga metrópole, a fim de conseguir passagem para fora e para o palácio real", bem como abriram um canal de três plectros de largura e cem pés de profundidade, ligando o mar ao primeiro cinturão de água, canal este que servia de entrada para embarcações vindas de outras partes. No segundo cinturão, os barcos podiam ancorar com maior segurança , e fazia deste uma espécie de porto.
    As águas jorravam no centro da ilha, desde que Posseidon assim quis, também tiveram tratamento dos mais apurados : em suas imediações foram plantadas "árvores benéficas para as águas ", bem como foram construídas "cisternas para banhos quentes no Inverno". Havia, contudo, locais próprios para os banhos dos reis, bem como modalidades específicas para as mulheres. Segundo o relato, "parte da água corrente eles canalizaram para o bosque de Posseidon a outra parte era canalizada para os cinturões externos por meio de aquedutos que passavam sobre as pontes ".
    Nos cinturões externos de terra, foram construídos ginásios para práticas desportivas e hipódromos , bem como moradia para soldados, hangares para barcos e armazéns para todas as modalidades conhecidas de artigos náuticos. O canal principal que servia de entrada para embarcações  era muito movimentado, tanto de dia como de noite, o que demonstra ter sido Atlântida um grande centro comercial de seu tempo.
    O palácio real era segundo os relatos "uma verdadeira obra prima de encantar a vista , por suas dimensões e beleza. "
    O templo dedicado a Posseidon era cercado por um muro de ouro, que segundo o relato , ele "tinha um estádio de comprimento e três plectros de largura para fora, todo o templo era forrado de prata, com excepção dos acrotérios, que eram de ouro. No interior , a abóbada era de marfim, com ornamentos de ouro, prata e oricalco. "
    Havia também no templo estátuas dedicadas a diversas divindades, bem como outras que homenageavam os reis e suas esposas, além de um altar cuja beleza e magnificência não encontrava paralelo conhecido. Essa é resumidamente a Atlântida de Platão, com seus detalhes e maravilhas.
A Guerra com os Atenienses e a Destruição
    Na conversa que tiveram com Sólon acrescentaram os sacerdotes que calamidades maiores foram às vezes causadas pelo fogo  do céu ( ... ) Depois os sacerdotes fizeram saber a Sólon que conheciam a história  de Sais a partir de 8000 anos antes daquela data (...) Há manuscritos, disseram, que contém relato de uma guerra que lavrou-se entre os Atenienses e uma nação poderosa que existia na grande ilha situada no Oceano Atlântico(...) e mais
além, no extremo do oceano um grande continente. A ilha chamava-se Posseidonis, ou Atlantis (...) quando se deu a invasão da Europa pelos atlantes , foi Atenas , como cabeça de uma liga de cidades gregas , que pelo seu valor salvou a Grécia do jugo daquele povo. Posteriormente a estes acontecimentos houve uma grande catástrofe: um violento terramoto sacudiu a terra , que foi depois devastada por torrentes de chuva. As tropas gregas sucumbiram e a Atlântida foi tragada pelo oceano ( ... ) sempre houve e há de haver no futuro numerosas e variadas destruições de homens; as mais extensas , por meio da água ou pelo fogo, e as menores por mil causas diferentes (...) Nas destruições pelo fogo, prosseguem os sacerdotes ,  perecem os moradores das montanhas e dos lugares elevados e secos , de preferência aos que habitam às margens dos rios ou do mar(...) , por outro lado , quando os Deuses inundaram a terra para purificá-la , salvaram-se os moradores das montanhas, vaqueiros e ovelheiros, enquanto os habitantes de vossas cidades eram arrastados para o mar pelas águas dos rios. (...) entre vós outros , mal começais a vos prover da escrita e do resto de que as cidades necessitam, depois do intervalo habitual dos anos , desabam sobre vós , do céu, torrentes d'água , maneira de alguma pestilência , só permitindo sobreviver o povo rude e iletrado. A esse modo , como se fosseis criancinhas, recomeçais outra vez do ponto de partida, sem que ninguém saiba o que se passou na antiguidade, tanto aqui como entre vós mesmos . "          
A primeira coisa que chama a atenção do pesquisador é a semelhança das referências antigas nesse particular. Na Bíblia o profeta Isaías fala do desaparecimento da Atlântida com palavras bastante directas : "... Ai da terra dos navios que está além da Etiópia ; do povo que manda embaixadores por mar em navios de madeira sobre as águas. Ide , mensageiros velozes, a uma gente arrancada e destroçada ; a uma gente que está esperando do outro lado, e a quem as águas roubaram suas terras..."(Is XVIII , 1-2) . Também Ezequiel trata do mesmo assunto nos capítulos XXVI e XXXII : "...Disse o senhor : E fazendo lamentações sobre ti, dir-te-ão : como pereceste tu que existias no mar, ó cidade ínclita, que tens sido poderosa no mar e teus habitantes a quem temiam ? Agora passarão nas naus, no dia da tua espantosa ruína , e ficarão mergulhadas as ilhas no mar, e ninguém saberá dos teus portos ; e quanto tiver feito vir sobre ti um abismo e te houver coberto com um dilúvio de água, eu te terei reduzido a nada , e tu não existirás , e ainda que busquem não mais te acharão para sempre ..."
As citações do Velho Testamento podem ser comparadas às que traz escritas um velho códice tolteca, cuja tradução, feita por Plangeon, diz o seguinte : " : No ano 6 de Kan , em 11 muluc do ano de Zac, terríveis tremores de terra se produziram e continuaram sem interrupção até o dia 13 de Chen. A região de Argilla , o país de Mu, foi sacrificado. Sacudido duas vezes , ele desapareceu subitamente durante a noite. O solo, continuamente influenciado por forças vulcânicas , subia e descia em vários lugares , até que cedeu. As regiões foram então separadas umas das outras, e depois dispersas. Não tendo podido resistir às suas terríveis convulsões elas afundaram , arrastando para a morte seus 64 milhões de habitantes . Isto se passou 8060 anos antes da composição deste escrito . "
As provas Geológicas
    Há 100 milhões de anos atrás, a geografia do planeta era bem diferente da actual. As massas continentais encontravam-se unidas, formando um grande continente , cercado pelo mar. Este grande continente conhecido como Pangéia , desfez-se gradualmente ao longo das eras geológicas , até atingir a conformação actual. Este fato é reconhecido pela ciência.
    Este processo de separação , se deu-se por violentos movimentos tectónicos ,às vezes acompanhados de cataclismos violentos , que  se prolongaram por milhões de anos . Neste período de deslocamento constante das placas tectónicas , se deram formações de cordilheiras , bem como o desaparecimento de vastas áreas , que submergiram nos oceanos. O local onde os dois grandes blocos continentais se desmembraram ( Américas a Oeste - Europa ,Ásia e Austrália a Leste ) encontra-se demarcada por uma espécie de cordilheira submarina chamada Dorsal Meso-atlântida .
    A Dorsal Meso-Atlântida apresenta inúmeras ramificações , que praticamente chegam a ligar os dois blocos continentais. Ao longo destas colinas submarinas, encontram-se uma enormidade de ilhas vulcânicas que vão de pólo a pólo . Ao norte em plena região árctica temos, as ilhas Pássaros, Jan Mayen e Islândia , mais o sul pouco acima do trópico de câncer encontramos o arquipélago de Açores, Ilha da Madeira e Cabo verde, mais ao sul temos Santa Helena e outras menores ; próximo da Antárctica destacamos as ilhas de Érebo, Martinica . Desta forma , Atlântida pode ter se constituído numa destas formações marcadas por intenso vulcanismo .
    A tese da separação dos continentes encontra um forte respaldo na perfeita combinação da costa brasileira com a costa ocidental da África , que se encaixa como num quebra cabeças , no entanto , no extremo norte , as peças deste quebra cabeças não se encaixam com clareza , isto pode ser percebido nos litorais da Escandinávia, Islândia , Groenlândia e norte do Canadá .   Entre a  costa Norte Americana de um lado e a Europa e norte da África de outro ,  existir um grande vazio , como se faltasse uma peça do quebra - cabeças . Teria então este vazio relação com o Continente da Atlântida , desaparecido no meio do Oceano ? ? .
    As eras glaciais e a Atlântida
    Denomina-se eras glaciais os períodos em que grandes regiões do planeta estiveram sob um processo contínuo de glaciações , fenómeno este resultante de causas múltiplas e complexas : movimentos orbitais da terra, continental idade dos polos, elevação de terras, circulações oceânicas, mudanças na composição da atmosfera e outras.
    Ocorreram na história do planeta diversas fases deste fenómeno, desde o período pré-cambriano até bem recentemente. No entanto, dado as dificuldades a pesquisa científica só conseguiu definir de forma minuciosa a última grande glaciação, que ocorreu durante o pleistoceno.
    Uma glaciação inicia-se quando após um rigoroso Inverno, a neve acumulada não se derrete totalmente com a chegada do verão , sobrevivendo até o outro Inverno na forma de gelo. Este fato, resfria a região e num acumulo sucessivo de milhares de anos forma-se uma calote de gelo, cada vez mais resistente criando impactos de resfriamento cada vez maiores.
    Há cerca de 80.000 anos atrás , iniciou-se o último grande avanço das geleiras nas regiões norte do planeta, tanto na Europa como na América do Norte, sendo que o fim desta última glaciação deve ter ocorrido entre 20.000 a 10.000 anos atrás .O fim da Glaciação implica na subida do nível dos Oceanos .  Esta última é a data fatídica da Submersão da Atlântida .
A corrente do Golfo e a Atlântida
   Levantamentos geológicos dão indícios de que durante a última glaciação , a expansão das geleiras atingiram latitudes aproximadamente iguais tanto na América do Norte como na Europa. Dessa forma é possível supor que os efeitos da corrente do golfo não actuavam de modo satisfatório junto ao noroeste europeu naqueles tempos . Esta constatação nos leva a uma interessante hipótese : a não existência da corrente do golfo naqueles tempos , ou a impossibilidade desta corrente alcançar a Europa , na medida em que seu curso fosse alterado por algum bloqueio em pleno oceano Atlântico . O tamanho do bloqueio só poderia ser uma grande massa continental , que bem poderia ter sido a Atlântida .

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal

 

FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO