Edgar Roquete Pinto
 
 

 
     

(considerado o pai da radiodifusão no Brasil)

Em 1923,  Roquete Pinto e Henrique Morize fundam a primeira emissora brasileira:

 Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Arte: Iara Melo

 

 

Roquete Pinto, antropólogo brasileiro. Seu primeiro estudo, Os Sambaquis, em 1906, foi escrito quando ainda era assistente da antropologia do Museu Nacional. Participou, entre 1907 e ano seguinte, da Missão Rondon, que empreendeu o devassamento do Noroeste de Mato Grosso. Em 1912, realizou uma expedição à zona compreendida entre os rios Juruena e Madeira, reunindo dados sobre os índios Parecis e Nambiquaras, que expôs no livro Rondónia, em 1917, considerado como uma das mais notáveis contribuições à etnologia brasileira. Já nela lanço mão da câmara cinematográfica e de aparelhagem de registo sonoro para a documentação etnográfica, tendo sido pioneiro das tomadas de fisionomias indígenas em close. Em Seixos rolados (1922) e Ensaios de antropologia brasiliana em 1933, manteve a visão optimista do Brasil e de sua gente que sempre sustentou. Fundou, em 1923 a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que passou a ser a Rádio Ministério da Educação e Cultura, e ainda a Rádio Escola Municipal da Prefeitura do Distrito Federal, depois Rádio Roquete Pinto. A primeira transmissão da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro aconteceu às 20h30 do dia 1º de maio de 1923. O evento aconteceu no interior de uma sala de física da Escola Politécnica, com o equipamento de radiotelegrafia que a Western Eletric trouxera dos Estados Unidos para a Exposição Comemorativa do 1º Centenário da Independência.
Os poucos ouvintes da Estação da Praia Vermelha puderam ouvir, anunciado por Caubi Araújo, o discurso de inauguração da Rádio Sociedade, realizado por seu idealizador Edgar Roquette Pinto. Estava dado o passo inicial para divulgação da arte, cultura e educação através das ondas curtas de rádio.
Após alguns meses de experiências e depois da doação recebida da Pekan - fábrica argentina que doou um modesto transmissor de 10 watts - o grupo que formava a Rádio Sociedade foi ao Presidente Bernardes. Conseguiram que ele obtivesse da companhia Marconi Wireless um transmissor de 1 quilowatt, já que ela era a única companhia fornecedora de material radiotelegráfico. Desta forma a Rádio Sociedade ampliou a sua potência.

 Fundou o Instituto Nacional do Cinema Educativo, em 1937, que dirigiu até 1947, época em que orientou a parte histórica do filme Descobrimento do Brasil. Redigiu o comentário sobre arte marajoara do filme Argila, em 1940. Foi membro da Sociedade Brasileira de Letras (cadeira 17). Foi membro fundador do Partido Socialista Brasileiro.

 

Roquette Pinto

Gentileza Academia Brasileira de Letras www.academia.org.br
Roquette-Pinto (Edgar R.-P.), médico legista, professor, antropólogo, etnólogo e ensaísta, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25 de setembro de 1884, e faleceu na mesma cidade em 18 de outubro de 1954. Eleito em 20 de outubro de 1927 para a Cadeira n. 17, na sucessão de Osório Duque-Estrada, foi recebido cem 3 de março de 1928, pelo acadêmico Aloísio de Castro.  
Era filho de Manuel Menelio Pinto e de Josefina Roquette Carneiro de Mendonça. Foi criado pelo avô João Roquette Carneiro de Mendonça. Fez o curso de humanidades no Externato Aquino. Ingressou, em seguida, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Colou grau em 1905. Logo depois de formado iniciou uma série de estudos sobre os Sambaquis das costas do Rio Grande do Sul. Professor assistente de Antropologia no Museu Nacional em 1906, tornou-se em pouco tempo conhecido como um dos mais sérios antropólogos que o país conhecera. Delegado do Brasil no Congresso de Raças, realizado em Londres, em 1911, resolveu passar mais algum tempo na Europa, a fim de dar prosseguimento aos estudos, com os professores Richet, Brumpt, Tuffier, Verneau, Perrier e Luschan.
Em conexão com a Comissão Rondon, escreveu seu primeiro trabalho acerca dos índios primitivos do Nordeste brasileiro. Professor de História Natural na Escola Normal do Distrito Federal (1916) e professor de Fisiologia na Universidade Nacional do Paraguai (1920). Fundou, em 1923, na Academia Brasileira de Ciências, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que tinha fins exclusivamente educacionais e culturais e que, em 1936, passou a pertencer ao Ministério da Educação.
Diretor do Museu Nacional em 1926, realizou ali a maior coleção de filmes científicos no Brasil. Em 1932, fundou a Revista Nacional de Educação; fundou e dirigiu, no Ministério da Educação, o Instituto Nacional do Cinema Educativo e fundou, também naquele ano, o Serviço de Censura Cinematográfica. Esteve em vários congressos nacionais e internacionais sobre temas de sua especialidade. Em 1940 foi eleito diretor do Instituto Indigenista Americano do México. No mesmo ano esteve no México e nos Estados Unidos.
Roquette-Pinto era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade de Geografia, da Academia Nacional de Medicina e de inúmeras outras associações culturais, nacionais e estrangeiras. Em homenagem aos seus estudos científicos, vários naturalistas famosos deram o nome de Roquette-Pinto a algumas espécies de plantas e animais: Endodermophyton Roquettei (Parasito da pele dos índios de Mato Grosso) por Olímpio da Fonseca; Alsophila Roquettei, por Brade e Rosenstock; Roquettia Singularis, por Melo Leitão; Phyloscartes Roquettei (pássaro do Brasil Central) por Snethlage; Agria Claudia Roquettei (borboleta) por May.
Obras: O exercício da medicina entre os indígenas da América (1906); Excursão à região das Lagoas do Rio Grande do Sul (1912); Guia de antropologia (1915); Rondônia (1916); Elementos de mineralogia (1918); Conceito atual da vida (1920); Seixos rolados Estudos brasileiros (1927); Glória sem rumor (1928); Ensaios de antropologia brasiliana (1933); Samambaia, contos (1934); Ensaios brasilianos (1941); além de grande número de trabalhos científicos, artigos e conferências, publicados de 1908 a 1926 em diferentes revistas e jornais.

 

A filha de Roquete Pinto luta pela reabertura da Rádio

JOSUÉ CARDOSO  - ARTE - CULTURA - INFORMAÇÃO - IDÉIAS

http://josuejornal.blogspot.com/2006/12/filha-de-roquette-pinto-luta-para.html
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
Filha de Roquette Pinto luta para reabrir rádio que o pai criou e que o governo do estado abandonou 
A luta pela reabertura da Rádio Roquette Pinto AM continua e deverá chegar ao gabinete do governador eleito Sérgio Cabral Filho. Carmem Lucia Roquette Pinto, filha do “criador da radiofusão pública brasileira”, Edgar Roquette Pinto, encabeça a luta que envolve a sociedade civil, parlamentares e profissionais de comunicação. As transmissões da Rádio Roquette Pinto AM 630Khz foram suspensas no início da gestão Rosinha Garotinho, em 2003. O grupo Roquette Pinto, que engloba também uma FM na freqüência 94.1 Mhz, é mantida pelo Governo do Estado e foi reaberta em 2002 pela então governadora Benedita da Silva, que assumiu o cargo poucos meses antes em função do afastamento do governador Anthony Garotinho. Na época, a Rádio, comandada por Luiz Felipe Melo e Jorge Dubonet, ganhou um novo transmissor de 50 KW e operava em parceria com a BBC de Londres. A Rádio Roquette Pinto, alguns anos antes, havia vivido um dos maiores momentos de sua existência, na década de 80, quando recebeu grande apoio do Estado, na época governado por Leonel Brizola.
Os 70 anos da Rádio MEC foram comemorados pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro dia 29 último, com a entrega da Medalha Tiradentes à instituição, representada pelo seu diretor-geral, Orlando José Ferreira Guilhon. Durante a cerimônia, que contou com a presença da filha de Roquette Pinto, Carmen Lúcia, foi contada uma parte da história da rádio, iniciada há 83 anos, e que há sete décadas se dedica à divulgação da música, educação e cultura. "Propus esta homenagem em reconhecimento à importância da Rádio MEC para a história e a formação do nosso País", afirmou o deputado Carlos Minc (PT), autor da homenagem, que presidiu a sessão. Além do parlamentar, da filha de Roquette Pinto e do diretor-geral da Rádio MEC, compuseram a mesa o representante do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro, Adair Leonardo Rocha, e o representante do conselho de comunicação social do Congresso Nacional, Geraldo Pereira dos Santos. "Sinto-me muito honrada de participar desta homenagem à uma rádio que, de forma democrática, exerce um importante papel na formação da cidadania do nosso povo. Tudo isto com muita alegria e entusiasmo, como meu pai gostava", disse Carmem Lúcia, filha do criador da primeira emissora do País, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que mais tarde se transformou na Rádio MEC. Orlando Guilhon agradeceu pela sensibilidade do parlamento, ao homenagear a rádio no ano em que completa 70 anos. "A Rádio MEC é a prova de que é possível fazer um bom trabalho em uma emissora pública, mesmo lutando por espaço com as concorrentes do mercado. Esta é uma medalha para a instituição, da qual sou apenas um representante", afirmou Guilhon.
REABERTURA - A Baixada Fluminense também está engajada na reabertura da Rádio Roquette Pinto. No dia 13 de dezembro, a UERJ-Baixada (Rua General Manoel Rabelo, na Vila São Luiz, Duque de Caxias), em parceria com várias entidades - Fórum Cultural da Baixada Fluminense, Escola de Samba Acadêmicos do Grande rio, sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias e Central de Desenvolvimento de Rádios Comunitárias, entre outras - fará manifestação em prol da reativação da Rádio. O evento servirá também para as comemorações dos 70 anos da Rádio MEC AM 800 KHz, e vai estimular também a discussão sobre a importância da radiodifusão pública como instrumento de divulgação da cultura popular. A homenagem à Rádio Mec contará com a presença de Carmen Roquette Pinto, que estará em Duque de Caxias pela primeira vez, além de lançamento de livro de cordel sobre a vida de Roquette Pinto e seu pioneirismo na radiodifusão brasileira.
O professor Paulo Mainhard, que atua em Gestão de Sistemas Educacionais e preside o Fórum da Baixada, defende a importância do rádio como órgão de comunicação e de cultura. "O rádio continua sendo um meio de comunicação muito importante, mesmo com o advento da televisão, veículo poderoso pela capacidade de transmitir som e imagem. O rádio não foi esquecido, pois ganha na mobilidade, já que podemos ouvi-lo em qualquer lugar e sob várias formas, simultaneidade, velocidade e criatividade".
PIONEIRO - Edgar Roquette Pinto era médico, antropólogo e educador nascido no Rio de Janeiro, considerado o pioneiro da radiofonia e a televisão no Brasil com o objetivo de difundir a cultura. Criou a primeira estação de rádio do país - a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro em 1923, instalada na Academia Brasileira de Ciências. A emissora foi doada ao governo federal e transformada na Rádio Ministério da Educação em 1936. Tornou-se diretor da Faculdade Nacional de Medicina (1926), foi eleito para a cadeira de nº 17 da Academia Brasileira de Letras (1927), na sucessão de Osório Duque-Estrada. Fundou a Rádio Escola Municipal do Rio de Janeiro em 1934, depois transformada na Rádio Roquette-Pinto. Com Humberto Mauro, criou em 1937 e dirigiu o Instituto Nacional do Cinema Educativo. Sempre viveu no Rio de Janeiro, cidade onde também faleceu de derrame em 18 de outubro de 1954, Em sua obra escrita destacam-se Guia de antropologia (1915), Ensaios de antropologia brasileira (1933), Samambaia (1934) e Ensaios brasileiros (1941).
Quando se avalia hoje o monumental legado de Roquette-Pinto ao Brasil, parece inacreditável que um único homem pudesse fazer tanto. Afinal, estamos desabituados a esses homens-multidão, capazes de aplicar sua inteligência e ação a interesses tão amplos e múltiplos. Mas, no caso de Roquette, talvez ele não tivesse escolha. O Brasil de seu tempo era enorme, muito maior que o de hoje, e estava todo por ser feito. Com seu dinamismo científico, filosófico e, até, espiritual, Roquette-Pinto não podia esperar que surgissem outros Roquette-Pintos para ajudá-lo. Enquanto esses não surgissem, ele viveria de mangas arregaçadas. Sua biografia ainda não foi escrita e, quando o for, não caberá num único volume. Só através dela poder-se-á reconstituir o que o levou - desde o seu nascimento, no dia 25 de setembro de 1884, em Botafogo - a preparar-se para tantas atribuições.

 

Rádio Roquete Pinto

 

Emissora pública pertencente ao Governo do Estado do Rio de Janeiro
Diretor Presidente : Artur da Távola (*)


Rádio Roquette Pinto 94,1 FM "ao vivo"

Clique aqui:
http://www.fm94.rj.gov.br:80/

On-Line 24 horas.

Site provisório:
http://www.fm94.rj.gov.br

 

(*) - Artur da Távola, pseudónimo de Paulo Alberto Monteiro de Barros, (Rio de Janeiro, 3 de Janeiro de 1936) é um político e jornalista brasileiro.
Filiado ao PSDB, foi redactor e editor em diversas revistas, notavelmente na Bloch Editores. Exerceu mandatos de deputado federal de 1987 a 1995 e senador de 1995 até 2003.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 
 
 
 
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FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO

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