Transferência da sede do Governo-geral do Brasil de Salvador para o

Rio de Janeiro

Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Formatação: Iara Melo

 

 

Por Carta Régia, assinada pelo 1º Ministro, Marquês de Pombal, Portugal

transfere o vice-reino do Estado do Brasil, de Salvador para o Rio de Janeiro).

 

 

31 de Agosto de 1763

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

Em 1763, o Marquês de Pombal  determina a transferência da sede do Governo-geral do Brasil, de Salvador BA para o Rio de Janeiro. Um dos factores que contribuem para essa decisão é a necessidade de ter o centro administrativo mais próximo das regiões de mineração. Os conflitos frequentes com os vizinhos espanhóis nas regiões Centro-Oeste e Sul reforçam a necessidade da mudança

Durante quase todo o século XVII a cidade teve um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais, nascendo a partir delas as principais ruas do actual Centro. Com cerca de trinta mil habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial. Essa importância tornou-se ainda maior com a exploração de jazidas de ouro em Minas Gerais, no século XVIII, pois sua proximidade levou a consolidação da cidade como um importante centro portuário e económico. Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colónia para o Rio de Janeiro, sendo que Salvador até esta data ocupava esta condição.

 

Rio de Janeiro - Capital do Brasil
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Em 1763, o Rio de Janeiro se tornou a sede do Vice-reino do Brasil e a capital da colónia.
Com a mudança da família real para o Brasil, em 1808, também na época da tomada da Península Ibérica por Napoleão, a região foi muito beneficiada com reformas urbanas para abrigar a Corte portuguesa. Dentro das mudanças promovidas destacam-se: a transferência de órgãos de administração pública e justiça, a criação de novas igrejas, hospitais, quartéis, fundação do primeiro banco do país - o Banco do Brasil - e a Imprensa Régia, com a Gazeta do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes também surgiram o Jardim Botânico, a Biblioteca Real (hoje Biblioteca Nacional) e a Academia Real Militar, antecessora da actual Academia Militar das Agulhas Negras.
Assim, ocorreu um processo de introdução cultural, influenciada não somente pelas informações trazidas pela chegada da Família Real, mas também pela presença de artistas europeus que foram contratados para registrar a sociedade e natureza brasileira. Nessa mesma época, nasceu a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios.
 Criação do Município Neutro
Após a transferência da Corte portuguesa para a cidade do Rio de Janeiro, a autonomia, que a província tanto aspirava, não foi alcançada da mesma forma que as demais, já que ao ministro do Reino, cargo que foi praticamente um substituto para o de Vice-Rei com relação ao Rio de Janeiro, era confiada a sua administração.
Aliado a isto, estava o fato de que a cidade do Rio era a capital do Império, o que fazia com que o ministro administrasse a província inteira por meio de "avisos", os quais dirigia às Câmaras Municipais de cidades que, naquela época, cresciam à passos largos devido à ampliação e fortalecimento da lavoura cafeeira, que já sobrepujava à força da lavoura canavieira na região Norte Fluminense.
Estas diferenças que haviam com relação as demais unidades administrativas do fez com que no ano de 1834 a cidade do Rio fosse transformada em Município Neutro, permanecendo como capital do país, enquanto a província passou a ter a mesma organização político administrativa das demais, tem agora sua capital em Vila Real da Praia Grande, que no ano seguinte passou a se chamar Niterói.
Já a cidade do Rio passou a ter uma Câmara Municipal, que cuidaria da vida daquela cidade sem interferência de um presidente de província, e em 1889, após a implantação da República, a mesma continuou como capital, sendo o Município Neutro transformado em Distrito Federal e a província em Estado. Com a mudança da capital para Brasília, em 1960, o município do Rio de Janeiro tornou-se o Estado da Guanabara.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO