De: Wellington Diniz Para: recanto da
prosa e do verso
Bebo a angústia
que há em mim!
Não aquela eterna do butiquim.
Apenas o João no balcão.
Bebo a angústia que há nos outros!
Não aquela querela do João.
Apenas o pião no salão.
Degusto delicadamente
Cada gole de minha derrocada,
A eterna lágrima do palhaço.
Faço o laço como desfaço
E disfarço a lágrima.
Não a do palhaço,
A do João no balcão.
Ás: 09/11/2007 5:29:5

De: Ligia Tomarchio Para: Amigos do CEN
SAUDADE
Quero pensar que estou sonhando
quero acordar desse pesadelo
quero sentir todo o cheiro
quero levantar me banhando...
Sinto que o mundo acabou
sinto um vazio em meu ser
sinto muito por quem ficou
sinto ter que deixar de ser...
Amo a tudo que ficou
amo a vida que me fez crescer
amo a você que chorou
amo a tudo que pode nascer...
Choro muito por ter partido
choro tanto por todos vocês que me amam
choro sempre com o coração sentido
choro pela última vez, pois vocês me chamam...
Morro agora, sem nada deixar
morro levando o cheiro da natureza
morro lamentando não poder voltar
morro chorando por não ver mais tanta beleza...
Ás: 09/11/2007 2:56:50

De: IALMAR PIO Para: RECANTO
Canto Poético
Ialmar Pio Schneider
Ao abrir esta cancela
Dei-lhe o nome de "recanto",
Flua o riso, surja o pranto,
Tudo o que passar por ela
Há de Ter o seu encanto.
Para os leitores amigos
Levo aqui minha mensagem
De prosseguir nesta viagem
Mesmo que enfrente perigos
Nunca me falte coragem.
Trovas, sonetos e cânticos
Tenham aqui seu lugar,
Que é meu destino cantar
Versos simples e românticos:
Cantigas de terra e mar...
Publicado no jornal RADAR - Pág. 8 - Canoas, 02 de Abril de 1987
Ás: 09/11/2007 0:48:11

De: ANTONIO CÍCERO DA SILVA Para: Recanto da Prosa & do Verso
A POESIA É LINDO CANTO
Antonio Cícero da Silva
A poesia é lindo canto
Que fala do que é belo
Com total realidade
E fantástica fantasia.
A poesia vai ao longe
Por um caminho sem fim
Com versos que são eternos
E atingem as diversas gerações.
A poesia é suave música
É profundo amor e carinho
Mas também fala da dor
Dos acompanhados ou sozinhos.
Os versos gritam e falam
Também cantam e reclamam
De todos os assuntos existentes
Mas são muitíssimos coerentes.
Ás: 09/11/2007 0:0:50

De: Maria Granzoto Para: Recanto da Prosa & do Verso
Criança
Foi feliz aquela menina branca, tão branquinha
porque só saía com a sombrinha.
Era exigência da mãe abnegada
que não admitia sua pele pelo sol beijada.
Ganhou a primeira boneca de pano
Quando tinha cinco anos.
Ganhou a primeira boneca de louça
Quando já era quase moça.
Debaixo da árvore, brincava de escola
Lápis e papel, levava na sacola.
Brincava de casinha
e fazia comidinha.
Enlevava-se ao espiar os passarinhos
e descobrir onde estavam seus ninhos.
Gostava da chuva e ficava molhada
Ao caminhar nas enxurradas.
Gostava de, à noite, o céu olhar
E com as estrelas conversar.
Não entendia porque elas não caíam
E nem paravam de brilhar!
Cedo perdeu o pai, num trágico acontecimento
Ausência que a mãe supria,
Sem nenhum constrangimento.
Foi assim a infância de Maria.
Ficava de olhos pregados,
Nos belos contos de fada,
Sonhando em ser a princesa
Daquele mundo encantado
Única filha, sem irmãos.
Teve por companheiros,
As flores e os animais.
São tempos que já se foram
E não voltarão jamais!
Maria Granzoto da Silva
Ás: 08/11/2007 23:21:51

De: Geisa Para: Portal CEN
MENSAGEIRO DO AMOR
Geisa
Neste momento eu queria ser
Um pombo-correio.
Não para te levar mensagem,
Mas para me transportar
Até onde estás
E poder - assim,
Abraçar-te,
Prender-te com meus braços,
Beijar-te
Nos olhos, nos lábios,
Por inteiro...
E sussurrar nos teus ouvidos:
Amo-te! Amo-te! Amo-te!
Ás: 08/11/2007 23:12:30

De: Raimundo Antonio Souza Lopes Para: Portal CEN
A DOR DE UM PAI
Raimundo Antonio - Cronista
Eram mais ou menos 20h35m de um domingo passado, e o local do diálogo -
quase monólogo - foi em frente ao setor de emergência do Hospital Regional
Tarcísio Maia, em um dos bancos que circundam o jardim, defronte à entrada
principal. Eu tinha ido levar meu filho - rapaz de 13 anos - para que o
médico o examinasse a respeito de um mal-estar causado depois da volta de
uma viagem. Enquanto a mãe o levava para dentro, fiquei apreensivo, a espera
do seu retorno. Esperando, resolvi me sentar um pouco para acalmar-me.
O banco estava solitário, como a esperar por novos visitantes com suas
conversas, suas histórias e, na maioria das vezes, seus choros de
sofrimentos e perdas. Não demorou muito, sentou-se ao meu lado um senhor,
ainda jovem - quase da minha idade - que ficou a olhar o horizonte,
impassível, enquanto descia pelo seu rosto um fio de lágrimas. Não quis
perguntar-lhe nada. Respeitei aquele momento, não me atrevendo a dirigir-lhe
a palavra, mesmo que fosse para perguntar-lhe se ele estava bem; se
precisava de alguma coisa; se eu podia ser-lhe útil. Foram minutos
infindáveis.
Vez por outra eu o contemplava, na esperança que, ao olhar-lhe, criasse uma
espécie de vínculo e o mesmo pudesse dizer o que estava sentindo ou o que
realmente estava causando aquela tristeza, traduzida em seu rosto pelo
enxugar das mãos nos olhos e, de vez enquanto, o soluço disfarçado em um
pigarro.
Levei a mão ao bolso da camisa e tirei o maço de cigarros oferecendo ao
companheiro de banco, na esperança de que o mesmo deixasse, por um momento,
de contemplar o vazio e se dispusesse a conversar, para quem sabe, aliviar o
que estava sentindo. Aceitou. Colocou-o entre os lábios e eu prontamente
acendi-o. Deu uma longa tragada - dessas em que a brasa se torna viva - e
olhando para o cigarro entre os dedos, falou pela primeira vez: "-Que vício
desgraçado! Isso mata lentamente e todo mundo sabe, porém, ao mesmo tempo,
relaxa, entorpece e acalma os nervos". Concordei, ao mesmo tempo em que
aproveitei para dizer-lhe que estava tentando parar com essa falsa sensação
de bem-estar.
Ele então me olhou bem dentro dos olhos, como a esperar encontrar ali um
porto seguro, e desabafou: "-Uns preferem arriscar uma morte lenta, na
esperança de que esse vício não seja a causa; outros simplesmente aceleram o
vício e morrem antes de começar a viver". E continuou: "-Hoje pela manhã eu
vim trazer o meu filho, que ficou internado, e agora à noite eu voltei para
vir dormir com ele, trazendo-lhe roupa, material de higiene e comida. Ao me
identificar na recepção, fui encaminhado para o médico de plantão, que me
deu a mais dolorosa notícia que um pai pode receber. Ele disse que sentia
muito, mas, infelizmente - apesar de todos os esforços - meu filho não tinha
resistido e estava morto".
Ao dizer isso, aquele jovem senhor deixou escorrer - sem mais se preocupar
em disfarçar - a quantidade de lágrimas que tinha retido até aquele momento.
Fiquei em silêncio, sem saber o que dizer (acredito que nesses momentos
palavras não dizem nada), pedindo a Deus que protegesse o meu filho e que me
devolvesse são e salvo.
O silêncio que se fez só foi quebrado - em várias vezes - pela chegada das
ambulâncias, carros de polícia e de particulares, com pessoas, vítimas das
mais diversas gravidades.
"-Vinte anos!" Disse. "- O meu filho tinha apenas vinte anos e morreu de uma
overdose de cocaína! Tanto que eu lutei para que ele largasse as drogas! E
agora? Como é que eu vou dar essa notícia à mãe e aos irmãos dele?"
Continuei calado, apenas olhando-o. Não sabia o que dizer. Passavam em minha
mente, vários filmes de casos semelhantes - alguns com óbitos - de alunos
meus.
"-Espero que ele agora consiga, finalmente, a paz junto ao Senhor. Ele não
vivia mais. Acordava para o vício e dormia somente quando o vício dominava
seus sentidos", murmurou.
Levantou-se, olhou para mais uma ambulância que chegava, apertou a minha
mão, se desculpou (aquilo me doeu! Por que ele se desculpou? Era eu que
deveria pedir desculpas! Sim! Não tivera coragem de dizer alguma coisa que
pudesse aliviar aquele sofrimento!) e saiu, enxugando com as costas das mãos
o restante do seu desabafo.
Maldito mundo cruel. Exclamei. Quantos jovens ainda precisam sucumbir, para
que os outros entendam que esse é um caminho sem volta? Quantos lares ainda
serão destruídos para que a sociedade se mobilize, efetivamente, para
erradicar essa praga?
Finalmente o meu filho veio em minha direção, completamente refeito da
indisposição que o trouxera até ali. Sem dizer-lhe nada, abracei-o com
força. Jurei naquele abraço que jamais deixaria de lutar por uma sociedade
mais justa, sem vícios e livre de parasitas que enriquecem a custa da
desgraça alheia.
Ás: 08/11/2007 21:43:0

De: Mordegane Para: Portal CEN
Amores e Amizades Virtuais
Quando estamos mais vulneráveis?
Seria quando passamos a gritar nossas carências?
Vejamos: já é noite o micro ligado, uma sala de bate papo on line, naquele
momento soltamos as nossas amarras.
Talvez por não existir uma exposição visual, por ser apenas alguém do outro
lado de uma maquina, que apenas lê o que digitamos, mas os sentimentos estão
ali, eles são reais e mesmo que a exposição visual não exista, sentimos em
nosso âmago cada palavra ali digitada.
Onde dois seres se entregam a um louco sentimento tão profundo ou maior
ainda, que poderiam imaginar existir em um relacionamento virtual.
Virtualidades... Um olhar perdido no nada, sem ver. Somente imaginar o ser
amado, beijos digitados porém, não menos sentidos, saboreados, degustados.
Anseios inimagináveis, coração acelerado, olhos pregados em uma tela fria.
Espera por tempo infindo pelo ser amado no mais profundo encantamento.
Com enlevo toca com as pontas dos dedos a tela que estampa uma imagem, a
imagem do seu bem, que distante do outro lado do continente sente-se
querido, desejado e vive os seus dias a esperar ansioso o momento de poder
tocar a pele macia, olhar dentro dos olhos do ser amado e assim sentir ser
realmente desejado, acariciado com o brilho que aquele olhar há de irradiar.
E assim as pessoas abrem suas almas seus corações, pois ninguém as vê corar
tremer ao digitar.
Então, criam personagens, compram e vestem a idéia, acreditando piamente
naquela caracterização, germinam assim amizades, aproximam-se afinidades.
Neste momento não importa se do outro lado esta um poeta, um empresário ou
alguém insano.
Homem ou mulher rica ou pobre somente a certeza de uma alma solitária. Neste
momento a distancia deixa de existir, o que importa é que encontramos enfim
companhia.
Passamos a digitar com carinho escolhendo as palavras a serem digitadas
adornando as mesmas, com frases de efeito, para impressionar jogam e se
inebriam com a delicia da sedução.
Às vezes esquecendo que por traz de uma maquina existe alguém: corpo, alma,
mente e coração.
Que recebe cada galanteio como um néctar dos deuses, guardando cada palavra
ali digita a sete chaves em local secreto em seu coração com carinho e
devoção.
Palavras necessárias para suprir suas carências, fazendo com que sua
fantasia passe a reger os dias de sua mais pura e palpável realidade.
E em alguns casos a imagem real da pessoa, é exatamente o contrario do que
pensamos e do que nos foi passado.
E nestes momentos sofrem os internautas, a dor do engano nascendo, a mágoa
que fere sem piedade aquela coração que ousou acreditar e comprar a idéia
vendida com tanta ternura, carinho, amizade e emoção, em varias noites de
insônia onde prostrados em frente a maquina. Sem sentir cansaço, apenas a
emoção de se dar e receber.
Oxalá pudessem todos os internautas, simplesmente reavaliar seus atos, antes
de fazer com que seres humanos, se magoem e se fechem para o mundo real.
Tudo isso porque faltou sensibilidade, sinceridade e amizade, pois se elas
existissem isso não ocorreria.
Um amigo verdadeiro jamais magoaria, o amigo!
Com certeza preferiria ser por ele magoado, entenderia, pois era amigo.
Internautas, atentem para este simples detalhe, mas que tem uma importância
vital.
Em todos os relacionamentos virtuais ou mesmo os relacionamentos ditos
reais,
por traz desta tela fria de um computador, existe alguém lendo e devorando
ansiosamente todas as palavras, que são ali digitadas e dando créditos reais
as mesmas. Com os sentimentos expostos e com o coração a pulsar de amor e de
uma infinda paixão, a sorrir como crianças com o carinho recebido.
Ou poderão, com sua insensatez, fazer que injustamente, derramarem
lágrimas amargas de tristeza, amargura e solidão.
A escolha é somente sua ...
Luis Carlos Mordegane
(umvelhomenino)
Ás: 08/11/2007 20:59:26

De: Jorge Humberto Para: Portal CEN
CRIANÇAS SEM FUTURO
Que desgosto atroz ver crianças órfãs,
Sem um sentimento de carinho e amor
Como que perdidas, sozinhas e vãs,
Por não terem quem partilhe seu calor.
Andam neste mundo feio feito adultas,
Sofrendo a ignorância dos mais velhos,
Que a tudo mas tudo lhes deitam culpas,
Esse seres incoerentes, velhos e relhos.
Muitas sofrendo de má nutrição procuram
Nas lixeiras o que comer - triste condição,
Que a tudo deitam mão e assim vasculham
Mais um dia de sobrevivência neste mundo.
Que é feito então, do chamado coração,
Que o Homem encarregou de tornar imundo?
Jorge Humberto
08/11/07
Ás: 08/11/2007 20:27:34

De: Nanci Para: Portal CEN
Lágrima Solta
Hoje a lágrima rola solta.
Saudade doída, coração apertado
Quanto tempo sem sua companhia
Se ao menos tivesse notícias suas
Pudesse eu saber como estás
Se és feliz na nova morada...
Quem inventou a vida, trouxe a morte
Morte muda, surda, cega.
Indiferente às nossas dores
Deixa apenas saudades
Essa dor calada
Esse imenso vazio do não saber.
Nanci Laurino
Ás: 08/11/2007 20:2:26

De: Leda Terezinha Para: Portal CEN
Sonho Azul
Olhe o horizonte infinito
deste amor, que é tão bonito,
e deixe aflorar a emoção
que mora no coração.
Sinta - se hoje um poeta,
serei eu sua musa predileta,
e neste momento sagrado
ficarei aqui a seu lado.
E sonhe. Deixe voar,
seus pensamentos pelo ar,
abraçando - me com calor
fala - me só de amor.
Diz que você, sem mentira,
somente por mim suspira,
que me quer muito, e assim,
assim será até o fim.
E que por toda a vida,
serei a sua preferida.
estaremos juntos a cada passo
estreitados num só abraço.
Abraço forte e seguro,
pois nosso amor é tão puro.
Teu coração será só meu,
pois o meu sempre foi teu.
Muito felizes na ventura,
e unidos na desventura,
seguiremos nosso caminho
mesmo cheio de espinhos,
Com segurança e decisão
pois nos daremos as mãos.
Nosso futuro será bonito
pois este amor é infinito.
Pinhalão, 08 de novembro de 2007.
Ás: 08/11/2007 19:58:22

De: Ana Maria Nascimento Para: Portal CEN
Etérea Busca
No alpendre das recordações,
procuro sempre encontrar você,
e esta lembrança faz ressurgir
a admirável simpatia mútua,
alicerce deste bem-querer.
Vivendo este supremo compromisso
que me levou, assim, a experimentar
os louros do indescritível afeto,
construo um aparente lar,
onde resida a minha solitude.
Ás: 08/11/2007 19:3:33

De: Ana Clara Ribeiro Para: Recanto de prosa e verso
AUGUSTA
TÃO BELA PASSAS NA CALÇADA , AUGUSTA
TÃO TRISTE MORAS NA ALCOVA ESCURA
QUASE NADA NESTE MUNDO TE ASSUSTA
NEM RECLAMAS DA LUTA, A AMARGURA.
O PIOR NA VIDA, EXISTÊNCIA INJUSTA
CHEIA DE DOR, DE ANGÚSTIA, DE LOUCURA
É PAGARES UM PREÇO QUE MUITO CUSTA
E FICARES SOFRENDO EM CLAUSURA.
TUDO PASSARÁ, PODES TER CERTEZA
TEU CHORAR EMBORA SENDO SOFRIDO
NÃO SULCARÁ TEU ROSTO DE TRISTEZA.
SABES, TEU CORAÇÃO ARDE DOLORIDO
MAS TEU INTERIOR ESPARGE GRANDEZA
POR NÃO VERES TEU CORPO SER VENCIDO.
Ás: 08/11/2007 18:39:51

De: Carmo Vasconcelos Para: Recanto de Prosa e Verso
SUPREMA SINFONIA
Carmo Vasconcelos
Do desentendimento nossas almas
Ignorantes não podem ser culpadas
Nas metas que lhes são predestinadas
Viajam em tormenta ou águas calmas
Ainda que dois corpos se completem
Vence a desarmonia permanente
Pela perfeita simbiose ausente
E dores nos amantes se reflectem
Não basta o saciar da carne vã
Nem ao espírito um fútil agradar
É algo mais que falta à mente sã
É corpo, sangue e alma, em sintonia
É cada ser em êxtase a tocar
Com outro. a suprema sinfonia
Ás: 08/11/2007 18:32:27

De: Eliane Gonçalves Para: Recanto de Prosa e Verso
PAZ INTERIOR
Eliane Gonçalves***
Distante do Senhor
Não quero o meu viver
Sem a verdadeira direção
Me perco no caminho
Que me valerá ter tudo
Se tiver um imenso vazio
Inundando o meu ser
No maior abismo interior
Que me servirá viver
Sem a maior emoção
Que só teu amor
Pode trazer ao meu ser
A verdadeira paz
Que excede a tudo
A paz que sempre irradia
Sem fronteira humana
A Paz interior!
Ás: 08/11/2007 18:0:43

De: Célia Jardim Para: Recanto de
Prosa e Verso
DIAS DE SOLIDÃO
Quando tudo em mim foi silêncio
e o vazio ocupou todos os espaços
eu tentei me afastar de mim
antes que não houvesse um remédio
que me tirasse daquele tédio
Busquei o mundo fora de mim
em um lugar tão comum
a tudo que eu sentia
Divaguei perdida neste mundo
silencioso
mas que me falava de paz
de serenidade
e compreendi que o vazio
o único lugar vazio
é aquele que conheci
enquanto vivi
só para olhar
para dentro de mim
Foi no meu momento de maior solidão
que eu me senti
me questionei
me encontrei
E a solidão me ensinou
que ela é também
companheira
conselheira
e que muitas vezes
ficar um pouco só com a gente
não é estar só completamente
Célia Jardim
Ás: 08/11/2007 16:59:46

De: Nidia Vargas potsch Para: Recanto de Prosa e Verso
EM SINTONIA ...
Nidia Vargas Potsch
Mudanças inesperadas
nos atropelam
desejando soluções imediatas.
O aumento das expectativas,
das transformações surgidas ou sugeridas,
nos levam a desejar, crer e fazer mil diferentes planos.
Como se tivéssemos, por obrigação,
faxinar e retirar do armário,
as velhas roupas desbotadas e
gastas pelo uso,
nos livrando do supérfluo ...
Transitar com as eletrificações da mente
em sintonia com algo muito maior
nos causa espanto:
a disponibilidade para flutuar além
das ondas cerebrais ... romper suas fronteiras ...
Caminhar através do imprevisível
que a toda hora nos intimida, nos cerca às escondidas,
nos faz retomar o tempo,
em atitudes convergentes ... ou invertidas ...
Nidia Vargas Potsch
@Mensageir@
Rio, 02/11/2007
Ás: 08/11/2007 16:29:36

De: Remisson Aniceto
Herança
E eu morro a cada dia
quando cada coisa morre.
Outrora Deus me socorria;
agora já não socorre...
Vai um pássaro, coitadinho,
de hirtas e opacas asas.
Vai com ele um bocadinho
da minha alegria tão rasa.
Vão-se o amigo, o cão, o gato, o boi,
tudo vai nesta infalível jornada.
Só fica a angústia do que foi
na minha memória cansada.
Até um jovem filho se vai
sem mesmo saber p'ra onde,
na vã liberdade que atrai
e mil armadilhas esconde.
Nenhuma alegria perdura
e todo gozo é passageiro.
Só de tristeza há fartura
todo dia, o ano inteiro...
Quando eu me for (e será breve!)
levarei comigo esta carga.
Não quero que alguém herde
tanta lembrança amarga.
Ás: 08/11/2007 16:15:50

Substância
Para Rosangela de Fátima
Encontro-me tantas vezes pensando
em ti
e visualizo tua perfeita forma de mulher,
o dia a aflorar-te nos lábios de veludo,
a noite a escorrer-te pela seda dos cabelos.
Se estás longe de mim, dia após dia
transformo-te na delícia do fruto que aprecio,
no frescor da água que me sacia a sede
e na substância, enfim, que me permite o amanhã.
Posso te sentir na suave brisa matutina,
nos primeiros raios do sol que me aquecem
e ouso ver-te em cada objeto, em cada rosto,
em cada gota de orvalho da verde grama
e no ruflar das asas das andorinhas...
Sou pequenino ante tua presença
e obscuro na tua transparência,
mas meus olhos mantenho cerrados
enquanto o dia corre,
enquanto a hora vital não chega,
até que te encontro, nascida do nada,
florescida, cristalina ante meus olhos,
e bebo da taça dos teus lábios
e aqueço-me do sol do teu sorriso
e me desfaço em infantil alegria...
E vão-se do meu rosto a sombra e a amargura
e tudo o que me faz sofrer quando não te tenho.
Onda que vem
e que vai
e vem novamente
e torna a partir,
mas que não escoa nunca,
neste oceano de delícias que é o teu corpo,
que banha o meu corpo,
que faz nascente o sol no meu rosto.
És a delícia, a doçura dos meus dias
e a cada hora te espero
para reinar sempre em minha vida.
Ás: 08/11/2007 15:41:44

De: Regina Bertoccelli
PRISIONEIRA DE MIM
Regina Bertoccelli
Sou prisioneira de mim,
quando na tua ausência,
deixo fugir meus sonhos
Sem forças me entrego
aos braços frios da solidão
Deixo as horas passarem,
o dia acontecer, a noite fenecer...
Volta logo, amor!
Sem teus afagos e carinhos,
minh'alma adormece,
meu corpo padece...
Ás: 08/11/2007 15:18:0

De: Humberto Rodrigues Neto
Trastes
Humberto - Poeta
Por mim divinos sonhos vaporosos
passaram como nuvem fugidia;
passaram rubros lábios suspirosos,
que aos meus, ousadamente, comprimia!
Passaram corpos de prazer fogosos,
que em louco arroubo contra o meu premia,
crispando-os de arrepios voluptuosos,
em síncopes de estranha fantasia!
As paixões todas que vivi, contudo,
gozei sempre a supor que aquilo tudo
fosse mera rotina vida afora...
Mas o tempo, em tristíssimos contrastes,
transformou tudo aquilo em velhos trastes
que a vida aos poucos vai jogando fora!
Ás: 08/11/2007 15:13:45

De: Lupércio Mundim Para: CEN
Saudade II
Sentir saudade é sofrer
a angústia mais profunda,
é chorar a lágrima que inunda
um coração que só quer morrer...
Sentir saudade é sorrir
ao relembrar o passado,
é esperar que o ser amado
volte algum dia, no porvir...
Sentir saudade é amar
alguém querido à distância,
é sentir na alma a flagrância
deixada por ela no ar...
Lupércio Mundim - Goiânia - GO
Brasil
Ás: 08/11/2007 15:8:33

MULHER
Um aroma suave
exalou das mãos do Criador,
quando seus olhos contemplaram
a solidão do homem no Jardim!
Foi assim:
o Senhor desenhou
o ser gracioso, meigo e forte,
que Sua imaginação perfeita produziu.
Um novo milagre:
fez-se carne,
fez-se bela,
fez-se amor,
fez-se na verdade como Ele quer!
O homem colheu a flor,
beijou-a, com ternura,
chamando-a, simplesmente,
Mulher!
Ivone Boechat

De: Pedro César Alves Para: LEITORES
DIREITOS
Direitos...
Todos temos?
Direito à vida,
À cidadania,
À liberdade,
À tranqüilidade...
Será?
Prof. Pece
Araçatuba / SP
Ás: 08/11/2007 15:1:24

De: Andréa Borga Pinheiro Para: CEN
Voltar Atrás - Andréa Borba Pinheiro
O que irei fazer, não vai, nada
mudar,
Embora eu queira contigo estar,
Sei que não iria adiantar,
Pois você não irá mais me amar.
Depois de jogar tudo fora,
Por motivos que nem eu entendo,
Eu volto agora,
Para a sua desgraça... ou contentamento?
Depois de várias viagens,
Depois de várias bocas beijar,
Depois de registrar muitas imagens,
Sem, em nenhuma delas, seu rosto encontrar...
Eu volto, mas não para ficar...
Só para dizer, que jamais irei esquecer,
O que passamos juntos,
A história d'eu e você.
Ninguém nunca me amou como você,
Ninguém nunca te amou como eu,
Mas agora, isso tudo virou passado,
Lembrarei sempre dos nossos momentos bons, e de como doeu...
Doeu dizer "não",
E pôr um ponto final em um amor sem nenhuma vírgula.
Acho que fomos intensos demais...
Acho que nos entregamos demais...
Mesmo, esse sendo o certo,
O mundo é cruel com quem ama,
O mundo não aceita pureza,
O mundo está acima de qualquer certeza.
Destrói nossos sonhos...
E abala amores verdadeiros...
E não há quem consiga vencer isso,
Nem os melhores guerreiros.
Ainda te amo,
E nunca deixei de amar,
E sei, que por muito tempo, eu ainda hei de chorar,
Mas agora... não posso mais voltar...
Andréa Borba Pinheiro
Ás: 08/11/2007 13:41:56

De: Cândido Pinheiro Para: CEN
Viagem da Alma
Sulcos em tua face, marcas do passado que no presente não entendes
São giros e reviravoltas de uma história que você passou
É a rotina angustiante deste teu sol que nunca raiou
Nebulosas dúvidas de conflitos interiores, são temores, nunca flores
Noites em que a lua não aparece e de breu a esperança se veste
Inquieta alma em teu peito estremece, falta coragem para alçar o vôo
São vidas passadas aos olhos do agora, identidade do hoje jogada fora
Mergulhas a buscar no âmago de teu ser, respostas deste atroz destino
Machucas-te sem saberes os porquês, bom seria se não fosse verdade
Em qualquer idade esta ferida sangra quando no espelho não vês teu rosto
São desgostos de gostares muito e nem um pouco estares contigo
Nestes labirintos é cansativa a caminhada, são esquinas sem chegadas
É andar ao passo sem avançar, momentos perdidos aos dedos escapam
Vida volátil nas mãos evapora, é o fim de um dia mais uma vez indo embora
Mesmo com todos os desencontros e desencantos de outrora
Não desanimes e enfrente sempre, não lamentes se em vão o dia passou
Sigas tua caminhada a regar com otimismo a semente dos tempos
Pois esta brota e verte de dentro da gente em cada novo amanhecer
Basta regá-la para florescer e estará com você num momento crescente
Em que a tua força e vontade é Deus onipotente em sua divina bondade
Tente mais uma vez, não pare de lutar nem tampouco de perdoar
E verás que a vitória muitas vezes é fruto da perseverança
Prêmio àqueles que nunca perderam as esperanças
E quando o destino relampejar nos céus, teus olhos irão te ver
Podes crer no milagre dos anjos, são asas que irão te alcançar
E te levarão além de todos os horizontes, onde verás a tua fronte
Em frente a ti enxergarás o teu próprio retrato
O de antes em preto e branco no agora em todas as cores
Acredite no que verás e sentirás tuas belas formas
Pois dentro de você estarão todas as respostas
É a essência de teu próprio ser, tua alma sedenta de você
Marque encontro contigo mesma e te sentirás em teu interior
E viverás em um único momento, todas as passagens
Esta é a hora, o instante de fechar os olhos e teu corpo fenecer
O piscar desse dia é um clarão reluzente em todas as dimensões
É a viagem da alma em busca de uma nova morada
É um lindo brilho alado vencendo o vento e a luz do tempo
E sejam quais forem as paragens, em outro peito irá resplandecer...
Cândido Pinheiro
Santa Maria - RS - Brasil
Ás: 08/11/2007 13:38:20

De: Luiz Poeta Para: CEN
"SEREIA"
De Luiz Poeta ( sbacem-rj ) - Luiz Gilberto de Barros
19.11.2007
Não me procure no mar;
As ondas batem na areia,
O pranto escorre do olhar.
Quando você me quiser,
Basta só me procurar;
Existem tantas sereias,
Tantas canções de ninar.
É inevitável sonhar
O sonho que se quiser,
Piratas soltos no cais
Querendo qualquer mulher.
É imprevisível o amor;
Ele faz tudo o que quer;
No frio, oferta calor,
Na dor, entrega prazer.
Quando um barco vier,
Sou eu quem vem te buscar
E seja o que Deus quiser,
O meu destino é te amar.
Ás: 08/11/2007 13:34:4

De: Gena Maria Para: CEN
Meu Amigo
Gena Maria
Nem sempre encontramos um amigo
Mas eu posso dizer com todas as letras
Você é meu amigo
Sempre esta presente; é muito bom saber que tenho você!
Em todos os momentos sinto-me segura
Pois sei que você está lá para o que der e vier
Seja nas horas boas em que comemoramos...
Ou nas horas de desespero...
Em que preciso de seu ombro para chorar.
Não preciso nem pedir ou chamar
Sei que você estará presente para me apoiar
Como é bom ter você meu amigo!
Se Deus pensou em alguém para ser
Importante em minha vida
Certamente pensou em você meu amigo!
Ouço os melhores e mais sensatos conselhos
Parece que colocaram em seu coração
As palavras certas para as horas mais incertas
Em que penso que não vou suportar o fardo
E lá está você ao meu lado...
Chora comigo, ri quando é preciso
E sem você meu amigo
Eu não sobreviveria, pois necessito tanto
De suas mãos amigas e seu abraço reconfortante
Sempre dizendo o que preciso ouvir
Com o maior amor e dedicação
Pois você é o meu amor do passado
Que vive comigo há mais de quarenta anos
Completando esta linda e maravilhosa família
Que é a nossa formada por mim você e nossos quatro filhos!
Te amo meu amigo, mau amor meu tudo!
Marília-SP
Ás: 08/11/2007 13:30:56

De: Hugo Girão e Isabel Fontes Para: CEN
O SILÊNCIO DAS ALMAS - Isabel Fontes e Hugo Girão
"Até parece que foi hoje. Levantou-se, fez as malas... E sempre em silêncio,
apenas saiu."
"Nove anos de uma vida em comum e acordei com a sensação de que, à parte de
termos compartido os lençóis da mesma cama e algumas horas de alguns dias
das nossas vidas, não partilhámos absolutamente mais nada..."
Esconder, silenciar, abdicar do ser próprio para nos moldarmos ao ser
amado...
O medo de ferir, abrir diálogos passados para não por em causa um futuro
incerto, quase sempre com os dias contados...
O espelho do quarto, o nosso melhor confidente; o corpo que se arrasta sem
forças para mais... o silêncio...
Há sempre um dia em que a alma diz "BASTA" ,como um grito fechado numa
gaveta empoeirada pelo peso do tempo; há sempre um dia em que acordamos
fartos de viver o que ainda não existe e queremos fugir do que já vivemos,
fugir de nós, fugir de tudo e de todos...
" O Silêncio das Almas" fala desses dias em que o mundo cái sobre as nossas
costas sem que o possamos mais suster; esse mundo onde o silêncio e o amanhã
são almas gémeas que acabam por sacrificar tudo o que ficou para trás, tudo
o que foi bom, tudo o que deixou de ser, hoje, aqui e agora.
"O Silêncio das Almas" é uma história contada a duas vozes, uma história
sobre os desencontros que caminham na mesma direcção à procura da mesma
coisa, de maneira diferente... em silêncio.
Os Autores
Hugo Girão & Isabel Fontes
Ás: 08/11/2007 13:27:31

De: Carmo Vasconcelos (Carminho) Para: CEN
NUM CIGARRO
Carmo Vasconcelos
Dia após dia queimo num cigarro
Essa imagem que tento dissipar
De um amor fugidio que não agarro
E que mora não sei em que lugar
E queimo ainda essa voz que teima
Em reclamar furtiva esse amor
Num crepitar constante que me queima
Braseiro manso mas devastador
Dia a dia queimar é o meu desejo
Essa imagem longínqua e desfocada
Dum amor que imagino mas não vejo
E em cada minha triste madrugada
Cada cigarro rubro é como um beijo
Dessa imagem por mim imaginada
In "Sonetos Escolhidos"
Ás: 08/11/2007 13:23:26

De: Lúcia Trigueiro Para: CEN
Canto da Caridade
Lucia Trigueiro
Sentimento do tempo relento sereno
irmão padece solidão da noite fria
lamento de uma dor fome sede
filhos de Deus rumo do caos
sensação do sofrimento
esperança perdida.
Navegando entre ruas
minh'alma flutua estendo as mãos
oração a Deus
impressão sensível emoção de sentir
explosão do amor eterno
sorriso da alma manto divino
aquece aquele que sofre
ilumina como luz de luar
o coração daquele que tem
compaixão da caridade.
Lucia Trigueiro
Juazeiro do Norte - Ceará
Ás: 08/11/2007 13:20:34

De: helena armond Para: CEN
ora !.. diria a quem em corpo de vento
tem a mesma sina
decodificar subterrâneas orquestras
dos sinos de faces planas
planos e plenos cristais
e em interrogares
enquanto olha de topo
Minas...
por que a chamam Gerais ?
elevados e vales e poços
de Caldas salgadas curam estígmas...
cinco cristas das montanhas
sem chave que abrisse
a canastra... essa mala da memória
ou serra que serrasse
a cadeia... mantiqueira
mil vezes a cada hora...me pergunto
se o Ser corpo de sal
em nós (velocidade marítima) tem a sina...
decodificar do abissal as canções das baleias
o entender musical e a intenção
do Regente da orquestra de ocarinas
Ás: 08/11/2007 13:17:59

De: Joaquim Sustelo Para: CEN
RAIOS DE LUZ - Joaquim Sustelo
Raios de luz que vêm de um poente
Com pouca intensidade, menor chama;
Contudo um sol ainda refulgente
Enquanto não se deita em sua cama.
A minha alma sonha...assim se sente
Tal qual o arrebol que o sol derrama:
Vigia numa torre mais ausente
Num longe que contudo ainda inflama.
Raios de luz... mirífico arrebol;
Sonhando a alma sonhos, os que o sol
Ainda há-de trazer em outros dias...
E enquanto ele se esconde e anoitece,
A pena num poema se enternece
E oiço nas estrelas, melodias.
Joaquim Sustelo
(em RAIOS DE LUZ)
Ás: 08/11/2007 13:15:0

De: Sueli do Espírito Santo Para:
Portal CEN
A MODA ANTIGA
Quisera voltar a moda antiga
poder ouvir uma linda cantiga
queria dos novos tempos fugir
reviver a época da inocência
normal na doce adolescência
ser o que se era... sem fingir
quisera voltar ao tempo antigo
como era bom sonhar contigo
imaginar-te alegre... sorrindo
com o teu olhar tão brilhante
como uma estrela cintilante
espargindo um amor lindo...
Ás: 27/10/2007 9:37:58

De: Benedita Azevedo Para: Para
toda a Família "Cá Estamos Nós"
A Força da Natureza
Sou transitória e natural,
inconstante tal qual o vento
que muda a direção do barco
rasgando a vela.
tal a chuva que vem e passa,
tal o sol ardente que
se esconde atrás da montanha para
que possas descansar.
Sou a força da natureza,
do vendaval de outono que surge
de repente e arrasta tudo que encontra.
Mas, também sou o galho partido,
o rio que transborda
ao ser contido em barragens.
Sou o tufão, o fogo, a ventania
que passa e transforma o ambiente.
Sou a chuva que irriga e faz crescer
a relva verde das pastagens.
Sou a luz do luar que
banha os teus cabelos
com o perfume das flores.
Sou a primavera que inebria
e tonteia com suas fragrâncias.
Sou as ondas do verão quebrando
nas pedras e salpicando gotas
de frescor em teu rosto suave.
Sou o sol da manhã surgindo
após a tempestade noturna.
Sou o sereno da noite a salpicar
as pétalas da rosa vermelha
que irão a ti pela manhã.
Sou a alegria da criança ao sugar
o seio materno e saciar a sede.
Sou a direção, o rumo, o horizonte
de quem se arrisca numa empreitada
sem saber o resultado.
Sou a tua imaginação
que penetra nos recôncavos mais íntimos
e alcança as mais elevadas alturas.
Sou a música majestosa que domina
a mais indomável de todas as criaturas.
O homem.
Praia do Anil, 19 / 10 / 2007
Benedita Azevedo