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Recanto da Prosa & do Verso
Nº 07 - Dezembro / 2007
Edição, Formatação e Arte: Iara Melo
De: Prof. Garcia Para: CEN
Boa noite Nobre poeta Carlos Leite Ribeiro e nobilíssima Iara Melo. Aproveito
para agradecer-lhes por tantas mensagens lindas já enviadas. O PORTA CEN é digno
dos mais sinceros elogios, sua equipe também. Na oportunidade, não sei se estou
procedendo de forma correta, mas mando-lhes estas minhas trovas para que me
conheçam mais um pouco:
Primavera é foto linda,
de uma infância toda em flor;
parece que nunca finda
a primavera do amor!
O sino das velha ermida,
batendo a cada segundo,
ou toca as dores da vida,
ou canta as mágoas do mundo!
Sinalizando o caminho,
do nauta na escuridão,
o farol velho, sozinho
é fantasma e solidão!
Da velhice eu não me esquivo,
nem falo mal da velhice;
é meu refúgio e motivo
dos sonhos da meninice!
Esta aliança que um dia,
já guardou nossos segredos;
hoje guarda a nostalgia
das digitais de outros dedos!
Prof. Garcia - Caicó-RN - Brasil
Ás: 24/11/2007 19:18:3

De: Gislaine Canales Para: CEN
Cristina Oliveira Chavez/USA
A BANDEIRA DO BRASIL
Sobre o mundo rodeado,
letras... Ordem e Progresso
com estrelas alumiado,
verde e amarelo impresso!
Com as Vinte e sete estrelas
dentro de um círculo azul,
verde, suas selvas belas
amarelo, é o sol, taful.
Um exemplo é para o mundo
esta divina Bandeira ,
significa amor profundo,
e amizade verdadeira.
Ondeiam as belas cores,
que nos convidam à paz,
um País que é só amores
e brilha em seu sol capaz!
Brasil o mundo te adora,
tens a imagem transparente,
tu és uma eterna aurora,
tua beleza imponente!
Ás: 22/11/2007 20:2:43

De: Maria de Fátima
Martins Para: edição da revista
Natal de luz e paz
A noite chega e o menino Jesus nasce em Belém. Maria e José o acolhem em seus
braços. O céu bordado de estrelas, brilha feito diamante. É Natal de luz e de
paz. Pulsa a alegria de viver. Nos corações, no perfume das flores, no barulho
do mar, na essência do ser.
Nos corações, o Menino Jesus dorme, acalentado por todos nós. A natureza se
transforma em sinfonia, com o canto dos pássaros, no perfume das flores, no
barulho das águas, na brisa suave, ninando as floridas árvores. A fraternidade
então é mais presente e germina pelo mundo.
Muitas pessoas entram e saem do nosso convívio, mas apenas as amizades
verdadeiras deixarão pegadas em nossos corações. Que neste natal, nosso coração
tenha uma porta aberta para cada mão estendida, cada sorriso dado, cada olhar
recebido. Que o verdadeiro sentimento de solidariedade tenha lugar fixo em nossa
vida, que nossas atitudes nos tornem realizados não apenas por um dia, nem por
status, mas por acolher o outro, quando ele mais precisa. Que saibamos agradecer
ao ser supremo por existir, por ter um lar para voltar, braços para abraçar,
olhos para ver a beleza do sol em cada amanhecer. Enfim agradeça por viver.
Menino Jesus, imagem de amor e de paz, faz morada agora, em cada um de nós e não
nos deixe, jamais.
(Especialista em Psicopedagogia Clínica,
poeta, escritora e palestrante)
Cidade: Blumenau/Brasil
Ás: 20/11/2007 11:9:43

De: Roseli Busmair Para:
edição da Revista
Explosão d’alma
® Roseli Busmair
Igual tempestade que vem e passa
E em minutos clareia a escuridão:
É céu inflamado em combustão
É nuvem que evola qual fumaça
Igual temor assola nossa calma,
Presa atormentada da ilusão
Evoca calmaria após a explosão:
É o sentimento, emoção d’alma!
Esta já passou, aquela‘inda não
Em vórtices, lembrança é alusão,
É tormenta que ainda nos tortura
Nada passou... mera é a questão
Ao se tomar ou não a tal decisão:
Evadir-se ou morrer na clausura?
Ctba_PR_Nov_2007.
Ás: 20/11/2007 0:16:8

De: Raimundo Antonio Souza
Lopes Para: Portal Cen
O PRAZER DE ESCREVER
Raimundo Antonio – Cronista
É verdade. Escrever é um estado metafísico, que transcende
qualquer tipo de rudeza no ato de discorrer. Não se escreve
apenas pelo simples fato de saber, de ter conhecimento – apesar
de necessário, claro – mas, em saber arrazoar de forma
contundente, o que se pretende defender. É muito fácil para o
historiador falar na sala de aula sobre a Grécia Antiga ou o
Império Romano – já que ele detém o conhecimento sobre essas
civilizações, através de anos de estudos na sua graduação.
Outra coisa, por exemplo, é colocar no papel esse mesmo assunto,
conseguindo passar para o leitor, a importância dessas duas
civilizações, para o desenvolvimento social, político, cultural
e religioso das gerações que as sucederam.
Não. Escrever, definitivamente, não é isso. Escrever é sutileza,
leveza e pessoalidade. Quando se escreve, sua característica
está nas entrelinhas, em cada palavra, explícita, como um cunho,
como uma marca. Escrever é prazer, é emoção. Para o escritor, o
prazer de narrar, contar uma história, criar um romance e vê-los
prontos para o deleite de olhos ávidos, é como a trajetória de
um filho: da concepção ao nascimento.
A emoção de ver um artigo, uma crônica publicada e lida por
milhares de pessoas, é um prazer que começa quando se dá à
primeira imaginação, a primeira idéia a ser escrita. É como um
namoro que começa. Primeiro o olhar, a empatia, depois o flerte,
a corte, as primeiras trocas de palavras carinhosas, o
entrelaçamento das mãos e, finalmente, a união dos lábios.
Sentar e escrever são estados de espírito que deve permanecer
perene no intelecto do escritor, para brotar no momento de sua
criação, da sua pessoalidade e, que, transformando-se na matéria
prima do autor, seja dotada de todos os ingredientes necessários
para uma boa recepção. É, portanto, inconcebível que se escreva
sem emoção e prazer, apenas pelo simples ato de querer cumprir
uma tarefa, como se fosse algo descartável, sem valor,
obrigatório, sem deixar transparecer a fina e tênue sutileza do
seu pensamento ou comentário.
Da mesma forma que é inconcebível, diante da rotina, transcrever
ou copiar, pois acaba podando aos poucos, a criatividade que
existe dentro de cada um que escolheu como forma de realização –
pessoal ou profissional – a sublime missão de informar,
divertir, fazer sonhar e, principalmente, esclarecer. Antes de
tudo, escrever nasce da visão própria, intimista e significante
do autor, da sua percepção cotidiana das coisas que o rodeia, da
análise crítica dos fatos e da sua capacidade de transformar a
rotina, na leveza necessária para uma boa leitura.
Mas, se escrever é colocar em substrato o pensamento, então
escrever é antes de tudo, saber ler o que já foi escrito. E
saber ler não é passar os olhos numa leitura dinâmica,
superficial, apressada de 30 minutos. É preciso, primeiro,
aprender a ler; aprender a degustar o conteúdo; aprender a ler e
reler, fazendo do texto a sua reflexão e opinião formal. E não
há pressa.
Não há como se abastecer de conhecimentos, nem refletir sobre o
objeto, na primeira leitura, assim como, não há como escrever
sem rascunhar, sem apagar, sem aperfeiçoar o que já escreveu.
Que o diga Guimarães Rosas, em “Grandes Sertões: Veredas”.
Enfim, escrever é como um orgasmo, que não precisa vir rápido:
pode vir devagar, aos poucos, até o ponto final.
Ás: 14/11/2007 19:54:24

QUIETUDE
Regina Bertoccelli
Depois do amor,
meu corpo descansa
na quietude de tua paz...
Pela janela entreaberta,
entra uma suave brisa
que acaricia nossos corpos...
Na quietude do momento,
minh'alma festeja
o amor sentido, vivido...
Em teu peito nu,
minhas mãos passeiam,
meu corpo agradece e adormece...
Ás: 12/11/2007 16:51:46

De: Ana nascimento Para: Portal Cen
Estrela Maior
Minha mãe está distante,seguindo a divina luz,
no caminho fascinante
de nosso Mestre Jesus.
Vive em plena melodia,
mas o grande amor materno
é o que mais irradia
aquele sorriso terno.
Ao seguir caminho avante,
sabe que seu coração
não deixou de ser constante
na louvável proteção.
Embora esteja no além
o seu carinho freterno
não se esqueceu de ninguém
quendo se tornou eterno.

Pode digitar ou colar seu
trabalho literário, em prosa ou
verso no endereço:
ESCLARECIMENTO:
NO MURAL PODERÁ COLAR QUANTOS TEXTOS
QUEIRA,
PARA A REVISTA SERÁ SELECIONADO UM
TEXTO APENAS
POR AUTOR.

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