"Minha Pátria é a Língua Portuguesa" Fernando Pessoa

 
Recanto da Prosa & do Verso
 
Nº 08 - Setembro / 2008
 
Edição, e Arte Final: Iara Melo
 
 

Iara Melo em Copacabana - Rio de Janeiro

 
 
 
 
PARTICIPANTES (Clique em cada nome):
 
 

Paccelli José Maracci Zahler

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 Lígia Antunes Leivas


Quando a vida já não for mais vida
e se fizer apenas brumas e recordação
na tênue e sutil memória da humanidade
que percorre as esperanças escarpadas,
tu - homem! - serás essência
da alma tua que aqui passou.
 
Quando o mundo for só pedras desfeitas
e não tiveres mais por onde conduzir teus passos,
tu - homem! - serás apenas restos de ti mesmo...
Morto e apodrecido, tudo em ti terá perdido a validade
mas se alguém ainda assim te guardar na lembrança,
que seja para louvar a essência tua que aqui ficou.
 
Pelotas, RS, BR
 

 
 
 
 

Paccelli


Há uma força magnética
Emitindo luz brilhante,
Iluminando o horizonte,

Envolvendo meu corpo,
Trazendo imensa paz,
Quando de ti me aproximo.

No toque de tuas mãos
Pequenas e delicadas - mãos de fada!
Viajo, sonho, desintegro,
Acalmo, transporto, reintegro
Noutra dimensão do espaço,
Quando de ti me aproximo.

Tocando teu corpo,
Teu calor, cheiro, feromônio,
Me deixam incandescente,
Qual estrela cadente
Riscando o céu estrelado,
Quando de ti me aproximo.

Não sei se é feitiço,
Magia negra, quebranto.
Sabe-se lá que força,
Energia, encanto,
Me envolvem e atraem tanto,
Quando de ti me aproximo.

E nessa mistura toda
De sonho, realidade, loucura,
Passam-se dias e noites,
Exceto tua presença,
Que é mais forte e seduz
Quando de ti me aproximo.

Ás: 06/09/2008 10:7:28
 
 
 
 
 
 
 

Iara Melo
 

A poetisa hoje acordou
Acordou para o mundo do perdão,
Do arrependimento, da paz.
Quer cantar, quer gritar
A todos o amor que transpira
Coração, corpo, mente afora.
Ela amaaaaaaaaaaaaa, ama, canta, brinca, briga,
Maltrata, fere, espinha quem tanto ama.
Arrepende-se, pede perdão, chora,
Louca, louca de tanto amar?
Não sabendo coordenar sentimentos,
Fere???
Perdão amigo, perdão!!!!!!!!!!
Arrebata de dentro de si a arma que dilacerou
Teu peito, causando-te feridas profundas.
A mim custou tanto quanto a ti.
A “fera” é doce feito mel,
Queres entendê-la???
Não tentes, nem ela consegue descobrir
A “loucura” que há em si
Tenta a todo custo destruir o que tão de bom tu me deste
Louca de amor,
louca pela vida
Louca de si,
Louca por ti.

 
Portugal, 23 de Agosto de 2008
 
 

 


De: Luiz Carlos Lopes  Para: CEN

25 anos...!

Dessa outra solidão, que lá de trás,
Vem pela alma navegante, silente,
Abarca todos os modos, todos os mundos,
De tantas páginas que foram passando,
Outros 25 ainda mais viram, lá de trás,
Também de mãos dadas com a noite,
Cada copo vazio, a fumaça que se esvai,
Rindo dos fantasmas atrás das cortinas,
Por mais 25, tantos tombos, apraz,
Lágrimas que puíram a pátina tão gris,
Voltas & revoltas, pedras que falseiam,
Cantos que o mar apenas curam, urros,
Ventos a 25 que turvam quando capaz,
Feitos & afeitos que mirraram sem lógicas,
Espaços abertos que viraram portas, fechadas,
Do olhar que se desmancha, rindo do futuro,
25 livros que mal saíram, papéis por trás,
Páginas que tudo aceitou, sem delongas & bicos,
Tipos certeiros, frases escondidas, motivos,
Algum jeito de apenas se ver & olhar,
Cada 25 que o mês tocar, tudo apraz,
Cada sentido explicado no verso seguinte,
No texto adiante, diante do que o sentido,
Apenas corrobora com a própria solidão,
Outros 25, chorando todas as perdas, capaz,
De em meios termos apenas sugerir, gritar,
Cada jeito de se ama, acima de tudo,
A Outra Solidão, 25 anos depois, embarga a voz, trás,
Todas as agonias que o tempo viu passar,
Solidão & Afins, Floradas Noturnas, La Luna,
Castelo de Cartas, Blues para uma Sonata...
 

Peixão89
do fundo do coração, só tenho a agradecer a todos os amigos...
Ás: 02/09/2008 17:31:28
 
 
 



De: Carmo Vasconcelos Para: CEN

NÃO ME PEÇAS VERSOS
Carmo Vasconcelos


Não me peças versos d'amor à humanidade
Não agora... enquanto a transbordar de ti
Seriam falsas loas nesta ambiguidade
Em que já duvido se vivo ou se morri

Tomaste-me o espaço das mais nobres ideias
Poeta não me chames que o nome não mereço
Todo o verso me surge enrodilhado em teias
É noite, é dia?... Será que ainda permaneço?

Sombra sou de mim – egocêntrica, egoísta
Desdenho e não me importa mais o bem alheio
O meu olhar turvo somente o teu avista
Entre eu e a esfera-mundo só tu de permeio

Das cantadas d’amor que chegam não me agrado
E adulatórios mimos, ingrata, rejeito
Neste semi-viver de luto malfadado
Véu de viúva dum amor vivo no meu peito

Não me peças versos... Das musas quero flores
Para adornar o vão do santo em meu altar
Que se quebrou e me deixou em negras dores
Findo o consolo de aos seus pés m’ajoelhar
 

Lisboa-Portugal
Julho/ 2008

Ás: 30/08/2008 10:15:47
 
 
 

 


De: Eduardo Almeida Farias Para: CEN

TALVEZ

Não sei por que, e nem
De onde me vêm,
Este sentimento,
Este pudor,
De ter pena
Dos que riem à toa,
Pois me dói o efêmero
Do esgar de suas bocas.

Ou talvez não seja dor
Ao que chamo de doer;
Apenas um sentir
Sem sentido,
Ausência de fantasia
Nestes sentimentos meus,
Cais de partidas
E de chegadas feitas de adeus.

Eduardo de Almeida Farias

18.7.2006

Ás: 29/08/2008 13:25:28
 
 
 
 


 
 

De: Eliane Arruda Para: CEN

Eliane Arruda

ESPERA
 

De tanto eu esperar por teu carinho,
Estou me acostumando ao sofrimento.
De ti, ao escutar um burburinho,
Não posso me esquecer do que inventas.

Quem espera vive com as mãos vazias,
Bebendo a ilusão e a ansiedade,
À noite, quando a lua se anuncia,
Clareia apenas montes e cidades.

Por que as almas gostam de enganar-se,
Pensar que a lua traz um novo lume,
No engano, ver o amor em uma nave?

Ah, sim, bebo promessas enganosas,
No sonho corro, vôo, até seu cume,
Atrás de um jardim com muitas rosas.

Ás: 29/08/2008 13:20:45
 
 
 
 


 

De: Prof. Garcia Para: Iara Melo

Parabéns nobre poetisa, por seu trabalho tão magnífico. Uma trova para ti:

Quanto mais pedras transponho,
na caminhada eu prossigo...
ninguém desiste de um sonho
seguindo Deus como eu sigo!!!

Um beijão do teu coração de poetisa.

Prof. Garcia/Caicó-RN/Brasil-29.08.2008

Ás: 29/08/2008 12:44:38
 


 



Gislaine Canales

SORRISO DO MAR

MOTE:

Olhando o mar, eu diviso,
a areia branca a esperar
um beijo feito sorriso,
que as mansas ondas vêm dar!

Olhando o mar, eu diviso,
nas ondas que vêm e vão,
um ondular tão preciso
que aumenta a minha emoção!

Na praia, tão linda e pura,
a areia branca a esperar
ansiosamente procura
seu sonho realizar!

Praia, areia, paraíso,
um carinho de verdade,
um beijo feito sorriso,
trazendo felicidade!

E a espera do beijo faz
o grão de areia sonhar
com a doce e imensa paz,
que as mansas ondas vêm dar!

Ás: 28/08/2008 20:20:40
 
 

 


De: Raymundo de Salles Brasil Para: Iara

Encantado com a arte deste site, Cá Entre Nós, gostaria de ver alguma coisa da minha lavra aqui publicado, não sei se é muita pretensão da minha parte. Pelo sim, pelo não, lá se vai a primeira:

SUBLIMAÇÃO

Ela se despediu e nunca mais nos vimos,
Nunca mais nós trocamos um alô, sequer,
Faz tempo já, o tempo que brincamos e rimos,
Ela era um botão, longe de ser mulher,

E eu era um fedelho quando, os dois, sorrimos...
Despetalando aquela flor do mal-me-quer,
Pra ver se o nosso amor era coisa de primos,
Ou se tinha embutida outra coisa qualquer.

Hoje com meus botões, refletindo maduro,
Eu concluí que sim, era muito mais puro,
Era mais para santo o nosso amor fraterno.

Sem ter a marca vil dessa coisa carnal,
Ele se fez sublime, quase divinal,
Talvez, por isso mesmo, ele ficasse eterno.


23/11/07

Raymundo de Salles Brasil

Ás: 28/08/2008 16:51:0
 
 
 
 
 


A noite mais bela
aonde os grilos crilam seresta
todas as árvores enfeitadas para a festa
todos os corações iluminados em paz
muito amor transbordando as almas
muita felicidade irradiada pelas cantorias
é natal, do senhor Jesus
Amor e felicidade a ele nos conduz
alegria e magia viajam pelas veias
presentes e lembranças inesquecíveis
abraços e beijos impagáveis
é o amor no ar, é o natal na vida da gente.

Ás: 28/08/2008 16:20:11
 
 
 
 


De: Sávio Assad

Versos Doidos
(Sávio Assad)
 

A chuva caiu molhada
Afogaram os peixinhos do rio
Se você não gosta de drop's
Porque roubou minha bicicleta.

Com gosto de língua
Minha boca sorri
E vejo seus olhos a me trair
Gosto das mãos de unhas longas
Com dedos morenos a me tocar.

Fico a pensar se saio ou pulo
Então mergulho no colo
E o furo da agulha me espeta
Choro de emoção e saudade.

Dedicado a Você que me ama muito !

Ás: 28/08/2008 14:59:11
 


 
 

Mercedes Pordeus
Recife/Brasil


CEN... Adentrei um portal sem imaginar.
Que do outro lá um amigo ia encontrar
Mais de CEN maneiras tinha para agradar
Homem das letras quer formal ou informal
Sempre atento aos amigos e laços fraternais.

Não só a travessia do portal sem fronteiras
E nem mesmo o grande mar o separa
Daqueles que com carinho sempre cultiva
Dedicando-lhes dias e noites inteiras
Interagindo entre eles de sobremaneira.

O Atlântico o separa fisicamente de alguns
De outros já obstáculos físicos nenhuns
Não deixa morrer o viço de sua amizade
Nem mesmo se algum problema lhe abate
Sempre pronto está para o próximo combate.

Conquista a família CEN com sua empatia
Atravessa os anos distribuindo simpatia
Para trás ficam vivências enriquecidas
E ao mesmo tempo fazem parte da nossa vida.
Fortalecendo as amizades com sabedoria.

Só amizade? Não! É escritor e pesquisador
Por vezes até muito brincalhão, este senhor!
Lembrando que a vida é um "misto-quente"
E misturando a seriedade com o humor
Entrelaçando assim a sabedoria e seu valor.

Cultura
Educação
Novas amizades

Dedico ao Carlos e Iara.
Beijos

Mecêdes Pordeus
 

Ás: 27/07/2008 1:46:25
 
SITE
http://ecosdapoesia.net

BLOG
http://mercedespordeus.blogspot.com
 
 
 

 
 


PRIMEIRO AMOR


Primeiro amor. Amor em preto e branco...
Como nos seriados de tevê,
Paraíso perdido onde vão ter
Os pecadilhos de um menino franco.

Era grande por causa do tamanco,
Planata gramínea, bela e delicada,
Suas espigas de ouro tinham cada
Girândola que vinha dar no flanco.

Mil novecentos e setenta e quatro,
Aos quinze anos eu fiquei de quatro,
E Liliana nos Irmãos Maristas...

O meu patrão era Fernando Pontes,
De sol a sol eu trabalhei aos montes,
E Liliana hoje é cardiologista.

VITRAL: Poesias
Helder Alexandre Ferreira
 
 
 
 
 

 

 

 

Pode digitar ou colar seu trabalho literário, em prosa ou verso no endereço:
 
 
ESCLARECIMENTO:
 
NO MURAL PODERÁ COLAR QUANTOS TEXTOS QUEIRA,
PARA A REVISTA SERÁ SELECIONADO  (POR MÊS), 
APENAS UM TEXTO DE CADA AUTOR.
 
Iara Melo

 

 

 

 

 

 

Livro de Visitas

Recomende

Índice

 

 

 

 

 

 

Copyright © -  Portal CEN - Cá Estamos Nós Web Page

Todos os Direitos Reservados