Recanto da Prosa & do Verso
 
Nº 09 - Outubro / 2008
 
Edição e Arte Final: Iara Melo
 
 

Iara Melo em Copacabana - Rio de Janeiro

 
 
 
 
PARTICIPANTES (Clique em seus nomes):
 

Lucy Nazaro

Paccelli José Maracci Zahler

Humberto Rodrigues Neto

Marly Nascimento Brasiliense

Jocarlos Gaspar

Amilton M. Monteiro

António Castel-Branco

Eliane Gonçalves

Eron Vidal

Luiz Poeta

Ivone Boechat

Theca Angel

Antonio Cícero da Silva

Dora Gago

Silvane Sabóia

Efigênia Coutinho

Théo Drummond

Helena Armond

Pinhal Dias

Fátima Venutti

José Lucas de Barros

Marisa Cajado

 
 
 

 
 

De: Lucy Nazaro Para: CEN

NOS RAMOS DE GRACILIANO

(Para Graciliano Ramos)

INFÂNCIA, memórias que marcam vidas
VIDAS SECAS, independentes, solitárias, solidárias
no continuum de LINHAS TORTAS
registrando o valor relativo
das escrituras vividas
na ANGÚSTIA
de SÃO BERNARDO
no andar desnorteado, do político ocupado
da eterna sombra, a procura de uma réstia de luz.
A INSÔNIA marcada pela dependência
incômoda (?) da sonolência de um dado viver.
HISTÓRIAS INCOMPLETAS
do homem sem medo
inteiro, quase herói
participando, testemunhando
o charco movediço da sociedade que ruge sem piedade.
O bom e o mau
GRACILIANO DO CÁRCERE
que o poeta denuncia
nas estradas da dimensão humana de crianças
que a aspereza da vida roubou
Graciliano dos cem anos
que a memória reverenciou
Graciliano...o Humano
a vida registrou...
E, nos ramos desse Ramos
muita gente viajou
e sua escritura...com certeza
amou.

Ás: 10/10/2008 5:58:18
 
 
 

 


De: Paccelli Zahler Para: CEN

MIRAGEM

Paccelli M. Zahler

Uma carta perdida
No labirinto
Da espera
Não chegou
Pra dizer adeus.

Teus olhos,
Teu sorriso
E tua voz
Desintegraram-se no espaço.

Foste uma miragem
Ante meus olhos sequiosos
Por um oásis.
 
 
 
 
 
Para: DIA MUNDIAL DO IDOSO

OUÇA

Humberto Rodrigues Neto
 

Ah... como é bom ouvir quem tem cultura
e algo sorver dos seus conhecimentos;
“Amai-vos uns aos outros” é a abertura
que vemos nos cristãos ensinamentos.


Também é bom ouvir quem nos depura
dos maus juízos e dos maus intentos;
um bom conselho é a forma mais segura
de aprimorarmos nossos pensamentos.


Ouvir o verbo sábio é estar diante
das chaves de uma vida edificante
regrada à luz dos sacros estatutos.


Mas ficará mais perto do Evangelho
o que der do seu dia dez minutos
pra ouvir as queixas sempre iguais de um velho!
 

Ás: 01/10/2008 10:13:45

 
 

 

 

 

De: Marly Nascimento Brasiliense

Inúmeros....


São tantas verdades espalhadas pelo mundo
Inúmeros casos, sentidos, justiças e injustiças
Tão perto da nossa boca - nos calam fundo
Tão perto do nosso olhar – lágrimas submissas...

Tão perto dos nossos ouvidos – ecoam na mente
Tão perto do nosso olfato – nos fazem nojo
Tão perto do nosso tato – simplesmente
ignoramos tudo e nos escondemos de todos.

Uma imensidão de mentiras que hoje são
verdades demoníacas sem intitulação
assim....defendidas com perseverança.
São tantas falas, escritas, discursos
que eu aquieto – me para o futuro
e bem digo a minha Santa Ignorância!

Marly Nascimento Brasiliense


Ás: 29/09/2008 17:41:53

 




De: Jocarlos Gaspar

DEUSA DO PECADO E DO AMOR


Mulher, tu és a essência
de uma nova vida.
Tu és rosa, tu és perfume.
Tu és espinho, tu és espada de dois gumes.
Como diz o velho ditado:
Ora, tu és como um belo anjo,
que atravessa o meu caminho.
Ora, tu és como uma gata,
que chega bem de mansinho.
Tu és a lâmpada, o ego sedutor.
Tu és o mel, o prazer.
Tu és a paixão, o amor.


Dr. Jocarlos Gaspar-Um Poeta de caxias


Ás: 28/09/2008 20:9:29

 

 


 



De: Amilton M. Monteiro

Salve a Primavera!!!


E voltou a primavera
enfeitada com mil flores!
Com ela, volta a quimera
de encher a vida de amores!


Quem com "bio" não quer nada,
e o seu meio degenera,
pode matar a florada,
mas não mata a primavera!


Transformar em primavera
qualquer estação do ano,
só o faz quem se supera
pra salvar o cotidiano!


Ás: 22/09/2008 23:31:3


 



De: António Castel-Branco

Alma de Mulher
António Castel-Branco
 

Maior que o tempo presente,
com ruas de amor sulcadas,
braços que enlaçam sementes
um dia do ventre brotadas,
cintila na orla do vento...
nas ondas do verbo que quer,
é água e é fogo e é vida
é a alma da mulher.

Gerada no ventre da terra
com aura de amor e de luz,
capaz de virar uma fera
ou tão frágil que seduz...
abarca em seu coração
um universo de querer,
a vida transporta em seu seio...
na sua alma, mulher.

Vestida de ondas de luz,
coberta com rendas de estrelas,
desbrava ribeiros de sons
em veredas paralelas,
e busca versos de emoções
entre poemas de viver...
Eis o cerne, a essência,
duma alma de mulher.

Sintra, 15/09/2008

Ás: 20/09/2008 2:17:31
 

 



De: Eliane Gonçalves*** Para: amigos do CEN

Tempo de uma vida
 


Caminhando
pelo jardim de minha vida
Encontrei...
Flores amarelas como o sol
Irradiando luz e alegria
Numa menina cheia de vida

Com a ilusão de uma jovem
Parei e vi nesse canteiro
Flores vermelhas como o fogo
Num brilho intenso
Pela a chama da paixão

Como mulher experiente
Olhei mais um pouco
Que lindo cenário!
Flores brancas da paz
Meus olhos encantavam

Nesse momento notei
Que meu reflexo surgia
Como num toque mágico
Uma mulher madura
Aparecia

Ia saindo de fininho
Quando notei flores secas
Caídas no chão do meu jardim
E do chão úmido
Uma nova flor apareceu
Marcando
...
A idade de uma vida


Eliane Gonçalves***
Ás: 15/09/2008 16:53:11

 




De: Eron Para: CEN

ONDE MORO?
(ERON)


Moro distante do mar...
Num agreste bonitão,
Onde as flores desabrocham,
com beleza em profusão!
É cidade altaneira,
grandemente hospitaleira,
pra todos, não para alguns...
"Suiça Pernambucana",
reino de frio e de flores,
por ti eu morro de amores,
minha terra: Garanhuns !


Ás: 14/09/2008 14:2:55
 



De: Luiz Gilberto de Barros Para: Portal CEN

Quando escolhes teu trajeto,
Luiz Poeta


Os teus passos inquietos
Pisam o meu coração...
Pisam tão profundamente
Que esses sonhos que tu sentes
Eu os sinto....com emoção.


Quando escolho o teu caminho,
Eu nunca sigo sozinho,
Teu amor é o meu abrigo
E mesmo que te desfaças...
Em sonhos, quando tu passas,
Sou feliz, porque eu te sigo.


Tu me encontras, eu te encontro,
Onde há tanto desencontro,
Eu encontro o teu amor...
E nos versos que te canto
Eu transformo em acalanto
Teu encanto sedutor.
 

Ah... eu sempre me contento
Em sentir teu sentimento
No instante em que a dor mais vaga
Se esvai nesta fantasia
Diluída na poesia
Do teu sonho que me afaga.

Tu me escolhes, e1221296021


Ás: 09/09/2008 11:58:35

 

 

 

De: Ivone Boechat Para: CEN


SOU MULHER


Sou mulher,
com as aflições e a inspiração do poeta,
o esplendor e a serenidade... das mães!


Sou uma canção de ninar!
Experimentadora dos sabores do tempo...
Estrela da constelação familiar.

Sou letra e música da canção

do mais puro sentimento,

que a mulher é capaz de cultivar.


Sou feita com a síntese

do segredo de amar!

Tenho duas fases: minguante e cheia,

assim como o luar!

Ivone Boechat

Ás: 09/09/2008 11:55:56

 





SEM RIMAS...!

Theca Angel
 

Em solitária busca
atravesso os portais dos sonhos
que escondidos flutuam
por labirínticos espaços!

Nada me detém senão
tua imagem desenhada
no lusco-fusco da noite estrelada...
e te desejo...!

Há um tanto de devaneios
mesclado aos múltiplos anseios
de minha alma a te buscar
Pena ou castigo... Inconsciente é a
voz dos pensamentos que continuam a te chamar!

A madrugada envolta em silêncio
acolhe o pranto que teima escorregar...
No peito, o clamor dos sonhos desfeitos
no corpo a ânsia dos desejos insatisfeitos...

Por que as lá
lágrimas...?

Ah...! Alma de Poeta...
Burilas no céu de estrelas
o amor...e sua dor...
Irmanas aos traços
com que rabiscas meus versos ao amado,
esse sofrer...!

Ele, talvez....em outros braços
se encontre neste instante...
Quão triste é este penar me faz alvo!

Onde deixei o amor
que em minha vida chegou ?
Imersa em fantasias fugi...
Porque tão tola...de mim esqueci...?

Por um amor não vivido
Por ter alcançado as portas do paraíso
e não ter nesta realidade permanecido...
amargo a dor...

Pelas palavras que ficaram
engasgadas na garganta
e que agora cobram seu preço...
sofro...!

Restam-me a pena,
As recordações...a saudade...
e a grande verdade
Te amo...!

Como um trem que chega trazendo de volta
inocente sentimento...
Sinto abrir-se à distância
um véu e dele partirem raios de luz
que me alcançam...

Apiedado, te traz envolto nos véus
de minha imortal esperança!


Ás: 08/09/2008 18:17:12

 


 


PREMIAÇÃO
Antonio Cícero da Silva

 

Fui premiado
Porque mereci
Com o resultado
O prêmio eu consegui.

Em primeiro lugar
foi o prêmio meu
Consegui alcançar
E ganhei abraços teus.

Premiação
É símbolo vitorioso
Agita o coração
É assunto valoroso.

Fui premiado
Que alegria
Fiquei lisonjeado
Mas muito sorria.

Ao sermos contemplados
Ficamos contentes
E até alarmados
De maneira conscientes.

Antonio Cícero da Silva
Ás: 08/09/2008 12:47:28
 




Convite
Dora Gago

 

Atravessa comigo
as portas do poema,
das imagens fugazes
já gastas.
A sul do meu cansaço,
no limiar do desejo
e das palavras lilases,
por onde passo.

Outono
Dora Gago

A brisa toca
lânguidas baladas
de Outono:
Sinfonia
de acácias
e açucenas
arrancadas à dor


Ás: 08/09/2008 12:41:58





Taquicardia
Silvane Saboia



Meu peito bateu hoje tão estranho...
Que eu pensei que o mundo arrotava nele.
Olhei o espelho
Quis fotografar a taquicardia.
Então chamei as letras numa bizarra poesia.
Não quero meu peito, esgoto.
Nem depósito dessa dor vadia.
Então Sil, Sorria!!!

silsaboia
Ás: 08/09/2008 12:9:35


 




CANTO DO AMOR
Efigênia Coutinho


Cantarei em versos todo o amor
Na alquimia, ao céu e sons do mar...
Este amor que faz os sonhos altear
Na melodia do coração vem ninar...


Em teus afagos deixei suave candura,
Na melodia do ser, matizes do estar!
Ao sentir, tinha toda minha emoção,
Bem-fazendo, o silencio desta paixão!...


Assim, quando o divino fado recomeça,
Toda célere, me ponho ao teu alcance
Desejando entregar-me ao casto romance!


Os sons da razão em silente compasso,
O corpo esbraseado de desejos atravessa
Não há lonjura ou ensejo que me impeça.


Balneário Camboriú
12-04-2008


Ás: 08/09/2008 12:5:50






A BRISA
Théo Drummond


A gente sente, às vezes, que precisa
sentar-se na cadeira da varanda
e ficar, como o coração nos manda,
só procurando ouvir passar a brisa.

É, por acaso, quando o olhar divisa
a nuvem solitária que nem anda
porque vento não há, e nem se expanda,
pois a falrta do vento a neutraliza.

A brisa fala para quem compreende
o que ela diz às flores num jardim,
em sussurros que cada flor entende.

Ouço a brisa passar, percebo enfim,
o fato de que és brisa, e o que me prende,
é tudo o que sussurras para mim.

Rio de Janeiro, 17/04/08
Ás: 08/09/2008 12:2:31

 





helena armond

encontro de duas ruas...
esquina
em quebras de casarões
enormes tijolos vermelhos
cal cimento a montanha de caliça
à novo "empreendimento"
de aço concreto
massas "corridas"... resinas

a permear o monturo...
cacos de vidros / espelhos
multiplicando os fantasmas
dos que ali viveram...

por sorte destino...sina
não recuam nem avançam
parados ali na esquina

helena armond
Ás: 08/09/2008 11:57:16
 

 





"Dignificante Lua"
(Reflexão)

Pinhal Dias


Está na vertical,
com esse olhar…projecta,
diz-se elevado a contemplar
a infinita arquitectura lunar
expressando-a…
“Dignificante lua,
bem reflectes,
a natureza que fora criada,
espelhada neste mar
inspirando o poeta ao luar”.

Ficou radiante
e confiante
quando olhou para ti,
de noite…
Se fez dia…
Luz ensolarada nasceu,
onde tudo aconteceu
luz do seu examinado,
um fluído por si admirado
com pensamento inato,
e foi nessa...

Dignificante Lua

Pinhal Dias – Amora - Portugal - 29/6/08
Ás: 08/09/2008 11:54:39
 





ÂNSIA II

Fátima Venutti



Tornei-me um deus.
Desfigurei minh’alma
E atirei aos lobos
Moribundos sonhos.

Ateei fogo em minha fala.
Organizei motins em meu sexo.
Esquartejei membros,
Mergulhei-os no fogo do ódio,
Da hipocrisia e da escuridão.

Tornei-me um deus.
Finjo agora que sou o todo
De uma parte equivocada.

Escorre pelo meus dedos
O sangue da minha discórdia.
Vagueio... arrastando nós.

Tornei-me um só.
Esqueci de afogar meus medos
No vácuo da existência.


Ainda respiro,
Mas me condeno
Por ter restado a imagem nas águas
Do Homem que um dia fui.


Ás: 08/09/2008 11:51:36

 



 

José Lucas de Barros

-Aos quinze anos, fiz poesia,
crepitando de emoção.
Com certeza, eu já sentia
"a trova no coração".

-Eu olho o mundo de frente
e ao futuro entendo a mão,
levando a idéia na mente
e "a trova no coração".

José Lucas de Barros
Ás: 08/09/2008 11:48:37

 

 

 
Independência
Marisa Cajado

Brasil! quero ver-te independente
Nunca mais, dependente
De nenhum país.
Bandeira tremulando à frente
Guiado por alguém competente,
Liberto e feliz.

Quando garota eu desfilva,
Orgulhosa, na fanfarra que tocava.
Uniforme de gala, compenetradamente.
Marchava emocionada: esquerdo, direito
Segurando a bandeira junto ao peito
Fiel e patrioticamente.

Ainda conservo esta postura
Mas a realidade atual, caótica, insegura,
Deu outra versão a meu ideal.
No entanto, lutarei dia a dia
Como quem ama, luta e confia
Na independência do Brasil plena e real.

Ás: 08/09/2008 11:44:42

 

 

 

 

 

 

 

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ESCLARECIMENTO:
 
NO MURAL PODERÁ COLAR QUANTOS TEXTOS QUEIRA,
PARA A REVISTA SERÁ SELECIONADO  (POR MÊS), 
APENAS UM TEXTO DE CADA AUTOR.
 
Iara Melo

 

 

 

 

 

 

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