Recanto da Prosa & do Verso
 
Nº 02 Agosto /2007
 
Editor: Portal CEN - "Cá Estamos Nós"
 
 
PARTICIPANTES:
 
Jorge Humberto
Nita Ferreira
 Ligia Tomarchio
Adelia Mateus da Silva
Marise Ribeiro
Nelim Monti
Victor Jerónimo
 Benedita Azevedo
Priscila de Loureiro Coelho
Lairton Trovão de Andrade
 Ana Maria Nascimento
Gislaine Canales
Antonio Cícero da Silva
 
 
 
 
 
 
Pode digitar ou colar seu trabalho literário, em prosa ou verso
no endereço:
 
 
 
 
 
 

De: Jorge Humberto Para: Portal CEN

A NOITE


Num mar claro de azuis nocturnos
Na noite calma e prenhe d’estrelas
À luz de uma Lua rica
E fértil de brancos

Pés desnudos
Por sobre
A areia fina da praia

A orla
Dos teus cabelos molhados
Salpica a brisa
Em seu movimento rotativo

E o equilíbrio
É interrompido pela dança

Jorge Humberto
(11/02/1998)

Ás: 30/08/2007 13:7:20
 
 
 
 
 
 
De: Nita Ferreira para o Portal CEN
 
Quero

Quero atravessar todas as pontes
Percorrer de minh'alma a natureza
Adentrar grutas remotas, subir montes
De mim sem pudor nem estranheza

Exorcizar angústias viscerais
De entre toda a vegetação de medos
Palmilhar baldios e matagais
Navegar rios além de penedos

Deixar toda emergir e saciar
A torrente que 'inda não se fez mar
Porque o dia finda e se faz tarde

E gotas perdidas suplicam fontes
Nuvens cheias clamam por horizontes
Gritam dentro de mim em mudo alarde

Nita Ferreira

Ás: 29/08/2007 16:0:15

 

 
 
 
 
 
De: Ligia Tomarchio Para: Amigos do CEN
Ser Superior
Ligi@Tomarchio®

Como posso eu,
desmentir a grande verdade,
clara e real
do mundo existente!

Natural seria,
se mortal como sou,
negasse a todos
o direito de viver!

Viveria talvez,
melhor ou pior
só em meu caminho
único, sem paixão!

Paixão não se encontra
por caminhos escuros...
A luz é necessária,
guia-nos para a eternidade!

Eternos serão os bons.
A bondade infinita
poderá levar-nos à paz,
à imortalidade!

Imortal é o amor,
a onipotência do Ser Superior,
que a todos observa e conduz,
para que cheguem à plenitude da vida!

Ás: 29/08/2007 14:15:46
 
 
 
 
 
 

De: Ligia Tomarchio Para: Amigos do CEN

Transformação
Ligi@Tomarchio®
 

Diante das trevas, lembra-se da morte.
De sorte ou azar, transforma-se em cinzas. Destino cruel e necessário a
todos mortais.
As cinzas esvoaçantes, no céu do imaginário, ao pousarem em solo fértil,
semeiam átomos, daí brotando vida eterna.
Etérea vida, matriculada no colégio interno. Na clausura imaculada, com fé,
sem pés no chão. Apenas alada, liberta o fantástico som das trevas, que
levam à morte.
Estando na escuridão, sofre. Vislumbra horizontes escuros e utópicos. Está
só em sua transformação exuberante. Contrasta a luz que escapa a cada golpe
do destino.
Transformação de sofrimento em vivência. De solidão em sabedoria. De morte
em vida eterna.
No colégio interno, transforma-se as trevas da morte em lampêjo de liberdade
e saber!


Ás: 29/08/2007 14:13:2
 

 
 

 
 

De: Adelia Mateus da Silva Para: Portal CEN

ESPERANÇA
Adelia Mateus
 

A esperança que chora em meu coração
magoado anseio da felicidade desejada
ficada na solidão dos outros dias.
Espero o nascer do sol em cada dia
que me traga a forma mais fiel de ser feliz
para este coração que transborda de amor
e em desejos incontidos de te abraçar...

Essa esperança que afaga as minhas horas
de ser feliz, e na incerteza do dia de amanhã
quero viver a certeza dos dias amenos.
Ver o cintilar das estrelas no firmanento
ser a flor que espera a primavera ridente...
essa esperança que arrasto cada dia
seja o alicerce para os meus futuros sonhos.

Ás: 28/08/2007 15:24:56


 

 
 


 
De: Marise Ribeiro Para: Portal CEN

Testamento

Marise Ribeiro
 

Quando eu morrer,
que seja num dia qualquer,
mas quero ir com o entardecer,
no instante em que o sol se puser.

Quero deste mundo me esvair
como as cores que desmaiam,
depois que fúlgidas presenciaram
o dia em júbilos explodir.

Quero murchar
como uma flor ao final do dia,
depois que num período de travessia
o seu aroma espalhar.

Quero me diluir
como o sol que se enterra no horizonte,
preparando um novo cenário
para a lua surgir por trás do monte.

Quero para sempre adormecer,
quando o calor arrefecer
e a brisa fresca da tarde
acariciar as folhas sem alarde.

Quero findar o meu caminhar,
quando os pássaros em revoada
se aninharem em suas moradas
e o ciclo da vida recomeçar.

Aí sim... eu não serei mais nada!

05/07/05

Ás: 28/08/2007 14:54:15


 
 
 
 

De: Nelim Monti Para: Portal CEN

Batalhas da vida
Nelim Monti


Que batalha entrei, que em pedaços
Volto á vida?
Meu coração grande ferida
Meu cérebro não comanda mais os braços.

Quem sabe coléricos rechaços
De momentos acesos da lida
Fez rolar os sonhos abaixo, desprendida
De minha mente os suaves traços.

Por mais que a dor triunfante
No meu peito se torne errante
Que as curvas das cinzas desse sonho descreve,

Ressurja, e entre chamas se eleve
Meu sonho de esperança,
Que sonhei desde criança!

Ás: 28/08/2007 13:14:17

 
 
 

 


De: Jorge Humberto Para: Portal CEN

CONSELHOS
Jorge Humberto


Nada queiras e nada anseies,
Porque quem quer tem nada.
Mais vale aqui que premeis
Teu ser absoluto, tua espada.

Sente as coisas de uma só vez.
De ti mostra só o melhor jardim.
E verás quanta a escassez,
Dos que falam mui mal de ti.

Ergue-te impune a cada caída.
Procura dos outros o melhor.
Para tudo há sempre uma saída,
Assim saibas partilhar o teu amor.

Nunca finjas ao que vais, é teu.
Não alardes séria postura.
O que é teu um dia será meu,
Em toda a sua fleumática futura.

E se te maltratarem, sem sentido,
Trata ao impostor com cortesia.
Pois que só a ti é devido,
Saberes diferenciar a noite do dia.

Um amigo em desacordo contigo,
Pode elevar-te à sublimação.
É fácil descobrir um inimigo,
Que a tudo te dá insustentável razão.

Se dás, não digas que dás.
Cala. E sê só tu a cada instante.
É que nunca sabemos quem vem atrás,
Nem hoje nem doravante.

E assim termino os meus versos,
Aconselhando de mui bom grado.
Para saberes dos meus reversos,
Basta que me mostres teu agrado.

Ás: 28/08/2007 10:42:37

 
 

 

 

De: Victor Jerónimo Para: Recanto da Prosa e Verso

VIDAS
Victor Jerónimo

Formando o caracter nas horas mortas constrangidas do tempo, aquele imberbe garoto pulsante de vida corria através das vielas nuas e escusas procurando alimento para os seus.
A vida nunca lhe sorriu e o pouco tempo nesta vida já lhe havia ensinado que o mundo era cruel e fantamasgórico de caracteres e solidariedades.
O nascer naquele casebre imundo e onde os ratos eram a sua companhia, moldou-lhe a preparação para a vida a que dificilmente iria construir na perfeição da honradez.
Os seus brinquedos eram latas ferrujentas que o transportavam em sonhos próprios de criança e o levavam a mundos imaginários ora de dor ora de esperança, ora negro, ora azul punjente de um céu caiado de matizes.
A fome negra que muitas vezes lhe corroia as entranhas ía-o preparando para a vida dura e carregada de dissabores, mas ao mesmo tempo inculcava-lhe outros valores desconhecidos.
Aceitava tudo com um dom e maestria coisa ausente no mundo que o rodeava e os seus pensamentos vagueavam muitas vezes para flutuações de belos sonhos que o ajudavam a suportar a miséria em que vivia.
Tinha um sorriso enigmático mesmo nas piores situações o que era motivo de admiração na sua família e amigos que o chamavam "cabeça no ar" na falta de outras explicações para este seu estado de alma.
Prazenteiro ele evoluía muitas vezes para estados de alma próximos da plenitude e desejos especiais em encontros sublimes de espírito, num amor transcendente e evolutivo na escala espiritual.
Nestes estados a fome era a sua companheira e a solidão, a prazenteria da sua pequena vida.
Todo o mundo ao seu redor era inexistente e o recolhimento em si mesmo levava-o a estados próximos do extase.
Grande de espírito, não dava valor às carnes e o seu aspecto franzino era tema de dó mesmo entre os miseráveis que o rodeavam.
Porém seus olhos brilhavam, com aquele brilho especial, próprio das almas que vivem em paz consigo mesmas e encantava aos que não entendiam esse brilho.
Ficavam fascinados por eles e por isso muitas vezes nem reparavam a miséria carnal que grassava naquele corpo miserável abandonado e esquecido.
Quando corria nas vielas, roubando aqui e ali a alimentação necessária para o seu corpo franzino e para os seus, o espírito desprendia-se dele entregando-o aos males do mundo e fazendo-o olhar então a realidade que o cercava, tornando-o então e aos poucos violento na procura de bens essenciais à sua sobrevivência carnal.
Nestes estágios da vida o menino franzino tornava-se em menino louco e de forças sobrenaturais que derrubavam tudo o que se interpusesse entre ele e a procura da sua sobrevivência.
A falta de apoio moral e os ensinamentos dos que o rodeavam contribuíam para que neste estagio a sua sobrevivência aflorasse e o levava a cometimentos inglórios e crueis no mundo cruel do despotismo e da luta pela vida.
No roubo não se importava em tirar a vida alheia e tudo levava de rompante, como tudo fosse só seu e a propriedade alheia lhe pertencesse em pleno direito.
Porém quando se recolhia ao seu mundo a graça espiritual voltava e os seus olhos voltavam a brilhar nas contemplações.
É assim que hoje esse menino já homem vive actualmente num cubículo de quatro metros quadrados, na contemplação espiritual que o ajuda a esquecer os crimes horrendos que sua carne cometeu no mundo dos homens.
E assim ficará por toda a sua vida levando a que os outros seres que o rodeiam tenham por si um respeito ou medo próprios daqueles que sabem que sua liberdade terminou e agora há que espiar os pecados cometidos em liberdade.

Recife, 23.Ago.2007

Ás: 27/08/2007 22:46:50
 
 

 

De: Benedita Azevedo Para: Amigos do CEN

Teu perfume

Neste perfume que teu corpo exala,
Inebriando por completo o ambiente,
Invade os meus sentidos e me embala
se espalha em meu olfato docemente.

Vertiginosamente me aproximo
quase sem perceber sigo teu passo,
em teus abraços me enroscando arrimo
pelo aroma atraída a teu regaço.

com todos os sentidos extasiados
numa entrega completa aos teus carinhos
meus membros obedecem exaltados.

Anseios satisfeitos relaxados
permanece o perfume, teus cheirinhos,
sentimentos tranqüilos saciados.

Praia do Anil,13/07/2007
Benedita Azevedo
Ás: 27/08/2007 10:17:0

 

 

 

De: Priscila de Loureiro Coelho Para: Amigos do CEN

CONFLUÊNCIA
 

No encontro do olhar
Termina a espera
Cristais reluzentes
Luz suave a brilhar
É tempo de primavera
Os florais estão presentes...

Buscam-se os corpos suados
Frementes pelo adiantado da hora
Que tudo transforma em torpor
Os lábios quentes, molhados
Procuram-se sem demora
Na dança gostosa do amor...

Priscila de Loureiro Coelho

Ás: 26/08/2007 23:28:35




 

De: Lairton Trovão de Andrade Para: Amigos do CEN

TROVAS

Do fausto reino da trova,
sou eterno principiante.
No meu ser que se renova
cada trova é novo instante.

Uma trova só que eu faça
me transbordade alegria;
sinto até que tive a graça
de feliz ser mais um dia.

Sou trovador franciscano,
sigo as pegadas do Santo;
bem longe do desengano,
da trova faço meu canto

Ás: 26/08/2007 22:18:12





De: Ana Maria Nascimento Para: Amigos do Cen

Devaneio Em Fuga

Conduzo com um gesto bem zeloso
reminiscência vinculada ao cântico
que consagrava nosso amor romântico
no patamar do abraço carinhoso.

Porém, o enlevo despretencioso,
foi posto a bordo em ágil transatlântico
e, solitária, atravessei o atlântico
tentando achar o afeto venturoso.

Foram bastante minhasdesventuras
ao ver desfeito aquele forte enleio
e tudo dissolver-se em vãs censuras.

Ah! quem me dera crer que amor tão santo
sumiu, mas num ingênuo devaneio
há de um dia voltar qual doce encanto.


Ás: 26/08/2007 21:26:7





De: Gislaine Canales Para: Amigos do CEN

Glosando Hermoclydes Siqueira Franco
Gislaine Canales

ESSA ORAÇÃO...

MOTE:

Uma oração comovida
que, um dia, fiz a Jesus,
encheu meu sonho de vida
e a minha vida de luz!...

Uma oração comovida
que brotou do coração
teve uma bela acolhida,
porque nasceu da emoção!

Essa oração benfazeja,
que, um dia, fiz a Jesus,
fez com que pra sempre eu veja
e entenda o drama da cruz!

Essa oração tão sentida,
que eu fiz com todo o fervor,
encheu meu sonho de vida
e o deixou cheio de amor!

Essa oração em que ponho
um sorriso que reluz,
encheu minha alma se sonho,
e a minha vida de luz!...

Ás: 26/08/2007 21:3:31
 



De: ANTONIO CÍCERO DA SILVA Para: AMIGOS DO CEN

MEUS VERSOS
Antonio Cícero da Silva
 

Meus versos são para você
Que é a minha leal companheira
Foi excelente te conhecer
Que na minha vida é a primeira.

Em tudo está sempre ao meu lado
É assessora extremamente confiável
Vivo estão assegurado
Por coerência tão estável.

Meus versos ecoam ao infinito
E não escondo a realidade
Que na piçarra ou no granito
Falo com sinceridade.

São versos de amor, de vivência
E de assuntos diversos
Que com boa paciência
Junto os argumentos dispersos.


Ás: 26/08/2007 19:32:4

 

 
 
 

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