REVISTA HORIZONTES & PARALELOS

Nº 01 Setembro de 2007
 
Formatação e Arte: Iara Melo

Editor: Jorge Humberto
 
 

 



Olá, caros leitores, do CEN, após ter recebido convite, do ilustre Carlos Leite Ribeiro, para fundar uma revista, resolvi aceitar, fazendo o melhor que eu sei.
O Nº 1 terá como complemento vários poetas, cujo um deles ainda sofreu na pele as torturas da Pide, polícia militar, pertencente ao governo déspota de Salazar, onde ele nos narra o que foi estar 13 dias na tortura do sono, e depois fecha com um soneto, “Libertação”, de quando se deu o 25 de Abril, que delegou para o povo os seus direitos e poder de intervenção e libertou os presos políticos.
Também podem ler uma entrevista, que fiz a Nita Ferreira, poetisa portuguesa e ler dois de seus poemas.
Aproveitarei o ensejo para ir mostrando alguma da minha poesia ou outros textos. Espero que apreciem a revista, cujo nome será “Horizontes & Paralelos, tema que já existia numa secção do meu site, hospedado no Yahoo.

O Autor, militante clandestino do PCP, foi preso pela PIDE em Setembro de 1972 e barbaramente torturado. Das torturas, a mais cruel foi a famigerada tortura do sono. Só desistiram quando se convenceram que nada poderiam arrancar a quem estava disposto a morrer pela liberdade. Seguiram-se três meses de completo isolamento. Mais tarde o julgamento no tribunal fascista e, após cerca de dois anos encarcerado nas prisões de Caxias e Peniche, finalmente a libertação com a revolução de 25 de Abril de 1974.






NO 13º DIA DA TORTURA DO SONO
 

Esta manhã o Sol,
vermelho de vergonha,
veio espreitar se ainda vivo.
 
Sinto-me num barco que se afunda.
Só eu flutuo
à deriva num mar encapelado,
as tábuas unidas por um fio inquebrável,
jangada varrida por chicotadas de tormenta
com agressões de rochedos a doer nos ossos.
 
Desço ao fundo de mim. Ao menos
aqui encontro segurança.
À minha volta os monstros investem
mas só por fora a carne sangra.
 
Recosto-me
num monte de recordações
que as vertigens não deixam ordenar.
Ah! Bem desejam os monstros apreendê-las
e por isso espreitam desesperadamente
através dos meus olhos.
Mas, entretanto, eu desliguei a lâmpada
que dava luz cá dentro.
 
Estou suspenso de mim. Acho que vou cair.
Mas não. As paredes é que rodopiam
e abrem-se agora à passagem de figuras brancas,
monstros de cal, corpos recortados.
Quem são, quem são? Ah, não apertem
pois quero respirar.
Que ouvidos são aqueles pendurados no tecto?
Como conseguiram entrar na minha cabeça
e escavar, escavar... ?
Rio-me, pois nada encontrarão
a não ser uma ampulheta marcando o tempo,
cada vez mais difuso.
Rio-me, sim, com um riso de sangue em brasa.
 
Eles tentam isolar-me cortando as amarras,
quebrando as antenas,
destruindo a bússola.
Mas eu continuo a orientar-me
rompendo o nevoeiro do seu ódio.
 
O meu pensamento é uma escada em caracol
a que faltam degraus.
Ontem à noite escorreguei
e quase mergulhei no sono universal.
Mas hoje, com o render da noite,
senti-me vivo e gostei.
 
Amo a vida, o amor, a liberdade.
E é por isso que morro pela vida,
odeio pelo amor
e pela liberdade estou cativo.
 
Soltam à minha volta palavras-mastins
que ladram e abocanham:
"Diz!", "Declara!", "Fala e vais dormir!"
(sons para mim sem nexo).
Ó monstros pobres diabos!
Nem sequer se apercebem  que não podem
vergar esta barra
dura como a vontade.
 
Deixei-me cair em indiferença de algodão.
Desisti de fazer o puzzle que trago nos olhos.
Sons e imagens, podeis vogar, sois livres,
podeis confundir-vos, bailar.
Gargalhadas na parede, ameaças,
olhos a passear pelo chão,
bichos repelentes, répteis,
hálito podre de polícias suados,
mãos na garganta, lápis
a rolar sobre a mesa como um bulldozer ,
tudo isto está prensado
nesta muralha de ódio à minha volta.
 
Dentro de mim está a vida.
Dentro de mim trago os companheiros que se agitam,
dentro de mim trago os povos que fervilham,
povos que recusam a vala comum
e reconstroem o Sol.
Dentro de mim está o amor
que se transmite em ondas de confiança.
Dentro de mim
há um carregamento de certezas
implacáveis.
 
É por isso que o meu sorriso
é uma arma de agressão
que transforma o ódio em desespero.
Dentro de mim, bem no fundo de mim,
é que está a passagem para a liberdade.
 
Mas só eu tenho a chave do alçapão.
 
 
( Prisão de Caxias, Outubro de 1972 )

Carlos Domingos

 

***


LIBERTAÇÃO
 
Só notei que era Abril quando acordei
da asfixia geral, assim que o mar
cavalgou a muralha, espuma no ar
chicoteando as grades.  Mas não sei
 
se era o mar ou o sangue, que ateei
de chama inquieta, de alma a crepitar
no meio da alvorada, ou se era o esgar
do silêncio daninho que arranquei.
 
Punhos cerrados estilhaçam portas,
animam-se de ritmo as horas mortas
como crisálidas que a luz invade.
 
Instalam-se canções de pedra e cal.
O vento expulsa os medos do olival.
Respiro o amor, o beijo, a liberdade.
 




 

Toque

Nita Ferreira


Naquele lugar encantado
lá onde a entrada secreta
fica entre a espuma e o orvalho
o sol quente beijou o mar
vasto das brumas do tempo
um assustador momento
toque que libidinoso
revolveu o firmamento
 
E um vulcão vomitou
a lava seca de há séculos
o astro rei fulgurante
raiou mais incandescente
e o reino de Neptuno
azulou ondas de vida
mais largas e mais serenas
mais plenas e cumpridas
 
Erupção incontida
toque da vida co´a vida
eterno quanto profundo
destinado à eternidade
e aberto à imensidão
de um sentir incendiado
florescido e guardado
na palma da minha mão

 


 


Do amor
Do amor saberá só quem amou
Quem tal verbo soube enunciar
Quem nos tempos e modos se encontrou
E neles se perdeu a conjugar
Voa célere e olhando já passou
O que perdura em ti p'ra recordar
Toda aquela luz que alumiou
Fulgurante a tua alma fez sonhar
Se amaste e foste amado de verdade
E o teu peito floresceu de intensidade
Ficam ténues cicatrizes e feridas
Como o mar de vagas azuladas
Deixa atrás o sal de águas passadas
E espraia maresias destemidas


Nita Ferreira


 

Entrevistada: Nita Ferreira
 


Olá, Nita, apresento-me. O meu nome é Jorge Humberto e sou poeta. Gostaria de te fazer esta entrevista como se fôssemos num passeio agradável. Começamos?
 
Jorge Humberto: Qual o teu nome completo?
 
Nita: Ana Maria Rodrigues Matos Ferreira
 
J. H. : Tens ou usas pseudónimo?
 
N: Sim, Nita Ferreira. Adoptei o diminutivo de criança e assim recuso-me a crescer… rsrsr
 
J. H. : Sei que és licenciada e que exerces a função docente. Em que área ou áreas?
 
N: O meu curso inicial é o de professora do 1º ciclo e é aqui que exerço a minha função docente como professora titular mas tenho formação em Português/Inglês e Administração Escolar e Educacional.
 
J. H. : Pode dizer-se que o facto de leccionares te ajuda na poesia? O que te ocorre dizer sobre isso?
 
N: Ajudar não sei se será o termo exacto mas o facto de leccionar aproxima-me mais da poesia e leva-me a vivê-la não só enquanto hobby e lazer mas também no meu dia a dia profissional, uma vez que escrevo muito para os meus alunos. Os meus poemas infantis, principalmente esses, são muitas vezes material de trabalho nas minhas aulas. Quanto a outros textos, a poesia normal que escrevo sem a vertente infantil, já tive o grato prazer de a ver trabalhada por colegas meus em turmas 3º ciclo na disciplina de Português e ilustrada pelas mesmas turmas em Educação Visual.
 
J. H. : Quando começaste a escrever poesia?
 
N: Quando eu tinha quatros anos, a minha mãe, para eu parar de riscar a porta da garagem de um vizinho, que era tão branquinha como uma folha de papel, comprou-me uma lousa. Sabes o que é? E olha… comecei a ler e escrever antes de ir para a escola. Já na primária, lembro-me de fazer umas redacções muito lindas que a minha professora não se cansava de elogiar e mostrar a toda a gente. Acho que fiz o meu primeiro poema quando sobre as vindimas escrevi que “ as videiras ficaram tristes e chorosas porque lhes roubaram as uvas, suas filhas, que elas tinham criado com tanto amor”. Depois nunca mais parei de escrever, umas vezes mais intensamente outras vezes num ritmo mais lento, mas até hoje não parei…rsrrsrs… nem sei quando vou parar.
 
J. H. : Ao que eu sei, tens três grupos no MSN. Achas que a poesia aí é bem difundida?
 
N: Grupos de verdade tenho um, AlmaPoesia, que como sabes, está integrado na Base de Dados da Unesco. Os outros são grupos satélite, de apoio e continuação. Nos grupos MSN, nos meus grupos e noutros, poucos a meu ver, onde o lema é promover a poesia e os poetas, acho que se consegue, sim, o objectivo da divulgação, mas não sei se a melhor.
 
J. H. : Porque não um grupo no Yahoo, ao que sei melhor estabelecido e divulgado?
Eu tenho sido convidada para muitos grupos Yahoo mas nunca entrei em nenhum porque o modo de funcionamento é diferente, creio, mas não conheço bem. Entrei por acaso nos grupos MSN e foi neles que aprendi a trabalhar a imagem e a divulgar e promover a poesia. Creio que nos grupos MSN se consegue um melhor trabalho de imagem. O aspecto visual é mais apelativo. Mas, como o importante são as palavras…
 
J. H. : Eu olho o MSN com uma certa distância, como que metido num cantinho, estou errado?
N: Não sei bem a que te referes. O que me desagrada no MSN é a proliferação de tantos grupos e o mau trabalho que se faz em nome da poesia. Nascem e crescem poetas em cada canto e muitas vezes são pessoas que nem uma frase correctamente pontuada e sem erros ortográficos são capazes de escrever. Acho isso triste para nós portugueses que somos um país de escritores e poetas.
 
J. H. : O que já conquistaste, respeitante à poesia, nesses grupos?
 
N: O contacto com várias pessoas que escrevem bem e que eu admiro, e que não teria conhecido de outro modo.
 
J. H. : Para além da poesia, aventuras-te em mais algum tipo de escrita?
 
N: Houve um tempo em que escrevi para um jornal regional uma série de artigos pedagógicos e de opinião e as pessoas gostavam. Depois disso escrevi umas prosas e pequenos contos, mas o que tenho escrito mais é mesmo poesia.
 
J. H. : Tens livros ou e-books publicados?
 
N: Não tenho ainda nada publicado. Estou a pensar publicar 3 livros diferentes mas para já não avancei com nenhum ainda. Tenho muito tempo, gosto de tudo bem pensado e bem feito… rrsrsr…
 
J. H. : E quanto à Internet, achas que é um bom meio de divulgação da poesia?
 
N: É sim, sem dúvida.
 
J: H. : O que poderia melhorar, no teu ponto de vista?
 
N: Bom, vou voltar à qualidade. É preciso melhorar a qualidade, a exigência daquilo que se publica, quer seja num grupo, num site ou num livro. É necessário falar e escrever correctamente a nossa língua, valorizá-la e dignificá-la como merece. Fico arrepiada quando vejo erros ortográficos terríveis, que não são gralhas, erros chamados de “palmatória” e frases mal construídas… rrsrsr.. mania de professora. Ai o nosso Luís de Camões, ai o nosso Pessoa e tantos outros portugueses que se imortalizaram pela escrita, se pudessem ver o que vai por esta net fora… iam ficar horrorizados.
 
J. H. : Para terminar, o que achas de estar a ser entrevistada, por um consórcio do Portal CEN?
N: Sinto-me feliz e agradecida. Eu considero o Portal CEN, muito sinceramente e sem falsos elogios, um lugar que prima pela qualidade. E oxalá assim continue pois, na minha opinião, estes lugares escasseiam e é urgente dignificar a net como um meio de formação, informação e promoção do ser humano e não da sua deformação.
 
J. H. : Muito obrigado pela tua disponibilidade.
Eu é que agradeço a tua gentileza e a do Portal Cen e do magnífico trabalho do nosso amigo Carlos Leite Ribeiro.








PERMISSÃO  NÃO  PERMITIDA
 
 
São passos largos
São passos curtos
São distancias não alcançadas
São verdades perdidas
 
Quantas palavras pediram para serem ouvidas e não foram...
Quantas vozes brutalmente foram caladas...
Quantas mentiras foram ouvidas e omitidas...
Quantas verdades se fizeram oprimidas...
 
Somos jovens que acreditamos na revolução da paz
Somos os jovens de hoje que seremos os adultos de amanhã
Somos a permissão não permitida
Somos um tudo e diante deles, mesmo que um nada.
 
Aprendemos que acreditamos em sermos certos
Acreditamos que alcançaríamos todas as perfeições
De vivermos num país melhor
Aprendemos na mentira acreditar que estávamos certos
Mas certos de que?
 
Os jornais mentem e acreditamos
Os canais televisivos mentem e acreditamos
As revistas mentem e acreditamos
As estações das rádios mentem e acreditamos
A tirania governamental mente e acreditamos
Mas temos a certeza de nossas verdades, nossas verdades
Que não são mentiras e é nelas que acreditamos...
 
Ricos burgueses nos desprezam
Falsos moralistas nos odeiam
Hipócritas, podres e nojentos...
Nos chamam de loucos alienados e viciados
Mas nós apenas somos as verdades que faltam
Nas existentes esquinas desse nosso país
Nós somos como já disseram
O futuro de nosso país
Será que teremos futuro?
Ou será que apenas ficaremos no será?
 
É muito estranho transitarmos nas mesmas calçadas
Que esses hipócritas ricos burgueses
É muito estranho pisarmos no mesmo chão
Que esses hipócritas falsos moralistas
São eles que apóiam essa amaldiçoada e nojenta ditadura
Sustentando-os com seus dólares
Vermes sanguessugas de porões!!!
Esses estão seguros e impunes
De todas as trapaças que fazem com o lado
Brasil operário que muito pouco ganham
Que muito pouco tem para carregarem
Em suas tão custosas marmitas...
 
E nós; pensam eles afirmarem,
Que somos o futuro do Brasil,
Resta apenas saber, de que Brasil falam,
Pois esse em que vivemos
Aos poucos estão entregando de mãos beijadas
Para esses malditos Nortes Americanos.
Que futuros os pensam que teremos
Nas mãos desses carrascos capitalistas?
Verdadeiros terroristas...
 
São passos largos que eles dão
São passos curtos que nos tiram o direito de darmos
Eles afirmam que somos o futuro de nosso país
Não sei! Não sabemos!
Qual futuro eles se referem...
 
Nos tiram o direito de irmos o direito de virmos
Nos tiram o direito de usarmos nossas falas
Mas na verdade, eles temem nossas vozes...
E estão cientes que o futuro que eles se referem
O futuro que eles nos reservam
É o de odiarmos mais ainda a situação em que vivemos
E as verdes fardas que usam...
 
Os hipócritas ricos burgueses
Nos odeiam por termos ideais
E não sermos vazios que nem eles...
 
Esses hipócritas falsos moralistas
Nos chamam de loucos alienados e viciados
Porque suas filhas preferem comprar nossos artesanatos
Em nossas toalhas do que comprarem bugigangas
Em suas lindas lojas pomposas...
 
Porque suas filhas preferem nossas idéias de liberdade
Do que tomar chá das cinco e comer torradas com suas vovós...
 
Porque suas filhas preferem nossas tendas
Para saciarem-se prazerosamente
Do que se deitarem com seus idiotas almofadinhas
Criados nas barras das saias de suas mães...
 
E esses abacates de capacetes
Nos reprimem porque não acreditamos
Em suas formações acadêmicas fardadas...
 
Ainda daremos passos largos...
Nossos operários não darão mais passos curtos...
Suas marmitas se fartarão de comidas...
Encurtaremos as distancias...
Alcançaremos nossos objetivos...
Nossas verdades não mais serão perdidas e nem reprimidas...
 
No futuro que a vida nos reserva
Não seremos mais jovens, mas seremos vencedores,
E aos jovens de um verdadeiro futuro
Poderemos mostrar como conseguimos ser vencedores
E a eles daremos uma vida digna
Sem viver a sombra de uma carrasca e abominável ditadura...
 
Hoje somos jovens mal julgados mal interpretados
Pensam eles que não temos perspectivas
Mas quando adultos formos
Saberemos explicar o porque de nossa rebeldia...
O porque de nossos ideais nas lutas
Por igualdades de direitos...
E o porque hoje somos dados como anarquistas
Mas não somos anarquistas, somos jovens idealistas...
 
Sim! Somos o tudo de mal que nos julgam ser
Mas em busca de um Brasil melhor
Um Brasil de igualdade onde
O homem do campo seja respeitado e reconhecido e que
Seus filhos recebam educação...
Onde o operário urbano seja reconhecido respeitado
E que em sua mesa e sua marmita nunca falte alimento...
Aonde o homem Negro venha ser chamado de Doutor
E sua família realmente educada e respeitada...
Onde o Índio possa cuidar em paz de seu cultivo
Sem que abandonem suas tradições e deixem de ser escravos
Da ganância e do abandono dos poderosos homens brancos...
Onde o imigrante seja tratado como um Irmão Pátria
E não como uma fonte escrava de rendas...
Onde realmente poderemos ver nossos produtos
Escritos Brasil com "S" e não com "Z"...
 
Sim! Lembraremos e choraremos por nossas perdas,
Perdas de verdadeiros Patriotas
Mas na certeza de que lutamos por uma causa justa
E se até lá eu estiver vivo, vou me orgulhar de ler
O que hoje escrevo...
Vou me orgulhar do tudo que hoje aprendi a contestar...
Vou me orgulhar da pessoa que hoje sou
E de tudo que meus companheiros fizeram na certeza
De realmente ver um Brasil verdadeiramente Brasil...
 
Brasil! Ame-o ou Deixe-o!!! slogan maldito!!!
 
Nada disso! Vai chegar o dia que hão de ver que
Os únicos intrusos paranóicos
São vocês em seus quartéis repletos de porões assassinos...
 
Nós! Nós somos os jovens de hoje
Que o futuro que nos espera
Será ver a queda sem asas de vocês...
 
Fechem as janelas de suas burrices e ignorâncias
Que abriremos as portas da inteligência
E de toda sabedoria possível e saberemos usa-la
Com apenas duas palavras de ordem!
..."Liberdade Brasil"...

 
Eddyr o Guerreiro
08 de dezembro de 1974
Rio de Janeiro

 


 



“ Allah akbar! “ ( Deus é grande! )
 
E os jovens seguem para a batalha, crendo que morrer em batalha lhes garantirá a entrada no céu.
 De maneira que, quando a religião se acha na linha de fogo, o lema é: “ Deus está do nosso lado.” Assim, a violência, a destruição e a matança prosseguem, e tudo isto em nome de Deus. O que é mais grave nestas guerras, é quando a religião é o factor subjacente, a luta amiúde é mais sangrenta e mais difícil de cessar. E quando as religiões acham que Deus está de seu lado, poderá justificar qualquer atrocidade.
 Mas como todo este raciocínio é um absurdo, o nosso Criador não se envolve nas guerras humanas. Pois travar guerras e seguir crenças religiosas
Não é compatível!
 No meu último livro “ Só é  jornalista quem pode “, aí eu explico em diversos artigos, quão sangrentas tem sido as guerras travadas em nome de Deus,
E explico ainda que no futuro ainda veremos muitas outras deflagrar. Esta guerra que dura já à mais de um mês, mostra bem, até que ponto o Islão se dispõe a ir. É conhecido de todos que os muçulmanos são muitos milhões,
E engloba muitas nações do mundo. Daí a crença que todas as outras crenças são os infiéis, e que a humanidade de há-de submeter ao Islamismo ao bem ou à força, o que espera o mundo futuramente?
 O mundo muçulmano, tem muito ainda a mostrar ao restante do mundo. Mas o mais importante, é que estamos observando o cumprimentos de profecias da Bíblia para os últimos dias. Veja 2 Timóteo 3:1-5 e Mateus 24: 3-21.

José Valgode





Hoje hackearei teus medos


Hoje,
Transportar-me-ei pelas redes da Net,
Navegarei, insistentemente, à tua procura.
Achando-te,
Invadirei teus espaços,
Ocuparei teus braços,
Preencherei tuas noites insones,
Saciar-me-ei dos teus desejos sufocados...


Roubarei a senha do teu coração dormente,
Prender-te-ei em meus amassos,
Algemar-te-ei em meus braços,
Travarei teus descompassos...

Reiniciarei tua micro história,
Apagarei tua dor,
Instalarei desejos calientes,
Comandos _blank abrirão novos e inéditos delírios,
ardentes, frementes,
inebriantes...


Navegando, agora, estou,
em busca de teu amor...
Quando menos esperares,
ao simples click do e-mail,
Invadirei teu micro,
abrir-se-ão telas em html, flash...
e...
Cairei em teus braços!


Antes que me deletes,
Hackearei teus medos,
Darei execute em teus desejos.
Instalarei o sabor de meu corpo no teu
Deletarei tua memória ram,
Instalarei novos códigos já(-)vas,
Darei novos comandos em teu coração.


Teu HD ficará sem espaço para antigos programas,
Ocuparei todos teus espaços,
teus braços,
tua vida,
tua cama...
Hachearei tua alma!!!


Vanderli Medeiros
06/09/02 - 2:28h/ Brasil
Poema editado no livro: @teneu.poesi@
 





 


PROCURANDO
Joaquim Marques


 
Vagabundo de um mundo desconhecido,
Vou pisando chãos que não conheço.
Absorto em meus pensamentos esmoreço,
Chegando a dar-me até, como vencido.
 
O sentimento que me invade é muito forte;
Levando-me de novo ao ponto de partida.
À procura da alma gémea, por mim perdida,
Que me faz vagabundear assim, sem Norte.
 
Continuo a pisar chãos que não conheço;
Buscando em todo lado, a alma que perdi
Em algum lugar que no tempo, esqueci.
 
Se um dia, alma gémea... Eu te reencontrar;
Se ainda quiseres, a meu lado caminhar,
Nunca mais nos iremos desencontrar.
 
Porto - Portugal
20-01-07

 




SEGREDOS!...
Joaquim Marques
 
 
Segredos!...
Eles podem ser de tanta coisa!...
Podem ser reais ou fictícios;
no concreto ou no abstrato.
Segredos!...
Podem estar até num simples retrato!
Tantos segredos eu guardei...
Que hoje, já nem eu sei,
onde os posso encontrar.
Como tesouros escondidos
eles ficaram esquecidos...
Enterrados em qualquer lugar!
Hoje, guardo dentro de mim
com pundonor...
Um segredo intenso, por mim  vivido
e por demais sofrido...
Um segredo de amor!
Ele é misterioso...
Mas muito fogoso e dengoso!
Ele traz à minha vida
a alegria de que necessito...
Para acalmar minha alma
e pra não viver aflito...
Esse meu segredo,
que está no degredo...
Cumprindo pena, perpétua...
Vibra de emoção!
Dentro de um cárcere mavioso
Que é
O meu coração!


Portugal
Setembro - 2007
 





À CONQUISTA DE ROMA
 
 
Os Islâmicos querem conquistar de novo Roma,
Os cristãos não querem perder a sua influência,
E os grupos terroristas vivem como que em coma,
Esperando a sua oportunidade de incongruência.
 
Uns e outros não se entendem nem fazem por isso,
Há jovens que vão para a morte em sacrifício,
Desde cedo assumem uma posição de compromisso,
Rezando ao seu deus amado o armistício.
 
Que guerra é esta, meus senhores, que não poupa
Crianças, nem mulheres nem velhos nem ninguém,
Acabe-se a burka no traje que os veste e a roupa,
 
É preciso libertarem-se de costumes antigos,
Viverem em paz e assim serem finalmente alguém,
Sem se parecerem com velhos e usados artigos.
 
Jorge Humberto
14/02/07
 




AO ENTARDECER
 
 
Leve, breve brisa, acolhe o meu rosto.
As árvores são o seu apogeu e o senão
Das cerejeiras onde se descobre o mosto
Da fruta amadurecida caída no chão.
 
Escrevo porque o pensamento me o dita
Não tenho pretensões a nada
Sou como à flor quando se agita
E espera as benesses da madrugada.
 
Ouço-me ao longe gritando impropérios:
Este não sou eu – digo insistentemente!
Meus sapatos calcorreados são galdérios
 
Não esperam do nascer do dia mais
Do que a forma geométrica e persistente
Do plano e paralelo voo dos pardais.
 
Jorge Humberto
16/01/07
 

 

 

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