REVISTA HORIZONTES & PARALELOS

Nº 02 Outubro de 2007
 
Formatação e Arte: Iara Melo

Editor: Jorge Humberto
 
 
 

 



Olá, a meus amigos e leitores do CEN, hoje trago-vos várias poesias e uma entrevista, com a poetisa, Schyrlei Pinheiro, espero que apreciem este 2º número de minha revista, Horizontes e Paralelos, bem-hajam, a todos.
 




 

Vende-se/ Aluga-se
rivkahcohen
 
 
Vês aquela casa
com a porta trancada?
Um dia, para mim,
foi encantada!
Tinha muita música,
risos,
gargalhas
que ainda posso ouvir..
Não havia quem nela estivesse
que ficar não quisesse
e de preferência, morar,
para um pouco sorrir.
 
Na alegria, tem disso,
todos querem se agrupar,
pegar nem que seja o resquício
desse indefectível verbo amar..
 
Morava ao lado,
a solidão..
Nunca de vestido estampado,
olheiras de quem não dorme nada,
cuidando da situação.
 
Uma bobeira,
um entrar enganado,
ela que a tudo esgueira,
vem pegar os pedaços
e com que satisfação!
 
Hoje é só uma casa fechada,
com cortina rasgada
e alguma flor em botão..
 
Não! Não adianto mais nada!
Querendo,
está para ser alugada
ou até mesmo, vendo!
 
Quem mora ao lado?
Ah, é claro!
A solidão,
mas quem sabe tendo cuidado..




 

FADO MENOR
© Alberto Peyrano
 

Nostalgias de um tempo eterno
envolto em auras de ausência
meu barco navega quieto
pelas águas deste fado
e busca que a teus beijos
o levem as brancas velas.
 
Fado de meu coração ferido,
fado de canções antigas
que se adornaram de flores
de teu jardim tresnoitado.
fado que hoje me tem preso
nas cordas de cem guitarras
que te pedem esta noite
não deixes de escutar minha esperança.
 
O barco segue seu rumo
até um porto de vento.
Capitão de velhos mares,
vai navegando até um faro
em fado menor, minha alma.

 


 

Inútil Domínio
 
Marise Ribeiro
 

As pétalas de uma rosa são entre si diferentes
Nem todas as flores se mostram aos beija-flores atraentes
Renasço a cada dia exalando distintos perfumes...
Minhas palavras têm doçuras ou azedumes.
 
Como um rio, posso ser cristalina ou barrenta
Deixar-me correr serena ou turbulenta...
Meu eco grita de dor ou repete um canto de louvor
Meus versos nascem da cor do meu humor.
 
Posso ser primavera, outono, inverno ou verão
Parar conflitos com a branca bandeira da paz
Fazer sangrar o peito rasgando a desilusão...
Ganhar um abraço, um beijo e pedir até muito mais.
 
Dançar, adormecer, sorrir, chorar, morrer...
Posso tudo! São vontades que sou eu quem as decreta
Até amanhecer e chover também faço acontecer
Mas rimar o teu querer não posso, mesmo sendo poeta.
 
09/01/07
 



 

Levar a palavra certa
luz sampaio
 

Na multimídia, pelo universo das letras,
aventuram-se poetas e escritores
levando suas palavras, pérolas de ternura,
que esvanecem,
tocando e deleitando a alma dos leitores.
 
A pecularidade que os distingue
e o amor que se dedica a essa arte,
é o que o fará tornar-se eterno
neste vasto chão da literatura,
onde cada palavra escrita
será um facho de luz irradiando a espiritualidade
e o mais nobre pensamento do escrevedor.
 
Levar a palavra certa é um ofício difícil,
é uma missão de responsabilidade
para com a humanidade,
que permanentemente esta sempre
à procura da verdadeira felicidade.
 
Luz Sampaio
Japão, 15 de setembro 2007



 

Até quando?
Margaret Pelicano


Até quando o poder do teu fascínio
vai ensopar-me de pranto,
de saudades e músicas de acalanto,
quando ao deitar-me, à noitinha, sinto teu encanto?

Até quando ao amanhecer,
vou fazer o café com aquele querer,
o coração cheio de canto, de rezas e agradecer?...
por ter tido um grande companheiro, e que espanto...

chegar ao quarto e ver meu homem
ressonando, acordando, espreguiçando
e dizendo: - bom dia! Te amo!

E aquele sorriso iluminava o passar das minhas horas,
agradecida a Deus por ter-te encontrado
e transformado minha vida em raios de felicidade...

... agora não te tenho mais...
Vou ficar sem ti, até quando?

Brasília - 10/12/2006



 

Pedaços
by P@ulo Monti
 

Frio: 9ºC
Na rua
E no peito.
Em rios distantes passo
Tão perto
Feito vento
Vago veloz.
Vejo vidraças vazadas:
Último refúgio do sol!
Pedaços de mim
Fora de lugar
Mosaico
Retrato
Fragmentos da vida
Deixada
Sugada
Exaurida.
 

 

Quatro anos de genocídio no Darfur, Sudão.
Quatro anos de milhares e milhares de mortes, perseguições, violações e barbáries inimagináveis, sem qualquer outra razão que não a estupidez humana.
O ódio irracional de pessoas contra pessoas.
De pois do Holocausto, do Cambodja, da Bósnia, do Ruanda…
Como é possível que esta barbaridade continue a repetir-se, perante a passividade geral?
Como é possível que o resto do mundo continue pacatamente na sua vidinha, a olhar para o lado e a assobiar para o ar?

***

OS FILHOS MUTILADOS DO RUANDA
 
 
Oh, mundo insano, olhai para teus filhos,
Vede como eles sofrem com as guerras,
Pois tudo isso são todos teus pecadilhos, 
Que em teu núcleo subterrâneo encerras.
 
Se eu fosse a guerra e tu a paz, trocaria
De lugar contigo, pois muito me apraz,
Ver chegar o sucinto e derradeiro dia,
Em que finalmente todos vivamos em paz.
 
No Ruanda crianças morrem todos os dias,
Para alimentar os senhores da guerra,
E os abutres esperam o suspiro da terra,
 
Para se alimentarem da carne em disenteria,
Como num gesto obsceno e contra natura,
Longe, bem longe, da mui esperada cura.
 
Jorge Humberto
16/04/07

***

RUANDA NUNCA MAIS
 
 
Corpos mutilados, à força da catana;
Membros decepados e cotos cuidados
À pressa, que já lá vem o sacana,
De arma na mão e olhos enviesados;
 
Mais a milícia e toda a sua propaganda,
Arrastando velhos, destrambelhados;
Mulheres violadas, de seu nome, Ruanda,
Com os filhos ao colo – degolados;
 
Corpos enforcados, entornados no chão;
Assassínio em massa, na cidadela;
Crianças chorando por um pouco de pão;
 
Poder-se-ia chamar, Darfur, a esta aldeia,
Tal o protagonismo que tomou conta dela,
Mas foge de mim toda e qualquer ideia.
 
 
Jorge Humberto
21/09/07
 

 

Horizontes & Paralelos, traz hoje, para o seu bloco de entrevistas, Schyrlei Pinheiro, mulher e poetisa de forte carácter. Segue-se abaixo um resumo de vida, escrito pela autora, seguido de perguntas e respostas, que a poetisa amavelmente acedeu em comentar.
À própria gostaria muito de agradecer a amabilidade pela sua disposição e consentimento, para levar avante esta entrevista. Obrigado!

 

A autora:

“Nada tenho de especial, sou uma pessoa simples, com uma vida normal. Vivo apaixonada por tudo que se acerca de mim. Procuro ser justa, sou muito franca e digo o que penso, sem receio  algum. Tenho muita facilidade para fazer, e preservar amizades; creio não ter inimigos, e sim alguns desafetos, que me seguem na paralela da vida, um passo à frente, ou atrás, sabendo que não lhes dou a menor importância; escuto-os, vejo-os e reconheço a todos através da sensibilidade. sem temer qualquer risco, pois sigo sempre o meu caminho, iluminada pela verdade; se  paro no meio do trajeto, é para deixar o negativo sucumbir nas trevas, ou pegar o atalho das sombras, que não podem apagar o brilho do sol e as pegadas da verdade, que seguem as linhas do horizonte. Casei-me aos dezasseis anos de idade com o amor de minha vida, vou completar este ano 41 anos de vida em comum feliz, tenho 3 filhos, todos com vida estável e equilibrados, que só me deram orgulho, e netas, que são as flores do jardim de minha vida. Quanto aos meus escritos, nunca tive pretensões de tornar-me uma literata, brinco com as letras e escrevo o que sinto em meu coração, pouco me importando com as rimas e métricas, que seguem um principio estabelecido em um passado que já não faz  parte do presente, que procura sobreviver em liberdade, contextando o retrocesso e deixando novos passos como opções futuras. Tudo se modifica, tudo evolui e  nada poderá mais ficar preso à regras. Pensando assim, aderi à poesia livre não tenho livros meus publicados, embora os tenha catalogados em protótipos, com todos meus devaneios registrados. Participei de alguns eventos literários, e, além de dois livros virtuais que recebi de presente, estou em muitos outros,  elaborados através de grupos que participo, ligados à poesia. Meus escritos são livres e podem ser observados por todos, em vários sites, ou em páginas especiais dos grupos que frequento, entre eles: o News Brazilian Art e Culture, News  Intnatl América, Luso Brasileiro, CEN (Cá estamos Nós), Grupo Italo Spanico Latino, Grupo Amor em Palavras, Avpb Academia Virtual Poética do Brasil, Abvl Academia Brasileira Virtual de Letras, onde figurei com a Primeira Antologia Histórica, Grupo Escritores e Poetas, também participando de sua primeira Antologia, Grupo Ciranda e Cirandeiros, Grupo Encantos e Poesias, Grupo Gente Humana, Grupo de Imagens e Poesias, Meu Aconchego, Novos Mensageiros, Portico Literopoetiko, Poetando com Angélica, Vidas e Poesias, e outros  ligados a literatura da arte cultural politico Nacional. Anexo, envio uma pequena biografia. Além do que aqui está escrito, afirmo que o único  fator que soma em minha vida é a felicidade de conhecer e conviver com  pessoas especiais, que a mim dignificam com a troca de calor humano”.
http://geocities.yahoo.com.br/schyrleipinheiroamigos/index.htm

Jorge Humberto – Olá, Schyrlei. Concluis, na tua afirmação, que a amizade é o teu bem mais precioso, na Internet as coisas dão-se muito rapidamente, são as amizades também repentinas?

Schyrlei Pinheiro – Nada acontece por acaso. Creio que existe uma explicação para  tudo. Somos passageiros do tempo e estamos aqui  por uma determinada razão. Amigos são elos positivos, que encontramos neste universo, para possibilitar a troca de energia, e, juntos, caminhamos lado a lado por um tempo indefinido; cruzamos, na caminhada, com várias pessoas e tenho certeza que  nenhuma delas passa por nós sem um motivo; a simples presença, desconhecida, é reconhecida  na troca de um olhar, sorriso, ou palavra, sem que seja preciso o toque  das mãos. Na Internet acontece o mesmo, de forma virtual, através da palavra, que encurta distancias, à velocidade da luz.

J.H. – Dizes que não tens pretensões a escritora mas tens vário protótipos de livros teus, como vês as editoras internáuticas, não deviam elas desempenhar um papel maior ao editar livros de autor, indo mais à frente do que a edição de Ebooks e/ou Antologias?

S.P.- É verdade, o futuro é uma caixinha de surpresas. Tenho todos os meus escritos registrados, como sementes colhidas de meus sonhos, sem pretensões.  Quanto às Editoras internáuticas, elas descobriram o caminho; seu desenvolvimento depende dos internautas levarem a ideia avante. Ninguém chega ao futuro, sem passar pelo hoje, avaliado no ontem, que resguarda, na história, os erros e  os passos das conquistas desfrutáveis, para que isto seja real. A verdade precisa das sementes e as minhas estão guardadas, esperando a hora certa do plantio.  –

J.H. – “Acérrima” defensora da nova poesia, de novos autores, pergunto se essa é ainda uma prática que valha a pena, agora que os poetas da rede já criaram um invólucro impermeável, onde massajar o seu ego parece ser o mais importante?

S.P. –  A vaidade tem tempo curto e é obrigada a vergar-se no tempo infinito. Sem renovação, a poesia não conseguiria  passar pelo portal da fama. Os novos valores não substituem, nem matam a raiz fecunda, eles somam e multiplicam a beleza, perpetuando o bom perfume. Os impermeáveis são céticos e tornam-se críticos pequenos, olham o desabrochar como uma ameaça ao trono da vaidade efêmera, que murcha, e seca sob a luz da verdade. Acredito no novo perfume, vejo neles o brilho de uma estrela, que traz na alma o colorido da esperança,  produzindo o néctar das flores, que purificam a constelação amor, ao reino de nossas vidas.

J.H. – Como pessoa extremamente sincera nos julgamentos, na sua maneira de ser, achas plausível aqui o critico de poesia, ou este não faz falta?

S.P. –  O critico nasce da massa falida. A meu ver, não tem valor algum; eles se julgam  profundos conhecedores, entretanto, perdem-se nas suas próprias avaliações, mescladas pela incompetência, que não lhes permitem criar.  Do nada,  infecundo, retiram o desejo de aparecer e fazem sombras, levantam muros, mas não podem deter a luz que os dispersam.

J.H. – Como se critica uma obra sem interferir com amizades ou admirações? Abstém-se a critica?

S.P. –  Na verdadeira amizade não existem criticas, o amigo é porta aberta, é luz, apontando a verdade, abrindo caminhos, construindo pontes sobre abismos; é o parceiro da dor e a fonte do respeito, que cala, chora, mas não julga nem se abstém da luta, que nos  momentos difíceis, que o  obriga, à sós, suportar o sabor da derrota, para defender a integridade do amigo

J.H. – Qual é o lema da tua vida?

S.P. –  Viver todos os momentos, da melhor maneira possível.

J.H. – O que achas da poesia que corre nos Grupos de poesia?

S.P. –  Isto depende dos objetivos do Grupos. Eu faço parte de alguns, e, em cada um, observo diferenças básicas. Generalizando, eu os considero como uma escola, que, dentro dos limites, permitem-nos um vasto aprendizado.

J.H. – Já nos conhecemos vai para três anos, achas que houve uma evolução de poetas de qualidade desde então, já que antes, nos Grupos, a tudo se chamava de poesia?

S.P. –  Não sei se entenderás a minha resposta, mas digo-te que a evolução segue o seu curso natural, como um rio, sem deter-se diante da "qualidade" das pedras que ficam à margem de sua passagem. Em poesia, não existem parâmetros culturais avaliatórios. A pretensão filosófica  vem, há séculos, recolhendo as pedras do caminho e rotulando seus estudos por estilos épicos e a eles atribuem o codinome de "poesia". Longe, permanece a descoberta fundamental, oculta na razão, sem lógica. . Nem tudo é poesia, mas a poesia está em tudo o que o homem toca, escuta, vê, pensa, faz, diz, ou acalenta dentro de si, com o perfume impar, que espelha os fragmentos do seu ser.

J.H. – Insisto nos Grupos pois estes têm ou deviam ter um maior desempenho relativo à escrita, quanto deles deixa a desejar, nesse seu papel primordial, que devia ir muito além de ser um recipiente de tudo o que se diz poema, crónica ou afins?

S.P. –   Os Grupos são núcleos, que apresentam uma proposta comunitária, proporcionando o encontro social não especifico, ou com o objetivo de assumir a responsabilidade de selecionar os escritos que os afins expõem em suas vitrines.


J.H. – Termino perguntando-te se te sentes realizada enquanto poetisa, não há nenhum tipo de resignação?

S.P. –  Amigo, o termo "realizado" é para os resignados, que estancam, vencidos pelo tempo. Eu dou asas à minha imaginação, e, livre, passo o meu tempo espalhando no ar, sementes despretensiosas, deixando que o  vento as leve até o ponto certo, onde o berço da vida abraça o destino, que não para de brotar sob a terra, antes que a luz possa espelhar a plenitude divina, onde  a resignação tem o nome de imortalidade.
 
Minha Biografia:

Meu nome é  Schyrlei Vlasta Scoralick Pinheiro.  Nasci no Rio de Janeiro,  cidade maravilhosa,  que,  apesar de ter  alguns problemas, continuará com seus encantos, sendo a menina dos olhos  do Brasil, razão porque considero-me abençoada por aqui ter nascido e constituído a minha família.
Casei com o homem certo, temos três filhos,  gerados com amor  e que estão dando continuidade aos princípios de dignidade, que recebemos como  herança  de nossas famílias, o que certamente manterá acesa a chama dos nossos sentimentos, o mesmo que despertou  em mim a poesia, sem receios ou compromissos que me obrigue a seguir um determinado estilo.
Livre, dou asas à minha imaginação, podendo flutuar nas ondas, plantar sementes e remar nas águas, mesmo revoltas, sob o céu sempre iluminado pelo carinho de todos que merecem, por mim, serem amados e respeitados.
 


Meu Tempo.
 Schyrlei Pinheiro


Cronometrado no espaço,
encurta e alonga distâncias.
Entre perguntas, me ensina
a compreender, muda,
o que o nada responde.
Vivo investindo nos  mistérios,
aprendendo a renascer em meus sonhos.
Eternamente sei que te manterás um jovem menino,
brincando, incansavelmente com o meu existir,
sempre à procura de razões
para prosseguir seguro,
sentindo o desequilíbrio
do saber estável, pairar no ar,
encantando a vida
entre as reticências,
exclamando, em cada canto,
a verdade da fonte da magia,
que canta com muita alegria
a reconhecida felicidade,
que só o amor fecunda.

***
 
Orfandade
 Schyrlei Pinheiro


Quando estrelas sobem ao céu,
e na terra brotam as lágrimas de saudade,
minha alma chora tristezas infindas.
Sinto a dor do vazio ocupando o espaço,
ouço o silêncio das preces e me lembro
que caminho, solitária.
Órfã do amor, que não morreu,
partiu sem despedida, dos meu sonhos,
que fazem meu lamento despertar aos gritos,
 sem suportar o peso da verdade,
sepultada no corpo vivo,
que pulsa dentro de mim, dizendo te amo!
Não quero aprender a dizer adeus, 
creio na promessa do Pai, 
de que voltaremos a nos encontrar um dia,
 sob a luz da Paz.
Até breve...
Esperem por mim 
 

 

 

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Formatação e Arte de Iara Melo

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