Edição Especial de Natal - Dezembro de 2008
Edição e Arte Final:
Iara Melo
 
 
 

 

 

 

 

APRESENTAÇÃO:

Apresentamos a Revista "A Gruta da Poesia", numa edição especial de Natal, data em que os cristãos comemoram o nascimento de Jesus Cristo. Momento de reflexão, de "renascimento", de balanço pessoal.

Cristo nos foi exemplo das mais diversas e grandiosas virtudes, da  compreensão, da humildade, do perdão, da harmonia, da fraternidade, do AMOR.

Imbuídos destes sentimentos, prestamos uma homenagem a Ele, que veio ao mundo para  nos ensinar o caminho da verdade e da vida.

Nascendo numa manjedoura, mostrou-nos que felicidade não se obtém através de bens, de riquezas materiais. Que a paz espiritual não se adquire em castelos suntuosos. Dentro de cada um de nós há um enorme tesouro, devemos sim, encontrar a chave que nos levará a tão almejada felicidade.  Esta chave existe, é só abrimos os olhos que a encontraremos.

Presenteemos a Cristo, com o que Ele espera de nós, vivamos o seu exemplo, o seu magnânimo amor divino.

Que esta data, seja vivida, festejada e sobretudo lembrada não só no dia 25 de dezembro, mas em todos os dias de nossas vidas.

NUNCA ESQUEÇAMOS DE QUE NÃO ADIANTAM PALAVRAS SEM ATOS.

Paz para todos!

E para festejar esta "FELIZ DATA", fizemos esta  edição especial, reunimos textos enviados pelos nossos renomados autores/amigos do Portal CEN.

Uma boa leitura!
 
 A Editora

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NATAL FELIZ

 


 Amilton Monteiro


 
O Dia de Natal em casa de meus pais,
No tempo em que ainda eu era pequenino,
Não tinha luxo algum, mas sempre era divino,
De tanto amor, igual....ao que não vi jamais!


Na sala, em um presépio,  tinha o Deus-Menino
Cercado de José, Maria e, ainda mais
O burro e a vaquinha, meigos animais,
Que então deram calor ao palco natalino...


 Ao lado da pequena e humilde estrebaria,
A luz da velha lamparina cintilava,
Tal qual meu coração e os dos meus dez irmãos!
 

E ali, após as orações, papai dizia
Feliz Natal! E com amor mamãe nos dava
As guloseimas feitas pelas suas mãos!

 

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TROVA NATALINA

 

 

 

Ari Santos de Campos


Já ganhei o meu presente, 
- presente sensacional ! 
O meu presente é gente
se louvar neste Natal !...


 

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Sonho de Natal

 

FrancisFerreira
 

Vivemos numa era de opulência,
De um consumismo desenfreado,
E esquecemo-nos da violência
Que traz o mundo horrorizado.
 
Os pobres estão mais empobrecidos,
Os poderosos ainda mais poderosos
Os fracos cada vez mais esquecidos,
Os ávidos cada vez mais sequiosos.
 
O mundo caminha para o abismo,
Não por culpa de quem nada tem,
Mas sim por culpa do cinismo.
 
Cinismo que ainda lhes será fatal,
Porque Jesus conhece bem
Quem vive a humilhar o seu igual.
 

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CONTO - FRANCIS FERREIRA

 

Era uma vez um homem que era amigo de toda a gente, estava sempre disposto a ajudar e a defender os colegas de trabalho, mesmo que isso lhe trouxesse consequências graves.
 
Um dia esse homem foi chamado ao gabinete do director, todos os seus amigos ficaram preocupados, pois quando alguém era chamado ao gabinete do director era porque tinha feito alguma coisa mal.
Mas se os amigos primeiro ficaram preocupados, logo, logo ficaram surpreendidos, o seu velho amigo acabava de transpor a porta, abraçado ao detestado director, e mais estupefactos ficaram quando o ouviram dizer:
 
- A partir de hoje, o José é o vosso novo encarregado, quero que todos lhe obedeçam como se fosse eu a dar as ordens.
 
Ficaram sem saber o que dizer ou pensar, então o José que sempre lutara a seu lado pela defesa dos seus direitos, que sempre se opusera à falta de educação do director, estava agora no lado oposto ao deles. Ou seria que estavam enganados e que ele via ali uma maneira diferente de continuar a lutar por eles? Iriam esperar pelo dia seguinte para saberem a resposta.
No outro dia viram confirmar-se o que temiam, José, avisou-os de que dali em diante ocupariam lugares distintos, ele mandaria e eles cumpririam. Não podiam acreditar que José mudasse assim de um momento para o outro, seria que sempre os enganara, seria que sempre fora assim? Sentiram-se desiludidos.
Os dias foram passando e aproximou-se a quadra de Natal, o ambiente na fábrica continuava na mesma, ou melhor piorara pois José continuava a distanciar-se dos velhos amigos, nem se apercebia que ia ficando sozinho, pois os velhos companheiros de trabalho eram a sua única família e até os poucos amigos que tinha no bairro onde morava se iam afastando também, não era o mesmo homem humilde que sempre tinham conhecido.
Chegou a noite da consoada e José viu-se sozinho em casa, tinha comprado um jantar, e o director oferecera-lhe um bom vinho, mas não lhe apetecia comer sozinho, saiu à procura de alguém que lhe fizesse companhia, encontrou um mendigo e convidou-o mas este negou, até o mendigo o renegava, voltou para casa e sentiu-se infeliz.
Iria beber o vinho todo, embebedar-se e deitar-se, não lhe apetecia assistir à passagem das horas, assim o fez, só que ao deitar-se não conseguiu adormecer, deu consigo a recordar Natais passados com os amigos, não tinham vinho tão bom, era uma verdade, mas eram Natais muito mais alegres.
Quando estava prestes a adormecer ouviu umas pancadas na porta, revirou-se na cama, acendeu a luz, olhou para o relógio e resmungou, quem é que o vinha incomodar logo agora que estava a adormecer, hesitou entre levantar-se e abrir a porta ou deixar-se ficar deitado, voltaram a ouvir-se as pancadas na porta e viu que não o iriam deixar dormir, levantou-se, eram quase dez horas da noite.
Abriu a porta e deu de caras com alguns dos velhos companheiros e amigos, vinham convidá-lo a passar o Natal com eles, ficou sem fala, depois de tudo o que lhes fizera, eles ali estavam a convidá-lo, sentiu tremer as pernas, encostou-se à ombreira da porta e deixou rolar uma lágrima rosto abaixo, um dos amigos subiu os dois degraus, estendeu-lhe os braços e apertou-o contra si.
José saiu do gabinete do director com a sensação de ter retirado um peso dos ombros, acabara de demitir-se do cargo de encarregado, voltava a ser um trabalhador como o fora tantos e tantos anos. Era ali que ele pertencia, aquele é que era o seu mundo.
Ainda não dera dois passos, rumo à velha vida, quando ouviu o director chamá-lo, voltou-se e encarou-o, estava disposto a tudo, mesmo a ser despedido, mas não estava era à espera de ouvir o que ouviu:
- José, tu acabaste de me dar uma grande lição, se soubesses há quantos anos eu não sei o que significa a palavra Natal, quero fazer-te uma proposta, a ti e a todos os outros, se prometerem que passam a convidar-me para a noite de natal, eu dou-vos sociedade na fábrica.
O natal seguinte contou com um novo convidado, o director que virou cozinheiro.
 
Não esqueçam, 
 
“A ganância pode desfazer grandes amizades”
 
FrancisFerreira
 
 


 

 

“É Natal”

 

Graciela da Cunha


 
A mais de dois mil anos nasceu uma estrela no céu
Com brilho esplendoroso trazendo boas novas
Para o mundo sem brilho, nasceu menino Jesus em Belém
Sofreu por nós e morreu na cruz
 

O nosso Criador que já comemorando mais de dois mil anos
Temos que festejar e cantar parabéns a ELE
Agradecer as maravilhas que ELE nos presenteou
Durante o ano que transcorreu... não podemos esquecer
 

Nesta data se comemora o aniversário de JESUS CRISTO
No mês de dezembro é data que todos compram presentes
Para seus familiares e amigos, mas muitos esquecem
Do Aniversariante, o Criador, e somente lembram do Papai Noel
 

Convido vocês a fazer um natal bem diferente
Faremos um bolo para o Aniversariante com velas
E todas as famílias reunidas cantam os parabéns
Para o NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
 

Feliz Natal... Estamos comemorando o aniversário
De Jesus Cristo!

 

(Graciela da Cunha)
01/12/08
 

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“Conto de Natal” - Graciela da Cunha
  
 Liz naquele natal estava muito triste, pois havia perdido seus pais, ficando sob a responsabilidade de sua madrinha, Maria. A Dinda vendo a tristeza da afilhada comprou-lhe um belo presente.
  
 A menina Liz recebeu o mais caro e extravagante dos presentes: uma boneca de louça, vestida de rainha, com peruca de cabelos ruivos naturais. Trazia uma bela coroa de latão presa ao alto da cabeça e como se tudo não bastasse, seus belos olhos azuis de cristal de moviam para ambos os lados, abriam e fechavam, conforme a posição em que fosse colocada.
  
 Até, então Liz só tivera bonecas de pano, bruxinhas de cabeleiras de lã, com olhos feitos de botões pregados.
  
 Como é linda! Exclamou a menina diante dos olhos castanhos salpicados de faíscas douradas.
  
 “Que nome darei a ela?” Já sei, se chamará Felicidade.
  
 Naquela noite Liz adormeceu abraçada ao magnífico presente. Sentindo-se a criança mais feliz do mundo.
  
 (Graciela da Cunha)
 Santa Maria/RS 05/12/08
 

 

 
Luzes de Natal

 


Iara Melo

 
Árvores de Natal,
Ruas, casas, lojas
Vitrines enfeitadas,
Presépios mil...
Ornamentos atrativos,
Enlevos!!!
Luzes a cintilarem
Por todos os cantos,
Um cântico a data comemorada,
Deslumbram nossos olhos
Iluminam nossas vidas.
Brilhos que nos elevam
A um estado espiritual,
Concernente com a data
Comemorativa do nascimento
De Jesus.
Tenhamos portanto;
Um Natal e Um Novo Ano
Cintilantes como a luz
De Cristo.

 

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O NATAL

 


Ilda Maria Costa Brasil
Porto Alegre - RS
 


Pensamentos correndo de um lado ao outro;
pulando de situações agradáveis a tristes.
Alguns são como manhãs ensolaradas de céus azuis;
outros, como manhãs nebulosas
que, em certos momentos, unem-se a uma fria garoa.
Sentimentos se projetam em nossos corações
como fachos de luzes, mostrando-nos
quão intensa são as misérias
que se alastram na sociedade: a de discernimento,
a intelectual, a de limites, a espiritual,
a afetiva entre muitas outras.
Natal, momento de reflexão,
solidariedade, recomeço e fraternidade
que nos possibilita perceber, nos diferentes olhares,
que as emoções e a sensibilidade estão afloradas.
Muitos adquirem nova vivacidade e um brilho intenso
como belíssimos jardins primaveris.
O clima festivo nos faz lidar com o inusitado
com sabedoria e compreensão,
encontrando alternativas
para fazermos de tempestades pessoais,
esplêndidos amanheceres,
uma vez que nos abrimos ao amor e a paz,
refletindo sobre a vida com mais afeto e autoconfiança.
Natal, momento de garimpar princípios
a serem eternizados e transformados
em portadores de luz interior
que nos farão brilhar, realmente,
e encontrar a verdadeira harmonia espiritual.



 

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JOÃO-FRANCISCO ROGOWSKI


 

É natal, batem os sinos em Belém...
Tudo é festa e alegria,
presentes, olhos brilhantes,
crianças eufóricas em correria.


É natal,
Os sinos batem em Belém,
Pulsam lentos corações como sinos cansados,
Aqui, ali e muito além...


Corações sofridos,
de crianças sem rosto e sem nome,
Batem fracos, como sinos mudos,
Os corações das crianças que passam fome.


Em Belém nasceu o Deus menino,
Aos homens ensinou a dividir o pão
Pregou o amor e a justiça, talvez, em vão
Pois ainda hoje crianças morrem de inanição.


É natal,
E eu te peço Senhor, misericórdia para toda
criança,
De qualquer lugar do mundo,
Que vive faminta e sem esperança.


Te peço perdão meu Deus,
Pela minha omissão,
enquanto os sinos batem
silencia um pequeno coração.


Misericórdia Senhor,
para os corpos enfraquecidos,
piedade eu te imploro,
para os meninos esquecidos.
É natal !


Dezembro 2008

 

 

 

 
 
 
 
 


Lairton Trovão de Andrade
 


Com ânimo celestial,
florescem as  amizades;
eleva-se todo astral,
com luzes da cristandade.

Viva, pois, sua alegria,
vem Jesus pra nos salvar.
Tudo é brilhante – sorria,
lance a tristeza no mar!

Que a esperança se renove,
numa  eterna mocidade!
Que sua alma, sempre jovem,
respire a felicidade!

Pelo bom Papai Noel,
vai-lhe um presente especial:
"Sacos de Amor" num corcel...
– Beijos de FELIZ NATAL!


19.12.08

 

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Lucy Nazaro

 


Na manhã do dia de Natal, o velho Gaspar abriu o jornal e começou a ler.
Imaginem o que foi que ele viu na primeira página? Lá, no meio de todas as notícias importantes, estava o seguinte:
"Se você quiser ter um bom Natal, faça um bem para alguém."
O Sr. Gaspar leu e tornou a ler aquilo. Riu-se muito, deu uma palmada na perna e disse: "Que boa idéia!"
Levantou-se e foi espiar no forno. "Veja só que beleza!", exclamou ele ao ver dois perus assados. Tirou o maior dos dois, colocou-o numa cesta e cobriu-o com um guardanapo bem branquinho e engomado. Escreveu num cartão:
"Se você quiser ter um bom Natal, faça um bem para alguém."
E colocou-o na cesta. Pegou o chapéu, vestiu o paletó, colocou a cesta no braço e saiu para a rua. Foi andando, andando, até que chegou a uma porta onde se via um enorme sapato pendurado. "Ó! Deve ser aqui mesmo que mora o sapateiro Antônio. Coitado dele, vive sentado o dia inteiro, consertando sapatos!" pensou Gaspar.
Devagarinho e sem barulho, pôs a cesta na porta, bateu palmas e rapidamente continuou o seu caminho, virando na esquina mais próxima, onde desapareceu antes que alguém pudesse vê-lo.
"Que surpresa magnífica! Que peru enorme!" disse o sapateiro lendo o cartão, onde estava escrito:
"Se você quiser ter um bom Natal, faça um bem para alguém."
"Imagine só, eu ganhando um presente destes!"
Ficou por um momento coçando a cabeça. Então disse em voz alta: "Já sei o que vou fazer! Levarei o frango que comprei para o nosso jantar de Natal à pobre viúva Mendes."
Guardou o peru, meteu na cesta o frango que havia custado seu último vintém, pois queria um jantar para os seus filhos no dia do Natal, cobriu-a e saiu, dirigindo-se à pequena casa branca da viúva. Colocou a cesta na escada, bateu na porta, e sumiu em seguida.
A viúva abriu a porta e arregalou os olhos de surpresa, enquanto lia no cartão:
"Se você quiser ter um bom Natal, faça um bem para alguém."
Olhando para dentro da cesta, viu o frango assado. "Que belo frango! Quem teria tido a bondade de me dar este presente?" Sorrindo, guardou o frango no armário e disse: "Já sei o que vou fazer! Levarei também uma surpresa para a boa lavadeira." Tirando da mesa um enorme pudim, bem assado e cheiroso, arrumou-o na mesma cesta e levou-o à casa da lavadeira.
Joana estava no quintal, estendendo roupas, e não viu a viúva entrar pela porta, colocar a cesta na mesa e ir-se embora. Quando voltou para dentro de casa, viu a cesta e, muito admirada, leu o cartão:
"Se você quiser ter um bom Natal, faça um bem para alguém."
"Como é estupenda esta idéia! Vamos ver o que há dentro da cesta. Vejam só, é o rei dos pudins! Dá água na boca só de olhar! Ah, já sei o que eu também vou fazer. Assarei um bolo gostoso para os três filhos da D. Maria."
E assim fez, bolo na cesta, cartão pregado no guardanapo, foi até à casa de D. Maria. Entrou sem bater, colocou o bolo ainda quente sobre a mesa, defronte das três crianças e disse:
"Se você quiser ter um bom Natal, faça um bem para alguém."
"Que beleza, um bolo! Mas é para nós, de verdade? Hummm... como está cheiroso! Todo para nós? Muito obrigado" gritaram os três para a senhora que já ia saindo.
O mais velho dos irmãos sugeriu, então, aos menores: "Vamos cortar um pedaço bem grande e lavá-lo ao Joãozinho, o vizinho e grande amigo!"
"Vamos, vamos!" apoiaram os irmãos.
Como Joãozinho ficou alegre com o bolo quando as crianças lhe disseram:
"Se você quiser ter um bom Natal, faça um bem para alguém."
"Muito agradecido pelo bolo gostoso e bom! Também vou passar um dia alegre e feliz! Vou guardar as migalhas para os passarinhos que costumam aparecer na  minha janela."
Quando ficou sozinho, Joãozinho pensou: "Eu também gostaria de fazer alguma coisa boa para alguém... JÁ SEI!", exclamou em voz alta, olhando pela janela as flores do jardim. "Aquele velho, simpático, a quem entrego o jornal todos os dias, não tem quintal."
Todo animado, pegou a tesoura e cortou com cuidado uma porão de flores coloridas. Ajeitou-as dentro da cesta, colocou o cartão e saiu todo garboso pela rua. Andou, andou, deu a volta no quarteirão. Colocando a cesta na varanda, tocou a campainha e virou a esquina, bem depressa.
Que surpresa que o Sr. Gaspar teve quando abriu a porta e encontrou sua própria cesta cheia de lindas flores e um cartão que dizia:
"Se você quiser ter um bom Natal, faça um bem para alguém."

 

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Luiz Eduardo Caminha


No apagar das luzes de um ano marcado por guerras, desastres econômicos e naturais, parece restar-nos esperar a Esperança. O último dos males, o destruidor da Esperança, encarcerado na  Caixa de Pandora, parece ter sido liberado. A lenda grega se torna realidade e o homem, cuja vida seria marcada definitivamente pelos diversos males liberados da caixa, está a mercê de ver destruído o último alento de sua vida terrena, a Esperança, que alimenta o incontido desejo de um mundo melhor. Os outros males, resumidos por todas as calamidades e desgraças que até hoje atormentam os homens, já haviam sido liberados pela ambiciosa Pandora.

A lenda não afirma, mas a meu ver, foi o próprio homem que movido por estes males, tratou de multiplicá-los em meio à humanidade. Uma outra versão dá conta de que o último dos segredos da Caixa de Pandora seria, na verdade, uma virtude, a própria Esperança. Uma vez liberada, o homem passou a ter o pleno conhecimento dos males liberados e a ter ciência de que não haveria Esperança que pudesse triunfar sobre eles.

Escrita por Hesíodo no século VIII antes da era cristã, a lenda cai por terra quando Deus se faz Emanuel (Deus Conosco). O nascimento de Jesus é, pois, a antítese à própria lenda. Há, sim, um futuro melhor para a humanidade. Há, novamente, a Esperança, pautada no mandamento do Amor. Pela lenda, foi através de uma mulher, Pandora, que os males da humanidade vieram à Terra, assim como, no Gênesis, pela desobediência de Eva, o homem foi condenado e expulso do Éden, do Paraíso, e passou a viver suas penas na Terra. Em Jesus, é através de uma outra mulher que a Esperança volta a viver entre os homens, aqueles de Boa Vontade, de coração puro, que amam a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como se fosse a si mesmo.

Apesar de todas as tragédias, em especial a que se abateu sobre Santa Catarina, meu desejo é que seja renovada, neste Natal, a Esperança – não mais um anseio abstrato – mas aquela alicerçada na certeza de que Deus, feito Menino, abençoe-nos e nos encha de coragem de começar tudo de novo.

Que neste Natal e no Novo Ano sejam apagados de nós todos os males gerados pela própria raça humana, que sejam sucumbidas todas as forças negativas que movem parte da humanidade e que Deus nos infunda as sementes do Bem, de formas a, de mãos arregaçadas, completarmos a Criação, a Obra Perfeita do Criador.

Esta Esperança, que é certeza em Cristo Jesus, só se realizará para cada um de nós se, como oleiros, enfiarmos nossas mãos na massa, a fim de moldá-la, aparar-lhe as saliências rudes, tapar suas fissuras e esculpirmos o Planeta à guisa um mundo melhor, um mundo onde cada ser humano seja digno de ser chamado Filho de Deus.

“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si sua própria cruz, e siga-me”. (Mateus 16, 24)

Amor, Paz e Bem, que não custa nada a ninguém!

Luiz Eduardo Caminha,
 
16.12.2008
 

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Priscila de Loureiro Coelho
 

Há todo um encantamento
Que envolve a humanidade
Logo que inicia dezembro
Sente-se um clima de festividade
 

Tudo se transforma, então
Em delicada magia
Algo sutil envolve o coração
Com leve toque de poesia
 

É a chegada do Natal
Aniversario de Jesus
Noite muito especial
Cujo símbolo é a Luz
 

Dezembro mês de magia
Mistério a seduzir
Corações em sintonia
Impossível resistir...
 

Mas de tudo o que acontece
Há algo de encantador
Nem bem se inicia uma prece
E o mundo se inunda de amor

 

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SoninhaBB
 


Atravesso encantada a madrugada
iluminada com a mágica da poesia
minha fadinha é muito exigente
tem que manter a beleza da magia
 
Todo cuidado com ela é pouco
com o tratamento da fantasia
ilusão só pode ser coisa boa
quando a esperança irradia
 
sonhos não são apenas quimeras
utopia é pra quem não acredita
somos cercados de seres mágicos
sempre colocando a criança bendita
 
Fadas afastam as dores da alma
unindo os corações em uma só nota
vibram como melodia de acalanto
trazendo paz deixando guerra remota
Soninha BB

 

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O meu muito obrigada a todos, até a próxima edição,

desejando desde já a todos, um Feliz Natal

e um Novo Ano cheio de esperança,

fé, crescimento espiritual, saúde

e sobretudo de amor em

vossos corações.

Iara Melo

Portugal, dezembro de 2008

 

 

 


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Grutas de Alvados - Portugal

Formatação e Arte Final: Iara Melo

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