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"Aquilo que a Gente Sente"

Edição Especial de Natal - 2009

 


 

 

A edição de Dezembro da Revista "Aquilo que a Gente Sente", terá como tema O NATAL, festa comemorativa para os Cristãos do nascimento de Jesus Cristo.

Para nós, Ele foi e será para todo o sempre o real significado do NATAL e nossa mensagem sempre será esta:

 

Jesus

Ele é o natal,
O significado Maior
 De tudo,
Não são presentes,
festas, mesas fartas...
Deus enviou-nos
Para mostrar-nos
Com o Seu exemplo de vida
A razão da nossa
existência.

Vivendo
os Seus ensinamentos,
Nos espelhando no seu exemplo,
Estaremos plantando
Em nossos corações a semente,
O fundamento salutar
E essencial da vida
Que é o amor!

Rezemos neste natal,
Para que todos nós
 definitivamente,
Abramos os nossos corações
Para Cristo,
Não permitindo portas abertas
A sentimentos negativos
De quaisquer espécies.
Para que o desprezo pelo próximo
Seja destruído dos corações
Dos pobres necessitados
Que não conhecem
O sentido maior da vida,
E mesmo conhecendo
Não o vivem.

Lutemos
Para que o espírito Cristão
Penetre bem no fundo de cada ser,
Eliminando o desafeto.
Para que reine
Nos corações da humanidade,
O Seu amor.

Cristo nosso guia,
Deixemos que a semente
Do vosso amor fortaleça.
Crie raízes indestrutíveis
Em nossos corações,
Para que possamos colher
Em nosso dia-a-dia
Natais Felizes
E Anos Novos
Repletos de Paz, Harmonia,
Saúde,
Serenidade, Justiça,
Humanidade, Caridade:
Amor.
Que Cristo reine sempre,
Em nossos corações.

Vivamos Um Feliz Natal
e colhamos
Um Ano Novo Cheio de Glórias!

 
MAGNETISMO - CF
Ana Maria Nascimento
 

     O vinte e cinco de dezembro para muitos se constitui numa oportunidade propícia para decorações natalinas, amigo secreto e reunião familiar, no entanto, para outros essa data significa o dia em que se comemora o nascimento de Cristo através de doações aqueles que carecem da solidariedade do semelhante.

     Trancada em meu pequeno mundo, jamais havia parado para observar que em minha volta muitos eram os que careciam de meu apoio, e agia tal qual a maioria das outras pessoas, mas depois que minha genitora partiu para junto do Pai,  pude descobrir o verdadeiro sentido do período natalino. Assim, juntamente com alguns amigos, comecei a realizar na Escola Joaquim Bento da Silva, o Natal das crianças carentes.

     Todos os anos uma experiência nova se descortinava a minha frente e eu agradecia a Deus a oportunidade de poder levar um pouco de júbilo para aqueles pequenos seres que me recebiam com as honras de uma verdadeira Mamãe Noel.

     A experiência foi atraindo novos adeptos e em 2007 o Sr. Célio Negreiro convenceu, os amigos que fazem o grupo Bandoleiros para juntamente comigo, realizarem o Natal de nossas crianças. Assim eles visitaram nossa cidade pela primeira vez, trazendo além de brinquedos, o compromisso de todos os anos retornarem.

    Já que a comunidade escolhida agora tinha novos padrinhos, resolvi atender o pedido da profa. Naila, docente da Escola Pedro Guedes, situada na sede de nossa cidade, para ajudá-la na festinha dos seus alunos. Assim tive a oportunidade de viver dois momentos distintos.

     Essa festa, desde o inicio constituiu um momento abençoado em minha trajetória, no entanto,  a maior alegria ainda estava por vir, quando através de um menino que não fazia parte do grupo convidado, mas que atraído pelo magnetismo do Papai Noel assistia do lado de fora uma de nossas festas, realizada na comunidade de Arisco. No final ele adentrou o salão e ao ver uma pequena flauta sobre a mesa, passou a admirá-la com olhar diferente, fato que me chamou bastante atenção. Logo em seguida, procurei saber quem era o protagonista daquela cena que me emocionara, pois algo me dizia que ele tinha uma história diferente das outras crianças inseridas naquela festinha e assim descobri tratar-se de uma criança cuja mãe enfrenta problemas de saúde física e mental.
 
     Consegui adquirir a flauta para o garoto e tamanha foi minha surpresa quando o vi tocar naquele pequeno instrumento, que me pareceu ouvir naquele momento Alfredo da Rocha Viana Filho, conhecido como Pixinguinha, um dos maiores compositores da música popular brasileira, executando “Carinhoso", uma música que marcou a minha juventude e foi considerada pela crítica como um dos mais famosos  choros da época.
 
     Lembrei-me, também, dos anjos tocando suas flautas santas para alegrar a Virgem Maria e o Menino-Deus, porém aquele estado de êxtase durou apenas alguns minutos, logo fui despojada da fantasia e pude ver que ali em minha frente se encontrava apenas uma criança carente, não só de brinquedo como também de amor. Tentei segurar as lágrimas, mas foi em vão, elas rolaram em minha face, sem pedir permissão, pois lembrei-me de tantas outras crianças, iguais aquelas, que certamente naquele momento estavam jogadas pelas vielas da vida, enfrentando fome e humilhação.

 

 


DIA NATALÍCIO
Alfredo Santos Mendes

 
Já se nota o bulício natural,
Quando Dezembro está para chegar.
As ruas ganham cor, e cada lar,
Alinda-se de um modo especial!
 
E sempre no cantinho habitual,
Lá fica um pinheirinho a enfeitar.
Um presépio, também não vai faltar,
Pois é o simbolismo do Natal!
 
Mas se o Natal é quando o homem quer…
E pode ser, como um dia qualquer…
Façamos dele, um dia rotineiro!
 
Mantenhamos o brilho, e a alegria.
O misticismo em volta desse dia.
E teremos Natal, um ano inteiro!
 
Lagos, 19/11/2009

 

 

 

 

 

Concórdia ou discórdia?
Aparecido Donizetti Hernandez
 

Quando praticamos a solidariedade e o amor sem nada pedirmos em troca, a não ser que a própria solidariedade e amor se propaguem, ai sim estará praticando o que o filho de Deus feito homem pregou.

E por pregar o essencial para a Paz entre a raça humana foi executado pelos interesses dos poderosos da época, tanto pelos religiosos como pelos invasores imperiais.

A compreensão, a solidariedade e amor pedem sacrifício; mas não o sacrifício da vida, mas pede o sacrifício que dê prazer em estar em paz consigo mesmo; a única coisa que deves sacrificar para termos um mundo melhor que é possível ser real, é a execução de nossos preconceitos e intolerância.

Jesus mesmo de braços abertos na cruz pediu ao Pai para perdoar os que não sabem o que faz, perdoemos,  nós mesmos pelos erros que cometemos e vamos fazer que esses erros sejam a nossa escola para que jamais se repitam.

Que o dia no nascimento de Cristo seja uma eternidade de amor.
(25 de Dezembro de dois mil e oito do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NATAL
Carmo Vasconcelos
 
Todo Natal eu tento me conter,
Enterrar fundo as vãs recordações...
Saudosas lágrimas em mim suster,
Velar da mente antigas emoções.
 
Para ofuscar um tempo que não volta,
Espalho cores, sons, cintilações,
Visto o pinheiro e, fantasia à solta,
Invento as mais subtis combinações.
 
E nada falta na alegre aparência
Dos risos e canções em convivência
Nesse cenário da infância imitado...
 
E é de lá...  Do presépio iluminado,
Que o almo olhar do Menino, em complacência,
Me aveluda as saudades do passado!
 
Lisboa/Portugal
In E-Book “Sonetos Escolhidos III”


 
 

Natal
Cibele C. Teixeira

Os meus Natais de agora
costumam ser diferentes
de outros, comemorados
em meu lar, antigamente.
Alguns que participavam,
do mundo foram-se embora.
Outros, que ainda restavam,
estão pelo mundo afora.
A minha casa tão cheia,
de gente fez-se vazia.
Ficaram-me algumas fotos
da família reunida
e, junto a elas, a saudade
daquela felicidade
por todos, então, sentida.
Porém, nós que aqui estamos,
prosseguimos, com as bênçãos
do ser especial, e figura principal
- o aniversariante - deste dia de Natal.


 

VISITA DE NATAL
Dalton  Luiz Gandin

É preciso ver...
Ele está nas ruas,
praças..., onde a graça
cheira droga.
É preciso ver...
Ele está nos olhos
da criança, esperança
não amada.
É preciso ver...
Ele está excluído
do gozo e do gosto
de ser o outro.
É preciso ver...
Ele está nos passos
de idas e vindas
de pés tortos.

 
 
 
 

REFLEXÕES
Eduardo de Almeida Farias


A cada findar de ano, ao aproximar-se o tempo de Natal vêm-nos sentimentos diferentes, certas inquietudes, um mixto de inquirições e saudades, que não há palavras exatas para que possamos descrevê-las já que não sabemos do porquê desse turbilhão de sentimentos, pois se nos afloram sob  mil disfarces. Cada um as sentirá de maneiras diferentes, motivadas por factos que nos marcaram mais profundamente ao correr dos anos, em especial no Natal.
O tempo senhor das tempestades, e das vontades, não tem poderes sobre essa alquimia de emoções que vão se acumulando nos escaninhos da nossa alma ao passar desse mesmo tempo. Assim, como também nenhum tratado de psicologia, jamais desvendou ou desvendará os mistérios que envolvem o eu de cada ser pensante e, tudo o que se disser sobre os segredos da alma não serão mais do que conjeturas ou meras teorias que, por mais bem elaborados, serão quais pílulas douradas, mero placebo.
O homem, dizem, é um ser superior aos outros seres pelo facto de pensar. E nisto está a diferença ou o mistério como lhe queiramos chamar, o poder pensar. Quem sou eu para contrariar o que se tornou consenso entre nós humanos. Contudo atrevo-me também a pensar que tal superioridade não se deve simplesmente ao facto de sermos dotados de inteligência, que somos melhores que animais ditos irracionais, ainda que estes estejam também sujeitos aos mesmos sofrimentos físicos, porém, livres das inquietudes e sofrimentos da alma. De aí que no plano terráqueo, não vejo vantagem de pertencer ao gênero ao qual pertenço.
Quantas vezes no decorrer da vida não gostaríamos de ser como uma pedra bruta no seu absentismo do mutatis mutandis das coisas e, de barganha, incólume à ação corruptível do tempo.
Acontece que, não somos pedras ou outro mineral elemento, tampouco vegetais ou animais irracionais e, é por isso, que me vêm este sentir, estas lembranças do que passou,  e a tristeza saber de que o que foi nunca mais será, mas, em contrapartida o grande júbilo pela comemoração do nascimento daquele menino chamado Jesus, após dois mil anos do seu nascimento continua a emocionar e instigar todos os homens, independentemente de suas crenças religiosas e classes sociais.
Ele veio para nos ajudar e, dar sentido às nossas vidas, curar as nossas feridas, mas, sobretudo, nos libertar de toda a dor pela ressurreição, ou seja, o triunfo sobre a morte. E aí sim somos realmente mais ditosos que os outros animais. Jesus disse: Eu sou o caminho a verdade e a vida, quem me segue não perecerá.
 
 
 
 

 

NATAL
Fernando Morais

 
As crianças agora exigem os brinquedos
Porque as fizemos viver um mundo de exigências
As crianças agora  apenas copiam as virtudes e manias
dos adultos que as cercam
 
Por isso o NATAL é uma época de enganos
A sua proverbial doçura , amizade e cânticos de anjos
Mudou.
Mudou para este presente que é um PRESENTE
Que oferecemos uns aos outros
E em que as nossas crianças são mais desprotegidas
Menos sonhadoras porque lhe retiramos quase
sem nos darmos conta, o  MARAVILHOSO
Desta quadra agora comercial e egoísta.
 
Por um  Mundo melhor onde as crianças voltem a ter
o  SORRISO  da inocência!
 
 
 

 

O REI DOS REIS
Hermoclydes S. Franco
 
 
Um rei chamado GASPAR,
da estrela seguindo a luz,
foi a Belém adorar
o Deus-Menino Jesus!...

Outro Rei, cheio de amor,
foi, também, a Nazaré.
Seu nome era MELCHIOR,
possuía a mesma fé...

E mais um rei, o terceiro,
o mago e bom BALTAZAR,
cruzou o deserto inteiro
para também O adorar!...

Montados em seus camelos,
como presente, um tesouro,
levaram, cheios de zelos,
de incenso, de mirra e de ouro.

E, cumprindo a profecia,
os Reis Magos, que eram três,
foram, sob a Estrela-Guia,
adorar o Rei dos Reis!...

 

 
 

"EM VERDADE VOS DIGO...
Humberto Rodrigues Neto
 
 
... que nem sempre o Natal é dos lojistas,
nem, tampouco, dos finos restaurantes,
os quais contam, quais meros comerciantes,
com vossas propensões materialistas...
 
nem culpeis as indústrias da alta moda
de enriquecer mercê do cristianismo,
já que atendem ao vosso egocentrismo
de ser destaque em festas da alta roda...
 
eu não condeno que ao seu capital
o negociante o justo lucro tome,
mas que não ouse a um pobre, morto à fome,
fechar-lhe a porta neste meu Natal...
 
em todo lar há sentimentos ledos,
mas de quem sou, poucos de vós lembrais;
até os `meus pequeninos´ gostam mais
do bom velhinho que lhes traz brinquedos...
 
e em tal data, por todos festejada,
mostrais de vós humanos aparatos,
prendas levais a asilos e orfanatos
e o resto do ano não lhes dais mais nada...
 
mesmo ante a mágoa desses vãos engodos
entendo vosso espírito imperfeito,
e a ir ver-vos no Natal jamais rejeito,
levando a minha paz ao lar de todos...
 
e se fizerdes do Natal bom uso;
se o tornardes da fé divina messe;
e orardes nele ao Senhor uma prece,
não mais serei ali um mero intruso”!   

 
 
 
 

FELIZ NATAL
Yeda Araujo Pereira
 
Quero guardar,
por um tempo,
as incertezas...
os medos...
a vontade de chorar...
 
Fazer dormir minhas mágoas
até que o Natal me traga
as alegrias de outrora...
sobreviventes da história...
hospedadas no passado!
 
Quero que venham perfeitas,
em pacotes de presente,
laço de fita vermelha...
 
E um cartão de gentileza,
em nome da eternidade,
dizendo Feliz Natal!

Pelotas/RS/BR


 

UM IPÊ
Ilda Maria Costa Brasil
 

  Num fim de semana do mês de setembro, Vó e Neta caminhavam pelas ruas da capital gaúcha. A menina falava entusiastamente. Conversa vem, conversa vai... ela conta a avó que tinha ido a uma agência do BANRISUL na Protásio, na companhia do pai, para abrir uma poupança. Tinha muitas moedas, mais ou menos R$ 97,00, mas ia precisar de um adiantamento da mesada.
A avó, inocentemente, perguntou:
– Quanto vais precisar, meu amor?
– É... cem mais o que falta para completar R$ 200,00.
– Tudo bem!
Chegando em casa, sentaram-se no tapete e fizeram o levantamento das finanças, R$ 72,00.
Sendo assim, a avó teria de “contribuir” com R$ 128,00 e não R$ 100,00.
– Oba, vou ter o meu cartão! Falou a pequena.
Tamanha a euforia e, frente a um doce olhar e um afetuoso sorriso, a avó completou o valor.
– Vovó, o moço disse que, além de R$ 200,00, preciso levar um ipê.
– Um ipê? Por quê?
– Não sei, ele disse que sem um ipê não posso abrir a minha poupança.
– Ipê?... Ipê?... Não seria o CPF?
– É isso mesmo, vovó! Como adivinhou?
Juntas, riram um bom pouco.
Após, recolheram as moedas, guardaram-nas e saíram.
Enquanto caminhavam pela Vicente da Fontoura, alegre, a menininha falou:
– Vó, vamos ao super. Preciso de um chocolate “Hershey’s – Cookies ’n’ Creme”.
Vó e neta, ao retornarem para casa, passaram numa locadora e pegaram três filmes: O pequeno príncipe; Revolução dos Bichos e Ponte para Terabítia, todos sugestões da garotinha.
Nossa tarde foi muito gostosa e divertida.

 
 

 

PINHEIRINHO
Ivone Boechat
 
O pinheirinho guarda
segredos, saudades,
esconde medos,
abriga esperanças,
acende lembranças,
enredo de muitas idades.
No pinheiro,
há lágrimas perdidas,
pedidos pendurados
por carências,
adiados,
na efervescência da vida.
O pinheirinho
é você mesmo, erguido,
cheio de fantasias,
sofrido...enfeitado,
ignorando maldades,
acendendo esperanças,
apagando falsidades.

 

 
 

QUASE NATAL SÉCULO XXI
Joaquim Moncks
 
O poema nasce matutino,
com sono, tirando remela dos olhos.
Penteia cabelos, escova dentes.
Há um ázimo pão no céu da boca.
O espelho denuncia a aurora glacial
das incompreensões.
 
O sal do choro
crivou a lágrima amanhecida
de explicações e lamúrias.
Amores fartos, ágeis de memórias,
nunca são lúcidos à hora da posse.
 
Jesus Cristinho amado,
deixai que cantemos desamores.
O coração está pleno como dantes
e a órbita do mundo soluça
jingle bells como um terçol.
 
Bom-dia, Dona Paciência,
locupletem-se os pendores!
É inventário dos amantes.
 
– Do livro BULA DE REMÉDIO, 2005/2009.
 
 


Lembranças Natalinas

J.R.Cônsoli
 

Gosto deveras das chuvinhas finas,
Que sempre chegam quando do Natal,
Reavivam-me lembranças de vitrinas,
Molhadas pelas gotas do beiral.
 
Era uma loja antiga e acolhedora,
Com as prateleiras cheias de brinquedos...
Ao fundo, a criança numa manjedoura...
Muitos meninos com rostinhos ledos.
 
Lá fora um vento forte rodopiava,
Quase apagando as luzes dos candeeiros,
Que iluminavam a rua e seus canteiros.
 
Ah... os Natais brilhantes que eu gostava...
Hoje não mais existem, todavia,
Ofertam-me guirlandas de alegria.
 
02-12-2009

 
 
 
 
 
 
Natal é crer !
Lígia Antunes Leivas

Namorados no céu!!!...
(nem são seis horas da manhã...)
...lua cheia, sol feliz
entreolham-se surpresos:
- ela ainda anda aqui?
- ué, ele já chegou?...

Majestosa contemplação!
(Todo o arrebatamento  é contemplativo...)
Só assim o coração bate feliz!!!

Inexplicável magia!...
De graça recebo regalo estonteante
sol e lua em pleno céu azul da manhã!

A rua caminha calm
a
...recebe-me silenciosa
(minhas pálpebras tremem ainda...
nas contigências imprevistas da dor
até os olhos inundam-se sem defesa.)

Ele... foi Ele!
Deu-me Seu recado com a natureza em festa!
(Quis secar-me o pranto...)

A fortaleza invisível
essa força indizível
...SER!!!...
(tal como somos nós)
veio para nos SALVAR!

Deus-Jesus-Salvador!
Deus-Menino !!!!

É Natal!
...tudo que nos basta!

 

 


NATAL EM MIM

Luciane Fernandes Rodrigues
 

Cresce a vida,
A alegria...
Cresce o sonho,
A fantasia...
É Natal...
Nasce menino...
Seja bem-vindo!
 
É Natal em mim...
 
Vem meu negrinho...
Anjo de ébano...
Cantar os dias,
Fazer sorrir...
Encher os dias,
Fazer florir...
Mais um menino
Bem-vindo, seja...
No meu jardim!!!


 
 
 
 

O Natal meu de cada ano!

 Luciano Spagnol
 

Se longe de meus familiares
Não fico solitário no Natal
As lembranças lançam os seus olhares
De quão a família é fundamental
De quão o amor faz-se fatal
Enfeito minha árvore com afeição e alegria
Trazendo ao meu coração natalina poesia
Ofertada com reluzentes guirlandas de amenidade
E assim, neste cenário me vejo em felicidade.
Gratidão é efêmero diante de “Divina Bondade”
Enlaçando minha alma nesta generosidade
De união, harmonia, e coloridas luzes de esperança
No sempre almejo de desejar a todos bonança
Saúde e fraternal paz
Que convém aos que estão e aos que jaz.
Na lista de presente
O meu nome nunca foi ausente
De cada um... Recebi
Ternura
Meiguice
Exemplo e bravura
No cartão de minha vida passaram a escrever
Doces palavras ao menino homem Luciano
Fazendo acontecer...
O Natal meu de cada ano!

Rio, dezembro de 2009
 

 
 

Natal de Direitos Humanos.
Pedro José Alves

 
Não lhes vou trazer mensagem,
Que lhes possa definhar,
Mas quero lhes trazer questão,
Que talvez possa lhes amofinar.
 
Quero lhes fazer proposição,
Que da Convenção Européia vou extrair:
Como será o Natal, nos anos que estão por vir,
Se o laicismo que dela se impõe ao Cidadão se antepõe?
 
Lembram-se do preceito recente,
Da Corte dos Humanos Direitos Europeu?
Da liberdade de não crer se extrai
Que praticas e símbolos ao Estado se subtrai.
 
Portanto dos Humanos Direitos se impõe,
Que sendo o Natal dos crentes,
Façam da pública uma fé privada,
Para respeito da não-fé daqueles que aos Crentes se opõem.

Rio de Janeiro, 4/12/2009
Pedro José Alves, Advogado.

 

 
 

MENSAGEM DE NATAL
Regina Bertocelli
 

O ano passou muito rápido,
e de novo chegou o Natal
E com ele chegou junto
a Esperança e a Paz

A Esperança chegou alegre,
trazendo em seus lábios
o sorriso desejoso de que
este Natal seja diferente

Um Natal onde todas as
crianças recebam presentes
Onde alegrias sejam divididas
Onde a fartura de uma mesa
seja privilégio de todos

Por fim, chega a Paz,
esperando que as discórdias cedam
seu lugar ao bom senso
Que os povos se dêem as mãos,
formando uma grande ciranda
de amor e fraternidade

Esperança e Paz, unidas entre si
com o objetivo único de acabar com
as diferenças sociais,
dissipar de uma vez por todas
as mentes preconceituosas

Se isso acontecesse, creio que não
só eu, mas o mundo agradeceria
Teríamos um Natal mais humano,
mais fraternal
Mas ainda é tempo...

Paz e Esperança!


 

Natalina
Ridamar Batista
 

     Sou uma mulher totalmente natalina. Quando chega esta época fico alegre, sinto uma energia gostosa correr por minhas veias, tenho vontade de sair de casa, visitar as ruas enfeitadas, ficar horas em frente vitrines, namorando as cores e o quanto de arte se coloca em cada loja, para nos encantar.
     É um verdadeiro namoro. Tudo é muito convidativo, tudo me alegra. Lembro das pessoas queridas em cada coisa que vejo exposta nas vitrines. Lembro com carinho, tenho vontade de ir comprando de tudo para cada um dos meus entes queridos, que vão chegando a mente por algo de bonito que vejo. Acho mesmo que este é o motivo de gostar tanto das festas natalinas. Sinto-me perto de quem está longe.
     E aquelas pessoas que se encontram perto, mas muito afastadas de mim, aproveito sempre o Natal para aproximar-me delas. O Natal tem destas magias.
     O colorido brilhante das janelas, que passo o ano inteiro sem perceber, de repente se põem a brilhar aos meus olhos, desperta em mim um sentimento de intimidade com aqueles a quem nunca vi.
As pessoas ficam mais afáveis, distribuem sorrisos, pedem desculpas, se cumprimentam. É mesmo lindo viver assim. Gostaria que todos os dias fosse como as vésperas de natal. Que o mundo ficasse sempre enfeitado e brilhante.
     Não entendo porque convidamos a tantos amigos para um chá, um café ou uma cerveja, numa tarde qualquer de véspera de natal. Falamos de coisas fúteis, rimos, lembramos o passado, perguntamos por amigos perdidos, desenterramos assuntos mortos e nos sentimos fraternos, íntimos, amorosos. Tudo nesta época. Porque?
Seria influencia da entrada de sagitário no zodíaco? Porque este signo é sempre alegre, comunicativo, extrovertido e viajante.
Gente que gosta de se comunicar e ser feliz. Deve ser por isso que escolheram esta data para festejar o natal. Aquela estrela mostrando aos viajantes o caminho. Os presente que foram distribuídos pelos reis mágicos. Ouro, incenso e mirra. Quanto mistério!
Envolta neste delicioso mistério, vou percorrendo as ruas, visitando as lojas, me sentindo também um pouco rainha mágica, buscando algo bem especial para presentear alguém querido.
     Deixo meus pensamentos voarem soltos pelo encantado mundo desconhecido que existe entre mim e a fantasia das lojas enfeitadas.
     Misturo-me a cada personagem insólito, inventado pelas mãos do artista que decora a rua. Tudo é muito especial e fantástico. É a festa natalina, alegria dos cristão e tão desconhecida pela maioria da humanidade oriental. Será que por lá eles também fazem uma festa como a nossa? Terão eles a mesma alegria que sinto agora ao passear pelas ruas desta cidade que tanto amo, seja em dezembro ou em qualquer dia do ano?
O que sei é que sou mesmo muito natalina.
Desejo um feliz natal aos meus leitores e que cada qual faça a sua viajem mágica pelas ruas de sua cidade e encontrem a fantasia de serem felizes para sempre.

 
 
 
 

Neste Natal
(Sávio Assad)

 
Neste Natal vai ser diferente.
Não quero roupas novas.
Não quero sapatos novos.
 
Peço, mais amor no coração.
Peço, mais união dos irmãos.
Peço, o carinho terno de um amigo.
 
Queria ver as flores nos campos
Perfumadas e de cores vivas
Matizando nosso olhar.
 
Neste Natal, quero ter a paz
No coração, para passar aos amigos
E receber de você um lindo bom dia!
 
Niterói - RJ
 

 
 

SINTO UMA VONTADE...
Selene Antunes

 Não existe emoção igual
 Imaginar aquele momento e dia
 Do nascimento de JESUS FILHO DE MARIA
 Naquele local pobre uma estrebaria.

Natal é um dia mais que especial
Pois comemoramos o nascimento do filho de DEUS
Ele nasceu pobre e pobre viveu até o fim
E seu exemplo para muitos no tempo se perdeu.

É um sentimento de amor ao próximo
Que me invade a mente e o coração
Mas se queremos seguir o exemplo de JESUS
Devemos partilhar sem discriminação.

O que sinto nesta data é inexplicável
Sinto uma vontade de TODA CRIANÇA PRESENTEAR
Sempre refletindo sobre o que nos ensinou JESUS
Somos todos irmãos e precisamos nos amar.

Quero viver este NATAL com muita paz e união
Espalhando alegria, boas novas e esperanças
JESUS DISSE UM DIA: VINDE A MIM AS CRIANCINHAS
Vamos nos unir e fazer deste natal, um NATAL DE BONANÇA.
 
 
 


CONVITE DE NATAL
Sueli do Espirito Santo

Neste Natal, não hesite
aceite este meu convite
abra a porta do coração
Jesus quer cear contigo
Ele é o teu melhor amigo
e pode dar-te a salvação
renovando toda tua alma
no renovo que só acalma
pois ele ouve tua oração.
 
 
 


O LEGADO E O PRESENTE
Tchello d’Barros
 

 Estavam algumas deidades de terceiro escalão reunidas em um quadrante próximo à Alfa Centauro, em um recente 24 de dezembro, como fazem todo ano, desta vez tramando sobre o destino de uma certa cidade provinciana do sul do Brasil, quando o assunto se encaminhava para a constatação de que o projeto foi inviável, que foram mais de 150 anos perdidos e não valeria a pena continuar com aquele nome no mapa.
 
Claro que isso gerou muito calor na discussão, pois as divindades andavam sobre a Terra e tinham lá suas convicções, algumas bem disparatadas, é verdade, pois tudo se tratava de distribuir bençãos ou castigos aos que tinham feito boas ações o ano todo. E aquela cidade estava na corda bamba.
 
Os mais otimistas argumentavam que não, que deveriam deixar a cidade como está pra ver como é que fica, pois é um povo trabalhador, muito trabalhador, trabalham 24 horas por dia, são um exemplo para o país. Mas aí um deusinho meio comunista levantou a mão e disse que isso não quer dizer nada, que são como formigas, que trabalham demais e a vida não é feita só de trabalho. Então, um terceiro entrou na parada, lembrando que não era verdade, que lá o povo gosta de festa também, promovem grandes festanças esvaziando tantos barris de chope quanto possível. Logo, entraram na discussão mais alguns, lembrando que além de tudo, é a terra que mais tem mulheres bonitas no país, que lá se fazem cristais maravilhosos, que se faz roupa bonita como ninguém, que as bandinhas são as mais animadas, e assim debatiam, cada vez botando mais lenha na fogueira da discussão.
 
Nisso a ala pessimista entrou na briga, lembrando que apesar de tudo, era um povo meio frio, desconfiado com visitantes, que não se abraçavam com freqüência, que muitos nem queriam saber de falar português, que no time de futebol da cidade só tinha pernas-de-pau, que no inverno não caía neve, que o rio fazia uma curva, que o chucrute estava azedo e assim por diante. Foi o que bastou para que quase caíssem na porrada, cada um reverberando suas certezas e proposições.
 
Foi nesse momento que entrou na cena um grupo de uns deuses esquisitos, com cada de mau, que pediram a palavra, imediatamente concedida, e contaram que a tarefa não era tão simples quanto se pensava, e que eles mesmos já tinham feito tentativas individuais nesse sentido, mas sem grandes resultados, que era preciso entrar em consenso e somente com uma ação coletiva poderiam efetivar seu intento, pois destruir uma cidade inteira como aquela não é tarefa fácil, ainda mais com aquelas casas em estilo enxaimel, resistentes a tudo. A turma toda ficou surpresa com esse depoimento e pediram mais explicações.
 
Um deles contou que tentou riscar a cidade do mapa, com algumas inundações, que isso incomodou de fato o povo, mas sempre deram um jeito de tirar tudo de letra. Isso causou certo pavor em alguns participantes da reunião, mas outro apartou logo e contou que tinha tentado pelo fogo, mas o máximo que conseguiu foi queimar o tampo de um morro das redondezas. Outro disse então que por muitas vezes espalhou pela cidade políticos corruptos, gente consumista, empresários fominhas, poetas ruins e toda uma laia de gente maledicente, invejosa  e mesquinha. Lamuriou então que não adiantou de nada, esses apenas trataram de se miscigenar com os habitantes e o resultado está aí. Outros ainda quiseram enumerar suas tentativas, pra contar das favelas, capivaras, academias, argentinos, pagodeiros e outras presepadas, mas o conselho superior interrompeu.
 
Estavam para concluir e tomar uma decisão que resultasse numa ação conjunta, pois estava visto que somente um esforço coletivo poderia levar a cabo tão importante tarefa, quando de repente, um deusinho que até estava meio escondido, lendo absorto qualquer coisa num livro, pediu  a palavra, ou melhor, interrompeu o conselho e foi logo dizendo que sabia de algo na cidade que justificaria sua continuidade, sua permanência. Todos ficaram espantados e queriam saber do que se tratava, sendo que um já foi logo dizendo que era o apfelstrudel, que faziam num bairro da periferia. Outro perguntou se por acaso se tratava dos ipês-amarelos que na primavera enfeitavam de ouro a cidade. E já estavam todos animadinhos para darem seus pitacos quando ele mostrou à todos o livro que tinha descoberto e trouxe da biblioteca pública da cidade: um livro de poemas haicais. Todos ficaram estupefatos a princípio, mas em seguida ele lhes contou que naquela cidade viveu um grande poeta e que este escreveu inúmeros poemas nesse estilo e até publicou vários livros e que esses livros hoje estão à disposição do povo na biblioteca.
 
Já era quase meia noite, quase 25 de dezembro, e então os deuses ouviram a leitura dos poemas, causando comoção a todos. E foi assim que decidiram naquela noite que a cidade deveria permanecer no mapa. Todos deram sua benção antes de dormir.



 

Neste Natal

TecaMiranda
 

Neste Natal quero a morte
do ego fechado e prepotente
libertando a consciência
de pensar em si somente.
 
Neste Natal quero a sorte
do destino a todos traçado
trazendo a felicidade
do sonho acalentado.
 
Neste Natal quero a morte
da arrogância e da rejeição
lançando a semente
de uma transformação.
 
Neste Natal quero a sorte
da vida em prosperidade
unificando os seres
pela palavra bondade.
 
 
 
 

Preparação para o Natal
Vanderli Granatto

 
Natal se aproximando e tantos detalhes
 são observados, escolhidos
para nada faltar no dia da festança.
Preocupações mil, desejos incontidos,
gastos exagerados para satisfazerem,
talvez, o ego ainda criança.
Às vezes nos sentimos destituídos de nossas forças,
 pois não conseguimos chegar ao ponto almejado.
 No túnel vazio da esperança, resquícios de desenganos
 nos deixam tristes, desanimados.
 Tantos são os desencontros,
tantas desigualdades, tantos desconfortos,
tantos infortúnios, nos abatem.
A esperança de obter o que se deseja,
não deve faltar, mas lembremos que,
nem tudo podemos alcançar.
É impossível dizer que temos felicidade plena.
Sempre estamos à procura de algo
que preencha o nosso ser.
Somente uma luz pode nos conduzir,
nos tirar do poço de agonias.
É nessa luz que podemos confiar.
Somente essa força 
poderá nos dar o alento, do qual, necessitamos.
Cristo envolvido em Sua luz de magia,
 somente Ele pode nos envolver em Seu manto.
Com Ele podemos derramar todo pranto,
só com Ele nos é devolvida a esperança de dias melhores.
O que está por vir?
Não sabemos, mas a fé que podemos ter no embate,
pode combater essa tristeza que parece infinda
 em nossos corações.
A fé remove as dores, a fé dissolve as mágoas,
os rancores, as incertezas, as desilusões.
Na fé encontramos alento, coragem.
Procure a fé num cantinho do coração, em algum espaço,
 por pequenino que seja, poderá encontrar.
Absorva essa luz que o conduzirá pelos dias afora.
Tudo que está em volta terá outro valor.
Tudo abrandará se em Cristo pusermos o olhar
e com Ele caminharmos.
Força, paciência, confiança, abnegação,
 ponderação, humildade, coragem, fraternidade
serão nossos reflexos, a refletir
em benevolências aos nossos irmãos.
É Natal, por mais que as vivências, nos  sejam cruéis,
desatemos os nós das discordâncias,
das discrepâncias, renovemos nossa fé, nossas esperanças.
Renasçamos aumentando o brilho dentro de nós
 e o acorde de uma doce e nova melodia virá.
É Natal!
Além de prepararmos a festança para a comemoração,
vamos preparar nossos corações para receber Jesus.
Ele é o caminho, a verdade, a luz.

Vanderli
02/12/2009
Botucatu/SP/BR
 

 

 

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