¨Rio - Cá Estamos Nós - Verso & Prosa¨

    
Nº01 Setembro de 2007
 
Editora: Benedita Azevedo

 

 

 

 

Formatação e Arte: Iara Melo

 

 

 

 

Caríssimos  leitores do Portal CEN, atendendo à solicitação de nosso Presidente, Carlos Leite Ribeiro, é com enorme prazer que apresentamos a novíssima Revista  Rio – CEN - Verso e Prosa”, onde  serão publicados textos de escritores e poetas de todo o  Brasil e Portugal. Dentro do possível, iniciaremos com algum autor ou tópico da História da Literatura Brasileira.  Teremos uma seção de notícias como matéria final. Neste primeiro número publicaremos trabalhos de escritores amigos, companheiros de várias instituições literárias, próximos a nós, no dia-a-dia. Esperamos contar com a colaboração de todos os nossos confrades.  Seria desejável que os textos, em prosa, não ultrapassassem  600 palavras. Endereço para envio de trabalhos, somente este.
bsazevedo@uol.com.br
 

Seção 01 –  Um pouco de História da Literatura  Brasileira


O primeiro Poeta do Brasil
Nascido no Porto, Bento Teixeira, “três anos antes da festiva formatura de 1583 estudava nos pátios da Bahia” formou-se com esta turma. Ficou muito grato à educação recebida. Ensinava a ler escrever e Aritmética. Exerceu a profissão adquirida com o seu bacharelado em Letras como professor em Igaraçu e Olinda. “Lia livros proibidos pela autoridade eclesiástica, como a deleitável Diana, de Jorge de Montemor”. Por isso foi levado a Lisboa Para dar explicações ao Tribunal da Santa Inquisição de onde saiu condenado em 1599. “Mas escapou, provavelmente, com a proteção de Jorge de Albuquerque Coelho, cuja glória cantou em estilo camoniano na Prosopopéia”, publicada em 1601, não como Título, mas em forma de comentário grandioso àquele recanto popular. Em nenhum momento o autor se diz americano. Reproduz o lusitanismo no “Minho... paterno”, “águas do grã Douro Pátrio”.
            Rompe com o Classicismo e perpetra a sua originalidade brasílica. Didaticamente, prosopopéia é considerada a obra que inicia o Barroco no Brasil. As dúvidas sobre “ser a Prosopopéia a segunda parte da relação do naufrágio”, foram dissipadas graças ao encontro de um exemplar completo da edição de 1601, catálogo de Livros raros, Nova Galeria de Artes, pág. 84, Rio, 1951.
            É filho de Manuel Álvares. Em 1594 era dado como casado com Filipa Raposo, em Olinda, em 23 de julho de 1594 (folhas 367 do códice, manuscrito na Torre do Tombo). Na verdade a condenação no Santo Ofício em 1599 foi por judaísmo, como se vê no códice da casa de Cadaval, agora revelado. Foi o primeiro poeta desta lusa América.
  
Prosopopéia
           
Como se verifica na edição original, da tipografia de Antônio Ribeiro, de 1601,  O Naufrágio constitui a primeira parte, e o poema, em vez de prefácio, o posfácio, como segunda parte  da narrativa. Ligando-se o tom laudatório aos padecimentos do autor, às voltas com o Santo Ofício, facilmente se percebe a intenção dessa literatura louvatória. Revela por outro lado a influência ou a “presença” de Camões na poesia daqueles tempos.
            A prosopopéia tem estâncias (estrofes) que soam como paródias; noutras a imitação é engenhosa, mas transparente e enfática.  No verso camoniano a cúpula era Portugal.
 
 
“Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano...”      
 
Na Prosopopéia, seria Pernambuco.
 
“Vejo (diz o bom velho) que na mente
O tempo Saturno renovado,
E a opulenta Olinda florescente,
Chegar ao cume do supremo estado.
 
Fonte: CALMON. Pedro, História do Brasil – Século XVI, pp. 371-372
 
  Benedita Silva de Azevedo
 

            
 

 
Seção 02 – Verso
  
SUAVIDADE
 
Buscando a suavidade deste amor
mais firme no querer a cada dia,
de todos os pendores e ousadia
queria demonstrar o seu valor.
 
Tentando aveludar a voz fazia
vibrar todas as cordas com fervor,
e  meu corpo aquecido transgressor,
transformando a volúpia em euforia.
 
Suaves gestos irmanados grassam,
teus abraços me afagam com ternura,
e não há discordâncias que os desfaçam.
 
Muito carinho, afeto e fantasia
transformando-se em bênçãos aventura,
desperta em mim esta grande alegria.
 
Praia do Anil, 13/07/2007
Benedita Azevedo
 

 

 
 

Bem Sabes, Eu Sei...
Delasnieve Daspet
 

Eis que retornas,
Como a rosa matutina,
Malva rosa do jardim,
Que não fenece e que não se esquece!

Realmente o tempo não passou,
Ou passou?
Ainda é ontem... e o sorriso fácil da juventude
Faz o olhar distante da imaginação brilhar...

Ainda é hoje...  a dor que de repente surgiu
 E que toldou  de plúmbeas nuvens
Os sonhos azuis de canora ave...
Se faz  latente n´alma...

E... de repente, não mais que de repente,
Levantas a dobra do tempo e me dizes
- e, eu creio no que dizes -
Que " nunca há despedidas,
Há apenas distância física.
Mais distante ou mais perto,
Depende só de nossa capacidade de se soltar
Neste salto ao infinito espaço. Nele, não há tempo".

Fui covarde... bem sei!
Não insisti, não derrubei a muralha...
Por isso perdura no tempo e no espaço
A  saudade que de mim  levastes
Como a tua que persiste em mim,
Do  que se sublimou!

"Sempre nos encontraremos" - afirmas...
E me deixas a promessa do futuro,
o que é o futuro, o que é o tempo, o que é  real?

O meu imaginário tece sonhos e aguarda,
De que nem tudo que parece perdido está,
De que  não há distâncias ,
De que  não há separação, quando se ama.
De que há tempo de caminhar perto,
De que  há tempo de caminhar longe,
Mas sempre juntos!

Não! - Não perguntarei... bem sabes que  eu sei!

Delasnieve Daspet
Campo Grande-MS-Brasil
11-04-07 - 0,54 hs

 
 
 
 

Fazendo o Dia

 
alimento dos minutos
necessidades em guarda
projetam o dia
 
sem carismas ou chefes
sem heróis ou chefes
a luta do homem
retoma a consciência
na revolução do que-fazer
 
cavalo sem estribo
em pelo nu convoca
a democratiza a sorte
 
José Marins
Obs. O poema é escrito assim  mesmo. Todo em minúsculas e sem pontuação. É o estilo do escritor.
Fonte:  Fazendo o dia - Araucária Cultural – PR - Brasil
 
 
 

 

 
Desencontr... âncias
 

Quanto mais te prendo, sinto que te soltas
Não me surpreendo, meu amor é tanto
Que quando te abraço, todo o meu encanto
Se dissolve em pranto vendo que não voltas.
 
Ah...quando te soltas, é tão de repente,
Meu peito só sente quando não te vejo;
Tento em vão sonhar-te, mas o meu desejo
Se desfaz num beijo que o teu ser nem sente.
 
Tão inconseqüente, meu amor reclama,
Sempre há uma chama a queimar meu peito...
Tento não te amar, mas amo, não tem jeito
Nosso amor desfeito é um eterno drama.
 
Fecho os olhos, sonho, tenho pesadelos,
Estou tão tristonho sem tua presença
Mas sempre te encontro quando a dor intensa,
Longe dos teus olhos me permite vê-los.
 
Quando eu te perco, estou me procurando;
Quando me encontro, sinto que te perco
A saudade chega e sempre aperta o cerco
Mas eu só me perco quando estou te amando.
 
Luiz Poeta (Sbacem-RJ)
Luiz Gilberto de Barros
IX Antologia da Academia Pan – Americana de Letras e Artes
 
 
 
 
 
 

E - MAIL
 
 
Deletei  muitas  coisas  que  me  disse,
digitadas em  seu  computador;
assim que  descobri  que  era  tolice
guardar  frases  bonitas,  sem  amor.
 
Temendo que a memória me traísse,
deixei à vista as  que  me  causam  dor
para que,  nunca mais eu me iludisse
e, em  vão,  corresse  o risco de me expor...

Deletei  muita coisa  e, na verdade,
não pude deletar  toda  a  saudade
que  salvei  num arquivo do meu peito...

Pois  quanto  mais  tentava  deletar,
mais vinha uma mensagem me avisar
que  deletar  saudades... não tem jeito...
 
 Maria  Nascimento  Santos  Carvalho
  (Presidente da UBT – RJ)
Fonte: Recanto das Letras
 
 
 
 
 

Uma conversa com Fernando Pessoa
 
 
Cruzando o oceano pelos ares,
A ti cheguei, meu Portugal amado!
Transpus a porta dos brasileiros lares,
Voltei no tempo, fui a meu passado...
Pelo mar nunca dante navegado
Tentei juntar a plebe e o togado,
Fazer do amor um único reinado.
 
Se valeu a pena?
Ora, não me faças cena!
Pois tu mesmo o disseste
Que”tudo vale a pena se a alma não é pequena!”
Depois de tudo assim feito,
Por todos os dias que me reste,
Enquanto bater-me
o coração no peito,
nada haverá a deter-me...
 
Se teu nome, Fernando,
Foi Pessoa, sou eu a tal pessoa
Que tendo o sangue dos Pessoa
Ao dos Albuquerque somado,
Tendo o dos Castro aliado,
Levantou as velas da nau Soares, k
Atravessou de Cabral todos os mares,
A toda humanidade amando,
Para cravar, do IBRACI, bandeira
No território da Ilha da Madeira!...
Em sendo como nos disse o Alves,
Os ares do condor
E a praça sendo do povo,
Digo-lhe eu agora
Que a terra é reino do amor.
Ama, para que te salves!
Se o era outrora
E, ao passar o bojador,
Assumimos nós a dor,
Resgatemos pois de novo,
A ação e a palavra,
O Saber e as culturas,
Já que só assim se lavra
A Paz na Terra e nas Alturas!...
 
Marilza de Castro Albuquerque.
(Presidente do IBRACI)
Fonte: IX Antologia da Academia Pan – Americana de Letras e Artes
 
 

 

 

ETERNO
Neli Neto
 
 
Eterno é o amor
que tanto me inspira.
Que ainda sinto
tão doce em meu peito
vivenciado
em meu caminhar.
 
Eternas são as suas,
as nossas lembranças
ainda acesas, bem vívidas
dentro do meu sonhar.
 
Eterno é o tempo
que resta,
separando
nossas almas.
 
Eterna é a sua presença
límpida, transcendental
invadindo em sonhos
meu corpo,
dominando desejos
se fazendo presente
como se aqui,
ao meu lado estivesse
proporcionando alegria,
prazeres
daqueles, que só você
tão bem
sabia fazer.
 
Eterno é o caminho
que ainda tenho
à minha frente,
longo e infinito,
até alcançar
seus passos
e poder estar
outra vez
com você!
  
Neli Neto
18.03.2007
2:05hs - RJ

 
 
 
 

Mal do século

 
Ó maldita mordaça de poetas!
Teu abraço era sempre fatal.
Calavas bocas, arruinavas festas,
Eras a morte, a dor e o mal!
 
À poesia transformavas em morte,
A tosse, o sangue, agonia e dor!
Funérea dama, aguilhão e corte,
Tragavas a vida, paz e o amor!
 
Teu julgamento, injusta covardia!
Eras carrasco de infernal labor!
Encaminhavas laje fria
Quem só queria festejar o amor!
 
Em um quarto escuro, peito arruinado.
Na tenra idade, juventude e luz!
Cada poeta um sonho terminado
Num monumento em forma de cruz!
 
Paulo Renato de Oliveira
III Antologia em prosa e verso
Academia Mageense de Letras

 
 
 
 
 

Teu olhar
 
Teu olhar
É lágrima caída
De brilhante orvalho,
Que um raio de sol
Fez brilhar.
 
Teu olhar
É sincero,
É proibido.
E tem os mistérios
Do mar.
 
Teu olhar
Faz vibrar
Os raios do desejo.
Perturba
Fascina.
Sem querer,
Alucina,
E muito me faz penar.
 
Iraí Verdan
III Antologia – Academia Mageense de Letras - 2006
 

 

 
 

Seção 03 – Prosa


A MENINA DA  JANELA
Edson Monteiro
 
 
 
A rua pareceu-me pequena, bem menor do que retivera minha memória. Eu voltava a ela após uns bons trinta anos. O panorama das casas também me surpreendia pela pequenez. Aquela coisa estranha das coisas tão diminuídas projetou-me um desconforto, talvez uma saudade amarga... sei lá! Pareceu-me que eu crescera muito e que meu passado, feliz em seu respectivo presente, emudecera, perdera seu vigor, seu sol, seu calor.
Visivelmente constrangido, procurei refúgio na busca daquela janela que marcara minha adolescência de amor sincero, o nicho da imagem bela da menina doce que me fizera sonhar felicidade. Em vão, porque a janela e toda a casa haviam deixado aquele cenário, fazendo surgir uma pequena edificação, já não romântica, nem sequer capaz de me despertar saudade.
Fechei os olhos por um instante. Varri as sinapses que fossem capazes de me fazer rever, ainda que em pensamento, a imagem daquela que fez palpitar o coração do menino, a dona dos cabelos castanhos escuros e longos, suaves no seu permanente perfume floral que, mesmo à distância, eu identificava inebriado. Nossa afeição, correspondida por inteiro, não deixava dúvidas de que aqueles dois eram verdadeiras almas gêmeas. Toda a vizinhança como que torcia para que o tempo logo passasse e o habitual enlace familiar fosse concretizado. O destino, porém, não o permitiu.
Abri os olhos e contemplei o espaço da antiga janela. Por um instante, fugaz é verdade, pude revê-la com o sorriso de candura voltado para mim, apoiando os cotovelos sobre o pequeno patamar interno que compunha a parte inferior daquela inesquecível moldura. Tremi, como os adolescentes tremem, e senti o sangue quente percorrer-me todo o corpo. Por certo, corei naquele momento, mas não houve quem me visse e, caso desmaiasse, não haveria por ali quem me socorresse logo...
O transe exauriu-se. A realidade dura retornou impassível e cruel. Voltei meu olhar para toda a redondeza, mas quase já nada enxergava. Tudo era frio e sem graça. Em meu peito, agora já com a vibração abrandada, era notável um sentido desgosto. Era como se o coração chorasse... como se a vida, na fase de meu primeiro amor, tivesse sido uma ilusão da qual deveria arrepender-me.
Voltei ao carro. Sentei-me e respirei fundo. Precisava recompor-me emocionalmente. Estava para virar a chave quando ouvi os toques no vidro da direita. Voltei-me, assustado, e vi, numa imagem que não me permitia dúvida, aquele rosto amado da menina da janela. Parece que sorri ou gaguejei... não sei bem. Lembro-me apenas que abri de súbito a porta e lancei-me para fora. Ela, com a mesma aparência da última vez em que nos vimos, tomou-me o rosto, pressionando-o levemente com as duas suaves mãos, dizendo: “Demorou em achar-me?” Nada respondi, como se a mudez passasse a fazer parte de minha vida. À nossa volta, uma música tornou-se notada. O ambiente também mudara. Eu não via mais a rua nem o carro. Então, nos abraçamos fortemente e eu pude sentir o milagre de um só corpo entre os nossos. Flutuávamos... e percebíamos que até aquele instante fomos, cada um, apenas uma metade do amor reservado às nossas almas.
Um anjo, desses pouco discretos, mas nem por isto menos amados, revelou-me: “Ela te aguardou por muito tempo. Por que demoraste a procurá-la? Acaso não reconhecias a gêmea de tua alma?” E completou: “Assim será com todos. Poderá demorar, mas chegará o instante do reencontro e da consumação do verdadeiro amor.” 
 
 
Edson Monteiro é Presidente da Academia Pan-Americana de Letras e Artes- RJ
 
 
 
  
 
 

Seção 04 – Notícias

 
Perdemos recentemente três escritores amigos, que deixaram enlutados os meios literários cariocas. Prestamos-lhes aqui, uma singela homenagem.
 

 

Foto: Marilza de Castro Nobre, Benedita Azevedo e Francisco Silva Nobre
Por ocasião da palestra “ Augusto dos Anjos e sua obra” proferida na APALA, pela acadêmica Benedita Azevedo, em 2006

 

Francisco Silva Nobre
 

Presidente da CONFALB – Confederação das Academias de Letras e Artes  do Brasil. Presidente  Emérito da Academia de Letras  dos Funcionários do Banco do Brasil.  Presidente de Honra do IBRACI – Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais.  Ex Presidente da Academia Pan Americana de Letras e Artes, da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, e da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro. Membro de inúmeras instituições acadêmicas. Jornalista, poeta, trovador, cordelista, ensaísta. Mais de cem títulos publicados.


 
Ave, Mãe!
         
Querida  serás sempre pelos seus filhos
E do Senhor terás a proteção!
Bendita  sejas sempre
Como o foi a mãe de Jesus, nosso irmão!
Benditos sejam os frutos do teu ventre
Gerados pelo vigor de um amor sincero e verdadeiro.
 
Iluminado pela luz divina do Senhor
Mãe querida, que tanto sofrestes por teus filhos
- filhos a quem deste o teu carinho –
Pelo qual jamais pediste retribuição.
Ajudai-nos a ser justos e puros como tu
Para que na hora de nossa morte
Possa Deus receber-nos também
Com atenção, o amor e o afeto
Que a Seus filhos dispensa!
Mãe querida, Deus te dê a satisfação
De ver teus filhos sempre unidos,
Juntos contribuindo para o bem da humanidade!
Ave, Mãe, bendita sejas, doce criatura!
 
Fonte: IX Antologia da Academia Pan Americana de Letras e Artes - 2006

 


 
 
 
 
Reinaldo Sanchez

 
Paulistano. Dentista. Escrevia desde 58. Foi redator de shows de humor, na USP. Era colunista do Jornal ABORJ. Tem poemas publicados em várias antologias.
 
Talento
 
Aquela atriz, clepto de carteirinha,
Um dia entrou
E roubou a cena.
 
Fonte: Pagando Micros
MANOLITERATURA
 
 

 
Nesta foto do II Encontro do Portal CEN, Reinaldo ainda estava conosco.  À direita, ao lado de Gladis Lacerda (camisa verde)

 


 


Zayra Coutinho Chaves Duarte
 
Nordestina do Piauí. Professora com licenciatura plena. Técnica de  Educação e Administração Escolar. Comendadora, escritora, poetisa, trovadora, cordelista, detentora de inúmeros prêmios e honrarias. Pertenceu à União Brasileira de Trovadores –RJ e várias academias, fundou o Centro de Literatura do Forte de Copacabana. Estava escrevendo um poema quando foi surpreendida pela passagem para outro plano.
 
 
 
No silêncio do silêncio
 
 
É noite!...
Ouvindo a voz do silêncio
e os ecos mudos da solidão,
no silêncio do silêncio,
para amenizar minha dor
compus uma sinfonia,
a sinfonia da vida,
a sinfonia do amor.
 
Entre sustenidos e bemóis
eu esqueci a saudade,
no silêncio do silêncio,
pensei ouvir tua voz,
vibrei de felicidade...
 
Era a minha sinfonia
que no teu peito
achou guarida,
plena de luz e calor.
Era o silêncio do silêncio,
que cantarolava baixinho
a sinfonia da vida,
a sinfonia do amor.
Amanhece!...
 

Fonte: Revista Informativa e Cultural da Academia de Letras e Artes de Paranapuã.-RJ – 2005
 
 

Zayra, sentada à mesa de blusa branca, ao lado da trovadora Djalda, numa reunião da UBT-RJ ao som de Luiz Poeta.


Praia do Anil, 27 de agosto de 2007.
Benedita Azevedo


 

 

 

 

 

Livro de Visitas

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Índice

 

 

 

 

 

 

 

MID: SAMBA DO AVIÃO

*TOM JOBIM

 

 FORMATAÇÃO E ARTE : IARA MELO

 

 

 

 

 

 

 

 

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