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Distritos e Concelhos de Portugal -
(Continental)
Distrito do Porto
Pesquisa de Carlos Leite Ribeiro -
Marinha Grande - Portugal
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Concelhos de:
Amarante, Baião, Felgueiras,
Gondomar, Lousada, Maia,
Marco de Canaveses,
Matosinhos, Paços de
Ferreira, Paredes,
Penafiel, Porto, Póvoa de
Varzim, Santo Tirso, Trofa,
Valongo,
Vila do Conde, Vila Nova de
Gaia
O Distrito do Porto,
correspondente ao núcleo
da província tradicional
do Douro Litoral. Limita
a norte com o Distrito
de Braga, a leste com o
Distrito de Vila Real, a
sul com o Distrito de
Viseu e com o Distrito
de Aveiro e a oeste com
o Oceano Atlântico.
Área: 2395 km². Capital
e Sede de distrito:
Porto.
Apontamento do ano de
1900 (Jornal do
Comércio):
“O distrito do Porto é
formado de uma parte da
antiga província do
Douro; tem uma
superfície de 2.312, 10
Km2 e uma população de
597.935 habitantes.
Compreende 17 concelhos
e 379 freguesias.
Povoações principais,
Porto, Penafiel, Póvoa
de Varzim, Vila do Conde
e Vila Nova de Gaia. A
serra principal é a do
Marão com 1.415 metros.
É banhado pelos rios
Douro, Tâmega, Sousa,
Leça, Vizela e Este.
Fábricas de fiação,
tecidos, fundição de
ferro, pescarias,
criação de gado. Vinho,
frutas, milho, centeio,
etc.

Porto – (Capital e sede de concelho do Distrito
do Porto)

Um velho adágio,
epigramático, diz: “Lisboa
diverte-se; Coimbra canta;
Braga reza; o Porto
trabalha”. Na verdade, o
velho burgo, pelo seu
feitio, tem o seu quê de
áspero e de canseiroso.
Fazer rir o Porto é caso
sério. Camilo Castelo
Branco, que o conheceu por
dentro e por fora, bem o
sentiu, pagando com usura os
sarcasmos que por vezes
lançou sobre os severos
lojistas de então, de
carregado semblante, que
nele viam uma espécie de
segunda encarnação do Anjo
Negro e o julgavam mais
digno do quarto aferrolhado
da Relação do que deambular,
com as botas altas à
Frederico e a sobrecasaca
azulada, pelo passeio das
Cardosas, como um
mefistofélico desafio ao
“sossego das famílias”.
Muitos escritores e
viajantes, nacionais e
estrangeiros, têm
reconhecido a singularidade
do meio social do Porto e
tentando definir o
indefinível perfil étnico do
genuíno portuense Ramalho
Ortigão, por exemplo,
tripeiro de gema mas
emigrado, escreveu com a sua
costumada verve: “O
portuense é o homem mais
delicado, mais serviçal,
mais bom homem. Somente há
três coisas de que ele não
gosta – e nesse ponto é mau
brincar com ele. Não gosta
de Lisboa. Não gosta da
polícia. Não gosta da
autoridade. Da autoridade,
vinga-se desprezando-a. Da
polícia vinga-se,
resistindo-lhe. De Lisboa
vinga-se, recebendo os
lisboetas com a mais amável
hospitalidade e com a mais
obsequiada bizarria”.
Povoado castrejo no Alto da
Penaventosa ou Póvoa
incipiente na Ribeira, ali
ao Barredo, associa-se
geralmente ao topónimo Cale
do Itinerário de Antonino.
Foi certamente o Portucale
locus necessário à passagem
do Rio Douro e mais tarde,
já sem dúvida, no alto, o
castrum novum suevorum. Nas
vicissitudes da Reconquista
conhece por várias vezes a
destruição. Foi cedo
bispado. Vimara Peres, sob
armas de Leão, tê-lo-á
expugnado definitivamente do
jugo mouro.
A primitiva povoação surgiu
de um pequeno e arruinado
largo em volta da Sé, doado
por D. Teresa ao bispo D.
Hugo, em 1120, que se
apressou a dar foral aos do
burgo.
Rodeado por uma estreita
cerca de muralhas, devido
aos muitos privilégios
concedidos pelos monarcas
afonsinos, depressa estes
muros foram transpostos, e
na época de D. Fernando
novas muralhas foram
edificadas, continuando
burgo a desenvolver-se
rapidamente. No século XVl,
o surto populacional
aumentou e com ele a
construção, desenvolvendo-se
a povoação para além das
muralhas a partir do século
seguinte.
D. Manuel l, concedeu foral
novo. Muito marcado pelo
período filipino, sofrendo
aliás, como todo o País, o
desaire dos desmandos,
entregue a uma latente
actividade mercantil, mas
nunca virando as costas à
área já então de forte
densidade populacional em
relação ao resto do País e
acentuando cunho agrícola,
vai lentamente saindo dessa
aparente letargia. Já em
pleno século XVlll que de
novo atinge as alturas dos
seus pergaminhos de cidade
empreendedora. O
enriquecimento vem a
traduzir-se por múltiplos
aspectos. Esplende no
barroco nasoniano, que deixa
na cidade, em alguns dos
seus templos, a marca
indelével desse facto. O
terramoto de 1755 não mais
fizera que pequenos estragos
no Porto, mas na sequência
da reconstrução de Lisboa,
com a influência dos
ingleses e a acção dos
Almadas, o Porto vai
conhecer um surto de
engrandecimento notável.
Embora à custa
principalmente da recessão
das indústrias de tecelagem,
mas apoiada na crescente
importância do comércio do
vinho do Alto Douro, trazido
rio abaixo e aí embarcado, e
que então se passa a
conhecer por vinho do Porto,
a cidade acrescenta-se em
população. As colónias de
ingleses e outros europeus
aumentam e desses tempos
provêm alguns nomes dessa
origem que aqui se
estabeleceram e radicaram,
criando família, casas,
gostos e costumes que hoje
podem considere-se também
caracterizantes das gentes
portuenses.
Já no século XlX, porém,
novas ideias, riqueza
acrescida, força de
empreendimento, um luzido
escol de gente de saber,
políticos, capitais e,
sobretudo, uma indesmentível
força popular, afeita ao
trabalho, resistente e
continuadamente ciosa de seu
pergaminhos de independência
e liberdade, dão à cidade do
Porto o seu cunho moderno.
A cidade do Porto tem a sua
história ligada
indissoluvelmente ao rio
Douro e ao Oceano Atlântico.
Nascida, naturalmente, das
vicissitudes da passagem do
primeiro (Douro) na sua
margem direita e alguns
quilómetros da sua foz, cedo
o mar também a marcou. É
possível que mesmo antes de
ter existido a frustre Póvoa
que lhe foi berço já os
Focenses aí tivessem –
algures em São João da Foz –
“emporia” para os seus
comércios com o interior
através do Douro.
Origem do nome:
«Prof. Vasco Botelho de
Amaral, em, O Povo e a
Língua – 1949»: “ Abrindo
“Os Lusíadas” lemos isto no
Canto Vl, estância 52:
“Lá na leal cidade deve
Origem – como é fama – o
nome eterno
De Portugal
Bem fez Camões,
prudentemente, escrever
“como é fama” porque há
ainda nevoeiros à volta do
porto de Cale, que era com
certeza no Douro, mas não se
sabe, ao certo, se na margem
direita (no monte da
Cividade, segundo a tese do
Dr. Mendes Correia), se na
margem esquerda, em Gaia,
como a tradição tem
sustentado.
Como quer que seja, não se
pode tirar à “Leal Cidade”
dos tripeiros a boa fama de
lá, ou bem perto, haver
nascido o nome de Portugal,
de Portus Calem.
Note-se que não é insólita
este caso da palavra porto
(o equivalente em outras
línguas) passar a topónimo.
Na Mauritânia havia o Portus
Magnus (Porto Magno); nos
nossos tempos toda a gente
conhece nomes, como, por
exemplo, o Porto Rico, etc.;
nas línguas germânicas há
vários casos como Southport,
na Inglaterra,
Wilhelsmshaven, na Alemanha,
et., etc.”.
Porto
http://www.portoxxi.com/cultura/
Há muito, muito tempo, quase
nos primórdios da
civilização, havia um lugar
ao qual chamaram Porto por
ser de paragem obrigatória
às gentes que viajavam no
país. Nesse lugar havia um
rio chamado Douro por ter em
si muitas e belas riquezas.
A terminologia da palavra
aponta para portus, a porta,
topónimo que traduz a vida
comercial e o desejo de um
povo pioneiro na descoberta
do desconhecido
A constituição das suas
origens como cidade data de
417.
Ao longo dos séculos foram
vários os seus governantes,
citando-se entre outros os
Suevos, os Godos, e mesmo os
Mouros que por aqui passaram
até ao reinado d’El Rei D.
Afonso I, de cognome o
Católico.
Nas vicissitudes da
Reconquista conhece por
várias vezes a destruição.
Depois de ter sido nomeada
bispado e ter sido entregue
a D. Hugo o burgo foi sempre
crescendo, quer dentro dos
muros, quer nas imediações
da cidade. Estendendo-se
pela Ribeira até à praia
onde desembarcavam e
embarcavam mercadorias.
Trepando em direcção ao
burgo, lá no alto, seguindo
os traçados que rumam a
Braga, a Guimarães e
Trás-os-Montes e ao Olival.
A crescente importância
económica do burgo episcopal
começa a despertar a cobiça
dos poderosos e com eles a
dos reis. E as lutas
começam. As disputas entre
reis e bispos pelo controlo
dos recursos da cidade,
nomeadamente dos rendimentos
da actividade portuária
permanecem até ao reinado de
D. João I, quando acordou
com a Mitra a passagem
definitiva do senhorio.
Entretanto a cidade continua
a crescer e é no reinado de
D. Afonso IV que é mandado
edificar uma cinta de
muralhas destinadas a
proteger o pequeno burgo,
esses muros ou muralhas que
circundavam e defendiam o
velho burgo portucalense
existiam ainda no século
XVII, da sua constituição
faziam parte as portas: a
Porta dos Carros, de Santo
Elói, do Olival, da
Esperança, do Sol e a Porta
Nobre . No seu percurso a
porta principal era o Arco
de Vandoma, situado a
nascente do citado burgo e a
encostar no largo da Sé e na
rua Chã daí inclinava o muro
monte abaixo, ladeando as
escadas das verdades onde se
encontrava a Porta das
Mentiras, aqui o muro
torneava o Alto do Barredo e
angulava o rio da vila que
desaguava a descoberto na
rua de S. João, que hoje em
dia ainda conserva o mesmo
nome, rasgando o arco de
Sant’Ana das Aldas e o arco
de S. Sebastião onde
recurvando fechava o
circuito do muro, muro este
que é mais conhecido por
Muralha Fernandina (ver 1ª
foto ao lado).
Cedo o Porto demonstrou o
seu grande potencial na
construção naval, quer a
nível industrial, quer
comercial. A esse potencial
não são alheias as ligações
inquebráveis que o Porto
possui com o Douro e com o
Atlântico.
Assim pelo século XIV
adiante foi o Porto o
principal centro português
de construções navais.
Envolto nos enredos do mar,
lançado na imensidão dos
oceanos em busca de novas
paragens, navios,
marinheiros e população
integraram interesses e
esforços de muitas formas e,
logo aquando da expedição à
conquista de Ceuta, o
infante D. Henrique, nascido
na Invicta, ali organiza uma
formosa esquadra que levou a
juntar-se ao rei que
esperava em Lisboa antes de
partirem par o Norte de
África.
E foi por tal empenhamento
que os portuenses receberam
a alcunha de Tripeiros, pois
segundo contam, o
comprometimento do povo
levou a que fornecessem as
naus e galeras com as carnes
ficando apenas as tripas
como alimento dos que por cá
ficaram.
Como louvores dos feitos
prestados, muitos foram os
portuenses que inscreveram
os seus nomes na história.
Ao longo da história o Porto
foi sempre muito cobiçado,
pelas riquezas, privilégios,
autonomia e tradição que o
caracterizavam, mas com o
Foral Manuelino de 20 de
Junho de 1517 o Porto perdeu
grande parte dos seus
privilégios, sendo D. Manuel
considerado o rei inimigo,
que deu inicio à mesquinha,
absurda e funesta política
da centralização dos poderes
e serviços. Contudo o povo
portuense sempre honrou o
seu carácter colectivo,
através do seu espírito de
independência e o seu amor à
liberdade.
Muito marcada pelo desaire
do período filipino, é já no
século XVIII que de novo
atinge as alturas dos
pergaminhos de cidade
empreendedora. Renovando as
industrias correlativas
derivadas das velhas
actividades mercantis de
cabotagem e longo curso.
Mas o engrandecimento da
cidade não resplandece
apenas nas actividades
comerciais, expandindo-se às
artes, como é o barroco
nasoniano marcado em alguns
templos da cidade.
Uma das características
deste estilo é o recurso à
policromia e à exuberância
das formas, bem como a
conjugação de revestimentos
a ouro com a pintura e o
azulejo criando ambientes de
rara beleza.
Em 1755 o Porto é marcado
por um terramoto que apenas
provocou pequenos estragos,
na sequência da reconstrução
de Lisboa, a influencia
inglesa e a acção dos
Almadas, trazem para a
cidade um surto de
engrandecimento admirável.
Sobrecarregada com a crise
da tecelagem, mas apoiada no
comercio do vinho do Alto
Douro, trazido rio abaixo e
embarcado no Porto, facto
que se traduziu no nome pelo
qual esse vinho é conhecido,
a cidade vê aumentar ainda
mais o seu núcleo
populacional com colónias de
ingleses e outros europeus
que se estabeleceram e
radicaram na cidade.
No século XIX o Porto é
massivamente modernizado
através de novas ideias,
riqueza acrescida, força
empreendedora, um
deslumbrante escol de gente
de saber, políticos,
capitais e sobretudo a
inegável força popular,
afeita ao trabalho,
resistente e ciosa dos seus
pergaminhos de independência
e liberdade.
Os portuenses intervêm
repetidas vezes nos próprios
destinos políticos da
Pátria. Sofreram a ocupação
dos invasores, não se
aquietando na sua expulsão,
retendo-lhes as ideias mais
benéficas, não admitindo
tutelas, defendendo-se com
armas, vidas e bens.
Com uma determinação impar,
a cidade foi crescendo,
organizando-se
administrativa, financeira e
culturalmente,
constituindo-se numa capital
regional que ainda hoje é.
Ao longo do século XX o
cunho que a caracterizou
sempre manteve-se e hoje a
cidade está
populacionalmente
estabilizada.
Dela partiram as primeiras
acções republicanas, sendo
simultaneamente um dos
grandes pilares políticos e
económicos do País. E ainda
foi o pólo de crescimento
industrial significativo
quer internamente, quer nas
regiões vizinhas.
Assim falar do Porto é
começar sem nunca conseguir
terminar de relatar todos os
seus feitos, tradições,
costumes, belezas...
A cidade velha de séculos,
contrastante com o fervilhar
de actividades e ideias não
se pode nunca destituir das
gentes que lhe dão vida,
carácter e cunho.
Gentes de linguagem marcada,
sonora e garrida,
trabalhadora e entusiasta,
vibrante com seus ídolos
desportivos, áspera e livre
na crítica e jubilosa nos
folguedos.
O Porto congrega, cria,
difunde densos cambiantes de
contrastes sendo por isto o
símbolo portuguesíssimo de
um progresso que não se
envergonha do passado mas
nele sustenta o futuro.
Por tudo isto é considerada
a mais imponente cidade do
Norte merecendo a justa
classificação de Património
Mundial.
Um símbolo, uma cidade
Muitas foram as alterações
deste marco representativo
da cidade, muito embora seja
de apontar que a sua
estrutura básica se manteve
ao longo de diferentes
reinados apenas tendo sido
acrescentado pormenores
artísticos e
caracterizadores desta tão
bela cidade situada nas
margens do Douro que
carinhosamente molha os pés
dos portuenses.
O original brasão da Invicta
representava « uma cidade de
prata, em campo azul sobre o
mar de ondas verdes e
douradas».
Em 1517 sofre a primeira
alteração, ao qual foi
incluído ao imagem de Nossa
Senhora de Vandoma, com o
menino Jesus nos braços
sobre um fundo azul e entre
duas torres.
Em 1813 e aquando da segunda
modificação, a imagem de
Nossa Senhora aparece ainda
ladeada por duas torres
encimadas por um lado por um
braço e por outro por uma
bandeira.
Em 1834 no reinado de D
Pedro IV ao brasão foi
introduzido uma inscrição «
Antiga, mui Nobre sempre
Leal e Invicta cidade».
Este brasão era então
constituído por um escudo
esquartelado, cercado pelo
colar da Ordem da Torre e
Espada, tendo nos primeiros
e quartos quartéis as armas
de Portugal e nos segundos e
terceiros as antigas armas
da cidade. Encimava o escudo
um dragão verde assente numa
coroa ducal, sobressaía uma
longa faixa com a legenda
Invicta.
A ultima alteração, em 1940,
do brasão dá-lhe a forma
actual conhecida por todos,
representado pelas armas.
Apresenta-se assim de azul
com um castelo de ouro,
constituído por um muro
ameado e franqueado por duas
torres ameadas, aberto e
iluminado a vermelho, sobre
um mar de cinco faixas
ondeadas, sendo três de
prata e duas de verde.
Sobre a porta assente numa
mesura de ouro a imagem da
virgem com diadema na
cabeça, segurando um manto
azul e com o menino ao colo,
ambos vestidos de vermelho,
acompanhados lateral e
superiormente por um
esplendor que se apoia nas
ameias do muro.
Em destaque dois escudos de
Portugal antigo. No cimo uma
coroa mural de prata, de
cinco torres e um coral da
ordem militar da Torre e
Espada, do Valor e do
Mérito.
A listel branco a inscrição
« Antiga, mui Nobre sempre
Leal e Invicta cidade do
Porto».
Porto
http://www.portoturismo.pt/a_cidade/
A conquista de Portucale em
868 por Vímara Peres,
guerreiro de Afonso III, de
Leão, é aqui considerada,
com razão, acontecimento da
mais antiga História do
Porto. A povoação de
Portucale in Castro novo era
desde a segunda metade do
séc. VI, desde os tempos dos
Suevos, sede da Diocese
Portugalense, mas a partir
de 868 a sua importância
aumenta: torna-se o centro
do movimento de reconquista
e de aglutinação das terras
circundantes, as quais por
tal facto em meados do séc.
X passam a constituir a
província portugalensis, a
cujos habitantes logo se dá
o nome de portugalenses, e
entre os quais começam a
surgir as primeiras e vagas
manifestações de sentimento
nacional. Portucale, foi,
por isso, na verdade, quem
deu nome e origem à Nação
Portuguesa! Em 1120, a
Rainha D. Tareja viúva do
conde D. Henrique, doa ao
Bispo D. Hugo e os seus
sucessores o pequeno Burgo
do Porto e um Couto a que o
Bispo dá Foral em 1123, e
cujos limites D. Afonso
Henrique mais tarde
confirmou e ampliou. Em 1147
entraram no Douro os
Cruzados nórdicos que faziam
parte da Segunda Cruzada à
Terra Santa e é o Bispo do
Porto D. Pedro Pitões quem
lhes prega no Crasto de
Portucale, no alto do monte,
em frente da Sé, um
eloquente sermão,
exortando-os a irem auxiliar
D. Afonso Henrique na
conquista de Lisboa; depois
o Bispo Portugalense
acompanha a armada e toma
parte na bélica empresa.
Caída em poder dos Cristão a
formosa Princesa do Tejo,
entrou o Porto rapidamente a
desenvolver-se. Cresce em
população e importância
económica, e os burgueses
envolvem-se em questões e em
lutas com os seus Bispos,
aos quais, aliás, o Burgo
devia, mas de cuja
subordinação temporal os
revoltosos ansiavam
libertar-se. Não raro o Rei
serviu de medianeiro entre
as partes desavindas, sendo
D. João I quem, ao cabo de
dois séculos, faz terminar
essas contendas, consentindo
em comprar aos Bispos do
Porto o direito à jurisdição
temporal que estes diziam
ter sobre o Burgo e
respectivo coutos. Ao mesmo
Mestre de Avis, porque se
apresentava como Regedor e
Defensor de Portugal contra
os Castelhanos, o Porto
prestara tais serviços na
crise de 1383-1385, que dele
recebeu o título de MUI
NOBRE E SEMPRE LEAL CIDADE.
Segue-se o Ciclo das
Conquistas e Descobrimentos
Ultramarinos. Da mesma forma
que do norte do país tinham
saído os guerreiros que
conquistaram o sul aos
Mouros, também do Norte,
onde nasceu o portuense
Infante D. Henrique e tantos
navegadores, partiu um
decisivo impulso para as
grandes navegações
marítimas; o Porto, no séc.
XV, era uma das cidades das
Espanhas onde mais navios se
fabricavam e donde mais
marinheiros saíram. Mas nem
só o comércio e as
navegações interessavam aos
burgueses do Porto. Também
entre eles houve muitos e
excelentes cultores das
Belas-Artes que honraram a
cultura nacional, desde,
segundo é fama, o Vasco de
Lobeira, do Amadis de Gaula,
até aos poetas do
Cancioneiro de Garcia de
Resende como Diogo Brandão e
Fernão Brandão, ou ao
celebrado Pero Vaz de
Caminha, autor insigne da
Carta do Achamento do
Brasil, mundialmente
conhecida e admirada.
Quando, após o cativeiro
filipino, Portugal recupera
a independência, o Porto
assume entusiasticamente um
papel de relevo nas lutas da
Restauração e sustenta à sua
custa um Terço de Tropas.
Pela Pátria, o Porto solta
em 1808 o grupo de revolta
contra Junot e sofre em 1809
todo o peso da invasão de
Soult, bem como as suas
trágicas consequências. Mas
nem tudo são guerras na
História do Porto. Na
segunda metade do séc. XVIII
a Cidade, que se enriquecera
extraordinariamente,
cresceu, monumentalizou-se,
modernizou-se graças aos
Almadas: e no séc. XIX o
Porto deu à Nação poetas
como Garrett e criou
escultores da grandeza de
Soares dos Reis. É claro que
na base de todas as acções
colectivas dum povo está o
próprio povo: a gente
obscura, cujos nomes não
ficaram na história, mas que
trabalhou, sofreu e se
sacrificou, que deu a sua
fazenda, as suas forças e a
sua vida para que as pátrias
fossem gloriosas e grandes.
Não o esqueceu Guilherme
Camarinha, nas tapeçarias da
Câmara Municipal do Porto,
pois colocou em lugar de
relevo na base da sua
assombrosa composição os
lavradores, os mesteirais,
os carpinteiros, os
petintais, os carniceiros, a
trabalhar na preparação da
armada que da Ribeira do
Douro no ano de 1415 partiu
para Ceuta sob o comando do
Infante D. Henrique.
O povo do Porto, entre cujas
qualidades avulta a de um
profundo sentimento de
civismo, deu quanto tinha
para o aparelhamento e
abastecimento desses navios;
generosa e patrioticamente
os portuenses cederam toda a
carne das rezes, e porque,
para sua alimentação, só
ficaram com as vísceras
desses animais, ganharam um
epíteto que é o seu mais
lídimo título de orgulho: -
o de Tripeiros!
A GENTE DO PORTO
O Porto orgulha-se de ser
conhecido como a cidade do
trabalho. De facto, os seus
habitantes desde sempre
estiveram na primeira linha
em defesa das causas
nacionais e contribuíram
largamente para o
desenvolvimento da epopeia
dos Descobrimentos e para o
progresso económico da
região. Ainda hoje o norte
do país é reconhecido como
uma das áreas mais dinâmicas
do tecido empresarial
português. A rudeza imposta
pelo trabalho é, porém,
superada pelo carácter
franco e hospitaleiro da sua
gente. O dinamismo dos
habitantes do Porto não
consegue disfarçar a sua
paixão pelas coisas,
dando-lhe uma imagem da
autenticidade e de respeito.
Ponte D. Luís l - um dos
ex-libris do Porto
http://www.portoxxi.com/cultura/
Constituída por dois
tabuleiros metálicos, que se
destinavam a fazer a ligação
rodoviária entre Vila Nova
de Gaia e o Porto. Tem de
comprimento cerca de 395
metros e de largura 8
metros, compostos por 5,5
metros de faixa de rodagem e
1,25 metros de passeios.
A obra foi adjudicada a 28
de Novembro de 1881, por
concurso aberto e foi o
engenheiro Teófilo Seyrig
quem ficou encarregado pelo
projecto.
A construção desta ponte
permitia a passagem da
estrada real vinda de Lisboa
até às províncias do Norte e
do Norte do País, tendo
constituído umas das obras
de maior envergadura no
plano rodoviário realizado
pelo monarca, Luiz I.
Ponte Pênsil
A ponte D. Luiz, construída
ao lado do local onde
existiu a antiga Ponte
Pênsil tem os dois
tabuleiros sustentados por
um imponente arco de ferro e
por cinco pilares.
O arco é formado por duas
curvas parabólicas
divergentes. O tabuleiro
superior apoia-se nos
encontros de cantaria e nos
três pilares de cada margem
do rio. Na sua totalidade
foram gastos 3000 toneladas
de ferro, sendo que deles
172 metros são de corda e 45
metros são de flecha,
componentes do arco da
ponte.
O tabuleiro superior foi
inaugurado a 31 de Outubro
de 1886, dia do aniversário
natalício de el-rei D. Luiz,
ao qual assistiram, para
além das autoridades
governamentais, as
autoridades municipais
administrativas e religiosas
da cidade do Porto e de Vila
Nova de Gaia.
O nascimento do Infante D.
Henrique - (O Navegador)
http://atelier.hannover2000.mct.pt/
A Rainha D. Filipa de
Lencastre, encontrando-se
grávida, repousara durante
largos meses nos Paços de
Atouguia da Serra. Por
motivos que se desconhecem,
a Côrte deixou a referida
estância por volta de 3 de
Fevereiro de 1394 e pôs-se a
caminho do Porto. A viagem
foi relativamente apressada,
tendo a comitiva feito
etapas em Leiria (onde se
encontrava no dia 7) e
Coimbra (onde estava no dia
12). A chegada ao Porto
dá-se antes de 20 de
Fevereiro, pois já nesta
data a vereação reclama
contra os distúrbios
causados na cidade, pela
pousadia do pessoal que
acompanhava D. João I.
Conta Fernão Lopes que «naceo
depois... o Infante dom
Anrrique na cidade do Porto
hua quorta feira de cinza
IIII dias do mes de Março
... ». ("Nasceu depois... o
Infante D. Henrique na
cidade do Porto numa
quarta-feira de cinzas no
dia 4 do mês de Março...")
Refere-se o cronista ao dia
4 de Março de 1394 e,
segundo os estudos mais
recentes, terá nascido numa
casa que era pertença da
coroa, uma casa que reuniria
todas as condições para uma
estada longa de vários
meses. Essa casa seria a da
Alfândega Real, também então
designada por Casa do
Tesouro, "almazem e casas"
do almoxarifado do Porto e
que tradicionalmente nos
habituamos a designar por
"Casa do Infante".
A permanência da Côrte nesta
Cidade teve uma duração
pouco comum, decerto para
permitir o restabelecimento
da Rainha e os cuidados
devidos ao recém-nascido
Príncipe bem como à
realização do baptizado. A
presença de D. João no Porto
está confirmada, pelo menos,
desde 20 de Fevereiro a 23
de Novembro.
Baptizado do Infante D.
Henrique
Ao Porto e às suas gentes
coube a honra de assistir e
participar nos folguedos que
por toda a cidade iam
decorrendo durante as bodas
do ilustre casal, D. João I
e D. Filipa de Lencastre, ao
Porto está também ligado o
nascimento daquele que foi
um dos mais prestigiados
Infantes nascidos deste
casamento. É natural que, na
altura tenham ocorrido
alguns festejos populares
espontâneos do baptismo do
Infante.
Nascido em 4 de Março de
1394, o Infante é baptizado
no mesmo ano na Sé Catedral
do Porto. A Câmara Municipal
do Porto e outras
instituições urbanas se
associaram para organizar,
como era costume, esses
festejos tão importantes.
São poucas as informações
acerca destes festejos, o
que se sabe está num
pergaminho guardado no
Arquivo Histórico Municipal
onde estão presentes todas
as despesas feitas na
preparação e decorrer dessas
festas.
A Lenda do Tripeiros -
Gentil Marques (1955)
No ano de 1415,
construíam-se nas margens do
Douro as naus e os barcos
que haveriam de levar os
portugueses, nesse ano, à
conquista de Ceuta e, mais
tarde, à epopeia dos
Descobrimentos. A razão
deste empreendimento era
secreta e nos estaleiros os
boatos eram muitos e
variados: uns diziam que as
embarcações eram destinadas
a transportar a Infanta D.
Helena a Inglaterra, onde se
casaria; outros diziam que
era para levar El-Rei D.
João I a Jerusalém para
visitar o Santo Sepulcro.
Mas havia ainda quem
afirmasse a pés juntos que a
armada se destinava a
conduzir os Infantes D.
Pedro e D. Henrique a
Nápoles para ali se
casarem...
Foi então que o Infante D.
Henrique apareceu
inesperadamente no Porto
para ver o andamento dos
trabalhos e, embora
satisfeito com o esforço
despendido, achou que se
poderia fazer ainda mais. E
o Infante confidenciou ao
mestre Vaz, o fiel
encarregado da construção,
as verdadeiras e secretas
razões que estavam na sua
origem: a conquista de
Ceuta. Pediu ao mestre e aos
seus homens mais empenho e
sacrifícios, ao que mestre
Vaz lhe assegurou que fariam
para o Infante o mesmo que
tinham feito cerca de trinta
anos atrás aquando da guerra
com Castela: dariam toda a
carne da cidade e comeriam
apenas as tripas. Este
sacrifício tinha-lhes valido
mesmo a alcunha de
"tripeiros". Comovido, o
infante D. Henrique
disse-lhe então que esse
nome de "tripeiros" era uma
verdadeira honra para o povo
do Porto. A História de
Portugal registou mais este
sacrifício invulgar dos
heróicos "tripeiros" que
contribuiu para que a grande
frota do Infante D.
Henrique, com sete galés e
vinte naus, partisse a
caminho da conquista de
Ceuta.
Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro –
Marinha Grande – Portugal

Amarante – (Concelho do
Distrito do Porto)

Aqui, a História pode
ser lida em cada
recanto, cada lugar,
cada outeiro, cada cimo
de monte.
Vila dividida pelo rio
Tâmega, de pitorescos
açudes e ínsuas.
Amarante parece ter sido
fundada pelos Turdetanos,
360 antes de Cristo,
sendo reconstruída pelo
governador romano
Amarantus. Talvez
comprovem esta tradição
os amplos vestígios
arqueológicos, desde
dólmenes e castros a
ruínas luso-romanas, que
existem nas suas
imediações. As
estruturas da actual
vila apenas remontam a
meados do século Xlll,
época em que São Gonçalo
ali construiu, com o
auxílio da população de
Ribatâmega, a robusta
ponte romântica de três
arcos, que ruiu em 1763.
O interessante conjunto
urbanístico sofreu
grandes depredações em
1809, durante a Invasões
Francesas, tendo sido
incendiada parte da
vila. Amarante possui,
porventura, uma das mais
belas pontes
portuguesas, robusta nos
seus arcos graníticos,
que constituiu durante
séculos (mesmo antes da
data de 1790 que
ostenta) ligação
fundamental de
Trás-os-Montes com o
Porto.
Tradição de Amarante : O
Diabo e a Diaba:
Esta figuras burlescas,
outrora muito queridas
da população amarantina,
foram executadas no
século XlX pelo mestre
escultor António
Ferreira de Carvalho,
por encomenda dos frades
do mosteiro.
Destinava-se a
substituir imagens
idênticas que tinham
sido destruídas aquando
da passagem das tropas
napoleónicas pela vila.
O casal de diabos chegou
a constituir motivo de
veneração popular
através de um culto
curioso, com evidentes
marcas de uma religião
popular estranha aos
ritos canónicos. No dia
24 de Agosto (em que,
segundo uma velha
superstição, o “Diabo
anda à solta”, as
pessoas não trabalhavam
em Amarante, guardando
autêntico feriado, e
algumas ornamentavam as
figuras e faziam-lhes
oferendas. Em 1870, o
então arcebispo de
Braga, preocupado com a
popularidade dos diabos
e sob o pretexto da
“indecência” de os
mesmos se apresentarem
de maneira indecorosa
perante as imagens dos
santos do mosteiro,
mandou queimá-los. Mas a
ordem não foi executada,
pois os encarregados de
tal operação optaram por
cortar os órgãos sexuais
da figura masculina.
Anos mais tarde, o casal
de diabos foi vendido
para Inglaterra, contra
a vontade dos seus
admiradores, o que levou
a que as estatuetas
tivessem posteriormente
regressado a Amarante no
meio de grandes
manifestações de júbilo
e uma calorosa recepção.
Este acontecimento foi
descrito por Teixeira de
Pascoais na sua obra “O
Duplo Passeio”, editada
em 1942.
Caído em desuso o
costume de lhes dedicar
o dia 24 de Agosto e
desaparecida a tradição
da sua festa, o Diabo e
a Diaba são hoje uma
atracção no Museu de
Amarante.
Origem do nome:
«Do, Domingo Ilustrado –
1897»: “Ignora-se o seu
primeiro nome: o capitão
romano Amaranto, que ali
foi governador, e
ampliou e reedificou,
impondo-lhe o seu nome,
e, durante o império, se
chamou sempre Amaranto …
Outros dizem que
Amarante querem que o
nome lhe venha da
próxima serra de Marão,
como quem diz Ante-Marão
ou Marão Ante, isto é,
Atrás do Marão”.
« P. F. de A. C. de M.
em História Antiga e
Moderna da Sempre Leal e
Antiquíssima Villa de
Amarante – 1814»:
“Amarante fundada pelos
turdetanos 360 anos
antes da vinda de
Cristo, é com toda a
verosimilhança a antiga
“Araduca” de que falam
os antigos
historiadores: hoje
chamada Amarante por
estar situada “ante
Maranum” antes ou para
cá do Marão: mudando
aquele primeiro nome de
“Araduca”, no segundo de
“Amarante” no tempo do
Imperador Augusto,
quando Seneciones
General Romano tomou o
prenome de “Amaranto”,
por vencer os Lusitanos.
Iteramnenses nesta vila,
sendo a batalha tão
“sanguinolenta”, que
ainda hoje se chama ao
lugar em que ela se deu
“Mortório”.
«Xavier Fernandes em
Topónimos e Gentílicos»:
“Tem-se escrito que este
topónimo tem origem no
nome próprio Amarantus,
que poderia ou não ter
sido o Amaranto
sepultado no Hospital de
São Marcos em Braga, e
que, quando governador
romano, teria mandado
ampliar a povoação, que
ainda hoje presta grande
culto a São Gonçalo”
Amarante
http://www.cm-amarante.pt/
Tudo indica que Amarante
deve a sua origem aos
povos primitivos que
demandaram a serra da
Aboboreira (habitada
desde a Idade da Pedra),
embora se desconheça com
exactidão o nome dos
seus fundadores. Dá-se
como certo, porém, que a
urbe ganhou importância
e visibilidade com a
chegada de S. Gonçalo
(1187-1259), nascido em
Tagilde-Guimarães, que
aqui se fixou depois de
peregrinar por Roma e
Jerusalém.
Em tempos não muito
longínquos, o concelho
de Amarante pertencia
administrativamente à
província do Minho,
fazendo fronteira com os
concelhos de Celorico de
Basto (N), Gestaço (E),
Gouveia (S) e Santa Cruz
de Riba Tâmega (O). Com
as reformas
administrativas liberais
do séc. XIX
desapareceram os
municípios de Gouveia,
Gestaço e Santa Cruz de
Ribatâmega, tendo o de
Amarante recebido a
maioria das suas
freguesias. Desde então
o concelho estende-se
por uma área de 301,5
quilómetros quadrados, a
que correspondem, hoje,
40 freguesias, 18 ao
longo da margem direita
do rio Tâmega e 22 da
margem esquerda,
ocupando uma posição de
destaque na região do
Douro-Tâmega.
Tem uma população de 59
638 habitantes e uma
densidade populacional
de 197,8 habitantes por
quilómetro quadrado.
Rico em termos
paisagísticos, para o
que contribuem
decisivamente as serras
do Marão e Aboboreira e
o rio Tâmega, o concelho
de Amarante reúne também
um conjunto notável de
edifícios e monumentos.
No Centro Histórico da
cidade merecem
referência a Ponte, o
Convento e Igreja de S.
Gonçalo, as Igrejas de
S. Pedro e S. Domingos,
a Casa da Cerca e o
Solar dos Magalhães.
Fora da urbe, o destaque
vai para os Paços do
Concelho de Santa Cruz
de Riba Tâmega, o
Mosteiro de Travanca e
para o românico das
igrejas de Mancelos,
Jazente, Freixo de
Baixo, Gatão ou Gondar.
As festas grandes em
Amarante, em honra de S.
Gonçalo, acontecem no
primeiro fim de semana
de Junho. O feriado
municipal tem lugar a 8
de Julho. No concelho,
na área do artesanato, o
destaque para o barro
negro de Gondar, a
cestaria, as rendas e os
bordados, as mantas e as
meias de lã.
Lendas de São Gonçalo
http://www.saogoncaloonline.com.br/
Beato Gonçalo de
Amarante.
São Gonçalo é o santo
português que, sobretudo
no Norte de Portugal,
goza da maior devoção,
logo depois de Santo
António de Lisboa. Na
sua História
Eclesiástica de
Portugal, o Padre Miguel
de Oliveira diz apenas o
seguinte: «S. Gonçalo de
Amarante que se supõe
falecido a 10 de Janeiro
de 1259; o seu culto foi
permitido pelo Papa
Júlio III (24 de Abril
de 1551) e confirmado
por Pio IV (1561);
Clemente X estendeu o
ofício e a Missa a toda
a Ordem dominicana
(1671)».
Terá sido São Gonçalo
uma invenção posta ao
serviço de uma qualquer
ideia ou propósito, ou
podemos perceber o
percurso da sua devoção
ou do seu culto? O mais
antigo documento que se
refere a São Gonçalo, é
um testamento de 18 de
Maio de 1279 em que uma
tal Maria Johannis lega
os seus bens à Igreja de
São Gonçalo de Amarante.
Quer dizer, uns 20 anos
depois da morte de São
Gonçalo existia uma
igreja dita «de São
Gonçalo de Amarante». E
há outros documentos...
e escritos sobre a
figura de São Gonçalo e
o seu culto.
Na biografia oficial de
São Gonçalo, apresentada
como tal a partir do
Flos Sanctorum de 1513,
não há dúvidas: Gonçalo,
nasceu em Tagilde,
estudou rudimentos com
um devoto sacerdote e
frequentou depois a
escola arqui-episcopal
de Braga. Ordenado
sacerdote foi nomeado
pároco de São Paio de
Vizela. Depois foi a
Roma e Jerusalém; no seu
regresso vendo-se
desapossado do seu
benefício prosseguiu um
caminho de busca
interior já
anteriormente encetado,
depois foi a experiência
da vida eremítica, a
pregação popular..., e
logo caiu na ambiência
mendicante da época,
após o que se faria
dominicano...
As coisas não são assim
tão lineares. De
qualquer modo, tenha
sido padre diocesano,
cónego de Santa Maria em
Guimarães, beneditino ou
dominicano, tenha -
quase por certo -
passado de uma a outra
condição, nenhuma destas
hipóteses esbate a
riqueza e o vigor da sua
figura.
(cf. ARLINDO DE
MAGALHÃES, São Gonçalo,
História ou lenda, Ed.
Amarante Magazine -
Paróquia de São Gonçalo
1995, 62 pp.)
Os pesquisadores relatam
que São Gonçalo do
Amarante, viveu e morreu
durante o século XII d.
C. em Douro, Portugal.
Ele era um homem comum,
trabalhador, construiu a
Igreja de Nossa Senhora,
em cima de um rochedo, e
diversas pontes sobre
rios. Em toda sua vida
dedicou-se a fazer o bem
e transmitir o amor a
Deus e a paz espiritual
ao homem. Nas suas
peregrinações, levava
consigo uma viola de
cordas, invocava o povo
através de suas
melodias, tocadas nas
rodas de danças formadas
ao ar livre, por moças e
rapazes. Além das
mensagens de fé e
carinho que transmitia,
ele foi exemplo de
dignidade e
santificação. Existem
muitas lendas a respeito
do santo protector das
mulheres e dos casais
apaixonados. Contam que
ele transmite
tranquilidade e alegria
a todos. Protege sempre
os que amam. Ajuda as
pessoas a encontrar a
pessoa certa para amar e
ser feliz por toda a
vida. Para alguns, São
Gonçalo possui poderes
sobrenaturais contra o
mal e contra as
adversidades. Tanto no
Brasil como em Portugal
as procissões a São
Gonçalo são acompanhadas
por rapazes e moças que
desejam casar,
carregando velas acesas,
durante todo o percurso.
Se a vela não apagar até
o final da procissão, é
certeza casar-se no
mesmo ano.
Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro –
Marinha Grande -
Portugal

Baião – (Concelho do
Distrito do Porto)

Segundo a tradição, o
guerreiro D. Arnaldo,
que tomou o apelido de
Bayão ou Bayan,
conquistou aos mouros a
Terra de Baião, que lhe
foi por isso concedida
em mercê do rei de
Castela e Leão, entre
985 e 990. Baião e,
portanto, um nome que,
desde tempos remotos,
designa toda a região
(hoje concelho), e não
apenas a sua sede, no
passado mais conhecida
por Campelo.
Estendendo-se ao longo
de montanhas grandiosas
e vales tranquilos, é o
mais rural dos concelhos
do distrito do Porto.
Origem do nome:
«Xavier Fernandes em
Topónimos e Gentílicos
(1944)»: “Deve foliar-se
no adjectivo baio, de
proveniência latina, e
que exprime a ideia de
“amarelo torrado,
amulatado ou cor de ouro
desmaiado” Baian é a
forma medieval
correspondente à actual
Baião, que aparece como
de várias povoações”.
Baião
http://www.flickr.com/photos/
Dista cerca de 67 km
para nascente da cidade
do Porto.
O concelho assume um
carácter rural, com
paisagens de serrania,
cortadas pelos leitos do
rio Douro e dos seus
afluentes, com destaque
para os rios Teixeira e
Ovil, pontuadas por
férteis campos
agrícolas.
Numa área de 174,3 km2
distribuem-se 20
freguesias: Ancede,
Campelo, Covelas, Fende,
Gestaçô, Gove, Grilo,
Loivos do Monte, Loivos
da Ribeira, Mesquinhata,
Ovil, Ribadouro, Santa
Cruz do Douro, Santa
Leocádia, Santa Marinha
do Zêzere, Teixeira,
Teixeiró, Tresouras,
Valadares e Viariz.
Em 2001, o concelho
apresentava 22 355
habitantes.
História e Monumentos
O povoamento do
território do concelho
remonta à pré-história.
Existem referências a
Baião do século XI.
Obteve foral em 1513
concedido por D. Manuel
I.
Os seus principais
monumentos são o Castro
do Cruito, o Pelourinho
da Teixeira, o Convento
de Ancede e a Casa de
Tormes.
Tradições, Lendas e
Curiosidades
A 23 e 24 de Agosto têm
lugar as Festas
Concelhias de S.
Bartolomeu. Nos dias 8 e
23 realizam-se feiras
quinzenais em Baião; dia
23, em Campelo; dias 5 e
19, em Gestaçô; e dias 2
e 18, em Gove.
Este concelho terá
servido de inspiração ao
escritor Eça de Queirós,
que aqui viveu, tendo
habitado no Solar de
Tormes.
O folclore de Baião
encontra-se patente nos
ranchos folclóricos.
Estes usam instrumentos
variados, como a viola
de chula, o cavaquinho e
a rabeca, entre outros.
Nas danças tradicionais
evidenciam-se a chula de
Baião, o malhão, a
contra dança e a cana
verde.
Da tradição do concelho
fazem também parte os
carros de bois, puxados
por uma junta de bois.
As vindimas realizam-se
por volta do mês de
Setembro. Carregam-se
cestos com uvas, que
depois são levados às
costas por homens. São
cada vez mais raros os
lagares onde antigamente
se fazia a pisa das
uvas.
A tecelagem, os
trabalhos em cantaria, a
cerâmica, a funilaria, a
ferraria, a cestaria com
os cestos de piorna, as
bengalas, as mantas de
retalhos e os chapéus de
palha compõem as
principais actividades e
os principais produtos
do artesanato do
concelho.
Economia
O sector primário domina
a economia do concelho,
sendo a agricultura a
principal actividade nas
várias freguesias. Nos
solos férteis
produzem-se cereais,
produtos hortícolas,
frutas e vinhos. A
pecuária e a exploração
florestal encontram-se
também presentes e,
juntamente com alguns
serviços, o pequeno
comércio, a pequena
indústria, nomeadamente
de confecções, e a
construção civil
completam o quadro
económico do concelho de
Baião.
Baião
http://www.anmp.pt/munp/mun/
BaiãoNúcleo de
Arqueologia do Museu
Municipal de Baião
Núcleo de Arqueologia do
Museu Municipal de Baião
Expõe ao público os
resultados de 20 anos de
trabalhos arqueológicos
realizados no Campo
Arqueológico da Serra da
Aboboreira que abarca as
Serras da Aboboreira e
Castelo (concelhos de
Amarante, Baião e Marco
de Canaveses). De uma
forma didáctica
abordam-se temas como o
Povoamento Pré-histórico
(Neolítico à Idade do
Bronze) com destaque
para o Megalitismo,
Idade do Ferro e
Romanização, e ainda a
Alta Idade Média. Os
objectos mais
significativos destas
épocas encontram-se
expostos em seis
vitrines, e a sua
contextualização
espácio-temporal é
efectuada com base em
imagens gráficas e
painéis explicativos.
Destacam-se duas
maquetes: uma com 120
figurinhas humanas sobre
a construção de um
dólmen e outra da Carta
Arqueológica com
pequenas réplicas dos
principais monumentos
edificados ao longo do
tempo.
Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro –
Marinha Grande –
Portugal

Felgueiras – (Concelho
do Distrito do Porto)

Vila de formação
antiquíssima já existia
no século X e é referida
no famoso testamento de
Mumadona (959). Ergue-se
no sopé do monte de
Santa Quitéria e não
conserva vestígios da
sua antiguidade.
Felgueira foi elevada à
categoria de vila com
esta designação em 1846.
Anteriormente,
correspondia à freguesia
de Santa Eulália de
Margaride. Já no
princípio do século
XVlll, Margaride era
considerada como a
principal povoação do
antigo concelho de
Felgueiras. Situado a 3
Km no rio Vizela, na
estrada de Amarante para
Guimarães, teve foral
concedido por D. Manuel
l em 1514, mas o
concelho é ainda mais
antigo e remontará
possivelmente aos
primórdios da
Nacionalidade. De facto,
para além de algumas
notícias que dele se
encontram desde 1258, o
próprio foral manuelino
faz referência aum outro
foral, concedido por D.
Afonso Henriques, que
por sua vez, confirmava
outro de seu pai, o
conde D. Henrique.
Local aprazível de
vilegiatura pela sua
situação de grande
beleza natural e
agricultura fértil, os
seus arredores são
pitorescos e nas suas
freguesias erguem-se
notáveis exemplares de
arquitectura religiosa
no estilo românico de
que se destaca a Igreja
de Unhão.
Origem do nome:
«É o mesmo nome comum
Felgueiras, plural de
felgueira, do latim
filicaria, e este de
filice, feto.
Portanto, Felgueira virá
de Felgaria que
significa terreno
coberto de fetos, os
quais quando secos,
tomam cor avermelhada, e
por sua vez deriva de
felga (filix), no baixo
latim”.
Felgueiras
http://www.cm-felgueiras.pt/VSD/Felgueiras/
Felgueiras de Ontem e de
Hoje
Situado em pleno
coração do Vale do
Sousa, no distrito do
Porto, o concelho de
Felgueiras constitui um
território de enorme
beleza natural e
paisagística, "onde o
Sousa tem nascente, onde
se ergue sorridente o
belo Monte das
Pombas..." de uma grande
riqueza histórica,
cultural e patrimonial,
na qual sobressai o
Mosteiro de Pombeiro,
contemporâneo da
fundação da
nacionalidade.
O concelho de
Felgueiras abrange cerca
de 116 quilómetros
quadrados, sendo
constituído por 32
freguesias. Integra
quatro centros urbanos:
Felgueiras, sede do
concelho, Lixa, Barrosas
e Longra. Por decisão da
Assembleia da República,
a 13 de Julho de 1990,
Felgueiras foi elevada à
categoria de cidade e
Barrosas à categoria de
vila. Tal como
Felgueiras, a anterior
vila da Lixa recebeu
distinção semelhante,
passando a cidade no dia
21 de Junho de 1995,
enquanto que a Longra
viu reconhecida a sua
pretensão de elevação a
vila a 1 de Julho de
2003.
O documento mais
antigo que refere a
terra de Felgueiras, o
testamento da condessa
galega Mumadona Dias,
fundadora da cidade de
Guimarães, data de 959:
"in felgaria rubeans
villa de mauri".
Igualmente é citada no
Inventário dos bens,
igrejas e herdades do
mosteiro de N.ª S.ª da
Oliveira de Guimarães: "Et
in sause ad radice
montis sancto felice de
felgeiras rubeas villa".
Felgueiras deriva,
por conseguinte, do
termo felgaria, que
significa terreno
coberto de fetos que,
quando secos, são
avermelhados (rubeans ou
rubeas).
Embora se desconheça
o paradeiro, há
historiadores que
afirmam que Felgueiras
recebeu um foral velho
do conde D. Henrique
confirmado por D. Afonso
Henriques.
Contudo, somente o
foral novo, concedido
por D. Manuel I a 15 de
Outubro de 1514, chegou
até nós, existindo um
exemplar no Arquivo
Histórico Municipal.
As Inquirições de
1220 englobavam na terra
de Felgueiras 20
freguesias, para além
dos mosteiros de Caramos
e de Pombeiro e as
igrejas de S. Tomé de
Friande e de S. André de
Airães. Em 1855
Felgueiras foi
transformada em comarca
e passou a abranger mais
12 freguesias.
Bibliografia
Recomendada:
FREITAS, Eduardo, "Felgerias
Rubeas: subsídios para a
história do concelho de
Felgueiras". 2ª ed.
Felgueiras: s.n.1985.
FERNANDES, M. Antonino,
"Felgueiras de Ontem e
Hoje".1989.
Felgueiras
http://www.solaresdeportugal.pt/PT/
Situada em pleno coração
do Vale do Sousa, no
extremo do distrito do
Porto, o concelho de
Felgueiras constitui um
território de enorme
beleza natural e
paisagística, entre
montes e vales, de uma
grande riqueza
histórica, cultural e
patrimonial, na qual
sobressai o Mosteiro de
Pombeiro, contemporâneo
da nacionalidade.
O concelho de Felgueiras
abrange cerca de 116
quilómetros quadrados,
repartidos por 32
freguesias. Integra 3
centros urbanos: a
cidade de Felgueiras, a
cidade da Lixa e a vila
de Barrosas.
Felgueiras é o nome
histórico deste concelho
e sempre assim o foi
desde a primeira hora.
De lugar banal, cheio de
fetos ou felga (raiz que
lhe deu o nome),
desconhecido e de
ninguém, cedo começou a
ser frequentado e a
servir de acompanhamento
venatório e militar. E
isso custou-lhe
inicialmente, algumas
queimadas que levaram
mais longe o seu nome e
o conhecimento do sítio.
É no testamento de
Mumadona Dias, do ano
959 que aparece a mais
antiga referência
conhecida a Felgueiras.
É citada para
identificar a vizinha
«vila» de Moure: "In
Felgaria Rubeans villa
de Mauri". Repare-se que
o topónimo «Felgueiras»,
além de servir de ponto
de referência
identificativa, vem
surgindo o determinativo
«Rubeans» e «Rubeas», a
evocar certamente uma
lembrança ainda viva de
ter sido lugar calcinado
pelo fogo.
Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro –
Marinha Grande –
Portugal

Gondomar – (Concelho do
Distrito do Porto)

O concelho estende-se, a
sul, pela margem direita
do Douro, fronteiro a
algumas freguesias
gaienses. Os seus
terrenos são
acidentados, com
montanhas relativamente
elevadas, mas os vales
entre elas são amenos e
férteis. A povoação
principal, a vila de
Gondomar, é
antiquíssima. Segundo
tradição, teria sido
fundada pelo godo Flávio
Gundemario, cujo nome,
com o decorrer dos
séculos, deu origem à
sua designação actual.
Quando foi elevada a
vila, a povoação tomou o
nome de São Cosme (seu
padroeiro), como aliás é
conhecida. A personagem
marcante do concelho
continua viva na
paisagem bucólica e nos
panoramas de beira-rio
para quem percorre a
estrada marginal até à
foz do rio Sousa e daí
até Entre-os-Rios.
Origem do nome:
«Xavier Fernandes em
Topónimos e Gentílicos
(1944)»: “Escreveu-se há
muito que Gondomar
provém de Gundemario
(Flávio Gundemario),
que, no ano de 610, foi
senhor da citada vila
duriense. Certo é que o
nome é de origem
germânica e nele revela
o elemento marsh,
cavalo, que aparece
noutros topónimos; a
primeira parte do
vocábulo é da mesma de
Gondarém e de outras
expressões toponímicas,
onde tem o significado
etimológico de batalha,
combate”.
Gondomar
http://www.gondomaronline.com/gondomar/
"Situada na margem
direita do rio Douro,
Gondomar é uma terra
antiga, cheia de lendas,
tradições e belezas
naturais que ornamentam
a periferia do Porto.
Destaca-se o Monte
Crasto onde a agitação e
a fadiga quotidianas
parecem estar longe daí;
os rios, o "Douro", as
vastas e tranquilas
praias fluviais; a
pesca, os "Valboeiros",
os desportos fluviais, o
remo a canoagem, os
agradáveis passeios
junto à margem; as
alegres festas
populares; o delicado
artesanato da talha em
madeira e e das famosas
filigranas; o sável e a
lampreia deliciosamente
preparados.
Isto é um pouco de
Gondomar.
Venha e sinta-o!"
Segundo a tradição, a
origem do topónimo de
Gondomar remonta ao ano
610 D.C., quando o rei
visigodo Flávio
Gundemário, andou por
estas terras ricas em
ouro.
Como demonstram achados
arqueológicos
encontrados no Monte
Crasto, o local terá
sido habitado muito
antes.
Documentalmente os
primórdios desta terra
remontam a uma
referência à Igreja de
Stª Eulália, no ano de
897.
Outra versão é que
Gondomar tem a sua
origem em vila Gumades
(de mina de ouro) e vem
directamente do latim
Gundimarus.
Os documentos mais
antigos de que há
conhecimento, datados de
1095 já referem a Vila
de Gondomar, como
podemos observar, antes
da fundação da
nacionalidade em 1143.
D. Sancho I, o Rei
Povoador, demarcou o
couto de Gondomar em
1193, doando-o ao
Bispado do Porto e
fazendo acompanhar da
respectiva carta de
couto, confirmada por
seu filho D. Afonso II,
em 1218. No reinado de
de D. Manuel I, em 1515,
é atribuído o foral ao
"Município de Gondomar".
Ao longo da sua
história, Gondomar foi
ganhando e perdendo
freguesias, alterando a
sua própria configuração
geográfica. Das várias
modificações
verificadas, destacam-se
as perdas de Avintes
(para Vila Nova de Gaia)
e de Campanhã (para o
Porto), mas também os
importantes ganhos de
Melres, Rio Tinto, Lomba
e São Pedro da Cova.
Em 1927 a sede do
concelho - S. Cosme -
foi confirmada como
"Vila de Gondomar" e
elevada à categoria de
Cidade mais
recentemente, em 1991.
A actual situação
juridico-administrativa
do Concelho contempla
duas cidades (Gondomar e
Rio Tinto) e três vilas
(Fânzeres, S. Pedro da
Cova e Valbom).
Gondomar Coração de Ouro
O Coração de filigrana,
logótipo de referência
do concelho de Gondomar,
é parte integrante do
brazão da cidade,
representa as industrias
locais, significando o
sentimento artístico com
que esta indústria é
executada em Gondomar, é
de ouro, metal que alude
ao nome da Cidade e é o
mais rico da heráldica e
que significa nobreza,
fé, sabedoria,
fidelidade, constância,
poder e liberdade. É
esmaltado de azul que
significa zelo, lealdade
e caridade.
Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro –
Marinha Grande –
Portugal

Lousada – (Concelho do
Distrito do Porto)

Foi elevada à categoria
de vila em 1514 por D.
Manuel l, que lhe
concedeu foral.
História, religião e
geografia são os
alicerces culturais da
região, com o título de
vila desde 1514, o que
significava, já nessa
época um relativo
desenvolvimento. Nestas
paragens, em que se
começa a fazer a
transição do Minho para
o país duriense, o
passado quer dizer a
igreja do século XVlll,
a velha casa armoriada
do século XVlll, a
igreja românica do
século XlV, os túmulos
de guerreiros, o
cruzeiro seiscentista,
mas também os penedos
com designações que
evocam culturas
anteriores à nossa
História.
A religião é um misto de
cristianismo
profundamente assumido,
sobreposto às crenças
lendárias, às práticas
mágicas propiciatórias
dos antigos cultos das
religiões pré-
históricas. Como na
Serra de Campelo, onde
as grávidas iam esfregar
o ventre na grande pedra
para que ela, lhes
propiciasse um bom parto
e os filhos fossem
perfeitos.
Origem do nome:
«Xavier Fernandes em
Topónimos e Gentílicos
(1944)»: “Lousada é
derivada de Lousa, que
significa lâmina de
pedra, ardósia, e que
parece ser, de origem
céltica ou ibérica,
apresentando-se numa
hipotética forma
latinizada, lausa”.
Lousada
http://www.cm-lousada.pt/VSD/Lousada/
O concelho de Lousada,
integrado na região do
Vale de Sousa, é um
Município fortemente
industrializado, com
relevante destaque para
a indústria têxtil,
embora tenha um cariz
profundamente agrícola,
sobretudo no domínio dos
vinhos verdes e
lacticínios, tem
empresas
agro-indústriais,
bastante desenvolvidas
tecnologicamente.
Em séculos anteriores,
Lousada demonstrou ser
uma região de grande
riqueza, e a prova disso
são as grandes casas e
quintas senhoriais que
remontam aos séculos
XVII e XVIII, a época
áurea da aristocracia
rural.
Com uma população a
rondar os 45 mil
habitantes, na sua
maioria jovens,
distribuídos por cerca
de 95km2,o Concelho de
Lousada dista 35 km do
Porto, a cujo distrito
pertence, confinando com
os Concelhos de
Penafiel,Paredes,Paços
de Ferreira,Santo
Tirso,Vizela,Felgueiras
e A | | | | | |