NOME:
ARTHUR VERONESE FREIRE
Profissão:
Estudante.
Quer falar um pouco da terra
onde mora?
Porto Alegre é bastante
arborizada; tem praças e
parques belíssimos, nos
quais podemos ouvir sabiás
gorjear. Seu crepúsculo no
Gauíba é um cartão postal
extraordinário e fascinante.
Quando começou a escrever?
Em 2008.
Teve a influência de alguém
para começar a escrever?
Sim, da Professora e Poetisa
Ilda Brasil.
Lembra-se do seu 1º trabalho
literário?
Não. Apenas uma vaga
lembrança.
Tem livro (s) impresso (s)
(editora e ano)?
Não. O livro da Turma será
lançado no 2º semestre de
2010.
Projectos Literários para
2010 / 2011?
Sim, o Lançamentos do livro
"Traçando Momentos
Singulares!" e a criação do
Site da Academia de Letras
Machado de Assis, de Porto
Alegre/RS.
Como vão ser editados?
Num primeiro momento,
virtual; depois, impresso.
Tem livro(s) electrónico(s)
(e-books) ?
Sim, o E-Book: "Natal -
Poetas Mirins".
Fale-nos um pouco de si,
como pessoa humana?
Nasci em 8 de janeiro de
1991, em Porto Alegre/RS.
Filho de Lígia Helena
Veronese Freire e Álvaro
Freire. Sou um jovem
honesto; determinado;
compreensivo; paciente e
romântico. Curto música e
integro o Coral da UFRGS.
Como Escritor(a)?
Membro do Conselho Fiscal e
Acadêmico Fundador e Efetivo
da ALMA - Academia de Letras
Machado de Assis, de Porto
Alegre/RS, Cadeira 19,
Patrono: Dias Gomes;
Acadêmico Mirim da AVSPE -
Virtual Sala de Poetas e
Escritores, fundada por
Efigênia Coutinho, Balneário
de Camboriú/SC. Desde 2008,
tenho participado de
promoções literárias da
AVSPE e dos "Elos com
Amigos" da escritora Socorro
Lima Dantas. Normalmente,
retrato minhas emoções e
sentimentos nos meus poemas.
Tem prémios literários?
Não.
Tem Home Page própria (não
são consideradas outras que
simplesmente tenham
trabalhos seus)?
Não.
Conhece as vantagens que os
Autores do CEN têm em ter
seus textos publicados e
Livro (s) electrónicos, nos
nossos sites?
Sim. Participei da Revista
"A Gruta da Poesia" -
Maio/2010.
Que conselho daria a uma
pessoa que começasse agora a
escrever?
Escreva seus poemas e textos
sem medos de expor-se. Leia
com frequência, pois a
leitura enriquece nosso
vocabulário e abre-nos
horizontes literários.
Para terminar este trabalho,
queira fazer o favor de
mandar um pequeno (e
original) trabalho seu (em
prosa ou em verso)?
VERSÕES DE MIM
Arthur Veronese Freire
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Desde pequeno, tento
equilibrar minhas reações
como se fossem malabares.
Quando algum deles cai, não
perco a calma,
apenas fico frustrado,
expondo a minha parte
negativa.
A oposta é totalmente serena
e comportada.
De quando em quando,
apresenta a perplexidade tão
mal desejada,
que sufoca o interior e
deixa a alma instável,
pois são tantas experiências
e conhecimentos
para se absorver que é muito
necessário a presença
em demasia as quais não
devem ser manipuladas
e cair na gandaia, perfeita
prisão do saber.
Evoluirei sobre o céu da
maturidade,
mas o seu apogeu está
distante.
Não hesito em segui-la
porque jamais se recusou
a conduzir-me aos seus
longos e sábios passos.
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CANÇÃO DO EXÍLIO
Arthur Veronese Freire
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Há muito tempo, estou nesta
tempestade de areia,
onde o mar não é constituído
de água,
mas de várias pessoas
estranhas,
que tiram suas próprias
vidas para aniquilar
um grande número de seus
semelhantes.
Como gostaria de retornar
ao meu caro Brasil,
onde a melodia de um
bem-ti-vi
propaga-se no ar sem cessar,
As árvores cantam sem parar,
sobre a regência do maestro
vento.
Agora, resta-me apenas
derramar gélidas lágrimas,
a fim de amenizar a
temperatura daqui
e a nostalgia que arde em
mim.
Utilizarei uma quantidade
incontável de planos
para voltar à minha bela
pátria amada,
venerada, por mim, e seus
filhos.
De que modo pude eu cometer
tamanho erro,
meu rico Brasil?
Eu queria remover a desumana
sentença militar,
mas, ao tardar, vi minha
cidadania evaporar
e guiarem-me a um deserto
sem fim.
Embora minha esperança de
regressar,
ao meu Brasil, esteja
escassa
devido ao meu tumultuado
exílio,
minha desgraça morrerá antes
de mim.
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2010
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