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São João é considerado o Santo mais próximo de
Cristo. Além de ser seu parente de sangue, Jesus foi baptizado por
João nas margens do Jordão.
São João Baptista era filho de Zacarias e de Santa Isabel.
Chamava-se "Baptista" pelo facto de pregar um baptismo de penitência
(cf. Lucas 3,3). João, cujo nome significa "Deus é propício", veio à
luz em idade avançada de seus pais (cf. Lucas 1,36). Parente de
Jesus, foi o precursor do Messias. É João Baptista que aponta Jesus,
dizendo: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é
que eu disse: Depois de mim, vem um homem que passou adiante de mim,
porque existia antes de mim" (João 1,29ss.). De si mesmo deu este
testemunho: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai os
caminhos do Senhor ..." (João 1,22ss.).

Ó meu S. João do Porto,
quando chegas está tudo morto pra nas fogueiras saltar!
Ai, meu S. João do Bolhão e Fontainhas,
das cascatas enfeitadinhas e dos balões pelo ar!... |
São João no Porto (Portugal)
São João - Ribeira
/ Porto
omelhordeportugalestaaqui.blogspot.com
No S. João do Porto não há lugares centrais, não é uma festa dos
bairros populares, é uma festa que se estende por toda a cidade,
embora as Fontaínhas e a Ribeira fossem pólos de atração. Mas eram
apenas sítios onde havia alguma coisa mais do que a rua. Nas
Fontainhas uns carrosséis e farturas e na Ribeira uns bailes. Na
Ribeira havia um baile, que penso único nos anos da ditadura, em que
homens dançavam com homens e onde pontificava o célebre "Carlinhos
da Sé". Os populares da Ribeira impediam qualquer provocação ou
incidente, considerando que aquela noite era de todos e da liberdade
de todos. Era a noite em que se podia fazer tudo e não havia polícia
nas ruas. (Antes do 25 de Abril era também uma noite aproveitada
para distribuir panfletos, a que a PIDE estava cada vez mais
vigilante, embora evitasse dar nas vistas porque com a multidão nada
era seguro).
O ambiente democrático da rua, em que ninguém se livrava de levar
com o alho na cabeça, e onde completos desconhecidos trocavam
cumprimentos e piropos, revelava o carácter muito especial da única
cidade verdadeiramente “burguesa” do país. Trabalhava duro durante o
ano e depois tinha a sua Saturnália, que tomava tão a sério como o
trabalho. No Porto, não havia (e não há) essa coisa de “bairros
populares ”versus “avenidas novas”, nem nobres marialvas e fadistas
que depois dos touros vão para as “casas de tabuinhas” conviver com
apaches e severas, isto para usar os nomes antigos e poupar os
ouvidos sensíveis. No Porto, todos, menos os “ingleses” que nunca se
viam, estavam na rua.

São João no Brasil
São João -
Campina-Grande
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Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calendário brasileiro
são as festas juninas, que animam todo o mês de Junho com muita
música caipira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas em homenagem a
três santos católicos: Santo António, no dia 13, São João no dia 24
e São Pedro no dia 29.
As festas juninas são também um retrato das contribuições culturais
de cada povo à cultura brasileira. No mês de Junho, o país se
converte em um enorme arraial. Misto de quermesse e matrimónio, as
festas juninas são paródias desses dois pontos altos do calendário
de toda cidadezinha que se preze. De uma só vez, a cultura popular
recria, à sua maneira, o casamento e a festa da padroeira.
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de Junho é marcado
pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de
quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez
mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função
dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros.
Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão
passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas
uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas
pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais as realizações de quermesses.
Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios,
sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e
jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente
ocorre durante toda a quermesse.
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Como Santo António é considerado o santo casamenteiro, são comuns as
simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de
Junho, as igrejas católicas distribuem o "pãozinho de Santo
António". Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos
outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As
mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.
Como o mês de Junho é a época da colheita do milho, grande parte dos
doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos
deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz,
pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta
época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bom-bocado,
broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata
doce e muito mais.
Dia de São João e no Recife tem festa até o sol raiar.
O São João do Recife consolida-se como um dos mais autênticos do
Nordeste e segue valorizando a cultura numa festa onde a tradição
anda de mãos dadas com a modernidade, tomada pela diversidade de
ritmos que transformam a cidade.
Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso
no dia 24 de Junho, dia de seu nascimento, as festas são recheadas
de muita dança, em especial o forró.
Caruaru - Pernambuco, é a cidade conhecida como a "CAPITAL DO
FORRÓ".
vivointensamenteascoisasmaissimples.blogspot
Recebe, durante o ciclo Junino, uma multidão que se concentra do
pátio do forró, onde acontecem as diversas apresentações de cantores
regionais e grupos folclóricos. Bacamarteiros, bandas de pífanos,
quadrilhas e sanfoneiros misturam-se ao calor das mais de 20 mil
fogueiras acesas no dia 23, véspera de São João. No "Maior São João
do Brasil", é oferecido o maior cuscuz de milho do mundo e queimada
uma fogueira gigante. Acontece, também, além dos concursos de
quadrilhas, o Festival de Sanfoneiros do Nordeste, o Ônibus do
Forró, o Trem do Forró, a Corrida da Fogueira e do Fogueteiro. Os
principais locais para brincar o São João em Caruaru são: O Pátio do
Forró, a Vila do Forró, o Forrozão, o Pátio de Eventos e o Alto do
Moura, com seus artesãos famosos. A cidade se transforma
completamente num arraial.

Pátio de Eventos
O Pátio de Eventos é constituído por uma grande área para shows na
Vila do Forró. A área dos shows possui um grande palco de 800 m2,
que possibilita ao público assistir às atrações de qualquer ponto do
Pátio de Eventos.
Em Caruaru é possível vivenciar-se todo o clima de uma verdadeira
festa do interior na Vila do Forró. A Vila é uma réplica de um
arruado, com casas simples e coloridas, posto bancário, posto dos
correios, sub-prefeitura, mercearia, igrejinha, forrós pé-de-serra e
restaurantes.
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Entre as casas, há a casa da rainha do milho, da
rezadeira, da parteira, da rendeira, de apresentação de mamulengos,
entre outras personagens do interior. São 1.500 m2 de área
cenográfica construída para oferecer, durante o ano todo, um pouco
do São João de Caruaru. Para a construção da Vila do Forró, foram
pesquisados nos povoados da Zona Rural da região os traços
arquitectónicos e as cores utilizadas pelos pedreiros, sem
orientação acadêmica. Algumas casas da Vila não possuem reboco.

Arte dá mais vida à Vila
A Vila do Forró tem vida. Actores encenam, de forma bem humorada, o
cotidiano de personagens típicos da região, como o padre, as beatas,
a parteira, o soldado de polícia, o poeta, o prefeito e a
primeira-dama, entre outros. O Coronel Ludugero e sua amada Filomena
são personagens de destaque na Vila. Os personagens passeiam pela
Vila e pelo Pátio de Eventos, como se fossem reais. Os turistas que
vão à Vila do Forró participam de um encenação teatral que é uma
interessante atração do São João da Capital do Forró.
Conhecer e brincar o São João de Caruaru é ter a oportunidade de
participar de uma autêntica festa popular, onde as tradições de um
povo são conservadas e vivenciadas. Assistir ao teatro de mamulengo,
ouvir o tiro do bacamarte, acompanhar a bandinha de pífanos,
participar de uma quadrilha, dançar numa ciranda, arrastar o pé ao
som de um trio pé-de-serra, são coisas comuns em Caruaru.
"O Maior São João do Mundo" é um evento anual realizado pela
Prefeitura de Campina Grande, Paraíba (Brasil) durante o mês de
Junho. Trata-se de uma festa junina, ou seja, comemora os dias de
São João através de Shows, danças e quadrilhas.
No nordeste do país, existem muitas festas em homenagem a São João,
que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos,
principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São
João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o
manjericão.
Existe uma lenda que diz que os fogos-de-artifício soltados no dia
24 são para "acordar São João". A tradição acrescenta que ele
adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras
que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a
base arredondada.
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O levantamento do mastro de São João dá-se ao anoitecer da véspera
do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça,
uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos: em
triângulo, com a imagem dos três santos, São João, Santo António e
São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do
Carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.
O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve,
juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair
na véspera do dia, em direção ao local onde será levantado o mastro.
Conta a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança
que lembre as feições do santo.
O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que
realiza as orações e benze o mastro.
Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por
seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.
A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um
rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a
imagem do santo e lava-a com uma cuia, caneca ou concha. Depois da
lavagem, o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma
toalha de linho.
Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos do santo, com o
intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa
olhar a imagem de São João refletida na água, iluminada pelas velas
da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande -
Portugal
Revisão de Carmo Vasconcelos - Lisboa - Portugal
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-mystjohn.org |
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