Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
D. João III
(cognome histórico " O
Piedoso")
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Rei de Portugal e dos Algarves d'Aquém e d'Além Mar em África,
Senhor da Guiné e do Comércio, da Conquista e da Navegação da
Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia |
Nasceu a 06 de Junho de 1502 em Lisboa, faleceu 11de Junho de 1557 em Lisboa
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Bandeira
Imperial - D.JOÃO III |
Neste reinado continuaram os portugueses a percorrer os mares orientais e a
descobrir novas terras. Foram à Nova Guiné e atingiram as costas do Japão,
tendo conquistado as ilhas Molucas, as de Delebes e de Sonda (onde fica
situado Timor).
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Comercio
sec XV e XVI |
D. Nuno da Cunha, governador da Índia, fundou em 1535 a
fortaleza de Dio, que mais tarde sustentou dois cercos, postos pelo rei do
Cambaia. António da Silveira distinguiu-se no primeiro cerco, em 1538.
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fortaleza de Dio |
No segundo, notabilizaram-se D. João de Mascarenhas e,
principalmente, no auxílio que a este prestou, João de Castro, ao tempo
vice-rei da Índia (1546). D. João de Castro marcou também pela nobreza do
seu carácter: Precisando de dinheiro para reconstruir aquela praça, pediu-o
à Câmara de Goa, “entregando como garantia as suas próprias barbas, cujo
elevado penhor lhe fora logo devolvido, acompanhado de palavras honrosas e
da quantia solicitada”.
As terras da Índia tinham sido a constante preocupação dos portugueses, a
quem as suas riquezas (especiarias, pimenta, chá, sedas, etc.) seduziam e
deslumbravam. Do Brasil ninguém cuidava.
D. João lll, porém, guiado por uma intuição feliz, pensou de maneira
diferente. Reconhecendo que o Brasil era manancial de recursos apreciáveis,
tratou logo de os aproveitar. Problema difícil …
Começou por fazer dividir em 1530, as terras em frações de 50 léguas
(chamadas capitanias), medidas ao longo da costa, distribuindo-as em seguida
por colonos portugueses que, pagando à Coroa certos direitos, ficavam com a
obrigação de as cultivar, povoar, defender e evangelizar.
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capitanias hereditárias |
Mais tarde, devido ao aumento da população e a muitos outros
progressos, criou um Governo Geral e nomeou governador Tomé de Sousa, que,
instalando-se na Bahia, fundou em 1549 a cidade de São Salvador, a primeira
capital do Brasil.
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Tomé de Sousa |
Neste reinado, foi estabelecido o Tribunal do Santo Ofício
(ou Inquisição), com assentimento do Papa Paulo lll, por bula de 23 de Maio
de 1536.
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Inquisição |
Destinava-se a impedir os abusos e delitos dos hereges contra
a religião católica, ou a crimes graves contra os bons costumes, e a
castigar aqueles que os praticassem.
D. João III sempre evidenciou uma natural inclinação a favor das letras. A
Universidade, que se encontrava em Lisboa desde o tempo de D. Fernando l,
foi transferida para Coimbra em 1537 e ali se tem conservado até aos dias de
hoje.
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universidade de Coimbra |
O rei favoreceu este estabelecimento de ensino com
importantes reformas: criou-lhe novos estatutos e faculdades, deu-lhe
alojamento apropriado no Paço de Alcácer e contratou para ele distintos
professores nacionais e estrangeiros.
A Companhia de Jesus, criada por Santo Inácio de Loiola, foi introduzida em
Portugal a pedido de D. João lll, em 1540.
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selo da Companhia de Jesus |
Esta instituição, que tinha por objetivo principal difundir a
civilização cristã, prestou a Portugal relevantes serviços, missionando as
terras que íamos descobrindo, protegendo e amparando os humildes, educando,
instruindo e divulgando a Língua Portuguesa. Na Índia, tornou-se notável
pela sua ação evangelizadora, São Francisco Xavier, chamado o “Apóstolo das
Índias”. No Brasil, também se distinguiram alguns missionários, tais como:
os padres Manuel da Nóbrega, Leonardo Nunes e José de Anchieta.
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São Francisco Xavier |
Manuel da Nóbrega |
Leonardo Nunes |
José de Anchieta |
As dificuldades com que lutava D. João lll para a
administrar e manter tão grande império espalhado por todo o mundo, e ainda
as enormes despesas que tanto se faziam na Índia, e depois no Brasil,
levaram o rei a abandonar em África as praças de Safim e Azamor, em 1542;
Alcácer Ceguer e Arzila, em 1549.
Entretanto, como recompensa dos valiosos serviços que prestámos à China
contra os piratas malaios, foi consentido pelos chefes daquele país que os
portugueses ali estabelecessem e fundassem a Colónia de Macau, em 1557.
Os restos mortais de D. João III, encontram-se no mosteiro dos Jerónimos, em
Lisboa.
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mosteiro dos Jerónimos |
Túmulo de D. João
III |
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha
Grande - Portugal
imagens:Wikipédia

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