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O Brasil está situado no
centro-oriental da América do Sul, entre os paralelos de 5º 16’ 19’’ de latitude
Norte e de 33º 45’ 09’’ de latitude Sul e os meridianos 34º 45’ 54’’ e 73º 59’
32’’ W Gr. A linha do equador passa pela cidade de Macapá, no Amapá, e o trópico
de Capricórnio pela cidade de São Paulo. Seus pontos extremos são: a Este, a
ponta de Seixas, no Cabo Branco; a Oeste, as cabeceiras do rio Javari; ao Norte
as nascentes do rio Caburaí; e, ao Sul o arroio Xuí. A distância entre os pontos
extremos N-S é de 4.320 Km e entre os extremos E-O é de 4.328 Km. O Brasil é
abrangido por 4 fusos horários e tem menos de 8% do seu território no hemisfério
norte.
Pelo Tratado de Tordesilhas,
celebrado em 1494, entre Portugal e Espanha, divide o Mundo a partir de um
meridiano 370 léguas a Oeste do arquipélago de Cabo Verde. Essa linha passa na
altura das actuais cidades de Belém do Pará e Laguna, em Santa Catarina.
Portugal fica com as terras a leste e a Espanha, com as terras a oeste. Dessa
forma, os dois países estabelecem os limites dos territórios descobertos durante
a expansão marítima.
Parece ser certo que os
portugueses, quando assinaram este tratado, já sabiam que existia um território
onde se encontra o Brasil.
– Mas como ? Qual dos navegadores
portugueses, aproveitando os ventos Alísios para fugir aos ventos contrários do
Golfo da Guiné, navegasse para Oeste e, em determinada altura tivessem
encontrado, por exemplo, aves ou peixes que não se encontrariam em oceano
aberto, mas sim em plataformas continentais ? – Neste caso, quem teria sido o
navegador ? … Diogo Cão ?... Bartolomeu Dias ? … ou outro … Teria sido Duarte
Pacheco Pereira (*), o primeiro a avistar terras do Brasil, ou, mesmo pisá-las …
? Não se sabe …
Outro factor importante, é o facto
de em 9 de Março de 1500, ter zarpado do Tejo uma esquadra de 13 navios que se
dirigiram (directamente) ao Brasil. E sabemos quantos meses demorava um navio,
nesse tempo, a construir e a aparelhar …
(*)Duarte Pacheco Pereira: Em 1490
vive em Lisboa da pensão real a que o seu título lhe dá direito. Reconhecido
geógrafo e cosmógrafo, em 1498 D. Manuel I encarregou-o de uma expedição
secreta, organizada com o objectivo de reconhecer as zonas situadas para além da
linha de demarcação de Tordesilhas, expedição que teria culminado com o
descobrimento do Brasil.
(Clique sobre a bandeira. Na imagem ampliada o seu "mouse"
o ajudará na identificação)
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A Bandeira
Brasileira foi um projeto de Teixeira
Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos.
O professor Manuel Pereira foi responsável
pela organização das estrelas, e o desenho
foi executado por Décio Villares. O
projeto foi aprovado em 19 de novembro de
1889, através do Decreto nº 4.
A nova bandeira
manteve as tradicionais cores verde e
amarela, uma vez que elas "recordam as
lutas e as vitórias gloriosas do exército
e da armada na defesa da Pátria", e que
"independentemente da forma de governo,
simbolizam a perpetuidade e integridade da
Pátria entre as outras nações."
O amarelo primeiro
apareceu na bandeira do Principado do
Brasil (1645), colorido uma esfera
armilar, que era um dos instrumentos
usados no aprendizado da arte de
navegação, lembrando então a descoberta do
Brasil.
O verde apareceu bem
mais tarde (13 de maio de 1816) na
Bandeira do Reino do Brasil, decretada por
D. Pedro I. A bandeira foi desenhada por
Jean-Baptiste Debret, membro da Missão
Artística Francesa, contratada anos antes
por D. João IV para pintar "as belezas
naturais e humanas do Brasil." D. Pedro
teria afirmado que o verde e o amarelo
representariam "a riqueza e a primavera
eterna do Brasil."
A esfera armilar é
novamente lembrada através da esfera azul
celeste, que representa o céu idealizado.
A faixa branca que atravessa a esfera dá à
mesma a noção de perspectiva. Trata-se da
idealização da linha zodiacal.
A legenda, escrita
em verde, "Ordem e Progresso", é um resumo
do lema de Auguste Comte, criador do
Positivismo, do qual Teixeira Mendes era
adepto. O lema completo era "o amor por
princípio e a ordem por base; o progresso
por fim." Segundo o próprio Teixeira
Mendes, o objetivo do lema era mostrar que
a revolução "não aboliu simplesmente a
monarquia", mas que ela aspirava "fundar
uma pátria de verdadeiros irmãos, dando à
Ordem e ao Progresso todas as garantias
que a história nos demonstra serem
necessárias à sua permanente harmonia."
As estrelas, parte
do "céu idealizado", têm uma história que
se inicia também com a Bandeira do Reino
de D. Pedro I, para honrar as 19
províncias daquele tempo. Quando a
Bandeira Republicana foi criada, as
estrelas representavam os vinte Estados da
República e o Município Neutro. Hoje são
26 Estados e o Distrito.
A disposição das
estrelas deve ser a mesma daquela vista no
céu do Rio de Janeiro nas primeiras horas
da manhã do dia 15 de novembro de 1889,
por isso a presença do Cruzeiro do Sul. No
entanto, vale lembrar a presença da Cruz
na primeira bandeira a chegar em
território brasileiro: a Bandeira da Ordem
Militar de Cristo, símbolo da ordem
militar e religiosa restrita a nobres, que
financiou várias expedições marítimas
portuguesas. Tal ordem possuía uma cruz
vermelha e branca num fundo branco e
estava nas velas das 12 embarcações que
chegaram em terras brasileiras no dia 22
de abril de 1500.
(http://www.brazilhouston.org) |
HINO NACIONAL
Letra de Joaquim Osório Duque
Estrada
Musica de Francisco Manuel da Silva
I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!
Brasil de um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce
Se em teu formoso céu risonho e límpido
A imagem do Cruzeiro resplandece
Gigante pela própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza,
Terra adorada!
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada
Brasil!
II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos lindos campos tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida
Nossa vida no teu seio mais amores
Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
Paz no futuro e glória no passado
Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte,
Terra adorada!
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada
Brasil!
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