HISTÓRIA e Estados do BRASIL

 

(Resumo)

 

República Velha de 1889 a 1930

(República dos coroneis café com leite X tenentismo - da revolta da Armada 1894 à revolta de Copacabana - 1922, à revolução - 1930)

 

Guerra do Contestado - tropas federais

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Dezembro/2006

 

Nilo Peçanha

 

 

 
14 de Junho de 1909 a 15 de Novembro de1910

 

Até esta época,, os grandes grupos políticos, sob a liderança dos governadores estaduais, sobretudo de São Paulo e de Minas Gerais, praticamente impunham os presidentes por eles escolhidos. Na sucessão de Nilo Peçanha, houve a primeira campanha presidencial no Brasil. Havia um candidato oficial, o Marechal Hermes da Fonseca, e outro apoiado por São Paulo, Rui Barbosa. Venceu Hermes da Fonseca.

 

Nilo Peçanha
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nilo_Pe%C3%A7anha
Nilo Procópio Peçanha (Campos dos Goytacazes, 2 de Outubro de 1867 — Rio de Janeiro, 31 de Março de 1924) foi um político brasileiro. Assumiu a presidência da república após o falecimento de Afonso Pena, em 14 de Junho de 1909, e governou até 15 de Novembro de 1910.
Terminou os estudos preliminares em sua cidade. Estudou Direito em São Paulo e depois no Recife, onde se formou. Participou das campanhas abolicionista e republicana. Iniciou sua vida política ao ser eleito para a Assembleia Constituinte em 1890. Em 1903 foi sucessivamente senador e presidente do estado do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo até 1906 quando foi eleito vice de Afonso Pena. Em 1909, com a morte deste, assumiu o cargo de presidente.
Seu governo foi marcado pela agitação política em razão de suas divergências com Pinheiro Machado, líder do Partido Republicano Conservador. Graças à campanha civilista, os conflitos entre as oligarquias estaduais se intensificaram, sobretudo Minas Gerais e São Paulo. Nilo Peçanha criou o Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria, o Serviço de Protecção aos Índios (SPI) e inaugurou no Brasil o ensino técnico. Passou pela crise da Primeira Guerra Mundial e iniciou o saneamento básico da Baixada Fluminense.
Ao fim do seu mandato, retornou ao Senado e em dois anos depois foi novamente eleito governador do Estado do Rio de Janeiro. Renunciou a este cargo em 1917 para assumir a pasta de Relações Exteriores. Em 1918 foi novamente eleito senador e em 1921 encabeçou a chapa do Movimento Reacção Republicana, que tinha como objectivo contrapor o liberalismo político contra a política das oligarquias estaduais.
Faleceu em 1924, no Rio de Janeiro, afastado da vida política.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal

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Hermes Fonseca

 

 


15 de Novembro de 1910 a 15 de Novembro de 1914

 

Hermes Fonseca, iniciou o seu governo procurando criar um novo sistema que modificasse as bases do poder civil e dos grandes Estados, através do que se chamou de “política das salvações nacionais”. Todavia, o seu governo foi muito conturbado e impopular. Teve de enfrentar a Revolta dos Marinheiros, a Revolta dos Fuzileiros Navais e, uma revolta no Ceará, comandada pelo padre Cícero Romão Batista.

A Revolta da Chibata ( ou revolta dos Marinheiros) em 1910, ocorre em unidades da Marinha brasileira no Rio de Janeiro. Os rebelados querem o fim dos castigos corporais na Marinha, pela comummente aplicada por oficiais brancos aos marinheiros negros. Eles querem também o cumprimento da lei de aumento dos seus vencimentos, a redução da jornada de trabalho e a concessão de amnistias. Grupos de marinheiros liderados pelo gaúcho João Cândido assumem o controlo de algumas embarcações da Marinha de Guerra, ancoradas na Baía de Guanabara, na madrugada de 22 para 23 de Novembro de 1910. O governo do presidente Hermes da Fonseca promete, inicialmente, atender às reivindicações, mas acaba mesmo recusando a amnistia para os rebeldes, prendendo e deportando muitos deles para diversas regiões do Brasil. João Cândido vai para as masmorras da Marinha.

Em 1911, dá-se um confronto armado entre as oligarquias cearenses e o governo federal, conhecido como Revolta de Juazeiro. O conflito tem início quando o padre Cécero Romão Batista, eleito prefeito de Juazeiro do Norte com o apoio dos grandes fazendeiros locais, promove o chamado pacto dos coronéis para assegurar a permanência da família Acioli no governo cearense. Dezassete dos principais chefes políticos da região do Cariri forçam a Assembleia Legislativa a rejeitar o nome de Franco Rabelo, escolhido pelo presidente Hermes da Fonseca para governar o Estado do Ceará. Para garantir a decisão, os fazendeiros armam centenas de sertanejos, que rumam para Salvador, onde são contidos por forças federais. Franco Rabelo renuncia e o presidente da República nomeia o general Saturnino de Carvalho mediador do estado. O padre Cícero aumenta a sua influência sobre a população que o considera santo milagroso. Após a sua morte, em 1934, essa fama espalha-se pelo norte do Brasil.

 

Hermes da Fonseca
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermes_da_Fonseca
Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca (São Gabriel, 12 de Maio de 1855 – Petrópolis, 9 de Setembro de 1923) foi um militar e político brasileiro. Foi Presidente do Brasil entre 1910 e 1914. Era sobrinho de Manuel Deodoro da Fonseca, sendo seus pais o capitão Hermes Ernesto da Fonseca e Rita Rodrigues Barbosa da Fonseca.
Hermes da Fonseca ingressou na Escola Militar aos dezasseis anos. Quando se formou serviu como ajudante de ordens do Conde D'Eu. Foi convidado pelo tio para ser ajudante-de-campo e secretário militar após a Proclamação da República. Desempenhou vários cargos governamentais até se tornar Ministro do Exército durante o governo de Campos Sales.
Quando Afonso Pena se elegeu manteve Hermes da Fonseca no ministério, até que esse pediu demissão devido à discussão na Câmara sobre a participação dos militares na vida política do país. Lançou sua candidatura em oposição a Rui Barbosa e pela primeira vez no regime republicano se instalou um clima de campanha eleitoral com a disputa entre civilistas e hermistas. Com o convite de Nilo Peçanha para que retornasse ao cargo no ministério, Hermes da Fonseca se fortaleceu e venceu as eleições de 1910.
Apesar de ser bastante popular quando eleito, ao ter de lidar com o primeiro problema grave de sua gestão, a Revolta da Chibata, sua imagem ficou abalada rapidamente. Para conter o movimento ordenou o bombardeio aos portos. Logo outra revolta veio conturbar o seu governo, a Guerra do Contestado, que não chegou a ser debelada até o fim de seu governo. O mandato de Hermes da Fonseca, que terminou em 1914, caracterizou-se no quadro político principalmente pela Política das Salvações. Além disso, o governo teve que negociar outro "funding-loan" (negociado antes por Campos Sales), pois a situação financeira do Brasil não andava bem.
Depois do mandato presidencial elegeu-se senador pelo Rio Grande do Sul, mas renunciou antes de iniciar o mandato, partindo para a Europa e só retornando em 1920. Durante o governo de Epitácio Pessoa foi preso como presidente do Clube Militar devido a uma conspiração militar arquitectada contra o governo. Foi solto seis meses depois.

 

 

Revolta da Chibata


http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_da_Chibata
A Revolta da Chibata eclodiu a 22 de Novembro de 1910 na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, Brasil.
Na ocasião, dois mil marinheiros da Marinha do Brasil se rebelaram contra a aplicação dos castigos físicos a eles impostos como punição, ameaçando bombardear a então capital, a cidade do Rio de Janeiro.
Antecedentes
Os castigos físicos, abolidos na Marinha do Brasil um dia após a Proclamação da República, foram restabelecidos um ano depois, estando previstas:
Para as faltas leves, prisão e ferro na solitária, a pão e água; faltas leves repetidas, idem, por seis dias; faltas graves, 25 chibatadas.
Os marinheiros nacionais, em contacto quotidiano com as marinhas de países mais desenvolvidos, principalmente a Royal Navy, não podiam deixar de notar que as mesmas não mais adoptavam esse tipo de punição em suas belonaves, considerada como degradante.
Durante viagem do couraçado Minas Gerais, capitânia da Armada, com destino ao Rio de Janeiro, um marinheiro, Marcelino Rodrigues Menezes, por ter ferido um cabo com uma navalha, havia sido punido, não com as 25 chibatadas regulamentares, e sim com 250, na presença da tropa formada, ao som de tambores. O rigor dessa punição, considerada desumana, provocou a indignação da tripulação e desencadeou o movimento.
A revolta: Uma semana depois, já na Baía de Guanabara, na noite de 22 de Novembro, os marinheiros do Minas Gerais se amotinaram, mataram quatro oficiais (entre os quais o comandante), obtendo a adesão do couraçado São Paulo (o segundo maior navio da Armada à época) e de mais seis embarcações ancoradas na baía de Guanabara. Foi então emitindo um ultimato no qual ameaçavam abrir fogo sobre a então capital:
O governo tem que acabar com os castigos corporais, melhorar nossa comida e dar amnistia a todos os revoltosos. Senão, a gente bombardeia a cidade, dentro de 12 horas. (João Cândido, líder da revolta)
Surpreendido e sem capacidade de resposta, quatro dias mais tarde o governo de Hermes da Fonseca declarou aceitar as reivindicações dos amotinados, abolindo os castigos físicos e amnistiando os revoltosos que se entregassem. Estes, então, depuseram armas e entregaram as embarcações. Entretanto, dois dias mais tarde, os revoltosos foram expulsos da Marinha.
No início de Dezembro, a eclosão de um novo levante entre os marinheiros, agora na ilha das Cobras, foi duramente reprimida pelas autoridades, tendo centenas sido detidos na ocasião. Entre os detidos nos calabouços da Fortaleza da Ilha das Cobras, dezasseis vieram a falecer tragicamente em uma das celas subterrâneas. Cento e cinco foram desterrados para trabalhos forçados nos seringais da Amazónia, tendo sete destes sido fuzilados nesse trânsito.
Apesar de se declarar contra a manifestação, João Cândido também foi expulso da Marinha, sob a acusação de ter favorecido os rebeldes. O Almirante Negro, como foi chamado pela imprensa, foi um dos sobreviventes à detenção na ilha das Cobras, e foi internado no Hospital dos Alienados em Abril de 1911, como louco e indigente. Ele e os companheiros só seriam absolvidos das acusações em 1912.

 

 

Padre Cícero Romão Batista


http://pt.wikipedia.org/wiki/Padre_C%C3%ADcero
Proibido de celebrar, Padre Cícero ingressou na vida política. Como explicou no seu Testamento, o fez para atender aos insistentes apelos dos amigos e na hora em que os juazeirenses esboçavam o movimento de emancipação política.
Conseguida a independência de Juazeiro, em 22 de Julho de 1911, Padre Cícero foi eleito Prefeito do recém-criado município. Além de Prefeito, também ocupou a Vice-Presidência do Ceará. Sobre sua participação na Revolução de 1914 ele afirmou categoricamente que a chefia do movimento coube ao Dr. Floro Bartolomeu da Costa, seu grande amigo. A Revolução de 1914 foi planejada pelo Governo Federal com o objectivo de depor o Presidente do Ceará Cel. Franco Rabelo. Com a vitória da Revolução, Padre Cícero reassumiu o cargo de Prefeito, do qual havia sido retirado pelo governo deposto, e seu prestígio, cresceu. Sua casa, antes visitada apenas por romeiros, passou a ser procurada também por políticos e autoridades diversas.
Era muito grande o volume de correspondências que Padre Cícero recebia e mandava. Não deixava nenhuma carta, mesmo pequenos bilhetes, sem resposta, e de tudo guardava cópia.
Com respeito a Lampião, Padre Cícero o viu apenas um vez, em 1926. Aconselhou-o a deixar o cangaço, e nunca lhe deu a patente de Capitão, como foi dito em alguns livros.
Importância: Padre Cícero é o maior benfeitor de Juazeiro e a figura, mais importante de sua história. Foi ele quem trouxe para Juazeiro as Ordens dos Salesianos e dos Capuchinhos; doou os terrenos para construção do primeiro campo de futebol e do aeroporto; construiu as capelas do Socorro, de São Vicente, de São Miguel e a Igreja de Nª Sª das Dores; incentivou a fundação do primeiro jornal local (O Rebate); fundou a Associação dos Empregados do Comércio e o Apostolado da Oração; realizou a primeira exposição da arte juazeirense no Rio de Janeiro; incentivou e dinamizou o artesanato artístico e utilitário, como fonte de renda; incentivou a instalação do ramo de ourivesaria; estimulou a expansão da agricultura, introduzindo o plantio de novas culturas; contribuiu para instalação de muitas escolas, inclusive a famosa Escola Normal Rural e o Orfanato Jesus Maria José; socorreu a população durante as secas e epidemias, prestando-lhe toda assistência e, finalmente, projectou Juazeiro no cenário político nacional, transformando um pequeno lugarejo na maior e mais importante cidade do interior cearense.
Os bens que recebeu por doação, durante sua quase secular existência, foram doados à Igreja, sendo os Salesianos seus maiores herdeiros.
Ao morrer, no dia 20 de Julho de 1934, aos 90 anos, seus inimigos gratuitos apregoaram que, morto o ídolo, a cidade que ele fundou e a devoção à sua pessoa acabariam logo. Enganaram-se. A cidade prosperou e a devoção aumentou. Até hoje, todo ano, religiosamente, no Dia de Finados, uma. grande multidão de romeiros, vindos dos mais distantes locais do Nordeste, chega a Juazeiro para uma visita ao seu túmulo, na Capela do Socorro.
Padre Cícero é uma das figuras mais biografadas do mundo. Sobre ele, existem mais de duzentos livros, sem falar nos artigos que são publicados frequentemente na imprensa. Ultimamente sua vida vem sendo estudada por cientistas sociais do Brasil e do exterior.
Não foi canonizado pela Igreja, porém é tido como santo por sua imensa legião de fiéis espalhados pelo Brasil.
O binómio oração e trabalho era o seu lema. E Juazeiro é o seu grande e incontestável milagre.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

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Venceslau Brás

 

 


15 de Novembro de 1914 a 15 de Novembro de 1918

 

O governo assumido por Venceslau Brás, em 1917, determinou a participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial, ao lado dos Aliados. A guerra provocou no Brasil um surto de desenvolvimento industrial e económico, bem como de expansão urbana.

Entre 1912 e 1916, ocorre um violento conflito social no Contestado, região oeste de Santa Catarina e Paraná, disputada pelos dois Estados. Em 1912, um grande contingente de famílias pobres procura terra e trabalho na região. São desempregados do caminho de ferro recém construída, ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul, ou gente expulsa das terras à beira do caminho de ferro, concedidas pelo governo a companhias colonizadoras e madeireiras. Nesse ano aparece por lá o monge José Maria, pregador e curandeiro que atrai camponeses para Taquaruçu. Expulsos de lá, eles se instalam na vila do Irani, no centro da região do Contestado. O monge morre em combate e surge a crença em seu redor. Em 1915, os lideres dessa irmandade político-religiosa lançam um manifesto monarquista e anunciam a guerra santa contra os coronéis, as companhias de terras e o governo. Em 1916 a luta, que envolve 20 mil revoltosos, termina com a intervenção do Exército, que deixa por terra 3 mil mortos. Os governos dos Estados do Paraná e de Santa Catarina assinam acordes de limites, e a disputa territorial acaba.

 

Venceslau Brás
http://pt.wikipedia.org/wiki/Venceslau_Br%C3%A1s
Venceslau Brás Pereira Gomes  (São Caetano da Vargem Grande, 26 de Fevereiro de 1868 — Itajubá, 15 de Maio de 1966) foi um advogado e político brasileiro; presidente do Brasil entre 1914 e 1918, com um pequeno afastamento de um mês em 1917 por motivo de doença. Seu vice-presidente foi Urbano Santos da Costa Araújo.
Nascido na então São Caetano da Vargem Grande, hoje Brasópolis, Venceslau Brás obteve o diploma de bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1890. De volta a Minas Gerais, foi advogado e promotor público em Monte Santo, presidiu a Câmara Municipal de Jacuí, e a seguir foi deputado estadual. Entre 1898 e 1902 foi secretário do Interior, Justiça e Segurança Pública do Estado. Elegeu-se então deputado federal (chegando a líder da bancada mineira) em 1903.
Em 1910 é eleito vice-presidente ao lado de Hermes da Fonseca. Em 1914, ao término do mandato deste, seu nome foi proposto como medida reconciliatória entre Minas Gerais, São Paulo e os outros Estados, tornando-se ele próprio presidente. Candidato único, logo de início teve de combater a Guerra do Contestado (crise herdada do governo anterior) e, após debelar a revolta, mediou a disputa de terras entre os Estados do Paraná e Santa Catarina, tendo sido um dos factores a dar origem ao conflito. Enfrentou também diversas manifestações militares, entre elas a Revolta dos Sargentos, que envolvia sub-oficiais e sargentos.
Promulgou o primeiro Código Civil brasileiro, que entrou em vigor em 1 de Janeiro de 1916 (no entanto, em 2002, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso foi promulgado um novo código civil, tendo entrado em vigor em 2003).
O torpedeamento de navios brasileiros, em 26 de Outubro de 1917, por submarinos alemães, levou o Brasil a entrar na Primeira Guerra Mundial. Os navios brasileiros à procura de submarinos alemães travaram a Sangrenta Batalha do Toninhos, confundindo essa espécie de boto como seus inimigos, mataram dezenas deles.
Devido às dificuldades em importar produtos manufacturados da Europa durante o seu mandato, causadas pela guerra, Venceslau Brás incentivou a industrialização nacional. Faleceu em 15 de Maio de 1966, em Itajubá, com 98 anos, sendo o mais longínquo de todos os presidentes brasileiros.

 

 

Revolta da Chibata - caboclos


http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Contestado
A Guerra do Contestado, em linhas gerais, foi um conflito armado, entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre Outubro de 1912 a Agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira pretendida pelos Estados do Paraná, Santa Catarina e até mesmo pela Argentina. A Guerra do Contestado teve origem em conflitos sociais latentes na região, fruto dos desmandos locais, em especial no tocante à regularização da posse de terras por parte dos caboclos. Representando, ao mesmo tempo, a insatisfação da população com sua situação material, o conflito era permeado pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte do caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.
Preliminares: o poder dos Monges
Para entender-se bem a Guerra Sertaneja do Contestado, é preciso voltar um pouco no tempo e resgatar o valor da figura de três monges da região. O primeiro monge que galgou fama foi João Maria, um homem de origem italiana, que peregrinou pregando e atendendo doentes de 1844 a 1870. Fazia questão de viver uma vida extremamente humilde, e sua ética e forma de viver arrebanhou milhares de crentes, reforçando o messianismo colectivo. Sublinhe-se, porém, que não exerceu influência directa nos acontecimentos da Guerra do Contestado que ocorreria posteriormente. João Maria morreu em 1870, em Sorocaba, Estado de São Paulo.
O segundo monge também adoptou o cognome (alcunha) de João Maria, mas seu verdadeiro nome era Atanás Marcaf, provavelmente de origem síria. Aparece publicamente com a Revolução Federalista de 1893, partidário dos maragatos, mostrando uma postura firme e uma posição messiânica. Chegou, inclusive, a fazer previsões sobre os fatos políticos da sua época. Actuava na região entre os rios Iguaçu e Uruguai. É de destacar a sua influência inquestionável sobre os crentes, a ponto de estes esperarem a sua volta através da ressurreição, após seu desaparecimento em 1908.
As entrelinhas do que estava por vir estavam se amarrando entre si. A espera dos fiéis acaba em 1912, quando apareceu publicamente a figura do terceiro monge. Este era conhecido inicialmente como um curandeiro de ervas, tendo se apresentado com o nome de José Maria de Santo Agostinho, ainda que, de acordo com um laudo da polícia da Vila de Palmas, Estado do Paraná, ele fosse, na verdade, um soldado desertor condenado por estupro, de nome Miguel Lucena de Boaventura.
Como ninguém conhecia ao certo a sua origem, como aparentava uma vida recta e honesta, não lhe foi difícil granjear em pouco tempo a admiração e a confiança do povo. Um dos fatos que lhe granjearam fama foi a presunção de ter ressuscitado uma jovem (provavelmente apenas vítima de catalepsia patológica). Teria também curado a esposa do coronel Francisco de Almeida, vítima de uma doença incurável. Com este episódio, o monge ganha ainda mais fama e credibilidade ao rejeitar terras e uma grande quantidade de ouro que o coronel, agradecido, lhe queria oferecer.
A partir daí, José Maria passa a ser considerado santo: um homem que veio à terra apenas para curar e tratar os doentes e necessitados. Metódico e organizado, estava muito longe do perfil dos curandeiros vulgares. Sabia ler e escrever e anotava em seus cadernos as propriedades medicinais das plantas encontradas na região. Com o consentimento do coronel Almeida, montou no rancho de um dos capatazes o que chamou de farmácia do povo, onde fazia o depósito de ervas medicinais que utilizava no atendimento diário, até horas tardias da noite, a quem quer que o visitasse.
Estopim aceso: O estopim ainda estava por acender. Uma empresa estrangeira foi, então, designada para terminar a construção da estrada de ferro que tinha sido iniciada em 1890 por intermédio do engenheiro João Teixeira Soares. Esta ferrovia iria ligar as cidades de São Paulo a Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Com a desistência do engenheiro Teixeira, a concessão desta estrada foi transferida, em 1908, para a Brazil Railway Company, uma empresa norte-americana pertencente a Percival Farquhar.
Além do direito de terminar as obras, ganhou do governo o direito de explorar uma faixa de 30 quilómetros, 15 quilómetros de cada lado da ferrovia. A Companhia desapropriou legalmente as terras que a margeavam e ofereceu trabalho no canteiro de obras da ferrovia às famílias de posseiros que foram desapropriados. Ao mesmo tempo, a concessão garantia que outra empresa coligada ao consórcio, a Southern Brazil Lumber & Colonization, passasse a explorar e comercializar a madeira da região, com o direito de revender as terras desapropriadas ao longo da ferrovia.
Enquanto houve serviço, tudo foi bem. Calcula-se que cerca de 8000 homens trabalharam nas obras da estrada de ferro: trabalhadores provenientes da população urbana do Rio de Janeiro, de Santos, Salvador e Recife, com fé na promessa de muitas vantagens e altos salários.
Quando as obras terminaram, uma população enorme de camponeses ficou sem ter o que fazer e para onde ir. Situação idêntica à de um grande número de trabalhadores de fora que não retornaram às cidades de origem porque foram apenas demitidos pela companhia que não honrou o compromisso de os levar de volta quando chegasse o fim dos trabalhos.
Esta situação era semelhante à dos camponeses expulsos de suas terras por parte de poderosas empresas madeireiras que também vinham se instalando na região. Neste contexto de miséria e pobreza entre os caboclos, entrou em cena o monge santo, que inflamaria os habitantes do território contestado contra a situação que estavam enfrentando e contra a ocupação e exploração de terras por parte de empresas estranhas à região.
Os confrontos se iniciam: Os camponeses que tinham perdido o direito às terras que ocupavam e os trabalhadores que foram demitidos pela companhia da estrada de ferro decidiram, então, ouvir a voz do monge João Maria, sob o comando do qual organizaram uma comunidade. Resultando infrutíferas quaisquer tentativas de retomada das terras, que até o início das obras eram oficialmente terras devolutas, cada vez mais passou-se a contestar a desapropriação. Uniram-se ao grupo diversos fazendeiros que, por conta da concessão, estavam perdendo terras para o grupo de Farquhar, bem como para os coronéis manda-chuvas da região.
A união destas pessoas em torno de um ideal comum levou à sua organização, com funções distribuídas entre si, e ao fortalecimento do grupo. O messianismo adquiria corpo. A vida era comunitária, com locais de culto e procissões. Tudo pertencia a todos. O comércio convencional foi abolido, sendo apenas permitidas trocas. Segundo as pregações do líder, o mundo não duraria mais 1000 anos e o paraíso estava próximo. Ninguém deveria ter medo de morrer porque ressuscitaria após o combate final. É de destacar a importância atribuída às mulheres nesta sociedade. A virgindade era particularmente valorizada.
O santo monge João Maria rebelou-se, então, contra a recém formada república brasileira e decidiu dar status de governo independente à comunidade que comandava. Para ele, a República era a "lei do diabo". Nomeou Imperador do Brasil um fazendeiro analfabeto, nomeou a comunidade de "Quadro Santo" e criou uma guarda de honra constituída por 24 cavaleiros que intitulou de "Doze Pares de França", numa alusão à cavalaria de Carlos Magno na Idade Média.
Os camponeses uniram-se a este, fundando alguns povoados, cada qual com seu santo. Cada povoado seria como uma Monarquia Celeste, com ordem própria, à semelhança do que António Conselheiro fizera em Canudos.
Estar junto ao monge passou a ser considerado especialmente prestigiante. O monge é, então, convidado para participar da festa do Senhor do Bom Jesus, na localidade de Taquaruçu (município de Curitibanos). Segue acompanhado de cerca de 300 fiéis. Terminada a festa, o monge se demorou nesta localidade atendendo a quem quer que viesse em seu encontro, receitando remédios e fazendo curas.
Desconfiado com o que acontecia em Taquaruçú, e com medo de perder o mando da situação local em Curitibanos, o coronel Francisco de Albuquerque, rival do coronel Almeida, envia um telegrama para a capital do Estado pedindo auxílio contra rebeldes que proclamaram a monarquia em Taquaruçú.
Primeiras mortes: O governo brasileiro, então comandado pelo Marechal Hermes da Fonseca, responsável pela Política das Salvações, caracterizada por intervenções político-militares que em diversos Estados do país pretendiam eliminar seus adversários políticos, sentiu indícios de insurreição neste movimento e decidiu reprimi-lo, enviando tropas para acalmar os ânimos.
Antevendo o que estava por vir, José Maria parte imediatamente para a localidade de Irani com todo o séquito carente que o acompanhava. Irani, nesta época, pertencia a Palmas, cidade que estava na jurisdição do Paraná. Como Paraná e Santa Catarina tinham questões jurídicas não resolvidas por conta das divisas de seu território, o Paraná viu nessa grande movimentação de pessoas uma estratégia de ocupação daquelas terras por parte do Estado vizinho de Santa Catarina.
A guerra do Contestado inicia-se neste ponto: em defesa das terras paranaenses, várias tropas do Regimento de Segurança do Paraná são enviadas para o local, a fim de obrigar os invasores a voltar para Santa Catarina. Estamos em Outubro de 1912.
Mas as coisas ocorrem bem diferente do planejado. Tem início um confronto sangrento entre tropas do governo e fiéis do Contestado no lugar chamado Banhado Grande. Ao término da luta, estão sem vida dezenas de pessoas, de ambos os lados, e grande quantidade de material bélico do Paraná passa para a mão dos revoltosos. Morreram no confronto o coronel João Gualberto, que comandava as tropas, e também o monge José Maria, mas os partidários do contestado tinham conseguido a sua primeira vitória.
José Maria é enterrado com tábuas pelos seus fiéis, a fim de facilitar a sua ressurreição, já que os caboclos acreditavam que este ressuscitaria acompanhado de um Exército Encantado, vulgarmente chamado de Exército de São Sebastião, que os ajudaria a fortalecer a Monarquia Celeste e a derrubar a República, que cada vez mais acreditava-se ser um instrumento do diabo, dominado pelas figuras dos coronéis.
 Mais confrontos, ataques e contra-ataques: Em 8 de Fevereiro de 1914, numa ação conjunta de Santa Catarina, Paraná e governo federal, é enviado a Taquaruçu um efectivo de 700 soldados, apoiados por peças de artilharia e metralhadoras. Estes logram êxito na empreitada, incendeiam completamente o acampamento dos jagunços, mas sem muitas perdas humanas, já que os caboclos e fiéis da causa do Contestado se refugiaram em Caraguatá, local de difícil acesso e onde já viviam cerca de 2000 pessoas.
Os fiéis que mudaram para Caraguatá eram chefiadas por Maria Rosa, uma jovem com 15 anos de idade, considerada pelos historiadores como uma Joana D'Arc do sertão, já que "combatia montada em um cavalo branco com arreios forrados de veludo, vestida de branco, com flores nos cabelos e no fuzil". Após a morte de José Maria, Maria Rosa afirmava receber, espiritualmente, ordens do mesmo, o que a fez assumir a liderança espiritual e militar de todos os revoltosos, então cerca de 6000 homens.
De Março a Maio outras expedições foram realizadas, porém todas sem sucesso. Em 9 de Março de 1914, embaladas pela vitória de Taquaruçú, que tinham destruído completamente, as tropas cercam e atacam Caraguatá, mas aí o desastre é total. Fogem em pânico perseguidos pelos revoltosos. Esta nova vitória enche os contestadores de ânimo. O fato repercute em todo o interior, trazendo para o reduto ainda mais pessoas com interesses afins, mas também repercute muito mal frente ao governo e aos órgãos legalmente constituídos.
Como cada vez mais pessoas engajavam-se abertamente ao movimento, piquetes foram formados pelos fiéis para o arrebanhamento de animais da região a fim de suprir as necessidades alimentícias do núcleo de Caraguatá. São então fundados os redutos de Bom Sossego e de São Sebastião. Só neste último se aglomeravam cerca de 2000 pessoas.
Além de colocar em prática técnicas de guerrilha para a defesa dos ataques do governo, os fanáticos passaram ao contra-ataque. Em 1° de Setembro lançaram um documento que intitulou-se Manifesto Monarquista, deflagrando-se, a partir de então, o que chamavam de a Guerra santa, caracterizada por saques e invasões de propriedades de coronéis e por um discurso que exigia pobreza e cobrava exploração ao máximo da República.
Invadiam as fazendas dos coronéis tomando para si tudo o que precisavam para suprir as necessidades do reduto. Além disso, amparados nas vitórias que tiveram, atacaram várias cidades, como foi o caso de Curitibanos, onde o alvo eram invariavelmente os cartórios, locais onde se encontravam os registros das terras que antes a eles pertenciam. Não bastando incendiar os cartórios, num outro ataque na localidade de Calmon, destruíram completamente a segunda serraria da Lumber, uma das empresas que vieram de fora para explorar a madeira da faixa de terra de 30 quilómetros (15 quilómetros de cada lado) às margens da ferrovia.
O controle começa a mudar de lado: Com a ordem social cada vez mais caótica na região, o governo central designa o general Carlos Frederico de Mesquita, veterano de Canudos, para comandar uma ação contra os rebeldes. Inicialmente tenta, sem êxito, um acordo para dispensar os revoltosos; a seguir ataca duramente Santo António, obrigando os rebeldes a fugir. O reduto de Caraguatá, que antes vira as tropas do governo fugirem perseguidas por revoltosos, tem agora de ser abandonada às pressas pelos mesmos revoltosos devido a uma grande epidemia de tifo. Considerando, equivocadamente, dispersos os revoltosos, o general Mesquita dá a luta por encerrada.
Mas a calmaria terminaria logo. Os revoltosos rapidamente se reagrupam e se organizam na localidade de Santa Maria, intensificando os ataques: tomam e incendeiam a estação de Calmon; dizimam a vila de São João (Matos Costa), atacam Curitibanos e ameaçam Porto União da Vitória, cuja população abandona a cidade em desespero.
Os boatos chegam até Ponta Grossa e dizem que os revoltosos e seu exército pretendem marchar até o Rio de Janeiro para depor o Presidente. Os rebeldes já dominam, nesta altura dos acontecimentos, cerca de 25000 km² da região do Contestado.
O governo federal joga uma outra, e ainda mais dura, cartada: nomeia o general Setembrino de Carvalho para o comando das operações contra os Contestadores. Então, em Setembro de 1914, chefiando cerca de 7000 homens e com ordens de sufocar a rebelião e pacificar a região a qualquer custo, chega a Curitiba o general Setembrino de Carvalho. A primeira e mais imediata providência foi restabelecer as ligações ferroviárias e guarnecer as mesmas para evitar que fossem novamente atacadas. Como apoio de operações de guerra, pela primeira vez na história da América Latina foram usados 2 aviões para fins de reconhecimento que não chegaram a efectivar o seu emprego no Teatro de Operações, devido a um acidente, envolvendo o então piloto tenente Kirk.
Astutamente, Setembrino envia um manifesto aos revoltosos no qual garantia a devolução de terras para quem se entregasse pacificamente. Garantia também, por outro lado, um tratamento hostil e severo para quem resolvesse continuar em luta contra o governo.
Mudança de estratégia: Com o passar do tempo, Setembrino adopta uma nova postura de guerra, evitando o combate directo, que era o que os revoltosos esperavam e para o que estavam se preparando, optando, pelo contrário, por cercar o reduto dos fanáticos com tropas por todos os lados, evitando que entrassem ou saíssem da região onde estavam. Para isto, o general dividiu seu efectivo em quatro alas com nomes dos quatro pontos cardeais, norte, sul, leste e oeste e, gradativamente, foi avançando e destruindo qualquer resistência que encontrasse pelo caminho.
Com esta nova estratégia, rapidamente começou a faltar comida nos acampamentos dos revoltosos. Isto teve como consequência imediata a rendição de dezenas de caboclos. Contudo, a maioria dos que se entregavam eram velhos, mulheres e crianças - talvez uma contra-estratégia dos fiéis para que sobrasse mais comida aos combatentes que ficaram para trás e que ainda defenderiam a causa.
Neste ponto da guerra do Contestado, começa a se destacar a figura de Deodato Manuel Ramos, vulgo "Adeodato", considerado pelos historiadores como o último líder dos Contestadores. Adeodato transfere o núcleo dos revoltosos para o vale de Santa Maria, que contava ainda com cerca de 5000 homens. Só que aí, à medida que ia faltando o alimento, Adeodato passa a revelar-se cada vez mais autoritário, não aceitando a rendição. Aos que se entregavam, aplicava sem dó a pena capital: a morte.
Cerco fechado, sem pressa e deixando os revoltosos nervosos lutarem contra si mesmos, em 8 de Fevereiro de 1915 a ala Sul, comandada pelo tenente-coronel Estillac, chega a Santa Maria. De um lado as forças do governo, bem armadas, bem alimentadas, de outro, rebeldes também armados, é verdade, mas famintos e sem ânimo para resistir muito tempo. A luta inicial é intensa e, à noite, o tenente-coronel ordena a retirada, afinal, já contabilizara só no seu lado 30 mortos e 40 feridos. Novos ataques e recuos ocorreram nos dias seguintes.
Em 28 de Março de 1915,o capitão Tertuliano Potyguara parte da vila de Reinchardt com 710 homens em direcção a Santa Maria, perdendo só em emboscadas durante o trajeto, 24 homens. Depois de vários confrontos, num deles Maria Rosa, a líder espiritual dos rebeldes, morre às margens do rio Caçador. Em 3 de Abril, as tropas de Estillac e Potyguara avançam juntas e ordenadas para o assalto final a Santa Maria, onde restavam apenas alguns combatentes já quase mortos pela fome.
Em 5 de Abril, depois do grande assalto a Santa Maria, o general Estillac registra que "tudo foi destruído, subindo o número de habitações destruídas a 5000 (...) as mulheres que se bateram como homens foram mortas em combate (...) o número de jagunços mortos eleva-se a 600. Os redutos de Caçador e de Santa Maria estão extintos. Não posso garantir que todos os bandidos que infestam o Contestado tenham desaparecido, mas a missão confiada ao exercito está cumprida". Os rebeldes sobreviventes se dispersaram em muitas cidades.
Em Dezembro de 1915 o último dos redutos dos revoltosos é devastado pelas tropas de Setembrino. Adeodato foge, vagando com tropas no seu encalço. Consegue, no entanto, escapar de seus perseguidores e, como foragido, ficou ainda 8 meses escondendo-se pelas matas da região. Mas a fome e o cansaço, além de uma perseguição sem trégua, fizeram com que Adeodato se rendesse. Encerrava-se então, em Agosto de 1916, com a prisão de Adeodato, a Guerra do Contestado.
Adeodato foi capturado e condenado a 30 anos de prisão. Entretanto, em 1923, 7 anos após ter sido preso, Adeodato é morto pelo próprio director da cadeia numa tentativa de fuga.
Na data de 12 de Outubro de 1916, os governadores Filipe Schimidt (de Santa Catarina) e Afonso de Camargo (do Paraná) assinaram um acordo e o município de Campos de Irani passou a chamar-se Concórdia.

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

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(Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal)
 

 

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