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TEMPLÁRIOS
Sua Grandeza e seu
Declínio
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Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro |

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A Ordem Militar dos Templários foi
fundada em 1119 por
Hugues
de Payns com o nome de “Pobres Cavaleiros do Cristo”. No seu início,
dedicou-se à protecção dos peregrinos da Terra Santa. Foi instalada
pelo rei Balduíno na 2º parte meridional da localização do Templo
de Salomão, do qual acabou adquirindo o nome. Sua confirmação foi
feita pelo Papa Inocêncio 2º, em 1139, e favoreceu o extraordinário
desenvolvimento de sua riqueza. A Ordem tornou-se o banqueiro dos
papas e soberanos. Apesar disso, permaneceu fundamentalmente uma
ordem militar e participou nas grandes batalhas na
Terra
Santa e, até mesmo em Espanha e em Portugal, durante a reconquista
do território aos muçulmanos, e só se retraiu na França depois da
derrota de São João de Acre, em 1291. Filipe 4º de França (o Belo),
que cobiçava as suas riquezas, decidiu derrubá-la. Em Outubro de
1307, mandou prender e interrogar sob tortura 138 Templários. O Papa
Clemente 5º protestou e, em Novembro de 1307, tentou evocar a si o
problema, e depois voltou atrás da sua decisão, entregando os
Templários ao rei, que decidiu a supressão da Ordem, em 1312. O
processo dos Templários, iniciado em 1307, só terminou com a
condenação do seu Grão-Mestre, Jacques de Molay, que foi queimado
vivo em 18 de Março de 1314. Os bens imóveis dos Templários foram
doados à Ordem do Hospital.
Após as primeiras cruzadas
organizadas pela Igreja Católica para defender os lugares sagrados
da Palestina, santificada pela vida e paixão de Jesus Cristo, em
1128 foi instituída a Ordem dos Templários, um exército cristão
permanente.
A
actividade bélica dos Templários trazia-lhes um prestígio financeiro
jamais alcançado por qualquer outra instituição religiosa. Tais eram
as
vitórias dos Templários e o poderio de suas fortalezas, que os
príncipes, reis e particulares - em sinal de agradecimento pela
protecção que deles recebiam - cumulavam-nos de dádivas e oferendas
valiosas e confiavam-lhes as suas fortunas. Com o tempo, os
Templários esqueceram os objectivos de sua instituição, para
preocuparem-se com empréstimos feitos aos reis e países, com taxas
de juros, descontos e execuções de dívidas.
Em 1291, quando os muçulmanos conquistaram São João d'Acre, última
cidade cristã da Terra Santa, após a queda de Jerusalém, os
Templários perderam prestígio. Se a sua função primordial consistia
em proteger os peregrinos na Terra Santa, que necessidade havia de
manter aquela poderosa e rica organização?
A situação dos Templários era muito delicada. O Grão-Mestre da
Ordem Templária, Jacques de Molay, residia no Chipre (sua base mais
avançada) esperando a ocasião para reconquistar a Terra Santa.

Figuras e
Factos (Históricos) ligados aos Templários:
Filipe IV
de França

Felipe IV, conhecido como O Belo
(Philippe IV le Bel, em francês) (Fontainebleau, 1268 –
Fontainebleau, 29 de Novembro de 1314) foi rei da França desde 1285
até à sua morte. Integrante da dinastia capetiana, era filho de
Isabel de Aragão e Filipe III, O Ousado. Casou-se com Joana de
Navarra com quem teve sete filhos. O epíteto O Belo deve-se à sua
extraordinária beleza, segundo relatos contemporâneos.
Na política internacional, foi durante o seu reinado que se
iniciaram os conflitos que provocaram a Guerra dos Cem Anos.
Voltou-se contra a Flandres e a Inglaterra, ocupando a Flandres em
1300. Para financiar estas guerras viu-se obrigado a recorrer a
várias desvalorizações entre 1290 e 1309. Também confiscou os bens
dos Lombardos em 1292, e lançou alguns impostos sobre o clero, fato
que lhe causou conflitos com o papado.
Aconselhado por seus juristas, adoptou, primeiro, uma política de
independência em relação à Santa Sé, opondo-se a Bonifácio VIII.
Durante o seu governo, aconteceu o Cisma do Ocidente, com a
transferência para Avignon da residência do Papa, procurando colocar
o Papado sob a dependência da França. Teve inclusivamente um
violento conflito com o Papa Bonifácio VIII, a quem mandou
aprisionar, vindo a ser excomungado por este várias vezes. A Santa
Sé só se reconciliou com a França após o advento de Clemente V em
1305.
Desejando resolver graves dificuldades financeiras, Filipe processou
a Ordem dos Cavaleiros Templários, com a esperança de apoderar-se de
suas riquezas. O processo terminou em 1312, com a bula do Papa
francês, Clemente V, que extinguia a referida ordem religiosa. Os
chefes dos Templários foram mandados à fogueira, como o Grão-Mestre
Jacques de Molay. Criou os Estados Gerais. Formou uma burocracia
especializada em leis além de anexar territórios.
Filipe, o Belo, foi o primeiro soberano moderno, enfrentando o poder
temporal da Igreja e o feudalismo.
Casado com Joana de Navarra. Foi
excomungado por Bonifácio VIII, excomunhão que foi levantada por
Clemente V. Saiu a caçar com seu camareiro, Hugo de Bouville, seu
secretário particular, Maillard, e alguns familiares, na floresta de
Pont-Sainte-Maxence. Sempre acompanhado dos seus cães. Foram em
busca de um raro cervo de doze galhos visto perto do local. O rei
acabou perdendo-se do grupo e encontrou um camponês que livra-se de
ser servo. Deu-lhe sua trompa como presente por tê-lo ajudado a
localizar o cervo. Achando-o, e estando pronto a atacá-lo, percebeu
uma cruz (dois galhos que se prenderam nos chifres do cervo) que
brilhava ( o verniz do galho que reluzia ao sol). Começou a passar
mal, e não conseguiu chamar ninguém, pois estava desprovido de sua
trompa. Sentiu um estalo na cabeça e caiu do cavalo. Foi achado por
seus companheiros e levado de volta ao palácio, repetindo sempre -
"A cruz, a cruz..." e sempre com muita sede. Pediu, como o Papa
Clemente em seu leito de morte, que fosse levado à sua cidade natal;
no caso do rei, Fontainebleau. O rei ficou perdido no seu interior,
parecendo um louco, durante uns doze dias. Era dito aos que
perguntavam dele, que tinha caído do cavalo e sido atacado por um
cervo. Filipe foi levado a fazer um novo testamento e foi instigado
por seus irmãos, Carlos de Valois e Luís d'Evreux, a escrever o que
eles queriam. Logo após terminado, sempre com sede, faleceu.
Diz-se que Irmão Reinaldo, Grande Inquisidor de França, que
acompanhou o rei em seus últimos dias, não conseguiu fechar suas
pálpebras, que se abriam novamente. Foi assim, em seu velório,
necessária uma faixa que cobrisse seus olhos.
Segundo os documentos e relatórios de embaixadores, de que se
dispõe, chega-se à conclusão que Filipe, o Belo, sucumbiu a uma
apoplexia cerebral em uma zona não motora. A afasia do início pode
ter sido devido a uma lesão na região da base do crânio ( região
infundíbo-tuberiana). Teve sua recaída mortal por volta de 26 de
Novembro.

Jacques
DeMolay,
segundo historiadores modernos, nasceu em
Vitrey na França, no ano de 1244. Pouco se
sabe de sua família ou sua primeira
infância, porém, em 1265, com a idade de 21
anos, ele tornou-se membro da Ordem dos
Cavaleiros Templários onde participou
destemidamente de numerosas Cruzadas. Em
1298, aos 54 anos, Jacques DeMolay foi
eleito Grão Mestre. DeMolay assumiu o cargo
numa época em que a situação para a
Cristandade no Oriente estava ruim. Os
infiéis sarracenos haviam conquistado os
Cavaleiros das Cruzadas e capturado a
Antioquia, Tripoli, Jerusalém e Acre.
Restaram somente os "Cavaleiros Templários"
e os "Cavaleiros Hospitalários" para
confrontarem-se com os sarracenos. Os
Templários, com apenas uma sombra de seu
poder anterior, estabeleceram-se na Ilha de
Chipre, com a esperança de uma nova Cruzada.
Porém, as esperanças de obterem auxílio da
Europa foram em vão, pois, após 200 anos, o
espírito das Cruzadas havia-se extinguido.
Os Templários foram fortemente
entrincheirados na Europa e Grã-Bretanha,
com suas grandes casas, suas ricas
propriedades, seus tesouros de ouro, embora
vivessem de maneira muito austera, quase
monástica. Foi a riqueza, o poder da Ordem,
que despertou os desejos de inimigos
poderosos e, finalmente, ocasionou sua
queda. Em 1305, Filipe IV da França,
conhecido como o Belo, então Rei de França,
falido por despesas em guerras e fausto da
Corte, procurou usurpar as propriedades da
Ordem. Em 14 de Setembro de 1307, Filipe
agiu. Ele emitiu regulamentos secretos para
aprisionar todos os Templários. A partir daí
começaram as perseguições contra Demolay e
seus companheiros, exactamente no dia 12 de
Outubro de 1307, quando Filipe, manda de
surpresa, prender Demolay e a cento e
quarenta cavaleiros encontrados em Paris.
DeMolay e centenas de outros Templários
foram presos e atirados em calabouços. Foi o
começo de anos de prisão para DeMolay e seus
cavaleiros. Filipe forçou o Papa Clemente a
apoiar a condenação da Ordem.
Finalmente, em 18 de Março de 1314, uma
comissão especial, que havia sido nomeada
pelo Papa, reuniu-se em Paris para
determinar o destino de DeMolay e três de
seus Preceptores na Ordem. Entre a evidência
que os comissários leram, encontrava-se uma
confissão forjada de Jacques DeMolay, há
seis anos passados. A sentença dos juízes
para os quatro cavaleiros era prisão
perpétua. Dois dos cavaleiros aceitaram a
sentença, mas DeMolay não. Ele negou a
antiga confissão forjada, e Guy D'Avergnie
ficou a seu lado. De acordo com os costumes
legais da época, isso era uma retratação de
confissão e punida por morte. A comissão
suspendeu a secção até ao dia seguinte, a
fim de deliberar. Filipe não quis adiar nada
e, ouvindo os resultados da Corte, ele
ordenou que os prisioneiros fossem queimados
no pelourinho naquela tarde.
Quando os sinos da Catedral de Notre Dame
tocavam ao anoitecer do dia 18 de Março de
1314, Jacques DeMolay e seu companheiro
foram queimados vivos no pelourinho, numa
pequena ilha do Rio Sena, chamada de Vert
Gallant (Cavaleiro Verde, em Francês).
Jacques DeMolay, com 70 anos, durante sua
morte na fogueira, intimou aos seus dois
algozes, a comparecererem diante do tribunal
de Deus, e amaldiçoando os descendentes do
Rei da França, Filipe "O Belo". O papa
Clemente e Filipe morreram antes que o ano
de 1314 findasse, cumprindo assim a praga de
Jaques DeMolay.
Momentos antes de sua morte, ele recitou em
hebraico algumas palavras: "Nekan Adonai,
Chol Begoal". Traduzido: "Vingança Senhor,
Abominação a todos!"
O Wikiquote tem uma colecção de citações de
ou sobre Jacques de Molay. "Saudações,
Primeiramente, gostaria de
agradecê-los por relatarem tão próximos da verdade os fatos
marcantes da vida do Grande Jacques DeMolay. O contexto em si está
bem formado, porém, existem alguns equívocos quanto a algumas datas,
e uma observação. Filipe, o Belo, junto com o apoio do papa Clemente
V, ordenou a prisão de todos os líderes, conhecidos como
Grão-Mestres, porém só existia um apenas, Jacques DeMolay. Com isso,
Jacques DeMolay e três de seus preceptores, Guy D'Auvergnie,
Godofredo de Goneville e Hughes de Payraud, no ano de 1304, foram
presos sob acusações injustas pela guarda francesa comandada por
Guilherme, irmão de Filipe, o Belo. DeMolay passou dez anos sofrendo
torturas horríveis para revelar os segredos da sua Ordem, entregar
suas riquezas ocultas e denunciar todos os seus Irmãos. Por essas
persistências, e por ter enfrentado e desprezado o poder da
Inquisição, e do Rei, Jacques DeMolay e Guy D'Avergnie foram
barbaramente queimados vivos na tarde do da 18 de Março de 1314.
Atenciosamente, Ir. Thomas Stavinsky"

Papa
Clemente V
Nascido
Bertrand de Gouth (1264 - 20 de Abril de
1314) foi Papa entre Junho de 1305 e 1314.
Eleito após um longo conclave realizado em
Perugia, onde se defrontaram os interesses
dos cardeais italianos e franceses.
Foi Clemente V que na sexta-feira, 13 de
Outubro de 1307 (facto pelo qual ainda hoje
se intitula sexta-feira 13 como dia de
azar), autorizou a França a atacar de
surpresa os Templários e obrigá-los a fazer
confissões de praticarem actos heréticos.
Hoje crê-se que a motivação real foi
política e económica, cedendo à pressão do
rei Filipe IV de França que via os
Templários como uma força não controlada que
lhe poderia causar incómodos diversos.
O seu pontificado fica também marcado pela
mudança da Santa Sé de Roma para Avinhão em
1309, justificado pelos tumultos existentes
em Itália. Avinhão não era então território
francês, mas um feudo do rei da Sicília.

Papa
Bonifácio VIII
Nascido Benedicto Caetani (1235 - 11 de
Outubro de 1304), foi Papa de 24 de Dezembro
de 1294 até à data da sua morte. Desempenhou
missões em França antes da eleição, ocorrida
após a resignação do Papa Celestino V. Um
dos seus primeiros actos foi mesmo colocar o
antecessor na prisão. Procurou enquanto Papa
manter a supremacia temporal da Santa Sé em
oposição a Filipe, o Belo. Para protestar
contra os abusos deste em matéria fiscal,
publicou a bula Clericis Laicos em 24 de
Fevereiro de 1296, na qual proíbe o
lançamento de impostos sobre a Igreja sem
prévio acordo de Roma. O rei respondeu
proibindo a exportação de dinheiro francês
para os Estados Pontifícios. A questão
termina com a bula Etsi de Statu (31 de
Julho de 1297) em que apenas se exige o
apoio prévio dos bispos franceses. No
jubileu de 1300 grande quantidade de
peregrinos afluiu a Roma. Encorajado por
isso, Bonifácio VIII recomeça as
hostilidades contra o rei de França,
protestando contra a violação da imunidade
judiciária do clero e convoca os bispos
franceses para um concílio. Afirma o
princípio da supremacia temporal do Papa na
bula Unam Sanctam (18 de Novembro de 1302).
O enviado do rei francês insulta e prende o
Papa em Roma, intimando-o a resignar, mas só
tem a resposta “antes morrer”. Bonifácio
VIII é libertado pelos seus fiéis três dias
depois, morrendo no mês seguinte.
Dante retratou na Divina Comédia Bonifácio
VIII: embora ainda vivo à data do texto,
estava destinado ao Inferno—especificamente
ao Oitavo Círculo, num poço especial
reservado aos Papas culpados de simonia.

Pobres
Cavaleiros de Cristo
No início de 1100, Hugo de Paynes e mais oito cavaleiros
franceses, movidos pelo espírito de aventura tão comum aos nobres
que buscavam nas Cruzadas, nos combates aos "infiéis" muçulmanos, a
glória dos actos de bravura e consagração, viajaram à Palestina.
Eram os Soldados do Cristianismo, disputando a golpes de espada as
relíquias sagradas que os fanáticos retinham e profanavam. Balduíno
II, que reinava em Jerusalém, os acolheu, e destinou-lhes um velho
palácio junto ao planalto do Monte Moriah, onde as ruínas, compostas
de blocos de mármore e de granito, indicavam as ruínas de um Grande
Templo.
Seriam as ruínas do GRANDE TEMPLO DE SALOMÃO, o mais famoso
santuário do XI século antes de Cristo em que o génio artístico dos
fenícios se revelava. Destruído pelos caldeus, reconstruído por
Zorobabel e ampliado por Herodes em 18 antes de Cristo. Arrasado
novamente pelas legiões romanas chefiadas por Tito, na tomada de
Jerusalém. Foi neste Templo que se originou a tragédia de Hiran,
cuja lenda a Maçonaria incorporou. Exteriormente, antes da
destruição pelos romanos no ano 70 de nossa era, o Templo era
circundado por dois extensos corredores excêntricos, ocupando um
gigantesco quadrilátero em direcção ao Nascente, à esquerda ficava o
átrio dos Gentios e à direita o dos Israelitas, além das estâncias
reservadas às mulheres e aos magos sacerdotes, a que se seguia o
Santuário propriamente dito, tendo ao centro o Altar dos
Holocaustos.
Os "Pobres Cavaleiros de Cristo" atraídos pela inspiração divina e
sensação do mistério que pairava sobre estas ruínas, passaram a
explorá-las, e não tardou para que descobrissem a entrada secreta
que conduzia ao labirinto subterrâneo só conhecido pelos iniciados
nos mistérios da Cabala. Entraram numa extensa galeria que os
conduziu até junto de uma porta chapeada de ouro por detrás da qual
poderia estar o que durante dois milénios se constituíra no maior
Segredo da Humanidade. Uma inscrição em caracteres hebraicos
prevenia os profanos contra os impulsos da ousadia: SE É A MERA
CURIOSIDADE QUE AQUI TE CONDUZ, DESISTE E VOLTA; SE PERSISTIRES EM
CONHECER O MISTÉRIO DA EXISTÊNCIA, FAZ O TEU TESTAMENTO E DESPEDE-TE
DO MUNDO DOS VIVOS.
Os "infiéis do Crescente" eram seres vivos e contra eles,
os
Templários, com a cruz e a espada realizavam prodígios de valentia.
Ali dentro, porém, não era a vida que palpitava, e sim os aspectos
da Morte, talvez deuses sanguinários ou potestades desconhecidas
contra as quais a força humana era impotente. Isto os fez
estremecer. Hugo de Paynes, afoito, bateu com o punho da espada na
porta e bradou em alta voz: - EM NOME DE CRISTO, ABRI!! E o eco das
suas palavras se fez ouvir: EM NOME DE CRISTO... enquanto a enorme
porta começou abrir, ninguém a estava abrindo, era como se um ser
invisível a estivesse movendo e se escancarou aos olhos vidrados dos
cavaleiros um gigantesco recinto ornado de estranhas figuras, umas
delicadas e outras, aos seus olhos monstruosas, tendo ao Nascente um
grande trono recamado de sedas e por cima um triângulo equilátero em
cujo centro em letras hebraicas marcadas a fogo se lia o TETRAGRAMA
YOD.
Junto aos degraus do trono e sobre um altar de alabastro, estava a
"LEI" cuja cópia, séculos mais tarde, um Cavaleiro Templário em
Portugal, devia revelar à hora da morte, no momento preciso em que
na Borgonha e na Toscana se descobriam os cofres contendo os
documentos secretos que "comprovavam" a heresia dos Templários. A
"Lei Sagrada" era a verdade de Jahveh transmitida ao patriarca
Abraão. A par da Verdade divina vinha depois a revelação Teosófica e
Teogâmica a KABBALAH.
Extasiados diante da majestade severa dos símbolos, os nove
cavaleiros, futuros Templários, ajoelharam e elevaram os olhos ao
alto. Na sua frente, o grande Triângulo, tendo ao centro a inicial
do princípio gerador, espírito animador de todas as coisas e símbolo
da regeneração humana, parece convidá-los à reflexão sobre o
significado profundo que irradia dos seus ângulos. Ele é o emblema
da Força Criadora e da Matéria Cósmica. É a Tríade que representa a
Alma Solar, a Alma do Mundo e a Vida. É a Unidade Perfeita. Um raio
de Luz intensa ilumina então aqueles espíritos obcecados pela ideia
da luta, devotados à supressão da vida de seres humanos que não
comungassem com os mesmos princípios religiosos que os levou à Terra
Santa. Ali estão representadas as Trinta e Duas Vidas da Sabedoria
que a Kabbalah
exprime
em fórmulas herméticas, e que a Sepher Jetzira propõe ao
entendimento humano. Simbolizando o Absoluto, o Triângulo representa
o Infinito, Corpo, Alma, e Espírito. Fogo Luz e Vida. Uma nova
concepção que pouco a pouco dilui e destrói a teoria exclusivista da
discriminação das divindades, se apossa daqueles espíritos até então
mergulhados em ódios e rancores religiosos e os conclama à
Tolerância, ao Amor e à Fraternidade entre todos os seres humanos.
A Teosofia da Kabbalah exposta sobre o Altar de alabastro onde os
iniciados prestavam juramento, dá aos Pobres Cavaleiros de Cristo a
chave interpretativa das figuras que adornam as paredes do Templo.
Na mudez estática daqueles símbolos há uma alma que palpita e
convida ao recolhimento. Abalados na sua crença de um Deus feroz e
sanguinário, os futuros Templários entreolham-se e perguntam-se: SE
TODOS OS SERES HUMANOS PROVÊM DE DEUS QUE OS FEZ À SUA IMAGEM E
SEMELHANÇA, COMO COMPREENDER QUE OS HOMENS SE MATEM MUTUAMENTE EM
NOME DE VÁRIOS DEUSES? COM QUEM ESTÁ A VERDADE? Entre as figuras,
uma em especial chamara a atenção de Hugo de Paynes e de seus oito
companheiros. Na testa ampla, um facho luminoso parecia irradiar
inteligência; e no peito uma cruz sangrando acariciava no cruzamento
dos braços uma Rosa. A cruz era o símbolo da imortalidade; a rosa o
símbolo do princípio feminino. A reunião dos dois símbolos era a
ideia da Criação. E foi essa figura monstruosa, e atraente que os
nove cavaleiros elegeram para emblema de suas futuras cruzadas.
Quando em 1128 se apresentou ante o Concílio de Troyes, Hugo de
Paynes, primeiro Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros do Templo, já a
concepção dos Templários acerca da ideia de Deus não era muito
católica.
A divisa inscrita no estandarte negro da Ordem "Non nobis, Domine,
sed nomini tuo ad Gloria" não era uma sujeição à Igreja mas uma
referência à inicial que no centro do Triângulo simbolizava a
unidade perfeita: YOD. Cavaleiros francos, normandos, germânicos,
portugueses e italianos acudiram a engrossar as fileiras da Ordem
que dentro em pouco se convertia na mais poderosa Ordem do século
XII. Mas a Ordem tornara-se tão opulenta de riquezas, tão influente
nos domínios da cristandade, que o Rei de França, Filipe o Belo,
decretou ao Papa para expedir uma Bula confiscando todas suas
riquezas e enviar seus Cavaleiros para as "Santas" fogueiras da
Inquisição. Filipe estava atento. E não o preocupavam as
interpretações heréticas, o gnosticismo. Não fora, portanto, a
mistagogia que gerara a cólera do Rei de França e dera causa ao
monstruoso processo contra os Templários.
Foi a rapacidade de um monarca falido para quem a religião era um
meio e a riqueza um fim. Malograda a posse da Palestina pelos
Cruzados, pelo retraimento da Europa Cristã e pela supremacia dos
turcos muçulmanos, os Templários regressam ao Ocidente aureolados
pela glória obtida nas batalhas de Ascalão, Tiberíade e Mansorah.
Essas batalhas, se não consolidaram o domínio dos Cristãos na Terra
Santa, provocaram, contudo, a admiração das aguerridas hostes do
Islão (muçulmanos), influindo sobre a moral dos Mouros que ocupavam
parte da Espanha. Iniciam entre os Templários o culto de um
gnosticismo eclético que admite e harmoniza os princípios de várias
religiões, conciliando o politeísmo em sua essência com os mistérios
mais profundos do cristianismo. São instituídas regras iniciáticas
que se estendem por sete graus, que vieram a ser adoptados pela
Franco Maçonaria Universal (três elementares, três filosóficos e um
cabalístico), denominados "Adepto", "Companheiro", "Mestre
Perfeito", "Cavaleiro da Cruz", "Intendente da Caverna Sagrada",
"Cavaleiro do Oriente" e "Grande Pontífice da Montanha Sagrada".
A Caverna Sagrada era o lugar Santo onde se reuniam os cavaleiros
iniciados. Tinha a forma de um quadrilátero (quadrado) perfeito. O
ORIENTE representava a Primavera, o Ar, a Infância e a Madrugada. O
MEIO DIA (Sul), o Estio, o Fogo e a Idade adulta. O OCIDENTE, o
Outono, a Água, o Anoitecer. O NORTE, a Terra, o Inverno, a Noite.
Eram as quatro fases da existência. O Fogo no MEIO DIA simbolizava a
verdadeira iniciação, a regeneração, a renovação, a chama que
consumia todas as misérias humanas e, das cinzas, purificadas,
retirava uma nova matéria isenta de impurezas e imperfeições. No
ORIENTE, o Ar da Madrugada vivificando a nova matéria, dava-lhe o
clima da Primavera em que a Natureza desabrochava em florações
luxuriantes, magníficas, acariciando a Infância. Vinha depois o
OUTONO, o Anoitecer, o amortecer da vida, a que a Água no OCIDENTE
alimentava os últimos vestígios desta existência. O NORTE, marca o
ocaso da Vida. A Terra varrida pelas tempestades e coberta pelas
neves que desolam e que matam, é o Inverno que imobiliza, que
entorpece e que conduz à Noite caliginosa e fria a que não resiste a
debilidade física, a que sucumbe a fragilidade humana.
E é no contraste entre o Norte e o Meio Dia que os Templários
baseiam o seu esoterismo, alertando os iniciados da existência de
uma segunda vida. Nada se perde: Tudo se Transforma... Vai ser
iniciado um "Cavaleiro da Cruz". O Grande Pontífice da Montanha
Sagrada empunha a Espada da Sabedoria, e toma lugar no Oriente. Ao
centro do Templo, num pedestal que se eleva por três degraus, está a
grande estátua de Baphomet, símbolo da reunião de todas as forças e
de todos os princípios (Masculino e Feminino, A Luz e as Trevas,
etc...) como no Livro da Criação, a Sepher-Jetzira, Livro mor da
Cabala. No peito amplo da estranha e colossal figura, a Cruz,
sangrando, imprime à Rosa Branca um róseo alaranjado que pouco a
pouco toma a cor de sangue. É a vida que brota da união dos
princípios opostos.
Por cima da Cruz, a letra "G". O iniciado, Mestre Perfeito, já
conhece muito bem o significado dessa letra que na mudez relativa
desafia a interpretação na sua nova posição, junto ao Tríplice Falus,
na sua junção com a Rosa-Cruz mística. "A Catequese Cristã é apenas,
como o leite materno, uma primeira alimentação da Alma; o sólido
banquete é a Contemplação dos Iniciados, carne e sangue do Verbo, a
compreensão do Poder e da Quintessência divina. O Gnóstico é a
Verdadeira Iniciação; e a Gnose é a firme compreensão da Verdade
Universal que, por meio de razões invariáveis nos leva ao
conhecimento da Causa... Não é a Fé, mas sim a Fé unida às Ciências,
a que sabe discernir a verdadeira da falsa doutrina. Fiéis são os
que apenas literalmente crêem nas escrituras. Gnósticos, são os que,
aprofundando-lhes o sentido interior, conhecem a verdade inteira. Só
o Gnóstico é por essência, piedoso. O homem não adquire a verdadeira
sabedoria senão quando escuta os conselhos duma voz profética que
lhe revela a maneira porque foi, é, e será tudo quanto existe. O
Gnosticismo dos Templários é uma nova mística que ilumina os
Evangelhos e os interpreta à Luz da Razão Humana.
...O Mestre Perfeito entra de olhos vendados, até chegar ao
pedestal de Baphomet. Ajoelha e faz sua prece: "Grande Arquitecto do
Universo Infinito, que lês em nossos corações, que conheces os
nossos pensamentos mais íntimos, que nos dá o livre arbítrio para
que escolhamos entre a estrada da Luz e das Trevas... Recebe a minha
prece e ilumina a minha alma para que não caia no erro, para que não
desagrade à vossa soberana vontade... Guiai-me pelo caminho da
Virtude e fazei de mim um ser útil à Humanidade". Acabada a prece, o
candidato levanta-se e aguarda as provas rituais que hão de
conduzi-lo à meta da Verdade... O GRANDE PONTÍFICE TEMPLÁRIO
interroga o candidato a "Cavaleiro da Cruz" , em tom afectivo e
paternal: "Meu Irmão, a nossa Ordem nasceu e cresceu para corrigir
toda espécie de imperfeição humana". A nossa consciência é que é o
juiz das nossas acções. A ignorância é o verdadeiro pecado. O
inferno é uma hipótese, o céu uma esperança. Chegou o momento de
trocarmos as arma homicidas pelos instrumentos da Paz entre os
Homens.
A missão do Cavaleiro da Cruz é amar ao próximo como a si mesmo. As
guerras de religião são monstruosidades causadas pela ignorância,
geradas pelo fanatismo. As energias activas devemos orientá-las no
sentido do Amor e da Beleza; mas não se edifica uma obra de linhas
esbeltas sem um sentimento estético apolítico que só se adquire pelo
estudo que conduz ao aperfeiçoamento moral e espiritual. O homem
precisa Crer em algo. Os primitivos cultuavam os Manes. Os Manes
eram as almas humanas desprendidas pela morte da matéria e que
continuavam em uma nova vida. Onde iriam os primitivos beber a ideia
da alma? Respondei-me, se sois um Mestre Perfeito Templário" - "Nos
fenómenos psíquicos que propiciam aparições, nas ilações tiradas dos
sonhos, e na percepção" - Acreditais que os mortos se podem
manifestar aos vivos?" - "Sim. Acredito que a Alma liberta do
invólucro físico, sobe a um plano superior, se sublima, e volve ao
mundo para rever os que lhe são simpáticos, segundo a lei das
afinidades" - "Acreditais na ressurreição física de Cristo?" -
"Não..." - "Acreditais na Metempsicose (Lei de Transmigração das
Almas)?" - "Sim. A semelhança das acções, dos sentimentos, dos
gestos e das atitudes que podemos observar em determinados seres não
resultam apenas da educação mas da transmigração das almas. Essa
transmigração não se opera em razão hereditária" - "Acreditais que a
morte legal absolve o assassino? Que o Soldado não é responsável
pelo sangue que derrama"? - "Não acredito". - "Atentai agora nas
palavras do Cavaleiro do Ocidente que vos dirá os sentidos que
imprimimos ao Grau de Cavaleiro da Cruz" - "A Ordem do Templo criou
uma doutrina e adquiriu uma noção da moral humana que nem sempre se
harmoniza com as concepções teológicas cristãs apresentadas como
verdades indiscutíveis.
Por isso nos encontramos aqui, em carácter secreto, para nos
concentrarmos nos estudos transcendentes por meio do qual chegaremos
à Verdadeira Harmonia. As boas obras dependem das boas inclinações
da vontade que nos podem conduzir à realização das boas acções. A
intuição é que leva os homens a empreender as boas acções. Quando o
Grande Pontífice vos falou do culto dos primitivos, ele definiu a
existência de uma intuição comum a todos os seres humanos. Assim
como por detrás das crenças dos Atlantes havia a intuição que
indicava a existência de um Ser Supremo, o Grande Arquitecto
responsável pela construção do Universo, também existia nesses povos
um sentimento inato do Bem e do Belo, e um instinto de justiça que
era a base de sua Moral. A Ciência nos deu meios de podermos
aperfeiçoar a Moral dos antigos, mas a inteligência nos diz que além
da Ciência existe a Harmonia Divina. Das acções humanas, segundo
Platão, deverá o homem passar à Sabedoria para lhe contemplar a
Beleza; e, lançado nesse oceano, procriará com uma inesgotável
fecundidade as melhores ideias filosóficas, até que forte e firme
seu espírito, por esta sublime contemplação, não percebe mais do que
uma ciência: a do Belo". Estavam findas as provas de iniciação.
O iniciado dirigia-se então para o Altar dos Holocaustos, onde o
Sacrificador lhe imprimia a Fogo, sobre o coração, o emblema dos
Cavaleiros do Templo.

...Foi essa intervenção indómita de Roma que influiu
poderosamente para que a "Divina Comédia" de Dante Alighieri fosse o
que realmente é - uma alegoria metafísico-esotérica onde se retratam
as provas iniciáticas dos Templários em relação à imortalidade. Na
DIVINA COMÉDIA cada Céu representa um Grau de iniciação Templário.
Em contraste com o Inferno, que significa o mundo profano, o
verdadeiro Purgatório onde devem lapidar-se as imperfeições humanas,
vem o Último Céu a que só ascendem os espíritos não maculados pela
maldade, isentos de paixões mesquinhas, dedicados à obra do Amor, da
Beleza e da Bondade. É lá o zénite da Inteligência e do Amor. A
doutrina Iniciática da Ordem do Templo compreende a síntese de todas
as tradições iniciáticas, gnósticas, pitagóricas, árabes, hindus,
cabires, onde perpassam, numa visão Cosmorâmica todos os símbolos
dos Grandes e Pequenos mistérios e das Ciências Herméticas: A Cruz e
a Rosa, o Ovo e a Águia, as Artes e as Ciências, sobretudo a Cruz,
que para os Templários, assim como para os Maçons seus verdadeiros
sucessores, era o símbolo da redenção humana. Dante Alighieri e sua
Grande Obra: A Divina Comédia, foi o cronista literário da Ordem dos
Cavaleiros do Templo. Os Templários receberam da Ordem do Santo
Graal o esquema iniciático e a base esotérica que serviu de base
para seu sistema gnóstico.
Pois o que era a Cavalaria Oculta de Santo Graal senão um sistema
legitimamente Maçónico ainda mal definido, mas já adaptado aos
princípios da Universalização da Fraternidade Humana? O Santo Graal
significava a taça de que se serviu Jesus Cristo na ceia com os
discípulos, e na qual José de Arimathéa teria aparado o sangue que
jorrava da ferida de Cristo produzida pela lança do centurião
romano. Era a Taça Sagrada que figurava em todas as cerimónias
iniciáticas das antigas Ordens de Cavaleiros que possuíam graus e
símbolos misteriosos, e que a Maçonaria moderna incorporou em seus
ritos, por ser fatal aos perjuros.
Os Templários adoptavam-na na iniciação dos Adeptos e dos Cavaleiros
do Oriente, mas ela já aparece nas lendas do Rei Arthur, nos
romances dos Cavaleiros da Távola Redonda, que eram de origem
céltica, e que a própria Igreja Católica introduziu no ritual do
cálice que serve no sacrifício da missa. No Grau de Cavaleiro do
Oriente, os Templários figuram um herói: Titurel, Cavaleiro da
Távola Redonda, que desejando construir um Templo onde depositar o
Cálice Sagrado, encarregara da construção o profeta Merlin, que
idealizou um labirinto composto de doze salas ligadas por um sistema
de corredores que se cruzavam e recruzavam, como no labirinto de
Creta onde o Rei Minos escondia o Minotauro (Mit.Grega).
O Postulante Templário tinha de entrar em todas as salas, uma só
vez, para receber a palavra de passe, e só no fim dessa viagem podia
ascender ao grau que buscava. Mas se em Creta, Theseu tivera o fio
de ouro de Ariadne, para chegar ao Minotauro, no Templo dos
Cavaleiros do Oriente, o candidato apenas podia se orientar por uma
chave criptográfica composta de oitenta e uma combinações (9x9) o
que demandava muito esforço de raciocínio e profundos conhecimentos
em matemática. A Ciência dos Números tinha para os Templários um
significado profundo.
Os Grandes Iniciados, comos os Filósofos do Oriente, descobriram os
mais íntimos segredos da natureza por meio dos números, que
consideravam agradáveis aos Deuses. Mas tinham grande aversão aos
números pares. O Grande Alquimista Paracelso dizia que os números
continham a razão de todas as coisas. Eles estavam na voz, na Alma,
na razão, nas proporções e nas coisas divinas. A Ordem dos
Cavaleiros do Templo, cultuava a Ciência dos Números no Grau de
Cavaleiro do Oriente, ensinando que a Filosofia Hermética contava
com TRÊS mundos: o elementar, o celeste e o intelectual. Que no
Universo havia o espaço, a matéria e o movimento. Que a medida do
tempo era o passado, o presente e o futuro; e que a natureza
dispunha de três reinos: animal, vegetal e mineral; que o homem
dispunha de três poderes harmónicos: o génio, a memória e a vontade.
Que o Universo operava sobre a eternidade e a imensidade movida pela
omnipotência. A sua concepção em relação a Deus, o Grande Arquitecto
do Universo, era Sabedoria, Força e Beleza.
A Maçonaria criou uma expressão própria para os Altos Graus:
Sabedoria, Estabilidade e Poder. Tudo isto provinha do Santo Graal,
a que os Templários juntavam que, em política, a grandeza e a
duração e a prosperidade das nações se baseavam em três pontos
primordiais: Justiça dos Governos, Sabedoria das Leis e Pureza dos
Costumes. Era nisso que consistia a arte de governar os povos. As
oitenta e uma combinações que levavam o candidato ao Templo de
Cavaleiro do Oriente tinha por base o sagrado numero Três, sagrado
em todas as corporações de carácter iniciático.
O Triângulo encontrado no Templo de Salomão era uma figura
geométrica constituída pela junção de Três linhas e a letra YOD no
centro significava a sua origem divina. Todas as grandes religiões
também têm como número sagrado o Três. A Católica, exprimindo-o nas
pessoas da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) nos
dias que Cristo passou no sepulcro, nos Reis Magos, e nas vezes que
São Pedro negou o mestre. Nos Grandes Mistérios Egípcios, temos a
Grande Trindade formada por Ísis, Osíris e Hórus. Entre os Hindus
temos a Trimurti, constituída de Brahama, Shiva e Vishnu
personificando a Criação, a Conservação e a Destruição. Em todas
elas, como no racionalismo, nós encontramos como elementos vitais a
Terra, a Água e o Sol.
Foi, portanto, baseada nas grandes Religiões e no Gnosticismo dos
Templários, que por sua vez se inspirou no da Cavalaria Oculta do
Santo Graal, que a Maçonaria adoptou como símbolo numerológico de
vários graus o número três, que se vai multiplicando na vida
maçónica dos iniciados até a conquista da Sabedoria, da Força e da
Beleza. ...Os Graus na Ordem do Templo eram Sete, como o é na
Maçonaria Moderna Universal. Este número era também, junto com o
Três, extremamente sagrado para os antigos. Era considerado o Número
dos Números. Ele representava os Sete Génios que assistiam o Grande
Mitra, Deus dos Persas, e figurava igualmente os Sete pilotos de
Osíris. Os Egípcios o consideravam o símbolo da Vida. Haviam Sete
Planetas e são Sete as fases da Lua. Sete foram os casais encerrados
na arca de Noé, que parou sete meses depois do dilúvio, e a pomba
enviada por Noé só recolheu depois de sete dias de ausência. Foram
sete as pragas que assolaram o Egipto e o povo hebraico chorou sete
dias a morte de Jacob, a quem Esaú saudara por sete vezes. A Igreja
Católica reconhece Sete pecados capitais e instituiu os sete
sacramentos. Para os muçulmanos existem sete céus. Deus descansou ao
sétimo dia da criação. Sete eram as Ciências que os Templários
transmitiam nos sete graus iniciáticos: A Gramática, a Retórica, a
Lógica, a Aritmética, a Geometria, a Música e a Astronomia. Sete
eram também os Sábios da Grécia. Apollo nasceu no dia sete do mes
sete e sete era seu número sagrado. ... Harmonizando todas as
Doutrinas, os Templários fugiam ao sentido fúnebre e superficial do
catolicismo para se refugiarem em outros mistérios que entoavam
Hinos à Vida.
O argumento para a iniciação dos Intendentes da Caverna Sagrada
foram buscá-lo à velha Frígia, Grécia, aos Mistérios dos Sabázios.
Para os Gregos, Demeter (ou Ceres para os romanos) deu à luz a
Perséfone, a quem Zeus (ou Júpiter) viola, e para isso se transforma
em serpente. O Zeus, atravessando o seio é a fórmula usada nos
mistérios dos Sabázios: assim se chama a serpente que escorrega
entre os vestígios dos iniciados como para lembrar a impudicícia de
Zeus. Perséfone dá à luz um filho com face de touro. O culto dos
Sabázios que servia de tema às iniciações Templárias de Quinto Grau,
impressionara o génio grego mas era um intruso em sua religião, e
contra ele se levantaram Aristóphanes e Plutarco. Era um Culto
Orgíaco, mas não era disso que se queixavam os gregos, que também
tinham o culto de Cybele e arvoravam em divindades as suas formosas
hetairas (prostitutas sagradas do Templo) como o demonstra o túmulo
da hetaira Tryphera: "Aqui jaz o corpo delicado de Tryphera, pequena
borboleta, flor das voluptuosas hetairas, que brilhava no santuário
de Cybele, e nas suas festas ruidosas, suas falas e gestos eram
cheios de encantos" A iniciação dos Intendentes da Caverna Sagrada
realizava-se no mês de Maio, o mês das flores, com o Templo dedicado
à natureza, porque o Quinto Grau de Iniciação Templária era um hino
à renovação periódica da vida, dentro do Princípio Alquímico que
admitia a Transmutação das substâncias e a renovação das células por
um sistema circular periódico, vivificante, em que tudo volta ao
ponto de partida, OUROBOROS.
O Grande Pontífice da Montanha Sagrada encarnava o papel do Sabázio,
o Deus Frígio que figurava as forças da natureza e as movia no
sentido da renovação e da regeneração humana. A seus pés, de aspecto
ameaçador estava a Serpente Sagrada, símbolo da regeneração e
renovação pela mudança periódica de pele. À esquerda, coroada de
flores e folhas verdes, cabelos soltos saindo de um emblema de
estrelas, tendo ao peito nu, uma trança de papoilas, símbolo da
fecundidade, nas orelhas brincos de três rubis e no braço esquerdo
arqueado, o crivo místico das festividades de Elêusis, que três
serpentes aladas acariciavam, a Grande Estátua de Deméter,
personificação da Terra, e das forças produtoras da natureza. À
direita, envergando uma cumprida túnica, severa e majestosa, Hera
(ou Juno) a imponente Deusa do Olimpo, esposa de Zeus, estende aos
postulantes a taça do vinho celeste que contém em si o espírito da
força indomável do sado com a reflexão e com a temperança. As
provas, neste Grau, dirigiam-se no sentido da imortalidade da alma,
e também do rejuvenescimento físico. Deméter estendia a sua graça
sobre o género humano para que os iniciados compreendessem que as
forças da natureza reuniam a própria essência da Divindade.
Eram elas que impulsionavam a vida, que renovavam as substâncias nos
ciclos mais críticos e que podiam levar o homem à Imortalidade. Hera
velava do Olimpo e Sabázio conduzia o fogo sagrado. Apenas os
profundamente convictos, isentos de dúvidas e fortes em sua crença
de que acima da natureza só existia a própria natureza evoluída é
que recebiam a consagração da investidura do Grau. "A natureza
mortal procura o quanto pode para se tornar imortal. Não há, porém,
outro processo senão o do renascimento que substitui um novo
indivíduo a um indivíduo acabado." Com efeito, apesar de dizer-se do
homem que vive do nascimento até a morte, e que é o mesmo durante a
vida , a verdade é que não o é, nem se conserva no mesmo estado, nem
o compõe a mesma matéria. Morre e nasce sem cessar, nos cabelos, na
carne, nos ossos, no sangue, numa palavra: em todo seu corpo e ainda
em sua alma. Hábitos, opiniões, costumes, desejos, prazeres, jamais
se conservam os mesmos. Nascem e morrem continuamente. Assim se
conservam os seres mortais.
Não são constantemente os mesmos, comos os seres divinos e imortais.
E aquele que acaba, deixa em seu lugar um outro semelhante. Todos os
mortais participam da imortalidade, no corpo e em tudo o mais."
Gentilmente cedido pelo irmão PAULO (BENELLI)

Ponsard de Gizy, um dos Templários, narrou que
antes de ser interrogado permaneceu três meses dentro de um fosso, com as mãos
amarradas às costas, sem possibilidade de qualquer movimento.
Outro
torturado disse que ao ver cinquenta membros da Ordem serem queimados vivos,
confessou tudo quanto lhe exigiam. '' Se me acusassem de ter sido o assassino de
Cristo, eu confessaria esse crime! ''.

Dos quatro, apenas Jacques e Godofredo de
Charnay ainda estavam lúcidos, após as sequências de torturas.
O Cardeal Arcebispo de Albano leu a SENTENÇA: '' Ouvidos os Irmãos Geraldo du
Passage e João de Cugny que afirmam terem sido forçados, quando da sua recepção
na Ordem, além de muitas outras coisas, a escarrar sobre a Cruz porque, segundo
lhes foi dito, aquilo não passava de um pedaço de madeira, estando no céu o
verdadeiro Deus... Ouvido o Irmão Guido Dauphin, ao qual foi ordenado, se um dos
irmãos superiores se sentisse atormentado pela carne e quisesse satisfazer-se
nele, a consentir em tudo quanto lhe fosse solicitado... Ouvido o Grão-Mestre
Jacques de Molay que reconheceu e confessou... Ouvido o Irmão Hugo de Payraud
que exigiu dos noviços, como obrigação, renegassem Cristo três vezes...
Considerando que os acusados confessaram e reconheceram seus crimes,
condenamo-los ao muro e ao silêncio pelo resto de seus dias, a fim de que
obtenham remissão de suas faltas pelas lágrimas do arrependimento. In nomine
Patris...''
Após a leitura da sentença, Jaques de Molay protestou: ''Protesto! Protesto
contra essa sentença iníqua e afirmo que os crimes de que me acusam foram
inventados! ''
Godofredo de Charnay também ergueu a voz: ''Fomos vítimas de vossos planos e de
vossas falsas promessas! É o ódio, a vossa vingança que nos pedem! Mas afirmo
diante de Deus que somos inocentes e os que dizem o contrário mentem
miseravelmente! ''
Formou-se um tumulto e no meio do barulho o Arcebispo de Marigny - erguendo ao
alto sua cruz peitoral - gritava: ''Dois dos condenados são declarados relapsos,
pois reincidiram em suas heresias e rejeitaram a justiça da Igreja! A Igreja os
entrega à justiça do rei!''. A entrega dos réus pela Inquisição, ao braço
secular, significava a condenação à morte.
Naquela mesma tarde Jacques de Molay e outros trinta e seis templários foram
queimados em uma fogueira, em uma ilha do Sena.

Bafomet -
Uma mentira secular
Para
entender a associação desta figura meio
homem meio bode com a Maçonaria, teremos que
seguir um longo e tortuoso caminho que
começa no século XII.
Depois da Primeira Cruzada, no ano 1119, em
Jerusalém, surge um pequeno grupo de
militares formando uma ordem medieval
militar religiosa para proteger os
peregrinos visitantes à Palestina. Eram
conhecidos como os Cavaleiros Templários,
comandados por um mestre principal e vivendo
uma vida austera moldada nos monges Cistercianos,
lutando para defender a Igreja
corajosamente. Devido à necessidade de
enviar dinheiro e materiais regularmente da
Europa à Palestina, os Cavaleiros Templários
desenvolveram gradualmente um eficiente
sistema bancário que nunca existira. Os
poderes militar e financeiro os tornaram
temidos e confiáveis. Por causa da defesa
desinteressada das Terras Santas e dos votos
monásticos, acumularam grande riqueza doada
por benfeitores agradecidos.
Porém, por volta dos anos de 1200 os
Templários sofreram diversas derrotas
militares, deixando-os numa posição
vulnerável, e assim, suas riquezas se
tornaram objeto de ciúme para muitos.
Na época, o Rei francês Filipe IV (o belo)
estava envolvido em uma tumultuada disputa
política contra o Papa Bonifácio VIII e
ameaçava com a possibilidade de embargar
impostos contra o clero. Tal agressividade
do Rei contra o sumo pontífice era
principalmente devido a corte francesa estar
falida. Então o Papa Bonifácio em 1302
editou a Bula Unam Sanctam, uma declaração
máxima do papado, que condenava tal atitude.
Os partidários de Philip então aprisionaram
Bonifácio que escapou pouco tempo depois,
mas veio a falecer logo em seguida. Em
1305, Filipe, com uma trama política e
pressão militar, obteve a eleição de um dos
seus próprios partidários como Papa Clemente
V e o convenceu a residir na França, onde
estaria sob seu controle todo movimento
eclesiástico. (Este era o começo do
denominado "Cativeiro Babilónico do Papado",
de 1309 a 1377, durante o qual os Papas
viveram em Avignon e sujeitos à lei
francesa.)
Agora com o Papa firmemente sob seu controle
Philip voltou-se para os Cavaleiros
Templários e a fortuna deles, pois estavam
pouco acreditados (devido às perdas
militares). Em 1307 Philip ordenou uma
perseguição aos Templários prendendo-os e
jogando-os em calabouços, incluindo o Mestre
Jacques de Molay que foi acusado de
sacrilégio e satanismo. Em 1312, o Papa,
agora um boneco do Rei, emitiu a ordem que
suprimia a ordem militar dos Templários com
subseqüente confisco da riqueza por Filipe.
(Os recursos ingleses dos Templários foram
confiscados de forma semelhante pelo Rei
Edward II da Inglaterra, sendo a maior parte
desta imensa fortuna para Portugal, onde foi
criada a Ordem de Cristo). Assim, os
Templários deixaram de existir daquela data
em diante e muitos de seus membros,
inclusive Jacques de Molay foram torturados
e obrigados a se declararem "réus confessos"
para uma miríade de crimes, inclusive uma
lista de 127 acusações e 9 sub itens! Estas
incluíram tais coisas como: a "reunião
nocturna secreta", sodomia, cuspir na cruz,
etc...
Entre as acusações contra os Templários
havia uma que haviam produzido algum tipo de
"cabeça barbuda". O Baphomet. O que é isto?
Há várias teorias, inclusive seria um
relicário contendo a cabeça de João Batista
ou a cabeça de Cristo, a Mortalha de Turin,
uma imagem de Maomé (o pai da religião
islâmica) entre outras. Mas como tal
respeitada ordem religiosa viria adorar uma
cabeça ou se ocupar de tal mal?
Provavelmente eles não o fizeram! O Rei
Filipe desejou a riqueza dos Templários e só
poderia possui-la se os Templários fossem
julgados hereges, como foram. Enfim, o
Mestre Jacques de Molay acabou, após sua
prisão, queimado vivo em praça pública e
muitos templários foram mortos também, e
outros acabaram fugindo para outros países.
O autor Stephen Dafoe em seu excelente e
detalhado trabalho neste assunto, intitulado
"Adoração Profana", diz: "Embora faltem
provas históricas, a lenda dos Templários
como a de Baphomet transforma-se por si só
em um mito."

Templários
em Portugal
Quando
os Templários começaram a ser perseguidos em
França, Portugal recusou-se a obedecer à
ordem de prisão dos membros da Ordem. Na
verdade, os portugueses tinham muita
consideração pelos Templários, porque estes
os ajudaram nas guerras de Reconquista que
expulsaram os mouros da Península Ibérica, e
também porque os Templários possuíam grande
tecnologia de locomoção terrestre e
marítima, útil a D. Dinis (1279-1325). Após
se ter destruído a Ordem dos Templários na
Europa, a Ordem continuou em Portugal, como
Ordem de Cristo, da qual o Infante D.
Henrique foi grão-mestre, e esta Ordem
ficou
sedeada na cidade de Tomar. Toda a
hierarquia foi mantida e na cruz vermelha
sobre o pano branco, símbolo templário, foi
adicionada uma nova cruz branca no seu
centro, simbolizando a pureza da ordem. A
Ordem de Cristo herdou todos os bens dos
Templários portugueses e desempenhou um
papel fulcral nos descobrimentos
portugueses. A Ordem de Cristo emprestou
recursos para a coroa portuguesa financiar o
avanço marítimo e transmitiu à chamada
Escola de Sagres todo o vasto conhecimento
de que já dispunha sobre navegação.

Ordem de Cristo
A
Ordem de Cristo ficou sedeada a partir de
1357 em Tomar, depois de ter passado por
Castro Marim. Os membros desta Ordem tiveram
um papel muito importante nos
Descobrimentos, nas conquistas e
evangelização de novas terras. A Ordem de
Cristo foi criada pela Bula Ad e a ex-quibus
do Papa João XXII, aderindo aos pedidos
feitos pelo Rei D. Diniz, para que esta
sucedesse à Ordem do Templo. A Rainha D.
Maria I, em 1789 reformou a Ordem de Cristo,
continuando formalmente como Ordem
monástico-militar até à extinção das ordens
religiosas em 1834, passando assim a ser uma
Ordem de mérito. Em 1910 extinguiu-se esta
Ordem, sendo que em 1918 foi reformulada
pela I Republica. Esta Ordem tem apenas
cinco graus: 1º Cavaleiro ou Dama; 2º
Oficial; 3º Comendador; 4º Grande-Oficial;
5º Grã-Cruz;

Mestres Portugueses
1. Afonso Henriques, Irmão Templário
(13.03.1129)
2. Guillaume Ricardo (1127 - 1139)
3. Hugues Martins (1139)
4. Hugues de Montoire (1143)
5. Pedro Arnaldo (1155 - 1158)
6. Gualdim Pais 1160 Gualdim Paes (1158 -
1195)
7. Lopo Fernandes
8. Fernando Dias (1202)
9. Gomes Ramires (1210 - 1212)
10. Pierre Alvares de Alvito (1212 - 1221)
11. Pedro Anes (1223 - 1224)
12. Martin Sanchez (1224 - 1229)
13. Estevão Belmonte (1229 - 1237)
14. Guillaume Fouque ou Fulco (1237 - 1242)
15. Martim Martins (1242 - 1248)
16. Pedro Gomes (1248 - 1251)
17. Paio Gomes (1251 - 1253)
18. Martim Nunes (1253 - 1265)
19. Gonçalo Martins (1268 - 1271)
20. Beltrão de Valverde (1273 - 1277)
21. João Escritor (1280 - 1283)
22. João Fernandes (1283 - 1288)
23. Afonso Pais-Gomes (1289 - 1290)
24. Lourenço Martins (1291 - 1295)
25. Vasco Fernandes (1295 - 1306)
Castelos (chamados dos Templários, em
Portugal)
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Castelo de Soure (1128) |
Castelo
de Longroiva (1145)
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Castelo
de Cera (1159)
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Castelo
de Tomar (1160) |
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Castelo
de Pombal (c. 1160) |
Castelo
de Almourol (1171)
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Castelo
de Penamacor (c. 1199)
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Castelo
de Castelo Branco (1214)
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Mosteiros:
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Convento de Cristo, em Tomar
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Mestre
Gualdim Pais
Gualdim
Pais foi um Cavaleiro Medieval que nasceu
possivelmente em Amares em 1118, e teria
sido armado cavaleiro em Ourique por D.
Afonso Henriques.
Com
a cruz dos cruzados, partiu para a
Palestina, onde teria participado no Cerco
de Gaza. Já em Portugal, pertencendo á Ordem
do Templo, foi eleito comendador da Casa que
a Ordem tinha em Braga.
D. Afonso Henriques, em 1152, fê-lo
comendador de Sintra, dando-lhe casas e
fazendas, e em 1157 foi elevado a
grão-mestre da Ordem dos Templários.
D. Gualdim Pais veio a construir o Castelo
de Tomar. Em Setembro de 1169, ficou
encarregado da defesa da fronteira da
Estremadura e também do prosseguimento da
conquista, tendo como recompensa um terço de
tudo quanto ganhasse para o reino.
Em 1184 regressou a Tomar, pois a cidade
estava sob cerco.
Foi fundador dos Castelos de Almourol,
Ceres, Idanha, Monsanto, Pombal e Tomar e
concedeu várias cartas de foral a variadas
terras da ordem. D. Gualdim Pais, faleceu em
1195, encontrando-se sepultado na Igreja de
Santa Maria do Olivais em Tomar.

Infante D. Henrique
O
Infante D. Henrique chegou a Tomar no ano de
1417 e no ano seguinte efectuou as primeiras
aventuras marítimas.
D. Henrique, governador da Ordem de Cristo,
em 2 de Janeiro de 1443, com o consentimento
do Papa Eugénio IV, reformou esta Ordem de
modo a torná-la mais apta para as suas
empresas descobridoras e comerciais.
Tomar ganhou um grande desenvolvimento com o
Infante D. Henrique, uma vez que foi ele
quem projectou a parte antiga da cidade
(todas as ruas são perpendiculares ao rio e
paralelas entre si). Concedeu todas as
facilidades necessárias para que se fixassem
pessoas em Tomar, um bom exemplo são os
judeus, para os quais se fez a Judiaria com
a Sinagoga.
Reedificou a Corredoura, actual rua de Serpa
Pinto, a Igreja de S. João e a respectiva
rua, prolongou a rua Direita e Pé da Costa
até à Várzea Pequena. Iniciou também a
construção da rua dos Oleiros, actual rua
Alexandre Herculano, a rua Gil de Avô e do
Camarão, edificou também o Palácio dos
Estaus e o Hospital de Santa Maria da Graça.
Na época houve também uma regularização do
curso do rio, no qual se drenou e saneou as
margens, e o alargamento da levada dos
moinhos e lagares. Mais tarde, estes lagares
foram ampliados por D. Manuel I, daí o nome
de Lagares de El-Rei.
O Infante D. Henrique faleceu em Sagres no
dia 13 de Novembro de 1460.

Outras
notas:
São João
de Acre, porto do Mediterrâneo ao norte de
Israel. Seu nome foi dado a Acre depois da
sua tomada pelos cruzados, em 1104.
Integrada
no Reino de Jerusalém, a cidade foi
conquistada em 1184, por Saladino. Retomada
em 1184 por Ricardo Coração de Leão, tornou
a cair em 1291, ficando nas mãos dos
muçulmanos. Resistiu às tropas de Napoleão
Bonaparte, por ocasião da campanha do Egipto,
em 1799.

O Rei
Salomão começou a construir o templo no
quarto ano de seu reinado seguindo o plano
arquitectónico transmitido por David, seu
pai (1Reis 6:1; 1Crónicas 28:11-19). O
trabalho prosseguiu por sete anos. (1Reis
6:37, 38) Em troca de trigo, cevada, azeite
e vinho, Hiram ou Hirão, o rei de Tiro,
forneceu madeira do Líbano e operários
especializados em madeira e em pedra. Ao
organizar o trabalho, Salomão convocou
30.000 homens de Israel, enviando-os ao
Líbano em equipas de 10.000 a cada mês.
Convocou 70.000 dentre os habitantes do
país, que não eram israelitas, para
trabalharem como carregadores, e 80.000 como
cortadores (1Reis 5:15; 9:20, 21; 2Crónicas
2:2). Como responsáveis pelo serviço,
Salomão nomeou 550 homens e, ao que parece,
3.300 como ajudantes. (1Reis 5:16; 9:22, 23)
O templo tinha uma planta muito similar à
tenda ou tabernáculo que anteriormente
servia de centro da adoração ao Deus de
Israel. A diferença residia nas dimensões
internas do Santo e do Santo dos Santos, ou
Santíssimo, sendo maiores do que as do
tabernáculo. O Santo tinha 40 côvados (17,8
m) de comprimento, 20 côvados (8,9 m) de
largura e, evidentemente, 30 côvados (13,4
m) de altura. (1Rs 6:2) O Santo dos Santos,
ou Santíssimo, era um cubo de 20 côvados de
lado. (1Reis 6:20; 2Crónicas 3:8)
Os materiais aplicados foram essencialmente
a pedra e a madeira. Os pisos foram
revestidos a madeira de junípero (ou de
cipreste segundo algumas traduções da
Bíblia) e as paredes interiores eram de
cedro, entalhado com gravuras de querubins,
palmeiras e flores. As paredes e o tecto
eram inteiramente revestidos de ouro. (1Reis
6:15, 18, 21, 22, 29)
Após a construção do magnífico templo, a
Arca da Aliança foi depositada no Santo dos
Santos, a sala mais reservada do edifício.
Foi pilhado várias vezes. Seria totalmente
destruído por Nabucodonosor II da Babilónia,
em 586 a.C., após dois anos de cerco a
Jerusalém. Os seus tesouros foram levados
para a Babilónia e tinha assim início o
período que se convencionou chamar de
Captividade Babilónica na história judaica.
Décadas mais tarde, em 516 a.C., após o
regresso de mais de 40.000 judeus da
Captividade Babilónica, foi iniciada a
construção no mesmo local, do Segundo
Templo, o qual foi destruído no ano 70 d.C.,
pelos romanos, no seguimento da Grande
Revolta Judaica.
Alguns afirmam que o actual Muro das
Lamentações era parte da estrutura do templo
de Salomão.
Hiran foi o arquitecto que projectou
e construiu o Templo de Salomão até a fase de acabamento. Hiram foi
emprestado a Salomão pelo rei de Tiro que pediu em troca a
manutenção do seu reino durante a construção. Porém, antes de
terminar a obra, três encarregados da construção, resolveram
arrancar do mestre arquitecto os segredos da construção.
Como fracassaram na tentativa, viram-se obrigados a matá-lo para
evitar que este os entregasse a Salomão como traidores. Assim,
Salomão precisou contar com a ajuda de Adoniran (o responsável pelos
30 mil homens que trabalhavam na extracção e beneficiamento de
madeiras nobres para o Templo) para terminar a obra.

Fenícios
Os
fenícios eram uma antiga civilização que se
estabeleceu onde hoje ficam o Líbano e
partes da Síria e de Israel.
Calcula-se
que eles chegaram a essa região por volta do
século 30 a.C., mas os historiadores ainda
não conseguiram precisar de onde eles teriam
partido - especula-se apenas que de algum
ponto do golfo Pérsico. Ao longo da costa do
mar Mediterrâneo e em ilhas da região, os
fenícios montaram várias cidades-estados
independentes, como Biblos, Tiro e Tripolis.
Tais cidades atingiram o auge por volta do
século 12 a.C., quando antigas potências que
dominavam essa parte do Oriente Médio - como
os impérios egípcio e hitita - estavam
enfraquecidos. Aproveitando a oportunidade,
os fenícios transformaram suas cidades em
importantes pólos comerciais. Como não eram
grandes produtores de mercadorias, eles
actuavam como uma espécie de importadores e
exportadores da Antiguidade. Ou seja,
compravam vinho de uma região e vendiam para
outra, que por sua vez produzia óleo e assim
por diante. Para fazer tantos negócios, os
fenícios se especializaram em longas viagens
marítimas. Graças a esse espírito
comerciante-aventureiro estabeleceram pontos
de colonização - que mais pareciam grandes
mercados - em várias áreas do mar
Mediterrâneo, como no norte da África e na
costa da Itália e da Espanha. A partir do
século 9 a.C., porém, esse poderio foi se
esfacelando aos poucos diante da expansão de
outras civilizações do Oriente Médio, como a
dos assírios (no actual Iraque) e a dos
persas (no Irão). No século 4 a.C., as
cidades fenícias perderam de vez sua
importância comercial após serem invadidas
pelo império de Alexandre, o Grande.

Caldeus

A Caldeia
era uma região no sul da Mesopotâmia,
principalmente na margem oriental do rio
Eufrates, mas muitas vezes o termo é usado
para se referir a toda a planície
mesopotâmica.
A região da Caldeia é uma vasta planície
formada por depósitos do Eufrates e do
Tigre, estendendo-se a cerca de 250
quilómetros ao longo do curso de ambos os
rios, e cerca de 60 quilómetros em largura.
Os Caldeus foram uma tribo (acredita-se que
tenham emigrado da Arábia) que viveu no
litoral do Golfo Pérsico e se tornou parte
do Império da Babilónia

Zorababel
Em seu
governo, retomou o retorno do segundo grupo
de exilados, sob a chefia de Zorababel.
Zorababel foi escolhido pelas autoridades
persas para conduzir de volta a segunda
caravana dos exilados, por volta do ano 520
a.C. Era filho de Salatiel e neto de
Jeconias, rei de Judá. Dario I, rei da
Pérsia, constituiu-o governador de Jerusalém
e da Judéia, enquanto os profetas Ageu e
Zacarias exerciam naquele momento seu
ministério profético.
Zorababel é visto por esses profetas como
descendente de David, por meio do qual se
realizariam as esperanças messiânicas. Para
o profeta, Ageu Zorobabel foi escolhido por
Deus para uma missão importante na história
da salvação.
Na caravana de Zorobabel vieram Josué e seus
descendentes. Alguns escritos contemporâneos
retrataram uma rivalidade crescente entre o
representante político Zorobabel e o
representante religioso Josué. Esta cresceu
em prejuízo do descendente real e em
benefício do sacerdócio. Na visão de
Zacarias, duas oliveiras encontram-se ao
lado do SENHOR. Uma delas representa o poder
espiritual ligado a Josué e, a outra, o
poder temporal ligado a Zorobabel. Josué tem
a unção sacerdotal e Zorobabel, a unção
real. Os dois poderes estão associados aos
tempos da salvação e deveriam conviver em
paz, mas não conseguem.
Dario I, depois de muita luta, impôs-se em
521 a.C. consolidando o império persa.
Incentivou a reconstrução do Templo, a qual
foi levada adiante por Zorobabel, apoiado
pelos profetas Ageu e Zacarias. O Templo foi
reinaugurado em 515 a.C., mas sem a presença
de Zorobabel e do profeta Ageu.

Tito -
chefe romano
Cada vez
mais se elevavam as vozes contra a odiada
Roma. Ao partido dos "zelotes" afluíam
fanáticos e rebeldes que reclamavam
incansavelmente a supressão do domínio
estrangeiro; cada um deles levava um punhal
escondido debaixo do manto. Seus actos de
violência alarvam o país. Os abusos de força
dos procuradores romanos tornavam a situação
ainda mais delicada; aumentavam cada vez
mais os partidários dos radicais A crescente
indignação estourou em franca revolta no
meio de 66. Quando, após muitas
arbitrariedades, o procurador da Judeia,
Floro, requisita 17 talentos do tesouro do
Templo, a revolução estoura. Os judeus
escarnecem do procurador, fazendo uma
colecta para o “pobrezinho” Floro.
Resultado: Floro entrega para os seus
soldados uma parte de Jerusalém, para que
seja saqueada e crucifica alguns homens
importantes da comunidade judaica. O povo,
em supremo desprezo, não reage diante do
saque, e o desprezo é vingado: há uma
carnificina geral. Então, os revolucionários
chefiados por Eleazar, filho do sumo
sacerdote, ocupam o Templo e a fortaleza
Antónia. Os judeus de Jerusalém tinham
sitiado a única coorte da 3a Gallica, cuja
base era nessa cidade; e após dias de luta
cruel, tinham matado todos os homens,
excepto o comandante da coorte, o prefeito
do acampamento, Metilius, mesmo após todos
terem se rendido. Ao mesmo tempo, membros da
seita zelote tinham se encaminhado para a
fortaleza de Masada, no Mar Morto, e
massacrado a coorte da 3a lá baseada. Outro
bando de rebeldes tinha feito o mesmo na
fortaleza de Chipre, que tinha visão
panorâmica da cidade de Jericó. Os rebeldes
tinham então se espalhado pelo interior do
país e ocupado a Judeia e muito da Iduméia e
do sul da Galileia. Uma coorte da 3a tinha
procurado escapar de sua fortaleza em
Macaerus e alcançar a capital provincial,
Cesareia. Outra coorte da 3a Gallica, que
controlava a cidade portuária de Ascalon,
tinha combatido os atacantes, mas estava
isolada lá desde então. Agripa II tenta
conter a revolta e não consegue.

Nota Final:
Às 3 da manhã, de 13 de Outubro de 1307, agentes do rei Filipe IV
com a autorização do Papa, atacaram. Num assalto fulminante,
acusaram e prenderam vários milhares de Templários por toda a
França.
Mas, quando entraram no Castelo do Templo em Paris, sede geral da
Ordem, descobriram que todos os documentos e o tesouro tinham sido
removidos.
Também tentaram capturar a frota Templária - a maior da Europa - que
estava atracada em La Rochelle. Mas, uma vez mais se frustrou a
intenção: a frota já tinha partido.
Até hoje, a vasta riqueza dos Templários não foi encontrada; nem
tão pouco foi descoberto para que porto seguiu a frota, ou onde
atracou.

Considerações
O problema dos Templários não era o fundamento doutrinário nem
religioso, mas sim o mundo material que os rodeava. À medida que as
riquezas se multiplicavam, foram se tornando agiotas dos reis,
cobrando juros exorbitantes, alegando que sua fortuna foi
conquistada à custa de muito sangue e assim foram perdendo a
sensibilidade da moral, para em seguida tornarem-se beberrões e
libertinos, justificando seus bacanais com a desculpa de que Salomão
tinha um harém de belas mulheres e nem por isso deixou de levantar o
templo mais famoso em honra à divindade.
Em suas missões pelo Oriente, começaram a misturar a doutrina cristã
com ensinamentos muçulmanos e a fazer com que tudo se resumisse aos
seus rituais - daí a acusação de heresia que viria mais tarde do rei
da França, apoiado pela Santa Igreja. No entanto, consideravam Deus
como uma Deidade Una, pertencente a todos os povos e sistemas
religiosos, sendo exemplo de absoluta bondade e amor.
Mesmo assim, em 13 de Outubro de 1307, Jacques de Molay e todos os
templários da França foram presos pelo rei em nome da Inquisição.
Foram submetidos à torturas inúmeras, sendo obrigados a confessar
seu repúdio à Cristo e a adoração a ídolos infames, como Baphomet
(que seria a própria personificação do Diabo).
Paralelamente, o rei (um dos maiores devedores de dinheiro à Ordem)
já ia julgando-os a revelia, antecipando a Igreja e ao mesmo tempo
se apossando de todos os bens dos templários(e quitando suas
dívidas, é claro). Em 11 de Março de 1314 Jacques de Molay pede uma
audiência com os inquisidores, e quando todos pensavam que ele iria
pedir perdão ao rei, fez o contrário.
O Grão-mestre repudiou sua confissão sob tortura e disse estar
preparado para morrer, rejeitando sua condição de réu e condenando o
papa e o rei por complô contra a Ordem Templária, deixando claro
saber das intenções materiais deles. Foi o suficiente para morrer na
fogueira como herege, com o agravante de crime de lesa-majestade.
Ato corajoso, mas que lhe custou a vida. Já na fogueira, pronunciou
em praça pública suas últimas palavras: "Nekan, Adonay..." e intimou
o papa e o rei a comparecerem perante Deus dentro de um ano.
Curioso, mas um ano depois o papa e o rei morreram de um mal
misterioso, comparecendo a Deus, conforme a intimação de Molay. O
que restou da Ordem Templária está na Maçonaria, que se proclama
descendente espiritual da Ordem, embora alguns autores afirmem que
esta transmissão se verificou por intermédio da Rosa-Cruz.
Paz
Profunda
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite
Ribeiro – Marinha Grande – Portugal |
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