Ecila Yleus

 

 

Nome: Alice Sueli Dantas pseudônimo Ecila Yleus o qual tenho sido reconhecida

Profissão:
Professora e Escritora

Quer falar um pouco da terra onde mora?

Recife ainda preserva áreas com características significativas de matas, mangues e açudes, apesar da destruição de áreas de valor ecológico, mesmo sob proteção legal. Entre elas, os mangues se sobressaem, tendo servido de mote para diversas manifestações culturais. Desde o enfoque sociológico dado pelo médico e cientista social Josué de Castro, de cujas teorias surgiu o conceito de “homem-caranguejo”, até a forte poesia de João Cabral de Melo Neto, falando do homem que busca na lama o seu sustento, passando pelo Movimento Mangue, capitaneado pelo cantor e compositor Chico Science, e que terminou derivando uma série de variações, como a “moda mangue”, a “literatura mangue” e o “cinema mangue”, além da música “mangue beat”.

Quando começou a escrever?

Entre 14 e 15 anos

Teve a influência de alguém para começar a escrever?

A princípio as questões sociais da minha própria vida e depois parti para o mundo e no todo pude projetar a minha arte de escrever pelo amor a palavra e no pespassar das entrelinhas me encontrei.

Lembra-se do seu 1º trabalho literário?

Não

Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano)?

No próximo ano

Tem livro(s) electrónico(s) (e-books) ?

Ainda não

Como vão ser editados?:

Ainda não sei, no próximo ano verei.

Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana?

Sou formada em Letras pela universidade Católica de Pernambuco, licenciada em Português e Inglês. Fui telefonista durante 27 anos da minha vida. Sou uma pessoa que busquei durante toda a minha vida vencer medos, preconceitos e os limites exacerbados que a vida me trouxe. Foi uma criança pobre, de uma família simplória e que lutava muito para sobreviver. Aos 13 anos montei uma escola para ensinar crianças do ensino fundamental tinha 45 alunos. Registrei a escola N. S. do Carmo pela Secretaria de Educação onde tive apoio para desenvolver melhor a função, afinal eu era uma criança ensinando a outras crianças. A tarde estudava no Ginásio pernambucano e a noite ensinava a adultos pela Cruzada de Ação Básica cristã. Tenho uma trabalho que eu fiz que retrata um pouco de mim, que é um Auto Retrato.

Como Escritor (a)?

Escrevo desde os 15 anos e tive algumas participações que me consagraram poeta. Participei do movimento literário administrado pela Universidade Católica de Pernambuco que tinha como membros alunos de direito da universidade que criaram a Academia dos Poetas Mortais da Universidade. No começo desse ano fui homenageada na mesma Universidade pela Mestra Haidée Camelo num movimento literário existente todas às tardes de quinta-feira na própria universidade. Tenho meus trabalhos no Recanto das Letras, overmundo, melhor da  Web, poetas del mundo, convite ao voo poético, arteblog, beco dos escritores e poetas, poetas digital, etc. Componho, tenho contos, haikais e poetrix. Meus trabalhos saem no Jornal da cidade Folha de Pernambuco e no do Rio O Rebate.

Tem prémios literários?

Ainda não

Tem Home Page própria (não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus)?

Não

Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e)  Livro (s) electrónicos, nos nossos sites?

Não

Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ?

Aconselho a qualquer pessoa que se sinta inclinada a escrever que não desistam e que leiam bastante, não se sintam intimidadas por não escreverem tão bem se assim constatarem. Buscar a melhora do que fazemos significa superação e isso é o que devemos fazer constantemente. Sou poeta e acredito que tenho que melhorar muito ainda, mais sinto-me poeta e deixo-me levar pela o bailar das palavras que saem pelos dedos soltas, livres que nem percebo a sua velocidade e pressa para se apresentar ao mundo.

Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:

 
Veneza Brasileira

Recife quadro expressionista,
Cujos sombreados brotam
A consciência de cores e luzes.
Luzes que iluminam o cais, que cortam as pontes,
Cores que colorem os velhos sobrados.
Recife, cidade que abraça os rios,
Cidade de praças mil, menina valente,
Corpo quente que caminha entre a gente.
Veneza brasileira de noites calmas,
Das relicárias igrejas, museus, praias.
Recife expressão da maior condição humana.
Mares, rios, pontes humanas entre bosques.
Ponte Velha com seus lampiões e proteção de ferros bordados.
De mangue-vermelho, mangue-branco, capim elefante.
Cidade - ave, das jangadas, dos jangadeiros,
Que despertam o mar inteiro,
Que se  eterniza ao longo dos anos.
Recife dos coqueirais, jacas, jambeiros.
Cidade das grandes misturas, que acorda valores.
Recife dos sobrados com marcas históricas,
Árabes, holandeses, portugueses que chegaram ao teu porto,
Escorregando em tuas mãos.
Recife caminho de pedras, cidade de homens,
Litoral de colonos, turistas, passistas.
Noites de eternos carnavais, saudosos carnavais.
Cidade, tu és a menina mais linda que meus olhos já viram.
Recife, mostra tua história, alimenta teus mitos
No grito forte dos cablocos de lança, maracatu Leão Coroado,
Blocos da saudade, tambores silenciosos.
Cidade querida de Capiba, Silvério Pessoa, Luiz Gonzaga,
Alceu Valença, Dominguinhos, Haidée Camelo, Lenine.
Recife das pitombas, araçás e mil amores,
Dos balangandãs, das cores das manhãs.
Cidade, tuas noites na beira do cais acordam Brennand,
O mar mansamente contempla sua obra.
O teu povo sai dançando nas ruas,
No compasso quente do teu coração,
Na alegria fugaz dos teus dias.
No sábado de Zé pereira,
No Galo da madrugada:
Recife,tu és menina frevando em nossa alma.

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