Jacó Filho

 

 

ALÉM DA REALIDADE
Jacó Filho


São peças sedutoras que pra vivê-las,
Existe quem faça indistintas loucuras...

Dimensão moldada, além da realidade,
Mas tão perfeita que não há diferença...
Se vista como formas de recompensa,
Justifica bons caminhos, pra felicidade...

Sonhar acordado ganhando na loteria,
Fazer planos reais, incluindo um amor...
Ninguém irá afirmar que nunca tentou...

Imaginado consigo alguém que queria,
Desliga-se do mundo que o maltratou,
Um grande felizardo por ser sonhador...

Cada poema transporta a assinatura,
Que os autores rabiscam nas estrelas...
São peças sedutoras que pra vivê-las,
Existe quem faça indistintas loucuras...

Dimensão moldada, além da realidade,
Mas tão perfeita que não há diferença...
Se vista como formas de recompensa,
Justifica bons caminhos, pra felicidade...

Sonhar acordado ganhando na loteria,
Fazer planos reais, incluindo um amor...
Ninguém irá afirmar que nunca tentou...

Imaginado consigo alguém que queria,
Desliga-se do mundo que o maltratou,
Um grande felizardo por ser sonhador...

Jacó Filho

ESPÍRITO CIGANO
Jacó Filho



Violinos e castanholas em ritmos e volume,
Guiam a minha vida como se música, fosse...
Sigo a bailarina que de mim, aproximou-se,
E dançamos frenéticos, segundo costumes...

Aventuras incertas atraem-me, vida a fora...
Converto-me em arte e por pouco a vendo...
Meu retorno é o prazer sentido por dentro,
Conhecendo o mundo, que a massa ignora...

Abraçando a magia evito grandes esforços,
Pra reger a sobrevivência, de forma prática.
Domino as ciências incluindo a numismática...

Preso a musica que levo a todos os portos,
Direciono pros sonhos, a massa encefálica,
E dou ao espírito,uma existência fantástica...

Jacó Filho

VOCAÇÕES DA POESIA
Jacó Filho


Três vocações formam a invencível trindade que dá a poesia um imensurável poder.
A primeira é a beleza intrínseca, que seduz seus leitores e ouvintes, sejam nobres ou não, ricos ou pobres, e essa força é tamanha, que dela nasce à vocação da liberdade. A poesia garantiu a vida a Nostradamus, que seria queimado vivo se tivesse escolhido qualquer outro estilo para editar suas profecias, do mesmo modo, muito desafetos políticos de regimes ditatoriais escolheram os versos para publicarem suas idéias sem serem barradas pelas censuras, fossem políticas ou religiosas... A união da beleza com a liberdade dá a poesia, sua vocação de eternidade, pois ninguém descarta um poema, que passa de geração em geração, e é graças a essa vocação de vencer o tempo, que temos registros históricos como da guerra de Tróia nos poemas Ilíadas e Odisséia de Homero, o poeta cego, 700 A.C. Temos a divina comedia de Dante Alighieri, e que é dividida em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. Não há uma data exata em que foi escrita, mas as opiniões mais reconhecidas asseguram que o Inferno pode ter sido composto entre 1304 e 1307-1308, o Purgatório de 1307-1308 a 1313-1314 e por último o Paraíso de 1313-1314 a 1321. Temos as centúrias de Nostradamus que foram editadas de 1555 a 1558, e uma última edição de parte do seu trabalho após sua morte em 1568... E temos ainda a considerada mãe de todas as bíblias, a Popol Bug, bíblia dos Atlantes, e a primeira do planeta.
Então, se você é um poeta, ou simplesmente adora poesia e não sabia o motivo de tanta fascinação, aqui está sua resposta.

Jacó Filho

A educação Espartana – experimento exclusivo
Jacó Filho


sparta foi sem dúvida, o melhor laboratório de emoções do Criador, e escolheu seu auxiliar, Licurgo, a quem permitiu que fosse conivente de um sistema radical na educação dos espartanos.
Quando uma criança nascia, o pai não tinha direito de criá-la; devia levá-la a um lugar chamado “lesche”.
Lá se assentavam os Anciãos da tribo. Eles examinavam o bebê, e se o achavam bem encorpado e robusto, eles o deixavam, mas se era mal nascido e defeituoso, jogavam-no no que se chama os Apotetos, um abismo ao pé do Taigeto. Julgavam que era melhor, para ele mesmo e para a cidade, não deixar viver um ente que, desde o nascimento, não estava destinado a ser forte e saudável...
Os filhos dos espartanos não tinham, por domésticos, escravos ou assalariados. Licurgo proibira-o. Ninguém tinha permissão para criar ou educar o seu filho a seu gosto. Quando os meninos completavam sete anos, ele próprio o tomava sob sua direção, arregimentava-os em tropas, submetia-os a um regulamento e a um regime comunitário para acostumá-los a brincar e trabalhar juntos. Na chefia, a tropa colocava aquele que a inteligência sobressaía e que se batia com mais arrojo. Este era seguido com os olhos, suas ordens eram ouvidas e punia sem contestação. Assim sendo, a educação era um aprendizado da obediência. Os anciãos vigiavam os jogos das crianças. Não perdiam uma ocasião para suscitar entre eles brigas e rivalidades. Tinham assim meios de estudar em cada um, as disposições naturais para a audácia e a intrepidez na luta. Ensinavam a ler e escrever apenas o estritamente necessário. O resto da educação visava acostumá-lo à obediência, torná-los duros à adversidade e fazê-los vencer no combate. Do mesmo modo, quando cresciam, elas recebiam um treinamento mais severo; raspavam a cabeça, andavam descalços, brincavam nus a maior parte do tempo. Tais eram seus hábitos. Quando completavam doze anos, não usavam mais camisa. Só recebiam um agasalho por ano. Negligenciavam o asseio, não conheciam mais banhos nem fricções, a não ser em raros dias do ano, quando tinham direito a essas “boas maneiras”. Dormiam juntos, agrupados em patrulhas e tropas, sobre catres que eles próprios fabricavam com juncos que crescem às margens dos alagados e que quebravam sem faca, com as mãos.
No inverno, colocavam nos seus catres o que se chama de lycophones, uma espécie de planta que possui um poder de aquecimento e ou isolante térmico.
Quando completavam 17 anos, os rapazes eram submetidos a uma prova na qual eram obrigados a matar um certo número de hilotas. Isso evitava a superação dos limites demográficos considerados ideais, mantendo o equilíbrio do sistema. Dos 17 aos 30 anos, os espartíatas viviam em quartéis (casernas), dedicando-se exclusivamente às atividades militares. Com idade de 30 anos podiam casar-se e participar da Assembléia (Ápela)

Jacó Filho
( texto extraído do livro QUINTA COLÔNIA) para uma reflexão sobre a educação dos nossos jovens, que não seja tão radical quanto os espartanos mas também tão sem regras com o petista...
 

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