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- Nome: Jorge
Cortás Sader Filho
- Profissão:Advogado
do poder público (Aposentado)
- Quer falar um pouco da
terra onde mora? Moro num lugar adorável, apenas
estragado pelo calor excessivo no verão e hoje dominado pelos políticos
corruptos.
Sim, Niterói é uma bela cidade; as praias
encarregam-se de torná-la assim.
Mas cresceu desordenadamente. A especulação
imobiliária encarregou-se de enfear a cidade. Toda de prédios altos,
que fazem sombra na sua maior praia interna, a de Icaraí. A camada
asfáltica impermeabilizou o solo. Somados estes dois vetores, a
resultante é triste: calor intenso e feiura arquitetônica, sem
circulação de ar.
A grande beleza interna é o Museu de Arte
Contemporânea, criação de Oscar Niemayer. Lindíssimo e funcional. Um
patrimônio universal, sem dúvida.
Nossas praias externas, fora da Baía da Guanabara,
são lindíssimas, mas se tornaram alvo da ganância e desordem imobiliaria
também. Piratininga, Itaipu e Itacoatiara, todos nomes indígenas,
deslumbrantes.
As antigas fortalezas construídas para repelir
invasores franceses, Santa Cruz e Imbhui, tem um charme irresistível.
- Quando começou a escrever?
Enfim, comecei a escrever
aos 11, 12 anos de idade. Sempre passei nas provas de Português por causa das notas que tirava em redação. Não me recordo de
haver tirado nota abaixo da mínima (5, cinco).
- Teve a influência de alguém
para começar a escrever? Aprendi a ler com minha
mãe, Julia Marques dos Santos Sader, que era professora de francês.
Minha curiosidade era tamanha que meus pais encheram uma estante de
livros, especialmente de Monteiro Lobato.
Aos poucos, os autores foram
aumentando e a curiosidade igualmente. O que não impediu uma infância
comportada e juventude bastante 'moleca'.
- Lembra-se do seu 1º trabalho literário? Não me
lembro qual foi o meu primeiro trabalho. Sei que nunca tive problemas
com as provas de Português, no curso secundário. A nota mínima era 5.
A redação valia este ponto, e durante todo o curso não me recordo ter
tirado nota menor, ou seja, garantia minha aprovação redigindo e depois
saía buscando mais uns pontinhos em análise sintática e outras
exigências das provas. Assim
foi até o exame vestibular para Direito. Usei o mesmo expediente,
passei folgado. Em Latim e Francês, tive ótimos professores, consegui
vencer sem maiores dificuldades, inclusive ainda me lembrava das aulas
de francês dadas pela minha mãe, na infância.
- Projectos Literários
para 2012 / 2013? Estou com um livro pequeno em
exame na Record, sendo examinado. A editora é a maior do Brasil. Tem
um parque gráfico imenso e selos de maior qualidade. Talvez seja mesmo
a maior e melhor editora brasileira. O trabalho enviado é bom, mas não
conto com vitória. É bem mais provável ser recusado, como é praxe. São
noventa e poucas páginas onde exploro o dualismo, em diversas formas.
- Tem livro(s) impressos editados há mais de três anos e que não estão
em e.book? Tenho livro publicado pela Editora
Protexto, que através do Projeto Lume, facilita muito o trabalho do
autor.Você envia seu texto. Uma comissão avalia, em pouco mais de um
mês. Aprovado, segue para a publicação sem que você pague nada, salvo
uma taxa pequena. O livro é "A Regra do Jogo", uma ficção política.
Está para ser publicado o segundo livro, já aprovado. "Contos e
crônicas no Portal Literal", site onde escrevo e selecionei os melhores
trabalhos aprovados. Sim, aprovados, pois para publicar no Portal
Literal você deve ter vinte votos dos outros escritores participantes.
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A Regra do
Jogo |
Contos e
crônicas no Portal Literal |
(CLIQUE NA IMAGEM PARA VER OS LIVROS)
com divulgação direta
Internacional, sem paralelo na Língua Portuguesa? E totalmente gratuito?
Não
conheço, mas pretendo conhecer bem a instituição CEN. Mas espero
conhecer rapidamente; aprendo com facilidade
Se está
interessado (a) neste projeto contate-me pelo e.mail ninita.casa@netcabo.pt
Ou indique-nos a alguém (escritor (a) que,
manifestamente, não tem possibilidades de mandar fazer um livro impresso
ou mesmo e.book.
- Fale-nos um pouco de si,
como pessoa humana? Estou
aposentado. Casado há quarenta e quatro anos com Ana Maria Morais Sader,
sem filhos. Gosto de ler, escrever e ver um bom filme, além de ouvinte
diário de jazz e clássicos, música popular brasileira e algumas
estrangeiras. Não dispenso meus três copos de tinto seco, antes e
durante o almoço. Adorava velejar, mas hoje não me sinto em condições
- Como Escritor (a)?
Enfim, gosto de escrever,
como deve estar notando. O último trabalho literário fica sendo este
mesmo. Uma crônica biográfica mambembe, mas escrita de uma só
assentada.
- Tem prémios literários?
Não tenho prêmios literários.
- Conhece bem o conteúdo
(enorme) do Portal CEN - "Cá Estamos Nós"? Não conheço o material do CEN.
- Que conselho daria a uma
pessoa que começasse agora a escrever ? Como
conselho aos novatos, diria para lerem Shakespeare e Hemingway. Aos
poetas, Camões. Ler, reler, ler outra vez e continuar lendo.
- Para terminar este
trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno trabalho seu (em
prosa ou em verso) :
Memórias de um passado distante
Pra você ver
quanta porcaria já fiz nesta vida.
Combustível de
foguete não. Fiz muita bomba, misturando pólvora de cabeça-de-negro
com a preta comum.
Eu e um amigo já
falecido, o Humberto. Como envoltório para a bomba, usávamos bambu
gigante. Ideal! Pavio de dinamite, que furtamos numa pedreira.
Quinze centímetros de pavio são ideais, dá para uma corrida de um
quarteirão. Fuga tranquila.
Quando explode é
um estrago só, fora o barulhão. Derrubamos o muro do Bispado com a
nossa Neca VI, poderosa. Claro que minutos depois chegava a
polícia, e nós cinicamente olhando o estrago.
Ninguém sabia
que éramos nós os autores da sacanagem, e nossa intenção não era
derrubar o muro, só fazer um buraco. Mas colocamos a Neca VI muito
baixa, rente ao chão, e ela possuía tamanho maior do que as
anteriores, levou mais pólvora, com o espaço de ar suficiente para
uma boa explosão.
Não foi mole.
Corremos para o Campo de São Bento. Fez um clarão da moléstia
quando a traquitana explodiu.
Rimos às
gargalhadas, mas quando olhamos o muro caído, espantou. Não era
nosso desejo, e juntou muita gente, que não se aproximou muito do
lugar onde foi cometido "o atentado contra a Igreja Católica", como
os jornais noticiaram no dia seguinte.
Jornalista
inventa demais. Atentado coisa nenhuma, era puro vandalismo de
adolescentes.
Outra história
de um passado distante.
(Resposta a
um e-mail de amigo)
actualizado em
14/10/2012