JORGE DAS GRAÇAS ROCHA

 

 

MINHA LUA AMADA
Jorge das Graças Rocha


Luar que tramita no meu viver,
reflete a alegria deste ser,
que irradia seu amor
contemplando o seu resplendor.
 
Oh! Como é linda a aurora da minha vida,
encantada por fulguras desta lida,
vivida nos passos do amanhecer,
aguardando a história de mais um dia no entardecer.
Tudo é muito lindo! Que emociona,
inspira e nunca nos decepciona;
mesmo assim, precisamos de algo mais,
que muitas das vezes, não nos satisfaz.
Precisamos de uma companhia,
que nos possa acalentar;
em seus braços nos embalar,
nesta vida, com o seu revés, nos acariciar.
 
Sim. Claro! Como crianças devemos ser,
é a essência do fator perceber
as belezas neste vale de ilusão.
Como crianças temos pureza
e muita riqueza de coração.
 
Coração puro de um viver salutar,
aguardando o dia da vitória chegar,
trazendo alegria
e nos livrando da nostalgia;
levando-nos para o terno lar.
 
Minha amada, tão sonhada;
contemplada a cada momento.
Por favor, tira de mim essa dor.
Preciso muito do seu acalento.
Lua amada da minha vida; Oh querida!
Aguardo o momento...

Jorge das Graças Rocha

A BORBOLETA DAQUI
Jorge das Graças Rocha

 

Entre muitas que voavam em meu jardim,
havia sempre uma, que gostava de mim.
Entre as flores e os frutos ela sempre estava;
dando prova viva, significativa, que me amava.
 
Oh que tão bela lembrança,
daqueles dias de nobre esperança.
Atualmente, está tudo diferente.
Não tenho visto as borboletas mais.
Onde estão elas? Tão belas!
Foram momentos que não esquecerei jamais.
 
Recentemente, eu estava muito triste;
sentia saudade, da minha tenra idade.
Sim! Juventude, que não mais existe.
Então resolvi navegar na incerteza;
sem sublimidade, sem finalidade e sem destreza.
Mas, num momento especial, fora do normal,
encontrei a borboleta daqui que voava.
Ela estava longe, porém o visor mostrava.
Enviei uma mensagem, ela atendeu.
Conversamos muito; claro! Ela e eu.
 
Não é uma borboleta solitária, ela tem alguém;
que mesmo de longe, do exterior, a chama de:
Meu bem!
 

Jorge das Graças Rocha

Erro
Jorge das Graças Rocha


Sim! Muito claro, errei.
Tira-me deste tormento, agora sei.
Dá-me o teu alento, entendi.
Então, será que posso prosseguir?
Acredito que, aprendi!
 
Meu bem! Existe um, porém;
se eu te peço assim:
"Dá-me um copo de café".
Você acha esta expressão ruim?
Todo mundo fala assim!
Então, errada não é.
O copo é de vidro? Cristal?
Mas, o café é o principal.
 
Claro que, é uma linguagem popular.
Se eu sou um poeta, preciso estar no ar.
Sim, ficar em sintonia, como numa canção.
Saiba que, não sou da erudição.
Claro, conheço o meu lugar;
Sou, apenas, um poeta popular.

Jorge das Graças Rocha

2010

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