HÁ ESTRELAS NOS RUMOS DE
QUEM PARTE
José Liberato Pires Ferreira
Buscando mundos que se
somem nas distâncias
No trote lento de quem
persegue um horizonte
Se agita a poeira pra
sangrar lembranças
Marcas escrevem nova
história de quem parte.
Enquanto estrelas
viajeiras cruzam o céu
Riscando a noite nas
rosetas de sua prata
A cantilena na lagoa
embala a lua
E nazarenas cantam penas
nas estradas.
Vou como o junco que se
agita nos remansos
Não se quebrando ao
vento ou fúria das
aguadas
Contando histórias de
minuanos indomados.
Tocando flautas na
cantiga das taquaras.
Seguindo o rumo de novas
auroras e poentes
Sovando trilhas de
lembranças que carrego
Meu cavalo vai riscando
o ventre das campinas
E a primavera vai
brotando na macegas.