Maria Mendes Corrêa

 

 


Está em nossas mãos

 

A mão que esmaga é mão que solta.
A mão que aperta é a mão que liberta.
Depende do que está em nossas mãos
E da vontade que flui do nosso coração
Depende do ser humano que é você
E do que pensa e acredita ser.
O destino leva, o destino traz.
Perdemos pessoas queridas
Ganhamos outros na vida.
Com nossas mãos cumprimentamos
Com nossas mãos despedimos.
As mãos dos médicos curam
As mãos dos bandidos matam.
As mãos dos ladrões roubam
As dos caridosos doam.
A mão que dá, não pode ser a que tira.
A mão que educa é aquela que toca
Não pode ser a que sufoca.
Aquela que trabalha e luta
Conquista vitórias apesar da labuta.
A mão que cura, ignora a que fere.
A mão que ajuda ou apenas interfere.
As mãos são suas...
Cabe a você escolher!
Depende de você,
Da sua vontade, da sua bondade.
O que a mão esquerda faz
A direita não precisa saber.
Ou nos aplaudimos com nossas mãos?
Ou escondemos com ela nosso rosto,
Envergonhados pelas nossas ações!

Maria Mendes Corrêa

 

VIDA
É hora de viver
Viver o hoje
Sem pensar no ontem
Que perdemos
Ou no amanhã
Que talvez ganharemos.

Viver somando as alegrias
Subtraindo as tristezas.
Multiplicando a felicidade,
Dividindo as infinitas belezas.

Acreditando nos sonhos
Deixando de lado as desilusões
Certos de que valeram a pena
Nossas decisões.

Correr atrás do prejuízo
Principalmente do tempo perdido.
Voltar e achar o caminho certo
Levantar devagar e sempre
Procurando evitar o incerto.

Mirar a flora e a fauna
Vivenciar os encantos
Da natureza.
E agradecer tanta vida,
Tanta beleza!

Sair da dor
Entrar na fantasia
Buscar o oculto e
Descobrir os mistérios
Da magia!

Viver na matemática da vida,
Onde cada soma é também subtração.
Talvez esperamos demais
Para dizer a palavra perdão.

Respirar profundo,libertar,
Fazer acontecer...
Pois na vida precisamos ter
Urgência de viver

Maria Mendes Corrêa

 

 

O LÍRIO E A BORBOLETA


Branco, alvo e perfumado, vivia o lírio em um maravilhoso jardim.
As rosas brancas e vermelhas, próximas a ele, misturava a tonalidade encantando e dando um aroma misto de amor e fantasia.
Era um jardim esplêndido: margaridas, crisântemos, dálias, jasmins e várias espécies de flores, ornavam aquele lugar!
O majestoso lírio era a flor que mais sobressaia meio aquelas flores, devido seu doce e encantador perfume e sua rara beleza. Todas as flores eram apaixonadas por ele. As rosas brancas e vermelhas, aproveitavam a brisa leve que as tocavam, só para dobrar seus galhos e tocar suavemente naquele que era sem dúvida uma majestade.
Era primavera, manhã de setembro, quando uma borboleta bem vermelhinha sobrevoava por ali. Seus olhinhos brilharam de encantamento quando mirou o majestoso lírio. Admirada ela bateu suas asinhas e foi feliz sugar um pouco do néctar daquela flor de rara beleza.
--Que doçura! Que suavidade! Nunca havia provado um néctar assim!
Dizia a borboleta.
Ficou deslumbrada... Apaixonada...
O lírio por sua vez nada entendia do mundo das borboletas e não percebeu aquele doce toque de amor. Ele sonhava era tocar todas aquelas flores que ele percebia ser apaixonadas por ele.
A borboleta não desistia, ia e vinha sempre aquele jardim e percebia a indiferença do lírio, mas notava com muita tristeza o interesse dele por todas as flores.
Ela também queria ser uma flor! Queria exalar perfume para contagiar o seu grande amor!
O tempo foi passando e ela só entristecendo... Entristecendo... Enfraquecendo... Até que não conseguiu mais voar...
Desesperada e entre lágrimas, ela fez uma súplica a Primavera:
_Oh! Linda estação das flores, não me deixe morrer de amor! Permita que eu vá pertencer ao mundo das flores e nasça naquele jardim, bem pertinho daquele lírio tão alvo e perfumado, por quem me apaixonei perdidamente, só assim continuarei vivendo...
Condoída, a primavera resolveu atender a súplica da infeliz borboleta. Soprou ao vento suas asinhas vermelhas, que foi parar bem próximas ao lírio, junto às rosas brancas e vermelhas.
Naquele momento, o lírio se encontrava desesperado... Era tão lindo, majestoso, mas inerte! De que adiantava tanta beleza, se não podia roçar as lindas flores que não cansavam de admirá-lo.
Então, para sorte do lírio pousou em sua corola, a Rainha das Borboletas que tinha o poder de ouvir as flores.
Ele não perdeu tempo e desesperado suplicou:
_Oh! Rainha das Borboletas, deixe eu ser do mundo da fauna ,eu não sou feliz pertencendo ao mundo da flora, eu queria tanto ser um beija- flor!
_Está com sorte! A sua rainha, a Primavera acaba de atender a um pedido de uma borboleta que queria ser flor e em agradecimento a ela vou transformá-lo em um majestoso beija- flor da cauda branca, vai beijar todas as flores e poder sugar o néctar de cada uma delas.
A brisa soprava suave naquele instante de transformações.
Duas asinhas vermelhas caiam bem próximas ao lírio, desabrochando numa linda rosa vermelha...
Um majestoso lírio se fechava, para se transformar em um encantador beija-flor da cauda branca e alva...
A rosa apaixonada olhou em direção ao lírio, mas viu que ele se transformava em um esplêndido beija–flor, que voou... Tocou suas pétalas... Sugou o seu néctar... E foi feliz beijar outras flores que ansiava também ser sugada por tão majestoso beija – flor...
A rosa olhou desesperada...
De suas pétalas rolaram lágrimas sofridas, que descendo pelo caule se transformaram em espinhos. Seu caule foi se tornando mais forte e a sustentou, não deixando que desfalecesse.
Olhou para os lados e viu tantas flores maravilhosas... Percebeu que não estaria sozinha para suportar aquele momento de dor...


Maria Mendes Corrêa

 

 

AS FLORES


Lindas, belas e perfumadas
Encantam qualquer jardim
São por todos muito amadas
Desde o lírio até o jasmim.

Ao exalar seu perfume
Deixa um encanto no ar.
São como peixe num cardume
Fazem a beleza do mar.

Embeleza todo o ambiente
Que é nossa meta enfeitar
Alegra a vida, enfeita a morte
Nascem mesmo para encantar!

Têm na haste os espinhos
Que as tornam fortes e belas
Aceita-as com todo carinho
Sejam brancas, vermelhas, amarelas.

São tão belas e perfumadas
Quanto ás mãos que a oferecem
Presenteie as pessoas amadas
E a quem julgar que as merece.

As flores são com certeza
Uma dádiva de amor
Presente de Deus a natureza
Encantos de Nosso Senhor!

Maria Mendes Corrêa

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