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Margarida
Reimão dos Reis de Araújo nasceu em 04/09, filha de
Gonçalo Antônio dos Reis e Maria Pereira Reimão.
Endereço: Rua Dr. Diógenes Malacarne, 360/1202 – Vila
Velha – ES
Site:
http://www.margaridareimao.hpg.com.br
Formação acadêmica:
Licenciatura plena em Letras - UCSsal - Ba
Administração de Empresas – Escola Baiana para
Executivos
Secretariado Executivo – Universidade para o Trabalho -
Ba
História, com defesa de tese sobre o Perfil da Sociedade
Grega, na Universidade de Brasília,
Introdução à Psicanálise – Escola Lacaniana de
Psicanálise de Vitória.
Língua Francesa - Aliança Francesa
"Não se pode ter certeza do dia seguinte; senão o
existir ficará uma sucessão de dias e de noites sem
desafios. Somos borboletas errantes que precisamos
inventar nossas venturas e conquistar as sementes para
os próximos sonhos." (Margarida Reimão)
"Por que evitar a música do encontro. Por que não se
deixar tocar numa carícia, sem recusas, deixando o
tímido afago prender as pontas dos dedos e fazer-se um
vulcão?" (Margarida Reimão).
Baiana de nascimento, residindo no Estado do Espírito
Santo desde 1995, a trajetória de Margarida Reimão pelo
mundo das letras começou aos sete anos quando fazia a
segunda série do curso primário e, vida afora,
dedicou-se a escrever. A professora pediu-lhe uma
redação sobre a chuva. Ela criou uma estória onde a
personagem conversava com a chuva e pedia que molhasse
os campos mas, não chovesse em seu guarda-chuva, velho,
cujas bolinhas do estampado, deixava passar pingos
d’água.
Na devolução do trabalho recebeu da professora o maior
dez possível, em vermelho, de ponta a ponta da folha
pautada. Aquele foi seu grande incentivo, e talvez por
isso, nunca mais parou de escrever. Editou o primeiro
livro catalogando as prosas e poesias da juventude em
1982, e de lá até aqui, foram escritos mais de uma dúzia
de livros, muitas prosas, poesias, contos e crônicas.
"A vontade tem um quinhão muito grande na vida de
Margarida Reimão e, de braços dados com tal sentimento
eis que surge a figura proporcional e agradável, de pele
tipo morena e um sorriso encantado da cabocla cuja
presença de flor vem do nome.
Margarida Reimão é escritora; tinha que ser, viver
somente não seria o bastante para tamanha vontade, tinha
que contar, tinha que gravar e assim marcou sua presença
sob a forma de livros...
Mas, se a natureza fez a sua parte Margarida não se
descuidou, estudou, preparou-se e, assim, preparada ela
segue escrevendo livros.
O penúltimo foi diferente: a autora e a personagem eram
os mesmas e a historia deixou de ser ficção e foi muito
difícil de ser contada, ainda mais na primeira pessoa, A
PONTE DA PASSAGEM. Nele Margarida contou como vivenciou
o grande desafio - um câncer -, e continuou a viver e a
escrever livros.
Lançou o livro em maio de 2001, já esgotado, e em
janeiro/2002, terminou O CONTO QUE EU VOU CONTAR
(inédito). Que bom seria se a gente pudesse, ou se eu
pudesse, juntava Margarida a outras tantas que poderiam
continuar a viver porque sempre somariam. Vamos torcer
para que essa baiana de nascimento ainda nos sorria
muito e nos presenteie sempre com seus clones em forma
de livros. "
(Roberto Lírio – webmaster).
Livros escritos, com resumido comentário dos Editores:
O CONTO QUE EU VOU CONTAR – (2001 – inédito) contos
alegres, com histórias de amor e encontros, dando
pinceladas em vidas passadas das personagens,
construindo lendas milenares num sabor muito especial
para os amantes da boa leitura.
A PONTE DA PASSAGEM – (2001) – É uma narrativa na
primeira pessoa onde não existem personagens fictícias e
a realidade ajuda a desbloquear os corações aflitos e
geminados com o fato de terem tido, ou estarem passando
pelo mesmo "calvário" que ela passou, um câncer. O
livro, com certeza, é um segmento de auto-ajuda e,
milhares de pessoas precisam das palavras de Margarida
Reimão, que compartilha esperança e palavras para tornar
possível os sentimentos de amarguras momentâneas, vez
que o espírito é secular e o tempo é o pai de todas as
discórdias e dores. (Os Editores).
"Sei que inúmeras vezes precipitei minhas partidas,
abandonei o que precisava ser retido, fiquei de pé
quando o correto seria ajoelhar-me. Entretanto, sujeita
às falhas, tracei a vida num mapa claro, bem delimitado
pela honra, pela lisura e ainda cerquei os limites com
lagos e mares de lágrimas derramadas desde a infância".
"A vida é um jogo e quando a gente atenta pode já ter
sido iniciado, mas não deixemos que as primeiras apostas
sejam as definitivas. Guardemos o silêncio especular
entre as frestas cinzentas dos infortúnios e sepultemos
toda fadiga para lograr o êxito dos vencedores.
(Margarida Reimão – trechos do livro A PONTE DA
PASSAGEM).
CROSSING THE BRIDGE (2001) versão em inglês do livro A
PONTE DA PASSAGEM, traduzido por Márcia K. Lee-Smith.
"Even when our house burns in fire this can be God’s
hands. He provides strength to His children, and the
casuality can be the big door for the right things".
(Margarida Reimão – trecho de Crossing The Bridge)
ANTOLOGIA EROS DE POESIA (2001) - Uma declaração de amor
ao amor de toda gente (PD Editora – Literatura – São
Paulo). " Quando um corpo esbarra em outro corpo e o
eriçar de pêlos denuncia a tormenta iminente não há fuga
possível quando um corpo esbarra em outro corpo e os
olhos indagam possibilidades. O amor é uma interrogação
permanente um vislumbre, um alento, uma loucura fuga e
encontro vida e morte." (Nalu Nogueira, escritora e
Diretora da Editora PD Literatura – São Paulo).
As poesias premiadas de Margarida Reimão. Primeiro lugar
Nacional – Canção do Amor e Seus Sóis, Editora Shan
(Porto Alegre- RS) e Fogo Serpentino – do Concurso Eros
de Poesia Sensual – PD Literatura (São Paulo).
25 ANOS DEPOIS – romance (1996). Uma história de amor de
dois adolescentes que se reencontraram 25 anos depois.
"Abraçaram-se em temperança visceral que refletia todo
afeto, toda a chama e todas as promessas de renovação.
Ali estavam duas pessoas que se atreviam a declarar e a
viver um amor guardado por muito tempo, mesmo que
aparentasse ser fora de hora, ou de propósito, mesmo que
despertasse a ambigüidade dos cépticos, o silêncio dos
ponderados, o enigma dos misteriosos, a secreta ironia
dos sorridentes, a contundência dos agressivos, a remota
paralisia dos omissos. Eles estavam cheios de amor e
derramavam-no em cascatas esmagadoras, não poupando nem
mesmo os objetos inanimados. Não havia medo entre eles,
pareciam inatingíveis a qualquer peleja, oculta ou
mística, ossuda ou patética. Por isso, soavam estranhos,
como se não humanos, como se fizessem parte de um recém
descoberto planeta. (Margarida Reimão – trecho do livro
25 Anos Depois)
CEM CRÔNICAS – Coletânea de diversas crônicas e ensaios.
É uma boa conversa com o leitor que parece estar sentado
em frente à autora, ouvindo seus "causos".
O ESPELHO DE AGNES - romance (1995). "O universo da
mulher e a ventura no sentido de que os seus anseios e
propósitos sejam concretizados como grandes
acontecimentos" (Os Editores - Contemp).
"Os olhos de sol, cansados de tanta emoção cruzaram
aqueles de onça mansa matreira e escorregadia no refego
da presa. Eram seus conhecidos, apesar da distância do
palco, ela podia divisar e não economizou para passar
atrás vinte e sete anos. Desenrolou o carretel do tempo
e viu que tudo era igual: as vestimentas, as expressões
dos rostos... pequenas modificações foram acrescentadas
mas o quadro era o mesmo...
Sei que sou um fantasma e só me trouxe aqui por ser de
fato, invisível aos olhos de todos. Aceite as rosas, por
favor. Ela estirou as mãos aquiescendo. – Aos meus olhos
não precisava. – Mas aos meus ímpetos precisava. Felizes
aqueles que, mesmo tardiamente, aprendem a manifestar
sua humildade e a se expor tão severamente aos desgostos
de quatro gerações. Aqui não me cabe. Vim apenas como um
pagador de promessas ao seu santo, nada mais!"
(Margarida Reimão – trechos do livro O ESPELHO DE
AGNES).
VICTÓRIA - romance (1993). "Uma história quente de amor
e vida, cujas personagens retomam o sentido fugaz da
paixão e busca a liberdade, inserindo-se num cotidiano
que estabelece toda uma época. (Os Editores - Galden’s/Contemp).
"Havia uma sede, uma fúria braba como uma fogueira que
queimava lá dentro. Foi duro achar meus pedaços. Entrei
em profundo luto, dei um tempo para mim, comparei minhas
mágoas com meus sonhos e vi que, apesar dos sofrimentos,
os sonhos ganhavam; mas, que iria fazer com tantos
sonhos? Eles não servem para nada... Na minha
ressurreição interna vi que sem os sonhos nada se
constrói. Eles são a mola mestra e exigem respeito."
"Ficaram na varanda até bem tarde, acordando-se como as
flores dos espinheiros silvestres. A emoção das
revelações lhes doíam, a reflexão lhes gerava uma
saudade que sabiam terem que enfrentar. Haviam sido
chamados pelo amor. Todavia, os caminhos eram por demais
torpes e não os conduziriam a alegria de estar, porque a
vida prática ganhava o jogo. Po isto, sobravam-lhes
poucas opções. Estavam tristes com aquelas escavações."
(Margarida Reimão - trechos do livro VICTÓRIA).
A OUTRA FACE DA FACE – (1992) prosas e poesias.
"Insere-se aos grandes valores da literatura brasileira,
por sua técnica estilo e conteúdo extremamente
contemporâneos. Seus temas são bem variados – do amor à
liberdade..." (Os Editores - Galden’s/Contemp).
CARTAS A UM DESCONHECIDO (1987) - prosas e poesias. São
cartas "proseadas", outras são versos livres,
esperançosos, saudosos, alheios, inteiros,
indeterminados, partidos... mas, certamente, têm
endereço certo no coração, ou na razão das pessoas. (Os
Editores Contemp).
O CONTO QUE NÃO CONTEI – contos (1984) –"Personagens
persistentes e irreverentes, um amontoado de ilusões,
uma pitada de confusão, surpresas gostosas... são os
ingredientes do deste livro de Margarida Reimão". (Contemp
Editora).
CANTO AO VENTO (1983). Poesias. "Um registro dos
sentimentos mais primários e mais etéreos – uma
condensação do ser e do sentir". (Os Editores: FEBAE ).
EGO LUZ – (1983). Coletânea de poesias, onde participam
diversos autores baianos (FEBAE).
BARCO À DERIVA – 1982 – Poesias e prosas. "Barco à
Deriva foi o encontro com minha "fossa", minha solidão e
minhas alegrias", diz Margarida Reimão.
Outras Informações:
Margarida Reimão escreveu em diversos jornais. Criou
boletins literários e trabalhos voltados para a
literatura. É Membro da Sociedad de Escritores y
Artistas de Bolívia, desde 1989. Membro do Conselho
Consultivo da Federação Baiana de Escritores/FEBAE,
desde 1984. Membro da Galden’s/CONTEMP, desde 1987,
associada da REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras,
desde 1999, Coordenadora do Magazine lusitano, (Lisboa/Algavre
– Portugal) "Cá Estamos Nós" CEN, nos Estados do
Espírito Santo e Bahia, desde 2000.
Foi jurada do Concurso Lagoa do Abaeté, em Salvador -
Bahia em 1983, 1986 e 1991 e jurada de diversos
concursos literários realizados em Salvador-Ba, entre
1982 a 1994.
Na área de Psicanálise tem se dedicado a estudar e a
participar de Simpósios, Cartéis e Congressos ligados à
Arte e aos escritos. Eis alguns dos mais importantes: "A
Dor e a Arte" . " A dor e a dor de existir". "Do
Inacabamento da Imagem ao Escrito". "A dor e a Criação".
"Amor, Dor e Êxtase na Criação Literária". "Da Tragédia
ao Desejo – Uma Passagem". "O Nascimento e a Morte nas
Tragédias". "A Erótica na Narrativa". "A Ciência na
Ótica do Artista".
Esotérica, crítica, perfeccionista, gravita em sua
própria órbita como muitas de suas personagens,
recomeçando em todo amanhecer, extraindo de si toda
essência e ficando sempre disposta às coisas novas.
"Os movimentos da vida são diminutos, se não prestarmos
bem atenção tudo fica preso no carretel do tempo."
(Margarida Reimão).
"Andei tanto e tenho muito a percorrer. Quantas
lembranças me rodopiam, é minha vida passada a limpo.
Continuarei nas divagações mas terei coragem de
percorrer o corredor porque sei que as pessoas vão e
muitas não voltam jamais, cada tempo tem um abrigo, uma
esperança, outros sonhos.." (Margarida Reimão).
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