Nara de Amorim Pamplona

 

Poema Sublimado
Nara Pamplona

VOCÊ


Deixa  meu coração quieto
Minha  dor quedando-se adormecida e
Alma  antes fragmentada e dorida, hoje
Sorrindo  ante a porta aberta de novos rumos...
Enquanto  os sinos dobram no silencio da noite e o
Pulsar  dos sons encontram ecos perdidos
O  seu rosto reflete-se no espelho das lembranças
Coração  reiterando desejos não realizados
Até  promessas jamais cumpridas!
O  meu olhar suavizou-se antevendo o
Fim  de tantos anseios e quimeras
Dos  desejos ardentes e persistentes
Sonhos?  não! realidade de um eterno amor!

Rio de Janeiro, 17/05/2012
Nara Pamplona

ALMA DA POESIA

Nara Pamplona


Que essência perfumada exalam
Os textos que enfeitam o papel
Matizando-o com multicores sutis
Dando-lhe vida rica e colorida!

Letras que dançam buscando rimas,
Como bailarinas ansiosas o seu passo
Solfejando tons frenéticos, inebriantes,
Buscando o climax da beleza, do êxtase!

Poesia, és tu, que, com tua alma iluminada...
Aqueces os corações enamorados,
Mitigas as dores do mundo conturbado,
Envolvendo-os com teus diáfanos véus!

Alma tenaz que instiga os sentimentos,
Cavando versos em solos adormecidos,
Como pérolas encrustadas em conchas esquecidas...!
 

Rio de Janeiro, 17/05/2012
Nara Pamplona

DANÇA DO AMOR

Nara Pamplona


Em sons cadenciados, a melodia chama
Um arrepio percorre as entranhas
O coração pulsa em febril frenesi
As pernas indóceis tremem, reclamam...


Nossos corpos enroscam-se ansiosos
As mãos ajustam-se com pressa
E em loucos, apaixonados movimentos
Inicia-se a dança da sedução, da paixão!

Os olhares cruzam-se em lúdicos diálogos
Os suores misturam-se em ardentes ferormônios
As faces acariciam-se em erótico entrelace!

Acende-se a fogueira do sumo prazer
E enlevados nesse mundo de fantasia
Giramos na roda insaciável da dança do amor!


Nara Pamplona

HOJE...! APENAS HOJE!***

Nara Pamplona



Hoje permitirei que invada meus espaços
Compartilhe meus segredos, meu íntimo
Faça de mim sua gueixa dócil, disponível
Usufrua favores nunca antes oferecidos...

Que desabafe suas dores sem apartes,
Navegue no mar revolto de meu corpo
Sem que naufrague por gestos meus
Com seu barco enfeitado de vãs promessas...

Hoje...quero ser inteiramente sua
Quieta, gozando os prazeres da entrega total
E senti-lo como meu amo, senhor do meu destino...

Hoje...Apenas hoje...!
Despojada de defesas, de senões, indagações
Aceitarei-o soberano no reduto mais íntimo do ser...
 

Rio de Janeiro, 16/05/2012
Nara Pamplona

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