Nome: Patricia Neme
Profissão:
Engenheira têxtil e tradutora
Quer falar um pouco da terra onde mora?
Vivo no estado do Tocantins, no coração do
Brasil. Um local belíssimo, com uma natureza
surpreendente, também povoado por seis nações
indígenas e um patrimônio arquitetônico de
grande beleza e importância cultural.
infelizmente ainda é uma "capitania
hereditária", já que tem por donatárias duas
famílias, que entre si detêm o poder. Assim,
quem fala o que pensa ou sente... É podado.
Quando começou a escrever?
Comecei a rabiscar já aos nove anos.
Teve a influência de alguém para começar a
escrever?
Não, sempre punha no papel o canto da minha
alma.
Lembra-se do seu 1º trabalho literário?
Não consigo lembrar
Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano)?
RELICÁRIO, dedicado à minha neta Luíza, 2006; O
Livro da Intimidade, um trabalho poético baseado
nos Salmos bíblicos, 2008.
Tem livro(s) electrónico(s) (e-books) ?
Não
Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana?
Sou uma mulher muito simples, sem
deslumbramentos. Profundamente temente a Deus,
apaixonada por Jesus, o Cristo, pelas montanhas
de Minas Gerais e por cães. E por Luíza, um
lindo presente que o céu me enviou.
Projectos literários para o ano 2009 ?
Editar meu terceiro livro, TEMPOS, onde brinco
com a poesia livre, o que não me é fácil.
Como Escritor (a)?
Por alguma razão que desconheço, expresso-me
melhor através de sonetos.
Tem Home Page própria (não são consideradas
outras que simplesmente tenham trabalhos seus)?
Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm
em ter sua Home Page ou (e) Livro (s)
electrónicos, nos nossos sites?
Não
Que conselho daria a uma pessoa que começasse
agora a escrever?
Quem gosta de escrever, necessita também gostar
de ler e estudar profundamente o idioma em que
escreve.
Para terminar este trabalho, queira fazer o
favor de mandar um pequeno (e original) trabalho
seu (em prosa ou em verso) ?:
Auto-retrato
Patricia Neme
Me pedes das feições, contempla os traços,
das vidas, cujo lar é uma calçada.
Caminhos, onde os sonhos são escassos,
aos quais o fado oferta o nada... Nada!
Encontra-me no olhar do pequenino
privado de carinhos, de alimento;
na infância - filha de único destino:
um chão, sem sepultura, alma em tormento.
É minha a voz pungente em elegia
às ilusões ceifadas pela guerra
(por quê pretendem vã toda agonia
da cruz, a suplicar por paz na terra?).
Meu rosto é feito da pura energia,
criando as esperanças do amanhã;
é cheiro de pão quente e mão macia
que planta e colhe o fresco do hortelã.
Em mim repousa o credo na igualdade
dos povos, pouco importam credo ou raça;
e a gratidão à eterna divindade
que a bichos, gente, plantas, tudo abraça.
Eu sou o verso aceso, alma serena,
sou noite perfumada de jasmim;
mãe de toda Maria - ou Madalena...
Me pedes das feições... Eu sou assim! |
2009