Nome: Pilar Casagrande
Profissão: Escritora, Poeta e Jornalista
Quer falar um pouco DA terra onde mora?
Rio Claro/São Paulo - BRASIL
FELI(Z)CIDADE AZUL
Pilar Casagrande
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Venho da cidade plana, da terra evocativa,
Que é o êxtase, o encantamento,
A tortura da beleza.
Venho do húmus procriador e eterno,
Que lateja nas entranhas fecundas
De uma região ensolarada e sugestiva,
Para a glória do sonho.
Venho no gesto exilado de um viajante sem norte,
Que fugindo ao torpor letárgico dos vales,
Ébrio de luz, na febre imensa dos sentidos,
De longe avista os plainos verdes da esperança,
No heráldico matiz das palmeiras esguias.
Venho da doce embriagues do culto da saudade,
Num estranho langor de ritmos inéditos;
Que a flama do meu ser vibre e cante de novo
A reflorir na luz astral da minha terra,
Na terra do bravo Sol e heróica gente.
Venho irisar de azul as noites negras,
Em que passei velando o esquife
Merencório, de ilusões dispersas.
Venho o exílio longo e amaro das tristezas,
Das tardes brumas e das horas de cismas,
Crucificado nos meus próprios pensamentos.
Venho da romaria ideal de um novo culto,
Para ver os teus poentes de miçangas multicolores,
Os teus dias de ouro e os teus colares de estrelas,
O teu céu azul com braceletes de diamantes,
A ara cheirosa e quente das tuas paisagens.
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Quando começou a escrever?
Fui sempre leitora voraz, mas fui escritora de gaveta até 1997 quando
participei de um concurso literário e me convidaram para fazer parte de
um grupo de escritores, o CLIRC – Centro Literário Rio Claro, do qual
sou presidente há seis anos.
Sou colaboradora do jornal Diário do Rio Claro desde de 1997 (crônicas),
em 1999 comecei a escrever poesias. Participei de dois concursos e
ganhei os dois (sorte de iniciante), daí pra frente participei de
inúmeros concursos nacionais e internacionais e fui premiada em alguns.
Participei de várias antologias no Brasil e duas na Itália. Sou também
Acadêmica Praeclarus do Clube de Escritores Piracicaba.
Teve a influência de alguém para começar a escrever?
- Sim de meus pais
que também sempre gostaram de ler.
Lembra-se do seu 1º trabalho literário?.
Foram as crônicas que comecei a
enviar para o jornal em 1997.
Tem livro(s) electrónico(s) (e-books), editora e ano? -
13 ebooks - AVBL
Projectos literários para este ano de 2009/10 ?:
Sim.
Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana? :
PILAR CASAGRANDE, casada, sócia da CAPI (representações comerciais), meu
escritório é aqui em Casa e fico on line durante todo o dia. Por esse
motivo, nas horas vagas, participo ativamente das cirandas da Internet.
Como Escritor (a)? : -
Desde que assumi a presidência do CLIRC, nós OS
escritores, passamos também a fazer o trabalho de Atores Sociais (rede
social do SENAC): ensinamos poesia, literatura no Centro de
Ressocialização Feminino de Rio Claro (cadeia). Já tivemos três
reeducandas premiadas em concursos de poesias.
Também realizamos workshops de poesia visual, literatura, folclore,
incentivo a leitura através de contar história e fazer livros com
recortes em entidades sociais que atendem crianças, jovens e adultos
carentes.
Coordeno uma campanha ininterrupta que arrecada livros que são doados
para escolas e entidades sociais que nos solicitam.
Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? :
Não, quando bate a inspiração eu já anoto mentalmente e depois passo
para o papel
Tem prémios literários?:
Participei de inúmeros concursos nacionais e internacionais e fui
premiada em alguns. Participei de várias antologias no Brasil e duas na
Itália.
Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? :
Leia muito e coloque todo sentimento para passar coisas boas para os
leitores.
Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de digitar (ou colar)
um pequeno (e original) trabalho seu, em prosa ou em verso
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PEQUENO RELICÁRIO
As almas sempre palpitam entre
Um rumor de plumas tenuíssimas,
Numa aflição de asas fugazes,
Que são OS adeuses,
Os acenos frenéticos das despedidas.
Por isso, mal pressentem,
O voejar sutilíssimo do tempo.
O tempo voa sempiterno,
Para um destino sem horizontes:
A eternidade.
Ela tem duas asas infinitas:
A luz e a treva, OS dias e as noites.
Tem dois ninhos transitórios:
Onde nunca demora, a que não Volta:
O berço e o túmulo.
A ASA, que o olhar acompanha pelo azul,
Não deixa vestígio no espaço.
Mas o tempo, esse, farfalha-se sem cessar,
Espalhando sem dó as suas penas
Sobre a terra e sobre as almas.
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2009
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