Sandra Leone

A DEPRESSIVA E O ALCOÓLATRA
Sandra Leone


Me entrego a depressão
como um alcóolatra, à bebida
Me embriago com a solidão
como um alcóolatra
sem motivo para a vida
Me afundo no vazio
como um alcóolatra
no seu copo de cachaça
Me perco na multidão
como um alcóolatra
entre o desespero e a desgraça
Me canso com a longa cavalgada
como um alcóolatra
caído na beira de uma calçada
Me encontro sozinha, perdida no mundo
como um alcóolatra
a vagar pela madrugada, feito um vagabundo
E quando chega o alvorecer
A angústia insiste em permanecer
e deixo o dia terminar
esperando mais uma noite chegar...

AINDA AMO ESSE AMOR
Sandra Leone


Te amei com tanta sinceridade
Com toda força do meu coração
E sofro, pois havia esperanças de um futuro
Onde esse amor seria a minha realização
E penso, seríamos eu e você
Vivendo um amor verdadeiro
Te amei tanto, que apesar do desencanto
Desse fim tão trágico
Ainda amo e te amo desesperadamente
Nesse amor me entreguei
Demonstrei o que eu sentia
Da forma mais simples e verdadeira
Cada palavra, cada sussurro
Cada gesto e atitude, diziam tudo
Na hora do amor
Então, só resta a saudade
E uma lágrima derramada e a dor.

SÓ EU E VOCÊ
Sandra Leone


Encosta em meu peito
ouça o tum, tum do meu coração
vem se aninhar e fazer
um lugar para nós dois
se não for nós
não se importe com o resto
esse....pode ficar para depois.
que sejamos agora...só eu e você.

EU, A PATINHA FEIA DA FAMÍLIA
Sandra Leone


Sempre me achei da família
A patinha feia
Em relação a mim
Nunca me senti alheia
As mudanças do meu corpo
O tempo não deixa escapar
E diante do espelho
Ele não nos deixa enganar
E o que mudou?
O que acabou?
Sempre precisei de incentivo
Prá poder seguir em frente
Me sentir mais mulher
Prá não desistir
Prá poder resistir
Fiz análise
Prá poder me aceitar
E na frente de um espelho
Poder me enxergar
E então tive que mudar
Mesmo me sentindo a patinha feia
Mesmo não vivendo alheia,
Tive que aprender
No mundo dos belos
A sobreviver.

 Índice de autores              Biografia