Nome: Tereza Neumann Ferreira de Assis
Profissão: Magistério (Atualmente aposentada)
Quer falar um pouco da terra onde mora?
Salvador/Bahia/Brasil – Terra muito bonita. É mística, dando um ar de mistério a
esta terra bonita, pela religião dos afro descendentes, o Candomblé. Sinto-me
orgulhosa de pertencer a esta terra maravilhosa.
Quando começou a escrever?
No ano de 1977.
Teve a influência de alguém para começar a escrever?
Não.
Lembra-se do seu 1º trabalho literário?
Sim. Foi uma crônica que escrevi sobre o amor, chamada “Manhã de Sol”.
Foi divulgado (como)?
Foi divulgada pelo Jornal da Bahia
Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano)?
Tenho várias Antologias.
Tem livro(s) electrónico(s) (e-books), editora e ano.
Não.
Projectos literários para este ano de 2008/09 ?
Não.
Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana?
Sou uma pessoa calma, vivo com a minha família. Mãe, Pai e irmãs, porque os amo.
Me formei em Magistério, mas nunca ensinei. Trabalhei durante 27 anos, na
Companhia de Energia Elétrica da Bahia – COELBA, me aposentando em 2002.
Como Escritor (a)?
Amo escrever. Gosto de poesias. Escrevo sobre o que observo na vida, as belezas
e as coisas erradas.
Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ?
Não. Só caneta e papel.
Tem prêmios literários?:
Já participei de vários concursos, mas infelizmente nunca ganhei.
Tem Home Page própria (não são consideradas outras que simplesmente tenham
trabalhos seus)?
Tenho Blog, cujo link é:
www.tepoeta.blogspot.com
Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e)
Livro (s) electrónicos, nos nossos sites?
Não.
Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ?
O conselho que dou, aprendi com o escritor Rilke, no seu livro “Cartas a um
jovem poeta”. Olhe para dentro de si, e veja se o que você escreveu vem do fundo
do seu coração, aí você está pronto para ser um poeta.
Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e
original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:
...SOBRE AS DORES DO MUNDO...
Escrevo para dizer o que vejo
Não sou cega, nem sossego,
Escrevo, o que ninguém
Quer escrever.
Vejo o mundo sangrando,
A massa mimosa delirando,
O poder só viajando,
Fechando os olhos pra não ver.
É comovente, é sombrio
A fome no prato vazio,
A miséria sem estio,
Dorme na rua, enfrenta o frio,
Excesso de descaso,
Cresce a miséria
De dez para mil,
Quando isso vai acabar?
A vaidade, a ambição,
Sem alma, sem coração,
Faz o egoísmo sobreviver.
Miséria é mera tolice,
Os poderosos é que dizem,
Fazem questão disso manter.
Pra ter o pobre subserviente,
Só o seu voto fazem valer.
É preciso dar um basta,
Na maldade que maltrata,
De homens insensatos,
Alguns novatos,
Outros a séculos no poder.
A miséria não tem riso,
De tanto chorar,
Secou as lágrimas,
Dizer não é preciso,
É só observar.
Nada vai bem com o pobre
Seu consolo é catar o lixo
Para a vida continuar.
29/09/2008 Tereza Neumann |
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