Quando você começou a escrever?
Aos 12 anos.
Você se lembra de seu primeiro poema?
Não.
O que levou você a escrever?
Saudade da família que mora no
interior.
Quantos poemas você já escreveu?
Não sei.
De todos os poemas que escreveu, qual é o que
mais gosta?
“Revolta do menor abandonado”.
Foi o poema que, de certa forma, me projetou.
Qual é o poema mais recente que escreveu?
“Quando não estiveres mais aqui”.
Qual poema mais lhe comoveu?
“Lírios para Maria”.
Você também escreve contos? Fale sobre eles.
Não. Ultimamente tenho escrito
crônicas.
Quais os poetas de sua preferência?
Augusto dos Anjos, Carlos
Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Vinícius,
Ivan Junqueira, José Régio, Castro Alves.
Quando escreve, onde busca inspiração?
Eu não busco... o poema “surge”.
Você já tem publicação de seus
poemas?
Até o momento, são seis livros
individuais e participação em algumas
antologias.
Escolha um de seus escritos e fale sobre ele.
Gosto do meu último livro “Quarador”,
cuja primeira edição é de junho de 2003. Poemas
concisos, de certa forma, um tanto subjetivos,
que representou uma ruptura com os meus
trabalhos anteriores, mais longos e objetivos.
Que mais desejaria falar?
Prof. Maria José Brant
DIA 11/07 às 13hs:30 – Sala 05
4º ano
Para criar poesia
No branco do papel cabe a declaração mais pura
No branco do papel cabe o seu e o meu mundo.
Cabe a doce palavra e a palavra mais dura,
Cabe até as piadas de humor do Giramundo.
No branco do papel cabe verdade e feia mentira,
No branco do papel cabe tudo: o real e o
imaginário
Cabe os meus versinhos caipira para a Jupira.
Cabe até o presente de um forte amor primário.
No papel em branco cabe você, Maria e José
Amigos que não só existem no brando do papel.
Cabe o dourado do sol e o azul da maré.
Cabe até a Itália, o Japão e o Israel.
No branco do papel cabe o que existe e não
existe
No branco do papel cabem versos, estrofes,
poesia.
Cabe o canto da cotovia a melodia meio triste
Cabe todo o lirismo, toda a saudade ou
nostalgia.
No branco do papel cabem estes versinhos.
No branco do papel
Camisa Greenpeace
Vesti a camisa Greenpeace
Por isso convido a você
Que arregace as mangas
e diga não ao sujão.
No meu time não joga no rio
nem tinta, nem óleo, nem sabão.
Não cortam matas, nem prendem pássaros.
O mico-leão dourado faz as suas peraltices
Nos verdes galhos da floresta
E a ararinha-azul gritará em liberdade
Bem longe do cativeiro.
A nossa campanha aplacou a matança e a coleta
por isso o veado-campeiro
e o lobo-guará livraram-se das ameaças
de desumanos pedradores.
Agora o nosso projeto persegue os colecionadores.
Seremos, sim, denunciadores de toda caça
silvestre.
Lugar de João e´ no barro, lugar de canário é na
terra ,
Lugar de sabiá é na laranjeira
e lugar de macaco é no galho.